PRANDIN

MEDLEY

Atualizado em 09/12/2014

PRANDINä
Repaglinida

Forma Farmacêutica e Apresentações de Prandin

Embalagens contendo comprimidos 0,5 mg, 1,0 mg ou 2,0 mg de repaglinida, acondicionados em blísteres com 30 comprimidos. Os comprimidos de Prandinä (repaglinida) 0,5 mg são de cor branca, os de 1,0 mg são de cor amarela e os de 2,0 mg são de cor vermelha.

USO ADULTO

  - COMPOSIÇÃO
Cada comprimido 0,5 mg contém:
Repaglinida    ....................0,500 mg
Excipientes: poloxâmero 188, povidona, meglumina, amido de milho/amido de milho (dessecado), hidrogenofosfato de cálcio anidro, celulose microcristalina, glicerol, polacrilina potássica, estearato de magnésio.

Cada comprimido 1,0 mg contém:
Repaglinida....................1,000 mg
Excipientes: poloxâmero 188, povidona, meglumina, amido de milho/amido de milho (dessecado), hidrogenofosfato de cálcio anidro, celulose microcristalina,  glicerol, polacrilina potássica, estearato de magnésio, óxido de ferro amarelo.

Cada comprimido 2,0 mg contém:
Repaglinida....................2,000 mg
Excipientes: poloxâmero 188, povidona, meglumina, amido de milho/amido de milho (dessecado), hidrogenofosfato de cálcio anidro, celulose microcristalina, glicerol, polacrilina potássica, estearato de magnésio, óxido de ferro vermelho.

Informações ao Paciente de Prandin


Ação esperada do medicamento
Prandin (repaglinida) é um hipoglicemiante1 oral, que atua na diminuição da glicemia2 nas refeições em pacientes com Diabetes Tipo 23 (Diabetes mellitus4 não-insulinodependente - DMNID - ou Diabetes5 que se manifesta na idade madura), cuja hiperglicemia6 não pode ser controlada satisfatoriamente com dieta, redução de peso e exercícios físicos.

Cuidados de armazenamento
Armazenar em local seco, mantendo a embalagem original fechada.

Prazo de validade
24 meses.
Nunca use qualquer medicamento com o prazo de validade vencido. Pode ser perigoso para a sua saúde7. O prazo de validade do produto está impresso no rótulo e na embalagem.

Gravidez8 e lactação9
Não há estudos sobre o uso de repaglinida em mulheres grávidas ou lactantes10, portanto não se recomenda usar Prandin durante a gravidez8 e lactação9.
Informe seu médico a ocorrência de gravidez8 na vigência do tratamento ou após o seu término. Informe seu médico se está amamentando.

Cuidados de administração
A repaglinida deve ser administrada por via oral, antes das principais refeições. Normalmente, a dose inicial é de 0,5 mg, podendo ser ajustada pelo médico em até 4 mg antes das principais refeições. A dose máxima diária recomendada é de 16 mg. Se houver esquecimento de uma dose, a dose seguinte deve ser tomada normalmente, sem dobrar a quantidade.
Além da auto-monitoração usual da glicemia2 e/ou glicose11 urinária pelo paciente, o médico deve monitorar periodicamente a glicemia2 do paciente para otimizar a dose e o controle glicêmico.
Siga a orientação do seu médico, respeitando os horários, as doses e a duração do tratamento.

Interrupção do tratamento
A interrupção do tratamento sem orientação médica pode ocasionar perda do controle glicêmico.
Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas
Podem ocorrer reações hipoglicêmicas como dor de cabeça12, tontura13, cansaço, taquicardia14, tremor, náusea15 e sudorese16. Essas reações são leves e facilmente controladas com a ingestão de carboidratos, por exemplo alimentos açucarados. Se tais eventos não forem tratados, poderá ocorrer agravamento do quadro (dores de cabeça12, náusea15, vômito17, desidratação18, perda da consciência, etc). Se forem graves, pode haver necessidade de administração intravenosa de glicose11 por um médico. A ocorrência dessas reações depende também, como em todas as terapias diabéticas, de fatores individuais como hábitos alimentares, dose, exercícios e estresse. Caso qualquer dessas reações seja observada, consulte seu médico.
Reações adversas como distúrbios visuais transitórios, principalmente no início do tratamento, dor abdominal, diarréia19, náuseas20, vômitos21, constipação22 e reações de hipersensibilidade cutânea23 como coceira, erupções e urticária24, devem ser imediatamente informadas ao seu médico.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS .

Ingestão concomitante com outras substâncias
O álcool pode intensificar e prolongar o efeito hipoglicemiante1 da repaglinida.

Contra-indicações
Prandin não deve ser utilizado nos casos de reconhecida hipersensibilidade (reação alérgica25) à repaglinida ou a quaisquer dos componentes de sua fórmula, em Diabetes Tipo 126 (Diabetes mellitus4 insulinodependente - DMID), em cetoacidose diabética27, com ou sem coma28, e na existência de graves disfunções renais ou hepáticas29.
Não se recomenda o uso de Prandin durante a gravidez8 e lactação9.

Precauções
A repaglinida deve ser prescrita se não ocorrer o controle da glicemia2 e se os sintomas30 de Diabetes5 persistirem apesar das tentativas com dieta, exercícios e redução de peso. A repaglinida, assim como outros agentes que atuam na secreção da insulina31, é capaz de causar hipoglicemia32. Pode ocorrer perda do controle glicêmico quando um paciente estabilizado pelo uso de qualquer agente hipoglicêmico oral é exposto a estresse, tal como febre33, trauma, infecção34 ou cirurgia ou quando da existência de problemas hepáticos ou renais.
Não foram realizados ensaios clínicos35 em pacientes com deficiência hepática36, em crianças e adolescentes com menos de 18 anos e em pacientes com mais de 75 anos de idade, portanto o tratamento não é recomendado para estes grupos de pacientes.
Durante o tratamento, o paciente deve se precaver contra a hipoglicemia32 ao dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem ser prejudicadas.  
Isto é particularmente importante para os pacientes que apresentam sinais37 leves ou  imperceptíveis de hipoglicemia32 ou que sofrem freqüentes episódios de hipoglicemia32.
A necessidade de Prandin pode se alterar se o paciente estiver tomando outros medicamentos, tais como: inibidores de monoaminooxidase (usados para tratar depressão), agentes beta bloqueadores não-seletivos (usados para tratar hipertensão38 e certas cardiopatias), inibidores de enzimas conversoras da angiotensina (ECA, usadas para tratar certas cardiopatias), salicilatos, octreotídeo, antiinflamatórios não-esteróides (NSAIDS), esteróides anabólicos e corticosteróides, contraceptivos orais (usados para controle de natalidade), tiazidas, danazol, produtos para tireóide (usados para tratar pacientes com baixa produção do hormônio39 tireoidiano), simpatomiméticos (usados para tratar asma40), agentes antifúngicos, tal como cetoconazol, agentes antibacterianos, tal como eritromicina, ou medicamentos que elevem o nível das enzimas hepáticas41, tais como rifampicina ou fenitoína.
Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE7.

Informações Técnicas de Prandin

           

Modo de Ação de Prandin

O Diabetes Tipo 23 é uma doença na qual o pâncreas42 não produz insulina31 suficiente para controlar o nível de glicose11 no sangue43, sendo também conhecida como Diabetes mellitus4 não-insulinodependente (DMNID) ou Diabetes5 que se manifesta na idade madura. Prandin  auxilia o pâncreas42 a produzir mais insulina31 no momento das refeições, sendo usado para controlar o Diabetes5 nos casos em que dietas, exercícios e redução de peso isoladamente não mais forem suficientes para controlar (ou diminuir) os níveis de glicemia2. Prandin também pode ser administrado em combinação à metformina44.
Prandin  (repaglinida) - agente hipoglicemiante1 oral - sob a forma de comprimidos, deve ser administrado pré-prandialmente.

Farmacodinâmica
A repaglinida é um novo secretagogo oral,  derivado do ácido carbamoilmetilbenzóico, cuja ação é curta. A repaglinida reduz os níveis de glicemia2 de forma aguda ao estimular a liberação de insulina31 pelo pâncreas42, um efeito dependente do funcionamento das células45 beta nas ilhotas pancreáticas46.
A repaglinida fecha os canais de potássio dependentes de ATP47 na membrana da célula48 beta  através de uma proteína-chave, diferentemente dos outros secretagogos. Tal efeito despolariza as células45 beta, determinando abertura dos canais de cálcio. O resultante aumento do influxo de cálcio induz a secreção de insulina31 a partir das células45 beta.
Observou-se, após administração oral de repaglinida a pacientes com Diabetes5 do Tipo 2, que a resposta insulinotrópica à refeição ocorreu num prazo de 30 minutos, causando efeito hipoglicemiante1 durante a mesma. Os níveis elevados de insulina31, porém, não persistiram além do período da refeição. Os níveis plasmáticos da repaglinida diminuíram rapidamente e  observaram-se baixas concentrações plasmáticas do fármaco49 em pacientes com Diabetes Tipo 23, quatro horas após sua administração. A redução da glicemia2 dose-dependente foi comprovada com doses de 0,5 mg a 4 mg de repaglinida.
Os resultados dos estudos clínicos mostraram que a repaglinida é dosada de maneira ótima em relação às principais refeições (dosagem pré-prandial).
As doses devem ser preferivelmente administradas 15 minutos antes da refeição.

Farmacocinética
A repaglinida é rapidamente absorvida pelo trato gastrintestinal, resultando em rápido aumento da concentração plasmática do fármaco49. O nível plasmático máximo ocorre uma hora após a administração. Após atingir o nível máximo, o nível plasmático reduz rapidamente e a repaglinida é eliminada em 4 - 6 horas. A meia-vida de eliminação plasmática é de aproximadamente 1 hora.
A farmacocinética da repaglinida é caracterizada por biodisponibilidade absoluta média de 63% (Coeficiente de Variação 11%), baixo volume de distribuição, 30 litros (consistente com a distribuição no fluido intracelular) e rápida eliminação do sangue43.
Nos ensaios clínicos35 detectou-se uma alta variabilidade interindividual (60%) nas concentrações dos níveis plasmáticos. Entretanto, como a variabilidade intraindividual é de baixa à moderada (35%) e a repaglinida deve ser titulada versus a reposta clínica, a eficácia do fármaco49 não é afetada pela variabilidade interindividual.
A exposição à repaglinida aumenta em pacientes com insuficiência renal50 e hepática36 e em pacientes idosos com Diabetes Tipo 23. O AUC (desvio padrão) após exposição à dose única de 2 mg (4 mg em pacientes com insuficiência hepática51) foi de 31,4 ng/ml x h (28,3) em voluntários sadios, 75,2 ng/ml x h (67,7) em pacientes com insuficiência renal50, 304,9 ng/ml x h (228,0) em pacientes com insuficiência hepática51 e 117,9 ng/ml x h (13,8) em pacientes idosos com Diabetes Tipo 23.
Em humanos, a repaglinida liga-se fortemente a proteínas52 plasmáticas ( > 98%).
Não foram observadas diferenças relevantes na farmacocinética da repaglinida quando administrada 0, 15 ou 30 minutos antes da refeição ou em estado de jejum.
A repaglinida é quase completamente metabolizada e não se identificou nenhum metabólito53 com  efeito hipoglicemiante1 clinicamente relevante.
A excreção da repaglinida e de seus metabólitos54 ocorre primariamente pela via biliar. Uma pequena fração (menos de 8%) da dose administrada aparece na urina55, preliminarmente como metabólito53. Menos de 1% do fármaco49-mãe é recuperado nas fezes.
 

Indicações de Prandin

A repaglinida é indicada para pacientes56 com Diabetes Tipo 23 (Diabetes mellitus4 não-insulinodependente - DMNID), cuja hiperglicemia6 não mais pode ser controlada satisfatoriamente por dieta, redução de peso ou exercícios. A repaglinida é também indicada em associação à metformina44 em pacientes com Diabetes Tipo 23 que não estejam sendo satisfatoriamente controlados apenas com a metformina44. O tratamento deve ser iniciado como adjuvante à dieta e exercícios físicos para diminuir a glicemia2  nas refeições.

Contra-Indicações de Prandin

PRANDIN NÃO DEVE SER USADO NOS SEGUINTES CASOS: ·    RECONHECIDA HIPERSENSIBILIDADE À REPAGLINIDA OU A QUAISQUER DOS EXCIPIENTES DO PRANDIN
·    DIABETES5 DO TIPO 1 (DIABETES MELLITUS4 INSULINODEPENDENTE: DMID), PEPTÍDEO C57 NEGATIVO
·    CETOACIDOSE DIABÉTICA27, COM OU SEM COMA28
·    GRAVIDEZ8 E LACTAÇÃO9
·    CRIANÇAS COM MENOS DE 12 ANOS
·    DISFUNÇÕES RENAIS OU HEPÁTICAS29 GRAVES
·    TERAPIA CONCOMITANTE COM OUTROS MEDICAMENTOS, QUE INTERFIRAM NA AÇÃO DA REPAGLINIDA (POR EXEMPLO, QUE INIBAM OU INDUZAM CYP3A4).

Precauções ou Cuidados Que Devem Ser Considerados de Prandin


GERAIS
A REPAGLINIDA DEVE SER PRESCRITA APENAS SE NÃO OCORRER O CONTROLE DA GLICEMIA2 E SE OS SINTOMAS30 DE DIABETES5 PERSISTIREM APESAR DAS TENTATIVAS COM DIETA, EXERCÍCIOS E REDUÇÃO DE PESO.
A REPAGLINIDA, ASSIM COMO OUTROS SECRETAGOGOS DA INSULINA31, É CAPAZ DE CAUSAR HIPOGLICEMIA32.
EM MUITOS PACIENTES TAL EFEITO DIMINUI AO LONGO DO TEMPO, POSSIVELMENTE EM DECORRÊNCIA DA PROGRESSÃO DA GRAVIDADE DO DIABETES5 OU DA DIMINUIÇÃO DA RESPOSTA AO PRODUTO. ESSE FENÔMENO É CONHECIDO COMO FALHA SECUNDÁRIA, QUE SE DIFERENCIA DA FALHA PRIMÁRIA CARACTERIZADA PELA INEFICÁCIA DO FÁRMACO49 ESPECIFICAMENTE QUANDO ADMINISTRADO PELA PRIMEIRA VEZ A UM PACIENTE. ANTES DE SE CLASSIFICAR A RESPOSTA DO PACIENTE COMO FALHA SECUNDÁRIA, DEVEM SER AVALIADOS O AJUSTE POSOLÓGICO E A ADESÃO À DIETA E AO EXERCÍCIO.
A REPAGLINIDA AGE ATRAVÉS DE UM SÍTIO DISTINTO DE LIGAÇÃO, DESENVOLVENDO AÇÃO DE CURTA DURAÇÃO SOBRE AS CÉLULAS45 BETA. O USO DE REPAGLINIDA EM CASO DE FALHA SECUNDÁRIA DE SECRETAGOGOS DE INSULINA31 NÃO FOI INVESTIGADO EM ENSAIOS CLÍNICOS35.
A ASSOCIAÇÃO DA REPAGLINIDA COM OUTROS SECRETAGOGOS DE INSULINA31 E ACARBOSE58, BEM COMO À INSULINA31 OU TIAZOLIDENODIONAS, NÃO FOI INVESTIGADA MEDIANTE A REALIZAÇÃO DE ENSAIOS CLÍNICOS35.
O TRATAMENTO COMBINADO COM METFORMINA44 ESTÁ ASSOCIADO A UM POSSÍVEL AUMENTO DO RISCO DE HIPOGLICEMIA32.
PODE OCORRER PERDA DO CONTROLE GLICÊMICO QUANDO UM PACIENTE ESTABILIZADO PELO USO DE QUALQUER AGENTE HIPOGLICÊMICO ORAL É EXPOSTO A ESTRESSE, TAL COMO FEBRE33, TRAUMA, INFECÇÃO34 OU CIRURGIA OU EM CASOS DE PROBLEMAS HEPÁTICOS OU RENAIS. EM TAIS OCASIÕES, PODE SER NECESSÁRIO DESCONTINUAR O TRATAMENTO COM REPAGLINIDA E ADMINISTRAR TEMPORARIAMENTE INSULINA31.

GRUPOS ESPECÍFICOS DE PACIENTES
NÃO FORAM REALIZADOS ENSAIOS CLÍNICOS35 EM PACIENTES COM DEFICIÊNCIA NA FUNÇÃO HEPÁTICA36, EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM MENOS DE 18 ANOS E EM PACIENTES COM MAIS DE 75 ANOS DE IDADE. PORTANTO, O TRATAMENTO NÃO É RECOMENDADO PARA ESTES GRUPOS DE PACIENTES.

GESTAÇÃO E LACTAÇÃO9
NÃO HÁ ESTUDOS SOBRE O USO DE REPAGLINIDA EM MULHERES GRÁVIDAS OU LACTANTES10.
OS ESTUDOS PRÉ-CLÍNICOS DEMONSTRARAM QUE A REPAGLINIDA NÃO É TERATOGÊNICA59. ENTRETANTO, RATOS EXPOSTOS A NÍVEIS ELEVADOS DA REPAGLINIDA NO ÚLTIMO ESTÁGIO DE GRAVIDEZ8 E DURANTE O PERÍODO DE LACTAÇÃO9 APRESENTARAM EMBRIOTOXICIDADE, DESENVOLVIMENTO ANORMAL DOS MEMBROS EM FETOS E EM RECÉM-NASCIDOS. A REPAGLINIDA FOI DETECTADA NO LEITE DE ANIMAIS DE EXPERIMENTO. PORTANTO, DEVE-SE EVITAR O USO DE REPAGLINIDA DURANTE A GRAVIDEZ8 E LACTAÇÃO9.

EFEITOS NA HABILIDADE PARA DIRIGIR E USAR MÁQUINAS
OS PACIENTES DEVEM SE PRECAVER CONTRA A HIPOGLICEMIA32 AO DIRIGIR. ISTO É PARTICULARMENTE IMPORTANTE PARA OS PACIENTES QUE NÃO APRESENTAM SINAIS37 PERCEPTÍVEIS DE HIPOGLICEMIA32 E NOS QUE APRESENTAM SINAIS37 LEVES OU SOFREM FREQÜENTES EPISÓDIOS DE HIPOGLICEMIA32. DEVE-SE CONSIDERAR COM PRECAUÇÃO O ATO DE DIRIGIR EM TAIS CIRCUNSTÂNCIAS.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS
SABE-SE QUE VÁRIOS FÁRMACOS INFLUENCIAM O METABOLISMO60 DA GLICOSE11, PORTANTO POSSÍVEIS INTERAÇÕES DEVEM SER CONSIDERADAS PELO MÉDICO.
AS SUBSTÂNCIAS A SEGUIR PODEM AUMENTAR O EFEITO HIPOGLICEMIANTE1 DA REPAGLINIDA: INIBIDORES DA MONOAMINOOXIDASE (IMAO61), AGENTES BETABLOQUEADORES NÃO-SELETIVOS, INIBIDORES DA ECA OU ENZIMA62 CONVERSORA DE ANGIOTENSINA, SALICILATOS, ANTIINFLAMATÓRIOS NÃO-ESTERÓIDES (NSAIDS), OCTREOTÍDEO, ÁLCOOL E ESTERÓIDES ANABÓLICOS.
AS SUBSTÂNCIAS A SEGUIR PODEM REDUZIR O EFEITO HIPOGLICEMIANTE1 DA REPAGLINIDA: CONTRACEPTIVOS ORAIS, TIAZIDAS, CORTICOSTERÓIDES, DANAZOL,  HORMÔNIOS TIREOIDIANOS E SIMPATOMIMÉTICOS. QUANDO DA ADMINISTRAÇÃO OU SUSPENSÃO DESSES MEDICAMENTOS A PACIENTES SUBMETIDOS A TRATAMENTO COM REPAGLINIDA, O PACIENTE DEVE SER RIGOROSAMENTE OBSERVADO QUANTO A ALTERAÇÕES NO CONTROLE GLICÊMICO.
A REPAGLINIDA, QUANDO ADMINISTRADA A VOLUNTÁRIOS SAUDÁVEIS, NÃO APRESENTOU EFEITO CLINICAMENTE IMPORTANTE SOBRE OS PARÂMETROS FARMACOCINÉTICOS DA DIGOXINA, TEOFILINA OU VARFARINA NO ESTADO DE EQUILÍBRIO, PORTANTO NÃO É NECESSÁRIO O AJUSTE POSOLÓGICO DESTES COMPOSTOS DURANTE SUA CO-ADMINISTRAÇÃO COM A REPAGLINIDA.
A CO-ADMINISTRAÇÃO DA CIMETIDINA COM DOSES MÚLTIPLAS DE REPAGLINIDA NÃO ALTEROU SIGNIFICATIVAMENTE A ABSORÇÃO, DISTRIBUIÇÃO E  AÇÃO HIPOGLICÊMICA DA REPAGLINIDA.
OS AGENTES BETABLOQUEADORES PODEM MASCARAR OS SINTOMAS30 DE HIPOGLICEMIA32. O ÁLCOOL PODE INTENSIFICAR E PROLONGAR O EFEITO HIPOGLICEMIANTE1 DA REPAGLINIDA.
ESTUDOS IN VITRO INDICAM QUE A REPAGLINIDA É PRIMARIAMENTE METABOLIZADA PELO SISTEMA ENZIMÁTICO CITOCROMO CYP3A4. EMBORA NÃO TENHAM SIDO REALIZADOS ESTUDOS IN VIVO, ACREDITA-SE QUE INIBIDORES CYP3A4, COMO CETOCONAZOL, ITRACONAZOL, ERITROMICINA, FLUCONAZOL E MIBEFRADIL AUMENTEM OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DA REPAGLINIDA.
COMPOSTOS  QUE INDUZEM O CYP3A4, COMO RIFAMPICINA OU FENITOÍNA, PODEM  DIMINUIR OS NÍVEIS PLASMÁTICOS DA REPAGLINIDA. UMA VEZ QUE NÃO SE CONHECE A MAGNITUDE DO EFEITO INDUTOR OU INIBIDOR, A COMBINAÇÃO DESTAS DROGAS É CONTRA-INDICADA.
DEVEM SER CONSIDERADAS POTENCIAIS INTERAÇÕES QUANDO A REPAGLINIDA É USADA CONJUNTAMENTE COM OUTRAS DROGAS SECRETADAS PRINCIPALMENTE PELA BILE63, COMO É O CASO DA REPAGLINIDA.

Reações Adversas de Prandin

HIPOGLICEMIA32ASSIM COMO COM OUTROS AGENTES  HIPOGLICEMIANTES64, REAÇÕES HIPOGLICÊMICAS FORAM OBSERVADAS APÓS A ADMINISTRAÇÃO DE REPAGLINIDA. ESSAS REAÇÕES SÃO PRINCIPALMENTE LEVES E FACILMENTE CONTROLADAS COM A INGESTÃO DE CARBOIDRATOS. SE FOREM GRAVES, PODE HAVER NECESSIDADE DE ADMINISTRAÇÃO INTRAVENOSA DE GLICOSE11. A OCORRÊNCIA DESSAS REAÇÕES DEPENDE, COMO EM TODAS AS TERAPIAS DIABÉTICAS, DE FATORES INDIVIDUAIS, COMO HÁBITOS ALIMENTARES, DOSE, EXERCÍCIOS E ESTRESSE.

DISTÚRBIOS VISUAIS
SABE-SE QUE AS ALTERAÇÕES DOS NÍVEIS DE GLICEMIA2 RESULTAM EM DISTÚRBIOS VISUAIS TRANSITÓRIOS, PRINCIPALMENTE NO INÍCIO DO TRATAMENTO. ESSES DISTÚRBIOS FORAM RELATADOS APENAS EM POUQUÍSSIMOS CASOS APÓS INÍCIO DO TRATAMENTO COM REPAGLINIDA.  NENHUM DESSES CASOS RESULTOU EM DESCONTINUAÇÃO DO TRATAMENTO COM REPAGLINIDA DURANTE OS ESTUDOS CLÍNICOS.

DISTÚRBIOS GASTRINTESTINAIS
NOS ESTUDOS CLÍNICOS FORAM RELATADAS QUEIXAS GASTRINTESTINAIS COMO DOR ABDOMINAL, DIARRÉIA19, NÁUSEAS20, VÔMITOS21 E CONSTIPAÇÃO22. A FREQÜENCIA E A GRAVIDADE DESSES SINTOMAS30 NÃO FOI DIFERENTE DA OBSERVADA COM OUTROS SECRETAGOGOS ORAIS.

ENZIMAS HEPÁTICAS41
DURANTE TRATAMENTO COM REPAGLINIDA, FORAM RELATADOS CASOS ISOLADOS DE AUMENTO DAS ENZIMAS HEPÁTICAS41.
A MAIORIA DOS CASOS FOI DE CARÁTER LEVE E TRANSITÓRIO E POUQUÍSSIMOS PACIENTES DESCONTINUARAM O TRATAMENTO EM DECORRÊNCIA DO AUMENTO DAS ENZIMAS HEPÁTICAS41.

ALERGIA65
PODEM OCORRER REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE CUTÂNEA23 COMO COCEIRA, ERUPÇÕES E URTICÁRIA24. NÃO HÁ MOTIVO DE SUSPEITA DE ALERGENICIDADE CRUZADA COM AS SULFONILURÉIAS66 DEVIDO À DIFERENÇA DE ESTRUTURA QUÍMICA.

Posologia e Modo de Usar de Prandin

A repaglinida é administrada oralmente, no período pré-prandial e titulada individualmente para otimizar o controle glicêmico.
Além da auto-monitoração usual da glicemia2 e/ou glicose11 urinária, a glicemia2 do paciente deve ser monitorada periodicamente pelo médico para determinação da dose mínima eficaz para o paciente. Os níveis de hemoglobina glicosilada67 também podem ser importantes na monitoração da resposta do paciente à terapia. Essa monitoração periódica é necessária para detectar redução inadequada da glicemia2 na dose máxima recomendada (falha primária) e perda de resposta hipoglicemiante1 adequada após um período inicial de eficácia (falha secundária).
A administração de curta duração de repaglinida pode ser suficiente durante períodos de perda transitória do controle da glicemia2 em pacientes com Diabetes Tipo 23 que são normalmente bem controlados com dieta.

Dose inicial
A dose deve ser determinada pelo médico, de acordo com as necessidades do paciente.
A dose inicial recomendada é de 0,5 mg. Deve-se respeitar um intervalo de aproximadamente uma a duas semanas entre as etapas de titulação (conforme determinado pela resposta da glicemia2).
No caso de pacientes submetidos anteriormente a tratamento com outro agente hipoglicemiante1 oral, recomenda-se uma dose inicial de 1 mg.

Manutenção
A dose única máxima recomendada é de 4 mg, administrada junto com as principais refeições.
A dose máxima diária total não deve exceder 16 mg.

Grupos específicos de pacientes
A repaglinida é primariamente excretada por via biliar, portanto a excreção não é afetada por disfunções renais.
Somente 8% da dose de repaglinida é excretada através dos rins68 e a depuração plasmática total do produto diminui em pacientes com insuficiência renal50. Como a sensibilidade à insulina31 é maior em pacientes diabéticos com insuficiência renal50, deve-se tomar cuidado ao titular as doses destes pacientes.
Não há estudos clínicos em pacientes com mais de 75 anos de idade e com insuficiência hepática51.
Em pacientes debilitados ou desnutridos, as doses inicial e de manutenção devem ser mantidas e a titulação da dose deve ser cuidadosa para evitar reações hipoglicêmicas.

Pacientes em tratamento com outros agentes hipoglicemiantes orais69 (AHO)
Os pacientes podem ser transferidos diretamente de outros agentes hipoglicemiantes64 para a repaglinida. No entanto, não existe relação exata de dose entre a repaglinida e os outros  agentes hipoglicemiantes orais69. A dose inicial máxima recomendada para pacientes56 transferidos para a repaglinida é de 1 mg,  administrada antes das refeições principais.
A repaglinida pode ser administrada em associação à metformina44, quando a glicemia2 não for suficientemente controlada com a metformina44 em monoterapia. Nesse caso, deve-se manter a dose da metformina44 e administrar repaglinida concomitantemente.
A dose inicial de repaglinida  é de 0,5 mg, tomada antes das principais refeições; a titulação é feita de acordo com a resposta da glicemia2, como na monoterapia.

Superdose de Prandin

Administrou-se repaglinida com doses escalonadas semanalmente de 4 mg - 20 mg, 4 vezes ao dia, durante um período de 6 semanas. Não foram detectados problemas quanto à segurança do produto. Como neste estudo houve prevenção da hipoglicemia32 pelo aumento da ingestão de calorias70, superdose relativa pode resultar em efeito hipoglicemiante1 exagerado com desenvolvimento de sintomas30 hipoglicêmicos (tontura13, sudorese16, tremor, cefaléia71 etc.). Caso ocorram esses sintomas30, devem ser tomadas medidas adequadas para corrigir o baixo nível da glicemia2 (carboidratos orais). A hipoglicemia32 mais grave com convulsão72, perda da consciência ou coma28 deve ser tratada com glicose11 intravenosa.

Pacientes Idosos de Prandin

Prandin (repaglinida) não foi estudado em pacientes acima de 75 anos de idade, portanto não se recomenda o uso do medicamento nestes pacientes.

ESTE PRODUTO É UM NOVO MEDICAMENTO E EMBORA AS PESQUISAS TENHAM INDICADO EFICÁCIA E SEGURANÇA, QUANDO CORRETAMENTE INDICADO, PODEM OCORRER REAÇÕES ADVERSAS IMPREVISÍVEIS, AINDA NÃO DESCRITAS OU CONHECIDAS. EM CASO DE SUSPEITA DE REAÇÃO ADVERSA, O MÉDICO RESPONSÁVEL DEVE SER NOTIFICADO.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

PRANDIN - Laboratório

MEDLEY
Rua Macedo Costa, 55
Campinas/SP - CEP: 13080-180
Tel: (19 )744-8324
Fax: (019) 744-8227
Site: http://www.medley.com.br/

Ver outros medicamentos do laboratório "MEDLEY"

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
2 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
3 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
4 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
5 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
6 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
9 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
10 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
11 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
12 Cabeça:
13 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
14 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
15 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
16 Sudorese: Suor excessivo
17 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
18 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
19 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
20 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
21 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
22 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
23 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
24 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
25 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
26 Diabetes tipo 1: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada por deficiência na produção de insulina. Ocorre quando o próprio sistema imune do organismo produz anticorpos contra as células-beta produtoras de insulina, destruindo-as. O diabetes tipo 1 se desenvolve principalmente em crianças e jovens, mas pode ocorrer em adultos. Há tendência em apresentar cetoacidose diabética.
27 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
28 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
29 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
30 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
31 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
32 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
33 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
34 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
35 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
36 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
37 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
38 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
39 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
40 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
41 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
42 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
43 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
44 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
45 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
46 Ilhotas Pancreáticas: Estruturas microscópicas irregulares constituídas por cordões de células endócrinas espalhadas pelo PÂNCREAS entre os ácinos exócrinos. Cada ilhota é circundada por fibras de tecido conjuntivo e penetrada por uma rede de capilares. Há quatro tipos principais de células. As células beta, mais abundantes (50-80 por cento) secretam INSULINA. As células alfa (5-20 por cento) secretam GLUCAGON. As células PP (10-35 por cento) secretam o POLIPEPTÍDEO PANCREÁTICO. As células delta (aproximadamente 5 por cento) secretam SOMATOSTATINA.
47 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
48 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
49 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
50 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
51 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
52 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
53 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
54 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
55 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
56 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
57 Peptídeo C: (Connecting peptide) Substância que o pâncreas libera para a corrente sangüínea em igual quantidade de insulina. Indiretamente, indica a secreção de insulina pelo pâncreas. Um teste com baixos níveis de peptídeo C demonstra deficiência de secreção da insulina. Valores abaixo de 1,2 ng/ml indicam deficiência severa de insulina e necessidade de administração de insulina para o tratamento do diabetes.
58 Acarbose: Medicamento hipoglicemiante de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Ele bloqueia a enzima alfa glicosidase que digere o amido dos alimentos. O resultado é uma redução do aumento do açúcar no sangue durante todo o dia, especialmente após as refeições.
59 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
60 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
61 IMAO: Tipo de antidepressivo que inibe a enzima monoaminoxidase (ou MAO), hoje usado geralmente como droga de terceira linha para a depressão devido às restrições dietéticas e ao uso de certos medicamentos que seu uso impõe. Deve ser considerada droga de primeira escolha no tratamento da depressão atípica (com sensibilidade à rejeição) ou agente útil no distúrbio do pânico e na depressão refratária. Pode causar hipotensão ortostática e efeitos simpaticomiméticos tais como taquicardia, suores e tremores. Náusea, insônia (associada à intensa sonolência à tarde) e disfunção sexual são comuns. Os efeitos sobre o sistema nervoso central incluem agitação e psicoses tóxicas. O término da terapia com inibidores da MAO pode estar associado à ansiedade, agitação, desaceleração cognitiva e dor de cabeça, por isso sua retirada deve ser muito gradual e orientada por um médico psiquiatra.
62 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
63 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
64 Hipoglicemiantes: Medicamentos que contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
65 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
66 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
67 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
68 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
69 Hipoglicemiantes orais: Medicamentos usados por via oral em pessoas com diabetes tipo 2 para manter os níves de glicose próximos ao normal. As classes de hipoglicemiantes são: inibidores da alfaglicosidase, biguanidas, derivados da fenilalanina, meglitinides, sulfoniluréias e thiazolidinediones.
70 Calorias: Dizemos que um alimento tem “x“ calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
71 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
72 Convulsão: Episódio agudo caracterizado pela presença de contrações musculares espasmódicas permanentes e/ou repetitivas (tônicas, clônicas ou tônico-clônicas). Em geral está associada à perda de consciência e relaxamento dos esfíncteres. Pode ser devida a medicamentos ou doenças.
Artigos relacionados

Tem alguma dúvida sobre PRANDIN?

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.