VALIUM injetável

ROCHE

Atualizado em 09/12/2014


Diazepam

ANSIOLíTICO E MIORRELAXANTE1

Identificação do Produto de Valium Injetável

Nome genérico

Diazepam

Forma Farmacêutica e Apresentações de Valium Injetável

Solução injetável caixas com 50 ampolas de 2 ml/10 mg

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição de Valium Injetável

Cada ampola contém 10 mg de 7-cloro-1,3-diidro-1-metil-5-fenil-2H-1,4-benzodiazepina-2-ona (diazepam).

Informação Técnica de Valium Injetável

Propriedades e Efeitos de Valium Injetável

A substância ativa de Valium® faz parte do grupo dos benzodiazepínicos e possui propriedades ansiolíticas, sedativas, miorrelaxantes, anticonvulsivantes e efeitos amnésicos.

Sabe-se atualmente que tais ações são devidas ao reforço da ação do ácido gama-aminobutírico
(GABA2) o mais importante inibidor da neurotransmissão no cérebro3.

Farmacocinética de Valium Injetável

Absorção de Valium Injetável

A substância ativa do Valium® é rápida e completamente absorvida após administração oral, atingindo a concentração plasmática máxima após 30-90 minutos. Por via intramuscular, a absorção é igualmente completa embora nem sempre mais rápida que a administração oral.

Distribuição de Valium Injetável

O diazepam e seus metabólitos4 possuem uma alta ligação às proteínas5 plasmáticas (diazepam:
98%); eles atravessam as barreiras hematoencefálica e placentária e são também encontrados no leite materno em concentrações de aproximadamente um décimo da concentração sérica materna.

Metabolismo6 de Valium Injetável

O diazepam é metabolizado em substâncias farmacologicamente ativas, como o nordiazepam, hidroxidiazepam e o oxazepam.

Eliminação de Valium Injetável

A curva/tempo da concentração plasmática do diazepam é bifásica: uma fase de distribuição
inicial rápida e intensa, com uma meia-vida que pode chegar a 3 horas e uma fase de eliminação
terminal prolongada (meia-vida 20-50 horas).

A meia-vida de eliminação terminal (t 1/2 b) do metabólito7 ativo nordiazepam é de aproximadamente 100 horas, dependendo da idade e da função hepática8. O diazepam e seus metabólitos4 são eliminados principalmente pela urina9 (cerca de 70%) sob a forma livre ou predominantemente conjugada.

Farmacocinética em condições clínicas especiais

A eliminação pode ser prolongada no recém-nascido, nos idosos e nos pacientes com
comprometimento renal10 ou hepático, devendo-se lembrar que a concentração plasmática pode, em conseqüência, demorar para atingir o estado de equilíbrio dinâmico ("steady-state").

Indicações de Valium Injetável

O Valium® injetável está indicado para sedação11 basal antes de procedimentos terapêuticos ou intervenções tais como: cardioversão, cateterismo12 cardíaco, endoscopia13, exames radiológicos,
pequenas cirurgias, redução de fraturas, biópsias14, curativos em queimados, etc., com o objetivo de aliviar a tensão, ansiedade ou o estresse agudo15 e para diminuir a lembrança de tais procedimentos. É igualmente útil no pré-operatório de pacientes ansiosos e tensos.

Em psiquiatria o Valium® é usado no tratamento de estados de excitação associados à ansiedade
aguda e pânico assim como na agitação motora e no delirium tremens16.

O Valium® está indicado no tratamento agudo15 do status epilepticus e outros estados convulsivos
(tétano17). Caso o Valium® seja considerado para o tratamento da eclâmpsia18, há necessidade de
avaliar os possíveis riscos para o feto19 e os benefícios terapêuticos esperados para a mãe.

O Valium® é útil como adjuvante no alívio do espasmo20 muscular reflexo devido a traumatismos
localizados (ferimento, inflamação21). Pode igualmente ser usado no tratamento da espasticidade22 devido a lesão23 dos neurônios24 intermediários espinhais e supra-espinhais tal como ocorre na paralisia25 cerebral e paraplegia26, assim como na atetose e na síndrome27 de "stiff-man".

Contra-Indicações de Valium Injetável

O Valium® não deve ser administrado a pacientes com hipersensibilidade aos benzodiazepínicos e a pacientes dependentes de outras drogas, inclusive álcool, exceto neste último caso, quando utilizado para o tratamento dos sintomas28 agudos de
abstinência (vide adiante).

Evitar o uso em pacientes que apresentem glaucoma29 de ângulo estreito.

Precauções de Valium Injetável

Precaução especial ao se administrar Valium® a pacientes com miastenia30 gravis devido ao relaxamento muscular pré-existente.

Pacientes sob uso de Valium® devem ser alertados quanto a realização de atividades perigosas que requeiram grande atenção como operar máquinas perigosas ou dirigir veículos. Devem ser igualmente alertados sobre o consumo concomitante de bebidas alcoólicas pois pode ocorrer potencialização dos efeitos indesejáveis de ambas as drogas.

Quando existe insuficiência31 cardiorrespiratória deve-se ter em mente que sedativos como o Valium® podem acentuar a depressão respiratória. Entretanto, o efeito sedativo pode, ao contrário, ter efeito benéfico ao reduzir o esforço respiratório de certos pacientes. Na hipercapnia32 severa crônica, o Valium® só deve ser administrado caso os benefícios potenciais superem os riscos.

Cuidados extremos devem ser tomados ao se administrar Valium® injetável, em especial
por via i.v., a idosos, pacientes com doenças muito graves e aqueles com reserva pulmonar limitada, pois existe a possibilidade de ocorrer apnéia33 e/ou parada cardíaca. O uso concomitante de barbituratos, álcool, ou outros agentes depressores do sistema nervoso central34, aumenta a depressão com o conseqüente risco aumentado da ocorrência
de apnéia33.

Em idosos e pacientes debilitados, devem ser usadas doses baixas.

O álcool benzílico presente, como excipiente na fórmula do Valium® injetável, pode provocar lesões35 irreversíveis no recém-nascido, principalmente em prematuros. Por isso, para estes pacientes o Valium® injetável só pode ser usado caso não sejam disponíveis outras alternativas terapêuticas.

Devem ser observadas as precauções usuais no caso de pacientes que revelem comprometimento das funções renal10 e hepática8.

Dependência de Valium Injetável

Pode ocorrer dependência quando da terapia com benzodiazepínicos. O risco é mais evidente em pacientes em uso prolongado, altas dosagens e particularmente em pacientes predispostos, com história de alcoolismo, abuso de drogas, forte personalidade ou outros distúrbios psiquiátricos graves.

No sentido de minimizar o risco de dependência, os benzodiazepínicos só devem ser prescritos após cuidadosa avaliação quanto a indicação e devem ser administrados por período de tempo o mais curto possível. A continuação do tratamento, quando
necessária, deve ser acompanhada bem de perto. A duração prolongada do tratamento só se justifica após avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios.

Abstinência de Valium Injetável

O início dos sintomas28 de abstinência é variável, durando poucas horas a uma semana ou mais.

Nos casos menos graves, a sintomatologia da abstinência pode restringir-se a tremor, agitação, insônia, ansiedade, cefaléia36 e dificuldade para concentrar-se. Entretanto, podem ocorrer outros sintomas28 de abstinência, tais como sudorese37, espasmos38 muscular e abdominal, alterações na percepção e, mais raramente delirium39 e convulsões.

Na ocorrência de sintomas28 de abstinência, é necessário um acompanhamento médico bem próximo e apoio para o paciente. A interrupção abrupta deve ser evitada e adotado um esquema de retirada gradual.

Gravidez40 e Lactação41 de Valium Injetável

O diazepam e seus metabólitos4 atravessam a barreira placentária e atingem o leite materno. A administração contínua de benzodiazepínicos durante a gravidez40 pode originar hipotensão42, diminuição da função respiratória e hipotermia43 no recém-nascido.
Sintomas28 de abstinência em recém-nascidos têm sido ocasionalmente relatados com o uso de benzodiazepínicos. Cuidados especiais devem ser observados quando o Valium® é usado durante o trabalho de parto, quando altas doses podem provocar irregularidades no trabalho cardíaco do feto19 e hipotonia44, sucção difícil e hipotermia43 no neonato45.

Antes da decisão de administrar Valium® durante a gravidez40, especialmente durante o primeiro trimestre - como deveria ocorrer sempre com outras drogas - os possíveis riscos para o feto19 devem ser comparados com os benefícios terapêuticos esperados para mãe. Lembrar que no recém-nascido o sistema enzimático, responsável pela degradação da droga, não está totalmente desenvolvido (especialmente em prematuros).

Interações Medicamentosas de Valium Injetável

Tem sido descrito que a administração concomitante de cimetidina (mas não ranitidina) retarda o clearance do diazepam. Existem igualmente estudos mostrando que a disponibilidade metabólica da fenitoína é afetada pelo diazepam. Por outro lado, não existem interferências com os antidiabéticos, anticoagulantes46, e diuréticos47 comumente utilizados.

Se o Valium® é usado concomitantemente com outros medicamentos de ação central, tais como: neurolépticos48, tranqüilizantes, antidepressivos, hipnóticos, anticonvulsivantes, analgésicos49 e anestésicos, os efeitos destes medicamentos podem potencializar ou serem potencializados pelo Valium®. O uso simultâneo com levodopa pode diminuir o efeito terapêutico da levodopa.

Reações Adversas de Valium Injetável

Os efeitos colaterais50 mais comumente citados são: cansaço, sonolência e relaxamento muscular; em geral, estão relacionados com a dose administrada.

Efeitos colaterais50 pouco freqüentes: confusão mental, amnésia51 anterógrada, depressão, diplopia52, disartria53, cefaléia36, hipotensão42, variações nos batimentos do pulso, depressão circulatória, parada cardíaca, incontinência urinária54, aumento ou diminuição da libido55, náusea56, secura da boca57 ou hipersalivação, "rash58" cutâneo59, fala enrolada, tremor, retenção urinária60, tonteira e distúrbios de acomodação visual; muito raramente podem
ser observados: elevação das transaminases e da fosfatase alcalina61 assim como icterícia62.
Têm sido descritas reações paradoxais tais como: excitação aguda, ansiedade, distúrbios do sono e alucinações63. Quando estes últimos ocorrem, o tratamento com Valium® deve ser interrompido.

Particularmente após administração intravenosa rápida, podem ocorrer: trombose64 venosa, flebite65, irritação local, edema66 ou, menos freqüentemente, alterações vasculares67.
Veias68 de pequeno calibre não devem ser escolhidas para a administração, devendo-se
evitar principalmente a administração intra-arterial e o extravasamento do medicamento.

A administração intramuscular pode ocasionar dor local, acompanhada em alguns casos, de eritema69 na região da aplicação; é relativamente comum hipersensibilidade dolorosa.

Posologia de Valium Injetável

Para se obter efeito ótimo, a posologia deve ser individualizada. As doses usuais diárias recomendadas a seguir preenchem as necessidades da maioria dos pacientes, embora existam casos que necessitem doses mais elevadas.

As doses parenterais recomendadas para adultos e adolescentes variam de 2 a 20 mg i.m. ou i.v., dependendo do peso corporal, indicação e gravidade dos sintomas28. Em algumas indicações
(tétano17, por exemplo) podem ser necessárias doses mais elevadas.

A administração intravenosa de Valium® deve ser sempre lenta (0,5 - 1 ml/ minuto), pois a administração excessivamente rápida pode provocar apnéia33; instrumental de reanimação deve
estar disponível para qualquer eventualidade.

Instruções posológicas especiais

Anestesiologia

 Pré-medicação: 10 - 20 mg i.m. (crianças: 0,1 - 0,2 mg/kg), uma hora antes da indução
anestésica.

 Indução anestésica: 0,2 - 0,5 mg/kg i.v.

 Sedação11 basal antes de procedimentos terapêuticos, diagnósticos ou intervenções: 10-30 mg i.v. (crianças: 0,1- 0,2 mg/kg).

O melhor método para adaptar a posologia às necessidades de cada paciente consiste em se
administrar dose inicial de 5 mg (1 ml), ou 0,1 mg/ kg, e doses subsequentes de 2,5 mg a cada 30
segundos (ou 0,05 mg/kg) até que haja oclusão palpebral.

Ginecologia e Obstetrícia

Eclâmpsia18: durante a crise convulsiva: 10-20 mg i.v.; doses adicionais segundo as necessidades,
por via i.v. ou gota70/gota70 (até 100 mg/ 24 horas). (Com respeito à relação risco/benefício, veja o
item "Indicações").

Tétano17: 0,1 - 0,3 mg/kg i.v. a intervalos de 1 - 4 horas ou gota70/gota70 (3 - 4 mg/kg/24 horas);
simultaneamente a mesma dose pode ser administrada por sonda nasogástrica71.

Estado de Mal Epiléptico: 0,15 - 0,25 mg/kg/i.v. (eventualmente gota70/gota70). Repetir, se
necessário, após 10-15 minutos. Dose máxima: 3 mg/kg/ 24 horas.

Estados de excitação: Ansiedade aguda, agitação motora, delirium tremens16: dose inicial de
0,1-0,2 mg/kg/i.v. Repetir a intervalos de 8 horas até o desaparecimento dos sintomas28 agudos; a
seguir, prosseguir o tratamento por via oral.

Atenção: Administrar a solução injetável separadamente pois ela é incompatível com as soluções aquosas de outros medicamentos (precipitação do princípio ativo).

Perfusão: O Valium® permanece estável em solução de glicose72 a 5% ou 10% ou em solução
isotônica73 de cloreto de sódio, desde que se misture rapidamente o conteúdo das ampolas
(máximo 4 ml) ao volume total de soluto (mínimo 250 ml), utilizando a mistura após o preparo.

Conduta na Superdosagem de Valium Injetável

Os sintomas28 de superdosagem manifestam-se por extrema intensificação dos efeitos do
produto; sedação11, relaxamento muscular, sono profundo ou excitação paradoxal74.

Na maioria dos casos é necessária apenas observação dos sinais vitais75 ou reversão pelo
antagonista76 flumazenil (Lanexat®).

Intoxicações graves podem levar ao coma77, arreflexia, depressão cardiorrespiratória e
apnéia33 exigindo tratamento apropriado (ventilação78, suporte cardiovascular). Nos casos
de intoxicações graves por quaisquer benzodiazepínicos (com coma77 ou sedação11 grave)
recomenda-se o uso do antagonista76 específico, o flumazenil, na dose inicial de 0,3 mg EV,
com incrementos de 0,3 mg a intervalos de 60 segundos, até reversão do coma77. No caso
dos benzodiazepínicos de meia vida longa pode haver re-sedação11, portanto,
recomenda-se o uso de flumazenil por infusão endovenosa de 0,l - 0,4 mg/hora, gota70 a
gota70, em glicose72 a 5% ou cloreto de sódio 0,9%, juntamente com os demais processos de
reanimação, desde que o flumazenil não reverta a depressão respiratória.

Nas intoxicações mistas, o flumazenil também pode ser usado para diagnóstico79.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA SUJEITA À RETENÇÃO.

O ABUSO DESTE MEDICAMENTO PODE CAUSAR DEPENDÊNCIA.

VALIUM injetável - Laboratório

ROCHE
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Complementos

1 Miorrelaxante: Produto farmacológico com função de reduzir contratura muscular.
2 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
5 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
6 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
7 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
8 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
9 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
10 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
11 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
12 Cateterismo: Exame invasivo de artérias ou estruturas tubulares (uretra, ureteres, etc.), utilizando um dispositivo interno, capaz de injetar substâncias de contraste ou realizar procedimentos corretivos.
13 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
14 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
15 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
16 Delirium tremens: Variedade de delírio associado ao consumo ou abstinência de álcool.
17 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
18 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
19 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
20 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
21 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
22 Espasticidade: Hipertonia exagerada dos músculos esqueléticos com rigidez e hiperreflexia osteotendinosa.
23 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
24 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
25 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
26 Paraplegia: Perda transitória ou definitiva da capacidade de realizar movimentos devido à ausência de força muscular de ambos os membros inferiores. A causa mais freqüente é a lesão medular por traumatismos.
27 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
28 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
29 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
30 Miastenia: Perda das forças musculares ocasionada por doenças musculares inflamatórias. Por ex. Miastenia Gravis. A debilidade pode predominar em diferentes grupos musculares segundo o tipo de afecção (debilidade nos músculos extrínsecos do olho, da pelve, ou dos ombros, etc.).
31 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
32 Hipercapnia: É a presença de doses excessivas de dióxido de carbono no sangue.
33 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
34 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
35 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
36 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
37 Sudorese: Suor excessivo
38 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
39 Delirium: Alteração aguda da consciência ou da lucidez mental, provocado por uma causa orgânica. O delirium tem causa orgânica e cessa se a causa orgânica cessar. Ele pode acontecer nos traumas cranianos, nas infecções etc. Os exemplos mais típicos são o delirium do alcoólatra crônico e o delirium febril.
40 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
41 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
42 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
43 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
44 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
45 Neonato: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
46 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
47 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
48 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.
49 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
50 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
51 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
52 Diplopia: Visão dupla.
53 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
54 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
55 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
56 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
57 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
58 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
59 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
60 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
61 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
62 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
63 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
64 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
65 Flebite: Inflamação da parede interna de uma veia. Pode ser acompanhada ou não de trombose da mesma.
66 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
67 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
68 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
69 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
70 Gota: 1. Distúrbio metabólico produzido pelo aumento na concentração de ácido úrico no sangue. Manifesta-se pela formação de cálculos renais, inflamação articular e depósito de cristais de ácido úrico no tecido celular subcutâneo. A inflamação articular é muito dolorosa e ataca em crises. 2. Pingo de qualquer líquido.
71 Sonda nasogástrica: Equipamento de uso médico que pode servir tanto para alimentar pacientes que não conseguem realizar a deglutição, como para drenar líquidos do estômago (em casos de intoxicação ou cirurgias, por exemplo). A sonda é um equipamento que consiste basicamente em um tubo com duas aberturas para comunicação entre o interior e o exterior do corpo do paciente.
72 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
73 Isotônica: Relativo à ou pertencente à ação muscular que ocorre com uma contração normal. Em química, significa a igualdade de pressão entre duas soluções.
74 Paradoxal: Que contém ou se baseia em paradoxo(s), que aprecia paradoxo(s). Paradoxo é o pensamento, proposição ou argumento que contraria os princípios básicos e gerais que costumam orientar o pensamento humano, ou desafia a opinião consabida, a crença ordinária e compartilhada pela maioria. É a aparente falta de nexo ou de lógica; contradição.
75 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
76 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
77 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
78 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
79 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.

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