DIABINESE

PFIZER

Atualizado em 08/12/2014


Identificação do Produto de Diabinese

Nome: Diabinese®

Nome genérico: Clorpropamida1

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Diabinese

Comprimidos: frascos com 30 e 100 comprimidos de 250 mg


USO ADULTO

Composição de Diabinese

Cada comprimido Diabinese® contém 250 mg de clorpropamida1.

Excipientes: amido de milho, carbonato de cálcio, amidoglicolato de sódio, corante azul FDC nº 1, hidroxietilcelulose, estearato de magnésio e laurilsulfato de sódio.

                         

Informações ao Paciente de Diabinese

O medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30oC) ao abrigo da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

A terapêutica2 adequada será indicada exclusivamente pelo seu médico. Portanto, o tratamento não deve ser alterado sem o conhecimento do mesmo.

Para o controle eficaz do diabetes3, é importante que o paciente siga corretamente a administração do medicamento, dieta e exercícios físicos regulares, orientados pelo médico.

Diabinese® em mulheres grávidas e lactantes4 não deve ser administrado sem orientação médica.

O medicamento é contra-indicado para pessoas com conhecida hipersensibilidade ao mesmo ou aos componentes de sua fórmula.

A segurança e a eficácia do uso de Diabinese® em crianças ainda não foram estabelecidas.

Diabinese® é contra-indicado em pacientes com Diabetes mellitus5 dependentes de insulina6 (anteriormente conhecida como juvenil).

                         A maioria das reações adversas está associada à dose, é transitória e responde bem à redução ou retirada do medicamento. Entretanto, experiências clínicas têm demonstrado que, como ocorre com outras sulfoniluréias7, podem ocorrer alguns efeitos colaterais8 associados a hipersensibilidade.

Distúrbios gastrintestinais são as reações mais frequentemente observadas com este medicamento.

O paciente deve procurar imediatamente seu médico se houver quaisquer sintomas9 de hipoglicemia10 ou outras reações adversas.

Recomenda-se não ingerir álcool durante o tratamento com Diabinese®.

                         
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER
PERIGOSO PARA SUA SAÚDE11.

                         

Informações Técnicas de Diabinese

Ações de Diabinese

Clorpropamida1 é um hipoglicemiante12 oral potente e ativo, indicado no tratamento de pacientes diabéticos selecionados. É em geral utilizada isoladamente no controle de diabetes mellitus5 não dependente de insulina6 (DMNDI), de grau leve a moderadamente severo. Embora a clorpropamida1 seja um derivado sulfonamídico, é desprovida de atividade antibacteriana.

                         

Mecanismo de Ação de Diabinese

A clorpropamida1 é um hipoglicemiante12 oral da classe das sulfoniluréias7. Seu exato mecanismo de ação não é completamente conhecido, mas não se trata de uma insulina6 oral. Acredita-se que o mecanismo de ação da clorpropamida1 se dê através do estímulo da síntese e liberação da insulina6 endógena, efeito dependente do funcionamento das células13 beta no pâncreas14. O efeito extra-pancreático pode ser parte do mecanismo de ação das sulfoniluréias7 orais.

Atualmente há evidências de que uma melhora na função das células13 beta-pancreáticas, com consequente melhora na tolerância à glicose15, pode ocorrer durante o tratamento prolongado com clorpropamida1. Assim, em indivíduos com Diabetes mellitus5 assintomático, manifestado principalmente por uma intolerância à glicose15, o uso continuado de clorpropamida1 pode resultar na normalização de sua tolerância a este açúcar16.

Farmacocinética de Diabinese

Clorpropamida1 é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal, e uma hora após a administração de dose oral única é rapidamente detectável no sangue17, sendo que os níveis séricos máximos são alcançados dentro de duas a quatro horas. É metabolizada em humanos e é excretada na urina18 como droga inalterada e como metabólitos19 hidroxilados ou hidrolizados. A meia vida biológica do medicamento é, em média, de 36 horas. Nas primeiras 96 horas, 80 a 90% de uma dose única oral é excretada na urina18. No entanto, a administração a longo prazo de doses terapêuticas não produz acúmulo no sangue17, uma vez que as taxas de absorção e excreção se tornam estáveis em aproximadamente cinco a sete dias após o início do tratamento.

A clorpropamida1 exerce um efeito hipoglicemiante12 em indivíduos normais dentro da primeira hora, tornando-se máximo em três a seis horas, e persistindo no mínimo por 24 horas. A potência da clorpropamida1 é aproximadamente seis vezes superior à da
tolbutamida. Alguns resultados de estudos indicam que sua eficácia superior pode ser devida à excreção mais lenta e à ausência de desativação significativa.

Outros efeitos:

A clorpropamida1 não interfere nos exames rotineiros de detecção da albumina20 na urina18.

Alguns pacientes podem inicialmente não responder (falha primária), ou evidenciar perda progressiva de resposta às sulfoniluréias7 (falha secundária), incluindo-se clorpropamida1. Por outro lado, clorpropamida1 pode ser eficaz em alguns pacientes que não tenham respondido ou que tenham deixado de responder a outras sulfoniluréias7.

                         

Indicações de Diabinese

Diabinese® está indicado para uso em associação com uma dieta para reduzir a glicemia21 em pacientes com Diabetes mellitus5 não dependentes de insulina6 (DMNDI, tipo II ), anteriormente conhecido como diabetes3 tipo adulto, cuja hiperglicemia22 não pode ser controlada com o uso isolado da dieta.

                         

Contra-Indicações de Diabinese

Diabinese® é contra-indicado para pacientes23 portadores de:

.conhecida hipersensibilidade à droga;.cetoacidose diabética24 com ou sem coma25. Esta condição deve ser tratada com insulina6;
.Diabetes mellitus5 dependente de insulina6 (anteriormente conhecida como juvenil).

Precauções de Diabinese

Gerais

Hipoglicemia10: todas as sulfoniluréias7 são capazes de produzir hipoglicemia10 severa. Seleção de pacientes, posologia e administração adequada são importantes para evitar casos de hipoglicemia10.

Insuficiência renal26 ou hepática27 pode causar níveis sanguíneos elevados de clorpropamida1, sendo que esta também diminui a capacidade de gliconeogênese28, podendo aumentar ainda o risco de sérias reações hipoglicêmicas. Pacientes idosos, debilitados ou desnutridos, e aqueles com insuficiência29 supra-renal30 ou pituitária, são particularmente suscetíveis à ação hipoglicêmica das drogas redutoras de glicose15. A hipoglicemia10 pode ser difícil de ser reconhecida em idosos e em pessoas sob drogas bloqueadoras beta-adrenérgicas. A hipoglicemia10 comumente ocorre quando da deficiência de ingestão calórica, após exercícios intensos e prolongados, durante ingestão alcoólica ou quando for administrada mais de uma droga redutora de glicose15.

Devido à longa meia-vida da clorpropamida1, pacientes que se tornam hipoglicêmicos durante o tratamento com Diabinese® precisam de uma cuidadosa supervisão da posologia e intervalos curtos de alimentação no mínimo por três a cinco dias. Hospitalização e glicose15 intravenosa podem ser necessárias.

Perda do controle da glicemia21: quando um paciente diabético estabilizado sob qualquer tratamento expuser-se a condições tais como febre31, trauma, infecção32 ou cirurgia, poderá haver perda do controle da glicemia21. Em tais casos será necessário interromper o uso de Diabinese® e administrar insulina6.

Com o passar do tempo, a eficácia de qualquer hipoglicemiante12 oral diminui em muitos pacientes, inclusive com Diabinese®, o que pode ser devido à progressão da doença ou diminuição de resposta à droga. Esse fenômeno é considerado como falha secundária para diferenciá-lo da falha primária, na qual a droga é ineficaz num paciente individual quando a mesma é administrada pela primeira vez.

                         

Informação ao Paciente: O paciente deve ser informado dos potenciais riscos e vantagens de Diabinese® e tratamentos alternativos. Deve ser também orientado sobre a importância da dieta, dos exercícios regulares e dos exames de dosagem de açúcar16 no sangue17 e urina18. O risco de hipoglicemia10, seus sintomas9 e tratamento, e condições que predispõem ao seu desenvolvimento, devem ser explicados ao paciente e responsáveis familiares. As falhas primária e secundária devem também ser informadas. O paciente deve ser instruído a procurar imediatamente seu médico se houver quaisquer sintomas9 de hipoglicemia10 ou outras reações adversas.

                         
Efeitos sobre a Habilidade para Dirigir e Operar Máquinas

O efeito de Diabinse® sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas não foi estudado.
Entretanto, não há evidência que sugira que Diabenese® possa afetar essas habilidades.

Testes Laboratoriais

Exames de açúcar16 no sangue17 e urina18 devem ser feitos periodicamente. A dosagem de hemoglobina glicosilada33 pode ser útil.

Carcinogênese, mutagênese, distúrbios de fertilidade

Estudos de toxicidade34 crônica foram realizados em cães e ratos. Os cães foram tratados por seis, treze ou vinte meses com doses de Diabinese® vinte vezes maiores do que para humanos, não tendo apresentado grandes alterações histológicas35 ou patológicas. Após o tratamento com 100mg/kg de Diabinese®, por vinte meses, um cão não apresentou alterações histopatológicas hepáticas36. Os ratos, tratados continuamente por seis a doze meses, apresentaram vários graus de inibição de espermatogênese, em altas doses (até 125mg/kg). O grau de inibição pareceu ocorrer logo após o retardo no crescimento, quando se administraram doses altas de Diabinese® em ratos por tempo prolongado.

                         
Uso na gravidez37

Efeitos teratogênicos38: Não foram realizados estudos de reprodução39 animal com Diabinese®.
Também não se sabe quando Diabinese® pode causar distúrbio fetal quando administrado na gravidez37, ou se pode afetar a capacidade de reprodução39. Diabinese® só deve ser administrado durante a gestação se for realmente necessário. Uma vez que informações recentes sugerem que os níveis de alteração de açúcar16 no sangue17 durante a gravidez37 estão associados a uma maior incidência40 de irregularidades congênitas41, muitos especialistas recomendam o uso da insulina6 durante a gravidez37 para manter os níveis glicêmicos tão próximos do normal quanto possível.

Efeitos não teratogênicos38: Hipoglicemia10 severa prolongada (4 a 10 dias) tem sido relatada em recém-nascidos de mães que receberam sulfoniluréias7 na época do parto. Isto tem sido mais frequentemente relatado com o uso de agentes com meia-vidas prolongadas. Se Diabinese® for usado durante a gravidez37, o mesmo deverá ser descontinuado pelo menos um mês antes da data esperada do parto.

Uso em lactantes4

Uma análise da composição de duas amostras de leite materno, tiradas cinco horas após ingestão de 500mg de clorpropamida1 por uma paciente, revelou uma concentração de 5 mcg/ml. Para referência, o pico sanguíneo normal após a ingestão de uma única dose de 250mg de clorpropamida1 é de 30 mcg/ml. Portanto, não se recomenda que a mulher amamente enquanto estiver tomando a medicação.

                         
Uso em crianças

Ainda não foram estabelecidas eficácia e segurança de Diabinese® em crianças.

                         

Interações Medicamentosas de Diabinese

A ação hipoglicêmica das sulfoniluréias7 pode ser potencializada por algumas drogas, incluindo drogas antiinflamatórias não-esteróides e outros agentes que são altamente ligados a proteínas42, salicilatos, sulfonamidas, cloranfenicol, probenecida, cumarínicos, inibidores da monoaminoxidase43 e agentes bloqueadores beta-adrenérgicos44. Quando tais drogas são administradas a um paciente recebendo Diabinese®, o mesmo deve ser observado atentamente quando à hipoglicemia10. Quando tais drogas são retiradas de um paciente recebendo Diabinese®, este deve ser cuidadosamente observado quanto à perda de controle.

Alguns medicamentos tendem a produzir hiperglicemia22 levando à perda de controle. Essas drogas incluem as tiazidas e outros diuréticos45, corticosteróides, fenotiazinas e agentes derivados da tiróide, estrogênios, contraceptivos orais, fenitoína, ácido nicotínico, simpatomiméticos, agentes bloqueadores dos canais de cálcio e isoniazida. Quando tais substâncias são administradas a pacientes recebendo Diabinese®, o mesmo deve ser cuidadosamente observado quando à perda de controle. Quando essas substâncias forem descontinuadas em pacientes recebendo Diabinese®, o mesmo deverá ser também cuidadosamente observado quanto à hipoglicemia10.

Uma interação potencial entre o miconazol oral e os agentes hipoglicêmicos orais levando à hipoglicemia10 severa foi relatada com algumas sulfoniluréias7. Não se sabe se essa interação também ocorre com preparações de miconazol intravenosas, tópicas ou vaginais.

Em alguns pacientes pode-se produzir uma reação tipo dissulfiram devido à ingestão de álcool.

                         

Reações Adversas de Diabinese

A maioria das reações adversas está associada à dose, é transitória e responde bem à redução da dose ou à retirada do medicamento. Entretanto, a experiência clínica tem até então demonstrado que, assim como ocorre com outras sulfoniluréias7, algumas reações adversas associadas à hipersensibilidade podem ser graves, sendo que algumas fatalidades foram relatadas.

Hipoglicemia10: vide "PRECAUÇÕES" e "SUPERDOSAGEM".

Reações gastrintestinais: icterícia46-colestática raramente pode ocorrer. Caso ocorra, Diabinese® deverá ser descontinuado. As reações mais comuns são os distúrbios gastrintestinais; menos de 5% dos pacientes têm reportado náuseas47 e menos de 2%, diarréia48, vômito49, anorexia50 e aumento do apetite. Outros distúrbios gastrintestinais têm ocorrido em menos de 1% dos pacientes. Esses distúrbios tendem a estar associados à dose e podem desaparecer com a redução da mesma.

Reações dermatológicas: prurido51 tem sido reportado em menos de 3% dos pacientes. Outras reações dermatológicas alérgicas, tais como urticária52 e erupções maculopapulares foram relatadas em aproximadamente 1% ou menos dos pacientes. Essas reações podem ser transitórias e desaparecem mesmo que Diabinese® continue sendo usado; se as reações dermatológicas persistirem, a medicação deverá ser interrompida. Porfiria53 cutânea54 tardia e reações de fotossensibilidade foram reportadas com o uso de sulfoniluréias7. Erupções cutâneas55 que progridem para eritema multiforme56 e dermatite57 esfoliativa também foram relatadas.

Reações hematológicas: leucopenia58, agranulocitose59, trombocitopenia60, anemia hemolítica61, anemia62 aplástica e pancitopenia63 foram reportadas com as sulfoniluréias7.

Reações metabólicas: porfiria53 hepática27 e reações tipo dissulfiram têm sido raramente reportadas com o uso de Diabinese® (Vide "Interações Medicamentosas").

Reações endócrinas: em raras ocasiões, Diabinese® causou reação idêntica à da síndrome64 da secreção inapropriada do hormônio65 antidiurético. As características dessa síndrome64 resultam da excessiva retenção de água e incluem hiponatremia66, baixa osmolalidade sérica67 e alta osmolalidade68 urinária. Essa reação também tem sido reportada com outras sulfoniluréias7.

                         

Posologia de Diabinese

Notas:

1. Não existe um regime posológico fixo para o tratamento de Diabetes mellitus5 com Diabinese® ou outros agentes hipoglicêmicos. Em adição à monitoração usual da glicose15 urinária, o paciente deverá também ter a glicose sanguínea69 observada periodicamente para determinar a sua dose mínima eficaz, para detectar falha primária, isto é, resposta hipoglicemiante12 inadequada à máxima dose recomendada, e falha secundária, isto é, perda da resposta hipoglicemiante12 adequada após um período inicial de eficácia.

2. Os níveis de hemoglobina glicosilada33 poderão ser também de valia ao se analisar a resposta do paciente ao tratamento.

3. A administração a curto prazo de Diabinese® poderá ser eficaz durante períodos transitórios de perda de controle em pacientes geralmente bem controlados com a dieta. A dose total diária é geralmente tomada uma única vez, ao café da manhã. Ocasionalmente, casos de intolerância gastrintestinal poderão ser diminuídos ao se dividir a dose diária.

4. UMA DOSE MACIÇA INICIAL NÃO É NECESSÁRIA E NÃO DEVE SER ADMINISTRADA.

                         5. Ao se iniciar o tratamento de pacientes com Diabetes mellitus5 não dependentes de insulina6 (DMNDI), deve-se enfatizar o uso de dieta como primeira forma de tratamento. Restrição calórica e perda de peso são essenciais no tratamento do paciente diabético obeso. A dieta isolada pode ser eficaz no controle de glicemia21 e nos sintomas9 de hiperglicemia22. A importância das atividades físicas regulares deve ser também enfatizada e os fatores de riscos cardiovasculares devem ser observados se possível aplicando-se medidas corretivas.

O uso de Diabinese® deve ser visto pelo clínico e pelo paciente como um tratamento de apoio à dieta, e não como substituto ou como mecanismo conveniente para se evitar restrições da dieta. Além disso, a perda do controle glicêmico sob dieta controlada pode ser transitória, requerendo aí uma administração a curto prazo de Diabinese®.

6. Durante o tratamento de manutenção, a administração de Diabinese® deverá ser interrompida se não mais houver uma redução satisfatória da glicemia21, baseando-se em avaliações clínicas e laboratoriais regulares. Ao considerar o uso de Diabinese® em pacientes assintomáticos, deve-se observar que o controle da glicemia21 em pacientes diabéticos não dependentes de insulina6 ainda não foi definitivamente estabelecido como eficaz na prevenção das complicações cardiovasculares ou neurológicas a longo prazo de diabetes3.

7. Diabinese® também pode ser eficaz no controle de certos pacientes que tenham demonstrado resposta inadequada ou comprovada falha primária ou secundária a outras sulfoniluréias7. Pacientes que necessitem doses elevadas ou uso frequente de outros hipoglicemiantes orais70 podem ter controle facilitado com o uso de Diabinese®.

8. Seleção de pacientes: o paciente mais adequado ao tratamento é aquele com Diabetes mellitus5 não dependente de insulina6 (DMNDI), do tipo estável e não controlável somente por dieta.
História anterior de coma25 diabético não se contrapõe necessariamente ao sucesso do controle terapêutico com Diabinese®.

Um período de observação pode ser indicado para determinados pacientes que se esperaria respondessem a este tipo de medicação, mas nos quais fracassaram as tentativas iniciais, ou após estarem recebendo outras sulfoniluréias7, ou em pacientes cujo controle do diabetes3 com tais agentes não tenha sido satisfatório. Diabinese® pode mostrar-se eficaz e proporcionar um melhor controle deste tipo de diabetes3. A avaliação final da resposta em pacientes qualificados como candidatos ao tratamento com Diabinese® consiste num período de observação terapêutica2 de pelo menos sete dias. Durante este período, a ausência de cetonúria71 juntamente com um controle satisfatório indicam que o paciente é responsivo e capaz de ser controlado com a droga.
Entretanto, o desenvolvimento de cetonúria71 dentro do período de 24 horas após a retirada da insulina6 em geral indica uma resposta deficiente. O paciente será considerado não responsivo caso não apresente redução satisfatória da glicemia21 ou deixe de obter uma melhora clínica objetiva ou subjetiva, ou caso apresente cetonúria71 ou glicosúria72. A insulina6 é indicada no tratamento destes pacientes.

                         
Tratamento inicial:

O paciente diabético estável de meia idade, com diabetes mellitus5 não dependente de insulina6 (DMNDI) de grau leve a moderadamente severo, deve iniciar com a dose diária de 250mg (um comprimido). Devido ao fato do paciente diabético geriátrico parecer ser mais sensível ao efeito hipoglicêmico das sulfoniluréias7, seu tratamento deve ser iniciado com doses menores de Diabinese®: 125 mg diários. Não é necessário um período de transição ao transferir pacientes em uso de outros hipoglicemiantes orais70 para Diabinese®. O medicamento anterior pode ser descontinuado em qualquer ocasião, e a clorpropamida1 iniciada imediatamente. Ao prescrever a clorpropamida1, deverá ser dada a devida consideração a sua maior potência. A grande maioria dos pacientes de meia idade com diabetes3 estável leve ou moderadamente severo, em tratamento com insulina6, pode passar a usar diretamente a droga oral, com descontinuação imediata da insulina6. Nos pacientes que necessitam de mais de 40 unidades diárias de insulina6, Diabinese® pode ser
iniciado com uma redução de 50% de insulina6 durante os primeiros dias, com reduções subsequentes dependendo da resposta.

Durante o período de retirada da insulina6, o paciente deve ser submetido a exames de urina18 para detecção de glicose15 e corpos cetônicos, pelo menos três vezes ao dia e os resultados devem ser reportados frequentemente ao médico. No caso de resultados anormais, o médico deve ser notificado imediatamente. Em alguns casos é aconselhável considerar a hospitalização durante o período de transição.
Cinco a sete dias após o início do tratamento, o nível sérico de clorpropamida1 atinge um platô. A dosagem pode ser subsequentemente ajustada para aumento ou redução, sendo que os aumentos não deverão ser superiores a 50-125 mg em intervalos de três a cinco dias para obtenção do controle ideal. Ajustes mais frequentes em geral não são aconselháveis.

                         
Terapia de manutenção:

A maioria dos pacientes de meia idade com diabetes3 (DMNDI) estável moderadamente severo é controlada com aproximadamente 250mg diários (um comprimido). Vários investigadores constataram que alguns pacientes com diabetes3 de menor intensidade são bem controlados com doses diárias de 125 mg (1/2 comprimido) ou menos. Muitos dos pacientes diabéticos mais graves podem requerer 500 mg diários (dois comprimidos) para um controle adequado.

OS PACIENTES QUE NÃO RESPONDEM ADEQUADAMENTE À DOSE DE 500MG DIÁRIOS GERALMENTE NÃO RESPONDERÃO A DOSES MAIS ELEVADAS.

Doses de manutenção superiores a 750mg diários (três comprimidos) devem ser evitadas.

                         
Para pacientes23 idosos, debilitados ou desnutridos, e para pacientes23 com distúrbios renais ou hepáticos, a dose inicial e de manutenção deverá ser cautelosa para evitar reações hipoglicêmicas (vide precauções).

Diabinese® em pacientes com Diabetes insipidus73:

Alguns estudos até esta data demonstraram que a clorpropamida1 também é útil no tratamento do Diabetes insipidus73 idiopático74. Ao usar a clorpropamida1 com esta finalidade, o médico deve manter-se permanentemente consciente da possibilidade  de ocorrência de reações hipoglicêmicas nestes pacientes, particularmente quando doenças subjacentes ou outras causas não relacionadas implicarem na redução da ingestão de alimentos.

Em tais casos, a clorpropamida1 deve ser temporariamente descontinuada e o tratamento substituído pelo hormônio65 antidiurético.

No tratamento de diabetes insipidus73 a dose normalmente utilizada é de 125 a 500mg diários.
Devido ao risco de desenvolvimento de hipoglicemia10 nestes pacientes, é aconselhável iniciar o tratamento com a dose mais baixa, ajustando-a gradativamente conforme necessário. Os pacientes sob tratamento devem ser orientados quanto à possibilidade de reações hipoglicêmicas e tratamento, especialmente durante infecções75 intercorrentes ou outros períodos de redução da ingestão de alimentos. Em tais circunstâncias a terapia com Diabinese® deve ser imediatamente descontinuada e o médico comunicado.

Quando os médicos estiverem considerando o uso diário de Diabinese® no tratamento do Diabetes insipidus73, é essencial que leiam integralmente este texto, especialmente os parágrafos relacionados a PRECAUÇÕES E REAÇÕES ADVERSAS.

Superdosagem de Diabinese

                         

Testes pré-clínicos tem determinado a LD50 oral de 1675 mg/kg para camundongos, 800 mg/kg em cães e 2390 mg/kg em ratos.

Sinais76 e sintomas9:

A superdosagem de sulfoniluréias7, incluindo Diabinese®, pode causar hipoglicemia10 severa.

Embora pouco frequente, a hipoglicemia10 severa pode causar coma25, convulsões ou distúrbios neurológicos.

Tratamento:

Sintomas9 de hipoglicemia10 leve sem perda de consciência ou sintomas9 neurológicos devem ser tratados intensamente com glicose15 via oral e ajuste na dose da droga e/ou no padrão de alimentação. Cuidadosa observação médica deverá ser feita até que se assegure que o paciente esteja fora de perigo.

Reações hipoglicêmicas severas com convulsões, coma25 ou outros distúrbios neurológicos não ocorrem com frequências, mas devem ser consideradas como emergências médicas, requerendo hospitalização imediata. Se houver suspeita ou se for diagnosticado coma25 hipoglicêmico, o paciente deve receber uma rápida injeção77 intravenosa de solução glicosada concentrada (50%).
Este procedimento deve ser seguido por uma infusão contínua de solução glicosada mais diluída (10%), em uma velocidade de infusão que mantenha níveis de glicemia21 acima de 100mg/dl. Esses pacientes devem ser cuidadosamente observados por um período mínimo de 24 a 48 horas, uma vez que a hipoglicemia10 pode ocorrer após aparente melhora clínica.

                         

DIABINESE - Laboratório

PFIZER
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Complementos

1 Clorpropamida: Medicação de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia ajudando o pâncreas a produzir mais insulina e o corpo a usar melhor a insulina produzida. Pertence à classe dos medicamentos chamada sulfoniluréias.
2 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
3 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
4 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
5 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
6 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
7 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
8 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
9 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
10 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
11 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
12 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
13 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
14 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
15 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
16 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
17 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
18 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
19 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
20 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
21 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
22 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
23 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
24 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
25 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
26 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
27 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
28 Gliconeogênese: Formação de novo açúcar. É o caminho pelo qual é produzida a glicose a partir de compostos aglicanos (não-açúcares ou não-carboidratos), sendo a maior parte deste processo realizado no fígado (principalmente em jejum) e uma menor parte realizada no córtex renal.
29 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
30 Supra-renal:
31 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
32 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
33 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
34 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
35 Histológicas: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
36 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
37 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
38 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
39 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
40 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
41 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
42 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
43 Inibidores da monoaminoxidase: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
44 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
45 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
46 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
47 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
48 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
49 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
50 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
51 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
52 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
53 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
54 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
55 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
56 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
57 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
58 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
59 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
60 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
61 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
62 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
63 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
64 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
65 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
66 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
67 Osmolalidade sérica: Osmolalidade sérica ou plasmática é uma medida indireta da concentração somada de todos os solutos de uma determinada solução.
68 Osmolalidade: Molalidade de uma solução que exerce a mesma pressão osmótica que uma solução ideal de uma substância não dissociada. É uma medida indireta da concentração somada de todos os solutos de uma determinada solução.
69 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
70 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
71 Cetonúria: Condição que ocorre quando as cetonas estão presentes na urina, um sinal de alerta na cetoacidose diabética.
72 Glicosúria: Presença de glicose na urina.
73 Diabetes insipidus: Condição caracterizada por micções freqüentes e volumosas, sede excessiva e sensação de fraqueza. Esta condição pode ser causada por um defeito na glândula pituitária ou no rim. Na diabetes insipidus os níveis de glicose estão normais.
74 Idiopático: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
75 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
76 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
77 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
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