POSOLOGIA FENTANEST 0,05MG/ML-25FR.10ML

Atualizado em 28/05/2016

1 - PRÉ-MEDICAÇÃO:- 50 a 100 mcg (0,05 a 0,1 mg ou 1 a 2 ml) administrados por via IM 30 a 60 minutos antes da cirurgia.
2 - COMPONENTE DA ANESTESIA1 GERAL:-
DOSE BAIXA:- 2 mcg/kg (0,002 mg/kg ou 0,04 ml/kg) - está indicada para
procedimentos cirúrgicos com dor de baixa intensidade. Além da analgesia o FENTANEST
pode também proporcionar alívio da dor no período pós operatório imediato.
MANUTENÇÃO:- Raramente são necessárias doses adicionais de FENTANEST nestes
procedimentos com dor de baixa intensidade.
DOSE MODERADA:- 2 - 20 mcg/kg (0,002 - 0,02 mg/kg ou 0,04 - 0,4 ml/kg) quando a
cirurgia é de maior duração e a intensidade de dor moderada, tornam-se necessárias doses
mais altas. Com esta dose, além da analgesia adequada, obtém-se uma abolição parcial do
trauma cirúrgico.
"Para a depressão respiratória observada com estas doses é necessária a utilização de
respiração assistida ou controlada."
MANUTENÇÃO:- 25 a 100 mcg (0,025 a 0,1 mg ou 0,5 a 2 ml) podem ser administradas
por via endovenosa ou intramuscular quando movimentos ou alterações dos sinais vitais2
indiquem resposta reflexa ou trauma cirúrgico ou superficialização da anestesia1.
DOSE ELEVADA:- 20 - 50 mcg/kg (0,02 - 0,05 mg/kg ou 0,4 - 1 ml/kg). Durante a
cirurgia cardíaca e certos procedimentos ortopédicos e neurocirúrgicos onde a cirurgia é
mais prolongada, e na opinião do anestesista as respostas endócrino3-metabólicas ao trauma
cirúrgico podem prejudicar o estado geral do paciente, recomendam-se doses de 20 a
50 mcg (0,02 a 0,05 mg/kg ou 0,4 a 1 ml/kg) com protóxido de nitrogênio e oxigênio. Tais
doses tem demonstrado atenuar a resposta endócrino3-metabólica ao trauma cirúrgico,
definida pelo aumento dos níveis circulantes de hormônio4 crescimento, catecolaminas,
hormônio4 anti-diurético5 e prolactina6.
Quando doses dentro destes limites são usadas durante a cirurgia, é necessária ventilação7
pós operatória em virtude da depressão respiratória prolongada. O principal objetivo dessa
técnica será produzir "anestesia1 livre do trauma cirúrgico".
MANUTENÇÃO:- as doses de manutenção podem variar de um mínimo de 25 mcg
(0,025 mg ou 0,5 ml) até metade da dose utilizada inicialmente, das alterações dos sinais8
vitais que indiquem trauma cirúrgico e superficialização da analgesia. Porém, a dose de
manutenção deverá ser individualizada, principalmente se o tempo estimado para o
término da cirurgia for curto.
3 - COMO ANESTÉSICO GERAL:- Usar doses de 50 a 100 mcg/kg (0,05 a 0,1 mg kg ou 1 a 2 ml/kg) associadas com oxigênio e um relaxante muscular quando a atenuação da resposta endócrina-metabólica ao trauma cirúrgico é especialmente importante. Com esta técnica é possível obter anestesias sem o uso adicional de agentes anestésicos. Tal técnica tem sido utilizada para cirurgia cardíaca a céu aberto e outras cirurgias de longa duração em pacientes nos quais está indicada uma proteção do miocárdio9 ao excesso de consumo de oxigênio, está indicada também para certas cirurgias neurológicas e ortopédicas difíceis. Com estas doses torna-se necessária ventilação7 pós-operatória, bem como pessoal e equipamentos adequados para seu controle.
4 - COMPLEMENTO DA ANESTESIA1 REGIONAL:- 50 a 100 mcg (0,05 a 0,1 mg ou 1 a 2 ml) podem ser administradas por via intramuscular ou endovenosa lenta quando se necessita de analgesia adicional.
5 - NO PÓS-OPERATÓRIO (SALA DE RECUPERAÇÃO):- 50 a 100 mcg/kg (0,05 a 0,1 mg ou 1 a 2 ml) podem ser administrados para o controle da dor, por via intramuscular. A dose pode ser repetida após uma a duas horas, se necessário.
6 - DOSES EM CRIANÇAS:- Para indução e manutenção em crianças de 2 a 12 anos de idade, recomenda-se uma dose reduzida de 20 a 30 mcg (0,02 a 0,03 mg ou 0,4 a 0,6 ml) cada 10 a 12 kg de peso corporal.

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Complementos

1 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
2 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
3 Endócrino: Relativo a ou próprio de glândula, especialmente de secreção interna; endocrínico.
4 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
5 Diurético: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
6 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
7 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
8 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
9 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração

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