CELAPRAM

MERCK

Atualizado em 08/12/2014

CELAPRAM
citalopram
20 mg

Forma Farmacêutica e Apresentação de Celapram

Comprimidos revestidos - Embalagem contendo 30 comprimidos revestidos.USO ORAL - ADULTO

Composição de Celapram

Cada comprimido revestido contém:
bromidrato de citalopram* .................... 24,98 mg
(*Equivalente a 20 mg de citalopram).
Excipientes: amido, celulose microcristalina, estearato de magnésio, lactose1 monoidratada, povidona, crospovidona, dióxido de titânio, hipromelose, macrogol.

Informações ao Paciente de Celapram

Ação esperada do medicamentoO produto é indicado para o tratamento de depressão e prevenção de recaída ou recorrência2; de transtornos do pânico com ou sem agorafobia3 e em transtorno obsessivo-compulsivo. Os primeiros efeitos terapêuticos começam a ser observados de duas a quatro semanas após o início da terapia com citalopram, embora os efeitos terapêuticos máximos sejam observados, por vezes, após cinco a seis semanas de uso.
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.
Prazo de validade
O prazo de validade do produto é de 24 meses e encontra-se gravado na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto.
Gravidez4 e lactação5
Informe seu médico a ocorrência de gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informe ao médico se está amamentando.
Cuidados de administração
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento
Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico. Não interrompa o uso do produto abruptamente. Seu médico saberá o momento de suspender a medicação. Quando isto ocorrer, a suspensão deverá ser feita gradualmente.
Reações adversas
Informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como náuseas6, boca7 seca, sonolência, sudorese8 aumentada, tremor, diarreia9, dor de cabeça10 e insônia.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
Ingestão concomitante com outras substâncias
Informe a seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento. O citalopram não deve ser administrado a pessoas em uso de inibidores da monoaminoxidase11 (IMAOs). O citalopram só deve ser iniciado 14 dias após a suspensão destes medicamentos (IMAOs).
Contraindicações e Precauções
Em caso de gravidez4 ou amamentação12, consulte seu médico.
O produto deve ser usado com cuidado em pacientes com doença hepática13 grave.
Durante o tratamento, o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
NÃO USE MEDICAMENTO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE14.

Informações Técnicas de Celapram

Farmacodinâmica
Estudos bioquímicos e comportamentais mostraram que o citalopram é um potente inibidor da recaptação da serotonina (5-HT). A tolerância para a inibição da captação de 5-HT não é induzida pelo tratamento prolongado com o citalopram. O citalopram é o inibidor seletivo da recaptação de serotonina (ISRS) de maior seletividade descrito até o momento, com nenhum ou mínimo efeito sobre a recaptação da noradrenalina15 (NA), dopamina16 (DA) e ácido gamaminobutírico (GABA17).
Ao contrário dos antidepressivos tricíclicos e de alguns dos mais novos inibidores da recaptação da serotonina, o citalopram não apresenta afinidade ou apresenta muito baixa afinidade aos receptores 5-HT1A, 5-HT2, DA D1 e DA D2; colinérgicos muscarínicos; histamínicos H1; alfa e beta-adrenérgicos18; benzodiazepínicos e opioides. Uma série de testes funcionais in vitro em orgãos isolados, bem como testes funcionais in vivo, confirmaram a falta de afinidade por esses receptores. Essa ausência de eleitos sobre receptores poderia explicar porque o citalopram produz uma quantidade menor de efeitos colaterais19 tradicionais, como boca7 seca, distúrbios vesicais e intestinais, visão20 turva, sedação21, cardiotoxicidade e hipotensão22 ortostática.
A supressão do sono durante o estágio REM (movimento rápido dos olhos23) é considerada um fator preditivo da atividade antidepressiva. Como os antidepressivos tricíclicos, outros ISRSs e inibidores da MAO24, o citalopram suprime o sono REM e aumenta o sono profundo de ondas lentas.
Embora não se ligue a receptores opioides, o citalopram potencializa o efeito antinociceptivo de analgésicos25 opioides comumente utilizados.
Os principais metabólitos26 do citalopram são ISRS, embora as relações de potência e seletividade deles sejam menores que as do citalopram. No entanto, as relações de seletividade dos metabólitos26 são maiores que as de vários dos ISRSs mais novos. Os metabólitos26 não contribuem para o efeito antidepressivo total.
Em humanos, o citalopram não compromete o desempenho cognitivo27 (função intelectual) e psicomotor28 e apresenta pouca ou nenhuma propriedade sedativa, seja sozinho ou em associação com álcool.
O citalopram não reduziu o fluxo de saliva em um estudo de dose única em voluntários humanos e não teve nenhuma influência significativa sobre parâmetros cardiovasculares em nenhum dos estudos com voluntários sadios. Existem algumas evidências de um possível efeito leve sobre a secreção de prolactina29.
Farmacocinética
Absorção: a absorção do citalopram é quase completa e independe da ingestão de alimentos (Tmáx médio de 3 horas). A biodisponibilidade oral é de cerca de 80%.
Distribuição: o volume de distribuição aparente (Vd)ß é cerca de 12 a 17 l/Kg. A ligação a proteínas30 plasmáticas é menor que 80% para o citalopram e seus principais metabólitos26.
Biotransformação: o bromidrato de citalopram é metabolizado nos derivados desmetil citalopram, didesmetilcitalopram e citalopram-N-óxido e em um derivado inativo, o ácido propiônico deaminado. Todos os metabólitos26 ativos também são inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), porém mais fracos que o composto original. O citalopram inalterado é o composto predominante no plasma31. As concentrações de desmetil citalopram e didesmetilcitalopram geralmente correspondem a 30% - 50% e 5% - 10% da concentração de citalopram, respectivamente. A biotransformação do citalopram em desmetil citalopram é mediada pela CYP2C19 (aproximadamente 60%), CYP3A4 (aproximadamente 30%) e CYP2D6 (aproximadamente 10%).
Eliminação: a meia-vida de eliminação (T1/2 â) é de cerca de um dia e meio; a depuração plasmática do citalopram sistêmico32 (Cls) é de aproximadamente 0,3 a 0,4 l/min e a depuração plasmática do citalopram oral é de aproximadamente 0,4 l/min. O citalopram é excretado principalmente através do fígado33 (85%) e o restante (15%) através dos rins34; 12% a 23% da dose diária são excretados através da urina35 na forma de citalopram inalterado. A depuração hepática13 (residual) é de aproximadamente 0,3 l/min e a depuração renal36 é de aproximadamente 0,05 a 0,08 l/min. A cinética37 é linear. Os níveis plasmáticos são alcançados em uma a duas semanas. Concentrações médias de 300 nmol/l (165 a 405 nmol/l) são alcançadas com uma dose diária de 40 mg. Não existe uma relação clara entre os níveis plasmáticos de citalopram e a resposta terapêutica38 ou os efeitos colaterais19.
Em pacientes idosos (> 65 anos), as meias-vidas mais longas (1,5 a 3,75 dias) e os valores de depuração diminuídos (0,08 a 0,3 l/min) decorrentes de uma redução da velocidade de metabolização foram demonstrados. Os níveis de equilíbrio em idosos foram cerca de duas vezes maiores que em pacientes mais jovens tratados com a mesma dose.
O citalopram é eliminado mais lentamente em pacientes com função hepática13 reduzida. A meia-vida do citalopram, nesses casos, é cerca de duas vezes mais longa e as concentrações de citalopram em equilíbrio, em uma determinada dose, serão duas vezes maiores que em pacientes com função hepática13 normal.
O citalopram é eliminado mais lentamente em pacientes com redução leve a moderada da função renal36, sem nenhum impacto maior na farmacocinética do citalopram. No momento, não há nenhuma informação disponível para o tratamento de pacientes com função renal36 gravemente reduzida (depuração de creatinina39 < 20 ml/min).

Indicações de Celapram

É indicado para o tratamento de depressão e prevenção de recaída ou recorrência2; de transtornos do pânico com ou sem agorafobia3 e em transtorno obsessivo-compulsivo.

Contraindicações de Celapram

O citalopram é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer um de seus componentes. O tratamento concomitante com IMAOs (inibidores da monoaminoxidase11), incluindo selegilina (inibidor seletivo da MAO24-B) em doses acima de 10 mg é contraindicado. (Ver interações medicamentosas).

Precauções e Advertências de Celapram

A dose máxima diária não deve exceder 40 mg/dia pois doses superiores a 40 mg/dia podem causar alterações na atividade elétrica do coração40 e não mostram nenhum benefício no tratamento da depressão.Os pacientes com prolongamento do intervalo QT congênito41 apresentam maior risco de desenvolverem Torsades de Pointes, taquicardia42 ventricular e morte súbita se utilizarem medicamentos que prolongam o intervalo QT.
A dose máxima recomendada para pacientes43 maiores de 60 anos é de 20 mg diários.
O citalopram deve ser descontinuado em pacientes que apresentem medidas do intervalo QT superiores a 500ms.
O citalopram não deve ser administrado junto com IMAOs, incluindo selegilina (inibidor seletivo da MAO24-B) em doses acima de 10 mg por dia (ver Contraindicações e Interações Medicamentosas).
Pesquisas in vivo mostraram que a metabolização não exibe nenhum polimorfismo clinicamente importante na oxidação da esparteína/debrisoquina (CYP2D6) e na hidroxilação da mefenitoína (CYP2C19). Consequentemente, não há necessidade de dose individualizada baseada nesses fenótipos.
Para o tratamento de pacientes idosos e pacientes com função renal36 ou hepática13 reduzida, ver Posologia.
Alguns pacientes com transtorno do pânico podem apresentar sintomas44 de ansiedade intensificados no início do tratamento com antidepressivos. Essa reação paradoxal45 geralmente desaparece dentro de duas semanas durante o tratamento continuado.
Aconselha-se uma dose inicial baixa para reduzir a possibilidade de um efeito ansiogênico paradoxal45. (ver Posologia).
Como no caso de outros ISRSs, citalopram não deve ser administrado a pacientes que estejam recebendo inibidores na monoaminoxidase (IMAOs), com exceção de selegilina em doses de até 10 mg por dia. O tratamento com citalopram pode ser instituído 14 dias depois da suspensão de IMAOs não-seletivos e no mínimo um dia depois da suspensão de moclobemida. O tratamento com IMAOs pode ser introduzido 7 dias depois da suspensão de citalopram (ver Interações Medicamentosas).
Hiponatremia46, provavelmente devido a secreção inapropriada de hormônio47 antidiurético (SIADH), tem sido relatada com uma reação adversa rara com o uso de ISRSs. Pacientes idosos, especialmente, parecem ser um grupo de risco48.
Após administração prolongada, a cessação abrupta de ISRSs pode produzir, em alguns pacientes, sintomas44 de descontinuação, como tontura49, parestesia50, tremor, ansiedade, náuseas6 e palpitação51. Recomenda-se que descontinuação do tratamento seja realizada através da redução gradual da posologia ao longo de uma a duas semanas, a fim de evitar a ocorrência daqueles sintomas44. Estes não são indicativos de vício.
A possibilidade de tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que ocorra remissão significativa. Pacientes potencialmente suicidas não devem ter acesso a grandes quantidades de drogas.
Em pacientes maníaco-depressivos pode ocorrer uma mudança para a fase maníaca.
Caso o paciente entre na fase maníaca, o uso de citalopram deverá ser interrompido.
Embora experimentos com animais tenham mostrado que o citalopram não tem potencial epileptogênico, ele deve ser utilizado com cuidado em pacientes com antecedente de convulsões, assim como outros antidepressivos.
Conforme descrito para outros psicotrópicos52, o citalopram pode modificar as respostas de insulina53 e glicose54, exigindo ajuste da terapia antidiabética em pacientes com diabetes55; além disso, a doença depressiva pode por si só afetar o balanço de glicose54 dos pacientes.
Raramente a ocorrência de " síndrome serotoninérgica56"  tem sido relatada em pacientes que estejam recebendo ISRSs. Uma combinação de sintomas44, incluindo possivelmente agitação, confusão, tremor, mioclonia57 e hipertermia pode indicar o desenvolvimento dessa condição.
Uso durante a gravidez4 e a lactação5
A experiência clínica de uso em mulheres grávidas é limitada.
Estudos de toxicidade58 reprodutiva não forneceram evidências de uma incidência59 aumentada de dano fetal ou outros efeitos deletérios sobre o processo reprodutivo.
Existem informações sobre a excreção de citalopram no leite, mas tais informações são insuficientes para a avaliação de risco para a criança. Recomenda-se cuidado.
Efeitos na capacidade de dirigir ou operar máquinas
O citalopram não compromete a função intelectual ou o desempenho psicomotor28.
Entretanto, pode-se esperar que pacientes, para os quais tenha sido prescrito medicamento psicotrópico60, apresentem algum comprometimento da atenção e concentração, devido à própria doença, ao medicamento ou a ambos. Os pacientes devem ser advertidos quanto à sua capacidade de dirigir carro e operar máquinas.

Interações Medicamentosas de Celapram

A biotransformação do citalopram em desmetilcitalopram é mediada pelas isoenzimas CYP2C19 (aproximadamente 60%), CYP3A4 e CYP2D6 do sistema citocromo P450.
Citalopram e desmetilcitalopram têm pouca influência inibitória sobre as enzimas do citocromo P450, especialmente, quando comparado com outros ISRSs que inibem enzimas do citocromo P450 de forma significativa. Assim, é improvável que o citalopram em doses terapêuticas iniba a metabolização de drogas mediada pelo citocromo P450.
Associações contraindicadas: IMAOs (não-seletivos, bem como seletivos A (moclobemida) - risco de " síndrome serotoninérgica56" .
A administração simultânea de citalopram e inibidores da MAO24 pode causar síndrome serotoninérgica56.
Assim como outros ISRSs, o citalopram não deve ser administrado com inibidores da monoaminoxidase11 (IMAOs), incluindo-se a selegina em doses acima de 10 mg diários. O tratamento com citalopram pode ser iniciado 14 dias após a descontinuação de IMAOs não-seletivos e, no mínimo 1 dia após a descontinuação de moclobemida. O tratamento com IMAOs pode ser iniciado 7 dias após a descontinuação do citalopram. Não há informação a respeito de associações.
Um estudo de interação farmacocinética/farmacodinâmica com a administração concomitante de citalopram e metoprolol mostrou um aumento de duas vezes das concentrações de metoprolol, mas nenhum aumento estatisticamente significativo no efeito do metoprolol sobre a pressão arterial61 ou na frequência cardíaca em voluntários sadios.
A cimetidina causou um aumento moderado dos níveis médios do citalopram.
Recomenda-se, portanto, que se tenha cuidado no limite superior do intervalo de variação da dose de citalopram, quando este for utilizado concomitantemente com altas doses de cimetidina. Não se recomenda nenhuma redução da dose geral de citalopram durante a coadministração com cimetidina.
Um estudo de interação de farmacocinética/farmacodinâmica com o citalopram (20 mg por dia) e selegilina (10 mg por dia), administrados de forma concomitante, não demonstrou nenhuma interação clinicamente relevante.
Um estudo de interação com a administração concomitante de lítio e citalopram não revelou nenhuma interação farmacocinética. Nenhuma interação farmacocinética foi encontrada em estudos clínicos nos quais o citalopram foi administrado concomitantemente com o lítio. Entretanto, não se pode excluir esta possibilidade, visto que o lítio aumenta a neurotransmissão serotoninérgica, de tal forma que o tratamento concomitante com essas drogas deve ser conduzido com cuidado.
Não há estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de eletroconvulsoterapia (ECT) e citalopram.
Estudos de interação farmacocinética mostraram que, durante o tratamento com o citalopram, foi indicada somente uma fraca inibição da esparteína oxigenase (CYP2D6), enquanto a mefenitoína oxigenase (CYP2CI9) não foi influenciada pelo tratamento com o citalopram.
Foram realizados estudos de interação farmacocinética com a levomepromazina (protótipo de fenotiazinas) e a imipramina (protótipo de antidepressivos tricíclicos). Não foi encontrada nenhuma interação farmacocinética de importância clínica.
Um estudo de interação com a varfarina e o citalopram mostrou que é improvável que o citalopram tenha qualquer efeito sobre a farmacocinética ou farmacodinâmica da varfarina.
Em um estudo de interação farmacocinética o citalopram não causou nenhuma alteração na farmacocinética da digoxina.
Um estudo de interação de dose múltipla com a carbamazepina e o citalopram mostrou que é improvável que o citalopram tenha qualquer efeito sobre a farmacocinética da carbamazepina e ao seu metabólito62, a carbamazepina-epóxido.
Em um estudo de interação farmacocinética, o citalopram não afetou a farmacocinética da teofilina.
Não foi encontrada interação farmacodinâmica nem farmacocinética quando o citalopram foi administrado simultaneamente com álcool.

Reações Adversas de Celapram

As reações adversas observadas com citalopram são em geral leves e transitórias. Elas são mais frequentes durante a primeira ou segunda semana de tratamento e geralmente se atenuam em seguida.Os efeitos adversos mais comumente observados com o uso de citalopram (N=1083) em estudos duplo-cegos, controlados por placebo63 e não observados com uma incidência59 igual entre pacientes tratados com placebo63 (N=486) foram: náuseas6, boca7 seca, sonolência, sudorese8 aumentada, tremor, diarreia9 e distúrbio de ejaculação64. A incidência59 excedente de cada um desses efeitos adversos em relação ao placebo63 é baixa.
Os eventos adversos mais comumente relatados em estudos clínicos com o citalopram (N=3107) foram: sudorese8 aumentada, cefaleia65, tremor, sonolência, insônia, boca7 seca, constipação66 e astenia67.

Posologia e Administração de Celapram

Os comprimidos de citalopram são administrados na forma de uma dose única. Podem ser tomados em qualquer momento do dia, independentemente da ingestão de alimentos. Visto que a resposta terapêutica38 em geral pode ser avaliada somente depois de 2 a 3 semanas de tratamento, um possível aumento da dose (em elevações de 10 mg) deve ser realizado em intervalos de 2 a 3 semanas.
Adultos
Tratando depressão: o citalopram deve ser administrado na forma de dose oral única de 20 mg ao dia.
Dependendo da resposta individual do paciente e da gravidade da depressão, pode ser aumentada até um máximo de 60 mg por dia.
Tratando transtorno do pânico: uma dose oral única de 10 mg é recomendada na primeira semana, antes de se aumentar a dose para 20 mg por dia. A dose pode ser aumentada adicionalmente, até um máximo de 60 mg por dia, dependendo da resposta individual do paciente.
Tratando transtorno obsessivo-compulsivo: é recomendada a dose inicial de 20 mg. Se necessário, a dose pode ser aumentada até 60 mg, conforme critério médico.
Pacientes idosos (> 65 anos de idade)
Tratando depressão: o citalopram deve ser administrado na forma de uma dose oral única de 20 mg por dia.
Dependendo da resposta individual do paciente e da gravidade da depressão, a dose pode ser aumentada até um máximo de 40 mg por dia.
Tratando transtorno do pânico: uma dose oral única de 10 mg é recomendada na primeira semana, antes de se aumentar a dose para 20 mg por dia. A dose pode ser aumentada adicionalmente, até um máximo de 60 mg por dia, dependendo da resposta individual do paciente.
Crianças
Não se recomenda o uso de citalopram em crianças, uma vez que a segurança deste fármaco68 não está estabelecida para crianças.
Função renal36 reduzida
Não é necessário ajuste da posologia em pacientes com comprometimento renal36 leve ou moderado. Não está disponível nenhuma informação sobre o tratamento de pacientes com função renal36 gravemente reduzida (depuração de creatinina39 < 20 ml/min).
Função hepática13 reduzida
Pacientes com função hepática13 reduzida devem receber doses não superiores a 30 mg/dia.
Duração do tratamento
Uma melhora significativa do humor deprimido pode ser notada já na primeira semana de tratamento e uma resposta antidepressiva total em 2 a 4 semanas. O tratamento com antidepressivos é sintomático69 e deve, portanto, ser continuado por um período de tempo apropriado, geralmente 6 meses ou mais, após melhora clínica a fim de se prevenir recidiva70.
No caso de pacientes com depressão recorrente (unipolar), a continuação da terapia durante alguns anos pode ser necessária para se evitar a ocorrência de novos episódios.
A eficácia máxima do citalopram no tratamento do transtorno do pânico é alcançada depois de cerca de 3 meses e a resposta é mantida durante tratamento continuado.
O início do efeito no tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo é de 2 a 4 semanas, havendo melhora adicional com a continuação do tratamento. Na interrupção do tratamento, a medicação deve ser gradualmente retirada, ao longo de algumas semanas.

Superdose de Celapram

Como citalopram é administrado em pacientes que apresentam risco potencial de suicídio, houve alguns relatos de tentativa de suicídio. Não existem detalhes quanto às doses utilizadas ou quanto a combinações com outras drogas e/ou álcool.
A experiência proveniente de casos considerados como sendo provocados pelo citalopram em monoterapia mostrou o seguinte padrão: em doses abaixo de 600 mg, sintomas44 leves de náuseas6, tontura49, taquicardia42, tremor e sonolência foram evidentes; em doses acima de 600 mg, podem ocorrer convulsões nas primeiras horas após ingestão. As convulsões podem aparecer repentinamente, apesar de uma diminuição apenas discreta do nível de consciência.
Alterações de ECG, principalmente na forma de complexos QRS alargados, podem ocorrer algumas horas depois. Não foram relatadas arritmias71 graves ou hipotensão22 clinicamente significativa.
Conduta na superdose
Não existe antídoto72 específico. O tratamento é sintomático69 e de suporte. Deve-se realizar lavagem gástrica73 assim que possível após a ingestão oral. Deverá ser instituída monitorização através do ECG, quando forem ingeridos mais de 600 mg. Convulsões podem ser tratadas com diazepam. Complexos QRS largos podem ser normalizados através da infusão de solução hipertônica74 de cloreto de sódio. Um paciente adulto sobreviveu à intoxicação com 5.200 mg de citalopram.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA.
Nº do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem externa.
M.S. 1.0089.0345
Farm. Resp.: Geraldo César Monteiro de Castro - CRF-RJ nº 14021
Importado e embalado por: MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro - RJ - CEP 22710-571
Indústria Brasileira
Fabricado por: Alphapharm Pty.
Brisbane - Queensland - Austrália

CELAPRAM - Laboratório

MERCK
Estrada dos Bandeirantes, 1099
Rio de Janeiro/RJ - CEP: 22170-571
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Fax: 55 (021) 444-2124
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Ver outros medicamentos do laboratório "MERCK"

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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
3 Agorafobia: Estado de medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos. Também conhecida como cenofobia.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
6 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
7 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
8 Sudorese: Suor excessivo
9 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
10 Cabeça:
11 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
12 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
13 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
14 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
15 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
16 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
17 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
18 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
19 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
20 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
21 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
22 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
23 Olhos:
24 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
25 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
26 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
27 Desempenho cognitivo: Desempenho dos processos de aprendizagem e de aquisição de conhecimento através da percepção.
28 Psicomotor: Próprio ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
29 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
30 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
31 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
32 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
33 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
34 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
35 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
36 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
37 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
38 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
39 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
40 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
41 Congênito: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
42 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
43 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
44 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
45 Paradoxal: Que contém ou se baseia em paradoxo(s), que aprecia paradoxo(s). Paradoxo é o pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. É a aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.
46 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
47 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
48 Grupo de risco: Em medicina, um grupo de risco corresponde a uma população sujeita a determinados fatores ou características, que a tornam mais susceptível a ter ou adquirir determinada doença.
49 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
50 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
51 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
52 Psicotrópicos: Que ou o que atua quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, etc. (diz-se de medicamento, droga, substância, etc.). Alguns psicotrópicos têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo; outros, especialmente se usados indevidamente, podem causar perturbações psíquicas.
53 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
54 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
55 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
56 Síndrome serotoninérgica: Síndrome serotoninérgica ou síndrome da serotonina é caracterizada por uma tríade de alterações do estado mental (ansiedade, agitação, confusão mental, hipomania, alucinações e coma), das funções motoras (englobando tremores, mioclonias, hipertonia, hiperreflexia e incoordenação) e do sistema nervoso autônomo (febre, sudorese, náuseas, vômitos, diarreia e hipertensão). Ela pode ter causas diversas, mas na maioria das vezes ocorre por uma má interação medicamentosa, quando dois ou mais medicamentos que elevam a neurotransmissão serotoninérgica por meio de distintos mecanismos são utilizados concomitantemente ou em overdose.
57 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
58 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
59 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
60 Psicotrópico: Que ou o que atua quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, etc. (diz-se de medicamento, droga, substância, etc.). Alguns psicotrópicos têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo; outros, especialmente se usados indevidamente, podem causar perturbações psíquicas.
61 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
62 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
63 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
64 Ejaculação: 1. Ato de ejacular. Expulsão vigorosa; forte derramamento (de líquido); jato. 2. Em fisiologia, emissão de esperma pela uretra no momento do orgasmo. 3. Por extensão de sentido, qualquer emissão. 4. No sentido figurado, fartura de palavras; arrazoado.
65 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
66 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
67 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
68 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
69 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
70 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
71 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
72 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
73 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
74 Hipertônica: Relativo à hipertonia; em biologia caracteriza solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra; em fisiologia, é o mesmo que espástico e em medicina diz-se de tecidos orgânicos que apresentam hipertonia ou tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.

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