Sporanox

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 09/12/2014

Sporanox®


Informações ao Paciente

itraconazol

Forma Farmacêutica e apresentação
Cápsulas em embalagens contendo 4, 10, 15 ou 28 cápsulas.

Uso adulto
Uso oral

Para  fazer o download da bula em fonte ampliada (pdf), clique ao lado.

Informações Gerais

Marca Comercial: Sporanox®
Princípio Ativo: itraconazol
Classe Terapêutica1: Antimicíticos

Composição

Cada cápsula contém 100 mg de itraconazol.
Excipientes: dióxido de titânio, dissulfonato sódico de indigotina, eritrosina sódica, hipromelose, gelatina, núcleos individualizados e polietilenoglicol.

Como este medicamento funciona?

Nas infecções2 de pele3 as lesões4 irão desaparecer completamente apenas em algumas semanas após o término do tratamento. Sporanox® mata o fungo5 propriamente, mas a lesão6 desaparece junto com o crescimento da pele3 sadia.
As lesões4 das unhas7 desaparecem apenas 6 a 9 meses após o final do tratamento uma vez que Sporanox® apenas mata o fungo5, havendo necessidade da unha crescer para a cura ser observada. Portanto, não se preocupe se você não notar melhora durante o tratamento: o medicamento permanecerá na unha por vários meses exercendo seu efeito.

Por que este medicamento foi indicado?

Sporanox® é indicado no tratamento de infecções2 fúngicas8 (micoses) dos olhos9, boca10, unhas7, pele3, vagina11 e órgãos internos.

Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações
Não utilize Sporanox® :
- se você for alérgico ao itraconazol ou a qualquer um dos componentes do medicamento;
- se você estiver grávida (a menos que seu médico saiba que você está grávida e decida que você precisa tomar Sporanox® );
- se você estiver em idade fértil, você deve tomar precauções contraceptivas adequadas para ter certeza que não engravidará enquanto estiver tomando Sporanox® . Como Sporanox® permanece no organismo por algum tempo após o término do tratamento, você deve continuar com as medidas contraceptivas até a próxima menstruação12 após o final do tratamento com Sporanox® cápsulas;
- se você possui insuficiência cardíaca13 (também chamada de insuficiência cardíaca congestiva14 ou ICC) Sporanox® pode agravar a doença. Caso seu médico decida que você deva utilizar Sporanox® mesmo que você tenha essa condição, procure auxílio médico imediatamente se você tiver falta de ar, ganho de peso inesperado, inchaço15 das pernas, fadiga16 não usual ou começar a acordar durante a noite.

Você também não deve utilizar os medicamentos abaixo, enquanto estiver utilizando Sporanox® :
- certos medicamentos para alergia17, como terfenadina, astemizol e mizolastina;
- certos medicamentos utilizados no tratamento de angina18 (dor no peito19 em ardência) e pressão alta, chamados bepridil e nisoldipino.
- cisaprida, um medicamento utilizado para certos problemas digestivos;
- certos medicamentos que reduzem o colesterol20 (ex.: sinvastatina e lovastatina);
- certos comprimidos para dormir (midazolam e triazolam);
- pimozida e sertindol, medicamentos para distúrbios psicóticos;
- levacetilmetadol, um medicamento usado no tratamento da dependência a opióides;
- alcalóides derivados do Ergot, como diidroergotamina e ergotamina, usados no tratamento da enxaqueca21;
- alcalóides derivados do Ergot, como ergometrina (ergonovina) e metilergometrina (metilergonovina), usada para controle do sangramento e da manutenção da contração uterina após o parto;
- certos medicamentos utilizados no tratamento de irregularidades do batimento cardíaco, como quinidina e dofetilida.

Advertências
Informe seu médico se você estiver usando qualquer outro medicamento, pois o uso em conjunto com alguns medicamentos pode ser prejudicial.

Crianças
Sporanox® não deve ser usado em crianças, somente em casos excepcionais prescritos pelo médico.

Problemas de fígado22
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema de fígado22, pois pode ser necessário adaptar a dose de Sporanox® . Você deve parar de tomar Sporanox® e procurar seu médico imediatamente se qualquer dos seguintes sintomas23 aparecer durante o tratamento com Sporanox® : falta de apetite, náuseas24, vômitos25, fadiga16, dor abdominal ou urina26 muito escura.
Se você estiver tomando Sporanox® continuamente por mais de um mês, seu médico deve acompanhá-lo regularmente através de exames de sangue27 para controlar as desordens do fígado22 que, muito raramente, podem ocorrer.

Problemas de coração28
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no coração28. Se ele decidir prescrever Sporanox® para você, ele deve lhe fornecer as instruções dos sintomas23 a serem observados. Você deve informar ao seu médico se apresentar falta de ar, aumento de peso inesperado, inchaço15 das pernas ou abdome29, fadiga16 não usual, ou se você começar a acordar durante a noite.

Problemas de rim30
Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no rim30, pois pode ser necessário adaptar a dose de Sporanox® .
Se você apresentar qualquer sensação incomum de formigamento, dormência31 ou fraqueza em suas mãos32 ou pés enquanto estiver tomando Sporanox® , deve informar ao seu médico imediatamente.
Se no passado você apresentou reação alérgica33 a outro antifúngico, deve informar ao seu médico.
Se você for neutropênio (apresentar número de leucócitos34 neutrófilos35 sanguíneos abaixo do normal), transplantado ou tiver AIDS, avise seu médico, pois pode ser necessário ajustar a dose de Sporanox® .

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos ou utilizar máquinas
Não há problema, desde que você não sinta tonturas36.

Gravidez37 e Amamentação38
Você não deve usar Sporanox® durante a gravidez37 e amamentação38. Se você está em idade que pode engravidar, tome medidas contraceptivas adequadas para não ficar grávida enquanto estiver tomando o medicamento.
Como Sporanox® permanece no organismo durante algum tempo após o término do tratamento, você deve continuar a usar algum método anticoncepcional até o próximo ciclo menstrual depois da interrupção do Sporanox® .
Você deve informar ao médico se está amamentando, pois pequenas quantidades do medicamento podem estar presentes no leite materno.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez37.

Precauções
Você deve tomar Sporanox® imediatamente após uma refeição completa. As cápsulas devem ser ingeridas inteiras com um pouco de água.
Deve haver acidez estomacal suficiente para garantir que Sporanox® seja apropriadamente absorvido pelo organismo. Desta forma, antiácidos39 devem ser tomados somente duas horas após a ingestão de Sporanox® . Se você usa medicamentos que interrompem a produção estomacal de ácido, deve tomar Sporanox® junto com refrigerantes a base de cola. Se tiver dúvida, consulte seu médico.

Interações Medicamentosas
Você deve comunicar ao seu médico quais os medicamentos que você está usando no momento. Em particular, você não deve tomar alguns medicamentos ao mesmo tempo e, se isto ocorrer, algumas adaptações serão necessárias, em relação à dose, por exemplo.
Exemplos de medicamentos que você não deve tomar enquanto você utiliza Sporanox® :
- certos medicamentos para alergia17, como terfenadina, astemizol e mizolastina;
- certos medicamentos para angina18 ou pressão alta, chamados bepridil ou nisoldipino;
- cisaprida, um medicamento utilizado para certos problemas digestivos;
- certos medicamentos que reduzem o colesterol20 (ex.: sinvastatina e lovastatina);
- certos comprimidos para dormir (midazolam e triazolam);
- pimozida e sertindol, medicamentos para distúrbios psicóticos;
- levacetilmetadol, um medicamento usado no tratamento da dependência a opióides;
- alcalóides derivados do Ergot, como diidroergotamina e ergotamina, usados no tratamento da enxaqueca21;
- alcalóides derivados do Ergot, como ergometrina (ergonovina) e metilergometrina (metilergonovina), usada para controlar o sangramento e manter a contração uterina após o parto;
- certos medicamentos utilizados no tratamento de irregularidades do batimento cardíaco, como quinidina e dofetilida.
A ação de Sporanox® pode ser bastante diminuída por alguns medicamentos. Isto se aplica particularmente a alguns medicamentos usados para tratar epilepsia40 (por exemplo: carbamazepina, fenitoína e fenobarbital) e tuberculose41 (por exemplo: rifampicina, rifabutina e isoniazida). Portanto, você sempre deve informar seu médico se estiver usando qualquer um destes medicamentos para que medidas apropriadas possam ser adotadas.
A combinação com alguns outros medicamentos pode requerer uma adaptação da dose ou de Sporanox® ou dos outros medicamentos. Exemplos são:
- certos antibióticos chamados claritromicina, eritromicina, rifabutina;
- alguns medicamentos que agem no coração28 e vasos sanguíneos42 (digoxina, disopiramida, bloqueadores de canal de cálcio, cilostazol);
- medicamentos que diminuem a coagulação43 sanguínea;
- metilprednisolona, budesonida e dexametasona, medicamentos administrados por via oral, injetável ou inalatória para o tratamento de inflamações44, asma45 e alergias;
- ciclosporina A, tacrolimo e rapamicina (também conhecida como sirolimo), que são medicamentos utilizados após transplantes;
- certos inibidores da protease46 (classe de enzima47) do HIV48;
- certos medicamentos utilizados no tratamento do câncer49;
- certos medicamentos para ansiedade ou para dormir (tranquilizantes), como buspirona, alprazolam e brotizolam;
- ebastina, um medicamento usado para alergia17;
- reboxetina, um medicamento usado no tratamento da depressão;
- atorvastatina, um medicamento usado na redução do colesterol20;
- eletriptano, um medicamento usado no tratamento da enxaqueca21;
- fentanila, um medicamento potente para dor;
- halofantrina, um medicamento usado no tratamento da malária;
- repaglinida, um medicamento usado no tratamento do diabetes50.
Se estiver tomando qualquer um destes medicamentos, comunique ao seu médico.
Deve haver acidez estomacal suficiente para garantir que Sporanox® seja apropriadamente absorvido pelo organismo. Desta forma, antiácidos39 devem ser tomados somente duas horas após a ingestão de Sporanox® . Pela mesma razão, se você toma medicamentos que interrompem a produção estomacal de ácido, você deve tomar Sporanox® junto com refrigerantes a base de cola. Em caso de dúvida consulte seu médico.

Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico ou cirurgião-dentista o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde51.

Como devo usar este medicamento?

Aspecto Físico
As cápsulas de Sporanox® são de gelatina, de cor azul opaco e rosa transparente e preenchidas por pequenas esferas de cor creme que contém itraconazol.

Características Organolépticas
Não se aplica.

Dosagem
A dose e a duração do tratamento dependem do tipo de fungo5 e do local de infecção52. Seu médico vai informá-lo exatamente o que fazer.
As seguintes doses são utilizadas com maior freqüência:

INDICAÇÃO

DOSE DIÁRIA

DURAÇÃO

Micose53 vaginal

200 mg (2 cápsulas) pela manhã e à noite

1 dia

Micose53 de pele3

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

7 dias

ou 100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia

2 semanas *

* Se a micose53 ocorrer na palma das mãos32 ou na planta dos pés, a dose será de 2 cápsulas, duas vezes ao dia por 7 dias .

Micose53 oral

100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia

2 semanas

Infecção52 ocular

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

2 semanas

Infecção52 sistêmica

100 - 400 mg (1 - 4 cápsulas) diariamente

Períodos prolongados

Micose53 nas unhas7: dependendo da sua necessidade, seu médico escolherá entre um tratamento contínuo ou por ciclos (Pulsoterapia).

Tratamento contínuo para micoses nas unhas7 dos pés

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

3 meses

Pulsoterapia

200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia

1 semana **

** Após isso, interromper o tratamento por 3 semanas. Então, o ciclo é repetido, uma vez para as lesões4 das unhas das mãos54 e duas vezes para as lesões4 das unhas7 dos pés (com ou sem lesões4 nas unhas das mãos54) (Veja a tabela abaixo).

PULSOTERAPIA

Semanas de tratamento

10ª

 
Apenas as unhas das mãos54

Tomar 2 cápsulas 2 vezes ao dia

Não tomar Sporanox®

Tomar 2 cápsulas 2 vezes ao dia

Interromper o tratamento

Unhas7 dos pés com ou sem envolvimento das unhas das mãos54

Tomar 2 cápsulas 2 vezes ao dia

Não tomar Sporanox®

Tomar 2 cápsulas 2 vezes ao dia

Não tomar Sporanox®

Tomar 2 cápsulas 2 vezes ao dia

Interromper o tratamento

Se você tiver micoses de pele3, as lesões4 vão desaparecer completamente somente algumas semanas após o final do tratamento. Isto é típico das lesões4 causadas por fungos: o medicamento elimina o fungo5, mas a lesão6 somente desaparece com o surgimento de uma pele3 saudável.
As lesões4 de unhas7 desaparecem apenas após 6 a 9 meses do final do tratamento, uma vez que o medicamento elimina apenas o fungo5. A unha afetada precisa crescer novamente, o que ocorre em alguns meses. Então, não se preocupe se você não observar melhora durante o tratamento: o medicamento permanece agindo em suas unhas7 por vários meses. Portanto, você só deve interromper o tratamento conforme prescrito por seu médico.
Se você tiver infecções2 de órgãos internos, pode ser necessário tomar doses altas por longos períodos.
Você deve sempre seguir as instruções do seu médico, pois ele pode adaptar o tratamento de acordo com as suas necessidades.

Como usar
Você deve tomar Sporanox® imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser tomadas inteiras com auxílio de água.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e  a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento com prazo de validade vencido. Antes de usar observe o aspecto do medicamento.

Quais males que este medicamento pode causar?

Podem ocorrer as seguintes reações desagradáveis: dor de cabeça55, queda de cabelo56, tonturas36, enjôo e vômito57, fraqueza muscular, dor nas articulações58 (dor nas juntas), inflamação59 do pâncreas60, desconforto gástrico, dor abdominal, diarreia61 e constipação62 (redução na frequência ou quantidade da defecação), distúrbios menstruais, disfunção erétil, sabor desagradável, febre63.
A ocorrência de alergia17 ao Sporanox® é rara e se manifesta, por exemplo, pela falta de ar e dificuldade de respirar e/ou rosto inchado, irritação da pele3, coceira e urticária64. Contate seu médico imediatamente se ocorrer reações alérgicas graves, Muito raramente hipersensibilidade à luz solar, sensação de formigamento dos membros ou lesão6 grave de pele3. Se algum desses sintomas23 ocorrerem pare de tomar Sporanox® e contate seu médico imediatamente.
Você deve informar imediatamente ao seu médico se apresentar falta de ar, aumento de peso inesperado, inchaço15 das pernas, fadiga16 não usual ou se você começar a acordar durante a noite.
Um ou mais dos sintomas23 a seguir relacionados a distúrbios hepáticos podem aparecer, embora pouco frequentes: falta de apetite, náusea65, vômito57, cansaço, dor abdominal, icterícia66, urina26 muito escura e fezes claras.
Em tais casos, você deve parar de tomar Sporanox® e avisar seu médico imediatamente.
Caso sua visão67 fique embaçada ou você comece a enxergar duplicado ou a ter zumbido no ouvido68 ou se você perder a capacidade de controlar a urina26 ou urinar mais que o habitual, informe seu médico.
Você deve informar seu médico sobre qualquer outro efeito indesejável que ocorrer durante o tratamento com Sporanox® .

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma sí vez?

Se você tomar uma grande quantidade do medicamento acidentalmente, deve procurar um médico imediatamente.

Onde e como devo guardar este medicamento?

Você deve conservar Sporanox® cápsulas em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC) protegido da luz e umidade.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde51

itraconazol

Forma Farmacêutica e apresentação
Cápsulas em embalagens contendo 4, 10, 15 ou 28 cápsulas.

Uso adulto
Uso oral

Para  fazer o download da bula em fonte ampliada (pdf), clique ao lado.

Informações Gerais

Marca Comercial: Sporanox®
Princípio Ativo: itraconazol
Classe Terapêutica1: Antimicíticos

Composição

Cada cápsula contém 100 mg de itraconazol.
Excipientes: dióxido de titânio, dissulfonato sódico de indigotina, eritrosina sódica, hipromelose, gelatina, núcleos individualizados e polietilenoglicol.

Caracterêsticas Farmacolígicas

Propriedades Farmacodinâmicas
Sporanox® (itraconazol), um derivado triazólico, apresenta um amplo espectro de ação.
Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe o crescimento de um amplo espectro de fungos patogênicos aos seres humanos em concentrações que variam geralmente entre = 0,025 e 0,8 mcg/mL. Estes incluem:
Dermatófitos69 (Trichophyton spp, Microsporum spp, Epidermophyton floccosum), leveduras (Cryptococcus neoformans, Malassezia spp, Trichosporon spp, Geotrichum spp, Candida spp, incluindo C. albicans, C. glabrata e C. krusei), Aspergillus spp, Histoplasma spp, Paracoccidioides brasiliensis, Sporothrix schenckii, Fonsecaea spp, Cladosporium spp, Blastomyces dermatitidis, Pseudallescheria boydii, Penicillium marneffei e uma variedade de outras leveduras e fungos.
Candida krusei, Candida glabrata e Candida tropicalis são geralmente as espécies de Candida menos susceptíveis, sendo que algumas cepas70 isoladas demonstraram resistência inequívoca ao itraconazol in vitro.
Os principais tipos de fungos que não são inibidos pelo itraconazol são Zygomycetes (por exemplo, Rhizopus spp, Rhizomucor spp, Mucor spp e Absidia spp), Fusarium spp, Scedosporium spp, e Scopulariopsis spp.
Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe a síntese do ergosterol em células71 fúngicas8. O ergosterol é um componente vital da membrana celular72 dos fungos. A inibição da sua síntese tem como última consequência um efeito antifúngico.

Propriedades Farmacocinéticas
A farmacocinética do itraconazol tem sido investigada em indivíduos sadios, populações especiais e em pacientes após dose única ou múltipla. Em geral, o itraconazol é bem absorvido. Os picos de concentração plasmática são atingidos 2 a 5 horas após administração oral. O itraconazol sofre metabolismo73 hepático extenso e origina diversos metabólitos74. O principal metabólito75 é o hidróxi-itraconazol, cuja concentração plasmática é aproximadamente o dobro do fármaco76 inalterado. A meia-vida terminal do itraconazol é cerca de 17 horas após uma dose única e aumenta para 34 a 42 horas com doses repetidas. A farmacocinética do itraconazol é caracterizada pela não-linearidade e, consequentemente, demonstra acúmulo plasmático após administração de doses múltiplas. As concentrações no estado estacionário são atingidas em 15 dias, com valores de Cmáx de 0,5 mcg/mL, 1,1 mcg/mL e 2,0 mcg/mL que correspondem à administração oral de 100 mg dose única, 200 mg dose única e 200 mg duas vezes ao dia, respectivamente. Uma vez terminado o tratamento, a concentração plasmática de itraconazol diminui a uma concentração quase indetectável em 7 dias. O "clearance" do itraconazol diminui em doses maiores devido ao mecanismo de saturação do seu metabolismo73 hepático. O itraconazol é excretado como metabólito75 inativo na urina26 (~35%) e nas fezes (~54%).

Absorção
O itraconazol é rapidamente absorvido após a administração oral. Picos de concentração plasmática do fármaco76 inalterado são obtidos 2 a 5 horas após a administração de uma dose oral. A biodisponibilidade absoluta observada de itraconazol é cerca de 55% e é máxima quando as cápsulas são ingeridas imediatamente após uma refeição completa.

Distribuição
A maior parte do itraconazol disponível no plasma77 está ligada à proteína (99,8%), sendo a albumina78 a principal proteína de ligação (99,6% para o hidróxi-metabólito75). Também há afinidade considerável por lipídios. Apenas 0,2% do itraconazol presente no plasma77 está na forma livre. O itraconazol está distribuído em um volume corpóreo aparentemente grande (~700L), sugerindo extensiva distribuição nos tecidos: as concentrações encontradas nos pulmões79, rim30, fígado22, ossos, estômago80, baço81 e músculos82 foram 2 a 3 vezes maiores do que as concentrações correspondentes no plasma77. A proporção plasmática encontrada no cérebro83 em relação ao plasma77 foi de aproximadamente 1.
A captação nos tecidos queratinizados, particularmente na pele3, mostrou ser até 4 vezes maior do que no plasma77.

Metabolismo73
Sporanox® (itraconazol) é extensivamente metabolizado no fígado22, transformando-se em grande número de metabólitos74. O principal metabólito75 é o hidróxi-itraconazol, que apresenta, in vitro, uma atividade antifúngica comparável à do itraconazol. As concentrações
plasmáticas do hidróxi-metabólito75 são aproximadamente duas vezes em relação àquelas do itraconazol.
Como demonstrado nos estudos in vitro, CYP3A4 é a principal enzima47 envolvida no metabolismo73 do itraconazol.

Excreção
Cerca de 35% do itraconazol é excretado através de metabólitos74 inativos na urina26 em uma semana e cerca de 54% é excretado com as fezes. A excreção renal84 do fármaco76 não-metabolizado é menor do que 0,03% da dose ingerida, ao passo que a excreção fecal do fármaco76 inalterado varia entre 3 e 18% da dose administrada. Como a redistribuição do itraconazol a partir dos tecidos queratinizados é aparentemente desprezível, a eliminação do itraconazol destes tecidos está relacionada à regeneração epidérmica. Ao contrário do plasma77, a concentração na pele3 permanece por 2 a 4 semanas após o término de um tratamento de 4 semanas de duração e na queratina das unhas7 - onde o itraconazol pode ser detectado já com uma semana de tratamento - por, pelo menos, seis meses após o final de um tratamento de 3 meses.


População especial

Insuficiência hepática85
O itraconazol é predominantemente metabolizado pelo fígado22. A dose única oral (cápsula de 100 mg) administrada em 12 pacientes com cirrose86 e 6 indivíduos saudáveis controle; Cmáx, AUC e meia-vida final de itraconazol foram mensurados em ambos os grupos e comparados. O Cmáx médio de itraconazol foi significantemente reduzido (para 47%) em pacientes com cirrose86. A meia-vida média de eliminação foi prolongada quando comparada com individuos sem insuficiência hepática85 (37 contra 16 horas, respectivamente). A exposição geral ao itraconazol baseada na AUC foi similar em pacientes com cirrose86 e indivíduos saudáveis. Dados sobre o uso prolongado de itraconazol em pacientes com cirrose86 não estão disponíveis.

Insuficiência renal87
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal87; deve ser administrado com cautela em pacientes desta população..

Resultados de Eficácia

Dermatofitoses
Em um estudo multicêntrico envolvendo 2.741 pacientes com infecções2 por dermatófitos69, no qual os pacientes foram tratados durante 15 ou 30 dias com 100 mg diários de itraconazol, a taxa de resposta foi de 93% para o tratamento de Tinea corporis / Tinea cruris durante 15 dias. A resposta ao tratamento em pacientes com Tinea pedis / Tinea manus foi de 85% e 86% em grupos tratados durante 15 e 30 dias, respectivamente. A duração mediana para o início da melhora clínica foi de 7 a 8 dias.1
Um estudo duplo-cego88, controlado com placebo89 utilizando itraconazol 50 mg demonstrou uma taxa de cura significativamente superior ao placebo89. Comparando-se 50 mg e 100 mg administrados diariamente até obter-se a cura clínica em 173 pacientes com 185 locais de infecção52 (91 casos de Tinea corporis / cruris, 94 casos de Tinea pedis / mannum) observou-se que ambos foram efetivos com resposta = 80% em todos os grupos tratados, sendo que os pacientes recebendo 100 mg diários manifestaram sinais90 de melhora mais rápido.2

Criptococose
Foi descrito o uso de itraconazol 200 mg duas vezes/dia em 48 pacientes com infecções2 criptococócicas. Entre os 28 pacientes avaliáveis com meningite91 criptococócica, 24 tinham AIDS. Dezoito dos 28 pacientes obtiveram resposta completa (resolução clínica e culturas do líquor92 negativas); seis pacientes tiveram resposta parcial e em quatro a terapia falhou. Respostas parciais ou falhas estavam associadas com falhas de tratamentos antifúngicos prévios, doença grave, baixas concentrações séricas de itraconazol ou resistência do microrganismo.1

Aspergilose
Aspergilose invasiva é mais frequentemente observada em pacientes imunocomprometidos e está associada com alta morbidade93 e mortalidade94. Em três séries, um total de 54 pacientes com aspergilose invasiva foi tratado com 100 a 400 mg diários de itraconazol. Praticamente todos os pacientes estavam imunocomprometidos. No geral, 42 pacientes foram considerados curados após o tratamento com itraconazol.1
Em uma visão67 geral e experiências utilizando itraconazol para tratar micoses sistêmicas, 78% dos pacientes (n = 60) diagnosticados com aspergilose invasiva obtiveram melhora através do tratamento com itraconazol, 53% ficaram curados ou melhoraram significativamente e 25% obtiveram uma melhora moderada, com doses diárias de 200 mg por um período de duração de 4 meses.2

Blastomicose
Quarenta e oito pacientes com cultura ou histopatologia95 com evidência de blastomicose foram tratados com doses diárias de 200 a 400 mg de itraconazol. O tratamento foi considerado um sucesso em 43 pacientes (89,5%) e teve duração mediana de 6,2 meses.1

Paracoccidioidomicose
Entre 51 pacientes tratados com itraconazol 50 ou 100 mg diários durante 6 a 12 meses, foi observada cura clínica ou significativa melhora dos sintomas23 em 100% deles.1

Pitiríase versicolor
Um estudo envolveu 60 pacientes com pitiríase versicolor, os quais foram escolhidos randomicamente e divididos em 3 grupos de 20 pacientes cada. Fez-se uma avaliação clínica e micológica antes do tratamento e no 7° e 28° dias após o tratamento. Doses de 400 mg/dia durante 3 dias e 200 mg/dia durante 5 dias foram consideradas eficazes para o tratamento da pitiríase versicolor.3
Em um estudo multicêntrico aberto, não comparativo, foram analisados 333 pacientes que receberam duas cápsulas de itraconazol 100 mg, por via oral, uma vez ao dia durante cinco dias. Os pacientes foram submetidos a avaliações clínica e micológica no pré-tratamento e 30 dias após o término do tratamento. Observou-se cura micológica em 93,7% dos casos.4

Candidíase96 vaginal
Um estudo multicêntrico, simples-cego, randomizado97 com um grupo paralelo foi realizado utilizando itraconazol 200 mg duas vezes ao dia em 109 pacientes com candidíase96 vaginal. A cura micológica após uma semana de tratamento foi alcançada em 74% das pacientes tratadas com itraconazol. Um número significativamente maior de pacientes preferiu o tratamento com itraconazol ao tratamento prévio recebido.5
Pacientes com candidíase96 vulvovaginal aguda micologicamente confirmada (n = 229) foram randomicamente distribuídas para receber: itraconazol 200 mg duas vezes ao dia durante 1 dia, comparativo oral ou comparativo tópico98. Obteve-se cura micológica em 96% das pacientes pertencentes ao grupo itraconazol, comprovando sua eficácia no tratamento da candidíase96 vaginal aguda.6
Foram estudadas 101 pacientes portadoras de candidíase96 vaginal, confirmadas clínica e micologicamente em um estudo multicêntrico aberto, comparativo e ao acaso. A dose de itraconazol foi 200 mg, duas vezes ao dia, por um dia. No 28° dia, os resultados mostraram que 70% das mulheres no grupo itraconazol estavam clínica e micologicamente curadas enquanto que no grupo comparativo esta resposta foi de 40%. Considerando-se somente a cura micológica, o percentual foi de 84%.7

Candidíase96 oral e esofágica
Foi estudada a atividade do itraconazol e de outro agente com atividade antifúngica em 111 pacientes HIV48 positivos com candidíase96 oral e esofágica. Os pacientes foram randomicamente distribuídos para receber 200 mg/dia de itraconazol ou 200 mg de cetoconazol duas vezes/dia durante 28 dias, em um estudo duplo-cego88. Após uma semana de tratamento, 75% e 82% dos pacientes recebendo itraconazol e cetoconazol, respectivamente, responderam clinicamente e após 4 semanas de tratamento esta taxa aumentou para 93% em ambos os grupos.8

Onicomicoses
Realizou-se um estudo envolvendo 182 pacientes tratados oralmente com itraconazol cápsulas duas vezes ao dia. A taxa de cura foi 90,9% em 55 dos pacientes com onicomicoses nas unhas das mãos54 e 80,3% em 127 pacientes com onicomicoses nas unhas7 dos pés e ambas ao mesmo tempo. A melhora do aspecto das infecções2 fúngicas8 foi de 98% e 96,5% para os pacientes com onicomicoses nos dedos das mãos32 e dos pés, respectivamente.9

Histoplasmose
Realizou-se um estudo com 37 pacientes HIV48-negativos com histoplasmose pulmonar crônica (27 pacientes) ou histoplasmose extrapulmonar localizada ou disseminada (10 pacientes). A principal doença de base era a doença pulmonar obstrutiva crônica tratada com doses altas de Sporanox® (200-400 mg diários) durante uma média de 9 meses. O sucesso da terapia foi observado em 81% dos pacientes. Todos os pacientes com a forma disseminada crônica, com envolvimento mediastinal ou nódulo99 parenquimatoso100 pulmonar, ou ambos, foram curados.10
A eficácia de Sporanox® foi avaliada em 27 pacientes adicionais portadores de AIDS com histoplasmose disseminada confirmada. Onze pacientes apresentavam reações sorológicas positivas. Os pacientes foram tratados com 200 mg diários (24 pacientes) ou 400 mg diários (3 pacientes) durante 6 meses e aqueles considerados curados após terapia de indução, foram mantidos com 100 mg/dia de Sporanox® como terapia de supressão. Em geral, 85% dos pacientes responderam a terapia.11

Esporotricose
Um total de 78 pacientes com esporotricose foi tratado com 100 mg/dia de itraconazol, durante uma média de 94 dias. A resposta clínica global para os pacientes avaliáveis foi de 100% para o tipo cutâneo101 (n = 32) e 90% para o tipo linfático102 (n = 39). Um de dois pacientes com esporotricose disseminada respondeu ao tratamento. Ao final do tratamento as culturas foram negativas em 93% dos pacientes com esporotricose cutânea103 e em 82% dos pacientes com esporotricose linfática.12

Referências
1. Zuckerman JM, Tunkel AR.. Itraconazole: A New Triazole Antifungal Agent. Infect Control Hosp. Epidemiol 1994, 15: 397 - 410.
2. Grant SM., Clissold SP. Itraconazole: A Review of its Pharmacodynamic and Pharmacokinetic Properties, and Therapeutic Use in Superficial and Systemic Mycoses. Drugs 3ª, 1989, 310 - 344.
3. Kokturk A et al. Efficacy of Three Short-term Regimens of Itraconazole in the Treatment of Pityriasis Versicolor. Journal of Dermatological Treatment 2002, 13: 185 - 187.
4. Zaitz C., Sampaio S. Avaliação da Eficácia e Tolerabilidade do Itraconazol no Tratamento da Pitiríase Versicolor. An bras Dermatol. Rio de Janeiro 1995, 70 (3): 195 - 198.
5. Tobin JM, et al.Treatment of Vaginal Candidosis: A Comparative Study of the Efficacy and Acceptability of Itraconazole and Clotrimazole. Genitourin Med 1992, 68 (1): 36 - 38.
6. Woolley PD, Higgins SP. Comparison of Clotrimazole, Fluconazole and Itraconazole in Vaginal Candidiasis. Br J. Clin Pract. 1995, 49 (2): 65 - 66.
7. Kogos W, et al. Estudo Multicêntrico Comparativo da Eficácia, Tolerabilidade e Índice de Recidiva104 do Itraconazol e do Fluconazol, Por Via Oral, no Tratamento da Candidíase96 Vaginal. Ginecologia e Obstetrícia 1993, 4 (2): 89 - 97.
8. Smith DE. et al. Itraconazole versus Ketoconazole in the Treatment of Oral and Oesophageal Candidosis in Patients Infected with HIV48. AIDS 1991, 5:1367 - 1371.
9. XU Li-bin et al. Treatment of Onychomycosis by Pulse Usage of Itraconazole. J Clin. Dermatol. 2002, Vol. 31, No 2.
10. Dismukes WE, Bradsher RW, Cloud GC, et al. Itraconazole Therapy for Blastomycosis and Histoplasmosis. Am J Med 1992, 93: 489 - 497.
11. Negroni R. et al. Itraconazole in the Treatment of Histoplasmosis with AIDS. Mycoses 1992, 35: 281 - 287.
12. Data on file. Janssen Research Foundation, Belgium, 1990.

Indicações

Sporanox® (itraconazol) é indicado para o tratamento das seguintes patologias:
- Indicações ginecológicas: candidíase96 vulvovaginal.
- Indicações dermatológicas / oftalmológicas/ mucosas105: pitiríase versicolor, dermatomicoses106, ceratite micótica e candidíase96 oral. Onicomicoses causadas por dermatófitos69 e/ou leveduras.
- Micoses sistêmicas: aspergilose e candidíase96 sistêmicas, criptococose (incluindo meningite91 criptocócica):, histoplasmose, esporotricose, paracoccidioidomicose, blastomicose e outras micoses sistêmicas e tropicais de incidência107 rara.

Contra Indicações

Sporanox® (itraconazol) cápsulas é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade ao fármaco76 ou aos excipientes da formulação.
A co-administração dos fármacos mencionados a seguir é contraindicada com Sporanox® cápsulas:
- substratos metabolizados pelo CYP3A4 que podem prolongar o intervalo QT, por exemplo, astemizol, bepridil, cisaprida, dofetilida, levacetilmetadol (levometadil), mizolastina, pimozida, quinidina, sertindol e terfenadina são contraindicados com Sporanox® cápsulas. A co-administração pode resultar no aumento das concentrações plasmáticas destes substratos, que pode levar ao prolongamento do intervalo QT e a raras ocorrências de Torsade de Pointes;
- inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pela CYP3A4 como a lovastalina e a sinvastatina;
- triazolam e midazolam oral;
- alcalóides derivados do Ergot como diidroergotamina, ergometrina (ergonovina), ergotamina e metilergometrina (metilergonovina).
- nisoldipino
Sporanox® cápsulas não pode ser administrado em pacientes com evidências de disfunção ventricular como insuficiência cardíaca congestiva14 ou com histórico de insuficiência cardíaca congestiva14, exceto em tratamento em que o paciente corra risco de morte imediato e em caso de outras infecções2 graves.
Sporanox® cápsulas não deve ser administrado durante a gravidez37 (exceto nos casos de risco de vida).
Mulheres férteis que estão utilizando Sporanox® devem tomar precauções contraceptivas. A contracepção108 efetiva deve ser continuada até o próximo período menstrual após o término do tratamento com Sporanox® .

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Para se obter um grau máximo de absorção, Sporanox® deve ser administrado imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser ingeridas inteiras.

Posologia

Veja posologia nas tabelas a seguir:

INDICAÇÃO

DOSE DIÁRIA

DURAÇÃO

Candidíase96 vaginal

200 mg (2 cápsulas) pela manhã e à noite

1 dia

Pitiríase versicolor

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

5  dias

 

 Tinea corporis e Tinea cruris

200 mg (2 cápsulas)

7 dias

ou 100 mg (1 cápsula)

15 dias

Tinea pedis e Tinea manuum

200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia

7 dias

ou 100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia

15  dias

Nos casos com lesões4 nas regiões altamente queratinizadas, como palma das mãos32 e planta dos pés, recomenda-se o tratamento adicional por mais 2 semanas .

Candidíase96 oral

100 mg (1 cápsula)

15 dias

Em alguns pacientes imunodeprimidos, por exemplo com neutropenia109, portadores do vírus110 HIV48 ou transplantados, a biodisponibilidade oral do itraconazol pode estar diminuída. Portanto, pode ser necessário dobrar as doses.

Ceratite micótica

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

15  dias

Onicomicose111

- Tratamento contínuo

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

3 meses

- Pulsoterapia *

Veja o quadro abaixo

* A pulsoterapia consiste na administração de 200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia durante 7 dias. Recomendam-se dois pulsos para infecções2 das unhas das mãos54 e três pulsos para infecções2 das unhas7 dos pés. Os tratamentos em pulso são sempre separados por intervalo de 3 semanas sem medicamento. A resposta clínica será evidente a medida que a unha crescer após a descontinuação do tratamento.


Pulsoterapia

Semanas

Local atingido

1

2

3

4

5

6

7

8

9

Unhas7 do pé com ou sem envolvimento da unha da mão112

Pulso 1

Semanas livres de itraconazol

Pulso 2

Semanas livres de itraconazol

Pulso 3

Unhas7 da mão112 apenas

Pulso 1

Semanas livres de itraconazol

Pulso 2


A eliminação do itraconazol do tecido113 cutâneo101 e ungueal114 é mais lenta que a do plasma77. Assim, a resposta clínica e micológica ideal é alcançada 2 a 4 semanas após a descontinuação do tratamento das infecções2 cutâneas115 e 6 a 9 semanas após a descontinuação das infecções2 das unhas7.
Micoses sistêmicas (as recomendações posológicas variam de acordo com a infecção52 tratada):

INDICAÇÃO

DOSE

DURAÇÃO MÉDIA

OBSERVAÇÕES

Aspergilose

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia.

2 - 5 meses

Aumentar a dose para 200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia em caso de doença invasiva ou disseminada.

Candidíase96

100 - 200 mg (1 - 2 cápsulas) uma vez ao dia

3 semanas - 7 meses

Criptococose não-meningeana

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

2 meses - 1 ano

Meningite91 criptocócica

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia

Terapia de manutenção (casos meníngeos): uma vez ao dia

Histoplasmose

200 mg (2 cápsulas) uma vez ao dia - 200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia

8 meses

Esporotricose

100 mg (1 cápsula)

3 meses

Dados de eficácia de Sporanox® cápsulas nesta dose para o tratamento de paracoccidioidomicose em pacientes com AIDS não estão disponíveis.

Paracoccidioidomicose

100 mg (1 cápsula)

6 meses

Cromomicose

100 - 200 mg (1 - 2 cápsulas) uma vez ao dia

6 meses

Blastomicose

100 mg (1 cápsula) uma vez ao dia - 200 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia

6 meses

A duração do tratamento deve ser ajustada de acordo com a resposta.

Advertências

Efeitos Cardíacos
Em um estudo com Sporanox® intravenoso realizado em voluntários sadios foi observada uma redução assintomática na fração de ejeção do ventrículo esquerdo; isto se resolveu antes da próxima infusão. A relevância clínica desta descoberta para as formulações orais é desconhecida. O itraconazol mostrou um efeito inotrópico negativo e Sporanox® tem sido associado a relatos de insuficiência cardíaca congestiva14.Insuficiência cardíaca congestiva14 foi mais frequentemente relatada entre os relatos espontâneos para a dose diária total de 400 mg do que para doses diárias totais inferiores, sugerindo que o risco de insuficiência cardíaca13 aumenta de acordo com a dose diária total de itraconazol. Sporanox® não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva14 ou com história de insuficiência cardíaca congestiva14 a menos que os benefícios superem os riscos. A avaliação individual do risco/benefício deve considerar fatores como a gravidade da indicação, o esquema posológico (por exemplo: dose diária total) e fatores de risco individuais para insuficiência cardíaca congestiva14. Estes fatores de risco incluem doença cardíaca, como isquemia116 e doença valvular; doença pulmonar significante, como doença pulmonar obstrutiva crônica; e insuficiência renal87 e outras desordens edematosas. Tais pacientes devem ser informados dos sinais90 e sintomas23 da insuficiência cardíaca congestiva14, ser tratados com cautela, e monitorados quanto aos sinais90 e sintomas23 de insuficiência cardíaca congestiva14 durante o tratamento; se estes sinais90 ou sintomas23 ocorrerem durante o tratamento, Sporanox® deve ser interrompido.
Os bloqueadores dos canais de cálcio podem ter efeitos inotrópicos negativos que podem ser aditivos aos do itraconazol. Adicionalmente, itraconazol pode inibir o metabolismo73 dos bloqueadores dos canais de cálcio. Portanto, deve-se ter cautela ao administrar concomitantemente itraconazol e bloqueadores dos canais de cálcio,devido ao aumento do risco de insuficiência cardíaca congestiva14.

Potencial para Interações
Sporanox® apresenta um potencial para interações medicamentosas clinicamente importantes.

Acidez Gástrica117  diminuída
A absorção do itraconazol das cápsulas de Sporanox® é afetada quando a acidez gástrica117 está diminuída. Em pacientes recebendo, também, medicamentos antiácidos39 (ex.: hidróxido de alumínio), estes devem ser administrados, pelo menos, 2 horas após a ingestão do Sporanox® cápsulas. Em pacientes com acloridria118, tais como certos pacientes com AIDS e pacientes recebendo supressores da secreção ácida (ex.: antagonistas H2, inibidores da bomba de próton), é recomendável administrar Sporanox® cápsulas com bebida a base de cola.

Efeitos Hepáticos
Casos muito raros de hepatotoxicidade119, incluindo alguns casos de insuficiência hepática85 aguda fatal, ocorreram com o uso de Sporanox® . A maioria destes casos envolveu pacientes que apresentavam doença hepática120 pré-existente, foram tratados para indicações sistêmicas, apresentavam outras condições médicas significantes e/ou estavam tomando outros fármacos hepatotóxicos. Alguns pacientes não apresentavam fatores de risco evidentes para doença hepática120. Alguns destes casos foram observados durante o primeiro mês de tratamento, incluindo alguns na primeira semana. O monitoramento da disfunção hepática120 deve ser considerado em pacientes recebendo tratamento com Sporanox® . Os pacientes devem ser instruídos a relatar imediatamente aos seus médicos sinais90 e sintomas23 sugestivos de hepatite121 tais como anorexia122, náusea65, vômito57, fadiga16, dor abdominal ou urina26 escura. Nestes pacientes, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e testes de função hepática120 devem ser realizados. Em pacientes com aumento de enzimas hepáticas123 ou doença hepática120 ativa, ou que desenvolveram toxicidade124 hepática120 com outros fármacos, o tratamento não deve ser iniciado a menos que o benefício esperado supere o risco de dano hepático. Nestes casos é necessário monitorar as enzimas hepáticas123.

Insuficiência Hepática85
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência hepática85; deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.

Insuficiência Renal87
 Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal87; deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.

Pacientes imunocomprometidos
Em pacientes imunocomprometidos (por exemplo, pacientes neutropênicos, com AIDS ou transplantados), a biodisponibilidade oral de Sporanox® cápsulas pode estar reduzida.

Pacientes com risco de vida imediato por infecção52 fúngica125 sistêmica
Devido às propriedades farmacocinéticas , Sporanox® cápsulas não é recomendado para iniciar o tratamento em pacientes que apresentarem risco de vida imediato por infecção52 fúngica125 sistêmica.

Pacientes com AIDS
Nos pacientes com AIDS que receberam recentemente um tratamento para infecções2 fúngicas8 sistêmicas como esporotricose, blastomicose, histoplasmose ou criptococose (meningeana e não-meningeana) e que são considerados de risco para recaída, o médico deve avaliar a necessidade de um tratamento de manutenção.

Neuropatia126
Se ocorrer neuropatia126 que possa ser atribuída ao Sporanox® (itraconazol), o tratamento deverá ser interrompido.

Perda da Audição
Perda da audição transitória ou permanente foi relatada em pacientes recebendo tratamento com itraconazol, como evento raro ou muito raro. Muitos destes relatos incluem administração concomitante de quinidina, que é contra-indicada. Geralmente, a perda de audição se resolve com a interrupção do tratamento, mas pode persistir em alguns pacientes.

Hipersensibilidade Cruzada
Não existem informações a respeito da hipersensibilidade cruzada entre o itraconazol e outros agentes antifúngicos azóis. Deve-se ter cuidado na prescrição de Sporanox® a pacientes com hipersensibilidade a outros agentes azóis.

Uso Pediátrico
Uma vez que os dados clínicos sobre o uso de Sporanox® cápsulas em crianças são limitados, Sporanox® não deve ser usado nesses pacientes, a menos que os benefícios sobrepujem os riscos potencialmente envolvidos.
Efeito sobre a capacidade de dirigir ou operar máquinas
Nenhum efeito foi observado.

Mulheres férteis
Mulheres com potencial de engravidar utilizando Sporanox® cápsulas devem tomar precauções contraceptivas. As precauções contraceptivas adequadas devem ser mantidas até o próximo período menstrual após o término do tratamento com Sporanox® cápsulas.

Lactação127

Quantidades muito pequenas de itraconazol são excretadas no leite humano. Portanto, os benefícios esperados com o uso de Sporanox® cápsulas devem ser ponderados contra o risco potencial da amamentação38. Em caso de dúvida, a paciente não deverá amamentar.

Gravidez37 (Categoria C)
Sporanox® não deve ser usado durante a gravidez37 exceto nos casos de risco de vida quando o benefício potencial para a mãe superar os potenciais danos ao feto128.
Em estudos em animais o itraconazol apresentou toxicidade124 reprodutiva.
Existem poucas informações a respeito do uso de Sporanox® durante a gravidez37. Durante a experiência pós-comercialização foram relatados casos de anormalidades congênitas129. Estes casos incluem tanto malformações130 esqueléticas, do trato genito-urinário, cardiovascular e oftálmica, como malformações130 cromossômicas e múltiplas. Uma relação causal com Sporanox® não foi estabelecida.
Dados epidemiológicos da exposição ao Sporanox® durante o primeiro trimestre da gravidez37 - a maioria das pacientes recebendo tratamento de curto prazo para candidíase96 vulvovaginal - não demonstraram um risco aumentado para malformação131 quando comparado aos indivíduos controles não expostos a teratógenos132 conhecidos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

Uso pediátrico
Dados clínicos em pacientes pediátricos são limitados. Sporanox® não deve ser usado em crianças, a menos que os benefícios potenciais superarem os riscos potenciais.

Uso em pacientes com insuficiência hepática85
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso de itraconazol em pacientes com insuficiência hepática85, este fármaco76 deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.

Uso em pacientes com insuficiência renal87
Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal87, este fármaco76 deve ser administrado com cautela em pacientes desta população.

Uso em pacientes com insuficiência cardíaca13
Sporanox® não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva14 a menos que os benefícios superem os riscos.

Interações Medicamentosas

1. Fármacos que afetam a absorção de itraconazol
Fármacos redutores da acidez gástrica117 prejudicam a absorção do itraconazol do Sporanox® cápsulas.

2. Fármacos que afetam o metabolismo73 do itraconazol
O itraconazol é metabolizado principalmente através do citocromo CYP3A4.
Estudos de interação foram realizados com rifampicina, rifabutina e fenitoína, que são indutores enzimáticos potentes do CYP3A4. Uma vez que a biodisponibilidade do itraconazol e hidroxi-itraconazol estava diminuída nestes estudos, em tal extensão que a eficácia pode ser amplamente reduzida, a combinação de itraconazol com estes fármacos indutores enzimáticos não é recomendada. Dados de estudos formais com outros fármacos indutores enzimáticos tais como carbamazepina, fenobarbital e isoniazida não estão disponíveis, mas efeitos similares podem ser esperados.
Os inibidores potentes desta enzima47 como ritonavir, indinavir, claritromicina e eritromicina podem aumentar a biodisponibilidade do itraconazol.

3. Efeito do itraconazol no metabolismo73 de outros fármacos
O itraconazol pode inibir o metabolismo73 de fármacos metabolizados pela família do citocromo 3A, resultando em aumento e/ou prolongamento dos seus efeitos, inclusive efeitos colaterais133. Quando em uso de medicação concomitante, a bula correspondente deve ser consultada para informações relativas à rota metabólica. Após o término do tratamento, as concentrações plasmáticas do itraconazol declinam gradualmente, dependendo da dose e da duração do tratamento. Este fato deve ser levado em conta quando o efeito inibitório do itraconazol sobre fármacos administrados concomitantemente for considerado.
Exemplos são:
Os seguintes fármacos são contraindicados com o itraconazol:
- astemizol, bepridil, cisaprida, dofetilida, levacetilmetadol (levometadil), mizolastina, pimozida, quinidina, sertindol e terfenadina são contraindicados com Sporanox® intra-venoso uma vez que a co-administração pode resultar no aumento das concentrações plasmáticas destes substratos, podendo levar ao prolongamento QT e ocorrências raras de Torsades de Pointes;
- inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 como lovastatina e sinvastatina;
- triazolam e midazolam oral;
- alcalóides derivados do Ergot como diidroergotamina, ergometrina (ergonovina), ergotamina e metilergometrina (metilergonovina).
- nisoldipino
Deve-se ter cautela ao co-administrar itraconazol com bloqueadores dos canais de cálcio. devido ao aumento do risco de insuficiência cardíaca congestiva14. Adicionalmente às possíveis interações medicamentosas envolvendo as enzimas CYP3A4 metabolizadoras de fármacos, os bloqueadores dos canais de cálcio podem ter efeitos inotrópicos negativos que podem ser aditivos aos do itraconazol.
Os seguintes fármacos devem ser usados com cautela e suas concentrações plasmáticas, efeitos farmacológicos ou efeitos colaterais133 devem ser monitorados e as doses devem ser reduzidas, se necessário, quando forem administrados em associação com itraconazol:
- anticoagulantes134 orais;
- inibidores da protease46 do HIV48, tais como ritonavir, indinavir, saquinavir;
- certos agentes antineoplásicos, tais como alcalóides da vinca, busulfan, docetaxel e trimetrexato;
- bloqueadores de canal de cálcio metabolizados pela CYP3A4, tais como diidropiridina e verapamil;
- certos agentes imunossupressores: ciclosporina, tacrolimo, rapamicina (também conhecida como sirolimo);
- certos inibidores da HMG-CoA redutase metabolizados pelo CYP3A4 como atorvastatina;
- certos glicocorticóides como budesonida, dexametasona, fluticasona e metilprednisolona;
- outros:, carbamazepina, buspirona, alfentanila, alprazolam, brotizolam, midazolam IV, rifabutina, ebastina, reboxetina, cilostazol, disopiramida, eletriptano, halofantrina, repaglinida, fentanila
- digoxina (via inibição da glicoproteína P).
Não foi observada nenhuma interação com AZT (zidovudina) e fluvastatina.
Não foram observados efeitos de indução do itraconazol no metabolismo73 do etinilestradiol e da noretisterona.

4. Efeito sobre a ligação à proteína

Os estudos in vitro realizados demonstraram que não há interação na ligação às proteínas135 plasmáticas, entre Sporanox® (itraconazol) e imipramina, propranolol, diazepam, cimetidina, indometacina, tolbutamida e sulfametazina.

Reações Adversas a Medicamentos


Estudos clínicos
Os eventos adversos a seguir foram relatados por pacientes em estudos clínicos de Sporanox® controlados com placebo89 (dados agrupados), no tratamento da dermatomicose136 e da onicomicose111. Inclui todos os eventos adversos (com incidência107 de 1% ou maior) relatados entre os pacientes tratados com Sporanox® . Cerca de 28% dos pacientes tratados com itraconazol e cerca de 23% dos pacientes tratados com placebo89 apresentaram pelo menos um evento adverso. Os eventos adversos mencionados a seguir independem da avaliação de causalidade dos investigadores.
Os eventos adversos mais frequentemente relatados em estudos clínicos foram de origem gastrintestinal.
Organismo como um todo
Ferimento
Distúrbios do Sistema Nervoso Central137 e Periférico
Cefaléia138
Distúrbios Gastrintestinais
Náusea65, diarréia61, dor abdominal, dispepsia139, flatulência
Distúrbios do Fígado22 e do Sistema Biliar
Função hepática120 anormal
Distúrbios do Sistema Respiratório140
Rinite141, infecção52 do trato respiratório superior, sinusite142
Distúrbios da Pele3 e Anexos143
erupção144

Experiência pós-comercialização
As reações adversas provenientes de relatos espontâneos durante a experiência de pós-comercialização com Sporanox (todas as formulações) que estavam de acordo com o critério inicial foram incluídas na tabela 2. As reações adversas a drogas estão classificadas, utilizando a seguinte convenção:
Muito frequente (>1/10); Frequente (>1/100, <1/10); Infrequente (>1/1000, <1/100); Raro (>1/10000, <1/1000); Muito raro (<1/10000), incluindo relatos isolados.
As frequências abaixo refletem taxas obtidas de relatos espontâneos de reação adversa, e não representam uma estimativa precisa da incidência107 que pode ser obtida em estudos clínicos ou epidemiológicos.
Tabela 2- Relatos de eventos adversos pós-comercialização
Distúrbios do sistema linfático145 e sangue27
Muito raro: leucopenia146, neutropenia109 e trombocitopenia147.
Distúrbios do Sistema Imunológico148
Muito raro: doença do soro149, edema angioneurótico150, reações anafiláticas151, anafilactóides e alérgicas
Distúrbios do Metabolismo73 e Nutricional
Muito raro: hipertrigliciridemia, hipocalemia152
Distúrbios do Sistema Nervoso153
Muito raro: neuropatia periférica154, parestesia155, hipostesia, cefaléia138, tontura156
Distúrbios ópticos
Muito raro: distúrbios visuais, incluindo visão67 embaçada e diplopia157.
Distúrbios óticos e do labirinto158.
Muito raro: tinitus, perda da audição permanente ou transitória.
Distúrbios Cardíacos
Muito raro: insuficiência cardíaca congestiva14
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e Mediastinais
Muito raro: edema pulmonar159
Distúrbios Gastrintestinais
Muito raro: pancreatite160, dor abdominal, vômito57, dispepsia139, náusea65, diarréia61, constipação62, disgeusia
Distúrbios Hepatobiliares161
Muito raro: hepatotoxicidade119 grave (incluindo alguns casos de insuficiência hepática85 aguda fatal) hepatite121, aumentos reversíveis das enzimas hepáticas123
Distúrbios da Pele3 e de Tecidos Subcutâneos
Muito raro: necrólise epidérmica tóxica162, síndrome de Stevens-Johnson163, eritema multiforme164, dermatite165 esfoliativa, vasculite166 leucocitolástica, urticária64, alopécia167, fotosensibilidade, erupção144 cutânea103, prurido168.
Distúrbios músculo esquelético169 e do tecido conjuntivo170
Muito raro: mialgia171 e artralgia172.
Distúrbios renais e urinários
Muito raro:polaciúria, incontinência urinária173.
Distúrbios do Sistema Reprodutivo e da Mama174
Muito raro: distúrbios menstruais e eréteis.
Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração
Muito raro: edema175 e pirexia176.

Superdose

Não há dados disponíveis até o momento. No caso de ingestão excessiva, devem ser adotados os procedimentos gerais de rotina, incluindo lavagem gástrica177 nas primeiras horas depois da ingestão. Se considerado apropriado, pode ser dado carvão ativado. Itraconazol não pode ser removido por hemodiálise178. Não se dispõe de antídoto179 específico.

Armazenagem

Conservar as embalagens em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegidas da luz e umidade.


Sporanox - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Saiba mais em: Sporanox
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
4 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
5 Fungo: Microorganismo muito simples de distribuição universal que pode colonizar uma superfície corporal e, em certas ocasiões, produzir doenças no ser humano. Como exemplos de fungos temos a Candida albicans, que pode produzir infecções superficiais e profundas, os fungos do grupo dos dermatófitos que causam lesões de pele e unhas, o Aspergillus flavus, que coloniza em alimentos como o amendoim e secreta uma toxina cancerígena, entre outros.
6 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
7 Unhas: São anexos cutâneos formados por células corneificadas (queratina) que formam lâminas de consistência endurecida. Esta consistência dura, confere proteção à extremidade dos dedos das mãos e dos pés. As unhas têm também função estética. Apresentam crescimento contínuo e recebem estímulos hormonais e nutricionais diversos.
8 Fúngicas: Relativas à ou produzidas por fungo.
9 Olhos:
10 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
11 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
12 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
13 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
14 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
15 Inchaço: Inchação, edema.
16 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
17 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
18 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
19 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
20 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
21 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
22 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
23 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
24 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
25 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
26 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
27 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
28 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
29 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
30 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
31 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
32 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
33 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
34 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
35 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
36 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
37 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
38 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
39 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
40 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
41 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
42 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
43 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
44 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
45 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
46 Inibidores da protease: Alguns vírus como o HIV e o vírus da hepatite C dependem de proteases (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas) no seu ciclo reprodutivo, pois algumas proteínas virais são codificadas em uma longa cadeia peptídica, sendo libertadas por proteases para assumir sua conformação ideal e sua função. Os inibidores da protease são desenvolvidos como meios antivirais, pois impedem a correta estruturação do RNA viral.
47 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
48 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
49 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
50 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
51 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
52 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
53 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
54 Unhas das Mãos: Lâminas córneas e finas que cobrem a superfície dorsal das falanges distais dos dedos das mãos e dos dedos dos pés dos primatas.
55 Cabeça:
56 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
57 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
58 Articulações:
59 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
60 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
61 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
62 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
63 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
64 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
65 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
66 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
67 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
68 Zumbido no ouvido: Pode ser descrito como um som parecido com campainhas no ouvido ou outros barulhos dentro da cabeça que são percebidos na ausência de qualquer fonte de barulho externa.
69 Dermatófitos: Qualquer fungo microscópico que parasita a pele, as unhas ou os pelos.
70 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
71 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
72 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
73 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
74 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
75 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
76 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
77 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
78 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
79 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
80 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
81 Baço:
82 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
83 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
84 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
85 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
86 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
87 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
88 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
89 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
90 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
91 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
92 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
93 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
94 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
95 Histopatologia: Histologia de tecidos orgânicos que apresentam lesões. A histologia é uma disciplina biomédica que realiza estudos da estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
96 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
97 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
98 Tópico: Referente a uma área delimitada. De ação limitada à mesma. Diz-se dos medicamentos de uso local, como pomadas, loções, pós, soluções, etc.
99 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
100 Parenquimatoso: Relativo a parênquima. Parênquima, na anatomia geral, é uma célula específica de uma glândula ou de um órgão, contida no tecido conjuntivo. Na anatomia botânica, é um tecido vegetal fundamental, que constitui a maior parte da massa dos vegetais, formado por células poliédricas, quase isodiamétricas e com paredes não lignificadas, a partir das quais os outros tecidos se desenvolvem. Já na anatomia zoológica, é uma substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.
101 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
102 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
103 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
104 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
105 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
106 Dermatomicoses: Doença de pele com dermatite localizada, infectocontagiosa, de caráter crônico, causada pela invasão da pele e pelos por fungos, conhecidos como dermatófitos. Ela é caracterizada por descamação e perda de pelos. Também conhecida por “tinha“, dermatofitose ou tricofitose.
107 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
108 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
109 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
110 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
111 Onicomicose: Micose de unha. Apresenta-se com descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia (“unheiro“). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.
112 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
113 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
114 Ungueal: Relativo ou pertencente à unha, garra ou casco, ou que a eles se assemelha.
115 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
116 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
117 Acidez gástrica: Estado normal do conteúdo do estômago caracterizado por uma elevada quantidade de íons hidrogênio, quantidade esta que pode ser medida através de uma escala logarítmica denominada pH.
118 Acloridria: Falta de ácido hidroclorídrico no suco gástrico, apesar da estimulação da secreção gástrica.
119 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
120 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
121 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
122 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
123 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
124 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
125 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
126 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
127 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
128 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
129 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
130 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
131 Malformação: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
132 Teratógenos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
133 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
134 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
135 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
136 Dermatomicose: Doença de pele com dermatite localizada, infectocontagiosa, de caráter crônico, causada pela invasão da pele e pelos por fungos, conhecidos como dermatófitos. Ela é caracterizada por descamação e perda de pelos. Também conhecida por “tinha“, dermatofitose ou tricofitose.
137 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
138 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
139 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
140 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
141 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
142 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
143 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
144 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
145 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
146 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
147 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
148 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
149 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
150 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
151 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
152 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
153 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
154 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
155 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
156 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
157 Diplopia: Visão dupla.
158 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
159 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
160 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
161 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
162 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
163 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
164 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
165 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
166 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
167 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
168 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
169 Músculo Esquelético: Subtipo de músculo estriado fixado por TENDÕES ao ESQUELETO. Os músculos esqueléticos são inervados e seu movimento pode ser conscientemente controlado. Também são chamados de músculos voluntários.
170 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
171 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
172 Artralgia: Dor em uma articulação.
173 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
174 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
175 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
176 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
177 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
178 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
179 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.

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