UNITINASE

MEIZLER

Atualizado em 09/12/2014

UNITINASE
Estreptoquinase
Liófilo Injetável

- FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES:
Unitinase apresenta-se sob a forma de pó branco liofilizado1, a ser reconstituído em diluente adequado, resultando em uma solução para administração intravenosa ou intracoronariana. É acondicionado em frascos-ampolas, contendo 750.000U.I. ou 1.500.000U.I. Caixas contendo 1, 5, 10, 50 ou 100 frasco(s)-ampola(s).

USO ADULTO

Composição de Unitinase

Liófilo injetável de 750.000U.I.:Cada frasco-ampola contém:
Estreptoquinase....................750.000U.I.
Albumina2 Humana....................97,5mg
L - Glutamato de Sódio....................82,5mg
Fosfato Monobásico de Sódio....................q.s.
Fosfato Dibásico de Sódio....................q.s.

Liófilo injetável de 1.500.000U.I.:
Cada frasco-ampola contém:
Estreptoquinase....................1.500.000U.I.
Albumina2 Humana....................195mg
L - Glutamato de Sódio....................165mg
Fosfato Monobásico de Sódio....................q.s.
Fosfato Dibásico de Sódio    ....................q.s.

- INFORMAÇÕES AO PACIENTE:
Unitinase deve ser conservada em sua embalagem original, sob temperatura entre 15 ºC e 30 ºC, ao abrigo da luz, calor e umidade excessiva.
Após reconstituição, à temperatura ambiente, caso ocorra floculação, o produto deve ser descartado. A solução reconstituída pode ser ainda diluída. Não agitar o frasco-ampola, para evitar a formação de espuma.
O prazo de validade de Unitinase é de 24 meses após a data de fabricação, nas condições acima citadas (vide rótulo e cartucho).
Apesar de a solução reconstituída poder ser armazenada sob temperatura entre 2 ºC e 4 ºC por 24 horas, recomenda-se sua utilização dentro de um prazo de 8 horas.
Qualquer conteúdo remanescente do produto deve ser descartado.

" NÃO USE O MEDICAMENTO SE O PRAZO DE VALIDADE ESTIVER VENCIDO"

Informe seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após seu término. Informe seu médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

" TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS"

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

" NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SUA SAÚDE4"

Unitinase é para uso exclusivamente injetável, podendo ser administrada por via intravenosa ou intracoronariana.

- INFORMAÇÕES TÉCNICAS:
Modo de Ação:
Estreptoquinase é uma proteína não-enzimática produzida pelos estreptococos beta-hemolíticos do Grupo C de Lancefield.
Estreptoquinase atua sobre o sistema fibrinolítico5 endógeno, ligando-se, estequiometricamente, ao plasminogênio, formando um complexo ativador, o assim chamado estreptoquinase-plasminogênio. Este complexo ativador induz a clivagem da ligação arginina560-valina561 de plasminogênio, formando um novo ativador, a estreptoquinase-plasmina, que converte o plasminogênio em plasmina, uma potente enzima6 fibrinolítica.
A plasmina, por sua vez, dissolve a matriz de fibrina7, contida na estrutura do trombo8 com subseqüente trombólise9. Outras proteínas10, especialmente fibrinogênio11, e outros fatores coagulantes também podem ser degradados pela plasmina.
Os produtos resultantes da fibrina7 degradada mostram efeitos antitrombóticos adicionais, já que eles podem interferir sobre a polimerização dos monômeros de fibrina7 e a agregação plaquetária. Conseqüentemente, o efeito da Estreptoquinase sobre o sistema fibrinolítico5 pode persistir por muitas horas, após o final da infusão.
A atividade da Estreptoquinase é medida em Unidades Internacionais (U.I.). Sendo a Estreptoquinase um fraco antígeno12 estreptocócico, quando administrada por via intravenosa, é, inicialmente, neutralizada pelos anticorpos13 circulantes. Somente quando os níveis séricos de Estreptoquinase superam os níveis de anticorpos13 circulantes, é que se desencadeia o estado fibrinolítico. No entanto, a trombólise9 se inicia assim que Estreptoquinase tenha penetrado no trombo8 e formado o complexo ativador com o plasminogênio.

- Farmacocinética:
A meia-vida do complexo ativador (estreptoquinase-plasminogênio ou estreptoquinase-plasmina) é de, aproximadamente, 30 minutos, após dose intravenosa de 1.500.000U.I., durante o período de infusão de 1 hora. O efeito máximo é alcançado em um período que varia de 20 minutos a 2 horas (reperfusão miocárdica).
A duração do efeito hiperfibrinolítico termina poucas horas depois da administração ser suspensa, sendo que o tempo de protrombina14 retorna, geralmente, ao normal após 4 horas, mas pode, raramente, ser prolongado para 12 a 24 horas, após a suspensão da terapia.

Indicações de Unitinase

Unitinase é um agente trombolítico indicado para os seguintes tratamentos: tromboembolismo15 pulmonar agudo16, tromboembolismo15 arterial ou coronariano agudos, trombose venosa profunda17, infarto18 agudo16 do miocárdio19, oclusão de artéria20 ou veia central da retina21 e para limpeza da cânula arteriovenosa e do cateter intravenoso.

- CONTRA-INDICAÇÕES:
Unitinase é contra-indicada nas situações onde a terapia trombolítica possa ocasionar a dissolução do tampão hemostático, resultando em sangramento, tais como:
*Procedimentos cirúrgicos ou traumáticos, ou ainda trauma recente;
*Probabilidade de existência de doença cérebro22-arterial, como hipertensão23 severa ou não-controlada, retinopatia hipertensiva ou diabética, história de perda de consciência recente e patologia24 cerebrovascular conhecida;
*Sangramento ativo, como diátese hemorrágica25, lesões26 ulcerativas, sangramento menstrual, gravidez3, estados pós-parto, tuberculose27 ativa e tumores;
*Probabilidade da existência de êmbolos cardíacos, como na doença da válvula mitral com fibrilação atrial, e endocardite28 bacteriana;
*Terapia recente com Unitinase, devido à incidência29 alta provocada por anticorpos13 neutralizantes.

- PRECAUÇÕES GERAIS:
Unitinase deve ser administrada com prudência e a relação risco-benefício deve ser constantemente avaliada em situações clínicas como: reações alérgicas, qualquer condição onde haja risco de hemorragia30 ou esta já exista, doenças cerebrovasculares, coagulação31 anormal devido à doenças hepáticas32 ou renais, gravidez3, aborto ou parto recentes, úlceras33 ou lesões26 gastrintestinais, hipertensão23, e infecções34 estreptocócicas.
Unitinase não deve ser administrada por via intramuscular.
A terapia trombolítica deve ser realizada somente em hospitais, sob rigorosa supervisão médica e com pessoal treinado para desempenhar técnicas de diagnóstico35 e monitoramento específicos.
A terapia deve ser instaurada o mais precocemente possível, após os primeiros sintomas36 clínicos, visto que a resistência à lise37 aumenta com a idade do trombo8.
Deve-se suspender imediatamente a terapia quando a hemorragia30 não puder ser controlada por pressão local.
Para minimizar o risco de hemorragia30, durante este tipo de terapia, o paciente deverá estar na cama, sob repouso absoluto, evitando-se todo movimento, manipulação, procedimentos invasores (biópsias38) ou injeção intramuscular39 que não sejam essenciais.
A relação risco-benefício deve ser constantemente avaliada, dado o mecanismo de ação deste medicamento, particularmente, nas condições onde a hemorragia30 constitua um risco significativo ou se torne de difícil manejo.

Uso na gravidez3 e lactação40:
A segurança do uso de Unitinase, durante a gravidez3, não foi ainda estabelecida e, conseqüentemente, sua administração não é recomendada. No entanto, foram obtidos resultados satisfatórios em alguns estudos envolvendo mulheres grávidas, que toleraram as doses usuais de Unitinase, sem induzir um estado fibrinolítico sistêmico41 no feto42.
Para evitar o deslocamento prematuro da placenta, Unitinase não deve ser administrada durante as primeiras 18 semanas de gestação, e seu uso, durante o resto da gravidez3, deve ser criteriosamente avaliado, somente sendo administrada se realmente necessário.
Até o momento, não se sabe se Unitinase é excretada no leite e quais os seus possíveis efeitos sobre o lactente43. Portanto, este medicamento é contra-indicado à lactantes44.

Uso em crianças:
A segurança e eficácia do uso de Unitinase em crianças ainda não foram estabelecidas.

Uso em idosos:
Unitinase deve ser cuidadosamente administrada em idosos, já que pacientes com idade igual ou superior a 75 anos podem apresentar um risco maior de hemorragia30 cerebral, durante o tratamento com este medicamento.

- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:
O uso concomitante de antifibrinolíticos45 com Unitinase causa inibição do efeito desejado.
Unitinase, quando administrada juntamente com anti-hipertensivos, pode provocar um aumento da hipotensão46.
O risco de hemorragia30 aumenta, se Unitinase for utilizada em conjunto com anticoagulantes47, especialmente, heparina e derivados cumarínicos, e com inibidores de agregação plaquetária, como alopurinol, esteróides anabolizantes, androgênicos48, hormônios de tireóide, derivados do ácido propiônico, fenilbutazona, indometacina, tetraciclinas, ácido valpróico, tiouracil e sulfonamidas.
A interação entre Unitinase e o ácido acetilsalicílico tem se mostrado benéfica, proporcionando um efeito aditivo à terapia trombolítica e reduzindo, dessa forma, o índice de mortalidade49 no infarto18 agudo16 do miocárdio19.

Exames laboratoriais:
O tratamento com Unitinase pode causar interferência nos resultados de análises laboratoriais, como, por exemplo, resultados irreais em testes de coagulação31 e fibrinólise50 sistêmica, concentrações de plasminogênio e fibrinogênio11 diminuídas, aumento da concentração de produtos de degradação de fibrinogênio11 e fibrina7, e redução do hematócrito51.
Além destas interferências, relatam-se, ainda, o aumento dos tempos de trombina52, tromboplastina53 parcialmente ativada e protrombina14, os quais se normalizam em 12 a 24 horas.

- REAÇÕES ADVERSAS:
Em casos raros, foram observadas reações anafiláticas54 as quais foram contornadas com o uso de epinefrina por via intravenosa, após a suspensão da dose de Unitinase.
Podem ocorrer febre55 e calafrios56, sintomas36 gastrintestinais, dores músculo-esqueléticas, sangramento em sítios cirúrgicos ou de punção, assim como um aumento do fluxo menstrual, se existente.
Foram relatadas hemorragias57 internas envolvendo localizações gastrintestinais, geniturinárias ou retroperitoneais e, também, casos de hemorragia30 intracerebral em conexão com o tratamento do infarto do miocárdio58. Se tais sangramentos se tornarem severos, a terapia deve ser interrompida.
As reações alérgicas relatadas ocorreram com baixa freqüência e se resumem em rubor, urticária59, erupções cutâneas60 e dispnéia61.
A diminuição da pressão arterial62 (hipotensão46), quando ocorrer, pode ser controlada com a diminuição da velocidade de infusão.

- POSOLOGIA:

Infarto18 agudo16 do miocárdio19:
*Infusão intravenosa: 1.500.000U.I. de Unitinase em 100mL de solução fisiológica63 salina ou solução de glicose64 sendo administrada de 30 a 60 minutos.
*Infusão intracoronariana: 25.000 a 50.000U.I. de Unitinase em 100mL de solução fisiológica63 salina ou solução de glicose64 sendo administrada de 30 a 60 minutos.
O tratamento deve se iniciar, preferivelmente, durante as primeiras 24 horas, logo após o aparecimento dos primeiros sintomas36 para diminuir-se o risco de vida do paciente.

Trombose venosa profunda17, embolia65 pulmonar, trombose66 ou embolia65 arterial:
A dose apropriada como dose inicial padrão é de 250.000U.I. de Unitinase em 100 a 300mL de solução fisiológica63 salina ou solução de glicose64 administrada por infusão em veia periférica, durante 30 minutos.
Em seguida, administra-se uma infusão de Unitinase de 100.000U.I./hora como dose de manutenção por 3 dias. Porém, se não aparecerem os sinais67 de melhora após este período de terapia, o tratamento deverá ser interrompido. Mas, se considerado necessário, o tratamento pode continuar por mais 1 a 3 dias. Recomenda-se que a infusão de manutenção de Unitinase seja iniciada em um volume apropriado de diluente (ex.: 1.200.000U.I. de Unitinase em 500mL de solução salina ou glicosada) por 12 horas.

Aplicação local em cânulas obstruídas:
Diluir 100.000U.I. de Unitinase em 100mL de solução salina normal. Administrar de 10.000 a 25.000U.I. (10 a 25mL) na porção coagulada da cânula, fechando-se o lado venoso com fórceps. Fixar, no lado arterial, uma seringa68 estéril, de dose única, a fim de formar uma almofada de ar contra a pulsação desta artéria20. Se necessário, o tratamento poderá ser repetido após 30 a 45 minutos.

Reconstituição e Diluição de Unitinase

Cada frasco-ampola deve ser reconstituído em Solução de Glicose64 5‰ injetável ou, preferivelmente, em Solução de Cloreto de Sódio 0,9‰ injetável, homogenizando, suavemente, para evitar a formação de bolhas. Após o preparo, a solução pode ser armazenada à temperatura de 2 ºC a 4 ºC no máximo, durante 24 horas, quando ainda se conservam sua atividade e propriedades.A solução reconstituída não deve ser administrada sem prévia diluição, a qual pode ser feita em solução salina isotônica69 ou solução de glicose64.

Superdosagem de Unitinase

Não há relatos que associem uma superdosagem de Unitinase às Reações Adversas já descritas nesta bula. Não foi provado que a gravidade ou a duração de complicações hemorrágicas70 sejam agravadas pelo aumento da dose deste medicamento.
Em casos de hemorragia30 grave, a terapia com Unitinase deve ser interrompida.


USO RESTRITO A HOSPITAIS

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

UNITINASE - Laboratório

MEIZLER
Alameda Juruá, 149 - Alphaville
Barueri/SP - CEP: 06455-010
Tel: 11-4195-6613
Fax: 11-4195-6621
Email: diretoria@meizler.com.br
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Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
5 Sistema fibrinolítico: Ele está relacionado à formação e ação da plasmina, e é uma das diferentes vias proteolíticas que estão envolvidas no processo de ativação da coagulação sanguínea e no dos sistemas complemento e calicreína/cinina. Além de remover a fibrina da parede vascular, desempenha papel importante n a reconstituição do tecido, na transformação neoplásica, na função macrofágica, na ovulação, na implantação do embrião etc. Ainda existem sistemas fibrinolíticos alternativos como, por exemplo, a ação da elastase, uma enzima proteolítica contida em granulócitos que é capaz de quebrar uma variedade de substratos, incluindo o fibrinogênio e os fatores da coagulação.
6 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
7 Fibrina: Proteína formada no plasma a partir da ação da trombina sobre o fibrinogênio. Ela é o principal componente dos coágulos sanguíneos.
8 Trombo: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
9 Trombólise: Nome dado ao processo usado para dissolver um coágulo que existe na corrente sanguínea.
10 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
11 Fibrinogênio: Proteína plasmática precursora da fibrina (que dá origem à fibrina) e que participa da coagulação sanguínea.
12 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
13 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
14 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
15 Tromboembolismo: Doença produzida pela impactação de um fragmento de um trombo. É produzida quando este se desprende de seu lugar de origem, e é levado pela corrente sangüínea até produzir a oclusão de uma artéria distante do local de origem do trombo. Esta oclusão pode ter diversas conseqüências, desde leves até fatais, dependendo do tamanho do vaso ocluído e do tipo de circulação do órgão onde se deu a oclusão.
16 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
17 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
18 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
19 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
20 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
21 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
22 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
23 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
24 Patologia: 1. Especialidade médica que estuda as doenças e as alterações que estas provocam no organismo. 2. Qualquer desvio anatômico e/ou fisiológico, em relação à normalidade, que constitua uma doença ou caracterize determinada doença. 3. Por extensão de sentido, é o desvio em relação ao que é próprio ou adequado ou em relação ao que é considerado como o estado normal de uma coisa inanimada ou imaterial.
25 Hemorrágica: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
26 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
27 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
28 Endocardite: Inflamação aguda ou crônica do endocárdio. Ela pode estar preferencialmente localizada nas válvulas cardíacas (endocardite valvular) ou nas paredes cardíacas (endocardite parietal). Pode ter causa infecciosa ou não infecciosa.
29 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
30 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
31 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
32 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
33 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
34 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
35 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
36 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
37 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
38 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
39 Injeção intramuscular: Injetar medicamento em forma líquida no músculo através do uso de uma agulha e seringa.
40 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
41 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
42 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
43 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
44 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
45 Antifibrinolíticos: Medicamentos utilizados como inibidores da fibrinólise para reduzir os sangramentos.
46 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
47 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
48 Androgênicos: Relativos à androgenia e a androgênios. Androgênios são hormônios esteroides, controladores do crescimento dos órgãos sexuais masculinos. O hormônio natural masculino é a testosterona.
49 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
50 Fibrinólise: Processo de dissolução progressiva da fibrina e assim do coágulo, que posteriormente à sua formação deve ser dissolvido.
51 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
52 Trombina: Enzima presente no plasma. Ela catalisa a conversão do fibrinogênio em fibrina, participando do processo de coagulação sanguínea.
53 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
54 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
55 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
56 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
57 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
58 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
59 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
60 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
61 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
62 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
63 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
64 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
65 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
66 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
67 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
68 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
69 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
70 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.

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