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Velcade

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA

Atualizado em 13/05/2021

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

VELCADE®
liofilizado1 para solução injetável bortezomibe

APRESENTAÇÃO

liofilizado1 em embalagem com 1 frasco-ampola de 3,5 mg de bortezomibe.

USO INTRAVENOSO OU SUBCUTÂNEO2
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO

Cada frasco-ampola de pó liofilizado1 contém 3,5 mg de bortezomibe como éster boronato de manitol.
Excipiente: manitol.

Para uso intravenoso: Após a reconstituição com 3,5 mL de solução salina (0,9%), cada mL contém 1 mg de bortezomibe.
Para uso subcutâneo2: Após a reconstituição com 1,4 mL de solução salina (0,9%), cada mL contém 2,5 mg de bortezomibe.

INFORMAÇÕES AO PACIENTE

PARA QUE ESTE MEDICAMENTO É INDICADO?

VELCADE® é indicado para o tratamento de adultos com mieloma3 múltiplo, que é um tipo de câncer4 de medula óssea5, e:

  • que não receberam tratamento prévio e impossibilitados de receberem tratamento com alta dose de quimioterapia6 e transplante de medula óssea5. Nesses pacientes, VELCADE® é utilizado em combinação com melfalana e prednisona.
  • que não receberam tratamento prévio e que são elegíveis a receberem tratamento de indução com alta dose de quimioterapia6 com transplante de medula óssea5. Nesses pacientes, VELCADE® é utilizado em combinação com dexametasona, ou com dexametasona e talidomida.
  • que já receberam pelo menos um tratamento anterior.
  • o retratamento com VELCADE® pode ser considerado para pacientes7 com mieloma3 múltiplo que haviam respondido previamente ao tratamento com VELCADE®. O período mínimo entre o tratamento anterior e o início do retratamento é de 6 meses.

COMO ESTE MEDICAMENTO FUNCIONA?

VELCADE® pertence a um grupo de medicamentos denominados citotóxicos8, que são usados para matar as células9 cancerosas.
A eficácia do seu tratamento deve ser avaliada pelo seu médico através de exame clínico e laboratorial. A maioria dos pacientes com mieloma3 múltiplo apresentam resposta em até 1,5 meses após o início de tratamento com VELCADE®.

QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

VELCADE® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade (alergia10) ao bortezomibe, boro ou manitol.
Este medicamento é contraindicado para a faixa etária pediátrica.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez11.

O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

VELCADE® deve ser administrado sob a supervisão de médico com experiência no uso de tratamento antineoplásico.
Ocorreram casos fatais de administração inadvertida de VELCADE® pela via intratecal. VELCADE® deve ser administrado somente pela via intravenosa ou subcutânea12. VELCADE® NÃO DEVE SER ADMINISTRADO PELA VIA INTRATECAL.

Em geral, o perfil de segurança de pacientes tratados com VELCADE® em monoterapia foi similar ao observado em pacientes tratados com VELCADE® combinado com melfalano e prednisona.

Neuropatia periférica13
O tratamento com VELCADE® causa neuropatia periférica13 (definida como qualquer forma de lesão14, inflamação15 ou degeneração16 dos nervos periféricos) que é mais comumente do tipo sensorial, ou seja, afeta a percepção da dor, do tato ou das sensações de calor e frio. Os pacientes devem ser monitorados quanto aos sintomas17 de neuropatia18, como sensação de queimação, hiperestesia (excesso de sensibilidade), hipoestesia19 (diminuição da sensibilidade), parestesia20 (sensações subjetivas, por exemplo, frio, calor, formigamento, pressão, etc.), desconforto, dor ou fraqueza. Pacientes com sintomas17 pré-existentes (dormência21, dor ou sensação de queimação nos pés ou mãos22) e/ou sinais23 de neuropatia periférica13 podem apresentar piora da neuropatia periférica13 durante o tratamento com VELCADE®. Pacientes que apresentarem piora ou aparecimento de neuropatia periférica13 podem exigir uma mudança de dose, esquema de tratamento ou via de administração para subcutânea12 (SC).

Hipotensão arterial24
Eventos de hipotensão25 (pressão arterial26 baixa) são observados ao longo do tratamento. Recomenda-se cautela ao tratar pacientes com história de desmaio, pacientes recebendo medicamentos associados com hipotensão25 e pacientes desidratados.

Alterações cardíacas
Desenvolvimento súbito ou piora de insuficiência cardíaca27 têm sido relatados. Pacientes com fatores de risco ou com doença cardíaca pré-existente devem ser cuidadosamente monitorados.

Alterações da função do fígado28 (problemas hepáticos)
Têm sido relatados casos raros de falência aguda do fígado28 em pacientes recebendo medicações concomitantes e com outros problemas sérios de saúde29 além do mieloma3. Outros eventos adversos relatados incluem aumento das enzimas do fígado28, aumento de bilirrubina30 e hepatite31. Estas alterações podem ser reversíveis com a descontinuação do VELCADE®.

Problemas pulmonares
Foram relatados casos de doença pulmonar aguda de causa desconhecida em pacientes recebendo VELCADE®. Alguns desses eventos foram fatais. Na ocorrência de um evento pulmonar ou na piora de sintomas17 pulmonares já existentes, uma rápida avaliação diagnóstica deve ser realizada e os pacientes tratados apropriadamente.

Exames laboratoriais
O resultado do hemograma completo deve ser frequentemente monitorado durante o tratamento com VELCADE®.

Trombocitopenia32/ Neutropenia33
VELCADE® está associado com trombocitopenia32 (redução do número de plaquetas34 no sangue35) e neutropenia33 (redução do número de neutrófilos36, um tipo de célula37, no sangue35). A contagem de plaquetas34 deve ser realizada antes de cada dose de VELCADE®. Existem relatos de sangramento gastrintestinal e intracerebral associados com a trombocitopenia32 induzida por VELCADE®.

Eventos adversos gastrintestinais
O tratamento com VELCADE® pode causar náusea38, diarreia39, constipação40 e vômito41 que exigem, algumas vezes, uso de medicamentos anti-heméticos e antidiarreicos. A reposição de líquidos e sais deve ser realizada para evitar a desidratação42. Uma vez que alguns pacientes em tratamento com VELCADE® podem apresentar vômito41 e/ou diarreia39, os pacientes devem ser orientados sobre como proceder para evitar a desidratação42. Os pacientes devem ser instruídos para procurar o médico se apresentarem sintomas17 de vertigem43, tontura44 ou desmaios.

Síndrome45 da lise46 tumoral
Uma vez que VELCADE® é um agente citotóxico47 e pode matar células9 malignas rapidamente, podem ocorrer complicações da síndrome45 da lise46 tumoral (complicações metabólicas que podem ocorrer após o tratamento de um câncer4). Os pacientes sob risco de síndrome45 da lise46 tumoral são aqueles com carga tumoral alta antes do tratamento. Estes pacientes devem ser acompanhados de perto e as precauções apropriadas devem ser tomadas.

Pacientes com insuficiência hepática48
O bortezomibe é metabolizado pelas enzimas do fígado28 e sua concentração é aumentada em pacientes com insuficiência hepática48 moderada ou grave. Esses pacientes devem ser tratados com doses iniciais reduzidas de VELCADE® e monitorados com relação à toxicidade49.

Síndrome45 de encefalopatia50 posterior reversível (SEPR)
Foram relatados casos de síndrome45 de encefalopatia50 posterior reversível (SEPR) em pacientes recebendo VELCADE®. SEPR é um distúrbio neurológico raro, reversível, que pode se apresentar com convulsões, hipertensão51, dor de cabeça52, sonolência confusão mental, cegueira, entre outros distúrbios visuais e neurológicos. Exames de imagem do cérebro53 são usados para confirmar o diagnóstico54. Em pacientes com SEPR em desenvolvimento, VELCADE® deve ser descontinuado.

Carcinogênese, mutagênese, comprometimento da fertilidade
O bortezomibe demonstrou atividade clastogênica (causadora de aberrações cromossômicas estruturais) em teste in vitro de aberrações cromossômicas usando células9 de ovário55 de hamster Chinês. VELCADE® pode ter um potencial efeito sobre a fertilidade masculina ou feminina.

Gravidez11 e Amamentação56
Mulheres em idade fértil devem evitar a gravidez11 durante o tratamento com VELCADE®.
As pacientes devem ser orientadas sobre o uso de medidas contraceptivas eficazes e para evitar a amamentação56 durante o tratamento com VELCADE®.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez11.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde29.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas
Uma vez que VELCADE® pode estar associado à fadiga57, tontura44, síncope58 (desmaio), hipotensão25 postural (queda da pressão arterial26 ao mudar da posição sentada ou deitada para de pé), diplopia59 (visão60 dupla) ou visão60 turva, você não deve dirigir veículos ou operar máquinas.

Interações medicamentosas
Pacientes devem ser monitorados quando ocorrer administração concomitante de VELCADE® com potentes inibidores das enzimas do CYP3A4 (como por exemplo: cetoconazol e ritonavir). O uso concomitante de VELCADE® com indutores potentes das enzimas do CYP3A4 como por exemplo rifampicina, carbamazepina, fenitoína, fenobarbital e Erva-de-São-João) não é recomendado, já que a eficácia do VELCADE® pode ser reduzida. Pacientes que estão recebendo esse tipo de tratamento com VELCADE® devem ser monitorados de perto no que se refere a sinais23 de toxicidade49 ou eficácia reduzida.
Pacientes em tratamento com agentes antidiabéticos orais61 e que recebem VELCADE® podem necessitar de monitoramento da glicemia62 e ajuste da dose da medicação antidiabética.
Informe seu médico se você estiver usando outros medicamentos como amiodarona, antivirais, isoniazida, nitrofurantoína, estatinas ou medicamentos que possam diminuir a pressão arterial26.

ONDE, COMO E POR QUANTO TEMPO POSSO GUARDAR ESTE MEDICAMENTO?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da luz.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após reconstituição, a solução resultante deve ser clara e incolor. O medicamento reconstituído pode ser administrado em até 8 horas após o preparo se estiver a uma temperatura inferior a 25ºC. A solução reconstituída pode ser armazenada por até 8 horas no frasco original, podendo permanecer em uma seringa63 por até 3 horas nesta mesma temperatura. Não pode ser armazenado a uma temperatura maior que 30ºC.
Após preparo, manter por até 8 horas no frasco original ou por até 3 horas na seringa63, a uma temperatura inferior a 25ºC.

Aspecto físico
VELCADE® é um pó ou massa de cor branca a quase branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

COMO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?

VELCADE® pode ser administrado pelas vias intravenosa ou subcutânea12.
Para as diferentes vias de administração, diferentes volumes de solução de cloreto de sódio 0,9% são utilizados para reconstituir o medicamento. Após a reconstituição, a concentração de bortezomibe por mililitro (mL) de solução para a administração subcutânea12 (2,5 mg/mL) é maior que a concentração para a administração intravenosa (1,0 mg/mL).

Como cada via de administração tem diferentes concentrações da solução reconstituída, deve-se ter cuidado ao calcular o volume a ser administrado.

A embalagem de VELCADE® 3,5 mg contém adesivos que sinalizam a via de administração a ser utilizada. Estes adesivos devem ser colados diretamente no frasco-ampola e na seringa63 de VELCADE® durante sua reconstituição com a finalidade de alertar o profissional de saúde29 quanto à correta via de administração.
O conteúdo de cada frasco-ampola de VELCADE® deve ser reconstituído apenas com solução salina normal (0,9%), de acordo com as seguintes instruções baseadas na via de administração:

 

IV

SC

Volume de diluente (solução salina – 0,9%)
adicionado para reconstituir um frasco-ampola

3,5 mL

1,4 mL

Concentração final após reconstituição (mg/mL)

1,0 mg/mL

2,5 mg/mL

VELCADE® é administrado por injeção64 intravenosa (na veia) ou subcutânea12, sob a supervisão de médico com experiência no uso de medicamentos citotóxicos8.
Quando administrado em injeção64 intravenosa, VELCADE® é injetado em bolus65 (3-5 segundos), através de cateter intravenoso periférico ou central, seguido por lavagem com solução de cloreto de sódio 0,9%.
Para administração subcutânea12, a solução reconstituída é injetada na coxa66 (direita ou esquerda) ou abdome67 (esquerdo ou direito). Os locais de injeção64 devem ser alternados para injeções sucessivas. Novas injeções devem ser administradas a, pelo menos, 2,5 cm do local anterior, e nunca em áreas em que o local esteja sensível, ferido, vermelho ou rígido.
Se ocorrerem reações no local da injeção64 após a administração subcutânea12 de VELCADE®, uma solução menos concentrada de VELCADE® (1 mg/mL ao invés de 2,5 mg/mL) pode ser administrada por via subcutânea12, ou alterada para injeção64 intravenosa
Como cada via de administração apresenta diferente concentração da solução reconstituída, deve-se ter cuidado no momento de calcular o volume a ser administrado.
Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as administrações consecutivas de VELCADE®.

Ocorreram casos fatais de administração inadvertida de VELCADE® pela via intratecal. VELCADE® deve ser administrado somente pela via intravenosa e subcutânea12. VELCADE® NÃO DEVE SER ADMINISTRADO PELA VIA INTRATECAL.

O retratamento com VELCADE® pode ser considerado para pacientes7 com mieloma3 múltiplo que haviam respondido previamente ao tratamento com VELCADE®.
O período mínimo entre o tratamento anterior e o início do retratamento é de 6 meses. Qualquer paciente que responde ao primeiro tratamento com VELCADE® (resposta completa ou parcial) é elegível ao retratamento. Pacientes refratários68 ao primeiro tratamento com VELCADE® não são elegíveis. A decisão de tratar é baseada na presença de sintomas17 e não é baseada na progressão dos sinais23.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Dosagem

Monoterapia
Mieloma3 Múltiplo recidivado

Dose Recomendada
A dose recomendada de VELCADE® é de 1,3 mg/m2/dose administrada 2 vezes por semana durante 2 semanas (dias 1, 4, 8 e 11), seguido por um período de repouso de 10 dias (Dias 12 a 21).
Este período de 3 semanas é considerado como um ciclo de tratamento. Para extensão do tratamento além de 8 ciclos, VELCADE® pode ser administrado no esquema padrão ou no esquema de manutenção de uma vez por semana por 4 semanas (Dias 1, 8, 15 e 22), seguido por um período de repouso de 13 dias (Dias 23 a 35). 
Deve ser observado intervalo de pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de VELCADE®.
Em estudos clínicos, pacientes com resposta completa (CR) confirmada receberam 2 ciclos adicionais de VELCADE®. Recomenda-se que pacientes que respondem ao VELCADE® recebam até 8 ciclos de tratamento.

Modificação da dose e reinício do tratamento
O tratamento com VELCADE® deve ser interrompido ao início de qualquer evidência de toxicidade49 não hematológica de Grau 3 ou hematológica de Grau 4, excluindo neuropatia18. Após a remissão dos sintomas17 de toxicidade49, o tratamento com VELCADE® pode ser reiniciado com dose 25% menor (1,3 mg/m2/dose reduzida para 1,0 mg/m2/dose; 1,0 mg/m2/dose reduzida para 0,7 mg/m2/dose). A Tabela 1 a seguir contém a recomendação para modificação da dose em pacientes que apresentarem dor neuropática69 e/ou neuropatia18 sensorial periférica relacionada ao VELCADE®. Neuropatia autonômica70 severa resultando na interrupção ou descontinuação do tratamento foi reportada. Pacientes com neuropatia18 grave pré-existente devem ser tratados com VELCADE® somente após avaliação cuidadosa do risco-benefício.

Tabela 1: Recomendação para modificação da dose de VELCADE® na presença de dor neuropática69 e/ou neuropatia periférica13 sensorial ou motora relacionada ao tratamento.

Gravidade dos sinais23 e sintomas17 de neuropatia periférica13a

Modificação do esquema posológico

Grau 1 (assintomática, perda dos reflexos tendinosos
profundos ou parestesia20) sem dor ou perda de atividade

Nenhuma ação

Grau 1 com dor ou Grau 2 [sintomas17 moderados,
limitando as atividades instrumentais da vida diária (AVD)]b

Reduzir a dose de VELCADE® para 1,0 mg/m2

 

ou alterar o esquema de tratamento para 1,3 mg/m2
uma vez por semana.

 

Grau 2 com dor ou Grau 3 (sintomas17 graves, limitando
as AVD de autocuidadoc)

Interromper o tratamento com VELCADE® até a 
remissão da toxicidade49. Depois, reiniciar o
tratamento com dose reduzida de VELCADE® (0,7 mg/m2) uma vez por semana.

Grau 4 (consequências que ameaçam a vida do 
paciente; indicado intervenção urgente)

Descontinuar o tratamento com VELCADE®.

a Classificação baseada no NCI Common Toxicity Criteria CTCAE v 4.0.
b AVD instrumentais: Refere-se a preparar refeições, comprar mantimentos ou roupas, usar o telefone, administrar o dinheiro etc.
c AVD de autocuidados: refere-se a tomar banho, vestir e despir-se, alimentar-se, usar o banheiro, tomar medicamentos e não estar acamado.

Obs.: A redução da dose de VELCADE®, recomendada quando da ocorrência de dor neuropática69 e/ou neuropatia18 sensorial periférica relacionada ao tratamento, pode levar à redução da eficácia do tratamento.

Terapia combinada71
Mieloma3 múltiplo não tratado previamente - Pacientes não elegíveis a transplante de células9- tronco

Dose recomendada em combinação com melfalana e prednisona
VELCADE® (bortezomibe) para injeção64 é administrado em combinação com melfalana e prednisona, por 9 ciclos de 6 semanas de tratamento. Nos Ciclos 1 a 4, VELCADE® é administrado 2 (duas) vezes por semana (Dias 1, 4, 8, 11, 22, 25, 29 e 32). Nos Ciclos 5 a 9, VELCADE® é administrado uma vez por semana (Dias 1, 8, 22 e 29).

Tabela 2: Regime de dose recomendada para VELCADE® quando usado em combinação com melfalana e prednisona para pacientes7 sem tratamento anterior para mieloma3 múltiplo e não elegíveis a transplante de medula óssea5.

VELCADE® 2x (duas vezes) por semana (Ciclos 1 a 4)

Semana

1

2

3

4

5

6

VELCADE®
(1,3 mg/m2)

Dia
1

--

 

--

Dia
4

Dia
8

 

Dia
11

período
de
descanso

Dia
22

 

Dia
25

Dia
29

 

Dia
32

período
de
descanso

Mel
(9 mg/m2)
Pred
(60 mg/m2)

Dia
1

Dia
2

 

Dia
3

Dia
4

--

 

--

período
de
descanso

--

 

--

--

 

--

período
de
descanso

VELCADE® 1x (uma vez) por semana (Ciclos 5 a 9)

Semana

1

2

3

4

5

6

VELCADE®
(1,3 mg/m2)

Dia 1

--

 

--

--

Dia 8

período de
descanso

Dia 22

Dia 29

período de
descanso

Mel (9 mg/m2)
Pred (60 mg/m2)

Dia 1

Dia 2

 

Dia 3

Dia 4

--

período de
descanso

--

--

período de
descanso

Mel = melfalana, Pred =prednisona

Guia de manuseio de dose para terapia combinada71 com melfalana e prednisona
Modificação de dose e reinicio quando VELCADE® é administrado em combinação com melfalana e prednisona.

Antes de iniciar um novo ciclo de terapia:

  • Contagem de plaquetas34 deve ser ≥ 70 x 109 /L e a contagem absoluta de neutrófilos36 deve ser ≥ 1,0 x 109 /L
  • Toxicidade49 não-hematológica deve ser resolvida até Grau 1 ou condição basal

Modificação de dose durante os ciclos subsequentes:
Caso seja observada no ciclo anterior neutropenia33 ou trombocitopenia32 Grau 4 prolongada ou trombocitopenia32 com sangramento

  • Considerar redução de 25% da dose de melfalana no próximo ciclo.

Caso seja observada no ciclo anterior neutropenia33 ou trombocitopenia32 Grau 4 prolongada ou trombocitopenia32 com sangramento

  • VELCADE® deve ser interrompido.

Se muitas doses de VELCADE® forem descontinuadas no mesmo ciclo (≥ 3 doses durante a administração de duas vezes por semana ou ≥ 2 doses durante a administração semanal)

  • A dose de VELCADE® deve ser reduzida para um nível abaixo da dose (de 1,3 mg/m2 a 1 mg/m2 , ou de 1 mg/m2 para 0,7 mg/m2 ).

Toxicidade49 não-hematológica ≥ Grau 3

  • Terapia com VELCADE® deve ser descontinuada até que os sintomas17 de toxicidade49 tenham sido resolvidos até Grau 1 ou condição basal. Então, VELCADE® pode ser reiniciado com uma redução de nível de dose (de 1,3 mg/m2 para 1 11 mg/m2 , ou de 1 mg/m2 para 0,7 mg/m2 ). Para dor neuropática69 e/ou neuropatia periférica13 relacionadas a VELCADE® , manter e/ou modificar VELCADE® conforme Tabela 1

Para informação adicional relacionada a melfalana e prednisona, veja informações de bula do fabricante.
Para os ajustes da dose de VELCADE®, deverão ser seguidas as diretrizes de modificação da dose descritas em relação à monoterapia.

Dose recomendada para pacientes7 que não receberam tratamento prévio e que são elegíveis a transplante de medula óssea5

Terapia combinada71 com dexametasona
VELCADE® é administrado por injeção64 intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área de superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um período de repouso de 10 dias nos Dias 12 a 21. Este período de 3 semanas é considerado um ciclo de tratamento. São administrados quatro ciclos de tratamento com VELCADE®. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de VELCADE®.

A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 do ciclo de tratamento com VELCADE®.

Terapia combinada71 com dexametasona e talidomida
VELCADE® é administrado através de injeção64 intravenosa na dose recomendada de 1,3 mg/m2 com base na área de superfície corporal duas vezes por semana durante duas semanas nos Dias 1, 4, 8, e 11, seguido por um período de repouso de 17 dias nos Dias 12 a 28. Este período de 4 semanas é considerado um ciclo de tratamento. São administrados quatro ciclos de tratamento com VELCADE®. Recomenda-se que os pacientes com pelo menos resposta parcial recebam 2 ciclos adicionais. Devem decorrer pelo menos 72 horas entre as doses consecutivas de VELCADE®.

A dexametasona é administrada por via oral na dose de 40 mg nos Dias 1, 2, 3, 4 e Dias 8, 9, 10, 11 dos ciclos de tratamento com VELCADE®.
A talidomida é administrada por via oral na dose de 50 mg por dia nos Dias 1 a 14 e, se tolerado, a dose é aumentada para 100 mg nos dias 15 a 28, e posteriormente pode ser aumentada para 200 mg por dia.

Tabela 4: Posologia para terapia combinada71 com VELCADE® para pacientes7 com mieloma3 múltiplo sem tratamento prévio elegíveis a transplante de medula óssea5.

 

Vc + Dx

Ciclos 1 a 4

Semana

1

2

3

Vc (1,3 mg/m2)

Dia 1, 4

Dia 8, 11

Período de repouso

Dx 40 mg

Dia 1, 2, 3, 4

Dia 8, 9, 10, 11

-

Vc + Dx + T

Ciclo 1

Semana

1

2

3

4

Vc (1,3 mg/m2)

Dia 1, 4

Dia 8, 11

Período de repouso

Período de repouso

T 50 mg

Diariamente
(dias 1 a 7)

Diariamente
(dias 8 a 14)

-

-

T 100 mga

-

-

Diariamente 
(dias 15 a 21)

Diariamente
(dias 22 a 28)

Dx 40 mg

Dia 1, 2, 3, 4

Dia 8, 9, 10, 11

-

-

Ciclos 2 a 4b

Vc (1,3 mg/m2)

Dia 1, 4

Dia 8, 11

Período de repouso

Período de repouso

T 200 mga

Diariamente
(dias 1 a 7)

Diariamente
(dias 8 a 14)

Diariamente 
(dias 15 a 21)

Diariamente
(dias 22 a 28)

Dx 40 mg

Dia 1, 2, 3, 4

Dia 8, 9, 10, 11

-

-

Vc = VELCADE®; Dx = dexametasona; T = talidomida

aA dose de talidomida é aumentada para 100 mg a partir da semana 3 do Ciclo 1 apenas se a dose de 50 mg for tolerada e para 200 mg do ciclo 2 em diante se a dose de 100 mg for tolerada.
b Até 6 ciclos podem ser administrados aos pacientes que atingirem pelo menos uma resposta parcial após 4 ciclos.

A talidomida é uma substância ativa teratogênica72 humana conhecida, que causa malformações73 severas de risco à vida. A talidomida é contraindicada durante a gestação e em mulheres férteis, exceto se todas as condições do programa de prevenção de gestações da talidomida forem atendidas. Os pacientes que recebem VELCADE® em combinação com talidomida deverão aderir ao programa de prevenção de gestações da talidomida. Consulte a bula da talidomida para informações adicionais.

Ajustes de dose para pacientes7 elegíveis a transplante
Para ajustes de dose de VELCADE® para neuropatia18 consulte a Tabela 1.

Adicionalmente, quando VELCADE® é administrado em combinação com outros medicamentos quimioterápicos, devem ser consideradas reduções de dose apropriadas para estes medicamentos no caso de toxicidades, de acordo com as recomendações nas bulas desses produtos.

Retratamento de mieloma3 múltiplo
Pacientes que haviam respondido previamente ao tratamento com VELCADE® (isolado ou em combinação) e que apresentaram recaída podem iniciar o retratamento com a última dose tolerada. Veja regime de dose em “Monoterapia”.

Populações especiais
Pacientes com insuficiência renal74
Não é necessário ajuste da dose de VELCADE® em pacientes com insuficiência renal74. Uma vez que a diálise75 pode reduzir a concentração de VELCADE®, o medicamento deve ser administrado após o procedimento de diálise75.

Pacientes com insuficiência hepática48
Pacientes com insuficiência hepática48 leve não requerem ajuste de dose inicial e devem ser tratados de acordo com a posologia recomendada de VELCADE®. Pacientes com insuficiência hepática48 moderada ou grave devem iniciar o tratamento com VELCADE® utilizando uma dose reduzida de 0,7 mg/m2 por injeção64 durante o primeiro ciclo e subsequentes aumentos gradativos da dose para 1,0 mg/m2 ou reduções de dose para 0,5 mg/m2 podem ser considerados, com base na tolerância do paciente (veja Tabela 5).

Tabela 5: Modificação da dose inicial recomendada para VELCADE® em pacientes com insuficiência hepática48

 

Nível de bilirrubina30

Nível de TGOs (AST)

Modificação na dose inicial

Leve

≤ 1,0 x ULN

> ULN

Nenhuma

> 1,0x - 1,5x ULN

Qualquer

Nenhuma

Moderada

> 1,5x - 3x ULN

Qualquer

Redução da dose de VELCADE® 
para 0,7 mg/m2 no primeiro ciclo.
Considerar aumentos gradativos
da dose de 1,0 mg/m2 ou redução
de 0,5 mg/m2 em ciclos
subsequentes, com base
na tolerância do paciente.

Grave

> 3x ULN

Qualquer

Abreviações: TGOS = transaminase glutâmico oxoloacética sérica;
AST = aspartato aminotransferase; ULN = acima do limite da faixa de normalidade.

O QUE DEVO FAZER QUANDO EU ME ESQUECER DE USAR ESTE MEDICAMENTO?

VELCADE® é um medicamento injetável utilizado sob orientação e supervisão médica.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?

As reações adversas a medicamentos relatadas em estudos de pacientes com mieloma3 são:

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue35 e do sistema linfático76: trombocitopenia32 (diminuição do número de plaquetas34), anemia77, neutropenia33 (diminuição do número de neutrófilos36).
Distúrbios oftalmológicos: visão60 turva.
Distúrbios gastrintestinais: constipação40, diarreia39, náusea38, vômito41, dor gastrintestinal e abdominal, dispepsia78 (desconforto na região do estômago79).
Distúrbios gerais e condições no local de administração: astenia80 (fraqueza muscular), fraqueza, fadiga57, pirexia81 (febre82), rigidez, edema83 de extremidades inferiores.
Infecções84 e infestações: infecção85 do trato respiratório superior, inferior e pulmões86, nasofaringite, herpes zoster87.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: redução do apetite e anorexia88, desidratação42.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo89: dor nos membros, mialgia90 (dor muscular), artralgia91 (dor nas articulações92).
Distúrbios do sistema nervoso93: neuropatia periférica13 (dor e/ou formigamento nas extremidades), parestesia20 e disestesia94 (enfraquecimento ou alteração na sensibilidade dos sentidos), tontura44 (excluindo vertigem43), dor de cabeça52, disgeusia (distorção ou diminuição do paladar95).
Distúrbios psiquiátricos: ansiedade, insônia.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino96: tosse, dispneia97 (falta de ar).
Distúrbios da pele98 e do tecido subcutâneo99: erupção100 cutânea101 que pode ser prurítico, eritematoso102 (lesões103 de pele98 que podem gerar coceira ou vermelhidão).
Distúrbios vasculares104: hipotensão25 (pressão arterial26 baixa).

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

Distúrbios do sangue35 e do sistema linfático76: leucopenia105 (diminuição de leucócitos106), linfopenia (diminuição do número de linfócitos), pancitopenia107 (diminuição de todas células9 do sangue35).
Distúrbios cardíacos: taquicardia108 (aceleração dos batimentos cardíacos), fibrilação atrial (alteração do ritmo cardíaco), palpitações109, desenvolvimento agudo110 ou exacerbação de insuficiência cardíaca27, incluindo insuficiência cardíaca27 crônica, edema pulmonar111
Distúrbios oftalmológicos: infecção85 e irritação conjuntiva112.
Distúrbios gastrintestinais: dor faringolaríngea, refluxo gastrintestinal, eructação113, distensão abdominal, estomatite114 e ulceração115 na boca116, disfagia117 (dificuldade de deglutição118), hemorragia119 gastrintestinal (trato superior e inferior) e retal.
Distúrbios gerais e condições no local de administração: letargia120 (sonolência), mal-estar, neuralgia121 (dor nos nervos sem estímulo), dor no peito122.
Infecções84 e infestações: pneumonia123, herpes simples, bronquite, sinusite124, faringite125, candidíase126 oral, infecção85 do trato urinário127, infecção85 relacionada ao cateter, sepse128 e bacteremia129, gastroenterite130.
Lesão14, envenenamento e complicações do procedimento: complicações relacionadas ao catéter. Investigações: aumento da ALT (alanina aminotransferase) e AST (alanina aspartatotransferase), aumento da fosfatase alcalina131, aumento da GGT (gama-glutamiltransferase).
Distúrbios metabólicos e nutricionais: hiperglicemia132 (aumento do açúcar133 no sangue35), hipoglicemia134 (diminuição do açúcar133 no sangue35), hiponatremia135 (diminuição do sódio no sangue35).
Distúrbios do sistema nervoso93: polineuropatia, síncope58 (desmaio).
Distúrbios renais e urinários: insuficiência136 ou falência renal137, hematúria138 (presença de sangue35 na urina139). Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino96: epistaxe140 (sangramento nasal), dispneia97 do exercício, derrame141 pleural (acúmulo de líquido ao redor do pulmão142), rinorreia143 (descarga nasal).
Distúrbios da pele98 e do tecido subcutâneo99: urticária144 (coceira com vermelhidão).
Distúrbios vasculares104: hipotensão25 postural (queda da pressão arterial26 ao mudar da posição sentada ou deitada para de pé), petéquias145 (ponto vermelho no corpo causado por pequena hemorragia119 no vaso sanguíneo).

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sangue35 e do sistema linfático76: neutropenia33 febril (paciente com febre82 e diminuição de neutrófilos36).
Distúrbios cardíacos: arritmias146 (alteração do ritmo cardíaco), choque147 cardiogênico, aparecimento de redução da fração de ejeção do ventrículo esquerdo, Flutter” atrial (alteração do ritmo cardíaco), Bradicardia148 (diminuição dos batimentos cardíacos).
Distúrbios do ouvido e labirinto149: audição prejudicada.
Distúrbios gastrintestinais: ulceração115 da língua150, ânsia de vômito41, hemametese (vômito41 com sangue35), petéquias145 na mucosa151 oral (pontos vermelhos na mucosa151 da boca116), íleo paralítico152 (parada dos movimentos intestinais).
Distúrbios gerais e condições no local de administração: irritação e dor no local de administração, flebite153 (inflamação15 das veias154) no local de administração.
Distúrbios do fígado28 e sistema biliar: aumento da bilirrubina30, testes de função hepática155 anormais, hepatite31.
Distúrbios do sistema imunológico156: hipersensibilidade (alergia10) ao medicamento.
Infecções84 e infestações: neuralgia121 pós-herpética.
Distúrbios metabólicos e nutricionais: síndrome45 da lise46 tumoral.
Distúrbios do sistema nervos: convulsões, perda da consciência, ageusia (falta de paladar95). Distúrbios renais e urinários: dificuldade de micção157.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino96: hemoptise158 (tosse com sangue35). Distúrbios vasculares104: hemorragia119 cerebral.

Experiência pós-comercialização
Eventos adversos ao medicamento clinicamente significativos estão listados a seguir se não tiverem sido relatados anteriormente.
As frequências apresentadas a seguir refletem as taxas de relatos para reações adversas ao medicamento provenientes da experiência de pós-comercialização mundial de VELCADE®. As frequências a seguir refletem taxas de relato e, portanto, estimativas mais precisas da incidência159 não podem ser feitas. As reações adversas ao medicamento estão listadas por frequência.

Reação incomum (>1/1000 e ≤ 1/100):
Distúrbios gastrintestinais: obstrução intestinal.

Reação rara (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000):
Distúrbios do sangue35 e sistema linfático76: coagulação160 intravascular161 disseminada (distúrbio da coagulação160 do sangue35);
Distúrbios cardíacos: bloqueio completo atrioventricular, tamponamento cardíaco; Distúrbios do ouvido e labirinto149: surdez bilateral;
Distúrbios oftalmológicos: herpes oftálmica, neuropatia18 óptica, cegueira, calázio/blefarite162 (inflamação15 da pálpebra);
Distúrbios gastrintestinais: colite163 isquêmica (inflamação15 grave do intestino), pancreatite164 aguda; Infecções84 e infestações: meningoencefalite165 herpética, choque147 séptico;
Distúrbios do sistema imunológico156: angioedema166 (alergia10 grave);
Distúrbios do sistema nervoso93: encefalopatia50, neuropatia autonômica70, síndrome45 de encefalopatia50 posterior reversível;
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino96: doença pulmonar infiltrativa difusa aguda, hipertensão51 pulmonar;
Distúrbios da pele98 e do tecido subcutâneo99: dermatose167 neutrofílica febril aguda (Síndrome45 de Sweet).

Reação muito rara (≤ 1/10.000, incluindo relatos isolados):
Distúrbios da pele98 e do tecido subcutâneo99: Síndrome de Stevens-Johnson168 e necrólise epidérmica tóxica169;
Infecções84 e infestações: leucoencefalopatia multifocal progressivaa. Distúrbios do sistema imunológico156: reação anafilática170
Distúrbios do sangue35 e do sistema linfático76: microangiopatia trombótica171 (formação de coágulos)

a: Casos muito raros de infecção85 pelo vírus172 John Cunningham (JC) com causalidade desconhecida, resultando em LMP (Leucoencefalopatia multifocal progressiva) e morte foram relatados em pacientes tratados com VELCADE®.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica173 no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.

O QUE FAZER SE ALGUÉM USAR UMA QUANTIDADE MAIOR DO QUE A INDICADA DESTE MEDICAMENTO?

Na presença de dose excessiva você deve procurar o médico. Os sinais vitais174 devem ser monitorados e devem ser adotadas medidas de suporte adequadas para manter a pressão arterial26 e a temperatura corporal. Não existe antídoto175 específico conhecido para uma dose excessiva de VELCADE®.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS

 

Venda sob prescrição médica.
Uso restrito a hospitais.

 

MS - 1.1236.3373
Farm. Resp.: Marcos R. Pereira – CRF/SP nº 12.304

Registrado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041,
São Paulo – SP CNPJ 51.780.468/0001-87

Fabricado por:
Pierre Fabre Medicament Production
Idron - França
Ou
Fabricado por:
BSP Pharmaceuticals S.p.A.
Latina – Itália

Importado e Embalado (emb. secundária) por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos - SP
CNPJ. 51.780.468/0002-68
Indústria Brasileira

Fabricado por:
Pierre Fabre Medicament Production
Idron – França
Ou
Fabricado por:
BSP Pharmaceuticals S.p.A.
Latina – Itália

Embalado (emb. secundária) por:
Janssen Pharmaceutica N.V.
Beerse – Bélgica

Importado por:
Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda.
Rodovia Presidente Dutra, km 154
São José dos Campos - SP
CNPJ. 51.780.468/0002-68

 

SAC 0800 701 1851

 

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Liofilizado: Submetido à liofilização, que é a desidratação de substâncias realizada em baixas temperaturas, usada especialmente na conservação de alimentos, em medicamentos, etc.
2 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
3 Mieloma: Variedade de câncer que afeta os linfócitos tipo B, encarregados de produzir imunoglobulinas. Caracteriza-se pelo surgimento de dores ósseas, freqüentemente a nível vertebral, anemia, insuficiência renal e um estado de imunodeficiência crônica.
4 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
5 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
6 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
7 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
8 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
9 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
10 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
11 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
12 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
13 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
14 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
15 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
16 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
17 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
18 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
19 Hipoestesia: Perda ou diminuição de sensibilidade em determinada região do organismo.
20 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
21 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
22 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
23 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
24 Hipotensão arterial: Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica.
25 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
26 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
27 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
28 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
29 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
30 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
31 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
32 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
33 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
34 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
35 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
36 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
37 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
38 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
39 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
40 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
41 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
42 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
43 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
44 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
45 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
46 Lise: 1. Em medicina, é o declínio gradual dos sintomas de uma moléstia, especialmente de doenças agudas. Por exemplo, queda gradual de febre. 2. Afrouxamento, deslocamento, destruição de aderências de um órgão. 3. Em biologia, desintegração ou dissolução de elementos orgânicos (tecidos, células, bactérias, microrganismos) por agentes físicos, químicos ou enzimáticos.
47 Citotóxico: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
48 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
49 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
50 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
51 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
52 Cabeça:
53 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
54 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
55 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
56 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
57 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
58 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
59 Diplopia: Visão dupla.
60 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
61 Antidiabéticos orais: Quaisquer medicamentos que, administrados por via oral, contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais. Eles podem ser um hipoglicemiante, se forem capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados, ou um anti-hiperglicemiante, se agirem impedindo a elevação da glicemia após uma refeição.
62 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
63 Seringa: Dispositivo usado para injetar medicações ou outros líquidos nos tecidos do corpo. A seringa de insulina é formada por um tubo plástico com um êmbolo e uma agulha pequena na ponta.
64 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
65 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
66 Coxa: É a região situada abaixo da virilha e acima do joelho, onde está localizado o maior osso do corpo humano, o fêmur.
67 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
68 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
69 Neuropática: Referente à neuropatia, que é doença do sistema nervoso.
70 Neuropatia autonômica: Tipo de neuropatia que afeta pulmões, coração, estômago, intestino, bexiga e órgãos genitais.
71 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
72 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
73 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
74 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
75 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
76 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
77 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
78 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
79 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
80 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
81 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
82 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
83 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
84 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
85 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
86 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
87 Zoster: Doença produzida pelo mesmo vírus que causa a varicela (Varicela-Zóster). Em pessoas que já tenham tido varicela, o vírus se encontra em forma latente e pode ser reativado produzindo as características manchas avermelhadas, vesículas e crostas no território de distribuição de um determinado nervo. Como seqüela pode deixar neurite, com dores importantes.
88 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
89 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
90 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
91 Artralgia: Dor em uma articulação.
92 Articulações:
93 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
94 Disestesia: Distúrbio da sensibilidade superficial tátil.
95 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
96 Mediastino: Região anatômica do tórax onde se localizam diversas estruturas, dentre elas o coração.
97 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
98 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
99 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
100 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
101 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
102 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
103 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
104 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
105 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
106 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
107 Pancitopenia: É a diminuição global de elementos celulares do sangue (glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas).
108 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
109 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
110 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
111 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
112 Conjuntiva: Membrana mucosa que reveste a superfície posterior das pálpebras e a superfície pericorneal anterior do globo ocular.
113 Eructação: Ato de eructar, arroto.
114 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
115 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
116 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
117 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
118 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
119 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
120 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
121 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
122 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
123 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
124 Sinusite: Infecção aguda ou crônica dos seios paranasais. Podem complicar o curso normal de um resfriado comum, acompanhando-se de febre e dor retro-ocular.
125 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
126 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
127 Trato Urinário:
128 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
129 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
130 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
131 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
132 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
133 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
134 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
135 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
136 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
137 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
138 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
139 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
140 Epistaxe: Hemorragia de origem nasal.
141 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
142 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
143 Rinorreia: Escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório.
144 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
145 Petéquias: Pequenas lesões da pele ou das mucosas, de cor vermelha ou azulada, características da púrpura. São lesões hemorrágicas, que não desaparecem à pressão, cujo tamanho não ultrapassa alguns milímetros.
146 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
147 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
148 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
149 Labirinto: 1. Vasta construção de passagens ou corredores que se entrecruzam de tal maneira que é difícil encontrar um meio ou um caminho de saída. 2. Anatomia: conjunto de canais e cavidades entre o tímpano e o canal auditivo, essencial para manter o equilíbrio físico do corpo. 3. Sentido figurado: coisa complicada, confusa, de difícil solução. Emaranhado, imbróglio.
150 Língua:
151 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
152 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
153 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
154 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
155 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
156 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
157 Micção: Emissão natural de urina por esvaziamento da bexiga.
158 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
159 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
160 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
161 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
162 Blefarite: Inflamação do bordo externo das pálpebras ou pestanas. Também conhecida como palpebrite, sapiranga, sapiroca ou tarsite.
163 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
164 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
165 Meningoencefalite: Processo inflamatório que envolve o cérebro e as meninges, produzido por organismos patogênicos que invadem o sistema nervoso central e, ocasionalmente, por toxinas, problemas autoimunes ou outras condições.
166 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
167 Dermatose: Qualquer moléstia da pele e de seus anexos, especialmente quando caracterizada pela ausência de inflamação.
168 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
169 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
170 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
171 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
172 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
173 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
174 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
175 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.

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