CLINDABIOTIC

UNIAO QUIMICA

Atualizado em 08/12/2014

CLINDABIOTIC
Clindamicina
Fosfato

Solução Injetável


- FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÕES
                               Solução injetável: caixa com 50 ampolas contendo 2 ou 4ml.

USO ADULTO E PEDIÁTRICO (crianças maiores de 1 mês)

Composição de Clindabiotic

Solução Injetável
Cada ampola de 2ml contém:
Clindamicina    300mg
(na forma de fosfato)
Veículos: edetato dissódico, álcool benzílico, hidróxido de sódio, água para injeção1.
Cada ampola de 4ml contém:
Clindamicina    600mg
(na forma de fosfato)
Veículos: edetato dissódico, álcool benzílico, hidróxido de sódio, água para injeção1.
                               
- INFORMAÇÕES AO PACIENTE

AÇÃO ESPERADA DO MEDICAMENTO:
CLINDABIOTIC tem ação no tratamento de infecções2 causadas por microrganismos sensíveis à Clindamicina.

CUIDADOS DE CONSERVAÇÃO:
Conserve o produto na embalagem original, em temperatura ambiente (15 a 300C) e protegido da luz.

PRAZO DE VALIDADE:
24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho). Não use medicamentos com o prazo de validade vencido.

GRAVIDEZ3 E LACTAÇÃO4:
Não foi determinada a segurança para o uso durante a gravidez3 e em recém-nascidos com menos de um mês de idade. Informe seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe ao médico se está amamentando.

CUIDADOS DE ADMINISTRAÇÃO:
Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

REAÇÕES ADVERSAS:
Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, como: dor abdominal, diarréia5, febre6 ou erupção7 cutânea8.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

INGESTÃO CONCOMITANTE COM OUTRAS SUBSTÂNCIAS:
A ingestão concomitante com outras substâncias (álcool ou alimentos), não alteram a segurança e eficácia do medicamento.

CONTRA-INDICAÇÕES E PRECAUÇÕES:
O produto não deve ser usado por pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula ou à lincomicina. Deve ser usado com cautela em casos de história de doença gastrointestinal, particularmente colite9, e pacientes com doença hepática10 e renal11 grave.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.
Não deve ser utilizado durante a gravidez3 e a lactação4.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE12.

- INFORMAÇÕES TÉCNICAS

Características de Clindabiotic

A Clindamicina é um derivado semi-sintético obtido por 7-cloro substituição do grupo 7-hidroxila da lincomicina, só se tornando ativa na forma de base, após hidrólise do Fosfato de Clindamicina. De modo semelhante aos demais macrolídeos, seu mecanismo de ação se faz através da inibição da síntese de proteínas13 específicas, tornando o microrganismo incapaz de desempenhar a função de crescimento e multiplicação. Após administrado, o Fosfato de Clindamicina é rapidamente hidrolisado no sangue14 fornecendo a Clindamicina base.
Após administração intramuscular de 300mg a cada 8 horas e de 600mg a cada 12 horas, atinge níveis plasmáticos máximos respectivamente de 6mcg/ml e de 12mcg/ml. É ampla e rapidamente distribuída na maioria dos fluídos e nos tecidos, exceto líquor15. Atravessa a barreira placentária e é excretado no leite materno. Apresenta um volume de distribuição de 0,66 l/kg no adulto e de 0,86 l/kg em crianças.
Sua taxa de ligação às proteínas13 plasmáticas é cerca de 92 a 94%. Sofre biotransformação principalmente hepática10, sendo seus principais metabólitos16 a N-desmetil-clindamicina e sulfóxido de clindamicina (menos ativo). Apresenta uma meia-vida de 2,4 a 3 horas no adulto com função renal11 normal e de 2,5 a 3,4 horas em lactentes17 e crianças. Aproximadamente 10% da dose total é excretada pela urina18 e 3,6% pelas fezes como fármaco19 ativo e o restante como metabólitos16 inativos. Não é removível por hemodiálise20 nem por diálise peritoneal21.
O espectro de atividade in vitro da Clindamicina inclui os seguintes microrganismos aeróbicos gram-positivos: Staphylococcus aureus e StaphyIococcus epidermidis (variedades tanto produtoras de penicilinase como não produtoras de penicilinase), estreptococos (exceto Streptococcus faecalis), pneumococos e microrganismos anaeróbicos, como os seguintes: bacilos gram-negativos anaeróbicos, tais como espécies Bacteróides e Fusobacterium; bacilos gram-positivos anaeróbicos não formadores de esporos22, tais como Propionibacterium, Eubacterium e Actinomyces sp e cocos gram-positivos anaeróbicos e microaerofílicos, tais como espécies Peptococcus, espécies Peptostreptococcus e estreptococos microaerofílicos; e espécie Clostridium.

- INDICAÇÕES:

A Clindamicina é indicada para o tratamento de infecções2 causadas por variedades suscetíveis dos seguintes microrganismos, sensíveis à Clindamicina: estreptococos e estafilococos: infecções2 do trato respiratório superior, infecções2 da pele23 e dos  tecidos moles, septicemia24; pneumococos: infecções2 do trato respiratório superior e inferior; bactérias anaeróbicas: infecções2 do trato respiratório inferior, tais como empiema25, pneumonite26 anaeróbica e abscessos27 pulmonares; infecções2 da pele23 e dos tecidos moles; septicemia24; infecções2 intra-abdominais, tais como peritonite28 e abscesso29 intra-abdominal (tipicamente resultantes de microrganismos anaeróbicos residentes no trato gastrointestinal normal); infecções2 da pelve30 e do trato genital feminino, tais como endometrite, abscessos27 tubo-ovarianos não gonocócicos, celulite31 pélvica32 e infecção33 vaginal pós-cirúrgica. CLINDABIOTIC é indicado como tratamento auxiliar em infecções2 dentárias, causadas por microrganismos suscetíveis.

- CONTRA-INDICAÇÕES:

O uso da Clindamicina é contra-indicado em pacientes com antecedentes de hipersensibilidade à Clindamicina ou à lincomicina.

Precauções e Advertências de Clindabiotic

Gerais: Deve ser prescrito com cautela para indivíduos atópicos. Clindamicina deve ser prescrita com precaução em pacientes com história de doenças gastrointestinais, particularmente colite9.Durante tratamento prolongado devem ser realizados testes periódicos da função hepática10 e renal11 e contagens sangüíneas.
O uso da Clindamicina pode resultar em proliferações de microrganismos não suscetíveis, particularmente levedos. Se ocorrerem infecções2 secundárias, devem ser  tomadas as medidas adequadas, conforme indicadas pela situação clínica.
A Clindamicina não deve ser injetada por via endovenosa sem ser diluída, mas sim posta em infusão por pelo menos  20 a 60 minutos.
Para pacientes34 com doença renal11 e/ou hepática10 bastante graves, a dose deve ser determinada com cuidado. Os níveis séricos de Clindamicina devem ser controlados durante o tratamento com doses elevadas.
Reações anafilactóides requerem imediato tratamento de emergência35 com epinefrina, oxigênio e corticosteróide por via endovenosa.
A Clindamicina como outros antibióticos pode causar diarréia5. Casos moderados exibindo mínima alteração de mucosa36, podem responder à simples interrupção da droga. Casos moderados a severos, incluindo aqueles com ulceração37 ou formação pseudomembranosa, devem ser controlados com líquidos, eletrólitos38 e suplementação39 protéica conforme o indicado. Outras causas de colite9 devem ser consideradas. Diarréia5 tem sido observada após algumas semanas do término do tratamento com Clindamicina. O médico deve estar alerta para esta possibilidade.
Gravidez3: A segurança do uso da Clindamicina durante a gravidez3 ainda não foi determinada. CLINDABIOTIC somente deve ser administrado a gestantes se, a critério médico, os benefícios forem claramente superiores aos riscos.
Amamentação40: Devido à possibilidade de reações adversas causadas pela Clindamicina nos neonatos41, a decisão sobre a descontinuação do tratamento deve se basear na importância do medicamento para a mãe.
Pediatria: Quando a Clindamicina é adminstrada em crianças entre 1 mês e 16 anos de idade, recomenda-se controle adequado das funções sistêmicas orgânicas. A Clindamicina deve ser usada com cautela em crianças com menos de 1 mês de idade. A injeção1 de Fosfato de Clindamicina contém como conservante o álcool benzílico que tem sido associado com síndrome42 ofegante fatal em recém-nascidos.

- INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS:

Eritromicina: antagoniza os efeitos da Clindamicina.
Agentes curarizantes: o uso concomitante com a Clindamicina requer cautela.
Incompatibilidade físico-química: o Fosfato de Clindamicina é incompatível com ampicilina, fenitoína, barbitúricos, aminofilina, fosfato de magnésio e com o gluconato de cálcio.

Interferência em Exames Laboratoriais de Clindabiotic

Pode aumentar discretamente os níveis das transaminases séricas, sendo transitório. Durante a terapia prolongada, os testes das funções hepática10 e renal11, bem como contagem das células43 sangüíneas devem ser realizados.

Reações Adversas/Colaterais de Clindabiotic

Distúrbios gastrointestinais: dores abdominais, diarréia5, náusea44 e vômito45, reversíveis com  a suspensão do medicamento.Distúrbios hematológicos: neutropenia46, leucopenia47, agranulocitose48  e púrpura49 trombocitopênica.
Reações cutâneas50 e alérgicas: edema angioneurótico51 e anafilaxia52, raros casos de Síndrome de Stevens-Johnson53 e de Lyell, prurido54, urticária55 e erupção7 cutânea8.
Hepatotoxicidade56: elevação pequena das transaminases séricas.
Outras reações: raros casos de hipotensão57 foram relatados após administração endovenosa muito rápida.

Posologia de Clindabiotic

Adultos - Administração intramuscular ou endovenosa por infusão:
    . Infecções2 moderadas ou infecções2 devidas a microrganismos patogênicos altamente sensíveis: 600 mg/dia, em duas doses iguais.
Infecções2 moderadamente graves: 600 mg a 1200mg/dia, em 2, 3 ou 4 doses iguais.
Infecções2 graves: 1200 mg a 2700 mg/dia, em 2, 3 ou 4 doses iguais.
Para infecções2 ainda mais graves, pode ser necessário aumentar essas doses. Em circunstâncias que ameaçam a vida do paciente, doses  tão elevadas quanto 4,8 g/dia  têm sido administradas, por via endovenosa, a adultos.
Crianças (acima de 1 mês de vida) - Administração intramuscular ou endovenosa por infusão:
Infecções2 moderadas ou infecções2 devidas a microrganismos patogênicos altamente sensíveis: 10 a 15 mg/kg/dia, em 3 ou 4 doses iguais.
Infecções2 moderadamente graves: 15 a 25 mg/kg/dia, em 3 ou 4 doses iguais.
Infecções2 graves: 25 a 40 mg/kg/dia em 3 ou 4 doses iguais.
Como alternativa para a dosagem com base em peso corporal, a dose para crianças pode ser determinada em metros quadrados de superfície corporal: 350 mg/m2/dia para infecções2 moderadas a moderadamente graves, e  450 mg/m2/dia  para infecções2 moderadamente graves a graves.
Em infecções2 graves, recomenda-se que as crianças recebam não menos que 300 mg/dia, qualquer que seja o peso corporal.
.    Administração intramuscular: Não são  recomendadas  injeções  intramusculares  únicas  acima  de  600 mg.
.    Administração endovenosa: O Fosfato de Clindamicina deve ser diluído antes da administração endovenosa. Não é recomendada a administração de mais de 1200 mg em uma infusão única de 1 hora.
                               

                               Tabela de diluição e duração mínima de infusão:

      Dose (mg)*    Diluição mínima  (ml)    Duração mínima (minutos)
      300    50    10
    600    100    20
    900    150    30
    1200    200    45
                               
*O que corresponde a uma diluição de 6 mg/ml no mínimo.
Líquidos de infusão compatíveis: Cloreto de sódio 0,9%; Glicose58 5%; Ringer lactato59.
Estabilidade  das soluções:
As soluções de Fosfato de Clindamicina são compatíveis por no mínimo 24 horas, em soluções de glicose58 5% ou cloreto de sódio a 0,9%, contendo os seguintes antibióticos, nas concentrações habitualmente administradas: amicacina, aztreonan, cefazolina, cefotaxima, ceftazidima, gentamicina, netilmicina, piperacilina e tobramicina. A compatibilidade e duração da estabilidade  de misturas de drogas depende, sempre, das concentrações e de outras condições associadas.
Obs.:  Alternativamente, o medicamento pode ser administrado na forma de infusão rápida e única da primeira dose, acompanhada por infusão endovenosa contínua, da seguinte maneira: para manter níveis séricos de Clindamicina acima de 4, 5 ou 6mcg/ml, o índice de infusão rápida deve ser respectivamente 10, 15 ou 20 mg/minuto, durante 30 minutos e o índice de infusão de manutenção  deve  ser  respectivamente 0,75, 1,0 ou 1,25 mg/minuto. Não é recomendada a administração de mais de 1200 mg em uma infusão única de 1 hora.

Superdosagem de Clindabiotic

Não foram relatados casos de superdosagem com a Clindamicina, administrada através de infusão endovenosa. Caso ocorra, o tratamento deve ser sintomático60.

Pacientes Idosos de Clindabiotic

Não são conhecidas informações específicas referentes aos efeitos causados pelo uso de Clindamicina em pacientes idosos.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

CLINDABIOTIC - Laboratório

UNIAO QUIMICA
Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90
Embu-Guaçu/SP - CEP: 06900-000
Tel: SAC 0800 11 1559

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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
6 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
7 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
8 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
9 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
10 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
13 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
14 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
15 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
16 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
17 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
18 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
19 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
20 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
21 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
22 Esporos: Estruturas unicelulares e uninucleares, resistentes ao calor e à dessecação, capazes de germinar em determinadas condições e reproduzirem assexuadamente o indivíduo que as originou.
23 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
24 Septicemia: Septicemia ou sepse é uma infecção generalizada grave que ocorre devido à presença de micro-organismos patogênicos e suas toxinas na corrente sanguínea. Geralmente ela ocorre a partir de outra infecção já existente.
25 Empiema: Coleção de pus na cavidade pleural.
26 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
27 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
28 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
29 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
30 Pelve: 1. Cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ossos ilíacos), sacro e cóccix; bacia. 2. Qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
31 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
32 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
33 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
34 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
35 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
36 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
37 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
38 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
39 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
40 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
41 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
42 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
43 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
44 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
45 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
46 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
47 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
48 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
49 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
50 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
51 Edema angioneurótico: Ataques recidivantes de edema transitório que aparecem subitamente em áreas da pele, membranas mucosas e ocasionalmente nas vísceras, geralmente associadas com dermatografismo, urticária, eritema e púrpura.
52 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
53 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
54 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
55 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
56 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
57 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
58 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
59 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
60 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.

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