NÃO APLICÁVEL PROGRAF

Atualizado em 28/05/2016

# Dado indisponível

Devido a variabilidade interindividual na farmacocinética do tacrolimo, é necessária a individualização da posologia para a otimização da terapia. Os dados farmacocinéticos indicam que as concentrações no sangue1 total mais que as concentrações plasmáticas representam o compartimento de amostragem mais apropriado para descrever a farmacocinética do tacrolimo.

Absorção
A absorção de tacrolimo a partir do trato gastrintestinal após a administração oral é incompleta e variável. A biodisponibilidade absoluta de tacrolimo foi de 17±10% em pacientes adultos receptores de transplante renal2 (N=26), 22±6% em pacientes adultos receptores de transplante hepático (N=17) e 18±5% em voluntários saudáveis (N=16).
Um estudo com doses únicas conduzido em 32 voluntários sadios estabeleceu a bioequivalência de cápsulas com 1 mg e 5 mg. Em outro estudo com doses únicas em 32 voluntários sadios estabeleceu a bioequivalência entre as cápsulas de 0,5 mg e 1 mg de tacrolimo. A concentração máxima de tacrolimo no sangue1 (Cmáx) e a área sob a curva (AUC) apresentaram um aumento proporcional à dose em 18 voluntários sadios em jejum que receberam uma dose única oral de 3,7 e 10 mg.
Em 18 pacientes receptores de transplante renal2, concentrações mínimas de tacrolimo de 3 a 30 ng/mL medidas 10 a 12 horas após a administração (Cmín) tiveram boa correlação com a AUC (coeficiente de correlação 0,93). Em 24 pacientes receptores de transplante hepático em uma faixa de concentração de 10 a 60 ng/mL , o coeficiente de correlação foi 0,94.

Efeitos da alimentação: A taxa e a extensão da absorção de tacrolimo foram maiores em condições de jejum. A presença e a composição do alimento diminuíram tanto a taxa como a extensão da absorção de tacrolimo quando administrado em 15 voluntários sadios.
O efeito foi mais pronunciado com uma refeição rica em lipídios (848 kcal, 46% de lipídios): a AUC e a Cmáx médias decresceram 37% e 77%, respectivamente; o Tmáx se prolongou 5 vezes. Uma refeição rica em carboidratos (668 kcal, 85% de carboidratos) fez com que a AUC e a Cmáx  médias decrescessem 28% e 65% , respectivamente.
Em voluntários sadios (N=16), o tempo da refeição também afetou a biodisponibilidade de tacrolimo. Quando administrado imediatamente após a refeição, a Cmáx média foi reduzida em 71% e a AUC média foi reduzida em 39% em relação às condições de jejum. Quando administrado 1,5 horas após a refeição, a Cmáx média foi reduzida em 63% e a AUC média foi reduzida em 39% em relação às condições de jejum.
Em 11 pacientes receptores de transplante hepático, Prograf* administrado 15 minutos após um café da manhã rico em lipídios (400 kcal, 34% de lipídios), resultou em decréscimo da AUC  (27±18%) e da Cmáx (50±19%), quando comparado às condições de jejum.

Distribuição
A ligação de tacrolimo às proteínas3 plasmáticas é de aproximadamente 99% e é independente da concentração dentro da faixa de 5 a 50 ng/mL. O tacrolimo é ligado principalmente à albumina4 e à alfa-1-glicoproteína ácida, e possui um elevado nível de associação com eritrócitos5. A distribuição do tacrolimo entre o sangue1 total e plasma6 depende de alguns fatores como hematócrito7, temperatura no momento da separação do plasma6, concentração do fármaco8 e a concentração de proteínas3 plasmáticas. Em um estudo norte americano a taxa média das concentrações plasmáticas totais foi de 35 (intervalo de 12 a 67).

Metabolismo9
O tacrolimo é extensivamente metabolizado pelo sistema de oxidase de função mista, primariamente o sistema citocromo P-450 (CPY3A). Foi proposto um caminho metabólico que leva à formação de 8 metabólitos10 possíveis. A desmetilação e a hidroxilação foram identificadas como os mecanismos primários de biotransformação in vitro. O metabólito11 principal identificado em incubações com microssomos hepáticos humanos é o 13-desmetil tacrolimo. Em estudos in vitro, foi relatado que um metabólito11 31-desmetil possui a mesma atividade do tacrolimo.

Excreção
A depuração média após administração intravenosa de tacrolimo em voluntários sadios, pacientes adultos submetidos a transplante de rim12 e pacientes adultos submetidos a transplante de fígado13 é 0,040; 0,083 e 0,053 L/h/kg, respectivamente. Em humanos, menos de 1% da dose administrada foi excretada inalterada na urina14.
Em um estudo de balanço de massa com tacrolimo radiomarcado administrado via intravenosa em 6 voluntários sadios, a recuperação média de material radiomarcado foi de 77,8±12,7%. A eliminação fecal foi responsável por 92,4±1,0% e a meia vida de eliminação baseada na radioatividade foi de 48,1±15,9 horas enquanto que a meia-vida baseada na concentração de tacrolimo foi 43,5±11,6 horas. A depuração média do tacrolimo radiomarcado foi de 0,029±0,015 L/h/kg e a depuração média de tacrolimo não marcado foi de 0,029±0,009 L/h/kg. Quando administrado via oral, a recuperação média de tacrolimo radiomarcado foi 94,9±30,7%. A eliminação fecal foi responsável por 92,6±30,7%, a eliminação urinária por 2,3±1,1% e a meia-vida de eliminação baseada na radioatividade foi de 31,9±10,5 horas enquanto que a baseada na concentração de tacrolimo foi de 48,4±12,3 horas. A depuração média do tacrolimo radiomarcado foi 0,226±0,116 L/h/kg e a depuração do tacrolimo não marcado foi 0,172±0,088 L/h/kg.

Populações especiais
Pacientes Pediátricos

A farmacocinética de tacrolimo foi estudada em pacientes receptores de transplante hepático, com idades entre 0,7 e 13,2 anos. Após administração via intravenosa de uma dose de 0,037 mg/kg/dia em 12 pacientes pediátricos, a meia-vida terminal média, o volume de distribuição médio e a depuração média foram de 11,5±3,8 horas, 2,6±2,1 L/kg e 0,138±0,071 L/h/kg, respectivamente.
Após administração oral em 9 pacientes, a AUC e a Cmáx médias foram 337±167 ng•h/mL e 43,4±27,9 ng/mL, respectivamente. A biodisponibilidade absoluta foi 31±21%.
As concentrações mínimas no sangue1 total de 31 pacientes com menos de 12 anos de idade mostraram que pacientes pediátricos necessitam de doses mais elevadas que os adultos para alcançar uma concentração mínima similar de tacrolimo.

Pacientes com Insuficiência Hepática15 e Renal2
A médias dos parâmetros farmacocinéticos do tacrolimo, após administração única em pacientes com insuficiência hepática15 e renal2 são dadas na seguinte tabela.

População (n° de pacientes)

Dose

AUC0-t (ngh/mL)

t1/2 (h)

V (L/kg)

CI (L/h/kg)

Insuficiência renal16
(n=12)

0,02 mg/kg/4h
IV

393 ± 123 (t=60 h)

26,3 ± 9,2

1,07 ± 0,20

0,038 ± 0,014

Insuficiência17 hepática18 moderada (n=6)

0,02 mg/kg/4h
IV

367 ± 107 (t=72 h)

60,6 ± 43,8
Intervalo 27,8-141

3,1 ± 1,6

0,042 ± 0,02

7,7 mg
VO

488 ± 320 (t=72 h)

66,1 ± 44,8

Intervalo 29,5-138

3,7 ± 4,7*

0,034 ± 0,019*

Insuficiência17 hepática18 severa
(n=6, IV)

0,02 mg/kg/4h IV
(n=2)

762 ± 204 (t=120 h)

198 ± 158
Intervalo: 81-436

3,9 ± 1,0

0,017 ± 0,013

0,01 mg/kg/8h IV
(n=4)

289 ± 117 (t=144 h)

(n=5, VO)†

8 mg VO
(n=1)

658
(t=120 h)

119 ± 35
Intervalo: 85-178

3,1 ± 3,4*

0,016 ± 0,011*

5 mg VO
(n=4)

533 ± 156 (t=144 h)

4 mg VO
(n=1)

* corrigida para biodisponibilidade
† 1 paciente não recebeu dose por via oral

Pacientes com Insuficiência Renal16
A farmacocinética do tacrolimo após a administração de dose única intravenosa foi determinada em 12 pacientes (7 não estavam em diálise19 e 5 em diálise19, creatinina20 sérica de 3,9±1,6 e 12,0±2,4 mg/dl21, respectivamente) anteriormente ao transplante renal2. Os parâmetros farmacocinéticos obtidos foram similares em ambos os grupos.
A depuração média de tacrolimo em pacientes com disfunção renal2 foi similar a de voluntários normais.

Pacientes com Insuficiência Hepática15
A farmacocinética do tacrolimo foi determinada em 6 pacientes com leve disfunção hepática18 (escala Pugh média: 6,2) após administração de dose única via oral e intravenosa. A depuração média de tacrolimo em pacientes com disfunção hepática18 leve não foi substancialmente diferente da depuração de voluntários normais.
A farmacocinética do tacrolimo foi estudada em 6 pacientes com disfunção hepática18 severa (média do escore de Pugh > 10). A média da depuração foi substancialmente menor nos pacientes com disfunção hepática18, sem considerar a via de administração.

Raça
Não foi conduzido nenhum estudo formal para avaliar a disposição da farmacocinética do tacrolimo em pacientes negros transplantados. No entanto, uma comparação retrospectiva entre pacientes negros e caucasianos receptores de transplante renal2 indicou que pacientes negros requerem doses mais altas de tacrolimo para atingir concentrações mínimas similares.

Sexo
Não foi conduzido estudo formal para avaliar o efeito do sexo na farmacocinética de tacrolimo. No entanto, não há diferença na dosagem por sexo nos estudos clínicos envolvendo transplante renal2. Uma comparação retrospectiva da farmacocinética em voluntários sadios, pacientes receptores de transplante renal2 e pacientes receptores de transplante hepático indicam que não há diferenças relacionadas ao sexo.

Estudos Clínicos
Transplante Hepático
A segurança e eficácia da imunossupressão22 baseada em Prograf após transplante ortotópico de fígado13 foi associada a dois estudos prospectivos, multicêntricos, abertos e randomizados. O grupo controle ativo foi tratado com regime de imunossupressão22 baseado em ciclosporina. Ambos estudos utilizaram concomitantemente corticosteróides adrenais como parte do regime imunossupressor23. Tais estudos foram elaborados com o objetivo de avaliar se os regimes imunossupressores são equivalentes, tendo como desfecho primário a sobrevida24 de 12 meses após o transplante do paciente e do enxerto25. A terapia de imunossupressão22 baseada em Prograf se mostrou equivalente ao regime imunossupressor23 baseado em ciclosporina.
Em um ensaio envolvendo 529 pacientes em 12 centros nos Estados Unidos, antes da cirurgia 263 pacientes foram randomizados para o tratamento baseado em Prograf, enquanto 266 para o regime imunossupressor23 baseado em ciclosporina (CBIR). Em 10 dos 12 centros o mesmo protocolo de CBIR foi utilizado, enquanto 2 centros utilizaram protocolos diferentes. Este ensaio clínico excluiu pacientes com disfunção renal2, falência hepática18 fulminante com encefalopatia26 estágio IV e câncer27. Foi permitida a inclusão de pacientes pediátricos (idade ≤ 12 anos).
Em um segundo ensaio clínico, 545 pacientes foram incluídos em 8 centros na Europa, antes da cirurgia 270 pacientes foram randomizados para o tratamento baseado em Prograf, enquanto 275 para CBIR. Neste estudo cada centro utilizou o próprio protocolo padrão de CBIR no braço controle-ativo. Não foram incluídos pacientes pediátricos, mas permitia a inclusão de indivíduos com disfunção renal2, falência hepática18 fulminante com encefalopatia26 estágio IV e outros canceres com metáteses além do primário hepático.
A sobrevida24 do paciente e do enxerto25 após 1 ano do transplante no grupo com regime imunossupressor23 baseado em Prograf são equivalentes àquela observada nos grupos tratados com CBIR em ambos estudos. A sobrevida24 geral do paciente (grupos recebendo regime imunossupressor23 baseado em Prograf e CBIR combinados) foi de 88% no estudo americano e 78% no estudo europeu.
A sobrevida24 geral do enxerto25 após 1 ano do transplante (grupos recebendo regime imunossupressor23 baseado em Prograf e CBIR combinados) foi de 81% no estudo americano e 73% no estudo europeu. Nos dois estudos a mediana de tempo de conversão da via de administração do Prograf de IV para oral foi de 2 dias.
Devido a natureza e desenho dos estudos, a comparação de desfechos secundários, como incidência28 de rejeição aguda, rejeição refratária ou uso de OKT3 para rejeição esteróide-resistente, não pôde ser realizada adequadamente.

Transplante Renal2
Foi realizado um estudo clínico de fase III, prospectivo29, randomizado30, aberto, multicêntrico, com imunossupressão22 baseada em Prograf após transplante renal2. Foram incluídos 412 pacientes receptores de transplante renal2 em 19 centros de estudo nos Estados Unidos. A terapia iniciou-se assim que a função renal2 foi estabelecida, como indicado pela creatinina20 sérica ≤ 4 mg/dL21 (mediana de 4 dias após o transplante, intervalo de 1 a 14 dias). Pacientes com menos de 6 anos de idade foram excluídos do ensaio.
Neste estudo foram incluídos 205 pacientes no grupo que recebeu imunossupressão22 baseada em Prograf, enquanto 207 pacientes foram randomizados no grupo, recebendo regime de imunossupressão22 com ciclosporina. Todos os pacientes receberam terapia de indução profilática, consistente de uma preparação de anticorpos31 antilinfócito, corticosteróides e azatioprina.
A sobrevida24 geral de 1 ano dos pacientes do enxerto25 foram de 96,1% e 89,6%, respectivamente, e foi equivalente entre os dois tratamentos do estudo.
Devido a natureza e desenho dos estudos, a comparação de desfechos secundários, como incidência28 de rejeição aguda, rejeição refratária ou uso de OKT-3 para rejeição esteróide-resistente, não pôde ser realizada adequadamente.

Indicações

Prograf é indicado para a profilaxia da rejeição de órgãos em pacientes que sofreram transplantes alogênicos de fígado13 e rins32. É recomendado que Prograf seja utilizado concomitantemente com corticosteróides adrenais. Por causa do risco de anafilaxia33, Prograf solução injetável deve ser reservado para aqueles pacientes que não estão capacitados a tomar Prograf cápsulas pela via oral.

Contra Indicações

Prograf é contra-indicado para pacientes34 com hipersensibilidade ao tacrolimo ou a qualquer componente da fórmula do medicamento. Prograf injetável é contra-indicado para pacientes34 com hipersensibilidade ao HCO-60 (óleo de castor polioxil 60 hidrogenado).

Posologia

Prograf solução injetável
Somente para infusão intravenosa

Em pacientes que não estão aptos a tomar Prograf cápsulas, a terapia pode ser iniciada com Prograf solução injetável. A dose inicial de Prograf não deve ser administrada antes de 6 horas depois do transplante. A dose inicial de Prograf solução injetável é 0,03-0,05 mg/kg/dia em forma de infusão intravenosa contínua. Os pacientes adultos devem receber os limites inferiores da faixa de dose. Terapia concomitante com corticosteróides adrenais é recomendada logo após o transplante. A infusão intravenosa contínua de Prograf solução injetável deve ocorrer somente até o paciente conseguir tolerar a administração oral de Prograf cápsulas.

Preparação para a Administração/Estabilidade
Prograf solução injetável deve ser diluído em cloreto de sódio injetável 0,9% ou glicose35 5% injetável para uma concentração entre 0,004 mg/mL e 0,02 mg/mL anteriormente ao uso. A solução diluída para a infusão deve ser armazenada em recipientes de vidro ou polietileno e deve ser descartada depois de 24 horas. A solução diluída para a infusão não deve ser armazenada em recipientes de PVC devido ao decréscimo da estabilidade e ao potencial de extração de ftalatos. Em situações em que soluções mais diluídas são utilizadas (ex., dose pediátrica, etc.), tubos sem PVC devem ser usados para minimizar o potencial de adsorção da droga pelo tubo. Os medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente para verificar a ocorrência de descoloração e presença de partículas, sempre que a solução e o recipiente permitirem. Devido a instabilidade química de tacrolimo em meio alcalino, Prograf injetável não deve ser misturado ou co-infundido com soluções de pH ≥ 9 (ex.: ganciclovir ou aciclovir36).
Prograf cápsulas

Resumo das recomendações de dose oral inicial e as concentrações no sangue1 total

População de pacientes

Dose oral inicial*

Concentrações no sangue1 total

Adultos - Transplante renal2

0,2 mg/kg dia

mês 1 - 3: 7-20 ng/mL
mês 4 - 12: 5-15 ng/mL

Adultos - Transplante hepático

0,10-0,15 mg/kg/dia

mês 1 -12: 5-20 ng/mL

Crianças - Transplante hepático

0,15-0,20 mg/kg/dia

mês 1 - 12: 5-20 ng/mL

* Nota: dividida em duas doses, administradas a cada 12 horas


Transplantes Hepáticos
É recomendado que esses pacientes iniciem terapia oral com Prograf cápsulas se possível. Se a terapia intravenosa for necessária, a mudança de Prograf solução injetável para cápsulas é recomendada assim que a terapia oral puder ser tolerada. Isso usualmente ocorre em 2-3 dias. A dose inicial de Prograf não deve ser administrada antes de 6 horas depois do transplante. Em um paciente recebendo infusão intravenosa, a primeira dose da terapia oral deve ser administrada de 8-12 horas depois da descontinuação da infusão intravenosa. A dose oral inicial recomendada de Prograf cápsulas é de 0,10-0,15 mg/kg/dia administrado em duas doses diárias a cada 12 horas. Em pacientes receptores de transplante hepático, a administração concomitante com suco de “grape fruit”  aumenta as concentrações mínimas de tacrolimo no sangue1.
A dose deve ser titulada com base na avaliação clínica de rejeição e tolerabilidade. Doses menores de Prograf podem ser suficientes como terapia de manutenção. Uma terapia conjunta com corticosteróides adrenais é recomendada logo após o transplante.

Transplantes Renais
A dose oral inicial recomendada de Prograf é 0,2 mg/kg/dia administrada a cada 12 horas em duas doses. A dose inicial de Prograf pode ser administrada 24 horas depois do transplante, mas deve ser adiada até a função renal2 se recuperar (como indicado por exemplo pela creatinina20 sérica ≤ 4mg/dL). Pacientes negros podem requerer doses mais elevadas para alcançar concentrações sangüíneas comparáveis.

Caucasianos
N=114

Negros
N=56

Tempo após o transplante

Dose

Concentrações mínimas

Dose

Concentrações mínimas

Dia 7

0,18 mg/kg

12 ng/mL

0,23 mg/kg

10,9 ng/mL

Mês 1

0,17 mg/kg

12,8 ng/mL

0,26 mg/kg

12,9 ng/mL

Mês 6

0,14 mg/kg

11,8 ng/mL

0,24 mg/kg

11,5 ng/mL

Mês 12

0,13 mg/kg

10,1 ng/mL

0,19 mg/kg

11,0 ng/mL


Pacientes Pediátricos
Pacientes pediátricos receptores de transplante hepático sem disfunção renal2 ou hepática18 preexistente requereram e toleraram doses mais elevadas que os adultos para alcançar concentrações sangüíneas similares. Portanto, é recomendado que a terapia seja iniciada em pacientes pediátricos com uma dose intravenosa inicial de 0,03-0,05 mg/kg/dia e uma dose oral inicial de 0,15-0,20 mg/kg/dia. Ajustes na dose podem ser necessários. A experiência em pacientes pediátricos receptores de transplante de rim12 é limitada.

Pacientes com Disfunção Renal2 ou Hepática18
Devido ao potencial de nefrotoxicidade37, pacientes com disfunção renal2 ou hepática18 devem receber doses no limite inferior das faixas de dose intravenosa e oral recomendadas. Reduções adicionais na dose abaixo dessas faixas podem ser necessárias. A terapia de Prograf usualmente deve ser adiada em até 48 horas ou mais em pacientes com oligúria38 pós-operatória.

Conversão de um Tratamento Imunossupressivo para Outro
Prograf não deve ser usado simultaneamente com ciclosporina. Prograf ou ciclosporina devem ser descontinuados no mínimo 24 horas antes de iniciar o outro. Na presença de concentrações elevadas de Prograf ou ciclosporina, a administração do medicamento deve, em geral, ser adiada.

Advertências

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose39. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão22 devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico40 precoce e tratamento.
A suscetibilidade aumentada à infecções41 e o possível desenvolvimento de linfoma42 podem ser resultado da imunossupressão22. Somente médicos com experiência em terapia de imunossupressão22 e tratamento de pacientes com órgãos transplantados devem prescrever Prograf. Pacientes que estão utilizando o medicamento devem ser acompanhados em instituições com recursos médicos e laboratoriais adequados. O médico responsável pela terapia de manutenção deve ter todas as informações necessárias para o acompanhamento do paciente.
Vinte por cento dos pacientes receptores de transplante renal2 que foram tratados com Prograf relataram Diabetes Mellitus43 Insulinodependente Pós-Transplante (DMPT). O tempo mediano para o início da Diabetes Mellitus43 Insulinodependente Pós-Transplante foi de 68 dias. A dependência de insulina44 foi revertida em 15% dos pacientes em um ano e em 50% em dois anos após o transplante. Pacientes negros e hispânicos transplantados apresentaram um risco mais elevado de desenvolver DMPT.
Incidência28 de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente Pós-Transplante (DMPT) e Uso de Insulina44 em Pacientes 2 anos Após Transplantes Renais em Estudo Fase III

Estado de DMPT*

Prograf

CBIR

Pacientes sem histórico pré-transplante de Diabetes Mellitus43.

151

151

Novos caso de DMPT*, 1º Ano

30/151 (20%)

6/151 (4%)

Continua insulinodependente após um ano, sem histórico anterior de diabete.

25/151 (17%)

5/151 (3%)

Novos caso de DMPT* após 1º Ano

1

0

Pacientes com DMPT* após 2 anos

16/151 (11%)

5/151 (3%)

* uso de insulina44 por 30 dias consecutivos ou mais, com intervalo menor que 5 dias, sem histórico anterior de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente ou Diabetes Mellitus43 não Insulinodependente.


Desenvolvimento de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente Pós-Transplante por Raça e por Grupo de Tratamento durante o Primeiro Ano Após o Transplante Renal2 em um Estudo Clínico Fase III.

Raça

Prograf

CBIR

N° de Pacientes com Risco

Pacientes que desenvolveram DMPT*

N° de Pacientes com Risco

Pacientes que desenvolveram DMPT*

Negro

41

15 (37%)

36

3 (8%)

Hispânico

17

5 (29%)

18

1 (6%)

Caucasiano

82

10 (12%)

87

1 (1%)

Outros

11

0 (0%)

10

1 (10%)

Total

151

30 (20%)

151

6 (4%)

* uso de insulina44 por 30 dias consecutivos ou mais, com intervalo maior que 5 dias, sem histórico anterior de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente ou Diabetes Mellitus43 não Insulinodependente.


A DMPT foi relatada em 18% e 11% dos pacientes receptores de transplantes hepático tratados com Prograf, e foi considerada reversível em 45% e 31% destes pacientes no primeiro ano após o transplante, nos estudos americano e europeu, respectivamente. A hiperglicemia45, que pode precisar de tratamento, foi associada ao uso de Prograf em 47% e 33% dos pacientes receptores de transplante hepático nos estudos americano e europeu, respectivamente (Veja o item “Reações Adversas”).
Incidência28 de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente Pós-Transplante e Uso de Insulina44 no Primeiro Ano em Pacientes Receptores de Transplante Hepático.

Estado da DMPT*

Estudo Americano

Estudo Europeu

Prograf

CBIR

Prograf

CBIR

Pacientes com risco**

239

236

239

249

Novos casos de DMPT*

42 (18%)

30 (13%)

26 (11%)

12 (5%)

Pacientes que continuam com uso de insulina44 após 1 ano

23 (10%)

19 (8%)

18 (8%)

6 (2%)

* uso de insulina44 por 30 dias consecutivos ou mais, com intervalo maior que 5 dias, sem histórico anterior de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente ou diabetes Mellitus43 Insulinodependente pós-transplante.
**Pacientes sem histórico de Diabetes Mellitus43 Insulinodependente pós-transplante


Prograf pode causar neurotoxicidade e nefrotoxicidade37, particularmente quando usado em doses elevadas. Nefrotoxicidade37 foi relatada em aproximadamente 52% dos pacientes receptores de transplante renal2 e em 40% e 36% dos pacientes receptores de transplante hepático que receberam Prograf nos estudos randomizados americanos e europeus, respectivamente.
A maior incidência28 de nefrotoxicidade37 é vista logo após o transplante, caracterizada pelo aumento da creatinina20 sérica e decréscimo da produção urinária. Pacientes com disfunção renal2 devem ser monitorados cuidadosamente, pois a dose de Prograf pode necessitar redução. Deve ser considerada a troca para outra terapia imunossupressora em pacientes com elevação persistente de creatinina20 sérica que não respondem a ajustes da dose. Deve-se tomar cuidado ao utilizar tacrolimo com outros medicamentos nefrotóxicos. Em particular, para evitar excesso de nefrotoxidade, Prograf não deve ser usado simultaneamente com ciclosporina. O uso de Prograf ou ciclosporina deve ser descontinuado pelo menos 24 horas antes do início do uso do outro. Em situações de concentrações elevadas de Prograf ou de ciclosporina, o uso do outro medicamento deve ser adiado.
Hiperpotassemia leve a grave foi relatada em 31% dos pacientes receptores de transplante renal2 e em 45% e 13% dos pacientes receptores de transplante hepático tratados com Prograf em estudos randomizados americanos e europeus, respectivamente, e pode requerer tratamento. Os níveis séricos de potássio devem ser monitorados e diuréticos46 poupadores de potássio não devem ser utilizados durante a terapia com Prograf.
Neurotoxicidade, incluindo tremores, dores de cabeça47, e outras alterações na função motora, no nível mental, e nas funções sensoriais foram relatadas em aproximadamente 55% dos pacientes receptores de transplante hepático nos dois estudos randomizados. Os tremores ocorreram mais freqüentemente em pacientes receptores de transplante renal2 tratados com Prograf (54%) em comparação aos pacientes tratados com ciclosporina. A incidência28 de outros eventos neurológicos em pacientes receptores de transplante renal2 foi similar nos dois grupos de tratamento. Tremor e cefaléia48 foram associados com elevadas concentrações de tacrolimo no sangue1 total e podem responder ao ajuste da dose. Convulsões ocorreram em pacientes adultos e pediátricos que utilizaram Prograf. Coma49 e delírios também foram associados com elevada concentração plasmática de tacrolimo.
Como em pacientes recebendo outros imunossupressores, pacientes recebendo Prograf tiveram um risco aumentado de desenvolver linfomas e outras doenças malignas, particularmente da pele50. O risco parece estar relacionado à intensidade e duração da imunossupressão22 ao invés de estar relacionado à utilização de algum agente específico. Um distúrbio linfoproliferativo relacionado à infecção51 pelo vírus52 Epstein-Barr (EBV) foi relatado em receptores de órgãos transplantados imunossuprimidos. O risco de distúrbio linfoproliferativo é maior em crianças mais novas que estão sob o risco da infecção51 primária por EBV enquanto estão imunossuprimidas ou que passam a receber Prograf após um longo período de terapia de imunossupressão22. Devido ao risco de supressão excessiva do sistema imunológico53, o qual pode aumentar a susceptibilidade54 a infecções41, a combinação de terapias imunossupressoras deve ser utilizada com cautela.
Poucos pacientes que usaram Prograf injetável apresentaram reações anafiláticas55. Apesar da causa exata dessas reações ser desconhecida, outros medicamentos com derivados de óleo de rícino na sua formulação foram associados com anafilaxia33 em uma porcentagem pequena de pacientes. Devido a esse risco potencial de anafilaxia33, Prograf injetável deve ser utilizado somente para pacientes34 que não estão capacitados a receber Prograf em cápsulas.
Pacientes recebendo Prograf injetável devem ficar sob observação contínua durante pelos menos 30 minutos após o início da infusão e em intervalos freqüentes após esse período. Se sinais56 ou sintomas57 de anafilaxia33 ocorrerem, a infusão deve ser interrompida. Uma solução aquosa de epinefrina e uma fonte de oxigênio devem estar disponíveis próximas ao leito.

Interações Medicamentosas

Devido ao potencial de insuficiência renal16 aditiva ou sinérgica, deve-se tomar cuidado ao administrar Prograf com medicamentos que podem estar relacionados com disfunção renal2. Esses medicamentos incluem, mas não estão limitados a, aminoglicosídeos, anfotericina B e cisplatina. Experimentos clínicos iniciais com a co-administração de Prograf e ciclosporina resultaram em nefrotoxicidade37 aditiva/sinérgica. Os pacientes que trocarem de ciclosporina para Prograf não devem receber a primeira dose do mesmo antes de 24 horas depois da última dose de ciclosporina. A administração de Prograf deve ser adiada na presença de níveis elevados de ciclosporina.

Fármacos que podem alterar as concentrações de tacrolimo
Como tacrolimo é metabolizado principalmente pelo sistema enzimático CYP3A, substâncias que inibem estas enzimas podem reduzir o metabolismo9 de tacrolimo resultando em aumento nas concentrações plasmáticas ou no sangue1 total. Drogas que induzem estes sistemas enzimáticos podem aumentar o metabolismo9 de tacrolimo e reduzir as concentrações no sangue1 total ou plasma6. Monitoramento das concentrações sanguíneas e ajustes de dose são essenciais quando tais drogas são usadas concomitantemente:

Drogas que podem aumentar as concentrações de tacrolimo no sangue1

Bloqueadores de canal de cálcio

Antibióticos macrolídeos

Agentes antifúngicos

Agentes gastrin-testinais pró-ciné-ticos

Outros fármacos

diltiazem
nicardipina
nifedipina
verapamil

claritromicina
eritromicina
troleandomicina

clotrimazol
fluconazol
itraconazol
cetoconazol
voriconazol

cisaprida
metoclopramida

bromocriptina
cloranfenicol
cimetidina
ciclosporina
danazol
etinilestradiol
metilprednisolona
omeprazol
inibidores de protease
nefazodona
hidróxido de magnésio e alumínio


Em um estudo com 6 voluntários sadios, foi observado um significante aumento na biodisponibilidade oral do tacrolimo (de 14±5% para 30±8%) após o uso concomitante com cetoconazol (200 mg). A depuração aparente do tacrolimo administrado por via oral juntamente com cetoconazol diminuiu significativamente quando comparado com o tacrolimo administrado isoladamente (de 0,430±0,129 L/h/kg vs. 0,148±0,043 L/h/kg). De modo geral, a administração por via IV não teve o clearance significativamente alterada pela co-administração com cetoconazol, no entanto houve uma grande variação entre os pacientes.

Fármacos que podem diminuir a concentração do tacrolimo no sangue1

Anticonvulsivantes

Antimicrobianos

Fitoterápicos

Outras drogas

carbamazepina
fenobarbital
fenitoína

rifabutina
caspofungina

Erva de São João

sirolimo


A Erva de São João (Hypericum perforatum) induz o citocromo CYP3A4 e a glicoproteína P. Uma vez que o tacrolimo é substrato para o citocromo CYP3A4, há um potencial de que o uso da Erva de São João em pacientes recebendo Prograf possa resultar na redução dos níveis de tacrolimo.
Em um estudo cruzado de dose única em pacientes sadios com co-administração oral de tacrolimo e hidróxido de alumínio e magnésio resultou em um aumento de 21% na AUC média do tacrolimo, e numa redução de 10% na Cmax média de tacrolimo com relação a sua administração oral isolado.
Em um estudo com 6 voluntários normais observou-se uma significante redução na biodisponibilidade oral de tacrolimo (de 14±6% para 7±3%) quando administrado concomitantemente com rifampicina (600 mg). Além disso, houve um aumento significante da depuração do tacrolimo (de 0,036±0,008 L/h/kg para 0,053±0,010 L/h/kg) em administração concomitante com rifampicina.
Estudos de interação com medicamentos usados no tratamento do HIV58 não foram conduzidos. No entanto, deve-se ter cuidado quando medicamentos que são nefrotóxicos (ex. ganciclovir) ou que são metabolizados pelo CYP3A (ex. nelfinavir, ritonavir) são administrados concomitantemente com tacrolimo. Baseado em um estudo clínico com 5 pacientes receptores de transplantes hepáticos, a administração concomitante de tacrolimo e nelfinavir aumentou significativamente as concentrações sangüíneas de tacrolimo, e como resultado, foi necessária uma redução da dose de tacrolimo, em média, em 16 vezes para manter a concentração sangüínea média de tacrolimo em 9,7 ng/mL. Portanto o monitoramento freqüente da concentração sangüínea de tacrolimo e o apropriado ajuste de dose são essenciais quando do uso concomitante com nelfinavir. O tacrolimo pode afetar a farmacocinética de outros medicamentos (ex. fenitoína) e aumentar suas concentrações. Suco de “grapefruit” afeta o metabolismo9 mediado por CPY3A e deve ser evitado.
Após a administração concomitante de tacrolimo e sirolimo (2 ou 5 mg/dia) em pacientes receptores de transplante renal2 estáveis, a AUC0-12 média e a Cmin reduziram em aproximadamente 30% com relação ao tacrolimo administrado isoladamente. Após a administração concomitante de tacrolimo e 1 mg/dia de sirolimo a AUC0-12 média e a Cmin reduziram em aproximadamente 3% e 11%, respectivamente. A segurança e eficácia do uso do tacrolimo em combinação com o sirolimo para prevenção da rejeição a enxerto25 não foram estabelecidas, e seu uso não é recomendado.

Outras Interações Medicamentosas
Os imunossupressores podem afetar a vacinação. Portanto, durante o tratamento com Prograf, a vacinação pode ser menos eficaz. O uso de vacinas vivas deve ser evitado; vacinas vivas podem incluir, mas não são limitadas a sarampo59, caxumba60, rubéola61, poliomielite62, BCG63, febre amarela64 e tifóide TY21a.

Reações Adversas a Medicamentos

Transplantes Hepáticos
As principais reações adversas de Prograf são tremores, cefaléia48, diarréia65, hipertensão66, náuseas67 e disfunção renal2. Ocorrem com administração via oral e intravenosa de Prograf e podem responder a uma redução da dose. A diarréia65 foi associada, algumas vezes, com outros problemas gastrintestinais assim como náusea68 e vômito69.
Hiperpotassemia e hipomagnesemia ocorreram em pacientes recebendo terapia com Prograf. Hiperglicemia45 também foi observada em muitos pacientes; alguns necessitaram terapia com insulina44.
A incidência28 de eventos adversos foi determinada em dois estudos comparativos randomizados em transplantes hepáticos com 514 pacientes recebendo tacrolimo e esteróides e 515 pacientes recebendo um tratamento baseado na ciclosporina. A proporção de pacientes relatando mais de um evento adverso foi 99,8% no grupo do tacrolimo e 99,6% no grupo ciclosporina.
Os eventos adversos relatados por mais de 15% dos pacientes receptores de transplante hepático tratados com tacrolimo (resultados combinados de dois estudos controlados) estão a seguir, por sistema e por ordem de frequência: cefaléia48, tremor, insônia, parestesia70, diarréia65, náusea68, constipação71, teste de função hepática18 anormal, anorexia72, vômito69, hipertensão66, função renal2 anormal, aumento da creatinina20, aumento do nitrogênio da uréia73 sanguínea, infecção51 do trato urinário74, oligúria38, hiperpotassemia, hipopotassemia75, hiperglicemia45, hipomagnesemia, anemia76, leucocitose77, trombocitopenia78, dor abdominal, dor, febre79, astenia80, dor nas costas81, ascite82, edema83 periférico, efusão84 pleural, atelectasia85, dispnéia86, prurido87, rash88 cutâneo89.

Transplante Hepático: Eventos adversos com ocorrência 15% no grupo recebendo Prograf

 

Estudo americano (%)

Estudo europeu (%)

 
Prograf

(N = 250)

CBIR

(N = 250)

Prograf

(N = 264)

CBIR

(N = 265)

 
Sistema Nervoso

 
Cefaléia48 (Veja o item “Advertências”)

64

60

37

26

 
Tremor (Veja o item “Advertências”)

56

46

48

32

 
Insônia

64

68

62

23

 
Parestesia70

40

30

17

17

 
Gastrintestinal

 
Diarréia65

72

47

37

27

 
Náusea68

46

37

32

27

 
Constipação71

24

27

23

21

 
Teste de Função Hepática18 Anormal

36

30

6

5

 
Anorexia72

34

24

7

5

 
Vômito69

27

15

14

11

 
Cardiovascular

Hipertensão66 (Veja o item “Precauções”)

47

56

38

43

 
Urogenital90

Função renal2 anormal (Veja o item “Advertências”)

40

27

36

23

 
Aumento da creatinina20 (Veja o item “Advertências”)

39

25

24

19

 
Aumento da BUN  (Veja o item “Advertências”)

30

22

12

9

 
Infecção51 do trato urinário

16

18

21

19

 
Oligúria38

18

15

19

12

 
Metabólico e Nutricional

Hipercalemia91 (Veja o item “Advertências”)

45

26

13

9

 
Hipocalemia92

29

34

13

16

 
Hiperglicemia45 (Veja o item “Advertências”)

47

38

33

22

 
Hipomagnesemia

48

45

16

9

 
Hêmico e Linfático93

Anemia76

47

38

5

1

 
Leucocitose77

32

26

8

8

 
Trombocitopenia78

24

20

14

19

 
Miscelânea

Dor abdominal

59

54

29

22

 
Dor

63

57

24

22

 
Febre79

48

56

19

22

 
Astenia80

52

48

11

7

 
Dor nas costas81

30

29

17

17

 
Ascite82

27

22

7

8

 
Edema83 periférico

26

26

12

14

 
Sistema Respiratório

Derrame94 pleural

30

32

36

35

 
Atelectasia85

28

30

5

4

 
Dipnéia

29

23

5

4

 
Pele50 e Anexos95

Prurido87

36

20

15

7

 
Rash88

24

19

10

4

 
CBIR = regime imunossupressor23 baseado em ciclosporina

As reações adversas observadas em menor freqüência nos transplantes de fígado13 e rim12 estão descritas no item “Reações Adversas menos freqüentemente relatadas”.

Transplantes Renais
As reações adversas mais frequentemente relatadas foram infecção51, tremor, hipertensão66, decréscimo da função renal2, constipação71, diarréia65, cefaléia48, dor abdominal e insônia.
Os eventos adversos relatados por mais de 15% dos pacientes receptores de transplante renal2 tratados com Prograf foram: tremor, cefaléia48, insônia, parestesia70, tontura96, diarréia65, náusea68, constipação71, vômito69, dispepsia97, hipertensão66, dor no peito98, aumento da creatinina20, infecção51 do trato urinário74, hipofosfatemia, hipomagnesemia, hiperlipemia, hiperpotassemia, Diabetes Mellitus43, hipopotassemia75, hiperglicemia45, edema83, anemia76, leucopenia99, infecção51, edema83 periférico, astenia80, dor abdominal, febre79, dor nas costas81, dispepsia97, aumento da tosse, artralgia100, rash88 cutâneo89, prurido87.

Transplante Renal2: Eventos adversos com ocorrência 15% no grupo recebendo Prograf

 

Prograf

(N = 205)

CBIR

(N = 207)

 
Sistema Nervoso

 
Tremor (Veja o item “Advertências”)

54

34

 
Cefaléia48 (Veja o item “Advertências”)

44

38

 
Insônia

32

30

 
Parestesia70

23

16

 
Tontura96

19

16

 
Gastrintestinal

Diarréia65

44

41

 
Náusea68

38

36

 
Constipação71

35

43

 
Vômito69

29

23

 
Dispepsia97

28

20

 
Cardiovascular

Hipertensão66 (Veja o item “Precauções”)

50

52

 
Dor no peito98

19

13

 
Urogenital90

Aumento da creatinina20 (Veja o item “Advertências”)

45

42

 
Infecção51 do trato urinário74

34

35

 
Metabólico e Nutricional

Hipofosfatemia

49

53

 
Hipomagnesemia

34

17

 
Hiperlipemia

31

38

 
Hipercalemia91 (Veja o item “Advertências”)

31

32

 
Diabetes101 Mellitus (Veja o item “Advertências”)

24

9

 
Hipocalemia92

22

25

 
Hiperglicemia45

22

16

 
Edema83

18

19

 
Hêmico e Linfático93

Anemia76

30

24

 
Leucopenia99

15

17

 
Miscelânea

Infecção51

45

49

 
Edema83 periférico

36

48

 
Astenia80

34

30

 
Dor abdominal

33

31

 
Dor

32

30

 
Febre79

29

29

 
Dor nas costas81

24

20

 
Sistema Respiratório

Dispnéia86

22

18

 
Aumento da tosse

18

15

 
Músculo-esquelético

Artralgia100

25

24

 
Pele50

 
Rash88

17

12

 
Prurido87

15

 
Superdose

A experiência disponível com superdose é limitada. Superdoses agudas até 30 vezes a dose pretendida foram relatadas. Quase todos os casos foram assintomáticos e todos os pacientes se recuperaram sem seqüelas. Ocasionalmente, a superdose aguda foi seguida por reações adversas consistentes com as descritas anteriormente, exceto em um caso em que urticária102 transitória e letargia103 foram observadas. Baseando-se na pequena solubilidade aquosa e na extensiva ligação a eritrócitos5 e proteínas3 plasmáticas, se antecipa que o tacrolimo não é dialisável; não existe nenhuma experiência com hemoperfusão com carvão. O uso oral de carvão ativado foi reportado para o tratamento de superdoses agudas, mas essas experiências não foram suficientes para garantir a recomendação do seu uso. Em geral, medidas de suporte e tratamento de sintomas57 específicos devem ser seguidos em todos os casos de superdose.
Em estudos de toxicidade104 aguda oral e IV, a mortalidade105 foi observada a ou acima das seguintes doses: em ratos adultos, 52 vezes a dose oral recomendada em humanos; em ratos imaturos, 16 vezes a dose oral recomendada em humanos; e em ratos adultos, 16 vezes a dose intravenosa recomendada para humanos (Todas as doses são corrigidas em acordo com a superfície corpórea).

Gerais
Hipertensão66 é um efeito adverso comum da terapia com Prograf. Hipertensão66 leve ou moderada é mais freqüentemente relatada que hipertensão66 grave. Terapia anti-hipertensiva pode ser necessária; o controle da pressão sangüínea106 pode ser realizado com a utilização de qualquer anti-hipertensivo. Como tacrolimo pode causar hiperpotassemia, diuréticos46 poupadores de potássio devem ser evitados. Enquanto agentes bloqueadores do canal de cálcio podem ser eficazes no tratamento da hipertensão66 associada ao uso de Prograf, deve-se tomar cuidado já que a interferência de tacrolimo no metabolismo9 pode requerer redução da dose.

Pacientes com Disfunção Renal2 e Hepática18
Para pacientes34 com insuficiência renal16 algumas evidências sugerem que devem ser utilizadas doses menores.
A utilização de Prograf por pacientes receptores de transplante hepático sofrendo de insuficiência hepática15 pós-transplante pode ser associada com o risco aumentado de desenvolvimento de insuficiência renal16 relacionada aos níveis elevados de tacrolimo no sangue1 total. Esses pacientes devem ser monitorados até o final do tratamento e ajustes na dose devem ser considerados. Algumas evidências sugerem que devem ser usadas doses menores para esses pacientes.

Hipertrofia107 do Miocárdio108
A hipertrofia107 do miocárdio108 tem sido relatada em associação com a administração de Prograf, e é geralmente manifestada por aumentos concêntricos da espessura da parede ventricular posterior esquerda e do septo interventricular109 demonstrados por ecocardiografia. A hipertrofia107 foi observada em crianças e adultos. Essa condição parece ser reversível na maioria dos casos após a redução da dose ou descontinuação da terapia. Em um grupo de 20 pacientes com ecocardiogramas pré e pós-tratamento que mostraram evidências de hipertrofia107 do miocárdio108, o valor médio da concentração de tacrolimo no sangue1 total durante o período anterior ao diagnóstico40 de hipertrofia107 do miocárdio108 estava na faixa de 11 a 53 ng/mL em crianças com idade de 0,4 a 2 anos (N=10), 4 a 46 ng/mL em crianças com idade de 2 a 15 anos (N=7) e 11 a 24 ng/mL em adultos com idade de 37 a 53 anos (N=3).
Em pacientes que desenvolveram insuficiência renal16 ou manifestações clínicas de disfunção ventricular enquanto estavam sob terapia com Prograf, deve ser considerada uma avaliação ecocardiográfica. Se a hipertrofia107 do miocárdio108 for diagnosticada, a redução da dose ou a descontinuação do uso de Prograf devem ser consideradas.

Gravidez110 (Categoria C) e Lactação111
Em estudos de reprodução112 em ratos e coelhos, efeitos adversos foram observados nos fetos principalmente em doses elevadas que foram tóxicas para as fêmeas. O tacrolimo, administrado por via oral em doses de 0,32 e 1,0 mg/kg durante a organogênese em coelhos, foi associado com toxicidade104 materna assim como um aumento na incidência28 de abortos; essas doses são equivalentes a 0,5-1,0 vez e 1,6-3,3 vezes a faixa de dose clínica recomendada (0,1-0,2 mg/kg) baseada na adequação para a área da superfície corporal. Somente em doses elevadas foi detectado, também, um aumento na incidência28 de malformações113 e variações de desenvolvimento. O tacrolimo, administrado por via oral em doses de 3,2 mg/kg durante a organogênese em ratos, foi associado com toxicidade104 materna e causou aumento na reabsorção tardia, decréscimo no número de nascimentos vivos e diminuição no peso e na viabilidade dos filhotes. O tacrolimo foi associado com a redução no peso dos filhotes, quando administrado por via oral na dose de 1,0 e 3,2 mg/kg (equivalente a 0,7-1,4 e 2,3-4,6 vezes a faixa de dose clínica recomendada baseada na adequação para a área da superfície corporal) em ratas prenhes após a organogênese e durante a lactação111.
Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. O tacrolimo é transferido através da placenta. O uso de tacrolimo durante a gravidez110 foi associado com hiperpotassemia neonatal e disfunção renal2. Prograf deve ser usado durante a gravidez110 somente se o benefício para a mãe justificar o risco potencial ao feto114.
Uma vez que o tacrolimo é excretado no leite humano, a amamentação115 durante o tratamento deve ser evitada.
Como o tacrolimo é excretado no leite materno, a amamentação115 deve ser evitada.

Pacientes Pediátricos
A experiência com Prograf em pacientes pediátricos receptores de transplantes renais é limitada. Transplantes hepáticos bem sucedidos foram observados em pacientes pediátricos (idade até 16 anos) utilizando-se Prograf. Dois estudos randomizados, com controle ativo com uso de Prograf em transplante primário de fígado13 incluíram 56 pacientes pediátricos. Trinta e um pacientes foram randomizados para receber terapia baseada em Prograf e 25 para receber terapia baseada em ciclosporina. Adicionalmente, um mínimo de 122 pacientes foram incluídos em um estudo não controlado para o uso de tacrolimo em transplante hepático com doador vivo. Pacientes pediátricos, geralmente, requerem doses maiores de Prograf para manter concentrações sangüíneas similares as de adultos (Veja o item “Posologia”).


Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
2 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
3 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
4 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
5 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
6 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
7 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
8 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
9 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
10 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
11 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
12 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
13 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
14 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
15 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
16 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
17 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
18 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
19 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
20 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
21 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
22 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
23 Imunossupressor: Medicamento que suprime a resposta imune natural do organismo. Os imunossupressores são dados aos pacientes transplantados para evitar a rejeição de órgãos ou para pacientes com doenças autoimunes.
24 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
25 Enxerto: 1. Na agricultura, é uma operação que se caracteriza pela inserção de uma gema, broto ou ramo de um vegetal em outro vegetal, para que se desenvolva como na planta que o originou. Também é uma técnica agrícola de multiplicação assexuada de plantas florais e frutíferas, que permite associar duas plantas diferentes, mas gerações próximas, muito usada na produção de híbridos, na qual uma das plantas assegura a nutrição necessária à gema, ao broto ou ao ramo da outra, cujas características procura-se desenvolver; enxertia. 2. Na medicina, é a transferência especialmente de células ou de tecido (por exemplo, da pele) de um local para outro do corpo de um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro.
26 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
27 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
28 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
29 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
30 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
31 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
32 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
33 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
34 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
35 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
36 Aciclovir: Substância análoga da Guanosina, que age como um antimetabólito, à qual os vírus são especialmente susceptíveis. É usado especialmente contra o herpes.
37 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
38 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
39 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
40 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
41 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
42 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
43 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
44 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
45 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
46 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
47 Cabeça:
48 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
49 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
50 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
51 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
52 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
53 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
54 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
55 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
56 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
57 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
58 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
59 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
60 Caxumba: Também conhecida como parotidite. É uma doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da caxumba, resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, dor no corpo, perda de apetite, fadiga e dor de cabeça. Cerca de 30 a 40% dos indivíduos infectados apresentam dor e aumento uni ou bilateral das glândulas salivares (mais comumente, das parótidas). Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Em alguns casos pode complicar causando meningite, encefalite, surdez, orquite, ooferite, miocardite ou pancreatite.
61 Rubéola: Doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da rubéola. Resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, aumento dos gânglios do pescoço, manchas avermelhadas na pele, 70% das mulheres apresentam artralgia e artrite. Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, parto prematuro e mal-formações congênitas.
62 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
63 BCG: Vacina utilizada para prevenir a tuberculose. Esta é composta por bacilos vivos e atenuados, que não produzem doença em pessoas com imunidade normal.
64 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
65 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
66 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
67 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
68 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
69 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
70 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
71 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
72 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
73 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
74 Trato Urinário:
75 Hipopotassemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
76 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
77 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
78 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
79 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
80 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
81 Costas:
82 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
83 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
84 Efusão: 1. Saída de algum líquido ou gás; derramamento, espalhamento. 2. No sentido figurado, manifestação expansiva de sentimentos amistosos, de afeto, de alegria. 3. Escoamento de um gás através de uma pequena abertura, causado pela agitação térmica das moléculas do gás. 4. Derramamento de lava relativamente fluida sobre a superfície terrestre.
85 Atelectasia: Colapso total ou parcial de um órgão do corpo, geralmente do pulmão. Ocorre uma falta de expansão dos alvéolos de uma parte do pulmão ou do pulmão inteiro devido a uma ausência de ventilação consecutiva à obstrução total ou parcial de um brônquio.
86 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
87 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
88 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
89 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
90 Urogenital: Na anatomia geral, é a região relativa aos órgãos genitais e urinários; geniturinário.
91 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
92 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
93 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
94 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
95 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
96 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
97 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
98 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
99 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
100 Artralgia: Dor em uma articulação.
101 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
102 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
103 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
104 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
105 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
106 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
107 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
108 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
109 Septo Interventricular: Estrutura muscular que separa as câmaras inferiores direita e esquerda (VENTRÍCULOS DO CORAÇÃO) do coração. O septo interventricular consiste em uma porção membranosa muito pequena, bem abaixo da VÁLVULA AÓRTICA, e uma porção muscular, grande e espessa, consistindo em três seções, incluindo os septos de entrada, trabecular e de saída.
110 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
111 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
112 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
113 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
114 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
115 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.

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