ZOLOFT

PFIZER

Atualizado em 09/12/2014

Identificação do Produto de Zoloft

Nome: Zoloft*

Nome genérico: cloridrato de sertralina

Formas Farmacêuticas e Apresentações de Zoloft

Zoloft*(cloridrato de sertralina) comprimidos revestidos 50 mg: cartuchos contendo 10, 14, 20 ou 28 comprimidos revestidos.

Zoloft*(cloridrato de sertralina) comprimidos revestidos 100 mg: cartuchos contendo 10 ou 14 comprimidos revestidos.

USO ADULTO

Composição de Zoloft

Cada comprimido revestido de Zoloft* 50 mg contém cloridrato de sertralina equivalente a 50 mg de sertralina base.

Cada comprimido revestido de Zoloft* 100 mg contém cloridrato de sertralina equivalente a 100 mg de sertralina base.

Excipientes:

Fosfato de cálcio dibásico, hidroxipropilcelulose, estearato de magnésio, celulose microcristalina, amidoglicolato de sódio, opadry branco (hidroxipropilmetil celulose, polietilenoglicol, dióxido de titânio e polissorbatos) e opadry claro (hidroxipropilmetil celulose, polietilenoglicol).

Informações ao Paciente de Zoloft

O medicamento deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC) e ao abrigo da luz e umidade.

O prazo de validade está indicado na embalagem externa do produto. Não use medicamento com prazo de validade vencido.

A duração do tratamento dependerá da resposta ao medicamento. Portanto, a posologia deverá ser orientada exclusivamente pelo seu médico.

Zoloft* não é indicado para uso em crianças. Este medicamento não deverá ser administrado durante a gravidez1 sem exclusiva orientação médica. Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após o seu término. O uso do medicamento durante o período de amamentação2 também não é recomendado.

Informar ao médico se está amamentando.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico; somente o médico poderá avaliar a eficácia da terapia.

As reações adversas mais comuns que poderão ocorrer com o uso do medicamento são: náusea3, diarréia4, fezes amolecidas, perda do apetite, indisposição digestiva, tremor, tonturas5, insônia, sonolência, sudorese6, boca7 seca e ejaculação8 retardada no homem.

Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis.

Zoloft* pode ser administrado com alimentos.

O medicamento não deverá ser administrado junto com álcool.

Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja utilizando antes do início ou durante o tratamento.

Zoloft* é contra-indicado em pacientes utilizando inibidores da MAO9 (monoamino oxidase) ou com conhecida hipersensibilidade à droga ou aos componentes da fórmula.

Uma vez que os antidepressivos podem interferir nas habilidades físicas ou psíquicas necessárias para a realização de tarefas potencialmente arriscadas, como dirigir veículos e operar máquinas, recomenda-se cautela ao paciente que estiver sob tratamento com este medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

NÃO TOME REMÉDIOS SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE10.

Informações Técnicas de Zoloft

Propriedades Farmacodinâmicas de Zoloft

Sertralina é um inibidor potente e específico da captação da serotonina (5-HT) neuronal in vitro que resulta na potencialização dos efeitos da 5-HT em animais. Ela possui apenas efeito muito fraco sobre a recaptação neuronal da dopamina11 e norepinefrina. Em doses terapêuticas, a sertralina bloqueia a captação de serotonina em plaquetas12 humanas. É desprovida de atividades estimulantes, sedativas ou anticolinérgicas ou cardiotoxicidade em animais. Em estudos controlados em voluntários sadios, a sertralina não causou sedação13 e não interferiu com a atividade psicomotora14. De acordo com sua inibição seletiva de captação da 5-HT, sertralina não aumenta a atividade catecolaminérgica. Sertralina não possui afinidade por receptores muscarínicos (colinérgicos), serotonérgicos, dopaminérgicos, adrenérgicos15, histaminérgicos, GABA16 ou benzodiazepínicos. A administração crônica de sertralina em animais foi associada à redução adaptativa dos receptores norepinefrínicos cerebrais, como observado com outros medicamentos clinicamente eficazes utilizados no tratamento da depressão, distúrbio obsessivo compulsivo (TOC) e distúrbio do pânico.

Ao contrário dos antidepressivos tricíclicos, não é observado aumento de peso durante o tratamento com sertralina em qualquer indicação; alguns pacientes poderão apresentar redução de peso durante o tratamento com este medicamento.

Em estudos realizados com animais e humanos, a sertralina não demonstrou potencial de abuso. Em um estudo randomizado17, duplo cego, placebo18-controlado de avaliação do potencial de abuso comparativo da sertralina, alprazolam e d-anfetamina em humanos, a sertralina não produziu efeitos subjetivos positivos que indicassem potencial de abuso. Ao contrário, indivíduos avaliados com alprazolam e d-anfetamina apresentaram efeitos significativamente superiores ao placebo18 nos índices de farmacodependência, euforia e potencial de abuso. A sertralina não produziu efeitos estimulantes ou ansiedade associados à d-anfetamina nem sedação13 e comprometimento psicomotor19 associados ao alprazolam. A sertralina não age como um facilitador para a auto-administração de cocaína em macacos rhesus treinados. Além disso, a sertralina não substituiu a d-anfetamina ou pentobarbital como estímulo discriminatório em macacos rhesus.

Propriedades Farmacocinéticas de Zoloft

A sertralina demonstra farmacocinética linear, isto é, os níveis plasmáticos são dose-proporcionais, em uma variação de dose de 50 a 200 mg. No homem, após a administração oral de doses únicas diárias de 50 a 200 mg por 14 dias, os picos de concentração plasmática (Cmáx) de sertralina ocorrem em torno de 4,5 a 8,4 horas após a dose. O perfil farmacocinético em adolescentes e idosos não é significativamente diferente do observado em adultos entre 18 e 65 anos. A meia-vida média de sertralina para homens e mulheres jovens e idosos varia de 22 a 36 horas. De forma consistente à meia-vida de eliminação, concentrações estáveis (steady state), de aproximadamente o dobro da obtida em dose única são atingidas 1 semana após administração de doses diárias. Aproximadamente 98% da droga circulante está ligada às proteínas20 plasmáticas. Estudos em animais indicam que a sertralina possui um grande volume aparente de distribuição.

A sertralina sofre um extenso metabolismo21 hepático de primeira passagem. O principal metabólito22 no plasma23, a N-desmetilsertralina é substancialmente menos ativa que a sertralina (cerca de 20 vezes) in vitro e não há evidência de atividade em modelos de depressão in vivo. A meia-vida da N-desmetilsertralina varia de 62 a 104 horas. Sertralina e N-desmetilsertralina são extensivamente metabolizadas no homem, e seus metabólitos24 resultantes são excretados na urina25 e fezes em quantidades semelhantes. Somente uma pequena quantidade (*0,2%) de sertralina é excretada na urina25 sob forma inalterada.

O alimento não altera significativamente a biodisponibilidade da sertralina quando administrada na forma de comprimidos revestidos.

Dados de Segurança Pré-Clínicos:

Estudos extensivos de avaliação de segurança crônica em animais demonstram que a sertralina é geralmente bem tolerada em doses múltiplas às doses clinicamente eficazes. A sertralina também se apresentou destituída de efeitos mutagênicos.

Indicações de Zoloft

Zoloft* é indicado no tratamento de sintomas26 de depressão, incluindo depressão acompanhada por sintomas26 de ansiedade, em pacientes com ou sem história de mania.

Após uma resposta satisfatória, a continuidade do tratamento com Zoloft* é eficaz tanto na prevenção de recaída dos sintomas26 do episódio inicial de depressão, assim como na recorrência27 de outros episódios depressivos.

Zoloft* também é indicado no tratamento do Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC). Após resposta inicial, a sertralina mantém sua eficácia, segurança e tolerabilidade no tratamento de TOC por até 2 anos.

Zoloft* também é indicado no tratamento do distúrbio do pânico, acompanhado ou não de agorafobia28.

Contra-Indicações de Zoloft

O uso concomitante em pacientes utilizando inibidores da monoamino oxidase (IMAO29) é contra-indicado (vide "Advertências e Precauções").

Zoloft* é contra-indicado em pacientes com conhecida hipersensibilidade à sertralina ou aos componentes de sua fórmula.

Advertências e Precauções de Zoloft

Gerais:

Inibidores da monoamino oxidase (IMAO29): Casos de reações graves, algumas vezes fatais, foram relatados em pacientes que estavam recebendo Zoloft* em associação a um inibidor da monoamino oxidase (IMAO29), incluindo o IMAO29 seletivo, selegilina, e o IMAO29 reversível, moclobemida. Alguns casos apresentaram-se com sinais30 semelhantes à síndrome31 serotonérgica. Casos similares, algumas vezes fatais, foram relatados com outros antidepressivos durante o tratamento associado a um IMAO29 e em pacientes que tenham recentemente descontinuado um agente antidepressivo e iniciado terapia com IMAO29. Sintomas26 de interação entre Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) e IMAO29 incluem hipertermia, rigidez, espasmo32 clônico, instabilidade autonômica com possibilidade de rápidas flutuações dos sinais vitais33, alterações mentais que incluem confusão, irritabilidade e agitação extrema progredindo para delírio34 e coma35. Portanto, Zoloftâ não deve ser usado em combinação com um IMAO29 ou dentro de 14 dias após a descontinuação do tratamento com IMAO29. Similarmente, um intervalo de no mínimo 14 dias deverá ser respeitado após a descontinuação do tratamento com Zoloft* antes de iniciar um tratamento com um IMAO29.

Outras drogas serotonérgicas: A co-administração de sertralina com outras drogas que aumentam a neurotransmissão serotonérgica, assim como o triptofano ou a fenfluramina, deve ser realizado com cuidado e ser evitado sempre que possível devido ao potencial de interação farmacodinâmica.

Substituição por outros antidepressivos: Existe um número limitado de experiências controladas com relação ao momento ideal para substituir a terapia com outros antidepressivos por Zoloft*. É necessário cuidado e avaliação médica prudente ao realizar a mudança, particularmente de agentes de ação prolongada, como a fluoxetina. A duração do período de washout36 necessário para a substituição de um ISRS por outro ainda não foi estabelecida.

Ativação de mania/hipomania: Em estudos iniciais, hipomania ou mania ocorreram em aproximadamente 0,4% dos pacientes tratados com sertralina. A ativação de mania/hipomania também tem sido relatada numa pequena proporção de pacientes com distúrbio afetivo maior tratados com outros antidepressivos disponíveis.

Convulsões: Convulsões são um risco potencial com o uso de medicamentos utilizados no tratamento de depressão, TOC e distúrbio do pânico. Foram observadas convulsões em três pacientes entre aproximadamente 4.000 (aproximadamente 0,08%) tratados com sertralina no programa de desenvolvimento para depressão.
                       
Quatro pacientes, de um total de aproximadamente 1.800 expostos durante o programa de desenvolvimento para TOC (aproximadamente 0,2%) apresentaram convulsões. Em todos estes casos, a relação com o tratamento com sertralina foi incerta. Uma vez que Zoloft* não foi avaliado em pacientes com distúrbios convulsivos, ele deve ser evitado em pacientes com epilepsia37 instável e pacientes com epilepsia37 controlada devem ser cuidadosamente monitorados. A medicação deve ser descontinuada em qualquer paciente que desenvolva convulsões.

Suicídio: Uma vez que a possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente à depressão e pode persistir até que uma remissão significativa ocorra, os pacientes devem ser cuidadosamente supervisionados durante o período inicial da terapia.

Uso na Insuficiência Hepática38:

A sertralina é extensamente metabolizada pelo fígado39. Um estudo farmacocinético de dose múltipla em indivíduos com cirrose40 estável de grau leve, demonstrou uma meia-vida de eliminação prolongada e Cmax e área sob a curva (AUC) aproximadamente 3 vezes maior em comparação a indivíduos sadios. Não foram observadas diferenças significantes na ligação às proteínas20 plasmáticas entre os dois grupos. O uso de Zoloft* em pacientes com doença hepática41 deve ser feito com cuidado. Se Zoloft* for administrado a pacientes com insuficiência hepática38, uma dose menor ou menos frequente deve ser considerada.

Uso na Insuficiência Renal42:

Uma vez que a sertralina é extensamente metabolizada, a excreção da droga inalterada na urina25 é uma via de eliminação pouco significativa. Em pacientes com insuficiência renal42 de grau leve a moderado (clearance de creatinina43 de 20 a 50 ml/min) ou insuficiência renal42 severa (clearance de creatinina43 *20ml/min), os parâmetros farmacocinéticos de dose múltipla (AUC 0-24 ou Cmáx) não foram significativamente diferentes quando comparados aos controles. As meias-vidas foram similares e não houve diferenças na ligação às proteínas20 plasmáticas em todos os grupos estudados. Este estudo indica que, de acordo com a baixa excreção renal44 da sertralina, as doses de sertralina não precisam ser ajustadas com base no grau de insuficiência hepática38.

Uso em Idosos:

Mais de 700 pacientes idosos (idade superior a 65 anos) participaram de estudos clínicos que demonstraram a eficácia da sertralina nesta população de pacientes. O padrão e incidências de reações adversas nos idosos foram similares aos observados em pacientes mais jovens.

Uso em Crianças:

A segurança e a eficácia do uso da sertralina em crianças não foi completamente estabelecida. Em estudos clínicos em pacientes com idade entre 6 a17 anos com depressão ou TOC, a sertralina apresentou um perfil de farmacocinética similar ao encontrado em adultos.

Uso durante a Gravidez1 e Lactação45:

Uso durante a Gravidez1: Estudos de reprodução46 foram realizados em ratos e coelhos com doses até aproximadamente 20 e 10 vezes a dose máxima diária em humanos (mg/kg), respectivamente. Não foi observada qualquer evidência de teratogenicidade em qualquer nível de dose. Contudo,nas doses correspondentes à aproximadamente 2,5 a 10 vezes a dose máxima diária em humanos (mg/kg), a sertralina foi associada com retardo no processo de ossificação dos fetos, provavelmente secundários aos efeitos maternos.

Houve diminuição da sobrevida47 neonatal após a administração materna de sertralina em doses aproximadamente 5 vezes superior à dose máxima indicada para humanos (mg/kg). Efeitos similares na sobrevida47 neonatal foram também observados com outras drogas antidepressivas. O significado clínico destes efeitos é desconhecido.

Não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Uma vez que estudos de reprodução46 em animais nem sempre prevêem a resposta humana, Zoloft* deverá ser usado durante a gravidez1 somente quando os benefícios superarem os riscos potenciais.

Mulheres em idade fértil devem empregar métodos adequados de contracepção48 quando em tratamento com Zoloft*.

Uso durante a Lactação45:

Apenas dados limitados a respeito dos níveis de sertralina no leite materno estão disponíveis. Estudos isolados em um número muito pequeno de lactantes49 e seus recém-nascidos indicaram níveis de sertralina desprezíveis ou indetectáveis no soro50 da criança recém-nascida, apesar de que os níveis no leite materno foram mais concentrados do que aqueles no soro50 materno. O uso em lactantes49 não é recomendado a menos que, na avaliação do médico, os benefícios superarem os riscos.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas:

Estudos clínicos de farmacologia51 demonstraram que Zoloft* não produz efeito na atividade psicomotora14.
Contudo, uma vez que os medicamentos utilizados no tratamento de depressão, TOC e distúrbio do pânico podem interferir nas habilidades mentais ou físicas necessárias para a realização de tarefas potencialmente arriscadas como dirigir veículos e operar máquinas, o paciente deve ser advertido a respeito.

Interações Medicamentosas de Zoloft

IMAO29: Vide "Advertências e Precauções".

Depressores do SNC52 e álcool: A administração concomitante com 200 mg diários de sertralina não potencializa os efeitos do álcool, carbamazepina, haloperidol ou fenitoína nas atividades psicomotoras e cognitivas em indivíduos sadios; entretanto, o uso concomitante de Zoloft* e álcool não é recomendado.

Drogas que se ligam a proteínas20 plasmáticas: Uma vez que a sertralina liga-se a proteínas20 plasmáticas, o potencial da mesma em interagir com outras drogas que se ligam a proteínas20 plasmáticas deve ser levado em consideração. Entretanto, em três estudos formais de interação com diazepam, tolbutamida, e varfarina respectivamente, a sertralina não apresentou efeitos significantes na ligação do substrato às proteínas20 (vide também "Interações com outras drogas").

Interações com outras drogas: Estudos formais de interação medicamentosa foram realizados com sertralina. A co-administração de 200 mg diários de sertralina com diazepam ou tolbutamida resultou em pequenas alterações estatisticamente significantes em alguns parâmetros farmacocinéticos. A co-administração com a cimetidina causou um decréscimo substancial na eliminação da sertralina. O significado clínico destas alterações é desconhecido. A sertralina não apresentou qualquer efeito sobre a capacidade bloqueadora beta-adrenérgica do atenolol. Nenhuma interação foi observada com 200 mg diários de sertralina e glibenclamida ou digoxina.

Varfarina: A co-administração de 200 mg diários de sertralina com varfarina resultou em um aumento pequeno mas, estatisticamente significante, no tempo de protrombina53; a significância clínica deste fato é desconhecida.

Sendo assim, o tempo de protrombina53 deve ser cuidadosamente monitorado quando a terapia com a sertralina for iniciada ou interrompida.

Drogas metabolizadas pelo citocromo P450 (CYP) 2D6: Há uma variabilidade entre os antidepressivos no grau de inibição clinicamente significante do CYP 2D6, uma isoenzima metabolizadora de drogas. Em estudos formais de interação, a administração de dosagem crônica de 50 mg diários de sertralina demonstrou uma elevação mínima (30-40%, em média) nos níveis plasmáticos de steady state de desipramina (um marcador da atividade da isoenzima CYP 2D6).

Drogas metabolizadas por outras enzimas do CYP: Estudos de interação in vivo têm demonstrado que a administração crônica de 200 mg diários de sertralina não inibe a 6-beta hidroxilação do cortisol endógeno mediada pelo CYP 3A3/4 nem o metabolismo21 da carbamazepina ou da terfenadina. A aparente ausência de efeitos clinicamente significantes da administração crônica de 200 mg diários de sertralina nas concentrações plasmáticas de tolbutamida, fenitoína e varfarina sugere que a sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C9. A aparente ausência de efeitos clinicamente significantes da administração crônica de 200 mg diários de sertralina nas concentrações plasmáticas de diazepam sugere que a sertralina não é um inibidor clinicamente relevante do CYP 2C19. Estudos in vitro indicam que a sertralina apresenta pouco ou nenhum potencial de inibir o CYP 1A2.

Lítio: Em estudos placebo18-controlados realizados em voluntários sadios, a co-administração de sertralina e lítio não alterou significativamente a farmacocinética do lítio porém, em relação ao placebo18, resultou em um aumento no tremor, indicando uma possível interação farmacodinâmica. Como com outros ISRS, recomenda-se precaução ao administrar Zoloft* com outros medicamentos, como o lítio, que podem atuar por mecanismos serotonérgicos.

Drogas serotonérgicas: vide "Advertências e Precauções".

Terapia eletroconvulsiva (TEC): Não existem estudos clínicos estabelecendo os riscos ou benefícios do uso combinado de TEC e Zoloft*.

Reações Adversas de Zoloft

Em estudos com doses múltiplas de Zoloft* as reações adversas que ocorreram com frequência significativamente maior em relação ao placebo18 foram: náusea3, diarréia4, fezes amolecidas, anorexia54, dispepsia55, tremor, tontura56, insônia, sonolência, sudorese6, boca7 seca e disfunção sexual (principalmente retardo na ejaculação8 em homens).

Relatos espontâneos de eventos adversos associados temporariamente com Zoloft* que têm sido constatados desde a introdução do medicamento no mercado e que podem não estar relacionados com a droga incluem: vômito57, dor abdominal distúrbios motores (como sintomas26 extrapiramidais e distúrbios da marcha), convulsões, irregularidades menstruais, hiperprolactinemia, galactorréia58, erupção59 cutânea60 (incluindo raros casos de eritema multiforme61) e, raramente, pancreatite62 e eventos hepáticos sérios (incluindo hepatite63, icterícia64 e insuficiência hepática38). Raros casos de síndrome31 de abstinência foram relatados. Assim como ocorre com outros antidepressivos, os seguintes efeitos adversos têm sido raramente relatados e não podem ser distinguidos da história natural da doença de base: parestesia65, hipoestesia66, sintomas26 depressivos, alucinações67, reações agressivas, agitação, ansiedade e psicose68.

Elevações assintomáticas nas transaminases séricas (TGO e TGP) foram raramente relatadas (aproximadamente 0,8%) em associação com a administração de Zoloftâ. As anormalidades geralmente ocorreram da primeira a nona semana de tratamento e diminuiram rapidamente após a descontinuação da droga.

Raros casos de hiponatremia69 foram relatados e pareceram ser reversíveis quando Zoloft* foi descontinuado. Alguns casos foram provavelmente devidos à síndrome31 de secreção inapropriada do hormônio70 antidiurético. A maioria dos casos ocorreu em pacientes mais idosos e pacientes que faziam uso de diuréticos71 ou outras medicações concomitantes.

Casos raros de alteração na função das plaquetas12 e/ou resultados clínicos laboratoriais anormais em pacientes utilizando sertralina foram relatados. Apesar de ter havido relatos de sangramentos anormais ou púrpura72 em vários pacientes utilizando sertralina, é imprecisa a relação causal da sertralina.

O perfil de efeito adverso normalmente observado em estudos duplo-cego, placebo18-controlado em pacientes com transtorno obsessivo compulsivo (TOC) e distúrbio do pânico foi semelhante ao observado em experiências clínicas em pacientes com depressão.

Posologia de Zoloft

Zoloft* deve ser administrado em dose única diária, pela manhã ou à noite. Zoloft* comprimidos revestidos pode ser administrado com ou sem alimentos.

A dose terapêutica73 usual de Zoloft* para depressão é de 50 mg/dia.

No tratamento de TOC ou de distúrbio do pânico, a dose mínima eficaz recomendada de sertralina é de 50 mg/dia. Entretanto, o tratamento para distúrbio do pânico deve iniciar a 25 mg/dia, aumentando para 50 mg/dia após uma semana. Este regime de dosagem tem demonstrado reduzir a frequência de efeitos colaterais74 emergentes no início do tratamento, característicos do distúrbio do pânico.

Para todas as indicações, a dose diária pode ser aumentada em incrementos de 50 mg dentro de um período de várias semanas. A dose máxima recomendada de sertralina é de 200 mg/dia.

O início dos efeitos terapêuticos pode ocorrer dentro de 7 dias. Entretanto, períodos maiores são usualmente necessários, especialmente em TOC.

A dose de Zoloft* durante a terapia de manutenção prolongada deverá ser mantida com a menor dose eficaz, com subsequentes ajustes dependendo da resposta terapêutica73.Assim como com muitos outros medicamentos, Zoloft* deve ser usado com cuidado em pacientes com insuficiência renal42 e hepática41 (vide "Advertências e Precauções").

Uso em Crianças:

A segurança e a eficácia do uso da sertralina em crianças não foi completamente estabelecida. Em estudos clínicos em pacientes com idade entre 6 a17 anos com depressão ou TOC, a sertralina apresentou um perfil de farmacocinética similar ao encontrado em adultos.

Uso em Idosos:

A mesma dosagem indicada para pacientes75 mais jovens pode ser utilizada em pacientes idosos.

Conduta na Superdosagem de Zoloft

Conforme as evidências disponíveis, Zoloft* tem ampla margem de segurança em superdosagem.
Superdosagem de Zoloft* isoladamente em doses de até 8 g foram relatadas. Mortes envolvendo superdosagens de Zoloft* em associação à outras drogas e/ou álcool foram relatadas. Portanto, qualquer superdosagem deve ser tratada rigorosamente.

Nenhuma terapia específica está recomendada e não existem antídotos específicos para sertralina.

Estabeleça e mantenha respiração assistida, assegure ventilação76 e oxigenação adequadas. Carvão ativado, o qual pode ser utilizado com um agente catártico, pode ser tão ou mais eficaz do que emese77 ou lavagem e deve ser considerado no tratamento de superdosagem. Monitorizações cardíaca e dos sinais vitais33 são recomendadas juntamente com o controle dos sintomas26 e medidas gerais de suporte. Devido ao amplo volume de distribuição da sertralina, diurese78 forçada, diálise79, hemoperfusão e trocas transfusionais provavelmente não trarão benefícios.

ZOLOFT - Laboratório

PFIZER
Av. Presidente Tancredo de Almeida Neves, 1555
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Tel: 0800-16-7575
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Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
3 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
4 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
5 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
6 Sudorese: Suor excessivo
7 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
8 Ejaculação: 1. Ato de ejacular. Expulsão vigorosa; forte derramamento (de líquido); jato. 2. Em fisiologia, emissão de esperma pela uretra no momento do orgasmo. 3. Por extensão de sentido, qualquer emissão. 4. No sentido figurado, fartura de palavras; arrazoado.
9 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
10 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
11 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
12 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
13 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
14 Psicomotora: Própria ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
15 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
16 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
17 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
18 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
19 Psicomotor: Próprio ou referente a qualquer resposta que envolva aspectos motores e psíquicos, tais como os movimentos corporais governados pela mente.
20 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
21 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
22 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
23 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
24 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
25 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
26 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
27 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
28 Agorafobia: Estado de medo mórbido de se achar sozinho em grandes espaços abertos ou de atravessar lugares públicos. Também conhecida como cenofobia.
29 IMAO: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
30 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
31 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
32 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
33 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
34 Delírio: Delirio é uma crença sem evidência, acompanhada de uma excepcional convicção irrefutável pelo argumento lógico. Ele se dá com plena lucidez de consciência e não há fatores orgânicos.
35 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
36 Período de washout: Período de eliminação, ou seja, um planejamento de washout entre as intervenções, a fim de esperar a cessação de um possível efeito residual de uma intervenção.
37 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
38 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
39 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
40 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
41 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
42 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
43 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
44 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
45 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
46 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
47 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
48 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
49 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
50 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
51 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
52 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
53 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
54 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
55 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
56 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
57 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
58 Galactorréia: Secreção mamária anormal de leite fora do período de amamentação. Pode ser produzida por distúrbios hormonais ou pela ação de medicamentos.
59 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
60 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
61 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
62 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
63 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
64 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
65 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
66 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
67 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
68 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
69 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
70 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
71 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
72 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
73 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
74 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
75 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
76 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
77 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
78 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
79 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.

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