NAROPIN

AstraZeneca

Atualizado em 09/12/2014

NAROPIN®



Cloridrato de ropivacaína

2 mg/ml, 7,5 mg/ml e 10 mg/ml

Anestésico Local

Sem Conservantes


Formas Farmacêuticas e Apresentações de Naropin

NAROPIN® POLYAMP®: solução estéril injetável 2 mg/ml (0,2%) e 7,5 mg/ml (0,75%): embalagens com 5 ampolas plásticas contendo 20 ml, em estojos individuais estéreis.

Solução estéril injetável 10 mg/ml (1%): embalagens com 5 ampolas plásticas contendo 10 ml ou 20 ml, em estojos individuais estéreis.

Apresentações estéreis até a abertura da embalagem. NÃO USAR POR VIA INTRAVENOSA.

As ampolas são desenhadas para ajuste às seringas do tipo Luer Lock e Luer Fit.


USO ADULTO E PEDIÁTRICO


Composição de Naropin

Cada ml contém:

                                                             (0,2%)  ou   (0,75 %)  ou    (1%)

cloridrato de ropivacaína                   2,0 mg          7,5 mg           10,0 mg

Excipientes q.s.p..............................................................................1 ml

Excipientes: cloreto de sódio, água para injeção1 e hidróxido de sódio/ácido clorídrico2.


USO HOSPITALAR E/OU PROFISSIONAL


As ampolas de NAROPIN não devem ser reautoclavadas. Embalagens em estojos individuais estéreis devem ser empregadas quando a manipulação em condições estéreis for desejada.

Não contém conservantes. Não reutilizar as embalagens ou sobras da solução.


Cuidados de Armazenamento de Naropin

Conservar em temperatura ambiente (15°C a 30ºC).

Prazo de Validade de Naropin

Vide cartucho. Não use medicamento com o prazo de validade vencido.


- INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Características de Naropin

NAROPIN é uma solução para injeção1/infusão, estéril, isotônica3, isobárica e aquosa. O pH da solução é ajustado para 4,0-6,0 com hidróxido de sódio ou ácido clorídrico2. A solução não contém conservantes, portanto destina-se a administração única.



Propriedades Farmacodinâmicas

A ropivacaína é um anestésico local do tipo amida de longa duração com efeitos anestésico e analgésico4. A administração de altas doses produz anestesia5 cirúrgica, enquanto que em baixas doses, produz bloqueio sensitivo (analgesia) com bloqueio motor limitado e não progressivo.

O início e a duração do efeito anestésico local de NAROPIN dependem da dose e do local de administração enquanto que a presença de um vasoconstritor (ex.: epinefrina) tem pouca ou nenhuma influência.

A ropivacaína, como outros anestésicos locais, causa bloqueio reversível da propagação do impulso pelas fibras nervosas, impedindo a entrada dos íons6 sódio através da membrana celular7 das fibras nervosas.

Os anestésicos locais podem apresentar efeitos similares em outras membranas excitáveis, como por exemplo, no cérebro8 e miocárdio9. Se quantidades excessivas do fármaco10 alcançarem a circulação11 sistêmica, sintomas12 e sinais13 de toxicidade14 podem aparecer, provenientes dos Sistemas Nervoso Central e Cardiovascular.

Os efeitos sobre o coração15, medidos in vivo em estudos em animais, mostraram que a toxicidade14 cardíaca da ropivacaína é menor que a da bupivacaína.

Ovelhas prenhes não apresentaram sensibilidade maior aos efeitos sistêmicos16 tóxicos da ropivacaína do que as ovelhas não prenhes.

Voluntários sadios expostos a infusões intravenosas de doses tóxicas para o Sistema Nervoso Central17 (SNC18) mostraram significativamente menos efeitos cardíacos após a ropivacaína do que após a bupivacaína.

Efeitos cardiovasculares indiretos (hipotensão19, bradicardia20) podem ocorrer após a administração peridural21, dependendo da extensão do bloqueio simpático22 concomitante, mas são menos comuns em crianças.



Propriedades Farmacocinéticas

A ropivacaína tem um centro quiral e é o S-(-)-enantiômero puro. A ropivacaína possui pKa de 8,1 e razão de distribuição de 141 (25oC n-octanol/tampão fosfato pH 7,4). Os metabólitos23 têm atividade farmacológica menor que a ropivacaína.

A concentração plasmática da ropivacaína depende da dose, via de administração e vascularização do local da injeção1. A ropivacaína apresenta farmacocinética linear e a concentração plasmática máxima é proporcional à dose.

A ropivacaína apresenta, após administração peridural21, absorção completa e bifásica, sendo as meias-vidas de 14 min e 4 horas, respectivamente. A absorção lenta é um fator limitante na eliminação da ropivacaína, o que explica a maior meia-vida de eliminação aparente após a administração peridural21, que por via intravenosa. A ropivacaína também mostra uma absorção bifásica no espaço peridural21 caudal em crianças.

A ropivacaína apresenta depuração plasmática total média de 440 ml/min, depuração de fração livre de 8 l/min, depuração renal24 de 1 ml/min, volume de distribuição no estado de equilíbrio de 47 l e meia-vida de eliminação terminal de 1,8 h após a administração i.v.. A ropivacaína tem uma razão de extração hepática25 intermediária de aproximadamente 0,4. Está principalmente ligada a α1-glicoproteína ácida no plasma26, sendo de aproximadamente 6% a fração livre.

O aumento das concentrações plasmáticas totais foi observado durante infusão peridural21 contínua e interescalênica, relacionado ao aumento pós-operatório da α1-glicoproteína ácida. Variações na concentração da fração livre, isto é, farmacologicamente ativa, foram muito menores do que na concentração plasmática total.

A ropivacaína atravessa imediatamente a placenta e o equilíbrio em relação à concentração livre é rapidamente alcançado. A taxa de ligação às proteínas27 plasmáticas no feto28 é menor do que na mãe, o que resulta em menores concentrações plasmáticas no feto28.

A ropivacaína é extensivamente metabolizada no fígado29 em 3-hidroxi-ropivacaína, principalmente por hidroxilação aromática mediada pelo citocromo P4501A2 e em PPX por N-desalquilação mediada pela CYP3A4. Após administração intravenosa única, 37% da dose total é excretada na urina30 como 3-hidroxi-ropivacaína livre e conjugada, o metabólito31 principal. Concentrações baixas de 3-hidroxi-ropivacaína foram encontradas no plasma26. A excreção urinária de PPX e outros metabólitos23 representa menos de 3% da dose.

Durante a infusão peridural21, tanto o PPX como a 3-hidroxi-ropivacaína são os principais metabólitos23 excretados na urina30. A concentração total de PPX no plasma26 foi cerca de metade da concentração de ropivacaína total, entretanto, as concentrações médias de PPX livre foram cerca de 7 a 9 vezes maiores que a da ropivacaína livre após infusão peridural21 contínua por até 72 horas. O limiar para concentrações plasmáticas de PPX livre tóxicas para o SNC18 em ratos é cerca de 12 vezes maior que aquele para a ropivacaína livre.

Não há evidências de racemização in vivo da ropivacaína.



Pediatria

A farmacocinética da ropivacaína foi caracterizada em uma população agrupada pela análise de dados de PK a partir de seis estudos com 192 crianças em idades entre 0 e 12 anos.

A depuração da ropivacaína livre e do PPX e o volume de distribuição da ropivacaína livre dependem tanto do peso corpóreo quanto da idade até a maturidade da função hepática25, após os quais dependem em grande parte do peso corpóreo.

A maturação da depuração da ropivacaína livre parece estar completa aos 3 anos de idade, para o PPX a 1 ano de idade e o volume de distribuição da ropivacaína livre aos 2 anos de idade. O volume de distribuição de PPX livre depende apenas do peso corpóreo.

A depuração da ropivacaína livre aumenta de 2,4 e 3,6 l/h/kg em recém-nascidos e em neonatos32 de um mês para 8-16 l/h/kg em crianças acima de 6 meses de idade, valores que estão dentro daqueles no adulto. Os valores da depuração da ropivacaína total por kg de peso corpóreo aumentam a partir de aproximadamente 0,10 e 0,15 l/h/kg em recém-nascidos e neonatos32 de um mês para aproximadamente 0,3-0,6 l/h/kg em crianças acima de 6 meses de idade. O volume de distribuição da ropivacaína livre por kg de peso corpóreo aumenta de 22 e 26 l/kg em recém-nascidos e neonatos32 de um mês para 42-66 l/kg em crianças acima de 6 meses de idade.

O volume de distribuição da ropivacaína total por kg de peso corpóreo aumenta de 0,9 e 1,0 l/kg em recém-nascidos e em neonatos32 de um mês para 1,7 – 2,6 l/kg em crianças acima de 6 meses de idade. A meia-vida terminal da ropivacaína é longa, em recém-nascidos e em neonatos32 de um mês é de 6 a 5 h comparada com cerca de 3 horas em crianças maiores. A meia-vida terminal do PPX também é longa, em recém-nascidos e em neonatos32 de um mês é de 43 e 26 h e em crianças maiores cerca de 15h.

Aos 6 meses, o ponto de mudança para alterações na faixa de dose recomendada para infusão peridural21 contínua, a depuração da ropivacaína livre alcança 34% e o PPX livre alcança 71% dos seus valores maduros. A exposição sistêmica é maior em neonatos32 e é também um pouco maior em crianças entre 1 a 6 meses comparada com crianças maiores, as quais estão relacionadas à imaturidade de suas funções hepáticas33. Entretanto, isto é parcialmente compensado pela diminuição de 50% da faixa de dose recomendada para infusão contínua em crianças abaixo de 6 meses de idade.

Simulações na soma das concentrações plasmáticas livres de ropivacaína e PPX, baseadas nos parâmetros de PK e suas variações na análise da população, indicam que para um bloqueio caudal único a dose recomendada deve ser aumentada por um fator de 2,7 no grupo mais jovem e por um fator de 7,4 no grupo de 1 a 10 anos de idade com o objetivo de que no máximo 90% do limite do intervalo de confiança previsível atinja o limiar da toxicidade14 sistêmica. Fatores correspondentes para a infusão peridural21 contínua são 1,8 e 3,8, respectivamente.



Dados de segurança pré-clínicos

Baseado em estudos convencionais de farmacologia34 de segurança, toxicidade14 de doses únicas e repetidas, toxicidade14 reprodutiva, potencial mutagênico e toxicidade14 local, nenhum risco para humanos foi identificado além daqueles que podem ser esperados com relação à ação farmacodinâmica de altas doses de ropivacaína (ex.: sinais13 do SNC18, incluindo convulsões e cardiotoxicidade).


Indicações de Naropin


NAROPIN está indicado para:

Anestesia5 em cirurgia

- bloqueio peridural21, incluindo cesárea;

 - bloqueio nervoso maior;

 - bloqueios infiltrativo e do campo operatório.


Estados dolorosos agudos

- infusão peridural21 contínua ou administração intermitente35 em bolo, como por exemplo, em dor pós

operatória ou trabalho de parto;

 - bloqueios infiltrativo e do campo operatório;

 - injeção1 intra-articular;

 - bloqueio nervoso periférico em infusão contínua ou em injeções intermitentes36, como por exemplo,

em dor pós-operatória.


Estados dolorosos agudos em pediatria

Para o controle da dor peri- e pós-operatória em:

 - bloqueio peridural21 caudal.


- CONTRA-INDICAÇÕES



Hipersensibilidade aos anestésicos locais do tipo amida.


Precauções e Advertências de Naropin

Os procedimentos anestésicos regionais devem sempre ser realizados em local com pessoal, equipamentos e medicamentos adequados para monitorização e ressuscitação de emergência37. Os pacientes que serão submetidos a bloqueios maiores devem estar em ótimas condições e ter um acesso venoso instalado antes do início do bloqueio. O médico responsável deverá tomar as precauções necessárias para evitar a administração intravascular38 (ver item Posologia e Modo de Usar), ser devidamente treinado e estar familiarizado com o diagnóstico39 e tratamento de efeitos colaterais40, toxicidade14 sistêmica e outras complicações (ver item Superdosagem).

O bloqueio nervoso periférico maior pode implicar na administração de grande volume de anestésico local em áreas altamente vascularizadas frequentemente perto de grandes vasos aonde existe um risco aumentado de injeção1 intravascular38 e/ou absorção sistêmica rápida, a qual pode desencadear altas concentrações plasmáticas.

Certos procedimentos anestésicos locais, tais como injeções nas regiões da cabeça41 e pescoço42, podem estar associados com uma maior frequência de reações adversas graves, independentemente do anestésico local utilizado.

Pacientes em condição geral debilitada devido à idade ou outros fatores, tais como bloqueio parcial ou completo da condução cardíaca, hepatopatia avançada ou disfunção renal24 grave, requerem especial atenção, embora a anestesia5 regional seja frequentemente a técnica anestésica ótima nesses pacientes. Pacientes tratados com fármacos antiarrítmicos classe III (ex.: amiodarona) devem ser devidamente monitorados através do ECG, uma vez que os efeitos cardíacos podem ser aditivos.

Existem raros relatos de paradas cardíacas durante o uso de NAROPIN para anestesia5 peridural21 ou bloqueio do nervo periférico, especialmente após administração intravascular38 acidental e não-intencional, em pacientes idosos e em pacientes com doença cardíaca. Em alguns casos, pode ser difícil a ressuscitação. Caso ocorra parada cardíaca, será necessário um esforço prolongado para que se tenha a possibilidade de um resultado satisfatório.

A ropivacaína é metabolizada pelo fígado29, portanto, deve ser usada com cuidado em pacientes com hepatopatia grave. Pode ser necessário reduzir as doses repetidas devido à demora na eliminação. Geralmente, não é necessário modificar a dose em pacientes com insuficiência renal43, quando NAROPIN é utilizado em dose única ou em tratamento de curta duração. A acidose44 e a redução da concentração das proteínas27 plasmáticas, frequentemente observadas em pacientes com insuficiência renal43 crônica, podem aumentar o risco de toxicidade14 sistêmica.

A anestesia5 peridural21 pode ocasionar hipotensão19 e bradicardia20. O risco de tais efeitos pode ser reduzido, por exemplo, pela expansão volêmica ou pela injeção1 de um vasopressor. A hipotensão19 deve ser tratada imediatamente com, por exemplo, 5-10 mg de efedrina por via intravenosa, sendo repetido se necessário. Crianças devem receber doses de efedrina proporcionais à idade e ao peso.

Cuidado especial deve ser tomado com neonatos32, devido à imaturidade de alguns órgãos e suas funções. Este cuidado é especialmente importante durante infusão peridural21 contínua.

Quando NAROPIN é administrado como injeção1 intra-articular, recomenda-se cautela quando há suspeita de traumatismo45 intra-articular recente maior ou quando, pelo procedimento cirúrgico, houver formação de superfícies cruentas extensas no interior da articulação46, uma vez que isto pode acelerar a absorção e resultar em concentrações plasmáticas maiores.

A administração prolongada de ropivacaína deve ser evitada em pacientes tratados com inibidores potentes da CYP1A2 como a fluvoxamina e a enoxacina (ver item Interações Medicamentosas).

NAROPIN é possivelmente um porfirinogênico e deve ser somente prescrito a pacientes com porfiria47 aguda quando nenhuma alternativa segura está disponível. Precauções apropriadas devem ser tomadas para todos pacientes porfíricos.



Efeitos sobre a capacidade de dirigir autos e operar máquinas

Além do efeito anestésico direto, os anestésicos locais podem ter efeitos muito leves na função mental e coordenação até mesmo na ausência evidente de toxicidade14 do SNC18 e podem temporariamente prejudicar a locomoção e vigília.


Uso durante a gravidez48 e lactação49

Gravidez48

Exceto pelo uso obstétrico, não existem dados adequados sobre o uso de ropivacaína durante a gestação. Estudos em animais não indicam efeitos nocivos diretos ou indiretos em relação à gestação, desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal (ver item Dados de segurança pré-clínicos).



Lactação49

Não existem estudos sobre a excreção de ropivacaína ou de seus metabólitos23 no leite humano. Baseado na relação leite/concentração plasmática em ratas, a dose diária estimada para um filhote será de aproximadamente 4% da dose administrada à mãe. Assumindo que a relação leite/concentração plasmática em humanos é da mesma grandeza, a dose total de ropivacaína a qual o recém-nascido é exposto pelo aleitamento é bem menor que a exposição intra-útero50 em mulheres grávidas de termo.


Interações Medicamentosas de Naropin


NAROPIN deve ser usado com cuidado em pacientes sob tratamento com outros anestésicos locais ou outras substâncias estruturalmente relacionadas com os anestésicos locais do tipo amida, como por exemplo certos antiarrítmicos como a lidocaína e a mexiletina, uma vez que os efeitos sistêmicos16 tóxicos são aditivos. Não foram realizados estudos de interação específica com ropivacaína e fármacos antiarrítmicos classe III (ex.: amiodarona), porém recomenda-se precaução (ver item Precauções e Advertências).

Em voluntários sadios, a depuração da ropivacaína foi reduzida em até 77% durante a administração concomitante de fluvoxamina, um inibidor competitivo potente da P4501A2. A CYP1A2 está envolvida na formação da 3-hidroxi-ropivacaína, um metabólito31 importante. Portanto, inibidores potentes da CYP1A2 como a fluvoxamina e a enoxacina, administrados concomitantemente com NAROPIN, podem causar uma interação medicamentosa que leva ao aumento da concentração plasmática de ropivacaína. Portanto, a administração da ropivacaína a longo prazo deve ser evitada em pacientes tratados com inibidores potentes da CYP1A2 como a fluvoxamina e a enoxacina (ver item Precauções e Advertências).

Incompatibilidades: a alcalinização pode causar preciptação, pois a ropivacaína é pouco solúvel em pH superior a 6.


Reações Adversas de Naropin

Geral

O perfil de reações adversas de NAROPIN é similar a de outros anestésicos locais de longa duração do tipo amida.


As reações adversas causadas pela ropivacaína são difíceis de se distinguir dos efeitos fisiológicos do bloqueio nervoso (ex.: hipotensão19, bradicardia20), eventos causados diretamente (ex.: trauma nervoso) ou indiretamente (ex.: abscesso51 peridural21) pela introdução da agulha.

Tabela de reações adversas (dados agrupados de todos os tipos de bloqueio)






a Estas reações são mais frequentes após anestesia5 espinhal.

b Estes sintomas12 ocorrem, em geral, por injeção1 intravascular38 acidental, superdosagem ou absorção rápida (ver item Superdosagem).

c A hipotensão19 é menos frequente em crianças (>1/100).

d O vômito52 é mais frequente em crianças (>1/10).


Reações adversas relacionadas à classe terapêutica53

Esta seção inclui complicações relacionadas com a técnica anestésica independente do anestésico local utilizado.


Complicações neurológicas

Neuropatia54 e disfunção medular (ex.: síndrome55 da artéria56 espinhal anterior, aracnoidites, síndrome da cauda equina57) têm sido associadas à anestesia5 peridural21.


Bloqueio espinhal total

O bloqueio espinhal total pode ocorrer se uma dose peridural21 é inadvertidamente administrada intratecalmente ou se uma grande dose é administrada.


Toxicidade14 Sistêmica Aguda

As reações sistêmicas tóxicas envolvem, primariamente, o SNC18 e o Sistema Cardiovascular58. Tais reações são causadas pela alta concentração sanguínea do anestésico local, que pode ocorrer devido à injeção1 intravascular38 (acidental), superdosagem ou por absorção excepcionalmente rápida de áreas altamente vascularizadas (ver item Precauções e Advertências). As reações do SNC18 são similares para todos os anestésicos locais do tipo amida, enquanto que as reações cardíacas são mais dependentes do fármaco10, tanto quantitativamente quanto qualitativamente.

A toxicidade14 do SNC18 é uma resposta gradual com sinais13 e sintomas12 de gravidade crescente. Em geral, os primeiros sintomas12 são: alucinações59, parestesia60 perioral, dormência61 da língua62, hiperacusia, zumbidos e alterações visuais. Disartria63, contraturas musculares ou tremores são mais graves e precedem o início de convulsões generalizadas. Estes sinais13 não devem ser confundidos com comportamento neurótico. Em sequência, podem ocorrer inconsciência64 e convulsões do tipo grande mal, podendo durar de poucos segundos até muitos minutos. Hipóxia65 e hipercarbia ocorrem rapidamente durante as convulsões devido ao aumento da atividade muscular, em conjunto com a interferência com a respiração e possível perda da função respiratória. Em casos graves, pode ocorrer apnéia66. A acidose44, hipercalemia67, hipocalcemia68 e hipóxia65 aumentam e prolongam os efeitos tóxicos dos anestésicos locais.

A recuperação é devido à redistribuição do anestésico local no SNC18 e subsequente metabolismo69 e excreção. A recuperação pode ser rápida a menos que tenha sido administrada uma grande quantidade de anestésico.

A toxicidade14 do sistema cardiovascular58 pode ser vista em casos graves e, em geral, é precedida por sinais13 de toxicidade14 no SNC18. Em pacientes sob sedação70 pesada ou recebendo anestesia5 geral, podem ser ausentes os sintomas12 prodrômicos71 do SNC18. Podem ocorrer hipotensão19, bradicardia20, arritmia72 e até mesmo parada cardíaca como resultado de altas concentrações sistêmicas de anestésicos locais, mas casos raros de parada cardíaca ocorreram sem efeitos prodrômicos71 do SNC18.

Em crianças, os sinais13 iniciais de toxicidade14 do anestésico local podem ser de difícil detecção quando elas não conseguem se expressar verbalmente ou quando elas são submetidas à anestesia5 geral.



Tratamento da Toxicidade14 Sistêmica Aguda

Se sinais13 de toxicidade14 sistêmica aguda aparecer, a administração do anestésico local deve ser interrompida imediatamente e sintomas12 do SNC18 (convulsão73, depressão do SNC18) deve ser tratado imediatamente com suporte ventilatório adequado e a administração de fármacos anticonvulsivantes.

Em caso de parada circulatória, instituir ressuscitação cardiopulmonar imediatamente. Adequada oxigenação, ventilação74 e suporte cardiovascular bem como o tratamento da acidose44 são de importância vital.

Se ocorrer depressão cardiovascular (hipotensão19, bradicardia20), deve-se considerar um tratamento adequado com fluidos intravenosos, vasopressor e/ou agentes inotrópicos. Crianças devem receber doses proporcionais à idade e ao peso.

Se ocorrer parada cardíaca, podem ser necessários esforços de ressucitação prolongados para que se obtenha um resultado satisfatório.


- POSOLOGIA E MODO DE USAR



NAROPIN deve apenas ser utilizado por ou sob a supervisão de médicos experientes em anestesia5 regional.


Adultos e maiores de 12 anos de idade

A tabela a seguir é um guia de dose para os bloqueios mais usados. A dose deve ser baseada na experiência do anestesista e no conhecimento da condição física do paciente.

Em geral, a anestesia5 cirúrgica (ex.: administração peridural21) requer o uso de altas concentrações e doses. Para analgesia recomenda-se o uso de NAROPIN 2 mg/ml, exceto para a administração intra-articular onde NAROPIN 7,5 mg/ml é recomendado.


Vias de administração:

NAROPIN® POLYAMP ® 2 mg/ml: peridural21 lombar, peridural21 torácica e bloqueio de campo.

NAROPIN® POLYAMP ® 7,5 mg/ml: peridural21 lombar para cirurgia e cesárea, peridural21 torácica, bloqueio nervoso maior, bloqueio de campo e injeção1 intra-articular.

NAROPIN® POLYAMP ® 10 mg/ml: peridural21 lombar para cirurgia.

Recomendação de dose para NAROPIN em adultos e maiores de 12 anos de idade






n/a: não se aplica.

1 a dose para bloqueio nervoso maior deve ser ajustada de acordo com o local de administração e a condição do paciente. Os bloqueios interescalênico e do plexo braquial75 supraclavicular podem estar associados a frequência maior de reações adversas graves, independentemente do anestésico local utilizado (ver item Precauções e Advertências).

2 se for utilizada quantidade adicional de ropivacaína por outras técnicas no mesmo paciente, não exceder a dose limite de 225 mg.


As doses apresentadas na tabela acima são aquelas consideradas como necessárias à produção de bloqueio com sucesso, devendo ser utilizadas como guia para uso em adultos. Podem ocorrer variações individuais no início e duração do efeito. Os dados mostram a faixa de dose média necessária. Literatura padrão deve ser consultada para fatores que afetam as técnicas específicas de bloqueio e para necessidades individuais do paciente.

A fim de evitar a injeção1 intravascular38 recomenda-se aspiração cuidadosa antes e durante a administração da dose principal, a qual deve ser injetada lentamente ou em doses crescentes, na velocidade de 25-50 mg/min, sempre observando atentamente as funções vitais do paciente e mantendo contato verbal. Quando se pretende administrar uma dose peridural21, recomenda-se uma dose teste prévia de 3-5 ml de lidocaína com epinefrina (lidocaína 1-2%). A injeção1 intravascular38 acidental pode ser reconhecida pelo aumento temporário da frequência cardíaca e em caso de injeção1 intratecal acidental, por sinais13 de bloqueio espinhal. A injeção1 deve ser interrompida imediatamente se ocorrerem sintomas12 tóxicos.

Em bloqueio peridural21 para cirurgia, doses únicas de até 250 mg de ropivacaína foram usadas e são bem toleradas.

Quando bloqueios peridurais prolongados são utilizados, tanto por infusão contínua como por administração repetida em bolo, devem ser considerados os riscos de indução de lesão76 neural local ou de atingir concentração plasmática tóxica. Doses acumulativas de até 800 mg de ropivacaína administradas em cirurgia e analgesia pós-operatória por mais de 24 horas foram bem toleradas em adultos, assim como infusão peridural21 contínua pós-operatória de até 28 mg/h por 72 horas.

Para o tratamento da dor pós-operatória recomenda-se a seguinte técnica: a menos que seja instalado antes da operação, induzir o bloqueio peridural21 com NAROPIN 7,5 mg/ml (0,75%) pelo catéter peridural21. A analgesia é mantida com infusão de NAROPIN 2 mg/ml (0,2%). Os estudos clínicos demonstraram que velocidades infusão de 6-14 ml/h (12-28 mg/h) proporcionam analgesia adequada com somente leve bloqueio motor não-progressivo na maioria dos casos de dor pós-operatória de grau moderado a grave. Com essa técnica, foi observada redução significativa da necessidade de opióides.

Em estudos clínicos uma infusão peridural21 de NAROPIN 2 mg/ml isolado ou associado a 1-4 mcg/ml de fentanila foi administrada por até 72 horas para o controle da dor pós-operatória. NAROPIN 2 mg/ml (6-14 ml/h) proporcionou alívio da dor adequado para a maioria dos pacientes. A combinação de NAROPIN e fentanila proporcionou melhor alívio da dor, mas causou efeitos colaterais40 de opióides.

A administração peridural21 de ropivacaína em concentrações de 10 mg/ml não foi documentada para uso em cesárea.

Quando bloqueios nervosos periféricos prolongados são aplicados, seja por infusão contínua ou através de injeções repetidas, os riscos de atingir a concentração plasmática tóxica ou induzir a lesão76 neural local, devem ser considerados. Em estudos clínicos, o bloqueio do nervo femoral77 foi estabelecido com 300 mg de NAROPIN 7,5 mg/ml e o bloqueio interescalênico com 225 mg de NAROPIN 7,5 mg/ml, respectivamente, antes da cirurgia. Então, a analgesia foi mantida com NAROPIN 2 mg/ml. Taxas de infusão ou injeções intermitentes36 de 10-20 mg/h durante 48 horas proporcionaram analgesia adequada e foram bem toleradas.



Pacientes pediátricos

Recomendações de dose de NAROPIN em pacientes pediátricos com 0 a 12 anos de idade





A dose na tabela serve como guia para uso em pediatria, pois ocorrem variações individuais. Em crianças com peso corpóreo alto, em geral, é necessária redução gradual da dose com base no peso corpóreo ideal. O volume para um único bloqueio peridural21 caudal e o volume para administração peridural21 em bolo não deve exceder 25 ml em nenhum paciente. Literatura padrão deve ser consultada para fatores que afetam técnicas específicas de bloqueio e para as necessidades individuais do paciente.

Recomenda-se aspiração cuidadosa antes e durante a injeção1 para prevenir a administração intravascular38. As funções vitais do paciente devem ser observadas de perto durante a administração. Se ocorrerem sintomas12 de toxicidade14, a injeção1 deve ser imediatamente interrompida.

Uma injeção1 peridural21 caudal única de ropivacaína 2 mg/ml produz analgesia pós-operatória adequada abaixo de T12 na maioria dos pacientes quando é usada uma dose de 2 mg/kg em volume de 1 ml/kg. Em crianças acima de 4 anos de idade, doses de até 3 mg/kg têm sido usadas com segurança. O volume da injeção1 peridural21 caudal pode ser ajustado para obter uma distribuição diferente do bloqueio sensório, conforme recomendado na literatura padrão.

O fracionamento da dose calculada do anestésico local é recomendado, qualquer que seja a via de administração.


Superdosagem de Naropin

As injeções intravasculares78 acidentais de anestésicos locais podem causar efeitos tóxicos sistêmicos16 imediatos (dentro de segundos a poucos minutos). Na ocorrência de superdosagem, a toxicidade14 sistêmica aparece mais tarde (15-60 minutos após a injeção1) por causa do aumento mais lento da concentração sanguínea do anestésico local (ver itens Toxicidade14 Sistêmica Aguda e Tratamento da Toxicidade14 Sistêmica Aguda em Reações Adversas).


Pacientes Idosos de Naropin

Vide Precauções e Advertências.



TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

MS - 1.1618.0094

Farm. Resp.: Dra. Daniela M. Castanho - CRF - SP nº 19.097


Fabricado por: AstraZeneca AB - Kvarnbergagatan - Södertälje - Suécia

Importado e embalado por: Astrazeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9

Cotia - SP - CEP 06707-000

CNPJ 60.318.797/0001-00

Indústria Brasileira


OU


Fabricado por: AstraZeneca AB - Kvarnbergagatan - Södertälje - Suécia

Importado por: Astrazeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9

Cotia - SP - CEP 06707-000

CNPJ 60.318.797/0001-00

Indústria Brasileira



VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA


USO HOSPITALAR E/OU PROFISSIONAL

Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.

Todas as marcas nesta embalagem são propriedade do grupo de empresas AstraZeneca.


Logo do SAC: 0800-0145578


NAR004

NAROPIN - Laboratório

AstraZeneca
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
3 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
4 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
5 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
6 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
7 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
8 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
9 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
10 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
11 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
14 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
15 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
16 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
17 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
18 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
19 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
20 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
21 Peridural: Mesmo que epidural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
22 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
23 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
24 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
25 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
26 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
27 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
28 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
29 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
30 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
31 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
32 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
33 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
34 Farmacologia: Ramo da medicina que estuda as propriedades químicas dos medicamentos e suas respectivas classificações.
35 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
36 Intermitentes: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
37 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
38 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
39 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
40 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
41 Cabeça:
42 Pescoço:
43 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
44 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
45 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
46 Articulação: 1. Ponto de contato, de junção de duas partes do corpo ou de dois ou mais ossos. 2. Ponto de conexão entre dois órgãos ou segmentos de um mesmo órgão ou estrutura, que geralmente dá flexibilidade e facilita a separação das partes. 3. Ato ou efeito de articular-se. 4. Conjunto dos movimentos dos órgãos fonadores (articuladores) para a produção dos sons da linguagem.
47 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
48 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
49 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
50 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
51 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
52 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
53 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
54 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
55 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
56 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
57 Síndrome da cauda equina: É uma compressão aguda que afeta um conjunto de raízes nervosas, conhecido como cauda equina, que fica na região lombar da medula espinhal. Ela é uma séria condição neurológica, consistindo em uma emergência cirúrgica, ela ocorre quando essas raízes nervosas são comprimidas e os nervos ficam paralisados, cortando a sensação e o movimento nos membros inferiores e nos órgãos pélvicos. As raízes nervosas que controlam a função da bexiga e do intestino são especialmente vulneráveis aos danos.
58 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
59 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
60 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
61 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
62 Língua:
63 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
64 Inconsciência: Distúrbio no estado de alerta, no qual existe uma incapacidade de reconhecer e reagir perante estímulos externos. Pode apresentar-se em tumores, infecções e infartos do sistema nervoso central, assim como também em intoxicações por substâncias endógenas ou exógenas.
65 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
66 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
67 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
68 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
69 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
70 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
71 Prodrômicos: Relativos aos pródromos, ou seja, aos sinais e sintomas iniciais de uma doença.
72 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
73 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
74 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
75 Plexo Braquial: A maior rede de fibras nervosas que inervam a extremidade superior. O plexo braquial estende-se do pescoço até a axila. Em humanos, os nervos deste plexo usualmente se originam dos segmentos inferior cervival e primeiro torácico da medula espinhal (C5-C8 e T1), porém variações não são incomuns.
76 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
77 Nervo Femoral: Nervo que se origina na região lombar da medula espinhal (geralmente entre L2 e L4) e corre através do plexo lombar afim de fornecer inervação motora para os extensores da coxa e inervação sensitiva para partes da coxa, região inferior da perna, pé e junturas do quadril e do joelho.
78 Intravasculares: Relativos ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situam ou ocorrem.

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