LIORAM

Mantecorp

Atualizado em 09/12/2014

LIORAM®
Hemitartarato de zolpidem
Comprimidos revestidos

Forma Farmacêutica/Apresentação de Lioram

LIORAM apresenta-se em embalagens contendo 10 ou 20 comprimidos revestidos.USO ADULTO
Cada comprimido revestido contém 10 mg de hemitartarato de zolpidem.
Excipientes: lactose1, celulose microcristalina, hipromelose, amidoglicolato de sódio, estearato de magnésio, dióxido de titânio e polietilenoglicol.

Informação ao Paciente de Lioram

LIORAM é um medicamento que possui em sua fórmula uma substância chamada zolpidem. O zolpidem age sobre os centros do sono que estão localizados no cérebro2. Por isso, o médico prescreve LIORAM para o tratamento da insônia, isto é, para aquelas pessoas que têm dificuldade em adormecer ou de permanecer adormecidas. LIORAM induz o sono, começando a agir poucos minutos após sua administração. Instala-se então um sono profundo e restaurador com redução da freqüência de interrupções e aumento do tempo dormido. No dia seguinte o despertar é normal, sem "ressaca", não havendo redução da capacidade física e mental. No entanto, este medicamento não elimina a causa da insônia.
Conservar em temperatura abaixo de 25ºC, protegido da luz.
A validade do produto encontra-se gravada na embalagem externa. Em caso de vencimento, inutilize o produto. Leia a bula antes de usar.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o seu término.
Informar ao médico se está amamentando.
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Somente o médico pode prescrever o uso do LIORAM, o modo de usar e o tempo de tratamento. O produto deve ser tomado imediatamente antes de se deitar.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico. A suspensão abrupta do LIORAM pode ocasionar reações desagradáveis.
Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis com o uso de LIORAM, em especial sintomas4 como fadiga5, episódios de confusão, problemas de memória e percepção, agitação noturna, dor de cabeça6, vertigem7, sonolência diurna, visão8 dupla e dificuldade na locomoção. Foram relatados alguns casos de fraqueza, distúrbios gastrintestinais, alterações da libido9 e reações cutâneas10. Essas reações ocorrem com mais frequência em pacientes idosos e no início da terapia.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
A ingestão de álcool, benzodiazepínicos e de outros depressores do sistema nervoso central11 pode reforçar ou modificar o efeito do LIORAM; por esta razão, estes medicamentos, bem como bebidas alcoólicas, não são aconselhados durante o tratamento.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
LIORAM é contra-indicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao zolpidem e não deve ser usado por mulheres grávidas ou que estejam amamentando e também por crianças com menos de 15 anos. LIORAM também não deve ser administrado a pacientes que apresentem apnéia obstrutiva do sono12, problemas no fígado13 ou rins14, distúrbios respiratórios ou musculares (miastenia15).
Devido ao risco de sonolência que o produto pode provocar, é necessário cautela quando da condução de veículos ou operação de máquinas. Pacientes idosos podem requerer doses reduzidas.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE16.

Informação Técnica de Lioram

Farmacodinâmica de Lioram

LIORAM possui como princípio ativo o zolpidem, um agente hipnótico pertencente ao grupo das imidazopiridinas.
Estudos experimentais demonstraram que zolpidem promove um efeito sedativo em doses muito inferiores àquelas necessárias para obtenção de um efeito anticonvulsivante, relaxante muscular ou ansiolítico.
Esses efeitos são devidos a uma atividade agonista17 seletiva sobre um receptor GABA18-ÔMEGA, que modula a abertura do canal de cloro. O zolpidem é um agonista17 preferencial da subclasse de receptores ômega 1 (BZD1). No homem, zolpidem encurta o tempo de indução ao sono, reduz o número de despertares noturnos e aumenta a duração total do sono, melhorando sua qualidade. Esses efeitos estão associados a um perfil eletroencefalográfico específico, diferente daquele observado com as benzodiazepinas. Estudos em laboratório de sono mostraram que zolpidem prolonga o estágio II do sono bem como os estágios de sono profundo (III e IV). Na dosagem recomendada, o zolpidem não possui efeito sobre a duração total do sono paradoxal19 (fase REM).

Farmacocinética de Lioram

Absorção - Após administração oral, o zolpidem apresenta uma biodisponibilidade de aproximadamente 70%, com as concentrações plasmáticas máximas sendo alcançadas entre 0,5 e 3 horas.
Distribuição - Em doses terapêuticas, zolpidem possui farmacocinética linear. A ligação às proteínas20 plasmáticas é da ordem de 92% e o volume de distribuição em adultos é de 0,54±0,02 l/Kg.
Eliminação - Zolpidem é metabolizado no fígado13 e eliminado na forma de metabólitos21 inativos, na urina22 (aproximadamente 60%) e nas fezes (aproximadamente 40%), não possuindo efeito indutivo sobre as enzimas hepáticas23. A meia-vida plasmática é, em média, de 2,4 horas (0,7 a 3,5 horas).
Em pacientes idosos, observa-se uma diminuição na depuração hepática24, havendo um aumento de cerca de 50% nas concentrações de pico, sem prolongamento significativo na meia-vida (média: 3 horas). O volume de distribuição apresenta-se reduzido em 0,34±0,05 l/Kg.
Na presença de insuficiência renal25, com ou sem diálise26, ocorre uma leve diminuição na depuração renal27, mas os outros parâmetros cinéticos não são alterados. O zolpidem não é dialisável.
A biodisponibilidade encontra-se aumentada em pacientes com insuficiência hepática28. A depuração é consideravelmente reduzida e a meia-vida prolongada (aproximadamente 10 horas).

Indicações de Lioram

LIORAM está indicado no tratamento de insônia ocasional, transitória ou crônica.

Contra-Indicações de Lioram

LIORAM está contra-indicado nos seguintes casos: -Hipersensibilidade ao zolpidem ou a qualquer um dos componentes da fórmula;
-Insuficiência respiratória29 severa ou aguda;
-Insuficiência hepática28 severa;
-Apnéia30 noturna;
-Miastenia15 gravis;
-Por falta de estudos, LIORAM não deve ser prescrito para crianças.

Precauções e Advertências de Lioram

A causa primária da insônia deve ser identificada sempre que possível e as suas causas tratadas antes da prescrição de um hipnótico. A falta de efeito do tratamento após 7 a 14 dias de uso pode indicar a presença de um distúrbio psiquiátrico primário ou uma desordem física devendo o paciente ser reavaliado.
Dependência e Tolerância
O uso de sedativos/hipnóticos ou de substâncias similares, pode levar ao desenvolvimento de dependência física ou psíquica, assim como, o uso repetido por algumas semanas pode resultar em perda de eficácia. Estas características, entretanto, não foram observadas com o uso de zolpidem nas doses e duração de tratamento recomendadas. O risco de dependência é maior se o zolpidem é utilizado acima das doses e da duração de tratamento recomendada. Este risco é aumentado em pacientes com distúrbios psiquiátricos, história de alcoolismo ou abuso de drogas. LIORAM só deve ser administrado a este grupo de pacientes sob cuidadosa supervisão médica.
Na presença de dependência física, a descontinuação abrupta do zolpidem pode causar o aparecimento de sintomas4 de abstinência: cefaléia31, dor muscular, ansiedade, tensão, agitação, confusão e irritabilidade.
Em casos severos, os seguintes sintomas4 podem ocorrer: desrealização, despersonalização, hiperacusia, dormência32 e formigamento das extremidades, hipersensibilidade à luz, barulho e a contatos físicos, alucinações33 e convulsões.
Insônia de rebote
A interrupção abrupta de um tratamento com hipnóticos em posologia e duração acima das recomendadas pode provocar insônia de rebote transitória (reaparecimento de insônia às vezes mais grave do que aquela que motivou o tratamento) e pode também causar outros sintomas4 (alterações do humor, ansiedade, agitação). Portanto, a posologia deve ser reduzida gradualmente e o paciente deve ser informado.
Amnésia34
Sedativos e hipnóticos podem causar amnésia34 anterógrada, que em geral ocorre algumas horas após administração. Por essa razão, aconselha-se tomar o medicamento imediatamente antes de deitar, sendo importante assegurar condições favoráveis para um sono ininterrupto de 7-8 horas.
Reações paradoxais e de tipo psiquiátrico
Às vezes sintomas4 contrários ao efeito desejado, ou reações de tipo psiquiátrico: exacerbação da insônia, pesadelos, nervosismo, irritabilidade, agitação, agressividade, acessos de raiva35, idéias delirantes, alucinações33, comportamento inapropriado e outros distúrbios de comportamento, podem ocorrer com o uso de sedativos e hipnóticos. Nesse caso, o produto deve ser descontinuado. Essas reações são mais prováveis em idosos.
Cuidados na direção de veículos ou realização de tarefas que exijam atenção
Pacientes que dirigem veículos ou operam máquinas devem ser alertados para a possibilidade de sonolência na manhã seguinte à administração de zolpidem. Para minimizar este risco,  recomenda-se que a duração do sono seja de 7-8 horas.
Risco de uso por via de administração não recomendada
Não há estudos dos efeitos de LIORAM administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente pela via oral.

Uso na Gravidez3 e Lactação36 de Lioram

Gravidez3 - Embora estudos em animais não tenham evidenciado efeitos teratogênicos37 ou embriotóxicos, a segurança do medicamento durante a gravidez3 ainda não foi estabelecida. O zolpidem deve ser evitado durante a gravidez3, principalmente durante o primeiro trimestre.Se prescrito a mulheres em idade fértil, deve-se orientar a paciente a contatar o médico a respeito da interrupção do tratamento, quando houver intenção ou suspeita de gravidez3.
Em caso de utilização de zolpidem durante os três últimos meses da gravidez3 ou durante o trabalho de parto, efeitos no neonato38 como hipotermia39, hipotonia40 e depressão respiratória moderada, podem ocorrer em razão da ação farmacológica do produto.
Lactação36 - Embora a concentração de zolpidem no leite materno seja baixa, ele não deve ser utilizado por mulheres durante o período de amamentação41.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em Idosos, Crianças e Outros Grupos de Risco de Lioram

Pacientes idosos
Pacientes idosos podem apresentar uma sensibilidade maior aos efeitos do zolpidem.
Recomenda-se um acompanhamento mais estrito neste tipo de paciente. A posologia preconizada42 para pacientes43 acima de 65 anos deve ser rigorosamente seguida.
Outros grupos de risco
- Hipnóticos e similares não devem ser a medicação principal para o tratamento de pacientes psicóticos.
- Deve-se tomar extremo cuidado com pacientes com história de alcoolismo ou dependência a drogas.
- Em pacientes com insuficiência respiratória29, deve-se levar em consideração que hipnóticos e similares podem causar depressão respiratória. No entanto, estudos preliminares não demonstraram depressão respiratória quando administrada a dose recomendada.
- O zolpidem deve ser administrado com cautela em paciente que apresentam sintomas4 de depressão e que podem apresentar tendências suicidas. A menor dose possível deve ser empregada nesses pacientes.

Interações Medicamentosas de Lioram

Associações não recomendadasDeve ser evitada a ingestão de LIORAM juntamente com bebidas alcoólicas ou de medicamentos contendo álcool.
O álcool promove uma intensificação do efeito de sedativos e hipnóticos ou de substâncias relacionadas, com reflexo sobre a vigilância, aumentando o risco na condução de veículos ou na operação de máquinas.
Associações a serem monitoradas cuidadosamente
- O aumento da depressão do Sistema Nervoso Central11 pode ocorrer no caso de uso concomitante com antipsicóticos (neurolépticos44), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, agentes antidepressivos, analgésicos45 narcóticos, drogas antiepiléticas, anestésicos e antihistamínicos. Entretanto no uso de inibidores seletivos da recapatação de serotonina (fluoxetina e sertralina) nenhuma interação farmacocinética ou farmacodinâmica tem sido observada.
- No caso de analgesia por narcóticos, pode ocorrer aumento da sensação de euforia levando a ocorrência de dependência psicológica.
- Compostos que inibem certas enzimas hepáticas23 (particularmente o citocromo P450) podem aumentar a atividade de alguns hipnóticos.
- LIORAM é metabolizado por várias enzimas hepáticas23 do citocromo P450: sendo as principais CYP3A4 com a contribuição da CYP1A2.
- O efeito farmacodinâmico de LIORAM é menor quando é administrado com rifampicina (um indutor de CYP3A4). Entretanto, quando LIORAM foi administrado com itraconazol (um inibidor do CYP3A4), a farmacocinética e a farmacodinâmica não foram significativamente modificadas. A relevância clínica destes resultados não é conhecida.
- Quando LIORAM foi administrado junto com varfarina, digoxina, ranitidina ou cimetidina, nenhuma interação farmacocinética foi observada.
Alimentos
Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de alimentos na ação de LIORAM.

Reações Adversas de Lioram

As seguintes reações adversas estão relacionadas com a dose e a suscetibilidade de cada paciente, usualmente ocorrendo na hora seguinte à administração de LIORAM, caso o paciente não vá para o leito e adormeça imediatamente: fadiga5, episódios de confusão, instabilidade na marcha, tonteira, cefaléia31, sonolência diurna, perda da capacidade de vigília, fraqueza muscular e diplopia46. Essas reações ocorrem com mais frequência em pacientes idosos e no início da terapia.
Outros efeitos como distúrbios gastrintestinais, alterações na libido9 e reações cutâneas10, foram reportados ocasionalmente.
Amnésia34 - Amnésia34 anterógrada pode ocorrer nas doses terapêuticas mas o risco aumenta em doses maiores. Os efeitos da amnésia34 podem estar associados a um comportamento inapropriado.
Reações paradoxais e de tipo psiquiátrico - Sintomas4 como exacerbação da insônia, pesadelos, nervosismo, irritabilidade, agitação, agressividade, acessos de raiva35, alucinações33, comportamento inapropriado, sonambulismo e outros distúrbios de comportamento podem ocorrer com o uso de sedativos e hipnóticos. Essas reações ocorrem com mais frequência em pacientes idosos.
Dependência - Quando o zolpidem é administrado de acordo com as recomendações de dose, duração do tratamento e advertências, o risco de sintomas4 de abstinência ou fenômeno de rebote é mínimo.
Depressão - Uma depressão pré-existente pode ser revelada durante o uso de zolpidem. Sendo a insônia um possível sintoma47 de depressão, deve ser feito uma reavaliação do paciente, caso esse sintoma47 persista.
Amnésia34, insônia de rebote, tolerância e dependência: ver "Precauções e Advertências".
Testes laboratoriais - Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de LIORAM em testes laboratoriais.

Posologia de Lioram

A duração do tratamento deve ser a mais curta possível, não devendo ultrapassar quatro semanas: - Insônia ocasional: de 2 a 5 dias
- Insônia transitória: de 2 a 3 semanas
Em alguns casos pode ser necessário ultrapassar o período de quatro semanas. Isso só deverá ser feito após uma reavaliação do estado clínico do paciente.
Adultos abaixo de 65 anos - 1 comprimido de 10 mg por dia.
Adultos com idade acima de 65 anos ou com insuficiência hepática28 - ½ comprimido (5 mg) por dia. A dose somente deve ser aumentada para um comprimido (10 mg) em casos excepcionais.
Em todos os casos, a dosagem não deve exceder 10 mg por dia. A administração deve ser feita imediatamente antes de deitar.

Superdosagem de Lioram

Os sinais48 de superdosagem com zolpidem são primeiramente caracterizados por depressão do sistema nervoso central11, variando de sonolência ao coma49.
Em doses de até 400 mg, o prognóstico50 sempre tem sido favorável.
Na superdosagem com zolpidem, associado a outros depressores do sistema nervoso central11 ou álcool, tem sido referida sintomatologia severa e potencialmente fatal.
Em casos de superdosagem, medidas de suporte devem ser utilizadas. Se não houver vantagens no esvaziamento gástrico, deve ser administrado carvão ativado para reduzir a absorção. Se ocorrer estados de excitação, deve ser administrado algum sedativo. A utilização de flumazenil deve ser avaliada nos casos de superdose intencional ou acidental, porém a administração de flumazenil pode contribuir no aparecimento de sintomas4 neurológicos (convulsões).

Pacientes Idosos de Lioram

Pacientes idosos podem apresentar uma sensibilidade maior aos efeitos do zolpidem. Recomenda-se um acompanhamento mais estrito neste tipo de paciente. A posologia preconizada42 para pacientes43 acima de 65 anos deve ser rigorosamente seguida.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA - SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DE RECEITA.
MS 1.0093.0190
Farm. Resp.: Lucia Lago Hammes - CRF-RJ 2.804

Embalado por:
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SANOFI WINTHROP INDUSTRIE, Tours, França

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O número de lote, data de fabricação e término do prazo de validade encontram-se gravados na embalagem externa deste produto.
lio10/jul/06

LIORAM - Laboratório

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Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
6 Cabeça:
7 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
9 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
10 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
11 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
12 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.
13 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
14 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
15 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
16 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
17 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
18 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
19 Paradoxal: Que contém ou se baseia em paradoxo(s), que aprecia paradoxo(s). Paradoxo é o pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. É a aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.
20 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
21 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
22 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
23 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
24 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
25 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
26 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
27 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
28 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
29 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
30 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
31 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
32 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
33 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
34 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
35 Raiva: 1. Doença infecciosa freqüentemente mortal, transmitida ao homem através da mordida de animais domésticos e selvagens infectados e que produz uma paralisia progressiva juntamente com um aumento de sensibilidade perante estímulos visuais ou sonoros mínimos. 2. Fúria, ódio.
36 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
37 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
38 Neonato: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
39 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
40 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
41 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
42 Preconizada: Recomendada, aconselhada, pregada.
43 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
44 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
45 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
46 Diplopia: Visão dupla.
47 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
48 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
49 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
50 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.

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