Preço de DESFERAL em Fairfield/SP: R$ 343,40

DESFERAL

NOVARTIS

Atualizado em 08/12/2014

AGENTE QUELANTE ESPECÍFICO DO FERRO

Forma Farmacêutica e Apresentação de Desferal

Liofilizado1 injetável, acondicionado em frasco-ampola, caixa com 10 unidades.

Composição de Desferal

Cada frasco-ampola contém 500 mg de mesilato de deferoxamina na forma liofilizada2.

Informações ao Paciente de Desferal

O produto deve ser conservado em local fresco (até 25ºC). O prazo de validade está impresso no cartucho. Não utilize o produto após a data de validade. Uma vez constituída, a solução de DESFERAL não deve ser armazenada por mais de 24 horas à temperatura ambiente (conservá-la até 23ºC). Siga corretamente as orientações de seu médico quanto à utilização do produto, não interrompendo ou modificando o tratamento sem antes consultá-lo. Informe-o também se estiver grávida ou amamentando ou se ocorrer gravidez3 durante o tratamento. DESFERAL não deve ser utilizado durante a gravidez3 ou no período de lactação4, a não ser por estrita indicação médica.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

DESFERAL é geralmente bem tolerado; porém, dependendo da individualidade de cada paciente, algumas reações indesejáveis podem ocorrer esporadicamente. Tais reações incluem vermelhidão da pele5, coceira, tontura6, sudorese7, dificuldade para respirar, visão8 borrada, zumbidos, febre9, dor de garganta10, diarréia11 e mal-estar. Caso note algum desses sintomas12, procure seu médico que é a pessoa mais adequada para orientar sobre como proceder. Informe também ao seu médico caso esteja tomando qualquer outra medicação, inclusive vitamina13 C.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE14.

Informações Técnicas de Desferal

Propriedades Farmacológicas de Desferal

Grupo farmacoterapêutico: agente quelante.
Mecanismo de ação: A deferoxamina (DFO) forma complexos predominantemente com os íons15 trivalentes de ferro e alumínio: as constantes de formações dos complexos são l031 e l025, respectivamente. A afinidade da DFO para íons15 divalentes tais como Fe2+, Cu2+, Zn2+, Ca2+ é substancialmente menor (constantes de formação de complexos de l014 ou menores). A quelação ocorre em base molar de 1:1, de modo que 1 g de DFO pode, teoricamente, ligar-se a 85 mg de Fe3+ ou 41 mg de Al3+.
Em decorrência de suas propriedades quelantes, a DFO é capaz de deslocar ferro, tanto em forma livre quanto ligado à ferritina e à hemossiderina, formando portanto, o complexo ferrioxamina (FO). A DFO, entretanto, não remove o ferro da transferrina, da hemoglobina16 ou de outras substâncias hemínicas.
A DFO pode também mobilizar e quelar o alumínio, formando um complexo aluminoxamina (AlO).

Efeitos farmacodinâmicos: Uma vez que ambos os complexos, FO e AlO, são completamente excretados, a DFO promove a excreção de ferro e alumínio através da urina17 e das fezes, reduzindo assim os depósitos patológicos de ferro ou alumínio do organismo.

Propriedades Farmacocinéticas de Desferal

Absorção: A deferoxamina é rapidamente absorvida após a administração intramuscular ou subcutânea18, mas pouco absorvida a partir do trato gastrintestinal, na presença de mucosa19 intacta.
Durante a diálise20 peritonial, a deferoxamina é absorvida se administrada no líquido de diálise20.

Distribuição: Em voluntários sãos concentrações plasmáticas máximas de 15,5 µmol/litro (8,7 µg/ml) foram registradas trinta minutos após uma injeção intramuscular21 de DFO de 10 mg/kg. Uma hora após a injeção22, a concentração máxima de ferrioxamina foi de 3,7 µmol/litro (2,3 µg/ml). Menos de 10% da DFO liga-se a proteínas23 séricas in vitro.

Biotransformação: Quatro metabólitos24 da DFO foram isolados e identificados na urina17 de pacientes com sobrecarga de ferro. Observou-se a ocorrência das seguintes reações de biotransformação com a DFO: transaminação e oxidação, resultando em um metabólito25 ácido; betaoxidação, também resultando em um metabólito25 ácido; descarboxilação e N-hidroxilação, resultando em metabólitos24 neutros.

Eliminação: Tanto a DFO como a FO apresentaram eliminação bifásica em voluntários sadios; a meia-vida para a DFO é de 1 hora e para a FO é de 2,4 horas na  fase rápida (primeira fase). Na segunda fase (fase lenta), a meia-vida é de 6 horas para ambos. Da dose injetada, 22% aparecem na urina17 6 horas após a injeção22 como DFO e 1% como FO.

Características em pacientes: Em pacientes portadores de hemocromatose26, níveis plasmáticos máximos de 7,0 µmol/litro (3,9 µg/ml) foram registrados para a DFO, e 15,7 µmol/litro (9,6 µg/ml) para a FO, uma hora após injeção intramuscular21 de DFO de 10 mg/kg. Esses pacientes eliminaram a DFO e a FO com meias-vidas de 5,6 e 4,6 horas, respectivamente. Seis horas após a injeção22, 17% da dose foram excretados através da urina17 como DFO e 12% como FO.
Em pacientes dialisados por insuficiência renal27, que receberam 40 mg/kg de DFO por infusão i.v. durante uma hora, a concentração plasmática ao final da infusão foi de 152 µmol/litro (85,2 µg/ml), quando a infusão foi administrada no intervalo das sessões de diálise20. Quando a infusão foi administrada durante a diálise20, as concentrações plasmáticas de DFO foram entre 13% e 27% mais baixas. As concentrações de FO foram, em todos os casos, de aproximadamente 7,0 µmol/litro (4,3 µg/ml) e para AlO de 2-3 µmol/litro (1,2-1,8 µg/ml). Após a descontinuação da infusão, a concentração plasmática de DFO diminuiu rapidamente, com uma meia-vida de 20 minutos. Uma fração menor da dose foi eliminada com meia-vida maior (de 14 horas). As concentrações plasmáticas de AlO continuaram a aumentar até 48 horas após a infusão e atingiram valores de aproximadamente 7 µmol/litro (4 µg/ml). Após a diálise20, a concentração plasmática de AlO caiu para 2,2 µmol/litro (1,3 µg/ml).

Indicações de Desferal

1. Para fins terapêuticosTratamento da sobrecarga crônica de ferro, por exemplo:
 Hemossiderose28 transfusional, especialmente na talassemia29 maior, anemia sideroblástica30, anemia hemolítica31 auto-imune e outras anemias crônicas;
Hemocromatose26 idiopática32 (primária) em pacientes nos quais distúrbios concomitantes (ex.: anemia33 severa, doença cardíaca, hipoproteinemia) impedem a flebotomia34;
Acúmulo de ferro associado a porfiria35 cutânea36 tarda.

Tratamento de intoxicação aguda por ferro.

Tratamento da sobrecarga crônica de alumínio, em pacientes com insuficiência renal27 terminal (em diálise20 de manutenção), portadores de:
 Doença óssea relacionada ao alumínio,
Encefalopatia37 por diálise20 ou
Anemia33 relacionada ao alumínio.

2. Para fins de diagnóstico38
No diagnóstico38 da sobrecarga de ferro ou alumínio.

Contra-Indicações de Desferal

Hipersensibilidade conhecida à substância ativa de DESFERAL, exceto quando for possível a dessensibilização39 bem sucedida.

Reações Adversas de Desferal

As seguintes reações adversas têm sido relatadas:Reações locais:
Freqüentes: dor, inchaço40, endurecimento, eritema41, ardor42, prurido43, pápulas44 ou rash45 no local das infusões ou injeções, ocasionalmente acompanhadas por febre9, calafrios46 e mal-estar.
Alergia47:
Raras: reações anafiláticas48/anafilactóides, com ou sem choque49, angioedema50.
Órgãos dos sentidos:
Raras: visão8 borrada, acuidade visual51 reduzida, a perda da visão8, deficiência da visão8 para cores (discromatopsia), cegueira noturna (nictalopia), alterações no campo visual52, escotoma53, retinopatia (degeneração54 pigmentar da retina55), neurite56 óptica, catarata57 (opacidade do cristalino58), opacidade da córnea59; zumbido, perda da audição inclusive perda da audição neurossensorial de alta freqüência (ver Advertências).
Pele5:
Raras: rash45 generalizado, prurido43, urticária60.
Sistema endócrino61:
Rara: retardo no crescimento (ver Advertências)
Sistema respiratório62:
Em casos isolados: síndrome63 da angústia respiratória do adulto (com dispnéia64, cianose65 e infiltrado pulmonar intersticial66) (ver Advertências).
Sistema nervoso central67:
Transtornos neurológicos, vertigem68, convulsões, exacerbação da disfunção neurológica na encefalopatia37 relacionada ao alumínio.
Em casos isolados: precipitação de demência69 em pacientes em diálise20, neuropatia70 sensorial periférica, parestesia71 (ver Precauções).
Sistema gastrintestinal:
Raras: náusea72, vômitos73, diarréia11, cólicas74 abdominais.
Sistema renal75:
Em casos isolados: comprometimento da função renal75  (ver Precauções).
Fígado76:
Comprometimento da função hepática77.
Sistema cardiovascular78:
Hipotensão79.
Sistema hematológico:
Em casos isolados: discrasias sangüíneas80 (ex.: trombocitopenia81).
Outros:
Cãimbras nos membros inferiores.
Em casos isolados: indisposição, dor óssea.

Advertências de Desferal

A infusão intravenosa rápida pode provocar colapso82 (flushing, hipotensão79, taquicardia83, urticária60 e choque49).
Altas doses de DESFERAL, especialmente em pacientes com baixos níveis plasmáticos de ferritina, podem levar a distúrbios da visão8 e audição (ver Reações adversas). Pacientes com insuficiência renal27 que recebam diálise20 de manutenção e tenham baixos níveis de ferritina são particularmente propensos a reações adversas; sintomas12 visuais têm sido relatados após doses únicas de DESFERAL. O risco de efeitos colaterais84 é reduzido, quando se emprega terapia de baixas doses. Se ocorrerem distúrbios visuais ou auditivos, o tratamento com DESFERAL deve ser imediatamente descontinuado. As alterações induzidas por DESFERAL são reversíveis, na maioria dos casos, quando a terapia é descontinuada. O tratamento com DESFERAL pode ser retomado posteriormente com dose reduzida e estrita monitorização das funções auditiva e visual.
Deve-se ter cuidado em pacientes com disfunção renal75, grave, pois aproximadamente metade do complexo de metais é excretado através dos rins85. Os complexos de ferro e alumínio são dialisáveis; em pacientes com insuficiência renal27, sua eliminação poderá ser aumentada através de diálise20.
Altas dosagens de DESFERAL, concomitantes com baixos níveis de ferritina, têm também sido associadas com retardo no crescimento (ver Posologia e método de administração: tratamento de sobrecarga crônica de ferro). Em alguns pacientes, após redução da dose, a taxa de crescimento pode retornar aos níveis de pré-tratamento.
A síndrome63 de angústia respiratória em adulto tem sido descrita acompanhando tratamento com doses i.v. excessivamente altas de DESFERAL em pacientes com intoxicação aguda por ferro e, também, em pacientes talassêmicos. As doses diárias recomendadas não devem portanto ser excedidas.
Foi relatado, em pacientes que sofriam de sobrecarga de ferro, que DESFERAL aumenta a susceptibilidade86 a infecções87, ex. por Yersinia enterocolitica e Yersinia pseudotuberculosis. Se um paciente sob tratamento com DESFERAL apresentar febre9 acompanhada de enterite/enterocolite aguda, dor abdominal difusa ou faringite88, o tratamento deverá ser temporariamente descontinuado, efetuados testes bacteriológicos e iniciada imediatamente terapia com antibiótico adequado. Quando a infecção89 ceder, o tratamento com DESFERAL poderá ser reiniciado.
Em pacientes em diálise20 de manutenção  que recebiam DESFERAL por sobrecarga de alumínio e/ou ferro, foram relatados casos raros de mucormicose, uma infecção89 aguda por fungos. Se ocorrer algum dos sinais90 ou sintomas12 suspeitos,  DESFERAL deve ser imediatamente descontinuado, efetuados testes micológicos e instituído tratamento apropriado. A mucormicose pode ocorrer também em pacientes sob hemodiálise91 que não estejam recebendo DESFERAL, indicando que outros fatores determinantes, tais como diabetes mellitus92, distúrbio do equilíbrio ácido-base, leucemia93, drogas imunossupressoras ou um sistema imunológico94 comprometido por outros fatores, podem exercer influência no desenvolvimento dessa infecção89.
A excreção do complexo de ferro pode causar coloração marrom-avermelhada na urina17.

Precauções de Desferal

DESFERAL não deve ser administrado em doses maiores do que as recomendadas. O produto deve utilizado preferencialmente como solução a 10% em água para injeção22 (ver Instruções para uso). Na concentração recomendada de 10%, a solução reconstituída apresenta-se límpida, e incolor a levemente amarelada. Apenas soluções límpidas devem ser utilizadas. Soluções opacas ou turvas devem ser descartadas. Para infusão subcutânea18 a agulha não deve ser inserida muito próximo à derme95. O devido cuidado deve ser tomado com a técnica de aplicação.Em pacientes com sobrecarga grave e crônica de ferro, tem sido relatada a debilitação da função cardíaca em tratamento concomitante com altas doses de DESFERAL e altas doses de vitamina13 C (mais que 500 mg diários). A disfunção cardíaca foi revertida quando a vitamina13 C foi descontinuada. As seguintes precauções devem ser adotadas quando DESFERAL e vitamina13 C tiverem que ser utilizados concomitantemente:
Suplementos de vitamina13 C não devem ser administrados a pacientes com insuficiência cardíaca96.
Iniciar o tratamento com vitamina13 C somente após um mês de tratamento regular com DESFERAL.
Administrar vitamina13 C apenas se o paciente estiver recebendo DESFERAL regularmente, idealmente, logo após se acionar a bomba.
Não exceder uma dose diária de 200 mg de vitamina13 C, administrados em doses fracionadas.
É recomendável a monitorização da função cardíaca durante a terapia combinada97.
Antes do início de tratamento com DESFERAL e, a partir daí, a cada 3 meses, são recomendados exames oftalmológicos especializados e testes audiológicos.
Os pacientes pediátricos em tratamento com DESFERAL devem ser monitorizados quanto ao peso corpóreo e crescimento longitudinal a cada 3 meses (ver Advertências).
Em pacientes portadores de encefalopatia37 relacionada com alumínio, altas doses de DESFERAL podem exacerbar a disfunção neurológica (convulsões), provavelmente em decorrência do aumento agudo98 do alumínio circulante. DESFERAL pode precipitar o início da demência69 em pacientes em diálise20. Relatou-se que um pré-tratamento com clonazepam previne essa deterioração neurológica. O tratamento da sobrecarga de alumínio pode, também, resultar em decréscimo do cálcio sérico em agravamento de hiperparatireoidismo.
Deve-se observar que alguns dos sinais90 e sintomas12 relatados como efeitos adversos podem, de fato, ser manifestações da doença de base (acúmulo de ferro e/ou alumínio).

Efeitos Sobre a Habilidade de Dirigir Veículos e/ou Operar Máquinas de Desferal

Os pacientes com manifestações como vertigem68 ou outros distúrbios do sistema nervoso central67, ou visão8 e audição comprometidas, devem abster-se de dirigir veículos ou operar máquinas (ver Reações adversas).

Estudos Pré-Clínicos de Desferal

Não se observou evidência de potencial mutagênico in vitro. Estudos de carcinogenicidade a longo prazo não foram realizados.Em coelhos, a deferoxamina causou má formação óssea. Entretanto, esses efeitos teratogênicos99 sobre os fetos foram observados com doses tóxicas à mãe. Em camundongos e ratos, a deferoxamina parece estar livre de atividade teratogênica100.

Gravidez3 e Lactação4 de Desferal

A deferoxamina mostrou-se teratogênica100 em experimentos com animais. Até o momento, todos os pacientes em que foi relatada a administração de DESFERAL durante a gravidez3 deram à luz a crianças sem nenhuma malformação101. Durante a gravidez3, especialmente nos três primeiros meses, o produto somente deve ser empregado se seu uso for obrigatório.
Não há dados sobre a passagem da substância ativa para o leite materno.
Em cada caso, devem ser ponderados os benefícios para a mãe em relação aos riscos para a criança.

Interações Medicamentosas de Desferal

O tratamento concomitante com DESFERAL e proclorperazina, um derivado da fenotiazina, pode conduzir a alteração temporária de consciência.Em casos de sobrecarga grave e crônica de ferro, constatou-se, durante terapia combinada97 com doses elevadas de vitamina13 C (acima de 500 mg/dia), uma deterioração da função cardíaca (ver Precauções); tal deterioração mostrou-se reversível quando a vitamina13 C foi retirada.
Os resultados de contraste com gálio-67 podem ser distorcidos em função de rápida excreção urinária de DESFERAL ligado ao gálio 67. É recomendável a descontinuação de DESFERAL com 48 horas de antecedência à cintilografia102.

Incompatibilidades de Desferal

Solução injetável de heparina.
Solução fisiológica103 salina (0,9%) não deve ser utilizada como solvente para o liofilizado1, mas pode ser utilizada para diluições posteriores da solução de DESFERAL reconstituída com água para injeção22.

Posologia de Desferal

Tratamento da sobrecarga crônica de ferro: O principal objetivo da terapia de quelação no tratamento da sobrecarga de ferro, em pacientes jovens é se atingir o equilíbrio do ferro e prevenir a hemossiderose28, ao passo que, em pacientes idosos o equilíbrio negativo do ferro é desejável a fim de se reduzir, lentamente, a deposição elevada de ferro e prevenir-se os efeitos tóxicos desse metal.Crianças e adultos:
É recomendável que a terapia com DESFERAL seja iniciada após as 10-15 primeiras transfusões sangüíneas ou quando o nível sérico de ferritina tenha atingido 1000 ng/ml.
A dosagem e o modo de administração devem ser determinados individualmente e adaptados durante a terapia, de acordo com a gravidade da sobrecarga de ferro no paciente. A fim de se avaliar a resposta à terapia de quelação, a taxa de ferro, na urina17 de 24 horas, deve ser inicialmente monitorizada diariamente e estabelecida a resposta às doses aumentadas de DESFERAL, iniciando-se o tratamento com dose diária de 500 mg, que será aumentada até se alcançar nível estável de excreção de ferro. Uma vez estabelecida a dose apropriada, as taxas de excreção de ferro pela urina17 devem ser avaliadas em intervalos de algumas semanas. Geralmente a dose diária média situa-se entre 20 e 60 mg/kg. Os pacientes com níveis séricos de ferritina menores que 2000 ng/ml exigem cerca de 25 mg/kg/dia. Os pacientes com níveis séricos de ferritina entre 2000 e 3000 ng/ml exigem cerca de 35 mg/kg/dia. Doses maiores devem ser administradas somente se os benefícios ao paciente superarem os riscos de efeitos colaterais84, associados a altas doses diárias repetidas.
A administração subcutânea18 lenta por período de 8-12 horas, por meio de bomba de infusão portátil, é considerada efetiva e especialmente conveniente para pacientes104 ambulatoriais, mas pode também ser administrada por período de 24 horas. DESFERAL deve ser utilizado com a bomba 4 a 7 vezes por semana, dependendo da gravidade da sobrecarga de ferro.
Administração intramuscular:
Como as infusões subcutâneas são mais efetivas, as injeções intramusculares são administradas somente quando as infusões subcutâneas não forem viáveis.
Infusão intravenosa durante transfusão105 de sangue106.
A disponibilidade de uma conexão intravenosa durante transfusões de sangue106 torna possível administrar-se uma infusão intravenosa, sem inconveniente adicional ao paciente. Isso é especialmente útil a pacientes que respondem inadequadamente à infusão subcutânea18.
Infusão intravenosa contínua.
Quando se conduzir quelação intensiva domiciliar, podem ser utilizados sistemas intravenosos implantados. A infusão intravenosa contínua é indicada a pacientes incapacitados para a infusão subcutânea18 contínua e naqueles que tenham problemas cardíacos secundários ao acúmulo de ferro. A dose de DESFERAL depende da extensão do acúmulo de ferro do paciente. A excreção urinária de 24 horas deve ser mensurada regularmente, e a dosagem reduzida de acordo.
Qualquer que seja a via de administração escolhida, a dose de manutenção individual a ser selecionada dependerá da taxa de excreção de ferro do paciente.
Utilização concomitante de vitamina13 C.
Os pacientes com acúmulo de ferro normalmente se tornam deficientes em vitamina13 C, provavelmente pela oxidação da vitamina13 pelo ferro. Como adjuvante da terapia quelante, doses diárias de até 200 mg de vitamina13 C podem ser administradas fracionadamente, iniciando-se após o primeiro mês de tratamento regular com DESFERAL (ver Precauções). Em geral, 50 mg são suficientes para crianças menores de 10 anos e 100 mg para crianças de mais idade. Doses maiores de vitamina13 C são ineficazes no aumento adicional de excreção de complexos de ferro.

Tratamento de intoxicação aguda por ferro. DESFERAL é um adjunto ao tratamento padrão geralmente utilizado para se tratar a intoxicação aguda por ferro. Após aspiração gástrica e lavagem, 5-10 g de DESFERAL em 50-100 ml de água devem ser administrados por via oral ou por tubo estomacal e devem ser deixados no estômago107 para quelar o ferro não absorvido pelo trato gastrintestinal. Entretanto, a eficácia de DESFERAL oral para esse objetivo não está claramente estabelecida.
Para se eliminar o ferro (Fe) já absorvido, DESFERAL deve ser administrado por via i.m. ou i.v., em:
todos os pacientes com nível sérico de Fe >500 µg/dl (89,5 µmol/litro),
qualquer paciente com nível sérico de Fe >350 µg/dl (62,6 µmol/litro) e evidência de Fe livre,
qualquer paciente com sinais90 e sintomas12 de intoxicação aguda por ferro, quando os níveis séricos de Fe não estiverem disponíveis.

Se o paciente estiver hipotenso ou em choque49, a via intravenosa é recomendada. A velocidade máxima para administração i.v. é de 15 mg/kg/hora e deve ser reduzida assim que a situação o permitir, em geral após 4 a 6 horas, de modo que a dose intravenosa total não exceda 80 mg/kg em um período de 24 horas.
A terapia deve continuar até que os níveis séricos de ferro sejam menores do que a capacidade total de ligação de ferro. A efetividade do tratamento é dependente da eliminação adequada na urina17, a fim de se assegurar que o complexo ferro- ferrioxamina seja excretado do organismo. Se ocorrer oligúria108 ou anúria109, podem-se tornar necessárias diálise20 peritonial, hemodiálise91 ou hemofiltração.

Tratamento de sobrecarga de alumínio em pacientes portadores de insuficiência renal27 terminal. Os complexos de alumínio e de ferro de DESFERAL são dialisáveis. Em pacientes com insuficiência renal27, sua eliminação pode ser aumentada por diálise20.
Pacientes com evidências de sintomas12 ou disfunção orgânica causados por sobrecarga de alumínio podem ser tratados com DESFERAL. Mesmo em pacientes assintomáticos, o tratamento com DESFERAL deve ser considerado, se os níveis séricos de alumínio forem consistentemente superiores a 60 ng/ml e estiverem associados a um teste para infusão de DESFERAL positivo (ver a seguir), particularmente se os achados de biópsia110 óssea apresentarem evidência de doença óssea relacionada ao alumínio.
DESFERAL deve ser administrado em dose de 5 mg/kg uma vez por semana (ver Instruções para uso), administrada como infusão intravenosa lenta durante os últimos 60 minutos de uma sessão de diálise20, para se reduzir a perda do fármaco111 livre no dialisado. Após completar os três primeiros meses de curso do tratamento com DESFERAL, acompanhado de um período de wash-out de 4 semanas, deve ser executado um teste de infusão de DESFERAL. Se dois testes de infusão de DESFERAL sucessivos, executados com intervalo de 1 mês, resultarem em níveis séricos de alumínio menores do que 75 ng/ml, acima da linha de base, não é recomendado tratamento adicional com DESFERAL.

Em pacientes sob diálise peritoneal112 ambulatorial contínua (DPAC) ou sob diálise peritoneal112 cíclica contínua (DPCC) DESFERAL pode ser administrado via i.m., por infusão lenta i.v. ou s.c. ou por via intraperitoneal. É recomendado que a via intraperitoneal seja utilizada nesses pacientes. DESFERAL deve ser administrado uma vez por semana a uma dose de 5 mg/Kg previamente à troca final do dia.

Teste de de Desferal

DESFERAL
Esse teste é baseado no princípio pelo qual  DESFERAL, em pessoas normais, não é capaz de elevar a eliminação do ferro e do alumínio acima de um determinado limite.

1. Teste de DESFERAL para acúmulo de ferro em pacientes com função renal75 normal.
500 mg de DESFERAL devem ser injetados por via intramuscular. Coletar então a urina17 durante 6 horas consecutivas e determinar a concentração de ferro. Uma excreção de 1-1,5 mg (18-27 µmol) nesse período é sugestiva de um acúmulo de de ferro; valores superiores a 1,5 mg (27 µmol) podem ser reconhecidos como patológicos. Esse teste somente produz resultados confiáveis se a função renal75 for normal.

2. Teste de infusão de DESFERAL para acúmulo de alumínio em pacientes com insuficiência renal27 terminal.
Esse teste é recomendado em pacientes com níveis séricos de alumínio que excedam a 60 ng/ml, associado a níveis séricos de ferritina acima de 100 ng/ml.
Imediatamente antes de iniciar a sessão de hemodiálise91 deve ser retirada uma amostra de sangue106 para se determinar o nível sérico basal de alumínio.
Durante os últimos 60 minutos da sessão de hemodiálise91 uma dose de 5 mg/kg é administrada em infusão intravenosa lenta (ver Instruções para uso).
No início da próxima sessão de hemodiálise91 (i.e., 44 horas após a infusão de DESFERAL acima mencionada), uma segunda amostra de sangue106 é retirada para se  determinar novamente o nível sérico de alumínio.
O teste de DESFERAL é considerado positivo se for observado um aumento adicional acima de 150 ng/ml no nível do alumínio sérico basal. Um teste negativo, entretanto, não exclui absolutamente o diagnóstico38 de acúmulo de alumínio.

Instruções de Uso / Manuseio de Desferal

Quando administrado por via parenteral, DESFERAL deve ser utilizado preferencialmente como solução a 10% em água para injeção22. Injetar 5 ml de água para injeção22 no frasco contendo 500 mg de pó de DESFERAL e agitar bem o frasco. Somente as soluções límpidas e incolores a levemente amarelada devem ser utilizadas. A solução de DESFERAL a 10% pode ser diluída posteriormente em soluções habitualmente utilizadas em infusões (cloreto de sódio, glicose113, Ringer lactato114).Para o teste de infusão de DESFERAL e o tratamento da sobrecarga crônica de alumínio, os 5 ml de solução de DESFERAL no frasco são uma dose adequada      (5 mg/kg) para um paciente com 100 kg de peso corpóreo. De acordo com o peso real do paciente, a quantidade adequada de solução de DESFERAL é retirada do frasco e adicionada a 150 ml de solução salina a 0,9% (solução de cloreto de sódio).
DESFERAL dissolvido pode também ser acrescentado ao meio de diálise20 e administrado por via intraperitonial em pacientes sob DPAC ou DPCC.

A utilização de DESFERAL por meio de bomba portátil de infusão, nos casos de acúmulo crônico115 de ferro, é descrita como se segue:
1 - Aspirar a água para injeção22 utilizando-se uma seringa116.
2 - Após limpar com álcool a rolha de borracha do frasco de DESFERAL, injetar o conteúdo da seringa116 no frasco
3 - Agitar bem o frasco para dissolver o produto,
4 - Aspirar a solução obtida para a seringa116.
5 - Fixar o tubo de extensão à seringa116, conectar o tubo de extensão à agulha tipo butterfly, e então completar o espaço vazio do tubo com solução da seringa116.
6 - Colocar a seringa116 na bomba de infusão.
7 - Para infusão, a agulha tipo butterfly deve ser inserida sob a pele5 do abdômen, do braço ou da coxa117.
É importante limpar a pele5 cuidadosamente com álcool e após inserir a agulha, até as abas, sob uma dobra, beliscando-a com a outra mão118. A ponta da agulha deve mover-se livremente, quando a agulha for balançada. Se isso não ocorrer, indica que a ponta da agulha deve estar muito próximo à pele5. Repetir a inserção da agulha em outro local, após limpá-lo com álcool.
8 - Fixar então a agulha na posição, com auxílio de uma fita.
9 - Os pacientes normalmente adaptam a bomba ao corpo com uma cinta ou com uma alça a tiracolo. Muitos pacientes referem-se ao uso durante a noite como o mais conveniente.

A solução de DESFERAL não deve ser armazenada por mais de 24 horas à temperatura ambiente (conservá-la até 23°C).

Superdosagem de Desferal

Sinais90 e sintomas12
Uma vez que DESFERAL se encontra disponível somente para administração por via parenteral, é improvável a ocorrência de intoxicação aguda. Entretanto, taquicardia83, hipotensão79 e sintomas12 gastrintestinais surgiram ocasionalmente em pacientes que receberam doses exageradas de DESFERAL.
A administração inadvertida de uma sobredose de DESFERAL por via i.v. pode ser associada a sintomas12 agudos mas transitórios, como perda da visão8, afasia119, agitação, dor de cabeça120, náusea72, bradicardia121 e hipotensão79.
Tratamento
Não há antídoto122 específico. DESFERAL deve ser descontinuado e adotadas medidas sintomáticas apropriadas.
DESFERAL é dialisável.

DESFERAL - Laboratório

NOVARTIS
Av. Prof. Vicente Rao, 90 - Brooklin
São Paulo/SP - CEP: 04706-900
Tel: 55 (011) 532-7122
Fax: 55 (011) 532-7942
Site: http://www.novartis.com/

Ver outros medicamentos do laboratório "NOVARTIS"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Liofilizada: Submetida à liofilização, ou seja, à desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
6 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
7 Sudorese: Suor excessivo
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
9 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
10 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
11 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
14 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
15 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
16 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
17 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
18 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
19 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
20 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
21 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
22 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
23 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
24 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
25 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
26 Hemocromatose: Distúrbio metabólico caracterizado pela deposição de ferro nos tecidos em virtude de seu excesso no organismo. Os locais em que o ferro mais se deposite são fígado, pâncreas, coração e hipófise.
27 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
28 Hemossiderose: Acúmulo de hemossiderina nos tecidos. A hemossiderina é um pigmento ferroso, amarelo-escuro, encontrado em fagócitos e excretado pela urina, especialmente na hemocromatose e na hemossiderose.
29 Talassemia: Anemia mediterrânea ou talassemia. Tipo de anemia hereditária, de transmissão recessiva, causada pela redução ou ausência da síntese da cadeia de hemoglobina, uma proteína situada no interior do glóbulos vermelhos e que tem a função de transportar o oxigênio. É classificada dentro das hemoglobinopatias. Afeta principalmente populações da Itália e da Grécia (e seus descendentes), banhadas pelo Mar Mediterrâneo.
30 Anemia sideroblástica: Anemia que ocorre quando há incapacidade de maturação das hemácias, apesar de número aumentado de precursores na medula óssea. A produção de hemoglobina está reduzida pela incapacidade de incorporação do heme à protoporfirina para formar hemoglobina, ocorrendo acúmulo de ferro. A avaliação da medula óssea mostra hiperplasia eritróide, aumento do ferro medular e sideroblastos (células com acúmulo de ferro nas mitocôndrias circundando o núcleo).
31 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
32 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
33 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
34 Flebotomia: Incisão (corte) ou sangria venosa.
35 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
36 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
37 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
38 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
39 Dessensibilização: É uma maneira de parar ou diminuir a resposta a reações alérgicas a algumas coisas. Por exemplo, se uma pessoa apresenta uma reação alérgica a alguma substância, o médico dá a esta pessoa uma pequena quantidade desta substância para aumentar a sua tolerância e vai aumentando esta quantidade progressivamente. Após um período de tempo, maiores doses são oferecidas antes que a dose total seja dada. É uma maneira de ajudar o organismo a prevenir as reações alérgicas.
40 Inchaço: Inchação, edema.
41 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
42 Ardor: 1. Calor forte, intenso. 2. Mesmo que ardência. 3. Qualidade daquilo que fulge, que brilha. 4. Amor intenso, desejo concupiscente, paixão.
43 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
44 Pápulas: Lesões firmes e elevadas, com bordas nítidas e diâmetro que varia de 1 a 5 milímetros (até 1 centímetro, segundo alguns autores).
45 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
46 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
47 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
48 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
49 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
50 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
51 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
52 Campo visual: É toda a área que é visível com os olhos fixados em determinado ponto.
53 Escotoma: Região da retina em que há perda ou ausência da acuidade visual devido a patologias oculares.
54 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
55 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
56 Neurite: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
57 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
58 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
59 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
60 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
61 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
62 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
63 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
64 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
65 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
66 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
67 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
68 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
69 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
70 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
71 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
72 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
73 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
74 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
75 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
76 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
77 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
78 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
79 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
80 Discrasias sangüíneas: Qualquer alteração envolvendo os elementos celulares do sangue, glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
81 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
82 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
83 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
84 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
85 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
86 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
87 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
88 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
89 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
90 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
91 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
92 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
93 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
94 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
95 Derme: Camada interna das duas principais camadas da pele. A derme é formada por tecido conjuntivo, vasos sanguíneos, glândulas sebáceas e sudoríparas, nervos, folículos pilosos e outras estruturas. É constituída por uma fina camada superior que é a derme papilar e uma camada mais grossa, mais baixa, que é a derme reticular.
96 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
97 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
98 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
99 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
100 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
101 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
102 Cintilografia: Procedimento que permite assinalar num tecido ou órgão interno a presença de um radiofármaco e acompanhar seu percurso graças à emissão de radiações gama que fazem aparecer na tela uma série de pontos brilhantes (cintilação); também chamada de cintigrafia ou gamagrafia.
103 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
104 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
105 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
106 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
107 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
108 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
109 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
110 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
111 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
112 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
113 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
114 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
115 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
116 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
117 Coxa: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
118 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
119 Afasia: Sintoma neurológico caracterizado pela incapacidade de expressar-se ou interpretar a linguagem falada ou escrita. Pode ser produzida quando certas áreas do córtex cerebral sofrem uma lesão (tumores, hemorragias, infecções, etc.). Pode ser classificada em afasia de expressão ou afasia de compreensão.
120 Cabeça:
121 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
122 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.

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