ECATOR

Torrent do Brasil Ltda.

Atualizado em 08/12/2014
ECATOR
ramipril
Cápsulas

I - Identificação do Produto de Ecator

Nome do produto: ECATOR®Nome genérico: ramipril

Forma Farmacêutica e Apresentações de Ecator

ECATOR® 2,5 mg: embalagens contendo 30 cápsulas.
ECATOR® 5 mg: embalagens contendo 30 cápsulas.
ECATOR® 10 mg: embalagens contendo 30 cápsulas.
USO ADULTO

Composição de Ecator

Cada cápsula de ECATOR® 2,5 mg contém:ramipril .................... 2,5 mg
Excipientes: amido e estearato de magnésio.
Cada cápsula de ECATOR® 5 mg contém:
ramipril .................... 5 mg
Excipientes: amido e estearato de magnésio.
Cada cápsula de ECATOR® 10 mg contém:
ramipril .................... 10 mg
Excipientes: amido e estearato de magnésio.

Ii - Informações ao Paciente de Ecator

Ação esperada do medicamento:
ECATOR® (ramipril) é um anti-hipertensivo que promove a queda dos níveis elevados da pressão arterial1 e também promove outros efeitos protetores no sistema cardíaco e vascular2. Os efeitos de ramipril são atribuídos principalmente à inibição da enzima3 conversora de angiotensina (ECA).
Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2 horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6 horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é geralmente de 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado em tratamentos prolongados durante dois anos.
Cuidados de armazenamento:
Conservar em temperatura ambiente (15º a 30ºC) e protegido da luz.
Prazo de validade:
O prazo de validade encontra-se impresso na embalagem. Não utilize este ou qualquer outro medicamento com o prazo de validade vencido.
Gravidez4 e lactação5:
Informe seu médico a ocorrência de gravidez4 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informar ao médico se está amamentando. Este medicamento não deve ser utilizado durante a gravidez4 e a lactação5.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez4.
Cuidados na administração:
ECATOR® (ramipril) deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com quantidade suficiente de líquido (aproximadamente, meio copo de água) antes, durante ou após as refeições. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento:
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Reações adversas:
Informe seu médico o aparecimento de reações adversas como: ânsia de vômito6, tontura7, dor de cabeça8, bem como quaisquer outros sinais9 e sintomas10.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS
Ingestão concomitante com outras substâncias:

ECATOR® (ramipril) pode potencializar o efeito do álcool e interferir na capacidade de atenção no trânsito e na operação de máquinas.
Contraindicações e precauções:
Este medicamento é contraindicado em pacientes com alergia11 ao ramipril, a qualquer outro inibidor da enzima3 conversora de angiotensina (ECA) ou a qualquer componente da formulação. É contraindicado também em pacientes com história de angioedema12, com obstrução na artéria renal13 hemodinamicamente relevante, bilateral ou unilateral, com quadro de pressão arterial1 baixa ou instável.
Não deve ser utilizado durante a gravidez4 e a amamentação14.
Este medicamento é contraindicado na faixa etária inferior a 13 anos.
Para as precauções a serem seguidas ver Informações técnicas - precauções e advertências.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE15.

Iii - Informações Técnicas de Ecator

Características de Ecator

Modo de ação:
O ramiprilato, metabólito16 ativo do pró-fármaco17 ramipril, inibe a enzima3 dipeptidilcarboxipeptidase I (sinônimos: enzima3 conversora de angiotensina (ECA), cininase II). No plasma18 e tecidos, esta enzima3 catalisa a conversão de angiotensina I em angiotensina II, substância vasoconstritora ativa, assim como o esgotamento da bradicinina19, substância vasodilatadora ativa. A redução da formação de angiotensina II e a inibição do esgotamento de bradicinina19 leva à vasodilatação.
Como a angiotensina II também estimula a secreção de aldosterona, o ramiprilato promove redução da secreção de aldosterona. O aumento da atividade de bradicinina19 contribui, provavelmente, para os efeitos cárdio-protetor e endotélio20-protetor observados em estudos com animais. Ainda não está estabelecida também, a relação destes efeitos, com certas reações adversas (por exemplo: tosse irritativa).
Os inibidores da ECA são eficazes mesmo em pacientes com hipertensão21 de baixa renina. A resposta média ao inibidor da ECA em monoterapia é menor em pacientes negros (afro-caribenhos) e hipertensos (geralmente população hipertensa de baixa renina) do que em pacientes não-negros.
O ramipril reduz a necessidade de procedimentos de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio22), caso anterior de acidente vascular cerebral23 ou de doença vascular periférica24.
O ramipril reduz a taxa de complicações diabéticas (nefropatia25 manifesta, necessidade de intervenção a laser ou diálise26) em pacientes que apresentam diabetes27 associada a pelo menos um fator adicional de risco (microalbuminúria28, hipertensão21, alto nível de colesterol29, baixo nível de HDL30-colesterol29 ou fumante).
Propriedades farmacodinâmicas:
A administração de ramipril causa redução acentuada da resistência arterial periférica. Geralmente, não ocorrem alterações significativas no fluxo plasmático renal31 e na taxa de filtração glomerular.
A administração de ramipril em pacientes com hipertensão21 promove redução da pressão sanguínea, tanto na posição supina quanto na posição ereta, sem causar aumento compensatório na frequência cardíaca.
Na maioria dos pacientes, o início do efeito anti-hipertensivo torna-se aparente após 1 ou 2 horas da administração oral de dose única, sendo que o efeito máximo é alcançado 3 a 6 horas após essa administração. A duração do efeito anti-hipertensivo de uma dose única é geralmente de 24 horas.
O efeito anti-hipertensivo máximo com a administração contínua de ramipril é geralmente observado após 3 a 4 semanas. Foi demonstrado que o efeito anti-hipertensivo é sustentado em tratamentos prolongados durante dois anos.
A interrupção abrupta de ramipril não produz aumento rápido e excessivo na pressão sanguínea.
O estudo AIRE demonstrou que o ramipril reduz o risco de mortalidade32 em 27% quando comparado ao placebo33, em pacientes com evidência clínica de insuficiência cardíaca34 que iniciaram o tratamento 3 a 10 dias após infarto35 agudo36 do miocárdio37. Sub-análises revelaram que os riscos de morte súbita e da progressão de insuficiência cardíaca34 severa/resistente sofreram reduções adicionais (30% e 23%, respectivamente). Adicionalmente, a probabilidade de hospitalização posterior devido à insuficiência cardíaca34 foi reduzida em 26%.
Em pacientes com nefropatia25 manifesta, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa de progressão da insuficiência renal38 e do desenvolvimento do estágio final da insuficiência renal38, bem como a necessidade de diálise26 ou transplante renal31. Em pacientes com nefropatia25 incipiente, diabéticos ou não-diabéticos, ramipril reduz a taxa de excreção de albumina39.
No estudo controlado com placebo33 "Avaliação do efeito preventivo40 no coração41" (HOPE), com duração de cinco anos, conduzido em pacientes com 55 anos ou mais, apresentando risco cardiovascular aumentado devido a doenças vasculares42 (doença cardíaca coronariana manifesta, história de acidente vascular cerebral23 ou história de doença vascular periférica24) ou apresentando diabetes mellitus43 com no mínimo um fator de risco44 adicional (microalbuminúria28, hipertensão21, níveis elevados de colesterol29 total, baixos níveis de HDL30-colesterol29, tabagismo), ramipril foi administrado concomitante a uma terapia padrão em 4.645 pacientes com objetivo de prevenção.
Este estudo mostrou que ramipril reduz de maneira significativa a incidência45 de infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou mortes causadas por doenças cardiovasculares46. Além disso, ramipril reduz a mortalidade32 total, bem como a necessidade de revascularizações, e atrasa o início e a progressão da insuficiência cardíaca congestiva47. Na população em geral e entre os diabéticos, ramipril reduz o risco de desenvolvimento de nefropatia25. O ramipril também reduz
a ocorrência de microalbuminúria28. Estes efeitos foram observados tanto em pacientes hipertensos como em pacientes normotensos.
Propriedades farmacocinéticas:
O pró-fármaco17 ramipril passa por um extenso metabolismo48 hepático pré-sistêmico49, que é essencial para a formação do ramiprilato, único metabólito16 ativo (por meio de hidrólise, que ocorre predominantemente no fígado50). Adicionalmente a esta ativação em ramiprilato, o ramipril é glicuronizado e transformado em ramipril dicetopiperazina (éster). O ramiprilato também é glicuronizado e transformado em ramiprilato de dicetopiperazina (ácido).
Como resultado dessa ativação/metabolização do pró-fármaco17, a biodisponibilidade do ramipril administrado por via oral é de aproximadamente 20%.
A biodisponibilidade do ramiprilato após administração oral de 2,5 e 5,0 mg de ramipril é de aproximadamente 45% comparada a sua disponibilidade após a administração intravenosa das mesmas doses.
Após a administração oral de 10 mg de ramipril radiomarcado, aproximadamente 40% da radioatividade total é excretada nas fezes e aproximadamente 60% na urina51. Após administração intravenosa de ramipril, aproximadamente 50 a 60% da dose foi detectada na urina51 (como ramipril e seus metabólitos52); aproximadamente 50% foi eliminada aparentemente por vias não-renais. Após a administração intravenosa de ramiprilato, aproximadamente 70% da substância e seus metabólitos52 foi encontrado na urina51 - indicando eliminação não-renal31 de ramiprilato de aproximadamente 30%. Após a administração oral de 5 mg de ramipril em pacientes com drenagem53 dos ductos biliares54, aproximadamente a mesma quantidade de ramipril e seus metabólitos52 foi excretada pela urina51 e pela bile55 nas primeiras 24 horas.
Aproximadamente 80 a 90% dos metabólitos52 encontrados na urina51 e na bile55 foram identificados como ramiprilato ou metabólitos52 do ramiprilato. O ramipril glicuronídeo e ramipril dicetopiperazina representaram aproximadamente 10 a 20% da quantidade total de metabólitos52, enquanto que a quantidade de ramipril não metabolizado foi de aproximadamente 2%.
Estudos realizados em animais durante a fase de amamentação14 demonstraram que o ramipril passa para o leite materno.
O ramipril é rapidamente absorvido após a administração oral. Como foi determinado através da recuperação da radioatividade na urina51, que representa apenas uma das vias de eliminação, a absorção de ramipril é de pelo menos 56%. A administração de ramipril concomitante com alimentos não apresenta efeito relevante sobre a absorção.
As concentrações plasmáticas máximas são atingidas dentro de 1 hora após a administração oral. A meia-vida de eliminação é de aproximadamente 1 hora. As concentrações plasmáticas máximas de ramiprilato são atingidas em 2 a 4 horas após a administração oral de ramipril.
A queda das concentrações plasmáticas do ramiprilato é polifásica. A meia-vida da distribuição inicial e da fase de eliminação é de aproximadamente 3 horas. É seguida por uma fase intermediária (meia-vida de aproximadamente 15 horas) e por uma fase terminal com concentrações plasmáticas de ramiprilato muito baixas e com meia-vida de aproximadamente 4 a 5 dias.
A fase terminal está relacionada à dissociação lenta do ramiprilato da sua ligação restrita, mas saturável, à ECA.
Apesar da longa fase terminal, a dose única diária maior ou igual a 2,5 mg de ramipril promove concentrações plasmáticas de ramiprilato no estado de equilíbrio após aproximadamente 4 dias. A meia-vida "efetiva", que é relevante para a determinação da dose, é de 13 a 17 horas quando da administração de doses múltiplas.
Após administração intravenosa, o volume de distribuição sistêmica de ramipril é de aproximadamente 90 L e o volume de distribuição sistêmica relativa do ramiprilato é de aproximadamente 500 L.
Em estudos in vitro, o ramiprilato demonstrou constantes inibitórias gerais de 7 pmol/L e meia-vida de dissociação da ECA de 10,7 horas, que são indicativos de alta potência.
As taxas de ligação à proteína do ramipril e do ramiprilato são de aproximadamente 73% e 56%, respectivamente.
Em voluntários saudáveis com idade entre 65 e 76 anos, os parâmetros farmacocinéticos do ramipril e do ramiprilato são semelhantes aos de voluntários saudáveis jovens.
A excreção renal31 do ramiprilato é reduzida em pacientes com alterações da função renal31 e o clearance renal31 do ramiprilato é proporcionalmente relacionado ao clearance da creatinina56. Isso resulta na elevação das concentrações plasmáticas de ramiprilato, que diminuem de maneira mais lenta do que em pessoas com função renal31 normal.
A alteração da função hepática57 retarda a ativação de ramipril à ramiprilato quando são administradas doses elevadas (10 mg) de ramipril, resultando na elevação do nível plasmático de ramipril e na diminuição da eliminação de ramiprilato.
Assim como em pessoas saudáveis e pacientes com hipertensão21, também não foi observado acúmulo relevante de ramipril e ramiprilato após administração oral de 5 mg de ramipril uma vez ao dia, durante 2 semanas, em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva47.
Dados de segurança pré-clínica:
Toxicidade58 aguda: com uma DL50 superior a 10.000 mg/Kg de peso corpóreo em camundongos e ratos e superior a 1000 mg/Kg de peso corpóreo em cães da raça beagle, considerou-se que a administração oral de ramipril não apresenta toxicidade58 aguda.
Toxicidade58 crônica: estudos de toxicidade58 crônica foram conduzidos em ratos, cães e macacos. Em ratos, doses diárias na ordem de 40 mg/Kg de peso corpóreo provocaram alterações nos eletrólitos59 plasmáticos e anemia60. Com doses diárias ? 3,2 mg/Kg de peso corpóreo, foram encontradas algumas evidências de alterações na morfologia renal31 (atrofia61 do túbulo distal62). Entretanto, estes efeitos podem ser explicados farmacodinamicamente e são característicos desta classe de substâncias. Doses diárias de 2 mg/Kg de peso corpóreo foram toleradas por ratos sem que fossem observados efeitos tóxicos. A atrofia61 tubular foi observada em ratos, mas não em cães e macacos.
Como uma expressão da atividade farmacodinâmica do ramipril (um sinal63 do aumento da produção de renina como reação à redução da formação de angiotensina II), foi observada hipertrofia64 pronunciada do aparelho justaglomerular em cães e macacos - especialmente com doses diárias ? 250 mg/Kg de peso corpóreo. Também foram observadas, em cães e macacos, alterações nos eletrólitos59 plasmáticos e no perfil sangüíneo. Cães e macacos toleraram doses de 2,5 mg/Kg de peso corpóreo e 8 mg/Kg de peso corpóreo, respectivamente, sem que fossem observados efeitos tóxicos.
Toxicidade58 reprodutiva: estudos de toxicidade58 reprodutiva foram conduzidos em ratos, coelhos e macacos e não evidenciaram nenhuma propriedade teratogênica65.
A fertilidade não foi alterada tanto nas fêmeas quanto nos machos.
A administração de doses diárias de ramipril ? 50 mg/Kg de peso corpóreo em ratas durante o período fetal e o período de amamentação14 produziu danos renais irreversíveis (dilatação da pélvis renal31) na prole.
Quando inibidores da ECA foram administrados em mulheres durante o segundo e terceiro trimestres de gravidez4, foram observados efeitos tóxicos nos fetos e recém-nascidos, incluindo - às vezes em conjunto com oligoidrâmnios (provavelmente como resultado de alteração da função renal31 fetal) - deformidades crânio66-faciais, hipoplasias pulmonares, contraturas nos membros fetais, hipotensão67, anúria68, insuficiência renal38 irreversível e reversível, assim como óbito69. Também foram relatados em humanos partos prematuros, crescimento intra-uterino retardado e persistência do ducto de Botallo. Entretanto, não é conhecido se estes fenômenos são uma conseqüência da exposição aos inibidores da ECA.
Toxicidade58 imunológica: estudos toxicológicos demonstraram que o ramipril não possui nenhum efeito imunotóxico.
Mutagenicidade: testes extensivos de mutagenicidade utilizando vários sistemas de testes, demonstraram que o ramipril não apresenta nenhuma propriedade mutagênica ou genotóxica.
Carcinogenicidade: estudos prolongados em ratos e camundongos não demonstraram nenhuma indicação de efeito tumorigênico.
Em ratos, túbulos renais com células70 oxifílicas e túbulos com hiperplasia71 celular oxifílica foram considerados como uma resposta às alterações funcionais e morfológicas e não como uma resposta neoplásica72 ou pré-neoplásica72.

Indicações de Ecator

ECATOR® (ramipril) 2,5 e 5 mg podem ser utilizados em casos de:
- Hipertensão arterial73;
- Insuficiência cardíaca congestiva47;
- Redução da mortalidade32 em pacientes pós-infarto do miocárdio22;
- Tratamento de nefropatia25 glomerular manifesta e nefropatia25 incipiente, em pacientes diabéticos ou não-diabéticos;
- Prevenção de infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou morte por patologia74 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio22), caso anterior de acidente vascular cerebral23 ou de doença vascular periférica24;
- Prevenção de infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou morte por patologia74 cardiovascular, em pacientes diabéticos;
- Prevenção da progressão de microalbuminúria28 e nefropatia25 manifesta.
ECATOR® (ramipril) 10 mg pode ser utilizado em caso de:
- Prevenção de infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou morte por patologia74 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização, em pacientes com alto risco cardiovascular, como coronariopatia manifesta (com ou sem antecedentes de infarto do miocárdio22), caso anterior de acidente vascular cerebral23 ou de doença vascular periférica24;
- Prevenção de infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou morte por patologia74 cardiovascular, em pacientes diabéticos;
- Prevenção da progressão de microalbuminúria28 e nefropatia25 manifesta.

Contraindicações de Ecator

O ramipril não deve ser utilizado: - Em pacientes com hipersensibilidade ao ramipril, a qualquer outro inibidor da enzima3 conversora de angiotensina (ECA) ou a qualquer um dos componentes da formulação;
- Em pacientes com história de angioedema12;
- Em pacientes com obstrução na artéria renal13 hemodinamicamente relevante, bilateral ou unilateral;
- Em pacientes com quadro de pressão arterial1 baixa ou instável;
- Durante a gravidez4;
- Durante a amamentação14.
Deve-se evitar o uso concomitante de ramipril ou outros inibidores da enzima3 conversora de angiotensina (ECA) e tratamentos extracorpóreos que façam o sangue75 entrar em contato com superfícies carregadas negativamente, pois pode causar reações anafilactóides graves. Estes tratamentos extracorporais, incluem diálise26 ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo, poliacrilonitrila) e aférese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano.
Este medicamento é contra-indicado na faixa etária inferior a 13 anos.

Precauções e Advertências de Ecator

Angioedema12 de cabeça8, pescoço76 ou extremidades:
Caso ocorra o desenvolvimento de angioedema12 (que pode envolver a língua77, glote78 ou laringe79) durante o tratamento com ramipril ou outros inibidores da enzima3 conversora de angiotensina (ECA), o mesmo deve ser interrompido imediatamente.
Angioedema12 de face80, extremidades, lábios, língua77, glote78 ou laringe79 têm sido relatados em pacientes tratados com inibidores da ECA. O tratamento emergencial do angioedema12 com risco de vida inclui administração imediata de epinefrina (administração subcutânea81 ou intravenosa lenta), acompanhado de monitoração do ECG e da pressão arterial1. Nestes casos, recomenda-se hospitalização e monitoração do paciente por, no mínimo, 12 a 24 horas e alta hospitalar somente após o desaparecimento completo dos sintomas10.
Angioedema12 intestinal:
Angioedema12 intestinal tem sido relatado em pacientes tratados com inibidores da ECA. Esses pacientes se apresentaram com dor abdominal (com ou sem náusea82 ou vômito6); em alguns casos também ocorreu angioedema12 facial. Os sintomas10 de angioedema12 intestinal foram resolvidos após a interrupção da administração de inibidores da ECA.
Não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de ramipril em crianças, pacientes com insuficiência83 grave dos rins84 (depuração de creatinina56 abaixo de 20 mL/min/1,73 m2 de área de superfície corpórea) e pacientes sob diálise26.
Dirigindo veículos ou realizando outras tarefas que requeiram atenção:
Algumas reações adversas (por exemplo: alguns sintomas10 de redução da pressão sangüínea85 como superficialização de consciência e vertigem86) podem prejudicar a habilidade de concentração e reação do paciente e, portanto, constituem um risco em situações em que estas habilidades são importantes (por exemplo: dirigir veículos ou operar máquinas).
Risco de uso por via de administração não recomendada:
Não há estudos dos efeitos de ramipril administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.
O tratamento com ramipril requer acompanhamento médico regular.
Monitorização da função dos rins84:
Recomenda-se a monitoração da função dos rins84, principalmente nas primeiras semanas de tratamento com um inibidor da enzima3 conversora de angiotensina (ECA). Uma monitorização cuidadosa é particularmente necessária em pacientes com:
- Insuficiência cardíaca34;
- Doença vascular2 renal31, incluindo pacientes com estenose87 unilateral de artéria renal13 hemodinamicamente relevante. Neste grupo de pacientes, mesmo um pequeno aumento da creatinina56 no sangue75 pode ser indicativo de perda unilateral da função dos rins84;
- Alteração da função renal31;
- Transplante renal31
Monitorização eletrolítica:
Recomenda-se monitoração regular dos níveis de potássio sérico. Em pacientes com alteração da função dos rins84, é necessária monitorização mais freqüente dos níveis de potássio sérico.
Monitorização hematológica:
A contagem de leucócitos88 deve ser monitorizada para detectar uma possível leucopenia89. Avaliações mais freqüentes são recomendadas na fase inicial do tratamento, em pacientes com alteração da função renal31, naqueles com doença do colágeno90 (por exemplo: lúpus91 eritematoso92 ou esclerodermia) concomitante ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver item "Reações adversas").
Gravidez4: o ramipril não deve ser administrado durante a gravidez4. Portanto, a possibilidade de gravidez4 deve ser excluída antes do início do tratamento. A gravidez4 deve ser evitada nos casos em que o tratamento com inibidores da enzima3 conversora de angiotensina (ECA) é indispensável.
O tratamento com ramipril deve ser interrompido, por exemplo, com a substituição por outra forma de tratamento em pacientes que pretendem engravidar. Se a paciente engravidar durante o tratamento, o ramipril deve ser substituído assim que possível por tratamento sem inibidores da ECA. Caso contrário, existe risco de dano fetal. Não é conhecido se a exposição limitada somente ao primeiro trimestre de gravidez4 pode causar dano fetal.
Categoria de risco na gravidez4: categoria D - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez4.
Amamentação14: caso o tratamento com o ramipril seja necessário durante a amamentação14, a paciente não deve amamentar, evitando que a criança receba quantidades pequenas de ramipril por meio do leite materno.
Pediatria: não existem dados suficientes disponíveis sobre o uso de ramipril em crianças.
Pacientes idosos: alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal31 no início do tratamento.
Grupos de Risco
Pacientes com sistema renina-angiotensina hiperestimulado:

São recomendados cuidados especiais no tratamento de pacientes com o sistema renina-angiotensina hiperestimulado (ver item "Posologia"). Estes pacientes estão sob risco de uma queda aguda pronunciada da pressão sangüínea85 e deterioração da função renal31 devido à inibição da enzima3 conversora de angiotensina (ECA), especialmente quando um inibidor da ECA ou um diurético93 concomitante é administrado pela primeira vez ou é administrado em uma dose maior pela primeira vez. Em ambos os casos deve-se realizar monitorização rigorosa da pressão sangüínea85 até que se exclua a possibilidade de queda aguda da pressão sangüínea85.
A ativação significante do sistema renina-angiotensina pode ser precipitada, por exemplo:
- Em pacientes com hipertensão21 severa e, principalmente, com hipertensão21 maligna. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- Em pacientes com insuficiência cardíaca34, principalmente com insuficiência83 grave ou tratados com outras substâncias que apresentam potencial anti-hipertensivo. Em caso de insuficiência cardíaca34 grave, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- Em pacientes com impedimento hemodinamicamente relevante do influxo ou do efluxo ventricular esquerdo (por exemplo: estenose87 da válvula aórtica ou da válvula mitral). A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- Em pacientes com estenose87 da artéria renal13 hemodinamicamente relevante. A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial. A interrupção do tratamento com diuréticos94 pode ser necessária. Ver sub-item "Monitorização da função renal31";
- Em pacientes pré-tratados com diuréticos94, nos quais a interrupção do tratamento ou a diminuição da dose de diurético93 não é possível, a fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial;
- Em pacientes que apresentam ou podem desenvolver deficiência hídrica ou salina (como resultado da ingestão insuficiente de sais ou líquidos, ou como resultado de diarreia95, vômito6 ou sudorese96 excessiva, nos casos em que a reposição de sal ou líquidos é inadequada).
Geralmente recomenda-se que, quadros de desidratação97, perda significativa de fluidos corpóreos (hipovolemia98) ou deficiência de sal sejam corrigidos antes do início do tratamento (em pacientes com insuficiência cardíaca34, entretanto, isto deve ser cuidadosamente avaliado em relação ao risco de sobrecarga de volume). Caso esta condição torne-se clinicamente relevante, o tratamento com ramipril deve ser iniciado ou continuado somente se medidas apropriadas forem empregadas simultaneamente, prevenindo a queda excessiva da pressão arterial1 e deterioração da função renal31.
Pacientes com doenças hepáticas99:
Em pacientes com alteração da função hepática57, a resposta ao tratamento com ramipril pode estar reduzida ou aumentada. Adicionalmente, em pacientes que apresentam cirrose100 hepática57 severa com presença de edema101 e/ou ascite102, o sistema renina-angiotensina pode estar significativamente ativado; portanto, estes pacientes devem ter cautela especial durante o tratamento (ver item "Posologia").
Pacientes com risco especial de queda acentuada da pressão sanguínea:
A fase inicial do tratamento requer supervisão médica especial em pacientes que apresentam risco de queda acentuada indesejável da pressão sanguínea (exemplo: pacientes com obstrução das artérias103 coronarianas ou artérias103 cerebrais hemodinamicamente relevantes).

Interações Medicamentosas de Ecator

Associações contraindicadas:Tratamentos extracorpóreos nos quais o sangue75 entra em contato com superfícies carregadas negativamente como diálise26 ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (por exemplo: membranas de poliacrilonitilila) e aferese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrano: risco de reações anafilactóides graves (ver item "Contraindicações")
Associações não-recomendadas:
Sais de potássio e diuréticos94 poupadores de potássio: o aumento da concentração de potássio sérico pode ser precipitado. O tratamento concomitante com sais de potássio ou diuréticos94 poupadores de potássio (por exemplo: espironolactona) requer monitorização rigorosa do potássio sérico.
Associações que exigem precauções no uso:
Agentes anti-hipertensivos (por exemplo: diuréticos94) e outras substâncias com potencial anti-hipertensivo (por exemplo: nitratos, antidepressivos tricíclicos, anestésicos): a potencialização do efeito anti-hipertensivo pode ser precipitada (em relação aos diuréticos94: ver itens "Grupos de risco", "Precauções e advertências", "Reações adversas" e "Posologia"). Recomenda-se monitorização regular do sódio sérico em pacientes recebendo terapia concomitante com diuréticos94.
Vasoconstritores simpatomiméticos: podem reduzir o efeito anti-hipertensivo do ramipril. Recomenda-se monitoração cuidadosa da pressão sanguínea.
Alopurinol, imunossupressores, corticosteroides, procainamida, citostáticos104 e outras substâncias que podem alterar o perfil hematológico: aumento da probabilidade de ocorrência de reações hematológicas (ver item "Precauções e advertências").
Sais de lítio: a excreção de lítio pode ser reduzida pelos inibidores da enzima3 conversora de angiotensina (ECA). Esta redução pode levar ao aumento dos níveis de lítio no sangue75 e ao aumento da toxicidade58 relacionada ao lítio. Portanto, os níveis de lítio devem ser monitorizados.
Agentes antidiabéticos (por exemplo: insulina105 e derivados da sulfoniluréia): os inibidores da ECA podem reduzir a resistência à insulina106. Em casos isolados, esta redução pode resultar em reações hipoglicêmicas, ou seja, queda dos níveis de açúcar107 no sangue75, em pacientes tratados concomitantemente com antidiabéticos. Portanto, recomenda-se monitorização cuidadosa da glicemia108 durante a fase inicial da coadministração.
Associações a serem consideradas:
Anti-inflamatórios não-esteroidais (por exemplo, indometacina) e ácido acetilsalicílico: a atenuação do efeito anti-hipertensivo do ramipril pode ser precipitada. Adicionalmente, o tratamento concomitante dos inibidores da ECA e anti-inflamatório não-esteroidais (AINES) pode promover aumento do risco de deterioração da função renal31 e elevação do potássio sérico.
Heparina: possível aumento na concentração de potássio sérico.
Álcool: aumento da vasodilatação. O ramipril pode potencializar o efeito do álcool.
Sal: ingestão de sal aumentada pode atenuar o efeito anti-hipertensivo de ramipril.
Terapia dessensibilizante: a possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas109 e anafilactóides causadas por veneno de insetos estão aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também pode ocorrer com outros alérgenos110.

Reações Adversas de Ecator

Como o ramipril é um anti-hipertensivo, muitas das suas reações adversas são efeitos secundários à ação de redução da pressão sangüínea85, que resulta na contra regulação adrenérgica ou na hipoperfusão nos órgãos. Numerosos outros efeitos (por exemplo, efeitos sobre o balanço eletrolítico, algumas reações anafilactóides ou reações inflamatórias das membranas mucosas111) são causados pela inibição da ECA ou por outras ações farmacológicas comuns a esta classe de fármacos.
Sistema cardiovascular112 e sistema nervoso113:
Excepcionalmente podem ocorrer sintomas10 e reações leves como: cefaléia114, alterações do equilíbrio, taquicardia115, fraqueza, sonolência, superficialização de consciência ou diminuição da capacidade de reação.
Sintomas10 leves e reações como edema101 periférico, rubor, vertigem86, zumbidos, fadiga116, nervosismo, depressão, tremor, agitação, alterações visuais, alterações do sono, confusão, ansiedade, impotência117 erétil transitória, palpitações118, sudorese96, alterações auditivas, sonolência, regulação ortostática alterada, assim como reações graves como angina119 pectoris, arritmias120 cardíacas e síncope121 são raros.
Pode ocorrer raramente hipotensão arterial122 grave, assim como, em casos isolados, isquemia123 cerebral ou miocárdica, infarto do miocárdio22, ataque isquêmico124 transitório, acidente vascular cerebral23 isquêmico124, exacerbação das alterações de perfusão devido à estenose87 vascular2, precipitação ou intensificação do fenômeno de Raynaud125 ou parestesia126.
Rins84 e balanço eletrolítico:
Excepcionalmente podem ocorrer aumento da uréia127 e creatinina56 séricas (mais comum com a adição de diuréticos94) e alteração da função renal31, em casos isolados progressão até insuficiência renal38 aguda.
Raramente pode ocorrer aumento de potássio sérico. Em casos isolados, pode-se desenvolver diminuição de sódio sérico, assim como deterioração pré-existente de proteinúria128 (embora inibidores da ECA geralmente reduzam a proteinúria128) ou aumento da excreção urinária (em associação a melhora da perfomance cardíaca).
Trato respiratório, reações anafiláticas109/anafilactóides e cutâneas129:
Comumente ocorre tosse seca irritativa (não-produtiva). Esta tosse geralmente piora à noite e durante períodos de descanso (isto é, quando a pessoa está deitada), sendo mais frequente em mulheres e não-fumantes;
Raramente pode ocorrer congestão nasal, sinusite130, bronquite, broncoespasmo131 e dispneia132.
Excepcionalmente pode ocorrer angioedema12 leve farmacologicamente mediado (a incidência45 de angioedema12 relacionado a inibidores da ECA parece ser maior em negros, por exemplo, em afro-caribenhos, comparativamente a pacientes não-negros). Reações graves deste tipo ou de outros, reações anafiláticas109 ou anafilactóides ao ramipril ou a qualquer um dos outros componentes (não mediadas farmacologicamente) são raras.
Reações cutâneas129 e nas mucosas111, tais como exantema133, prurido134 ou urticária135 são pouco comuns. Em casos isolados, pode ocorrer o desenvolvimento de exantema133 maculopapular136, pênfigo, exacerbação psoriática, psoriasiforme, exantema133 e enantema penfigóide ou liquenóide, eritema multiforme137, síndrome de Stevens-Johnson138, necrose139 epidérmica tóxica, alopecia140, onicólise141 ou fotossensibilidade.
A possibilidade e a gravidade das reações anafiláticas109 e anafilactóides causadas por veneno de insetos podem ser aumentadas com a inibição da ECA. Considera-se que este efeito também possa ocorrer com outros alérgenos110.
Trato digestivo e sistema hepático:
Excepcionalmente podem ocorrer: náuseas142, elevação do nível sérico das enzimas hepáticas143 e/ou da bilirrubina144, assim como icterícia145 colestática.
Raramente pode ocorrer secura da boca146, glossite147, reações inflamatórias da cavidade oral148 e do trato gastrintestinal, desconforto abdominal, dor gástrica (incluindo dor semelhante à gástrica), alterações digestivas, constipação149, diarreia95, vômito6 e aumento dos níveis das enzimas pancreáticas. Em casos isolados podem ocorrer pancreatite150 e danos hepáticos (incluindo insuficiência hepática151 aguda).
Reações hematológicas:
Raramente pode ocorrer redução leve (em casos isolados, graves) da contagem de hemácias152, conteúdo de hemoglobina153, contagem de leucócitos88 e plaquetas154. Em casos isolados, podem ocorrer agranulocitose155, pancitopenia156 e depressão da medula óssea157.
Reações hematológicas relacionadas aos inibidores da ECA são mais prováveis de ocorrerem em pacientes com alteração da função renal31 e com doenças concomitantes do colágeno90 (por exemplo: lúpus91 eritematoso92 ou esclerodermia), ou naqueles tratados com outros medicamentos que podem causar alterações no perfil hematológico (ver itens "Interações medicamentosas" e "Precauções e advertências").
Em casos isolados, pode ocorrer desenvolvimento de anemia hemolítica158.
Outras reações adversas:
Excepcionalmente pode ocorrer conjuntivite159, assim como, raramente, cãibra muscular, redução da libido160, perda do apetite e alterações do paladar161 (por exemplo: gosto metálico) e do olfato ou perda parcial ou algumas vezes completa do paladar161.
Em casos isolados podem ocorrer vasculites, mialgia162, artralgia163, febre164 e eosinofilia165, assim como contagem elevada de anticorpos166 antinucleares.
Alteração em exames laboratoriais:
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de ramipril em testes laboratoriais.

Posologia de Ecator

A posologia é baseada no efeito desejado e na tolerabilidade dos pacientes ao medicamento. O tratamento com ECATOR® (ramipril) é geralmente a longo prazo. A duração do tratamento é determinada pelo médico em cada caso.Tratamento da hipertensão arterial73
Recomenda-se que ECATOR® (ramipril) seja administrado uma vez ao dia, iniciando-se com uma dose de 2,5 mg e, se necessário e dependendo da resposta do paciente, a dose pode ser aumentada para 5 mg em intervalos de 2 a 3 semanas.
A dose usual de manutenção é de 2,5 a 5 mg de ECATOR® (ramipril) diariamente.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg.
Tratamento da insuficiência cardíaca congestiva47
Se a dose diária de 2,5 mg ou mais de ECATOR® (ramipril) for necessária, esta pode ser administrada em tomada única.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de ECATOR® (ramipril).
Tratamento após infarto35 agudo36 do miocárdio37
A dose inicial recomendada é de 5 mg de ECATOR® (ramipril) diariamente, dividida em duas administrações de 2,5 mg: uma pela manhã e outra à noite. Dependendo da resposta do paciente, a dose poderá, então, ser aumentada. Recomenda-se que a dose, se aumentada, seja dobrada em intervalos de 1 a 3 dias.
Numa fase posterior, a dose diária total, inicialmente dividida, poderá ser administrada como tomada única diária.
A dose máxima diária permitida é de 10 mg de ECATOR® (ramipril).
A experiência no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca34 grave (NYHA IV) imediatamente após infarto do miocárdio22 ainda é insuficiente. Se mesmo assim a decisão tomada for tratar estes pacientes, recomenda-se que a terapia seja iniciada com a menor dose diária possível e que a dose seja aumentada somente sob cuidados especiais.
Tratamento de nefropatia25 glomerular manifesta e nefropatia25 incipiente
Iniciar com a menor dose possível. A dose máxima permitida é de 5 mg ao dia.
Doses acima de 5 mg de ECATOR® (ramipril) uma vez ao dia não foram avaliadas adequadamente em estudos clínicos controlados.
Prevenção do infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou morte por patologia74 cardiovascular e redução da necessidade de realização de procedimentos de revascularização em pacientes com alto risco cardiovascular; prevenção de infarto do miocárdio22, acidente vascular cerebral23 ou morte por patologia74 cardiovascular em pacientes diabéticos ou prevenção da progressão e microalbuminúrria e nefropatia25 manifesta
Recomenda-se a administração de uma dose inicial de 2,5 mg de ECATOR® (ramipril) uma vez ao dia. A dose deve ser gradualmente aumentada, dependendo da tolerabilidade do paciente. Após uma semana de tratamento, recomenda-se duplicar a dose para 5 mg de ECATOR® (ramipril). Após outras três semanas, aumentar a dose para 10 mg ECATOR® (ramipril).
Dose usual de manutenção: 10 mg/dia de ECATOR® (ramipril).
Doses acima de 10 mg de ECATOR® (ramipril) uma vez ao dia não foram adequadamente avaliadas em estudos clínicos controlados.
Pacientes com insuficiência renal38 grave, definidos por uma depuração de creatinina56 < 0,6 mL/segundo, não foram adequadamente avaliados.
Populações especiais
Em pacientes com alteração da função renal31 apresentando depuração de creatinina56 entre 50 e 20 mL/min/1,73m2 de área de superfície corpórea, deve-se iniciar com a menor dose possível. A dose diária máxima permitida nesses pacientes é de 5 mg de ECATOR® (ramipril).
Quando a deficiência de sal ou líquidos não for completamente corrigida, em pacientes com hipertensão21 grave, assim como em pacientes nos quais um quadro de pressão arterial1 baixa constituiria um risco particular (por exemplo: estenose87 relevante de artérias103 coronarianas ou cerebrais), uma dose inicial diária reduzida deve ser considerada.
Em pacientes tratados previamente com diuréticos94, deve-se descontinuar o diurético93, no mínimo, 2 a 3 dias ou mais (dependendo da duração da ação do diurético93) antes de se iniciar o tratamento com ECATOR® (ramipril) ou que seja, pelo menos, reduzir gradativamente a dose do diurético93.
Em pacientes com insuficiência hepática151, a resposta ao tratamento com ramipril pode estar tanto aumentada quanto diminuída. O tratamento com ramipril nestes pacientes deverá, portanto, ser iniciado somente sob rigorosa supervisão médica. A dose máxima diária permitida nestes casos é de 2,5 mg de ECATOR® (ramipril).
Em pacientes idosos deve-se considerar a menor dose possível.

Modo de Administração de Ecator

ECATOR® (ramipril) deve ser deglutido inteiro, sem mastigar e com uma quantidade suficiente de líquido (aproximadamente, meio copo de água). ECATOR® (ramipril) pode ser ingerido antes, durante ou após as refeições, visto que a absorção de ramipril não é significativamente afetada por alimentos.

Superdosagem de Ecator

Sintomas10: os sintomas10 que a superdose pode causar são: vasodilatação periférica excessiva (com hipotensão67 acentuada e choque167), bradicardia168, alterações eletrolíticas e insuficiência renal38.Em caso de superdose acidental, sempre procure atendimento médico de emergência169. Enquanto aguarda socorro, permaneça deitado com as pernas elevadas.
Tratamento: desintoxicação primária, por meio de lavagem gástrica170, administração de adsorventes e sulfato de sódio (se possível durante os primeiros 30 minutos). Em caso de queda da pressão arterial1, a administração de agonistas alfa1-adrenérgicos171 (por exemplo: norepinefrina e dopamina172) ou de angiotensina II (angiotensinamida), a qual está geralmente disponível somente em escassos laboratórios de pesquisa, deve ser considerada em adição à reposição hídrica e salina.
Não existem dados disponíveis sobre a eficácia de diurese173 forçada, alteração do pH urinário, hemofiltração ou diálise26 no aumento da velocidade de eliminação do ramipril ou do ramiprilato. Caso a diálise26 ou a hemofiltração sejam consideradas, ver "Contraindicações".

Pacientes Idosos de Ecator

Alguns pacientes idosos podem ser especialmente responsivos ao tratamento com inibidores da ECA. Recomenda-se avaliação da função renal31 no início do tratamento.

Iv - Dizeres Legais de Ecator

Registro MS - 1.0525.0022
Farmacêutico Responsável:
Dr. Ricardo Magela Rocha - CRF-SP nº 7.907
Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Baddi-Índia
Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 - Módulo A5
Barueri - SP
CNPJ 33.078.528/0001-32
SAC: 0800.7708818
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho

ECATOR - Laboratório

Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180, Módulo A5.
Baurueri - SP/SP
Tel: 0800-7708818
Site: http://www.torrent.com.br

Ver outros medicamentos do laboratório "Torrent do Brasil Ltda."

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
2 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
3 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
4 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
5 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
6 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
7 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
8 Cabeça:
9 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
12 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
13 Artéria Renal: Ramo da aorta abdominal que irriga os rins, glândulas adrenais e ureteres.
14 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
15 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
16 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
17 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
18 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
19 Bradicinina: É um polipeptídio plasmático que tem função vasodilatadora e que se forma em resposta à presença de toxinas ou ferimentos no organismo.
20 Endotélio: Camada de células que reveste interiormente os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos.
21 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
22 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
23 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
24 Doença vascular periférica: Doença dos grandes vasos dos braços, pernas e pés. Pode ocorrer quando os principais vasos dessas áreas são bloqueados e não recebem sangue suficiente. Os sinais são: dor e cicatrização lenta de lesões nessas áreas.
25 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
26 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
27 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
28 Microalbuminúria: Pequena quantidade da proteína chamada albumina presente na urina, detectável por exame laboratorial. É um sinal precoce de dano aos rins (nefropatia), uma complicação comum e séria do diabetes. A ADA (American Diabetes Association) recomenda que as pessoas com diabetes tipo 2 testem a microalbuminúria no momento do diagnóstico e uma vez por ano após o diagnóstico. Pessoas com diabetes tipo 1 devem ser testadas após 5 anos do diagnóstico e a cada ano após o diagnóstico. A microalbuminúria é evitada com o controle da glicemia, redução na pressão sangüínea e modificação na dieta.
29 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
30 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
31 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
32 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
33 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
34 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
35 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
36 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
37 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
38 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
39 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
40 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
41 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
42 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
43 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
44 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
45 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
46 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
47 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
48 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
49 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
50 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
51 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
52 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
53 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
54 Ductos Biliares: Canais que coletam e transportam a secreção biliar dos CANALÍCULOS BILIARES (o menor ramo do TRATO BILIAR no FÍGADO), através dos pequenos ductos biliares, ductos biliares (externos ao fígado) e para a VESÍCULA BILIAR (para armazenamento).
55 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
56 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
57 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
58 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
59 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
60 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
61 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
62 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
63 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
64 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
65 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
66 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
67 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
68 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
69 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
70 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
71 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
72 Neoplásica: Que apresenta neoplasia, ou seja, que apresenta processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
73 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
74 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
75 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
76 Pescoço:
77 Língua:
78 Glote: Aparato vocal da laringe. Consiste das cordas vocais verdadeiras (pregas vocais) e da abertura entre elas (rima da glote).
79 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
80 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
81 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
82 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
83 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
84 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
85 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
86 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
87 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
88 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
89 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
90 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
91 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
92 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
93 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
94 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
95 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
96 Sudorese: Suor excessivo
97 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
98 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
99 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
100 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
101 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
102 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
103 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
104 Citostáticos: Diz-se de substâncias que inibem o crescimento ou a reprodução das células.
105 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
106 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
107 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
108 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
109 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
110 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
111 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
112 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
113 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
114 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
115 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
116 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
117 Impotência: Incapacidade para ter ou manter a ereção para atividades sexuais. Também chamada de disfunção erétil.
118 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
119 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
120 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
121 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
122 Hipotensão arterial: Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica.
123 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
124 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
125 Fenômeno de Raynaud: O fenômeno de Raynaud (ou Raynaud secundário) ocorre subsequentemente a um grande grupo de doenças, como artrite, vasculite, esclerodermia, dentre outras. Esta forma de Raynaud pode progredir para necrose e gangrena dos dedos.
126 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
127 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
128 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
129 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
130 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
131 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
132 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
133 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
134 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
135 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
136 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
137 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
138 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
139 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
140 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
141 Onicólise: Destruição da unha devido a infecções micóticas, bacterianas ou por processos tóxicos.
142 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
143 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
144 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
145 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
146 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
147 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
148 Cavidade Oral: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
149 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
150 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
151 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
152 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
153 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
154 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
155 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
156 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
157 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
158 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
159 Conjuntivite: Inflamação da conjuntiva ocular. Pode ser produzida por alergias, infecções virais, bacterianas, etc. Produz vermelhidão ocular, aumento da secreção e ardor.
160 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
161 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
162 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
163 Artralgia: Dor em uma articulação.
164 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
165 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
166 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
167 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
168 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
169 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
170 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
171 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
172 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
173 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.

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