NARCAN

CRISTALIA

Atualizado em 09/12/2014

Composição de Narcan

cada ml da solução injetável contém: cloridratode naloxona 0,400 mg, excipientes q.s.p. 1 ml. Excipientes: cloreto de sódio, água para injeção1, ácido clorídrico2.

Posologia e Administração de Narcan

Narcan pode ser administrado por via intravenosa, intramuscular ou subcutânea3. O meio mais rápido de ação é alcançado por injeção1 intravenosa e é recomendado em situações de emergência4. Desde que o período de ação de alguns narcóticos pode exceder aquele do Narcan, o paciente deve ser mantido sob contínua observação e repetidas doses de Narcan devem ser administradas, se necessário. Infusão intravenosa: Narcan deve ser diluído, para aplicação intravenosa, em solução salina normal ou solução de dextrose5 a 5%. A adição de 2 mg de Narcan em 500 ml de qualquer solução citada, fornece a concentração de 0,004 mg/ml. As misturas devem ser usadas dentro de 24 horas. Após 24 horas a solução restante não utilizada, deve ser jogada fora. A percentagem de administração deve ser dosada de acordo com a resposta do paciente. Drogas de uso parenteral antes de serem ministradas, devem ser fiscalizadas visualmente quanto a partículas e/ou descoloração sempre que a solução e o recipiente o permitirem. Narcan não deve ser misturado com preparados contendo bissulfato, ânions de cadeia longa ou alto peso molecular, ou qualquer solução contendo pH alcalino. Nenhum agente ou droga química deve ser acrescentada a Narcan, a menos que seu efeito na estabilidade química e física da solução tenha sido primeiro determinada. Uso em adultos: superdosagem de narcótico (comprovada ou suspeitada): uma dose inicial de 0,4 mg a 2 mg de Narcan deve ser aplicada por via intravenosa, se não conseguir o nível desejado de reação ou melhora nas funções respiratórias, deve repetir-se a dose com 2 ou 3 minutos de intervalo. Se nenhuma resposta for observada após administração de 10 mg do Narcan, o diagnóstico6 de indução por narcórtico ou toxicidade7 parcial por narcótico deve ser questionado. A aplicação intramuscular ou subcutânea3 pode ser necessária, se a aplicação intravenosa não puder ser feita. Depressão pós-operatória (por narcótico): para uma reversão parcial de depressão causada por narcótico após seu uso durante cirurgia, doses menores de Narcan, em geral, são suficientes. A dose de Narcan deve ser injetada de acordo com a reação do paciente. Para reversão inicial da depressão respiratória, Narcan deve ser injetado gradativamente de 0,1 a 0,2 mg por via intravenosa a 2 ou 3 minutos de intervalo, para se alcançar um nível apreciável de reversão, isto é, ventilação8 e estado de consciência adequados, sem dor ou desconforto significativos. Uma superdosagem de Narcan pode resultar numa significativa reversão da analgesia e aumento da pressão sangüínea9. Similarmente, uma reversão rápida pode ocasionar náuseas10, vômitos11, sudorese12 e estresse circulatório. Repetidas doses de Narcan podem ser necessárias, dentro de 1 ou 2 horas de intervalo, dependendo da qualidade, tipo, isto é, curta ou longa duração e tempo de intervalo, desde a última administração de narcótico. Doses suplementares, por via intramuscular têm mostrado um efeito maior e duradouro. Uso em crianças: superdosagem de narcóticos (conhecida ou suspeitada): a dosagem inicial comum, em crianças, é de 0,01 mg/kg/peso, aplicada por via I.V. Se esta dosagem não alcançar o nível ideal de melhora clínica, uma dose subseqüente de 0,1 mg/kg/peso pode ser ministrada. Se a via de aplicação I.V. não for possível, Narcan pode ser administrado por via I.M. ou subcutânea3, em doses divididas. Se necessário, Narcan pode ser diluído com água esterilizada para injeção1. Depressão narcótica pós-operatória: seguir as recomendações sob o título Depressão pós-operatória em adultos. Para início da reversão da depressão respiratória, Narcan deve ser injetado em doses gradativas de 0,005 mg a 0,01 mg por via intravenosa a 2 ou 3 minutos de intervalo, para se obter um grau ideal de reversão. Uso em recém-nascidos: depressão induzida por narcótico: a dose inicial comum é de 0,01 mg/kg administrada por via I.V. ou S.C. Esta dosagem deve ser repetida de acordo com a orientação prescrita na administração para adultos, para depressão narcótica pós-cirúrgica.

Precauções de Narcan

deve ser administrado cuidadosamente em pessoas, incluindo os recém-nascidos de mães sob suspeita de dependência física ao ópio. Nestes casos, uma abrupta e completa reversão dos efeitos do narcótico, pode ocasionar uma síndrome13 aguda de abstinência. Desde que a duração da ação de alguns narcóticos ultrapassem àquela de Narcan, o paciente que respondeu satisfatoriamente ao seu uso, deve ser mantido sob contínua vigilância e repetidas doses de Narcan devem ser ministradas, quando necessário. Narcan não é eficaz sobre a depressão respiratória causada por drogas não opiáceas. Em aditamento ao Narcan, outras medidas de ressuscitação, tais como ventilação8 artificial, vias aéreas livres, massagens cardíacas e agentes vasopressores, devem estar disponíveis e usadas quando necessário, para combater a intoxicação aguda causada por narcóticos. Vários exemplos de hipotensão14, hipertensão15, taquicardia16 ventricular e fibrilação, edema pulmonar17 têm sido relacionados e isto tem ocorrido em pacientes de pós-operatórios, mais do que naqueles em que se constata a preexistência de lesões18 cardiovasculares ou aqueles que tenham recebido outras drogas, as quais devem ter efeitos cardiovasculares adversos. Embora não se tenha estabelecido uma relação direta de causa e efeito, Narcan deve ser usado cuidadosamente em pacientes com preexistência de doenças cardíacas que tenham recebido drogas potencialmente cardiotóxicas. Não há, porém, um estudo adequado e bem controlado em mulheres grávidas. Narcan deve ser usado durante a gravidez19, somente em casos declaradamente necessários. Amamentação20: não se sabe se Narcan é excretado pelo leite humano. Devido a muitas drogas serem expelidas pelo leite humano, deve-se ter cuidado ao administrar Narcan em mulheres que amamentem.

Reações Adversas de Narcan

uma abrupta reversão à depressão narcótica pode resultar em náuseas10, vômitos11, taquicardia16 e aumento da pressão arterial21, tremores e sudorese12. Em pacientes de pós-operatórios, uma superdose de Narcan pode resultar numa significativa reversão analgésica e excitação. A hipotensão14, hipertensão15, taquicardia16 ventricular, fibrilação, edema pulmonar17 têm sido associados ao uso de Narcan, quando administrado em pacientes de pós-operatórios. Alguns acessos ocorrem, sem freqüência após a administração de naloxona; embora uma relação casual não tenha sido estabelecida.

Contra-Indicações de Narcan

pacientes que sejam hipersensíveis a ele.

Indicações de Narcan

é indicado para uma completa ou parcial reversão da depressão causada por narcótico, inclusive depressão respiratória, induzida por ingestão de narcóticos opiáceos naturais ou sintéticos, como propoxifeno, metadona e analgésicos22 narco-antagonistas como nalbufina, pentazocina e butorfanol. Narcan é também indicado para o diagnóstico6 de suspeita de superdosagem aguda por ópio.

Apresentação de Narcan

solução injetável: caixa com 10 ampolas de 1 ml.


NARCAN - Laboratório

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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
3 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
4 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
5 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
7 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
8 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
9 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
10 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
11 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Sudorese: Suor excessivo
13 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
14 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
15 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
16 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
17 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
18 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
19 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
20 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
21 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
22 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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