Kesimpta

NOVARTIS BIOCIENCIAS S.A

Atualizado em 27/10/2022

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Kesimpta®
ofatumumabe
Injetável 20 mg/0,4 mL

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Solução injetável
Embalagens contendo 1 caneta preenchida

VIA SUBCUTÂNEA1
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada caneta preenchida de Kesimpta® contém:

ofatumumabe (solução a 0,4 mL de 50 mg/mL) 20 mg
excipiente q.s.p. 1 caneta

Excipientes: arginina, acetato de sódio tri-hidratado, cloreto de sódio, polissorbato 80, edetato dissódico di-hidratado, ácido clorídrico2 e água para injetáveis.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

O que é esclerose múltipla3?

A esclerose múltipla3 (EM) é uma doença crônica que afeta o sistema nervoso central4 (SNC5), particularmente o funcionamento do cérebro6 e da medula espinhal7. Na EM o sistema imunológico8 (sistema de defesa do organismo) funciona de maneira incorreta: a inflamação9 destrói a bainha protetora (chamada mielina10) ao redor dos neurônios11 no SNC5 e impede o funcionamento adequado destas células12. Esse processo é denominado desmielinização.

Pessoas com EM recorrente sofrem crises repetidas geralmente chamadas de recidivas13 ou surtos, que indicam a existência de uma inflamação9 no SNC5. Os sintomas14 variam de paciente para paciente15, mas normalmente envolvem problemas para caminhar ou de equilíbrio, fraqueza, dormência16 dos membros, problemas de visão17 (visão17 dupla e turva), má coordenação e problemas de bexiga18. Estes sintomas14 podem desaparecer completamente quando a recidiva19 termina, mas alguns problemas podem permanecer. Os pacientes acumulam incapacidade como resultado da recuperação incompleta de recidivas13 agudas e/ou progressão gradual da doença.

Kesimpta® é usado no tratamento de adultos com formas recorrentes de esclerose múltipla3. Não se sabe se Kesimpta® é seguro e eficaz em crianças.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

O princípio ativo de Kesimpta®, ofatumumabe, é um tipo de proteína chamada anticorpo20 monoclonal desenvolvido para reconhecer e se ligar a um alvo denominado CD20 na superfície de certos tipos de glóbulos brancos que fazem parte do sistema imunológico8 (as chamadas células12 B).

Quando uma resposta anormal é ativada pelo sistema imunológico8 do corpo, como ocorre na Esclerose Múltipla3, esses glóbulos brancos atacam as bainhas ao redor dos neurônios11 do cérebro6 e da medula espinhal7, causando inflamação9 e danos. Ao visar e remover as células12 B, Kesimpta® ajuda a reduzir sua atividade, diminuindo assim a chance de ocorrer uma recidiva19, aliviando os sintomas14 e retardando a progressão da doença.

Em estudos clínicos controlados com pacientes portadores de formas recorrentes de EM, Kesimpta® reduziu significativamente o número de surtos, prolongou significativamente o tempo sem recidivas13 e retardou a progressão da doença. O número médio de recidivas13 em pacientes tratados com Kesimpta® foi um pouco mais do que a metade do número de recidivas13 ocorridas em pacientes tratados com outro medicamento para EM, a teriflunomida. Kesimpta® reduziu significativamente um indicador biológico no sangue21, a chamada cadeia leve de neurofilamentos, cujos níveis elevados estão associados a danos nas células12 cerebrais.

Caso tenha alguma dúvida sobre como Kesimpta® funciona ou por que este medicamento foi receitado para você, fale com seu médico, farmacêutico ou profissional de saúde22.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Esse medicamento é contraindicado para:

  • Paciente com hipersensibilidade à substância ativa ou qualquer componente da fórmula, ver “Composição”.
  • Pacientes com infeção por hepatite23 B ativa.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Siga cuidadosamente todas as instruções do médico. Elas podem ser diferentes das informações gerais contidas nesta bula.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Antes do início do tratamento com Kesimpta®

Converse com o seu médico antes de iniciar o tratamento com Kesimpta®:

  • Seu médico irá verificar se você corre o risco de infecção24 por hepatite23 B antes do início do tratamento com Kesimpta®. Todos os pacientes devem fazer um exame de sangue21 e os pacientes que tiveram hepatite23 B ou que são portadores do vírus25 da hepatite23 B poderão ser encaminhados a um médico especializado. Kesimpta® pode ativar novamente o vírus25 da hepatite23 B.
  • Antes de iniciar o tratamento com Kesimpta®, o seu médico deve verificar o seu sistema imune26.
  • Se você tiver uma infecção24 antes do início do tratamento com Kesimpta®, seu médico pode decidir que você não vai receber Kesimpta® ou pode adiar seu tratamento com Kesimpta® até que a infecção24 seja resolvida.
  • Se planeja tomar uma vacina27. Você deve tomar suas vacinas pelo menos 4 semanas antes de iniciar Kesimpta® no caso de vacinas vivas ou vacinas vivas atenuadas e pelo menos 2 semanas antes de iniciar Kesimpta® no caso de outras vacinas. Você não deve tomar certos tipos de vacinas (vacinas vivas ou vacinas vivas atenuadas) durante o tratamento com Kesimpta®. No caso de outras vacinas, elas podem ser menos eficazes se administradas durante o tratamento com Kesimpta®.

Após o início do tratamento com Kesimpta®

Informe o seu médico durante o tratamento com Kesimpta®:

  • Se tiver reações relacionadas à injeção28 ou reações no local da injeção28. Reações relacionadas à injeção28 (gerais) e reações no local da injeção28 (locais) são os efeitos colaterais29 mais comuns do tratamento com Kesimpta® (consulte a seção “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”). Elas geralmente ocorrem após a primeira injeção subcutânea30 de Kesimpta® e até 24 horas após a injeção28. É recomendável que a primeira injeção subcutânea30 seja aplicada sob a orientação de um profissional de saúde22.
  • Se tiver uma infecção24. Qualquer infecção24 que você já tenha pode piorar. As infecções31 podem vir a ser graves e, às vezes, de risco à vida.
  • Se tiver uma resposta imunológica reduzida (devido a uma doença ou medicamentos que suprimem o sistema imunológico8, consulte “Uso com outros medicamentos”). Você pode ter infecções31 mais facilmente ou uma infecção24 que você já tenha pode piorar. Isso ocorre porque as células12 do sistema imunológico8 que são alvo de Kesimpta® também ajudam a combater infecções31.

Informe imediatamente o seu médico se tiver algum dos seguintes sintomas14 ou doenças durante o tratamento com Kesimpta®, pois isso pode ser grave:

  • Se acredita que a EM está piorando (por exemplo, fraqueza ou alterações visuais) ou se notar algum sintoma32 novo ou incomum, pois podem ser sintomas14 de uma doença cerebral rara causada por infecção24 e denominada leucoencefalopatia multifocal progressiva (LEMP).

Populações especiais

Crianças e adolescentes (menos de 18 anos): Kesimpta® não foi estudado em pacientes com menos de 18 anos.

Idosos (65 anos ou mais): Você pode usar Kesimpta® se tiver 65 anos de idade ou mais na mesma dose de adultos mais jovens.

Fertilidade, Gravidez33 e Lactação34

Você deve evitar engravidar durante o uso de Kesimpta® e por 6 meses depois de parar de usá-lo. Kesimpta® pode prejudicar o feto35. Pacientes do sexo feminino capazes de engravidar devem usar métodos eficazes de controle de natalidade durante o tratamento e por 6 meses após a interrupção de Kesimpta®. Pergunte ao seu médico sobre as opções de controle de natalidade eficaz.

Se engravidar ou achar que está grávida, informe o seu médico imediatamente. Você e seu médico decidirão o que é melhor para você e seu bebê.

Se estiver grávida ou amamentando, se achar que pode estar grávida ou planeja engravidar, consulte o seu médico antes de usar este medicamento.

Seu médico discutirá com você os riscos potenciais do uso de Kesimpta® durante a gravidez33. Isso porque Kesimpta® pode diminuir as células12 do sistema imunológico8 (células12 B) na mãe e no feto35.

Converse com seu médico antes de amamentar durante o uso de Kesimpta®. Kesimpta® pode passar para o leite materno. Pergunte e discuta com seu médico sobre os riscos e benefícios de amamentar seu bebê durante o uso de Kesimpta®.

Converse com seu médico antes de vacinar seu recém-nascido.

Consulte o seu médico ou farmacêutico antes de vacinar seu recém-nascido, caso tenha usado Kesimpta® durante a gravidez33 (consulte a seção “Uso com outros medicamentos – Vacinas”).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião- dentista.Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde22.

Interações medicamentosas

Uso com outros medicamentos (interações com outros produtos medicinais, incluindo vacinas ou medicamentos biológicos)

Antes de usar Kesimpta®, informe o seu médico ou farmacêutico se estiver tomando algum dos seguintes medicamentos:

  • Medicamentos que suprimem ou modulam o sistema imunológico8, inclusive outros medicamentos usados para tratar a EM como ocrelizumabe, cladribina, fingolimode, natalizumabe, teriflunomida, mitoxantrona ou dimetil fumarato, devido a um possível efeito aditivo no sistema imunológico8.
  • Vacinas. Se você precisar tomar uma vacina27, consulte primeiro o seu médico. Durante o tratamento com Kesimpta®, a administração de algumas vacinas contendo vírus25 vivos (vacinas vivas atenuadas, por exemplo, BCG36 para tuberculose37 ou vacina27 contra febre amarela38) pode resultar em infecção24 (consulte acima “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Cuidados de conservação

Kesimpta® deve ser armazenado sob refrigeração (2–8°C) em sua embalagem original para proteger da luz. Não congelar.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

A solução injetável de uso único é estéril, sem conservantes, límpida a ligeiramente opalescente e incolor a amarelo levemente acastanhado

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

Como usar

Sempre use este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico. Verifique com seu médico ou farmacêutico se não tiver certeza.

Não exceda a dose recomendada receitada pelo seu médico.

Posologia

  • A dose inicial é de 20 mg de Kesimpta® administrado por injeção subcutânea30 nas semanas 0, 1 e 2. Não há injeção28 na semana 3.
  • A partir da semana 4 e depois a cada mês, a dose recomendada é de 20 mg de Kesimpta® administrado por injeção subcutânea30.

Tabela 1. Regime de dosagem com injeção subcutânea30 de Kesimpta®

Momento

Dose

Semana 0 (início do tratamento)

20 mg

Semana 1

20 mg

Semana 2

20 mg

Semana 4

20 mg

A cada mês (a partir da semana 4)

20 mg

Você pode usar Kesimpta® a qualquer momento (manhã, tarde, noite) na dose programada

Kesimpta® é administrado por injeção subcutânea30 (injeção28 sob a pele39). Consulte as “Instruções de Uso” disponível nesta bula para obter detalhes.

Por quanto tempo usar?

Continue usando Kesimpta® todos os meses pelo tempo que o seu médico indicar.

Este é um tratamento de longo prazo, possivelmente com duração de meses ou anos. Seu médico irá monitorar regularmente a sua condição para verificar se o tratamento está tendo o efeito desejado.

Se tiver dúvidas sobre quanto tempo usar Kesimpta®, fale com seu médico, farmacêutico ou profissional de saúde22.

Interrupção do tratamento

Não pare de usar Kesimpta® ou altere a sua dose sem falar com o seu médico.

Alguns efeitos colaterais29 podem estar relacionados ao baixo nível de células12 B no sangue21. Depois de parar Kesimpta®, a contagem de células12 B no sangue21 vai aumentar gradualmente até atingir níveis normais. Isso pode levar vários meses. Durante esse período, alguns efeitos colaterais29 descritos nesta bula ainda poderão ocorrer.

Caso ainda tenha dúvidas sobre o uso deste medicamento, fale com seu médico ou farmacêutico.

INSTRUÇÕES DE USO E MANUSEIO

Instruções de uso da caneta preenchida de Kesimpta®

Certifique-se de ler, compreender e seguir essas “Instruções de Uso” antes de injetar Kesimpta®. Converse com seu profissional de saúde22 se tiver alguma dúvida antes de usar Kesimpta® pela primeira vez.


Lembre-se:

  • Não use a caneta de Kesimpta® se o lacre na embalagem externa ou o lacre da caneta estiver rompido. Mantenha a caneta de Kesimpta® na embalagem externa lacrada até estar pronto para usá-la.
  • Não agite a caneta de Kesimpta®.
  • Se deixar cair a caneta de Kesimpta®, não utilize se a caneta parecer danificada ou se você a deixou cair com a tampa removida.

Jogue fora (descarte) a caneta de Kesimpta® usada imediatamente após o uso. Não reutilize a caneta de Kesimpta®.

Consulte “Como devo descartar a caneta de Kesimpta® usada?” no final dessas “Instruções de Uso”.


Como devo armazenar Kesimpta®?

  • Armazene a caixa da caneta de Kesimpta® no refrigerador, de 2°C a 8°C.
  • Mantenha a caneta de Kesimpta® na embalagem original até estar pronto para o uso para proteger da luz.
  • Não congele a caneta de Kesimpta®.

Mantenha Kesimpta® e todos os medicamentos fora do alcance de crianças.


Peças da caneta Kesimpta® Sensoready®:

A caneta de Kesimpta® é mostrada com a tampa removida. Não remova a tampa até estar pronto para injetar.


O que você precisa para a injeção28:

Incluída na caixa:

Uma caneta de Kesimpta® nova.

Não incluído na caixa:

  • 1 lenço embebido em álcool
  • 1 bola de algodão ou gaze
  • Recipiente para descarte de materiais perfurocortantes

Consulte “Como devo descartar a caneta de Kesimpta® usada?” no final dessas “Instruções de Uso”.


Antes da injeção28

Tire a caneta de Kesimpta® do refrigerador 15 a 30 minutos antes de injetar para permitir que ela atinja a temperatura ambiente.

Passo 1. Verificações importantes de segurança antes de injetar:

  • Olhe pelo visor. O líquido deve ser límpido a ligeiramente turvo.
    Não use se o líquido contiver partículas visíveis ou estiver turvo. Você poderá ver uma pequena bolha40 de ar, o que é normal
  • Olhe a data de validade (VAL) na caneta de Kesimpta®. Não use a caneta se o prazo de validade estiver vencido.

Entre em contato com seu farmacêutico ou profissional de saúde22 se a caneta for reprovada nessas verificações.


Passo 2. Escolha o local da injeção28 

  • O local recomendado é a parte da frente das coxas41. Você também pode usar a área inferior do abdômen, mas não a área de cinco cm (2 polegadas) ao redor do umbigo42.
  • Escolha um local diferente cada vez que injetar Kesimpta®.
  • Não injete em áreas onde a pele39 estiver sensível, machucada, vermelha, escamosa43 ou dura. Evite áreas com cicatrizes44 ou estrias.

Se um cuidador ou profissional de saúde22 estiver aplicando a injeção28, ele também poderá injetar na parte superior externa do braço.


Passo 3. Limpe o local da injeção28

  • Lave as mãos45 com água e sabão.
  • Utilizando movimentos circulares, limpe o local da injeção28 com o lenço embebido em álcool. Deixe secar antes de injetar
  • Não toque na área limpa novamente antes da injeção28.


A injeção28:

Passo 4. Remova a tampa:

  • Remova a tampa apenas quando estiver pronto para usar a caneta.
  • Gire a tampa na direção da seta.
  • Jogue fora a tampa. Não tente recolocar a tampa.
  • Use a caneta no máximo 5 minutos após remover a tampa.
    Você poderá ver algumas gotas de medicamento saindo da agulha. Isso é normal.


Passo 5. Segure a caneta de Kesimpta®:

  • Segure a caneta a 90 graus em relação ao local de injeção28 limpo.

Importante: Durante a injeção28, você ouvirá 2 cliques altos:

  • O 1º clique indica que a injeção28 foi iniciada.
  • O 2º clique indicará que a injeção28 está quase concluída.

Você deve manter a caneta de Kesimpta® firmemente pressionada contra a pele39 até que o indicador verde preencha o visor e pare de se mover.


Passo 6. Comece a injeção28:

  • Pressione a caneta firmemente contra a pele39 para iniciar a injeção28.
  • O 1º clique indica que a injeção28 foi iniciada.
  • Mantenha a caneta firmemente pressionada contra a pele39.
  • O indicador verde mostra o progresso da injeção28.


Passo 7. Conclua a injeção28:

  • Ouça o 2º clique. Ele indica que a injeção28 está quase concluída.
  • Verifique se o indicador verde preenche o visor e parou de se mover.
  • A caneta agora pode ser removida.


Após a injeção28

  • Se o indicador verde não preencher o visor, significa que o medicamento não foi administrado. Entre em contato com seu profissional de saúde22 se o indicador verde não estiver visível.
  • Pode haver uma pequena quantidade de sangue21 no local da injeção28. Você pode pressionar uma bola de algodão ou gaze sobre o local da injeção28 e segurá-la por 10 segundos. Não esfregue o local da injeção28. Você pode cobrir o local da injeção28 com um pequeno curativo adesivo, se necessário.


Como devo descartar as canetas de Kesimpta® usadas?

Passo 8. Descarte da caneta de Kesimpta®:

  • Descarte a caneta usada em um recipiente para descarte de materiais perfurocortantes (ou seja, recipiente fechado resistente a perfuração ou semelhante).
  • Nunca tente reutilizar a caneta.

    Mantenha o recipiente para materiais perfurocortantes fora do alcance de crianças

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

Se você deixar de aplicar uma injeção28 de Kesimpta®, ela deve ser administrada o quanto antes. Não espere até a próxima dose programada. O intervalo de tratamento recomendado deve ser mantido nas doses seguintes.

Para obter todos os benefícios de Kesimpta®, é importante que você tome cada injeção subcutânea30 no momento devido.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

Como ocorre com todos os medicamentos, os pacientes tratados com Kesimpta® podem apresentar efeitos colaterais29, embora isso não aconteça com todos.

Os efeitos colaterais29 incluem os seguintes mencionados abaixo. Se estes efeitos colaterais29 se agravarem, informe o seu médico, farmacêutico ou profissional de saúde22.

A maioria dos efeitos colaterais29 é de intensidade leve a moderada e geralmente desaparece após alguns dias a algumas semanas de tratamento.

Muito comuns: podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas

  • Infecção24 do trato respiratório superior com sintomas14 como dor de garganta46 e coriza47
  • Infecções31 no trato urinário48 com sintomas14 como dor ao urinar
  • Reações no local da injeção28 (locais) como vermelhidão, dor, coceira e inchaço49 no local da injeção28
  • Reações relacionadas à injeção28 (gerais) como febre50, dor de cabeça51, dor muscular, dor nas costas52, calafrios53 e cansaço

Comuns: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas

  • Diminuição de uma proteína específica no sangue21 (imunoglobulina54 M) que ajuda a proteger contra infecções31 Se notar algum efeito colateral55 não mencionado nesta bula, informe o seu médico ou farmacêutico.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Se você usou muito Kesimpta® de uma só vez ou se usou uma primeira dose de Kesimpta® por engano, entre em contato com seu médico imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

MS – 1.0068.1176
Farm. Resp.: Flavia Regina Pegorer – CRF-SP 18.150

Importado por:
Novartis Biociências S.A.
Av. Prof. Vicente Rao, 90 São Paulo - SP
CNPJ: 56.994.502/0001-30
Indústria Brasileira

Fabricado por:
Novartis Pharma Stein AG, Stein, Suíça.


SAC 0800 888 3003

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
2 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
3 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
4 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
5 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
6 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
7 Medula Espinhal:
8 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
9 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
10 Mielina: Bainha, rica em lipídeos e proteínas, que reveste os AXÔNIOS, tanto no sistema nervoso central como no periférico. É um isolante elétrico que permite a condução dos impulsos nervosos de modo mais rápido e energeticamente mais eficiente. É formada pelas membranas de células da glia (CÉLULAS DE SCHWANN no sistema nervoso periférico e OLIGODENDROGLIA no sistema nervoso central). A deterioração desta bainha nas DOENÇAS DESMIELINIZANTES é um sério problema clínico.
11 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
12 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
13 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
14 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
15 Para paciente: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Paciente disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
16 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
17 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
18 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
19 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
20 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
21 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
22 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
23 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
24 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
25 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
26 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
27 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
28 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
29 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
30 Injeção subcutânea: Injetar fluido no tecido localizado abaixo da pele, o tecido celular subcutâneo, com uma agulha e seringa.
31 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
32 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
33 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
34 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
35 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
36 BCG: Vacina utilizada para prevenir a tuberculose. Esta é composta por bacilos vivos e atenuados, que não produzem doença em pessoas com imunidade normal.
37 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
38 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
39 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
40 Bolha: 1. Erupção cutânea globosa entre as camadas superficiais da epiderme, cheia de serosidade, líquido claro, pus ou sangue, causada por inflamação, queimadura, atrito, efeito de certas enfermidades, etc. Deve ter mais de 0,5 cm. Quando tem um tamanho menor devem ser chamadas de “vesículas”. 2. Bola ou glóbulo cheio de gás, ar ou vapor que se forma (ou se formou) em alguma substância líquida ou pastosa, especialmente ao ser agitada ou por ebulição ou fermentação. 3. Saliência oca em uma superfície.
41 Coxas: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
42 Umbigo: Depressão no centro da PAREDE ABDOMINAL, marcando o ponto onde o CORDÃO UMBILICAL entrava no feto. OMPHALO- (navel)
43 Escamosa: Cheia ou coberta de escamas, ou seja, de pequenas lâminas epidérmicas que se desprendem espontaneamente da pele.
44 Cicatrizes: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
45 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
46 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
47 Coriza: Inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo.
48 Trato Urinário:
49 Inchaço: Inchação, edema.
50 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
51 Cabeça:
52 Costas:
53 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
54 Imunoglobulina: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
55 Efeito colateral: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.

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