PROTAMINA

ROCHE

Atualizado em 09/12/2014


Cloridrato de Protamina

                PARA NEUTRALIZAR A AçãO DA HEPARINA

Identificação do Produto da Protamina

Nome genérico

Cloridrato de protamina

Forma Farmacêutica e Apresentação da Protamina

Solução injetável - caixa com 1 ampola de 5 ml

USO ADULTO

Composição da Protamina

Cloridrato de protamina em solução aquosa, padronizada em Unidades Internacionais (UI). Protamina 1000 Roche para administração i.v. lenta: ampolas de 5 ml (l ml neutraliza 1.000 U.I.
de heparina).

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS
CRIANÇAS.

Informação Técnica da Protamina

Propriedades e Efeitos da Protamina

As protaminas são proteínas1 de baixo peso molecular, com uma elevada proporção de arginina e são extraídas dos testículos2 de diversas espécies de salmão. As protaminas combinam-se com a
heparina, formando complexos inativos destituídos de ação anticoagulante3. Administrada
isoladamente, a protamina pode apresentar um efeito anticoagulante3.

Farmacocinética da Protamina

Protamina 1000 Roche é inativada enzimaticamente no plasma4. Após administração i.v. em
animais, comprovou-se que o fígado5 e os rins6 são os órgãos que apresentaram as maiores
concentrações. A protamina é eliminada principalmente por via renal7 e, em menor grau, por via
hepática8 e biliar. Com a heparina, forma um complexo inativo. A meia-vida de tais complexos é
de 24 minutos no animal.

Indicações da Protamina

Inativação da heparina em casos de hemorragias9 severas consecutivas à heparinoterapia; inativação da heparina após emprego de circulação10 extracorpórea e diálise11.

Posologia e Modo de Usar da Protamina

Protamina 1000 Roche serve para neutralizar a heparina e deve ser administrada por via
intravenosa, muito lentamente.

A dose necessária de Protamina 1000 Roche depende da quantidade de heparina circulante no
sangue12 e do período de tempo transcorrido desde a sua administração. Caso a concentração de
heparina não seja determinada, recomenda-se não administrar mais do que 1 ml de Protamina
1000 Roche por via intravenosa lenta.

Atenção: Interromper a administração da Protamina 1000 Roche quando da
normalização do tempo de trombina13, para evitar um excesso de protamina.

Como regra geral para o tratamento - poucas vezes necessário - das hemorragias9 originadas pela
heparina, pode-se utilizar uma dose de Protamina 1000 Roche equivalente a 50% da última dose
de heparina (em UI).

Após a administração i.v. de heparina, injetar por via intravenosa lenta toda a dose de Protamina
1000 Roche.

Para inativar a heparina após emprego de circulação10 extra-corpórea, a Protamina 1000 Roche
pode ser utilizada, nas doses necessárias, adaptando-se a posologia nas determinações da
coagulação14 (tempo de trombina13, tempo parcial de tromboplastina15).

Protamina 1000 Roche não anula o efeito dos anticoagulantes16 cumarínicos.

Restrições de Uso e Tolerância da Protamina

A administração de protamina pode determinar hipotensão17. Em algumas ocasiões, foram observadas raras reações alérgicas, com estados semelhantes ao choque18. Esta
pré-disposição parece particularmente ligada aos pacientes alérgicos ao salmão (a
protamina é extraída dos testículos2 de diversas espécies de salmão), aos vasectomizados
ou naqueles que receberam protamina - zinco - insulina19 ou protamina para inativar a
heparina. Em caso de possível alergia20 à protamina, antes de se iniciar o tratamento,
aconselha-se administrar uma dose como prova e uma medicação anti-alérgica e,
eventualmente, dispor-se de medidas adequadas para combater o choque18.

Protamina 1000 Roche está contra-indicada em casos de reconhecida hipersensibilidade
a mesma.

Diferentemente do que ocorre com outros sais de protamina, com o cloridrato de
protamina (Protamina 1000 Roche) não foi observado nenhum "efeito de rebote
heparínico" (ou seja, menos inativação da heparina antes de eliminar o complexo
heparina-protamina após emprego da circulação10 extra-corpórea).

Interações da Protamina

Protamina 1000 Roche neutraliza a heparina pela formação de um complexo. Protamina
1000 Roche não deve ser administrada concomitantemente com outros medicamentos,
especialmente antibióticos ou meios de contraste, uma vez que poderia ocorrer
precipitação.

Superdosagem da Protamina

A superdosagem de Protamina 1000 Roche pode causar hemorragias9 devido ao efeito anticoagulante3 próprio da protamina. A administração de heparina de forma controlada
até a normalização do tempo de trombina13, estanca as hemorragias9.

Conservação da Protamina

Protamina 1000 Roche pode ser conservada à temperatura ambiente ou sob refrigeração (2º a 8º
C). O aspecto gelatinoso que a solução pode apresentar sob baixas temperaturas desaparece
quando a ampola é colocada em temperatura ambiente.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

PROTAMINA - Laboratório

ROCHE
Av. Engenheiro Billings, 1729 - Jaguaré
São Paulo/SP - CEP: 05321-900
Tel: 0800 7720 289
Fax: 0800 7720 292
Site: http://www.roche.com/
Estrada dos Bandeirantes, 2020
CEP: 22710-104
Rio de Janeiro - RJ

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Complementos

1 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
2 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
3 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
4 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
5 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
6 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
7 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
8 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
9 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
10 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
11 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
12 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
13 Trombina: Enzima presente no plasma. Ela catalisa a conversão do fibrinogênio em fibrina, participando do processo de coagulação sanguínea.
14 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
15 Tromboplastina: Conhecida como fator tissular ou Fator III, a tromboplastina é uma substância presente nos tecidos e no interior das plaquetas. Ela tem a função de transformar a protrombina em trombina na presença de íons cálcio, atuando de maneira importante no processo de coagulação.
16 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
17 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
18 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
19 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
20 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.

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