EPREX

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 08/12/2014

EPREX®


Informações ao Paciente

(CCDS 0209)
alfaepoetina

Formas Farmacêuticas e apresentações
Eprex® (alfaepoetina) é uma solução injetável para administração intravenosa ou subcutânea1, disponível nas seguintes apresentações:
Seringas Preenchidas com dispositivo de segurança (PROTECS™):
Seringas Preenchidas de 0,5 mL com 1.000 UI/0,5 mL (2.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 0,5 mL com 2.000 UI/0,5 mL (4.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 0,3 mL com 3.000 UI/0,3 mL (10.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 0,4 mL com 4.000 UI/0,4 mL (10.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 1,0 mL com 10.000 UI/mL, em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 1,0 mL com 40.000 UI/mL, em embalagem com 1 unidade

Uso adulto e pediátrico
Uso intravenoso / subcutâneo2

Informações Gerais

Marca Comercial: EPREX®
Princípio Ativo: alfaepoetina
Classe Terapêutica3: Fator de Crescimento Hematopoiético

Composição

Veja a composição por mL na tabela a seguir:

Composição por mL

2.000 UI

4.000 UI

10.000 UI

40.000 UI

alfaepoetina

0,0168 mg

0,0336 mg

0,0840 mg

0,336 mg

cloreto de sódio

4,38 mg

4,38 mg

4,38 mg

4,38 mg

fosfato de sódio monobásico diidratado

1,16 mg

1,16 mg

1,16 mg

1,16 mg

fosfato de sódio dibásico diidratado

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

glicina

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

polissorbato

0,30 mg

0,30 mg

0,30 mg

0,30 mg

água para injetáveis

qsp 1 mL

qsp 1 mL

qsp 1 mL

qsp 1 mL

Como este medicamento funciona?

A eficácia de Eprex® (alfaepoetina) é medida pelo aumento da hemoglobina4 (quantidade de células5 vermelhas no sangue6) resultante do tratamento com Eprex® (alfaepoetina). O aumento da hemoglobina4 não é imediato. Geralmente leva algumas semanas para que a hemoglobina4 comece a aumentar. O tempo e a dose de Eprex® (alfaepoetina) necessários para promover o aumento varia de acordo com cada paciente.

Por que este medicamento foi indicado?

Você deve ler atentamente esta bula antes de começar o tratamento com Eprex® (alfaepoetina). Estas informações não substituem as orientações do seu médico. Você e seu médico devem conversar a respeito das suas condições médicas antes do início e durante o tratamento com Eprex® (alfaepoetina). Se houver alguma informação que você não entenda ou se você necessitar de esclarecimentos adicionais, consulte o seu médico, que ele poderá orientá-lo.
Eprex® (alfaepoetina) está indicado:
- no tratamento da anemia7 secundária a insuficiência renal8 crônica, em pacientes pediátricos e adultos em diálise9 ou em fase pré-diálise9;
- no tratamento da anemia7 associada ao câncer10 não mielóide e secundária a quimioterapia11 mielossupressora;
- na anemia7 do paciente com AIDS e submetido ao tratamento com zidovudina (AZT).
- no programa de doação sanguínea autóloga para facilitar  a coleta de sangue6 autólogo e diminuir o risco de transfusões alogeneicas em pacientes com anemia7 moderada (hemoglobina4 entre 10-13 g/dL e sem deficiência de ferro). Esses pacientes serão submetidos a cirurgia efetiva de grande porte onde se estima uma necessidade transfusional elevada (mais de 4 unidades para o sexo feminino e mais de 5 unidades para o sexo masculino).
- para aumentar os níveis de hemoglobina4 no período pré-operatório, evitando-se transfusões autólogas, em pacientes adultos que serão submetidos a cirurgias ortopédicas de grande porte. A anemia7 deve ser moderada (hemoglobina4 entre 10-13 g/dL), o paciente não deve estar em programa de doação sanguínea autóloga e a perda de sangue6 esperada deve ser moderada (900-1800 ml).

Quando não devo usar este medicamento?

Contra-indicações
Hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula do medicamento.
- Pressão alta não controlada com medicamento.
- Doença grave no coração12, nas artérias13, nas carótidas14 ou doença vascular15 cerebral, em pacientes que serão submetidos a cirurgia ortopédica de grande porte e não serão incluídos em programa de doação sanguínea autóloga.

Advertências
Avise seu médico se você apresentar ou já tiver apresentado alguma das seguintes condições:
- doença do coração12 (como angina16);
- distúrbios da circulação17 sangüínea, resultando em pontadas e agulhadas, mãos18 ou pés frios
  ou câimbras19 musculares nas pernas;
- distúrbios de coagulação20 sangüínea;
- ataques epilépticos ou convulsões;
- câncer10;
- anemia7 de outras causas;
- insuficiência hepática21.
Informe seu médico se você não puder utilizar medicamentos para afinar o sangue6.
Se você for atendido em um hospital ou por outro médico para qualquer tratamento ou for submetido a um exame de sangue6, lembre-se de informar que você está usando Eprex® (alfaepoetina), pois Eprex® (alfaepoetina) pode alterar os resultados.
Informe seu médico se você apresenta quaisquer outros problemas médicos uma vez que eles podem interferir no uso de Eprex® (alfaepoetina).
Mulheres com insuficiência renal8 crônica- podem ter a menstruação22 interrompida.
Algumas destas mulheres podem ter reinício do ciclo menstrual após correção da anemia7 com Eprex® (alfaepoetina). Assim, antes de iniciar o uso de Eprex® (alfaepoetina), as mulheres devem conversar com seu médico sobre a necessidade de usar métodos para prevenir a gravidez23. Lembre-se de informar o seu médico se você usou Eprex® (alfaepoetina) ou outro medicamento a base de epoetina no passado e se sua anemia7 piorou.
Informe seu médico imediatamente se você começar a sentir cansaço, tontura24 ou falta de ar.

Precauções
Eprex® (alfaepoetina) não deve ser usado:
- após o prazo de validade do medicamento;
- se o lacre estiver rompido;
- se o líquido apresentar coloração ou partículas em suspensão;
- se você souber ou achar que Eprex® pode ter sido acidentalmente congelado;
- se houver uma falha no funcionamento da geladeira;
- se você souber ou suspeitar que Eprex® tenha sido deixado a temperatura ambiente por mais de 60 minutos antes da injeção25.

Interações Medicamentosas
Embora Eprex® (alfaepoetina) normalmente não reaja com outros medicamentos, informe seu médico se você estiver usando ou tenha recentemente usado alguma outra medicação.
Se você estiver tomando um fármaco26 (medicamento) conhecido por ciclosporina (para suprimir seu sistema imune27 após um transplante), seu médico deve solicitar testes sanguíneos especiais para verificar os níveis de ciclosporina enquanto você estiver utilizando Eprex® (alfaepoetina).
Eprex® (alfaepoetina) deve ser utilizado sozinho. Não deve ser misturado a outros líquidos para a injeção25.

Gravidez23 (Categoria C) e Lactação28
Eprex® (alfaepoetina) não é recomendado em pacientes cirúrgicas grávidas ou amamentando.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Não há contra-indicação relativa a faixas etárias.
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde29.

Como devo usar este medicamento?

Aspecto Físico
Eprex® (alfaepoetina) é uma solução injetável transparente e translúcida.

Características Organolépticas
Não se aplica.

Dosagem
Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via intravenosa ou subcutânea1.
Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica
Em pacientes com insuficiência renal8 crônicae acesso intravenoso disponível (pacientes em hemodiálise30), a administração de Eprex® (alfaepoetina) por via intravenosa é preferível. Se o acesso intravenoso não estiver disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. A concentração de hemoglobina4 ideal deve ser de 10 a 12 g/dL em adultos e de 9,5 a 11 g/dL em crianças.
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica a hemoglobina4 deve ser mantida no máximo em 12 g/dL.
O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes antes e durante o tratamento e a suplementação31 com ferro deve ser feita, se necessário. Outras causas de anemia7 como deficiência de vitamina32 B12 ou de ácido fólico devem ser excluídas antes de iniciar a terapia com Eprex® (alfaepoetina).
Na fase de correção da anemia7, a dose de Eprex® (alfaepoetina) deve ser aumentada se a hemoglobina4 não aumentar 1 g/dL/mês. Um aumento clinicamente significativo na hemoglobina4 geralmente não é observado em menos de 2 semanas e pode requerer até 6 - 10 semanas em alguns pacientes. Uma vez atingida a concentração ideal de hemoglobina4, a dose deve ser diminuída em 25 UI/KgKg/dose, com o objetivo de evitar um excesso no nível ideal. Além disso, se a concentração de hemoglobina4 exceder 12 g/dL, a terapia deve ser descontinuada (interrompida).
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica, a  concentração de hemoglobina4 não deve exceder 12 g/dL. Níveis de hemoglobina4 superiores a 12 g/dL podem estar associados com maior risco de eventos cardiovasculares, incluindo morte.
Reduções da dose podem ser feitas através da omissão (não utilização) de uma das doses semanais ou pela redução da quantidade de cada dose.

Pacientes Adultos em Hemodiálise30
Em pacientes em hemodiálise30, com acesso intravenoso disponível  a administração de Eprex® (alfaepoetina) por via intravenosa é preferível. Se o acesso intravenoso não estiver disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/KgKg, três vezes por semana. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, três vezes por semana, em intervalos de pelo menos 4 semanas, até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
A dose usual para manter as concentrações ideais de hemoglobina4 está entre 30 e 100 UI/Kg, três vezes por semana. Dados disponíveis sugerem que pacientes com anemia7 grave com valores basais de hemoglobina4 < 6 g/dL podem requerer doses de manutenção maiores do que os pacientes com anemia7 menos grave.

Pacientes Adultos em Diálise Peritoneal33
Em pacientes em diálise peritoneal33, sem acesso intravenoso disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, duas vezes por semana, por via subcutânea1. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, duas vezes por semana, em intervalos de pelo menos 4 semanas até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
A dose usual para manter as concentrações ideais de hemoglobina4 está entre 25 e 50 UI/Kg, duas vezes por semana.

Pacientes Adultos em Pré-diálise9
Em pacientes com insuficiência renal8 ainda não submetidos a diálise9, sem acesso intravenoso disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. O tratamento é dividido em duas fases:
Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, três vezes por semana, por via subcutânea1 ou intravenosa. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, três vezes por semana, em intervalos de pelo menos 4 semanas, até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
A dose usual para manter as concentrações ideais de hemoglobina4 está entre 17 e 33 UI/Kg, três vezes por semana.

Pacientes Pediátricos em Hemodiálise30
O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, três vezes por semana, por via intravenosa. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, três vezes por semana, em intervalos de pelo menos 4 semanas, até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
Geralmente, crianças com peso inferior a 30 Kg requerem uma dose de manutenção maior que as crianças com peso superior a 30 Kg e os adultos. Em estudos clínicos, as seguintes doses de manutenção foram observadas após 6 meses de tratamento:

Peso (Kg)

Mediana da dose

Dose (UI/Kg administrada 3x / semana)

< 10

100

75-150

10-30

75

60-150

> 30

33

30-100

Os dados disponíveis sugerem que os pacientes com anemia7 grave com valores basais de hemoglobina4 < 6,8 g/dL podem requerer doses de manutenção maiores que os pacientes com anemia7 menos grave.

Pacientes com Câncer10
A via subcutânea1 deve ser usada. A concentração de hemoglobina4 ideal deve ser de aproximadamente 12 g/dL e deve ser individualizada com base na avaliação do paciente.
Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado para o tratamento de pacientes com anemia7 sintomática34.
A dose inicial para a prevenção ou tratamento da anemia7 deve ser de 150 UI/Kg, 3 vezes por semana, por via subcutânea1. Se, após 4 semanas de tratamento, o aumento nos níveis de hemoglobina4 for < 1 g/dL, a dose deve ser aumentada para 300 UI/Kg, por 4 semanas. Se, após 4 semanas de terapia com 300 UI/Kg, a hemoglobina4 tiver aumentado menos que 1 g/dL, a resposta do indivíduo ao Eprex® (alfaepoetina) é improvável e o tratamento deve ser descontinuado. Em pacientes adultos o tratamento da anemia7 também pode ser feito com Eprex® (alfaepoetina) 40.000 UI por via subcutânea1 uma vez por semana.
Uma taxa de aumento de hemoglobina4 > 1 g/dL por 2 semanas ou 2 g/dL por mês ou níveis de hemoglobina4 > 12 g/dL devem ser evitados. Se os níveis de hemoglobina4 são aumentados em mais de 1 g/dL por 2 semanas ou 2 g/dL por mês ou se a hemoglobina4 estiver próxima de 12 g/dL, deve-se reduzir a dose de Eprex® (alfaepoetina) em cerca de 25 - 50%. Se a hemoglobina4 exceder 12 g/dL, a terapia deve ser descontinuada até que estes níveis caiam para 12 g/dL e então, reinstitue-se a terapia com Eprex® (alfaepoetina) com uma dose 25% abaixo da dose prévia.
O tratamento com alfaepoetina deve ser mantido até um mês após o término da quimioterapia11. Entretanto, a necessidade de continuar o tratamento deve ser reavaliada periodicamente.
O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes (Veja o item " Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica ").

Pacientes portadores de AIDS tratados com zidovudina (AZT)
Antes do início do tratamento com Eprex® (alfaepoetina), recomenda-se que o nível de eritropoetina35 sérica seja determinado antes da transfusão36. Os dados disponíveis sugerem que os pacientes com níveis séricos de eritropoetina35 > 500 mUI/mL provavelmente não responderão à terapia com Eprex® (alfaepoetina).

Fase de Correção
Dose de 100 UI/Kg três vezes por semana, por via subcutânea1 ou intravenosa, durante 8 semanas. Se a resposta não for satisfatória (isto é, redução das necessidades de transfusões ou hemoglobina4 aumentada) após 8 semanas de tratamento, a dose de Eprex® (alfaepoetina) pode ser aumentada. Os aumentos de dose devem ser feitos em incrementos de 50-100 UI/Kg, três vezes por semana, em intervalos de pelo menos 4 semanas. Se os pacientes não tiverem respondido satisfatoriamente a uma dose de 300 UI/Kg três vezes por semana, é pouco provável que eles responderão a doses maiores.

Fase de Manutenção
Após a obtenção da resposta desejada, a dose deve ser titulada para manutenção da hemoglobina4 entre 10-12 g/dL, baseado em fatores tais como variações na dose de zidovudina e a presença de infecções37 intercorrentes ou episódios inflamatórios. Se a hemoglobina4 exceder 13 g/dL, a dose deve ser descontinuada até que a hemoglobina4 diminua a 12 g/dL. Quando o tratamento é reiniciado, a dose deve ser reduzida em 25%, e então titulada para a manutenção da hemoglobina4 desejada. O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes (Veja o item "Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica").

Programa de doação de sangue6 autólogo em pacientes adultos a serem submetidos à cirurgia
Todas as contra-indicações, precauções e advertências associadas ao programa de doação sangüínea autóloga devem ser respeitadas. Eprex® (alfaepoetina) deve ser administrado após o término de cada procedimento de doação, via endovenosa, 3 semanas antes da cirurgia.
Para pacientes38 que necessitam de menor grau de estimulação da eritropoese, a posologia de Eprex® (alfaepoetina) é de 150-300 UI/Kg, duas vezes por semana. Para pacientes38 com hemoglobina4 entre 10-13 g/dL que necessitam de pré-depósito de pelo menos 4 unidades de sangue6, recomenda-se a posologia de 600 UI/Kg por intravenosa, duas vezes por semana.

O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes (Veja o item "Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica"). A suplementação31 adequada com ferro (por exemplo, pelo menos 200 mg de ferro elementar via oral diariamente) deve ser iniciada assim que possível e deve ser continuada ao longo de toda a terapia.

Pacientes em pré-operatório (que não participam de programa de doação de sangue6 autólogo)
Deve ser usada a via subcutânea1 de administração. Todos os pacientes tratados com Eprex® (alfaepoetina) devem receber uma adequada suplementação31 de ferro (por exemplo, 200 mg/dia de ferro elementar, por via oral), durante todo o tempo de tratamento com Eprex® (alfaepoetina). A dose recomendada é de 600 UI/Kg de Eprex® (alfaepoetina), por semana, durante três semanas antes da cirurgia (dias -21, -14 e -7)  e no dia da cirurgia. Caso a cirurgia tenha indicação médica de ocorrer em menos de 3 semanas, a dose de 300 UI/Kg deve ser administrada diariamente durante dez dias consecutivos, antes da cirurgia, no dia da cirurgia e nos quatro dias imediatamente posteriores à cirurgia.  A administração deve ser interrompida caso a hemoglobina4 atinja 15 g/dL.

Como Usar
Recomenda-se que as injeções sejam feitas por pessoal treinado. Não use Eprex® (alfaepoetina), se houver partículas em suspensão dentro da seringa39 (ou do frasco-ampola). Para as injeções, devem ser utilizadas seringa39 e agulhas apropriadas e descartáveis. A área de aplicação deve ser desinfetada com álcool antes da aplicação. Não agite a solução, pois isto pode desnaturar a glicoproteína, tornando-a inativa. Não congele a seringa39 preenchida. Deve-se prestar atenção para que a dose correta seja administrada. NÃO ADMINISTRE OUTRAS MEDICAÇÕES SIMULTANEAMENTE, NA MESMA SERINGA39. Apenas uma dose de Eprex® (alfaepoetina) deve ser aplicada a partir de cada seringa39 preenchida ou frasco-ampola. Qualquer fluido que sobrar deve ser descartado.. Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida com dispositivo de segurança (PROTECS™) apresenta dispositivo de segurança (PROTECS™) o qual contribui para a prevenção de acidentes perfuro-cortantes.

Uso Intravenoso
A injeção25 deve ser aplicada durante 1 a 5 minutos, dependendo da dose total. Em pacientes em hemodiálise30, a medicação deve ser aplicada durante ou após a sessão de diálise9. Para lavar o sistema de administração e garantir uma injeção25 satisfatória do medicamento na circulação17, a injeção25 deve ser seguida por 10 mL de solução salina. Injeções mais lentas, durante 5 minutos, podem ser benéficas em pacientes que apresentem efeitos colaterais40 do tipo gripal. Eprex® (alfaepoetina) não deve ser administrado em infusão ou combinado a outras soluções parenterais.

Uso Subcutâneo2
Após assepsia41 (limpeza) local, injete a quantidade adequada por via subcutânea1. Pode-se utilizar, por exemplo, a face42 anterior da coxa43, os braços ou a parede abdominal44 anterior. Portanto, no caso de volumes maiores, deve-se utilizar mais de um local de aplicação.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
Não use o medicamento se o prazo de validade estiver vencido.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Quais males que este medicamento pode causar?

Como qualquer outro medicamento, Eprex® (alfaepoetina) pode causar efeitos colaterais40 indesejáveis:
- Se você apresentar dor de cabeça45, particularmente súbita do tipo enxaqueca46, começar a se sentir confuso ou tiver convulsão47, informe seu médico imediatamente. Estes podem ser sinais48 de um aumento repentino na pressão arterial49 necessitando de um tratamento imediato.
- Aumento da pressão arterial49 que pode precisar de tratamento com fármacos, ou ajuste da dose dos medicamentos que você já esteja usando para pressão alta. Seu médico irá monitorar regularmente sua pressão arterial49 enquanto você estiver usando Eprex® (alfaepoetina).
- Sintomas50 parecidos com gripe51, como dor de cabeça45, dor pelo corpo, dor nas articulações52, fraqueza, cansaço, vertigem53 e calafrios54. Estes sintomas50 podem ser mais comuns no início do tratamento. Se você apresentar estes sintomas50 durante injeção25 intravenosa de Eprex® (alfaepoetina), diminuir a velocidade da injeção25 pode ajudar a evitá-los.
- Convulsões, erupções cutâneas55 e acúmulo de fluido sob a pele56 das pálpebras57 (edema58), que podem ser resultado de uma reação alérgica59.
- Vermelhidão, queimação e dor no local de aplicação de Eprex® (alfaepoetina).
Informe seu médico imediatamente se você começar a sentir cansaço, tontura24 ou falta de ar.
Estes sintomas50 podem significar resposta inadequada à alfaepoetina e as causas mais freqüentes são deficiência de ferro, infecções37, inflamações60, deficiência de vitaminas, perda de sangue6 e outros. Em pacientes com insuficiência renal8, os sintomas50 de cansaço, tontura24 ou falta de ar podem raramente estar relacionados a baixa produção de células5 vermelhas pela medula óssea61. Apenas o seu médico saberá identificar o problema e resolvê-lo.

O que fazer se alguém usar uma grande quantidade desde medicamento de uma sí vez?

A margem de segurança terapêutica3 de Eprex® (alfaepoetina) é muito ampla. A superdose por alfaepoetina pode produzir efeitos que são derivados dos efeitos farmacológicos do hormônio62. A resposta é dependente da dose e é individualizada para cada paciente. Em caso de superdose poderá ocorrer hipertensão arterial63. Flebotomia64 pode ser realizada na ocorrência de níveis excessivamente altos de hemoglobina4. Deve-se tomar cuidados adicionais de suporte de acordo com o necessário.

Onde e como devo guardar este medicamento?

Eprex® (alfaepoetina) deve ser conservado sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC) e protegido da luz. Não se deve congelar, nem agitar. Se você utiliza Eprex® (alfaepoetina) em casa, é importante considerar os seguintes pontos:
- Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida deve ser conservado na geladeira. Contudo, não guardar no congelador e nem no freezer.
- Conservar Eprex® (alfaepoetina) na embalagem original até o momento de utilizá-lo.
- Antes de usar Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida, deixá-lo a temperatura ambiente por 15 a 30 minutos. Nunca deixe Eprex® (alfaepoetina) em temperatura ambiente por mais de 60 minutos antes da aplicação da injeção25, nem deixe o medicamento exposto ao sol.
- Nunca aqueça Eprex® (alfaepoetina).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS

Informações Técnicas aos Profissionais de Saúde29

(CCDS 0209)
alfaepoetina

Formas Farmacêuticas e apresentações
Eprex® (alfaepoetina) é uma solução injetável para administração intravenosa ou subcutânea1, disponível nas seguintes apresentações:
Seringas Preenchidas com dispositivo de segurança (PROTECS™):
Seringas Preenchidas de 0,5 mL com 1.000 UI/0,5 mL (2.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 0,5 mL com 2.000 UI/0,5 mL (4.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 0,3 mL com 3.000 UI/0,3 mL (10.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 0,4 mL com 4.000 UI/0,4 mL (10.000 UI/mL), em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 1,0 mL com 10.000 UI/mL, em embalagem com 6 unidades
Seringas Preenchidas de 1,0 mL com 40.000 UI/mL, em embalagem com 1 unidade

Uso adulto e pediátrico
Uso intravenoso / subcutâneo2

Informações Gerais

Marca Comercial: EPREX®
Princípio Ativo: alfaepoetina
Classe Terapêutica3: Fator de Crescimento Hematopoiético

Composição

Veja a composição por mL na tabela a seguir:

Composição por mL

2.000 UI

4.000 UI

10.000 UI

40.000 UI

alfaepoetina

0,0168 mg

0,0336 mg

0,0840 mg

0,336 mg

cloreto de sódio

4,38 mg

4,38 mg

4,38 mg

4,38 mg

fosfato de sódio monobásico diidratado

1,16 mg

1,16 mg

1,16 mg

1,16 mg

fosfato de sódio dibásico diidratado

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

glicina

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

5,0 mg

polissorbato

0,30 mg

0,30 mg

0,30 mg

0,30 mg

água para injetáveis

qsp 1 mL

qsp 1 mL

qsp 1 mL

qsp 1 mL

Caracterêsticas Farmacolígicas

Eprex® (alfaepoetina) é uma glicoproteína purificada (alfaepoetina), responsável pela estimulação da produção de glóbulos vermelhos. A eritropoetina35 humana é produzida principalmente pelos rins65, sendo sua biossíntese e secreção estimuladas pela diminuição da oxigenação dos tecidos ou diminuição na quantidade de glóbulos vermelhos. Existem estados patológicos em que a produção de eritropoetina35 humana se encontra abaixo do normal, principalmente naqueles associados a uma redução do parênquima66 renal67 funcionante, verificado na insuficiência renal8 crônica. Uma vez que tanto a produção, quanto a maturação das células5 precursoras dos eritrócitos68 estão na dependência da eritropoetina35, as condições patológicas citadas resultam em anemia7. Não é possível obter quantidades adequadas de epoetina, para uso terapêutico, a partir de fontes naturais. Conseqüentemente, a tecnologia de recombinação gênica constituiu-se na única solução praticável como fonte para a obtenção dessa substância, a partir de células5 de mamíferos, nas quais se insere o gene responsável pela síntese da eritropoetina35 humana. A epoetina produzida por essa técnica de recombinação gênica (alfaepoetina) é indistinguível da eritropoetina35 humana no que se refere à atividade biológica. A meia-vida de Eprex® (alfaepoetina) é de 5-6 horas após a administração intravenosa e de aproximadamente 24 horas após administração subcutânea1. A biodisponibilidade da epoetina administrada por via subcutânea1 é de aproximadamente 25%.

Propriedades Farmacodinâmicas
A eritropoetina35 é um fator estimulante da mitose e hormônio62 de diferenciação que estimula a eritropoese. A alfaepoetina não pode ser diferenciada da eritropoetina35 humana com relação as suas propriedades biológicas.
A eficácia biológica da alfaepoetina foi demonstrada in vivo em vários modelos animais (ratos normais e anêmicos, camundongos policitêmicos). Após a administração da alfaepoetina, ocorre aumento do número de eritrócitos68, dos níveis de hemoglobina4, da contagem de reticulócitos e da taxa de incorporação de 59Fe.
É possível demonstrar, com auxílio de cultura de células da medula óssea69 humana, que a alfaepoetina estimula especificamente a eritropoese e não afeta a leucopoiese. Não foram detectadas ações citotóxicas da alfaepoetina nas células da medula óssea69.
As respostas farmacodinâmicas da alfaepoetina sem albumina70 humana, mudança na porcentagem de reticulócitos, hemoglobina4 e glóbulos vermelhos e a AUC destes parâmetros farmacodinâmicos, foram similares entre dois esquemas posológicos, 150 UI/Kg SC 3x/semana a 40.000 UI/mL SC 1x/semana.
Os perfis de tempo para alterações da alfaepoetina com albumina70 humana na porcentagem de reticulócitos, hemoglobina4 e contagem total de glóbulos vermelhos foram similares entre dois esquemas posológicos, 150 UI/Kg 3x/semana e 40.000 UI/mL 1x/semana, tanto em indivíduos sadios como com anemia7 por câncer10. As AUCs dos respectivos parâmetros farmacodinâmicos foram similares entre estes dois esquemas posológicos em indivíduos sadios e, também, em pacientes com anemia7 por câncer10, embora a extensão do aumento da hemoglobina4 e dos glóbulos vermelhos tenha sido menor em indivíduos com anemia7 por câncer10 em relação aos indivíduos sadios (em termos de AUC da hemoglobina4 e contagem de glóbulos vermelhos).
O efeito da alfaepoetina na energia e capacidade de realizar as atividades diárias foi avaliado em estudos clínicos multicêntricos, duplo-cegos e controlados com placebo71 e em dois estudos abertos em pacientes com anemia7 por câncer10 recebendo quimioterapia11. Em um estudo duplo-cego72 amplo, os pacientes tratados com alfaepoetina apresentaram melhoras significantes na energia, nível de atividade diária e fadiga73 em relação ao placebo71. Estudos randomizados menores e abertos suportaram estes efeitos, onde se observou melhora na qualidade de vida mesmo em elevações pequenas de hemoglobina4, como 1 g/dL.

A eritropoetina35 é um fator de crescimento que estimula primariamente a produção de células5 vermelhas. Os receptores da eritropoetina35 podem estar expressos na superfície de uma variedade de células5 tumorais.  Existe informação insuficiente para definir se o uso de agentes estimulantes da eritropoese (ESAs), quando recomendado, têm um efeito adverso no tempo para a progressão do tumor74 ou na sobrevida75 livre de progressão.
Estudos exploraram os efeitos dos ESAs na sobrevida75 e/ou progressão do tumor74 com níveis de hemoglobina4 acima do recomendado.
Em um  estudo randomizado76 controlado EPO-INT-76 (Estudo BEST) com alfaepoetina em 939 mulheres com câncer10 de mama77 metastático recebendo quimioterapia11, as pacientes receberam alfaepoetina semanal ou placebo71 por até um ano. Este estudo foi desenhado para mostrar que a sobrevida75 seria superior quando um ESA  fosse  administrado  para prevenir anemia7, com o objetivo de manter níveis de hemoglobina4 entre 12 e 14 g/dL ou hematócritos entre  36% e 42%).  O estudo foi finalizado precocemente quando os resultados interinos demonstraram aumento na mortalidade78 aos 4 meses (8,7% vs 3,4%) e aumento na taxa de eventos trombóticos79 fatais (1,1.% alfaepotina vs 0,2% placebo71) nos primeiros 4 meses do estudo entre os pacientes tratados com alfapoetina. A causa de morte mais freqüente atribuída pelos investigadores nos primeiros 4 meses foi a progressão da doença: 28 das 41 mortes no braço da alfaepoetina e 13 das 16 mortes no braço placebo71. O tempo estimado para a progressão do tumor74 não foi diferente entre os dois grupos. Baseado na estimativa de Kaplan-Meier, ao término do estudo, a sobrevida75 aos 12 meses foi menor no grupo da alfaepoetina do que no placebo71 (70% vs 76%), HR 1,37(95% IC 1,07-1,75) p=0,012.
Em outro estudo controlado por placebo71 usando betaepoetina em 351 pacientes  com câncer10 de cabeça45 e pescoço80 (estudo ENHANCE), a droga estudada foi administrada para manter os níveis de hemoglobina4 em 14g/dL em mulheres e em 15 g/dL nos homens. Sobrevida75 livre de progressão local foi significantemente menor em pacientes recebendo betaepoetina.
No estudo DAHANCA 10, 522 pacientes com câncer10 de cabeça45pescoço80 de células5 escamosas recebendo radioterapia81 foram randomizados  para receber alfadarbopoetina ou placebo71 para manter os níveis de hemoglobina4 maiores do que 12 g/dL.  Uma  análise interina em 484 pacientes demonstrou um aumento de 10% na taxa de recidiva82 local entre os pacientes tratados com alfadarbopoetina. Ao término do estudo houve tendência  para pior sobrevida75  no braço da alfadarpoetina.
Uma  revisão sistemática de 57 estudos clínicos randomizados controlados (incluindo os estudos BEST e ENHANCE) avaliando 9353 pacientes com câncer10 comparou ESA e  transfusão36 versus o uso de  apenas transfusão36 na profilaxia ou tratamento de anemia7 em pacientes com câncer10 com ou sem terapia antineoplásica concomitante.  Um aumento do risco relativo de eventos tromboembólicos (RR 1,67; 95% IC: 1,35-2,06; 35 estudos e 6769 pacientes) foi observado em pacientes tratados com ESAs. Foi observada uma razão de risco de 1,08 (95% IC: 0,99-1,18; 42 estudos e 8167 pacientes) para sobrevida75 global nos pacientes tratados com ESAs. O uso de ESAs para o tratamento da anemia7 em pacientes com câncer10 em quimioterapia11 foi associado com razão de risco de 0,99 (95% IC: 0,72-1,36) em sobrevida75 global. A análise do subgrupo dos pacientes anêmicos com câncer10 recebendo quimioterapia11 a partir desta revisão sistemática demonstrou razão de risco de 0,92 (95% IC: 0,78-1,09) em quimioterapia11 com cisplatina e de 1,10 (95% IC: 0,96-1,24) para quimioterapia11 sem cisplatina.

Propriedades Farmacocinéticas
Administração Intravenosa

A medida da alfaepoetina após a administração intravenosa de doses de 50 a 100 UI/Kg revelou uma meia-vida de aproximadamente 4 horas em voluntários normais.  Em pacientes com insuficiência renal8 crônica, a meia vida após doses de 50, 100 e 150 UI/Kg foi de aproximadamente 5 horas Kg. KgPara crianças a meia-vida relatada foi de aproximadamente 6 horas. Pacientes com câncer10 recebendo doses de 667 a 1500 UI/Kg de alfaepoetina por via intravenosa apresentaram valores de meia-vida entre 20,1 a 33,0 horas.
Administração Subcutânea1
As concentrações séricas após a administração subcutânea1 são menores do que aquelas após administração intravenosa. Os níveis séricos aumentam lentamente e atingem o pico 12 a 18 horas após a administração subcutânea1. O pico de concentração sérica é inferior ao pico atingido com a via intravenosa (aproximadamente 1/20 do valor).
Não existe acúmulo: o nível sérico permanece o mesmo, quer seja determinado 24 horas após a primeira injeção25 ou 24 horas após a última injeção25. Os perfis de concentração x tempo da eritropoetina35 na Semana 1 e na Semana 4 foram similares durante a administração de 600 UI/Kg/semana em indivíduos sadios.
A meia-vida para a administração subcutânea1 é estimada em cerca de 24 horas. Os valores da meia-vida, em indivíduos sadios, para doses de 150 UI/Kg 3x/semana e 40.000 UI/mL/semana foram, respectivamente 19,4±8,1 e 15,0±6,1Kg.
Em um estudo comparando 150 UI/Kg SC 3x/semana e 40.000 UI SC 1x/semana de alfaepoetina com albumina70 humana em indivíduos sadios, os parâmetros a seguir foram estimados usando dados corrigidos para a concentração de eritropoetina35 endógena antes da administração durante a Semana 4.

Cmáx (mUI/mL)

Cíin (mUI/mL)

t1/2 (h)

150 UI/Kg 3x /semana (n=24)

191 (100,1)

39 (17,9)

31,8

40.000 UI 1x /semana (n=22)

785 (427,3)

13 (9,5)

39,3

- Dados do estudo EPO-PHI-370.

A biodisponibilidade da alfaepoetina no esquema posológico de 40.000 UI/semana em relação à administração de 150 UI/Kg 3x/semana, com base na comparação da AUC, foi de 176%.
Em um estudo comparando 150 UI/Kg SC 3x/semana e 40.000 UI SC 1x/semana de alfaepoetina sem albumina70 humana em indivíduos sadios, os parâmetros a seguir foram estimados usando os dados corrigidos para a concentração de eritropoetina35 endógena antes da administração durante a Semana 4.

Cmáx (mUI/mL)

Cíin (mUI/mL)

t1/2 (h)

150 UI/Kg 3x /semana (n=17)

143 (54,2)

18 (9,3)

19,4

40.000 UI 1x /semana (n=17)

861 (445,1)

3,8 (4,27)

15,0

- Dados do estudo EPO-PHI-373.

A biodisponibilidade da alfaepoetina no esquema posológico de 40.000 UI/mL/semana em relação a 150 UI/Kg 3x/semana, com base na comparação da AUC, foi de 239%.
A biodisponibilidade da alfaepoetina após uma dose de 120 UI/Kg é muito menor do que após a administração intravenosa (aproximadamente 20%).
A farmacocinética da alfaepoetina com albumina70 humana foi estudada em indivíduos sadios e em pacientes com anemia7 por câncer10 recebendo ciclos de quimioterapia11 e alfapoetina 150 UI/Kg 3x/semana ou 40.000 UI/mL 1x/semana. Em geral, os perfis de concentração-tempo e os parâmetros farmacocinéticos de pacientes com anemia7 por câncer10 foram diferentes daqueles de indivíduos sadios durante a Semana 1 (quando os pacientes estavam recebendo quimioterapia11) mas similar durante a Semana 3 (quando os pacientes com anemia7 por câncer10 não estavam recebendo quimioterapia11).

Indivíduos sadios

Cmáx (mUI/mL)

Cmínª

tmáx (h)

t1/2 (h)

CL/F (mL/h/Kg)

150 UI/Kg 3x/semana (n=6)

163 (53,6)

28,6 (10,4)

9,00 (3,29)

25,0 (7,13) [n=4]

31,2 (11,5)

40.000 UI 1x/semana (n=6)

1036 (238)

9,25 (5,74)

21,0 (7,10)

28,8 (8,10)

12,6 (3,05)

ª Cmín foi estimada durante o estudo calculando a média semanal das concentrações séricas antes da dose.
- Dados do estudo EPO-PHI-377.

Pacientes com anemia7 por câncer10: semana 1 quando os indivíduos estavam recebendo quimioterapia11

Cmáx (mUI/mL)

Cmínª

tmáx (h)

t1/2 (h)

CL/F (mL/h/Kg)

150 UI/Kg 3x/semana (n=14)

414 (312)

90,4 (41,4)

13,3 (12,4)

43,7 (3,94) [n=3]

20,2 (15,9)

40.000 UI 1x/semana (n=18)

1077 (510)

116 (230)

38,5 (17,8)

35,3 (16,8) [n=11]

9,16 (4,69)

ª Cmín foi estimada durante o estudo calculando a média semanal das concentrações séricas antes da dose.
- Dados do estudo EPO-PHI-377.

Pacientes com anemia7 por câncer10: semana 3quando os indivíduos não estavam recebendo quimioterapia11

Cmáx (mUI/mL)

Cmínª

tmáx (h)

t1/2 (h)

CL/F (mL/h/Kg)

150 UI/Kg 3x/semana (n=4)

178 (57,5)

- - -

14,2 (6,67)

41,9 (14,8) [n=2]

23,6 (9,51)

40.000 UI 1x/semana (n=7)

897 (322)

- - -

22,3 (4,54)

38,8 (11,0)

13,9 (7,55)

ª Cmín foi estimada durante o estudo calculando a média semanal das concentrações séricas antes da dose.
- Dados do estudo EPO-PHI-377.

A farmacocinética da alfaepoetina sem albumina70 humana foi estudada em indivíduos com anemia7 por câncer10 recebendo quimioterapia11  e alfaepoetina 150 UI/Kg 3x/semana ou 40.000 UI/mL 1x/semana. Em geral, houve um alto grau de variabilidade associado aos parâmetros farmacocinéticos em indivíduos com anemia7 por câncer10. O primeiro perfil farmacocinético da alfaepoetina durante a Semana 1 (quando os indivíduos com anemia7 por câncer10 estavam recebendo quimioterapia11) demonstrou Cmax maior, aumento da meia-vida e menor depuração do que o segundo perfil farmacocinético durante a Semana 3 ou 4 (quando os pacientes com anemia7 por câncer10 não estavam recebendo quimioterapia11).

Semana 1 quando os pacientes estavam recebendo quimioterapia11

Cmáx (mUI/mL)

Cmínª

tmáx (h)

t1/2 (h)

CL/F (mL/h/Kg)

150 UI/Kg 3x/semana (n=16)

642 (402,7)

207 (301,4)

14,98 (8,834)

28,3 (19,18) [n=7]

12,1 (11,15)

40.000 UI 1x/semana (n=19)

1289 (431,0)

148 (144,2)

48,74 (28,251)

76,2 (45,75) [n=9]

5,58 (1,786)

ª Cmin foi estimada durante o estudo calculando a média semanal das concentrações séricas antes da dose.
- Dados do estudo EPO-P01-108.

Semana 3 ou 4 quando os pacientes não estavam recebendo quimioterapia11

Cmáx (mUI/mL)

Cmínª

tmáx (h)

t1/2 (h)

CL/F (mL/h/Kg)

150 UI/Kg 3x/semana (n=9)

357 (246,2)

- - -

20,67 (20,109)

30,0 (10,00) [n=6]

17,2 (7,80)

40.000 UI 1x/semana (n=11)

941 (372,7)

- - -

24,54 (10,794)

46,7 (22,29)

12,7 (7,51)

ª Cmin foi estimada durante o estudo calculando a média semanal das concentrações séricas antes da dose.
- Dados do estudo EPO-P01-108.

Resultados de Eficácia

Insuficiência Renal8 Crônica
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica (IRC), a resposta ao Eprex® (alfaepoetina) foi consistente entre todos os estudos. Na presença de estoques adequados de ferro, o tempo para alcançar o valor-alvo da hemoglobina4 depende da hemoglobina4 basal e da taxa de elevação da hemoglobina4. A taxa de aumento da hemoglobina4 depende da dose de Eprex® (alfaepoetina) e da variação individual. Em estudos clínicos com doses iniciais de 50-150 UI/Kg IV ou SC 3 vezes por semana, aproximadamente 95% dos pacientes responderam com aumento clinicamente significante da hemoglobina4 e ao final de aproximadamente 2 meses de tratamento praticamente todos os pacientes estavam livres de transfusão36.1,2

Pacientes Pediátricos em Hemodiálise30
Cento e vinte e oito crianças entre 2 meses a 19 anos de idade com IRC foram incluídos em 4 estudos clínicos com Eprex® (alfaepoetina). A dose inicial de Eprex® (alfaepoetina) foi 50 UI/Kg IV ou SC 3 vezes por semana. A dose foi titulada para obter hemoglobina4 de 10 a 12 g/dL ou aumento absoluto na hemoglobina4 de 2g/dL em relação à condição de base. Ao final das 12 semanas iniciais houve aumento estatisticamente significante na hemoglobina4 apenas para Eprex® (9,4% versus 0,9% com placebo71). A proporção de crianças atingindo hemoglobina4 de 10 g/dL ou um aumento de 2 g/dL na hemoglobina4 em relação ao valor basal em qualquer tempo durante as primeiras 12 semanas foi maior no grupo de Eprex® (alfaepoetina) (95% versus 58%). Dentro de 12 semanas após o início do tratamento com Eprex® (alfaepoetina), 92% dos pacientes pediátricos estavam livres de transfusões em comparação com 65,4% daqueles que receberam placebo71.

Pacientes portadores de AIDS tratados com zidovudina
Eprex® (alfaepoetina) foi avaliado em 4 estudos controlados envolvendo 297  pacientes anêmicos infectados por HIV83 (hemoglobina4 < 10 g/dL), recebendo tratamento concomitante com zidovudina. No subgrupo de pacientes (89/125 Eprex® e 88/130 placebo71) com níveis séricos de eritropoetina35 endógena menor ou igual a 500 µm/mL antes do estudo, Eprex® (alfaepoetina) reduziu o número cumulativo médio de unidades de transfusão36 de hemáceas por paciente em aproximadamente 40% em relação ao grupo placebo71. Entre aqueles pacientes que necessitaram de transfusão36 na condição de base, 43% dos pacientes tratados com Eprex® (alfaepoetina) versus 18% dos tratados com placebo71 não necessitaram de transfusão36 no segundo e terceiro meses de tratamento. O tratamento com Eprex® (alfaepoetina) também resultou em aumento significante do hematócrito84 em relação ao placebo71.3

Pacientes com Câncer10 em Quimioterapia11
Em pacientes com câncer10 submetidos à quimioterapia11, o tratamento com Eprex® (alfaepoetina) foi associado a resposta da hemoglobina4 significantemente maior no grupo tratado que no grupo placebo71 (7,6% versus 1,3% placebo71, p<0,008).3

Pacientes em pré-operatório
Em estudo duplo-cego72, controlado com placebo71 envolvendo 316 pacientes com cirurgia ortopédica eletiva85 de grande porte, o tratamento com Eprex® (alfaepoetina) 300 UI/Kg reduziu significantemente (p=0,024) o risco de transfusão36 de hemáceas em pacientes com hemoglobina4 pré-tratamento entre 10 e 13 g/dL; 16% (5/31) dos pacientes tratados com 300 UI/Kg de Eprex® (alfaepoetina), 23% (6/26) com 100 UI/Kg e 45% (13/29) tratados com placebo71 receberam transfusões.4

Referências
1. Evans RW, Rader B, Manninen DL et al. The Quality of Life of Hemodialysis Recipients Treated with Recombinant Human Erythropoietin. JAMA 1990, 263: 825-830.
2. Lundin AP, Akerman MJH, Chesler RM, Delano BG, Goldberg N, Stein RA and Friedman EA. Exercise in Hemodyalisis Patients after Treatment with Recombinant Human Erythropoietin. Nephron 1991, 58: 315-319.
3. Data on File. Ortho Biologics, Inc.
4. de Andrade JR and Jove M., Baseline Hemoglobin as a Predictor of Risk of Transfusion and Response to Epoetin alfa in Orthopedic Surgery Patients. Am. J. of Orthoped. 1996, 25(8): 533-542.

Indicações

Eprex® (alfaepoetina) está indicado:
– No tratamento da anemia7 secundária a insuficiência renal8 crônica em pacientes pediátricos e adultos em diálise9 ou em fase pré-diálise9;
– No tratamento da anemia7 associada ao câncer10 não mielóide e secundária a quimioterapia11 para redução de necessidade de transfusão36 de hemáceas
– Em pacientes adultos  infectados pelo HIV83 com anemia7, e  submetidos ao tratamento com zidovudina (AZT), com níveis de eritropoetina35 ≤ 500 mU/mL.
– No programa de doação sanguínea autóloga para facilitar a coleta de sangue6 autólogo e diminuir o risco de transfusões aloegenicas em pacientes com anemia7 moderada (hemoglobina4 entre 10-13 g/dL e sem deficiência de ferro). Esses pacientes serão submetidos a cirurgia eletiva85 de grande porte onde se estima uma necessidade transfusional elevada (mais de 4 unidades para o sexo feminino e mais de 5 unidades para o sexo masculino).
- Para aumentar os níveis  de hemoglobina4 no período pré-operatório, evitando-se transfusões autólogas, em pacientes adultos que serão submetidos a cirurgias ortopédicas de grande porte. A anemia7 deve ser moderada (hemoglobina4 entre 10 e 13 g/dL), o paciente não deve estar em programa de doação sanguínea autóloga e a perda de sangue6 deve ser moderada (900-1800 mL).

Contra Indicações

Hipertensãoarterial não controlada.
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer componente da fórmula.
Todas as contra-indicações associadas aos programas de pré-doação de sangue6 autólogo devem ser respeitadas em pacientes recebendo alfaepoetina.
Doença grave no coração12, nas artérias13, nas carótidas14 ou doença vascular15 cerebral, incluindo infarto do miocárdio86 ou acidente vascular cerebral87, em pacientes que serão submetidos a cirurgia ortopédica de grande porte e não serão incluidos em programa de doação sanguínea autóloga.
Qualquer razão em que o paciente não possa receber profilaxia adequada com antitrombóticos.

Modo de usar e cuidados de conservação depois de aberto

Antes de usar Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida deixá-lo a temperatura ambiente por 15 a 30 minutos. Nunca deixe Eprex® (alfaepoetina) em temperatura ambiente por mais de 60 minutos antes da aplicação da injeção25, nem deixe o medicamento exposto ao sol. Nunca aqueça Eprex® (alfaepoetina).

Cuidados para aplicação
Produtos para uso injetável devem ser examinados visualmente em relação à possibilidade de existirem partículas ou alterações de cor, antes de serem administrados. Não agite a solução, pois pode desnaturar a glicoproteína, tornando-a inativa. Como Eprex® (alfaepoetina) não contém conservantes, deve ser usado como dose única, desprezando-se possíveis sobras da seringa39
Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida com dispositivo de segurança (PROTECS™): as seringas preenchidas apresentam dispositivo de segurança (PROTECS™) o qual contribui para a prevenção de acidentes perfuro-cortantes.

Uso Intravenoso
A injeção25 deve ser aplicada durante 1 a 5 minutos, dependendo da dose total. Em pacientes em hemodiálise30, a injeção25 em bôlus pode ser administrada durante a diálise9 através de acesso venoso adequado. Alternativamente, a injeção25 pode ser administrada através da agulha da fístula88 após a sessão de diálise9, seguida por 10 mL de solução salina para lavar a veia e garantir que a dose toda atinja a corrente sanguínea. Injeções mais lentas, durante 5 minutos, podem ser benéficas em pacientes que apresentem efeitos colaterais40 do tipo gripal.

Eprex® não deve ser administrado em infusão ou combinado a outras soluções parenterais.

Uso Subcutâneo2
Após assepsia41 local, injetar a quantidade adequada por via subcutânea1. Pode-se utilizar, por exemplo, a face42 anterior da coxa43, os braços ou a parede abdominal44 anterior. O volume máximo por local de injeção25 é 1 mL. Portanto, no caso de volumes maiores deve-se utilizar mais de um local de aplicação.

Posologia

Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via intravenosa ou subcutânea1.

Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica, e acesso intravenoso disponível (pacientes em hemodiálise30), a administração de Eprex® (alfaepoetina) por via intravenosa é preferível. Se o acesso intravenoso não estiver disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. A concentração de hemoglobina4 ideal deve ser entre 10 e 12 g/dL em adultos e entre 9,5 e 11 g/dL em crianças.
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica a hemoglobina4 deve ser mantida no máximo em 12 g/dL. O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes antes e durante o tratamento e a suplementação31 com ferro deve ser feita se necessário. Outras causas de anemia7 como deficiência de vitamina32 B12 ou de ácido fólico devem ser excluídas antes de iniciar a terapia com Eprex® (alfaepoetina).
Na fase de correção da anemia7, a dose de Eprex® (alfaepoetina) deve ser aumentada se a hemoglobina4 não aumentar 1g/dL/mês. Um aumento clinicamente significativo na hemoglobina4 geralmente não é observado em menos de 2 semanas e pode requerer até 6-10 semanas em alguns pacientes. Uma vez atingida a concentração ideal de hemoglobina4, a dose deve ser diminuída em 25 UI/Kg/dose com o objetivo de evitar um excesso no nível ideal. Se a concentração de hemoglobina4 exceder 12 g/dL, a terapia deve ser descontinuada. Reduções da dose podem ser feitas através da omissão de uma das doses semanais ou pela redução da quantidade de cada dose.

Pacientes Adultos em Hemodiálise30
Em pacientes em hemodiálise30, com acesso intravenoso disponível (pacientes em hemodiálise30), a administração de Eprex® (alfaepoetina) por via intravenosa é preferível. Se o acesso intravenoso não estiver disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, três vezes por semana.
Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, três vezes por semana em intervalos de pelo menos 4 semanas até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
A dose usual para manter as concentrações ideais de hemoglobina4 está entre 30 e 100 UI/Kg, três vezes por semana. Dados disponíveis sugerem que pacientes com anemia7 grave com valores basais de hemoglobina4 < 6 g/dL podem requerer doses de manutenção maiores do que os pacientes com anemia7 menos grave.

Pacientes Adultos em Diálise Peritoneal33
Em pacientes em diálise peritoneal33, sem acesso intravenoso disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, duas vezes por semana. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, duas vezes por semana em intervalos de pelo menos 4 semanas até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
A dose usual para manter as concentrações ideais de hemoglobina4 está entre 25 e 50 UI/Kg, duas vezes por semana.

Pacientes Adultos em Pré-diálise9
Em pacientes com insuficiência renal8 ainda não submetidos a diálise9, sem acesso intravenoso disponível, Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado por via subcutânea1. O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, três vezes por semana, por via subcutânea1 ou intravenosa. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, três vezes por semana em intervalos de pelo menos 4 semanas até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
A dose usual para manter as concentrações ideais de hemoglobina4 está entre 17 e 33 UI/Kg, três vezes por semana.
A dose máxima não deve exceder 200 UI/Kg três vezes por semana.

Pacientes Pediátricos em Hemodiálise30
O tratamento é dividido em duas fases:

Fase de Correção
Dose de 50 UI/Kg, três vezes por semana, por via intravenosa. Quando necessário, os ajustes de dose devem ser feitos em incrementos de 25 UI/Kg, três vezes por semana em intervalos de pelo menos 4 semanas até que a concentração ideal de hemoglobina4 seja atingida.

Fase de Manutenção
Geralmente, crianças com peso inferior a 30 Kg requerem uma dose de manutenção maior que as crianças com peso superior a 30 Kg e os adultos. Em estudos clínicos, as seguintes doses de manutenção foram observadas após 6 meses de tratamento:

Peso (Kg)

Mediana da dose

Dose (UI/Kg administrada 3x / semana)
Dose usual de manutenção

< 10

100

75-150

10-30

75

60-150

> 30

33

30-100

Os dados disponíveis sugerem que os pacientes com anemia7 grave com valores basais de hemoglobina4 < 6,8 g/dL podem requerer doses de manutenção maiores que os pacientes com anemia7 menos grave.

Pacientes com Câncer10
A via subcutânea1 deve ser usada.
A concentração de hemoglobina4 ideal deve ser de até 12 g/dL  em homens e mulheres e não deve ser excedida.
Eprex® (alfaepoetina) pode ser administrado para o tratamento de pacientes adultos com anemia7 por câncer10, durante a terapêutica3 quimioterápica.
A dose inicial para tratamento da anemia7 deve ser de 150 UI/Kg, 3 vezes por semana, por via subcutânea1.
Se após 4 semanas de tratamento, o aumento nos níveis de hemoglobina4 for < 1 g/dL, a dose deve ser aumentada para 300 UI/Kg por 4 semanas.
Se após 4 semanas de terapia com 300 UI/Kg, a hemoglobina4 tiver aumentado menos que 1 g/dL, a resposta do indivíduo ao Eprex® (alfaepoetina) é improvável e o tratamento deve ser descontinuado.
Em pacientes adultos o tratamento da anemia7 também pode ser feito com Eprex® (alfaepoetina) 40.000 UI por via subcutânea1 uma vez por semana.
Um aumento de hemoglobina4 > 1 g/dL em 2 semanas ou 2 g/dL em um mês ou níveis de hemoglobina4 > 12 g/dL devem ser evitados. Se os níveis de hemoglobina4 aumentam em mais de 1 g/dL por 2 semanas ou 2 g/dL por mês ou se a hemoglobina4 estiver próxima de 12 g/dL, deve-se reduzir a dose de Eprex® em cerca de 25 - 50%. Se a hemoglobina4 exceder 12 g/dL, a terapia deve ser descontinuada até que estes níveis caiam para <12 g/dL e então, reinstitui-se a terapia com Eprex® com uma dose 25% abaixo da dose prévia.
O tratamento com alfaepoetina deve ser mantido até um mês após o término da quimioterapia11. Entretanto, a necessidade de continuar o tratamento deve ser reavaliada periodicamente.
O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes (Veja o item "Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica").

Pacientes portadores de AIDS tratados com zidovudina (AZT)
Antes do início do tratamento com Eprex® (alfaepoetina), recomenda-se que o nível de eritropoetina35 sérica seja determinado antes da transfusão36. Os dados disponíveis sugerem que os pacientes com níveis séricos de eritropoetina35 > 500 mUI/mL provavelmente não responderão à terapia com Eprex® (alfaepoetina).

Fase de Correção
Dose de 100 UI/Kg três vezes por semana, por via subcutânea1 ou intravenosa, durante 8 semanas. Se a resposta não for satisfatória (isto é, redução das necessidades de transfusões ou hemoglobina4 aumentada) após 8 semanas de tratamento, a dose de Eprex® (alfaepoetina) pode ser aumentada. Os aumentos de dose devem ser feitos em incrementos de 50-100 UI/Kg três vezes por semana em intervalos de pelo menos 4 semanas. Se os pacientes não tiverem respondido satisfatoriamente a uma dose de 300 UI/Kg três vezes por semana, é pouco provável que eles responderão a doses maiores.

Fase de Manutenção
Após a obtenção da resposta desejada, a dose deve ser titulada para manutenção da hemoglobina4 entre 10-12 g/dL, baseado em fatores tais como variações na dose de zidovudina e a presença de infecções37 intercorrentes ou episódios inflamatórios. Se a hemoglobina4 exceder 13 g/dL, a dose deve ser descontinuada até que a hemoglobina4 diminua a 12 g/dL. Quando o tratamento é reiniciado, a dose deve ser reduzida em 25% e então titulada para a manutenção da hemoglobina4 desejada.
Pacientes portadores de AIDS tratados com zidovudina a concentração alvo de hemoglobina4 não pode exceder 12g/dL.
O conteúdo de ferro do organismo deve ser avaliado para todos os pacientes (Veja o item "Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica").

Programa de doação de sangue6 autólogo em pacientes adultos a serem submetidos à cirurgia
Todas as contra-indicações, precauções e advertências associadas ao programa de doação sangüínea autóloga devem ser respeitadas. Eprex® (alfaepoetina) deve ser administrado após o término de cada procedimento de doação, via endovenosa, 3 semanas antes da cirurgia. Para pacientes38 que necessitam de menor grau de estimulação da eritropoese, a posologia de Eprex® (alfaepoetina) é de 150-300 UI/Kg, duas vezes por semana.   Para pacientes38 com hemoglobina4 entre 10-13 g/dL que necessitam de pré-depósito de pelo menos 4 unidades de sangue6, recomenda-se a posologia de 600 UI/Kg por via intravenosa, duas vezes por semana.KgKgO conteúdo de ferro no organismo deve ser avaliado para todos os pacientes (Veja o item “Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica”).. A suplementação31 adequada com ferro (por exemplo, pelo menos 200 mg de ferro elementar via oral diariamente) deve ser iniciada assim que possível e deve ser continuada ao longo de toda terapia.

Pacientes em pré-operatório (que não participam de programa de doação de sangue6 autólogo)
Deve ser usada a via subcutânea1 de administração. Todos os pacientes tratados com Eprex® (alfaepoetina) devem receber uma adequada suplementação31 de ferro (por exemplo, 200 mg/dia de ferro elementar, por via oral), durante todo o tempo de tratamento com Eprex® (alfaepoetina).
A dose recomendada é de 600 UI/Kg de Eprex® (alfaepoetina), por semana, durante três semanas antes da cirurgia (dias -21, -14 e -7)  e no dia da cirurgia. Caso a cirurgia tenha indicação médica de ocorrer em menos de 3 semanas, a dose de 300 UI/Kg deve ser administrada diariamente durante dez dias consecutivos antes da cirurgia, no dia da cirurgia e nos quatro dias imediatamente posteriores à mesma. A administração deve ser interrompida caso a hemoglobina4 atinja 15 g/dL.

Advertências

Geral
Para minimizar o risco de hipertensão arterial63, o aumento da taxa de hemoglobina4 deve ser de aproximadamente 1 g/dL/mês, não devendo exceder a 2 g/dL/mês. Durante o tratamento, a taxa de hemoglobina4 deve ser controlada pelo menos uma vez por semana, até que se obtenha um nível estável, passando-se, a partir deste nível, a monitorar periodicamente esta taxa.
A pressão arterial49 deve ser adequadamente monitorada e controlada antes e durante o início do tratamento com Eprex® (alfaepoetina), prestando atenção particular ao aparecimento ou aumento de cefaléias89. Durante o tratamento com Eprex® , pode ser necessário iniciar tratamento anti-hipertensivo ou aumentar a dose do anti-hipertensivo em uso. Caso a pressão arterial49 não seja controlada, interromper o uso do Eprex® (alfaepoetina).
Eprex® (alfaepoetina) precisa ser usado com cuidado em pacientes com história de gota90, convulsões ou epilepsias e insuficiência hepática21 crônica.
Os níveis de hemoglobina4 devem ser devidamente monitorados em todos os pacientes tratados com nível de hemoglobina4 acima do indicado devido ao risco aumentado do potencial de evento tromboembólicos e casos fatais.
A segurança e a eficácia do tratamento com alfaepoetina não foram estabelecidas em pacientes com doenças hematológicas subjacentes (por exemplo: anemia hemolítica91, anemia7 falciformes, talassemia92 e porfiria93).
A segurança de Eprex® (alfaepoetina) não foi estabelecida em pacientes com disfunção hepática94 pois, devido ao reduzido metabolismo95, esses pacientes podem apresentar aumento da eritropoese.
Durante o tratamento pode ocorrer aumento dose-dependente de grau moderado da contagem plaquetária (dentro do nível normal), o qual regride durante o curso do tratamento. O desenvolvimento de trombocitose96 é muito raro. A contagem plaquetária deve ser regularmente monitorada durante as primeiras 8 semanas de tratamento.
Agentes estimulantes de eritropoese (ESAs) não são necessariamente equivalentes. Portanto, deve ser enfatizado que os pacientes apenas podem mudar de agente estimulante da eritropoese (como Eprex® (alfaepoetina)) para outro agente com autorização de um médico.
Pacientes com Insuficiência Renal8
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica, a  concentração de hemoglobina4 não deve exceder o limite superior ideal recomendado no item “Posologia”, uma vez que níveis de hemoglobina4 superiores a 12 g/dL podem estar associados com maior risco de incidentes97 cardiovasculares, incluindo morte.
Para garantir uma resposta ótima à alfaepoetina, os estoques de ferro devem ser adequados e deve-se excluir as deficiências de ácido fólico e vitamina32 B12. Na maioria dos casos, as concentrações séricas de ferritina diminuem concomitantemente ao aumento do volume globular. Assim,  recomenda-se suplementação31 de ferro elementar (por ex.: em adultos 200-300 mg/dia; em crianças: 100-200 mg/dia) para todos os pacientes cujos níveis de ferritina sérica sejam menores que 100 ng/mL.
De acordo com os dados atualmente disponíveis, o uso de Eprex® (alfaepoetina) em pacientes em pré-diálise9 não acelera a progressão da insuficiência renal8.
Como resultado do aumento do volume globular, os pacientes sob hemodiálise30 freqüentemente requerem aumento da dose de heparina durante a diálise9. Se a heparinização não é adequada pode ocorrer oclusão do sistema de diálise9.
Em algumas pacientes com insuficiência renal8 crônica, as menstruações recomeçam após o início do tratamento com Eprex® (alfaepoetina).
Portanto, a possibilidade de ocorrência de gravidez23 deve ser discutida, avaliando a necessidade de uso de contraceptivos.
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica foram observados raros casos de exacerbação da porfiria93. Conseqüentemente, o uso de Eprex® (alfaepoetina) em pacientes com porfiria93 deve ser feito com cautela.

Aplasia Pura de Células5 Vermelhas Mediada por Anticorpos98
Pacientes com insuficiência renal8 crônica tratados com alfaepoetina por via subcutânea1 devem ser monitorados regularmente para perda da eficácia, definida como ausência ou redução da resposta ao tratamento com alfaepoetina em pacientes que responderam previamente a este tipo de tratamento. Isto é caracterizado por uma diminuição persistente  da hemoglobina4, apesar do aumento da dose de alfaepoetina.
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica desenvolvendo falta de eficácia repentina, definida por diminuição da hemoglobina4 (1 a 2 g/dL por mês) com aumento da necessidade de transfusões, deve ser solicitada a contagem de reticulócitos e as causas típicas de não resposta (por exemplo, deficiências de folatos, ferro e Vitamina32 B12, intoxicação por alumínio, infecção99 ou inflamação100, perdas sangüíneas e hemólise101) devem ser investigadas.
Se a contagem de reticulócitos estiver baixa (<20.000/mm3), a contagem de plaquetas102 e glóbulos brancos estiver normal e nenhuma outra causa for encontrada para a perda de efeito, a realização do teste para anticorpos98 anti-epoetina e um exame de medula óssea61 devem ser considerados para o diagnóstico103 da Aplasia Pura de Células5 Vermelhas.
Se Aplasia Pura de Células5 Vermelhas for diagnosticada, a terapia com Eprex® (alfaepoetina) deve ser imediatamente interrompida. Nenhuma outra terapia com ESAs deve ser iniciada devido ao risco de reação cruzada. Transfusões de sangue6 podem ser realizadas quando indicado.
Casos raros foram encontrados em pacientes com hepatite104 C tratados com interferon e ribavirina que utilizaram concomitantemente ESAs. ESAs não são aprovados para anemia7 da hepatite104 C.

Pacientes com Câncer10
Os níveis de hemoglobina4 devem ser determinados regularmente em pacientes com câncer10 recebendo alfaepoetina, até a sua estabilização e depois periodicamente. A concentração alvo de hemoglobina4 não pode exceder, em homens e mulheres, 12g/dL.
Em pacientes com câncer10 recebendo quimioterapia11, se o aumento da hemoglobina4 exceder 1 g/dL por 2 semanas ou 2 g/dL por mês, ou se a concentração de hemoglobina4 for igual ou superior a 12g/dL, o ajuste da dose mencionado no item "Posologia" deve ser seguido para minimizar os fatores de risco potencial para eventos trombóticos79.
O aumento da incidência105 de eventos vasculares106 trombóticos79 foi observado em pacientes com câncer10 recebendo agentes estimulantes da eritropoese. O risco de trombose107 deve ser cuidadosamente avaliado em relação aos benefícios do tratamento particularmente em pacientes com câncer10 com aumento do risco de eventos vasculares106 trombóticos79, tais como obesidade108 e histórico de  evento vascular15 trombótico109 (como por exemplo trombose venosa profunda110 ou embolia111 pulmonar). O estudo investigacional (BEST),  em mulheres com câncer10 de mama77 metastático, foi desenhado para determinar se  o tratamento com alfaepoetina para manter hemoglobina4 entre 12 e 14 g/dL poderia melhorar os resultados do tratamento. Neste estudo, a incidência105 de eventos tromboembólicos fatais foi maior nos pacientes recebendo alfaepoetina do que naqueles que receberam placebo71 (Vide “Propriedades Farmacodinâmicas”).
Em estudos clínicos com agentes estimulantes da eritropoese mostraram encurtamento do tempo de progressão do tumor74 em pacientes com câncer10 avançado de cabeça45 e pescoço80 recebendo radioterapia81 e betaepoetina para manter níveis de hemoglobina4 superiores a 12g/dL. No estudo BEST, a alfaepoetina reduziu a sobrevida75 global e aumentou as mortes relacionadas à progressão da doença em 4 meses, em pacientes com câncer10 de mama77  metastático recebendo quimioterapia11, quando  o nível de hemoglobina4  foi superior a 12 g/dL. Um outro agente estimulante da eritropoese (alfadarbopoetina) aumentou o risco de morte quando administrado para obter nível  de hemoglobina4  de 12g/dL em pacientes com neoplasia112 ativa sem uso de quimioterapia11 nem radioterapia81. A alfaepoetina não está indicada para esta população de pacientes.
Uma meta-análise de 42 estudos em pacientes com câncer10 tratados com agentes estimulantes de eritropoese, com o nível recomendado de hemoglobina4, demonstrou uma  razão de risco de 1,08 (95% IC: 0,99-1,18; 8167 pacientes) em sobrevida75 global.
A fim de garantir uma resposta ótima à alfaepoetina, deve-se garantir que os estoques de ferro sejam adequados e as deficiências de ácido fólico e Vitamina32 B12 devem ser excluídas antes de iniciar o tratamento (Vide “Pacientes com Insuficiência Renal8 Crônica”).

Em pacientes com câncer10 recebendo quimioterapia11, deve-se levar em consideração uma demora de 2-3 semanas entre a administração de eritropoetina35 e o aparecimento de glóbulos vermelhos induzidos pela eritropoetina35 ao avaliar se o tratamento com alfaepoetina é adequado (paciente sob risco de transfusão36).

Pacientes Infectados com HIV83
Se os pacientes infectados com HIV83 não apresentarem resposta ou não mantiverem a resposta à alfaepoetina, outras etiologias, incluindo anemia ferropriva113, devem ser consideradas e avaliadas.

Pacientes adultos em pré-operatório em programa de pré-doação de sangue6 autólogo
Todas as advertências e precauções associadas aos programas de doação de sangue6 autólogo, especialmente reposição rotineira de volume, devem ser respeitadas em pacientes recebendo alfaepoetina.

Pacientes adultos em pré-operatório (sem participar do programa de doação de sangue6 autólogo)
Os pacientes devem ter a deficiência de ferro corrigida antes do início do tratamento com Eprex® (alfaepoetina).
Pacientes que serão submetidos à cirurgia ortopédica eletiva85 de grande porte podem apresentar eventos trombóticos79,  especialmente se tiverem doença cardiovascular de base. O risco desses eventos serem secundários ao tratamento com epoetina deve ser avaliado. Assim, pacientes que serão submetidos a cirurgia ortopédica eletiva85 de grande porte devem receber profilaxia antitrombótica adequada, uma vez que eventos trombóticos79 e vasculares106 podem ocorrer. Além disso, recomenda-se precaução especial em pacientes com predisposição ao desenvolvimento de trombose venosa profunda110. Em pacientes com nível de base de hemoglobina4 > 13 g/dL, a possibilidade do tratamento com alfaepoetina estar associado com aumento do risco de eventos trombóticos79/vasculares106 após a cirurgia não pode ser excluída. Portanto, a alfaepoetina não deve ser usada em pacientes com nível basal de hemoglobina4 > 13 g/dL.
O uso de Eprex® (alfaepoetina) não é recomendado em pacientes em pré-operatório com valores basais de hemoglobina4 superiores a 13 g/dL.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Devido ao maior risco de ocorrência de hipertensão arterial63 durante a fase inicial do tratamento com Eprex® (alfaepoetina), os pacientes que apresentam insuficiência renal8 crônica devem ser cuidadosos ao realizar tarefas, tais como dirigir ou operar máquinas, até que a dose de manutenção adequada seja estabelecida.

Gravidez23 (Categoria C) e Lactação28
Em estudos experimentais (ratos) houve, na prole cujas mães receberam uma dose de 500 UI/Kg/dia, ocorrência de retardo de ganho de peso, aparecimento tardio da pelagem abdominal, retardo da abertura das pálpebras57 e diminuição do número de vértebras caudais. Em ratas prenhes tratadas durante o período de organogênese, na dose de 100-500 UI/Kg/dia houve um aumento das perdas fetais. Em coelhas prenhes não houve qualquer efeito com doses de até 500 UI/KKg/dia. Não se sabe se a alfaepoetina é excretada no leite materno. A segurança de Eprex® (alfaepoetina) não foi estabelecida durante a gravidez23 e a lactação28. Desta forma, o uso do medicamento nestas pacientes deverá ser objeto de análise do médico responsável, avaliando-se cuidadosamente os riscos e benefícios de sua administração. Eprex® (alfaepoetina) não é recomendado em pacientes grávidas ou amamentando que estão participando de programa de pré-doação de sangue6 autólogo.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Uso em idosos, crianças e outros grupos de pessoas

A segurança de Eprex® (alfaepoetina) não foi estabelecida em pacientes com disfunção hepática94 pois, devido ao reduzido metabolismo95, esses pacientes podem apresentar aumento da eritropoese.
Em pacientes com insuficiência renal8 crônica e doença cardíaca isquêmica clinicamente evidente ou insuficiência cardíaca congestiva114 a porcentagem de manutenção da hemoglobina4 não deve exceder o limite superior da concentração alvo, conforme recomendado no item "Posologia".

Interações Medicamentosas

Não existem evidências de que o tratamento com alfaepoetina altera o metabolismo95 de outros medicamentos. Entretanto, uma vez que a ciclosporina é ligada aos eritrócitos68, existe a possibilidade de interação medicamentosa. Em casos de administração concomitante com ciclosporina, os níveis sangüíneos da ciclosporina devem ser monitorados e a dose ajustada de acordo com o necessário.
A ação de Eprex® (alfaepoetina) poderá ser potencializada pela administração terapêutica3 simultânea de um agente hematínico, quando houver um estado deficitário de precursores da hemoglobina4.
A administração subcutânea1 de 40.000 UI/mL de alfaepoetina com trastuzumabe (6 mg/Kg) não teve efeito na farmacocinética de trastuzumabe em indivíduos com câncer10 de mama77 metastático.

Reações Adversas a Medicamentos

Pacientes com Câncer10
Os eventos tromboembólicos foram relatados em pacientes com câncer10 que receberam agentes eritropoeticos, incluindo alfaepoetina, como já citado no estudo BEST (Vide “Propriedades Farmacodinâmicas”).

Dados Clínicos
A reação adversa mais freqüente durante o tratamento com alfaepoetina é o aumento dose-dependente da pressão arterial49 ou piora da hipertensão arterial63 pré-existente. Deve ser feito, portanto, um monitoramento da pressão arterial49, particularmente no início do tratamento. Outras reações adversas comumente observadas em experimentações clínicas da alfaepoetina são diarréia115, náusea116, dor de cabeça45, sintomas50 gripais, febre117, rash118 e vômito119. Sintomas50 gripais incluindo dores de cabeça45, dor nas articulações52, mialgia120 e febre117 podem ocorrer principalmente no início do tratamento.
As reações adversas sérias incluem trombose107 venosa e arterial e embolismo121 (incluindo alguns casos fatais), como trombose venosa profunda110, embolismo121 pulmonar, trombose107 arterial, trombose107 de retina122 e trombose107 do “shunt” (incluindo equipamento de diálise9). Em uma análise retrospectiva de 10 estudos duplo-cegos randomizados placebo71 controlados em indivíduos com câncer10 que receberam quimioterapia11, a trombose107 venosa foi reportada em 2,1% dos indivíduos e o embolismo121 pulmonar em 1,2%, dos 1564 indivíduos expostos a alfaepoetina. Nesse estudo, a comparação com os 1207 indivíduos expostos ao placebo71 mostrou que esses pacientes apresentaram incidência105 de 1,2% de trombose107 venosa e de 1,2% de embolismo121 pulmonar. Adicionalmente, os acidentes cerebrovasculares (infarto123 e hemorragia124 cerebral) e os ataques isquêmicos transitórios foram relatados em estudos-clínicos da alfaepoetina.
As reações de hipersensibilidade, incluindo rash118, urticária125, reação anafilática126 e edema angioneurótico127 foram relatadas.
Crise hipertensiva com encefalopatia128 e convulsões requerendo atenção imediata de um médico e cuidados intensivos foram relatados durante o tratamento com alfaepoetina nos pacientes com pressão arterial49 normal ou baixa. Atenção particular deve ser dada a súbita e lancinante enxaqueca46 como um possível sinal129 de advertência.
O perfil de segurança de Eprex® (alfaepoetina) foi avaliado em 142 indivíduos com insuficiência renal8 crônica e em 765 indivíduos com câncer10 que participaram de estudos clínicos placebo71-controlados. As reações adversas relatadas por >0,2% dos indivíduos tratados com Eprex® (alfaepoetina) nestes estudos estão na tabela 1.

Tabela 1.  Reações adversas ao fármaco26 relatadas por ≥0,2%dos indivíduos registrados em estudos clínicos com Eprex® (alfaepoetina).

Sistemas/Órgãos

Reação Adversa ao Fármaco26

Eprex® Dados de Estudos Clínicos

IRC

Câncer10

Eprex®

Placebo71

Eprex®

Placebo71

N=96

N=46

N=488

N=277

(%)

(%)

(%)

(%)

Distúrbios do Sangue6 e Sistema  Linfático130

Trombocitose96

NR

NR

0,2

NR

Distúrbios do Sistema Nervoso131

Hemorragia124 Cerebral*

NR

NR

0,41

NR

Convulsões

2,1

2,2

0,2

NR

Dor de Cabeça45

33

46

3,7

3,6

Distúrbios Vasculares106

Trombose Venosa Profunda110*

NR

NR

1,6

0,36

  Hipertensão132 arterial

4,1

NR

2,5

1,1

Distúrbios Gastrintestinais

  Náusea116

10,7

7,6

17

32

  Diarréia115

1

NR

5,7

4,4

  Vômito119

2,1

NR

4,9

5,4

Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo133

  Rash118

1

NR

1,2

1,1

Distúrbios Músculoesqueléticos, do Tecido134 Conjuntivo e Ossos

  Artralgia135

23

20

1,4

1,8

  Mialgia120

NR

NR

1

1,4

Distúrbios Gerais e Condições no Local de Administração

Sintomas50 Gripais

19

26

4,9

3,3

  Febre117

NR

NR

12

11

Danos, Envenenamentos e Complicações do Procedimento

  Trombose107 de shunt136 (incluindo equipamento de diálise9)

1,1

2,2

NA

NA

KEY: NR=não relatado; NA=não aplicável.

*Incluindo casos fatais.

As reações adversas adicionais com as taxas de incidência105 desconhecidas identificadas em outros estudos clínicos controlados e não controlados com alfaepoetina são mostrados na tabela 2.

Tabela 2. Reações adversas adicionais com as taxas de incidência105 desconhecidas identificadas em outros estudos clínicos com Eprex® (alfaepoetina).

Sistema /órgão

Reação Adversa ao Fármaco26

Distúrbios do Sistema Imune27

Reação Anafilática

Hipersensibilidade

Distúrbio do Sistema Nervoso131

Acidente Cerebrovasculara,b

Encefalopatia Hipertensiva137

Ataque Isquêmico138 Transitóriob

Distúrbios Oculares

Trombose107 Retina122b

Distúrbio Vasculares106

  Crise Hipertensiva

Trombose107 Arterialb

Distúrbio Respiratório, Torácico e do Mediastinal

  Embolismo121 Pulmonara,b

Distúrbio da Pele e Tecido Subcutâneo133

  Urticária125

Edema angioneurótico127

Distúrbios Congênitos139 e Genéticos

  Porfiria93

Distúrbios gerais e Condições do local de aplicação

  Ineficácia do Fármaco26

  Edema58 Periférico

  Reações no Local da Aplicação

a Incluindo casos fatais.

b Eventos tromboembólicos venoso e arterial foram relatados em pacientes recebendoEprex® .

Pacientes com Insuficiência Renal8
Pacientes com insuficiência renal8 crônica, com níveis de hemoglobina4 superiores  a 12 g/dL podem estar associados com um risco maior de eventos cardiovasculares, incluindo morte.
As tromboses140 de shunt136 ocorreram em pacientes em hemodiálise30, especialmente naqueles que têm tendência à hipotensão141 ou cujas fístulas142 arteriovenosas exibem complicações.

Dados de pós-comercialização
As reações adversas identificadas durante a experiência de pós-comercialização com alfaepoetina estão incluídas na tabela 3. Na tabela, as freqüências são fornecidas de acordo com a seguinte convenção:

Muito comum

≥1/10

Comum

≥1/100 e < 1/10

Incomum

≥1/1.000 e <1/100

Raro

≥1/10.000, <1/1.000

Muito raro

<1/10.000, incluindo relatos isolados

A aplasia pura de células5 vermelhas mediada por anticorpos98 foi muito raramente relatada (<1/10.000 caso por paciente/ano) após meses a anos de tratamento com Eprex® (alfaepoetina).

Tabela 3. Reações Adversas Identificadas durante a experiência de pós-comercialização de Eprex® (alfaepoetina)  por frequência da categoria estimada a partir de relatos espontâneos

Distúrbios do Sangue6 e Sistema Linfático143

Muito raro

Aplasia de células5 vermelhas mediada por anticorpos98

Investigacional

Muito raro

Anticorpo144 anti-eritropoetina35 positivo

Superdose

A margem de segurança terapêutica3 de Eprex® (alfaepoetina) é muito ampla. A superdose por alfaepoetina pode produzir efeitos que são derivados dos efeitos farmacológicos do hormônio62. A resposta é dose-dependente e individualizada para cada paciente.
Em caso de superdose poderá ocorrer hipertensão arterial63. Flebotomia64 pode ser realizada na ocorrência de níveis excessivamente altos de hemoglobina4. Deve-se tomar cuidados adicionais de suporte de acordo com o necessário.

Armazenagem

Proteger da luz. Conservar sob refrigeração (entre 2ºC e 8ºC). Não congelar, nem agitar.
Os seguintes pontos devem ser considerados:
- Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida deve ser conservado na geladeira. Contudo, não guardar no congelador e nem no "freezer".
- Conservar Eprex® (alfaepoetina) na embalagem original até o instante de utilizá-lo.
- Antes de usar Eprex® (alfaepoetina) seringa39 preenchida deixá-lo a temperatura ambiente por 15 a 30 minutos. Nunca deixe Eprex® (alfaepoetina) em temperatura ambiente por mais de 60 minutos antes da aplicação da injeção25, nem deixe o medicamento exposto ao sol.
- Nunca aqueça Eprex® (alfaepoetina).


EPREX - Laboratório

JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Rod. Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos/SP
Tel: 08007011851

Ver outros medicamentos do laboratório "JANSSEN- CILAG FARMACÊUTICA LTDA."

Saiba mais em: EPREX
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
2 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
5 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
7 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
8 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
9 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
10 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
11 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
12 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
13 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
14 Carótidas: Artérias originadas a partir da aorta torácica ou a partir de um dos seus ramos principais, encarregadas de conduzir o maior volume sangüíneo para as estruturas do crânio.Estão dispostas de cada lado do pescoço (carótidas externas), que a seguir ramifica-se em várias artérias e unem-se aos troncos arteriais derivados do circuito cerebral posterior, através dos ramos comunicantes posteriores.
15 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
16 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
17 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
18 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
19 Câimbras: Contrações involuntárias, espasmódicas e dolorosas de um ou mais músculos.
20 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
21 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
22 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
23 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
24 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
25 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
26 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
27 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
28 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
29 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
30 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
31 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
32 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
33 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
34 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
35 Eritropoetina: É uma glicoproteína que controla a eritropoiese, ou seja, a produção de células vermelhas do sangue.
36 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
37 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
38 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
39 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
40 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
41 Assepsia: É o conjunto de medidas que utilizamos para impedir a penetração de micro-organismos em um ambiente que logicamente não os tem. Logo um ambiente asséptico é aquele que está livre de infecção.
42 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
43 Coxa: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
44 Parede Abdominal: Margem externa do ABDOME que se estende da cavidade torácica osteocartilaginosa até a PELVE. Embora sua maior parte seja muscular, a parede abdominal consiste em pelo menos sete camadas Músculos Abdominais;
45 Cabeça:
46 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
47 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
48 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
49 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
50 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
51 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
52 Articulações:
53 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
54 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
55 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
56 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
57 Pálpebras:
58 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
59 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
60 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
61 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
62 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
63 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
64 Flebotomia: Incisão (corte) ou sangria venosa.
65 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
66 Parênquima: 1. Célula específica de uma glândula ou de um órgão, contida no tecido conjuntivo. 2. Na anatomia botânica, é o tecido vegetal fundamental, que constitui a maior parte da massa dos vegetais, formado por células poliédricas, quase isodiamétricas e com paredes não lignificadas, a partir das quais os outros tecidos se desenvolvem. 3. Na anatomia zoológica, é a substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.
67 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
68 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
69 Células da Medula Óssea: Células contidas na medula óssea, incluindo células adiposas (ver ADIPÓCITOS), CÉLULAS ESTROMAIS, MEGACARIÓCITOS e os precurssores imediatos da maioria das células sangüíneas.
70 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
71 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
72 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
73 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
74 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
75 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
76 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
77 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
78 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
79 Trombóticos: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
80 Pescoço:
81 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
82 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
83 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
84 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
85 Eletiva: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
86 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
87 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
88 Fístula: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
89 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
90 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
91 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
92 Talassemia: Anemia mediterrânea ou talassemia. Tipo de anemia hereditária, de transmissão recessiva, causada pela redução ou ausência da síntese da cadeia de hemoglobina, uma proteína situada no interior do glóbulos vermelhos e que tem a função de transportar o oxigênio. É classificada dentro das hemoglobinopatias. Afeta principalmente populações da Itália e da Grécia (e seus descendentes), banhadas pelo Mar Mediterrâneo.
93 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
94 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
95 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
96 Trombocitose: É o número excessivo de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitopenia. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é superior a 750.000/mm³ (e particularmente acima de 1.000.000/mm³) justifica-se investigação e intervenção médicas. Quanto à origem, pode ser reativa ou primária (provocada por doença mieloproliferativa). Apesar de freqüentemente ser assintomática (particularmente quando se origina como uma reação secundária), pode provocar uma predisposição para a trombose.
97 Incidentes: 1. Que incide, que sobrevém ou que tem caráter secundário; incidental. 2. Acontecimento imprevisível que modifica o desenrolar normal de uma ação. 3. Dificuldade passageira que não modifica o desenrolar de uma operação, de uma linha de conduta.
98 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
99 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
100 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
101 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
102 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
103 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
104 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
105 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
106 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
107 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
108 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
109 Trombótico: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
110 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
111 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
112 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
113 Anemia Ferropriva: Anemia por deficiência de ferro. É o tipo mais comum de anemia. Há redução da quantidade total de ferro corporal até a exaustão das reservas de ferro. O fornecimento de ferro é insuficiente para atingir as necessidades de diferentes tecidos, incluindo as necessidades para a formação de hemoglobina e dos glóbulos vermelhos.
114 Insuficiência Cardíaca Congestiva: É uma incapacidade do coração para efetuar as suas funções de forma adequada como conseqüência de enfermidades do próprio coração ou de outros órgãos. O músculo cardíaco vai diminuindo sua força para bombear o sangue para todo o organismo.
115 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
116 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
117 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
118 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
119 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
120 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
121 Embolismo: É o mesmo que embolia, mas é um termo menos usado. Significa obstrução de um vaso, frequentemente uma artéria, pela migração de um corpo estranho (chamado de êmbolo) levado pela corrente sanguínea.
122 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
123 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
124 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
125 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
126 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
127 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
128 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
129 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
130 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
131 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
132 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
133 Pele e Tecido Subcutâneo: Revestimento externo do corpo composto por PELE, seus acessórios (CABELO, UNHAS, GLÂNDULAS SEBÁCEAS e GLÂNDULAS SUDORÍPARAS) e seus ductos.
134 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
135 Artralgia: Dor em uma articulação.
136 Shunt: 1. Em cirurgia, é o desvio de depósitos de líquido para uma estrutura que o absorva ou o excrete. O shunt é feito por meio da criação de uma fístula ou de um dispositivo mecânico. 2. Em patologia, é a passagem anormal de sangue de uma cavidade para outra. 3. Em eletricidade, é o condutor que liga dois pontos num circuito elétrico e forma um caminho paralelo ou alternativo através do qual parte da corrente pode passar.
137 Encefalopatia hipertensiva: É o aumento difuso da pressão intracraniana que pode resultar de uma complicação da má evolução da hipertensão arterial.
138 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
139 Congênitos: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
140 Tromboses: Formações de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Podem ser venosas ou arteriais e produzem diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
141 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
142 Fístulas: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
143 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
144 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).

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