NAVELBINE

ASTA MEDICA ONCOLOGIA

Atualizado em 09/12/2014

Ditartarato de vinorelbina

Informações ao Paciente de Navelbine

      Navelbine® é um medicamento que impede o crescimento de alguns tipos de células1. Deve ser mantido sob refrigeração (4ºC) e ao abrigo da luz.

      Seu prazo de validade é de 24 meses. Verifique sempre o prazo de validade dos medicamentos, pois a sua utilização com prazo vencido pode ser prejudicial à sua saúde2.

      Navelbine® está contra indicado em gravidez3 , aleitamento e pacientes com insuficiência hepática4 grave. Ele deve somente ser administrado por via intravenosa e sob orientação médica. A fim de evitar-se eventuais interações entre vários medicamentos, é necessário descrever sistematicamente ao médico, outros tratamentos que estejam sendo feitos concomitantemente.

      Durante o tratamento com Navelbine® podem ocorrer alguns efeitos indesejáveis, tais como: diminuição do número de glóbulos brancos: abolição de reflexos; sensações anormais nos membros inferiores e, às vezes, nos superiores; fadiga5 após tratamento prolongado obstipação6 intestinal, náuseas7 e       vômitos8 dificuldade respiratória, queda de cabelos e dor na mandíbula9. Caso ocorra uma destas reações adversas ou outra qualquer, comunique imediatamente seu médico, que lhe dará a orientação adequada.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO.
PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAUDE2.

Informações Técnicas de Navelbine

      A vinorelbina, substancia ativa de Navelbine®, é um antineoplásico citostático10, da familia dos alcalóides da Vinca. O alvo molecular de sua atividade é o equilíbrio dinâmico tubulina/microtúbulo.

      Vinorelbina inibe a polimerização da tubulina; age preferencialmente sobre os microtúbulos mitóticos e não afeta os microtúbulos axonais a não ser em altas concentrações. Seu poder espiralizante da tubulina é inferior ao da Vincristina.

      Estas caracteristicas conferem a Vinorelbina a eficácia desejada, com menor toxicidade11 neurológica. Vinorelbina bloqueia a mitose em fase G2 + M e provoca a morte celular em interfase ou na mitose seguinte.

Farmacocinética de Navelbine

      Após injeção12 intravenosa, a cinética13 plasmática de Vinorelbina é trifásica, a meia-vida média da fase terminal é de 40 horas. Vinorelbina apresenta captação tissular14 intensa e prolongada. A excreção fecal é preponderante, em razão da intensa eliminação biliar. Vinorelbina apresenta uma taxa de ligação às proteinas15 plasmáticas relativamente elevada (50% a 80%).

Indicações de Navelbine

      Carcinoma16 de pulmão17 não de pequenas células1.
      Carcinoma16 de mama18.

Posologia e Administração de Navelbine

      Navelbine® deve ser administrado exclusivamente por via intravenosa.

           Em monoterapia, a dose habitual é de 25 a 30 mg/m2, administrada uma vez por semana (e ajustada de acordo com a tolerabilidade hematológica);            Em poliquimioterapia, a dose e a freqüência são definidas em função do protocolo a ser seguido.

      OBS: A dose calculada deve ser diluída em solução fisiológica19 (125ml, por exemplo) e infundida em um período curto de tempo (15 a 20 minutos).

      A administração deve ser seguida de lavagem abundante da veia por solução fisiológica19.

      No caso de ocorrer extravasamento de Navelbine® no tecido20 adjacente à veia, é conveniente interromper a injeção12 e administrar o restante da dose em outra veia.

      Em caso de contato acidental com os olhos21, deve-se lavá-los imediata e abundantemente.

      Após preparo, a solução (sozinha ou em diluição em soro22 fisiológico23 ou glicosado) pode ser conservada em frasco de vidro hermeticamente fechado por 24 horas, em temperatura ambiente.

      Em pacientes com insuficiência hepática4, a posologia deve ser reduzida.

Contra-Indicações de Navelbine

      Gravidez3;
      Aleitamento;
      Insuticiencia hepática24 severa.

Precauções de Navelbine

      O tratamento com Navelbine® deve ser efetuado sob controle hematológico rigoroso (determinação da taxa de hemoglobina25, do número de leucócitos26 e granulócitos27 antes de cada nova administração).

      Em caso de granulopenia (< 2000/mm3), deve se adiar a injeção12 até a normalização e acompanhar o paciente cuidadosamente. Em caso de insuficiência hepática4, é conveniente reduzir a posologia.

      Na ausência de estudos específicos em insuficiência renal28, recomenda-se, neste caso, prudência ao administrar se Navelbine®.

      Evitar qualquer contaminação acidental dos olhos21, pois há o risco de irritação severa e mesmo ulceração29 da córnea30 se o produto é projetado sob pressão. Em caso de contato acidental com os olhos21, deve-se lavá-los imediatamente e abundantemente.

      Navelbine® não deve ser administrado concomitantemente à radioterapia31 cujos campos incluam o fígado32.

      Navelbine® deve ser administrado exclusivamente por via intravenosa. É extremamente importante assegurar-se que a agulha foi corretamente introduzida na veia antes de começar a injeção12 de Navelbine®.

      Se houver extravasamento de Navelbine® no tecido20 adjacente à veia, ele pode provocar considerável irritação. Neste caso, é conveniente interromper a injeção12 e administrar o restante da dose em outra veia.

Reações Adversas de Navelbine

           Sistema Hematopodético: a toxicidade11 limitante é a granulocitopenia, anemia33 é freqüente, mas de intensidade moderada;
           Sistema Nervoso Periférico34: abolição dos reflexos osteotendinosos; parestesias35 são pouco freqüentes; após o tratamento prolongado, pode-se observar fatigabilidade dos membros;
           Sistema Nervoso36 Vegetativo: a manifestação principal é a paresia37 intestinal, com consequente constipação38; raros caves de íleo paralítico39 foram observados;
           Aparelho digestivo40: constipação38; náuseas7 e vômitos8 (com incidência41 relativamente baixa);
           Aparelho respiratório42: dispnéia43, broncoespasmo44 (estas reações podem ocorrer minutos depois da administração ou várias horas depois);
           Outras:
           alopécia45 (moderada ou progressiva);
           dor na mandíbula9;
           reações no local da injeção12, que podem chegar à necrose46 no caso de ocorrer extravasamento do produto durante a administração.

Superdosagem de Navelbine

      A conseqüência maior de uma superdosagem é o aparecimento de granulocitopenia severa com risco de superinfecção47, que pode comprometer o prognóstico48 do paciente.

Formas Farmacêuticas de Navelbine

      Frasco-ampola com 1ml de solução, a 10mg/ml de ditartarato de vinorelbina.
      Frasco-ampola com 5ml de solução, a 10mg/ml de ditartarato de vinorelbina.

Apresentação de Navelbine

      Caixa com 1 FA com 1ml de solução.
      Caixa com 1 FA com 5ml de solução.
      USO ADULTO INTRAVENOSO

NAVELBINE - Laboratório

ASTA MEDICA ONCOLOGIA
Rua Santo Antônio, 184 - 19º And
São Paulo/SP - CEP: 01314-900
Tel: 55 (011) 233-6800
Fax: 55 (011) 606-4549
Site: http://www.astamedica.com.br/

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Complementos

1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
5 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
6 Obstipação: Prisão de ventre ou constipação rebelde.
7 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
8 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
9 Mandíbula: O maior (e o mais forte) osso da FACE; constitui o maxilar inferior, que sustenta os dentes inferiores. Sinônimos: Forame Mandibular; Forame Mentoniano; Sulco Miloióideo; Maxilar Inferior
10 Citostático: Diz-se de substância que inibe o crescimento ou a reprodução das células.
11 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
12 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
13 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
14 Tissular: Relativo a tecido orgânico.
15 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
16 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
17 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
18 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
19 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
20 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
21 Olhos:
22 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
23 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
24 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
25 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
26 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
27 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
28 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
29 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
30 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
31 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
32 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
33 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
34 Sistema Nervoso Periférico: Sistema nervoso localizado fora do cérebro e medula espinhal. O sistema nervoso periférico compreende as divisões somática e autônoma. O sistema nervoso autônomo inclui as subdivisões entérica, parassimpática e simpática. O sistema nervoso somático inclui os nervos cranianos e espinhais e seus gânglios e receptores sensitivos periféricos. Vias Neurais;
35 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
36 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
37 Paresia: Diminuição da força em um ou mais grupos musculares. É um grau menor de paralisia.
38 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
39 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
40 Aparelho digestivo: O aparelho digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
41 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
42 Aparelho respiratório: O aparelho respiratório transporta o ar do meio externo aos pulmões e vice-versa e promove a troca de gases entre o sangue e o ar.
43 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
44 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
45 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
46 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
47 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
48 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.

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