CARACTERÍSTICAS ACEBROFILINA EUROFARMA

Atualizado em 28/05/2016

Descrição

A acebrofilina possui ação broncodilatadora, mucorreguladora e expectorante.

A acebrofilina é produto da adição de teofilina e ambroxol sendo também conhecida por teofilinato de ambroxol. In vivo, são liberados tanto a teofilina, que possui ação broncodilatadora, estimulante respiratória e profilática da asma1, quanto o ambroxol que possui ação expectorante e mucolítica.


Modo de ação

A acebrofilina possui vários mecanismos pelo qual exerce seu efeito terapêutico.

Atua fragmentando e desagregando a organização filamentosa do muco, de forma a diminuir sua viscosidade2 e adesividade, tornando as secreções do aparelho respiratório3 mais fluidas.

A acebrofilina estimula a síntese e secreção do surfactante alveolar, favorece a expulsão das secreções bronquiais melhorando, portanto, a capacidade de ventilação4. Por sua ação broncodilatadora, inibe o broncoespasmo5, a dispnéia6 e os sibilos, melhorando a função respiratória com o aumento do fluxo respiratório.


Farmacocinética

No organismo, a acebrofilina se dissocia em teofilina e ambroxol.

A teofilina é bem e completamente absorvida. A ligação a proteínas7 varia: cerca de 60% em pacientes adultos, 36% em recém-nascidos e 35% em pacientes com cirrose8 hepática9. A teofilina é biotransformada parcialmente, no fígado10, em cafeína; isto é clinicamente mais significante nos recém-nascidos e crianças com menos de 3 anos de idade devido à meia-vida extremamente longa da cafeína nestes pacientes. A meia-vida média: crianças de até 6 meses, menos de 24 horas; crianças maiores de 6 meses, 3,7 horas; adultos não-fumantes, 8,7 horas; fumantes, 5,7 horas e adultos com doenças pulmonares, mais de 24 horas.

O ambroxol diminui a viscosidade2 e adesividade do muco, facilitando a expectoração11 e diminuindo o trabalho respiratório. É rapidamente absorvido no trato entérico; atinge níveis séricos máximos dentro de 2 horas. O ambroxol possui uma meia-vida de cerca de 10 horas e é eliminado através da urina12 na forma inalterada e/ou de metabólitos13.


- INDICAÇÕES

Acebrofilina possui ação broncodilatadora, mucolítica e expectorante, sendo indicada no tratamento sintomático14 das patologias agudas e crônicas do aparelho respiratório3 caracterizadas por fenômenos de hipersecreção, traqueobronquites, rinofaringites, laringotraqueítes, pneumoconioses15 e bronquiectasias, bem como nas patologias pulmonares acompanhadas de broncoespasmo5, tais como: bronquite aguda16, bronquite obstrutiva ou asmatiforme, asma1 brônquica e

enfisema17 pulmonar.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
2 Viscosidade: 1. Atributo ou condição do que é viscoso; viscidez. 2. Resistência que um fluido oferece ao escoamento e que se deve ao movimento relativo entre suas partes; atrito interno de um fluido.
3 Aparelho respiratório: O aparelho respiratório transporta o ar do meio externo aos pulmões e vice-versa e promove a troca de gases entre o sangue e o ar.
4 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
5 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
6 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
7 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
8 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
9 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
10 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
11 Expectoração: Ato ou efeito de expectorar. Em patologia, é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traqueia, brônquios e pulmões; escarro.
12 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
13 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
14 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
15 Pneumoconioses: Reação fibrosa crônica dos pulmões à inalação de poeiras, marcada especialmente por perda da expansibilidade, fibrose e pigmentação. Elas recebem nomes diversos segundo o tipo de poeira inalada.
16 Bronquite aguda: Inflamação dos brônquios produzida em geral por diferentes vírus respiratórios, que se manifesta por febre, tosse e expectoração de muco à tosse.
17 Enfisema: Doença respiratória caracterizada por destruição das paredes que separam um alvéolo de outro, com conseqüente perda da retração pulmonar normal. É produzida pelo hábito de fumar e, em algumas pessoas, pela deficiência de uma proteína chamada Antitripsina.

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