LIORESAL INTRATECAL

NOVARTIS

Atualizado em 09/12/2014

Composição de Lioresal Intratecal

ampola de 1 ml: baclofeno 0,05 mg/ml, veículo(cloreto de sódio, nitrogênio (gás inerte), água para injeção1) q.s.p. 1 ampola. Ampola de 20 ml: baclofeno 0,5 mg/ml, veículo (cloreto de sódio, nitrogênio (gás inerte), água para injeção1) q.s.p. 1 ampola. Ampola de 5 ml: baclofeno 2,0 mg/ml, (cloreto de sódio, nitrogênio (gás inerte), água para injeção1) q.s.p. 1 ampola.

Posologia e Administração de Lioresal Intratecal

Lioresal Intratecal deve ser injetado em bolus2 para dose de teste (por catéter intratecal ou punção lombar), e, para uso em longo prazo, em bombas implantadas apropriadas para administração de solução de baclofeno no espaço intratecal. Para se estabelecer um esquema adequado de dosagem é necessário que cada paciente siga uma fase inicial de screening com administração intratecal em bolus2, seguido por um período de titulação individual da dose realizado cuidadosa e individualmente, precedendo o período de manutenção. Este procedimento se deve ao fato de haver grande variabilidade individual na dose terapêutica3 efetiva. Evidências demonstrando a eficácia do Lioresal Intratecal foram obtidas através de investigações controladas e randomizadas realizadas pela Medtronic, Inc., usando o sistema de infusão SyncromeMed. Experiências adicionais foram obtidas com o Infusaid Infusion Sistem. Estes aparelhos são sistemas implantáveis de liberação de droga com reservatórios que podem ser reabastecidos e são implantados no subcutâneo4 da parede abdominal5. O aparelho é conectado a um cateter intratecal que passa através do tecido subcutâneo6 para o espaço subaracnoídeo. Outros sistemas de infusão, que se comprovaram adequados, podem ser utilizados para infusão de Lioresal Intratecal. Administração intratecal de Lioresal através da implantação do sistema de liberação, deve ser realizada por médicos com o conhecimento e a experiência necessários. Instruções específicas para a programação e/ou reabastecimento da bomba são fornecidas pelos fabricantes, e devem ser rigorosamente cumpridas. Fase de screening: previamente ao início do tratamento em longo prazo com o baclofeno intratecal os pacientes devem demonstrar resposta ao teste de aplicação de baclofeno intratecal em bolus2. A dose teste inicial usual para Lioresal é de 25 mg ou 50 mg, seguindo-se aumentos graduais de 25 mg em intervalos de no mínimo 24 horas, até que se observe resposta em um período de 04 a 08 horas. Esta dose deve ser aplicada com duração mínima de 1 minuto (barbotage). Para este procedimento Lioresal Intratecal está disponível na dosagem de 0,05 mg/ml. A administração da dose teste inicial deve ser feita com equipamento para ressuscitação disponível. Pacientes que apresentarem queda significativa no tônus muscular7 e/ou na frequência e/ou na severidade dos espasmos8, serão considerados responsíveis ao tratamento. Existe uma grande variabilidade na sensibilidade ao Lioresal Intratecal, sinais9 importantes de superdosagem como coma10 foram observados em um paciente adulto após uma dose única para teste de 25 mg. Aos pacientes que não respondem a uma dose teste de até 100 mg, não se deve proceder novos aumentos de dosagem, bem como não devem ser considerados para infusão contínua. Fase de titulação: após a confirmação de que o paciente responde ao Lioresal Intratecal através da administração da dose teste em bolus2 na fase de screening, a infusão intratecal contínua é estabelecida usando-se um sistema de liberação adequado. Para determinar a dose diária total inicial do Lioresal Intratecal após implante11, a dose administrada na fase de screening que apresentou efeito positivo deve ser dobrada e administrada por um período de 24 horas, a menos que a eficácia da dose teste administrada em bolus2 se mantenha por um período maior que 12 horas. Neste caso a dose diária inicial deve ser aquela determinada na fase de screening, e que será infundida em 24 horas. Não se deve proceder aumentos de dosagem nas primeiras 24 horas. Após 24 horas, a dosagem deve ser ajustada lentamente, diariamente, até se alcançar o efeito desejado, os incrementos na dosagem devem ser limitados de 10 a 30 % para minimizar o risco de uma superdosagem. Com bombas programáveis a dose só pode ser ajustada uma vez a cada 24 horas, para bombas não programáveis com cateter de 76 cm liberando 1 ml/dia, intervalos de 48 horas são sugeridos para avaliação da resposta. Se a dose total diária foi significativamente aumentada e nenhuma mudança na resposta foi encontrada, cheque o funcionamento da bomba e do cateter. Existem experiências limitadas com doses superiores a 1000 mg/dia. Os pacientes devem ser monitorizados cuidadosamente durante toda fase de screening e de titulação logo após o implante11 da bomba, em ambiente adequadamente equipado e assistidos por profissionais habilitados. Equipamento para ressuscitação deve estar disponível para uso imediato no caso de risco de vida ou de efeito adverso intolerável. O implante11 da bomba deve ser realizado somente em centros equipados e habilitados para minimizar o risco no período periimplantação cirúrgica da bomba. Terapia de manutenção: o objetivo clínico é manter o tônus muscular7 o mais próximo possível do normal, e minimizar a frequência e severidade dos espasmos8 sem a indução de efeitos secundários intoleráveis, deve ser usada a menor dose com a qual se obtenha resposta. Durante a terapia em longo prazo a maioria dos pacientes necessitam de aumentos na dose para uma resposta adequada, isto ocorre em função de uma diminuição de resposta à droga ou progresso da doença. A dose diária pode ser gradualmente aumentada em 10 a 30 % para manter um controle adequado dos sintomas12, este ajuste da dose pode ser por ajuste na taxa de liberação da bomba e/ou por ajustes na concentração de Lioresal Intratecal no reservatório. A dose diária também pode ser reduzida em 10 a 20 % se os pacientes apresentarem efeitos colaterais13. Uma súbita necessidade de aumento substancial na dosagem sugere complicações com o cateter ou mau funcionamento da bomba. A dose de manutenção para infusão intratecal contínua de baclofeno em longo termo está entre 10 mg/dia e 1200 mg/dia, a maioria dos pacientes tem sido adequadamente mantidos com 300 mg/dia a 800 mg/dia. Durante tratamentos a longo termo 10 % dos pacientes se tornam refratários14 aos aumentos de dose. Não existem experiências suficientes para recomendações de monitorização de tolerância; no entanto, pode-se usar uma outra droga para substituir o baclofeno (período de descanso) por 10 a 14 dias na infusão intratecal, como o sulfato de morfina (sem conservantes), que tem se mostrado uma opção eficaz na monitorização de tolerância. Após poucos dias a sensibilidade ao baclofeno pode ser restaurada; o tratamento deve ser retomado a partir da dose inicial de infusão contínua, seguindo-se um período de titulação para se prevenir acidentes de superdosagem. Este procedimento deve ser realizado em centro especializado. Reavaliações clínicas regulares devem ser realizadas para avaliação da dosagem, funcionamento do sistema de liberação, monitorização de possíveis reações adversas e detecção de infecções15. Lioresal ampolas de 10 mg/5 ml e 10 mg/20 ml foram desenvolvidos especificamente para uso em bombas de infusão. A concentração específica que será usada depende do total da dose diária necessária bem como também da taxa de liberação da bomba. É necessário consultar o manual do fabricante para recomendações específicas. Regime de liberação: Lioresal Intratecal é administrado com maior frequência em infusão contínua estabelecida imediatamente após o implante11 da bomba. Após o paciente estar estabilizado com relação à dose diária e ao estado funcional, um modo mais complexo de liberação pode ser iniciado para otimização do controle das espasticidades16 em diferentes horas do dia, desde que o sistema de bomba utilizado permita. Por exemplo, pacientes que têm aumento nos espasmos8 à noite, podem necessitar de um incremento de 20% na taxa de liberação neste horário. Mudanças na taxa de liberação devem ser programadas para se iniciarem duas horas antes do horário no qual se deseja o efeito clínico. Instruções para diluição: para pacientes17 que necessitam de dosagens que não sejam 50 mg/ml, 500 mg/ml ou 2000 mg/ml, Lioresal Intratecal deve ser diluído, em condições assépticas, com solução de cloreto de potássio (sem conservantes) para injeção1. Sistemas para liberação de droga: vários sistemas de liberação de droga, diferentes, têm sido usados para administração de Lioresal Intratecal. Incompatibilidades: como regra Lioresal ampolas para administração intratecal não deve ser misturado com outras soluções para injeção1 ou infusão. Dextrose18 provou ser incompatível devido a uma reação química com baclofeno. - Superdosagem: especial atenção deve ser dada para se reconhecer os sinais9 e sintomas12 de superdosagem durante todo o tratamento, principalmente durante a fase inicial de screening e na titulação da dose como também durante a introdução de Lioresal Intratecal após um período de interrupção da terapia. Sinais9 e sintomas12 de superdosagem podem aparecer repentina ou insidiosamente. Sintomas12 de superdosagem: hipotonia19 muscular excessiva, sonolência, vertigem20, sensação de cabeça21 leve, crises convulsivas, perda da consciência, salivação excessiva, náusea22 e vômitos23. Depressão respiratória, apnéia24 e coma10 são resultados de superdosagens sérias. Superdosagens sérias podem ocorrer, por exemplo, por liberação negligente do cateter durante processos de desobstrução ou posicionamento do cateter. Erros na programação, incrementos excessivamente rápidos na dosagem e tratamento concomitante com baclofeno oral são outras possibilidades que podem levar à superdosagem. Um possível mau funcionamento da bomba deve ser também investigado. Tratamento: não existe antídoto25 específico para tratamento de superdosagem por baclofeno intratecal, mas geralmente segue-se a seguinte conduta: remover a solução de baclofeno residual da bomba assim que possível. Intubar pacientes com depressão respiratória, se necessário, até que a droga seja eliminada. Relatos sugerem que fisostigmina endovenosa pode reverter os efeitos centrais, principalmente sonolência e depressão respiratória. No entanto a administração de fisostigmina endovenosa deve ser cautelosa, pois seu uso tem sido associado com a indução de crises convulsivas, bradicardia26 e distúrbios de condução cardíaca. Pode-se tentar uma dose total de 1 - 2 mg de fisostigmina por via endovenosa administrada em 5 - 10 minutos. O paciente deve ser monitorizado cuidadosamente neste período. Pode-se repetir a administração em intervalos de 30 - 60 minutos com a intenção de se manter respiração adequada e como medida de segurança, se o paciente tiver uma resposta positiva. Fisotigmina não é eficaz para reversão de quadros de superdosagem grave, é necessário que o paciente seja mantido com suporte respiratório. Se a punção lombar não estiver contra-indicada, deve-se considerar a retirada de 30 a 40 ml do líquido cefalorraquidiano27, em um primeiro estágio da intoxicação, para reduzir a concentração de baclofeno no líquido cefalorraquidiano27. Suporte para função cardiovascular. Na ocorrência de convulsões, administrar diazepam cuidadosamente por via endovenosa.

Precauções de Lioresal Intratecal

a administração de Lioresal Intratecal por via epidural28 não é recomendada. Atribuições médicas: o sistema de bomba não deve ser implantado até que a resposta do paciente à administração de baclofeno intratecal em bolus2 e/ou a titulação da dose seja adequadamente avaliada. Devido aos riscos associados com a administração inicial e a titulação de baclofeno intratecal (depressão do SNC29, colapso30 cardiovascular, e/ou insuficiência respiratória31), estas fases devem ser conduzidas sob supervisão médica e com equipamento e ambiente adequados, seguindo-se as recomendações descritas na seção de posologia e administração. Equipamento de ressuscitação deve estar disponível para uso imediato no caso de sintomas12 de risco de vida ou superdosagem. Os médicos envolvidos devem estar adequadamente treinados em terapia de infusão intratecal em longo prazo. Monitorização dos pacientes: na fase periimplantação cirúrgica da bomba, particularmente durante a fase inicial de uso da bomba, e em cada ocasião em que a taxa de liberação da bomba ou a concentração de baclofeno no reservatório seja ajustada, o paciente deve ser cuidadosamente monitorizado até que se certifique de que a resposta do paciente é aceitável e razoavelmente estável. É essencial que o paciente, o médico responsável e todo pessoal envolvido no tratamento do paciente recebam instruções com relação aos riscos deste tipo de administração. Todos os envolvidos com o tratamento do paciente devem ser instruídos sobre os sinais9 e sintomas12 de superdosagem, procedimento a ser seguido em caso de superdosagem e os cuidados com a bomba e o sítio de inserção. Fase de screening: é essencial que as funções cardiovascular e respiratória sejam cuidadosamente monitorizadas durante a administração da dose teste (fase de screening), especialmente em pacientes com doença cardiopulmonar e deficiência dos músculos respiratórios32, bem como naqueles pacientes que estão sendo tratados concomitantemente com benzodiazepínicos ou opióides, pois nestes o risco de depressão respiratória é maior. A presença de uma infecção33 sistêmica pode alterar a resposta do paciente à administração intratecal em bolus2 de baclofeno. Portanto, antes de se iniciar a fase de screening deve-se certificar de que o paciente está livre de infecções15. Implantação da bomba: os pacientes devem estar livres de infecções15 para implantação da bomba, devido ao fato de que a presença de infecção33 aumenta o risco de complicações cirúrgicas, além de complicar as tentativas de ajuste de dose. Reabastecimento do reservatório de droga: o reabastecimento do reservatório deve ser realizado por pessoal totalmente treinado e qualificado, seguindo-se as recomendações do fabricante. Os intervalos entre os reabastecimentos devem ser cuidadosamente calculados para prevenir uma depleção34 do reservatório, o que acarretaria uma grave recidiva35 das espasticidades16. Práticas assépticas no abastecimento da bomba são essenciais para se evitar contaminação microbiana e infecções15 graves. Um período de observação apropriado das condições clínicas deverá seguir cada reabastecimento de reservatório ou manipulação do reservatório de droga. Cuidados extremos devem ser usados para o abastecimento de bomba implantável equipada com dispositivo de injeção1 que permite acesso direto ao cateter intratecal. Injeção1 direta no cateter através de tal dispositivo pode ocasionar sobredosagem acarretando risco de vida. Considerações adicionais pertinentes ao ajuste de dosagem: para prevenir fraqueza excessiva e queda, Lioresal Intratecal deve ser usado com precaução quando a espasticidade36 é necessária para sustentar postura vertical e locomoção equilibrada, ou sempre que a espasticidade36 for necessária por razões funcionais. Pode ser importante manter algum grau de tonicidade muscular e permitir espasmos8 ocasionais para auxiliar as funções circulatórias e possivelmente prevenir trombose venosa profunda37. Deve-se fazer uma tentativa no sentido de descontinuar medicações antiespásticas orais concomitantes, preferencialmente antes de se iniciar a infusão com baclofeno. Deve-se fazê-lo de forma cuidadosamente monitorizada pelo médico, para se evitar possibilidade de superdosagem ou interação entre os fármacos. No entanto, reduções abruptas ou descontinuação de antiespásticos concomitantes durante terapia intratecal crônica com baclofeno devem ser evitadas. Precauções com pacientes especiais: em pacientes com circulação38 anormal do líquido cefalorraquidiano27 a difusão da droga e, portanto, a distribuição da atividade antiespástica pode ser inadequada. Pacientes sofrendo de desordens psicóticas, esquizofrenia39, estados confusionais, síndrome40 de Parkinson, devem ser tratados cautelosamente com Lioresal Intratecal, e permanecer sob cuidadosa vigilância, pois exacerbações destas condições têm sido observadas em pacientes tratados com baclofeno oral. Especial atenção deve ser dada a pacientes que sabidamente são epilépticos, uma vez que a ocorrência de crises epilépticas tem sido relatada com superdosagem e retirada de Lioresal Intratecal, bem como em pacientes mantidos com doses terapêuticas de Lioresal Intratecal. Lioresal Intratecal deve ser usado com cuidado em pacientes com história de disreflexia autonômica41. A presença de estímulos nociceptivos ou a retirada abrupta de Lioresal Intratecal pode causar um episódio de disreflexia autonômica41. Lioresal Intratecal deve ser usado com cautela em pacientes com insuficiência42 cerebrovascular ou respiratória, pois estas condições podem ser exacerbadas pelo baclofeno. A interferência de baclofeno intratecal em estados patológicos não relacionados ao SNC29 é improvável, uma vez que a disponibilidade sistêmica da droga após administração intratecal é substancialmente inferior à observada após administração oral. Contudo, observações após administração oral de baclofeno sugerem que, nas situações a seguir a administração de Lioresal seja cautelosa. História de úlcera péptica43, hipertonia44 de esfíncter45 preexistente, insuficiência renal46. Raramente foi relatado elevação nos níveis plasmáticos de glicose47, TGO e fosfatase alcalina48 em pacientes fazendo uso de baclofeno oral. Alguns pacientes com idade acima de 65 anos têm sido tratados com baclofeno intratecal em estudos clínicos, sem problemas específicos. Pacientes idosos parecem ser mais suscetíveis à ocorrência de efeitos secundários com baclofeno oral na fase de titulação, o que também pode se aplicar ao baclofeno intratecal. No entanto, sendo as doses individualmente tituladas, não é provável que isto venha a ser um problema particular no tratamento de pacientes idosos. Retirada da droga: exceto em casos de emergências relacionadas com superdosagem, ou em casos de efeitos adversos importantes, o tratamento deve sempre ser descontinuado gradativamente pela redução sucessiva da dosagem. A interrupção súbita de Lioresal Intratecal, especialmente após a administração de doses que excedem a faixa de dosagem normal, resulta em um estado de hiperatividade com espasmos8 rápidos e incontroláveis e aumento da rigidez, que evoluem para níveis incontroláveis e permanecem por muitos dias. Estados confusionais, alucinações49, psicose50, mania ou estados paranóides, convulsões (status epilepticus), fenômeno de rebote e piora temporária da espasticidade36 têm sido reportados com retiradas abruptas de Lioresal oral, especialmente após terapia em longo termo. Efeitos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas: alguns pacientes relatam sonolência com uso de baclofeno intratecal; os pacientes devem ser cautelosos ao dirigir automóveis, ou outras máquinas que ofereçam perigo ou outras atividades de risco devido à queda no estado de alerta. Gravidez51 e lactação52: baclofeno atravessa a barreira placentária. Lioresal Intratecal não deve ser usado em gestantes a menos que os benefícios potenciais da administração sejam maiores que os riscos potenciais para o feto53. Lioresal Intratecal passa para o leite materno, mas em quantidades tão pequenas que não são esperados efeitos indesejáveis no lactente54. Não está claro se níveis detectáveis de baclofeno estão presentes no leite de mulheres recebendo Lioresal Intratecal que estejam amamentando. Interações medicamentosas: não há experiência sistemática adequada com o uso de Lioresal Intratecal em uso concomitante a outros medicamentos, para determinar uma interação específica droga-droga. O uso combinado de morfina e baclofeno intratecal foi responsável por hipotensão55 em um paciente. O potencial desta combinação para causar dispnéia56 ou outras alterações no SNC29 não pode ser excluída. A co-administração de outros medicamentos intratecais com Lioresal Intratecal não foi testada e sua segurança não está estabelecida. O efeito depressor do SNC29 do álcool ou outros compostos podem se somar aos efeitos do Lioresal. O uso concomitante de baclofeno oral e antidepressivos tricíclicos pode potencializar o efeito do Lioresal, resultando hipotonia19 muscular acentuada. Recomenda-se precaução em relação ao uso de antidepressivos tricíclicos e Lioresal Intratecal. Uma vez que o uso concomitante de Lioresal oral e anti-hipertensivos está relacionado com aumento da queda na pressão arterial57, pode ser necessário controlar a pressão arterial57 e ajustar a dose da medicação anti-hipertensiva.

Reações Adversas de Lioresal Intratecal

os seguintes eventos adversos foram observados durante estudos clínicos ou relatados por médicos usando Lioresal na prática clínica. Sistema nervoso central58: ocasionalmente: sonolência, sedação59, tontura60/sensação de cabeça21 vazia, crises convulsivas, cefaléia61, parestesia62, desordens de acomodação visual (visão63 borrada, visão63 dupla), letargia64, fala pastosa. Raramente: depressão respiratória, hipotermia65, nistagmo66, disfagia67, insônia, sonolência, fadiga68, piora da coordenação, perda de memória, confusão/desorientação, ansiedade, depressão, ideação suicida e tentativa de suicídio, euforia, disforia69, alucinações49, paranóia. Sistema cardiovascular70: ocasionalmente, hipotensão55, hipertensão71, bradicardia26. Raramente: trombose venosa profunda37, rash72 cutâneo73, palidez. Trato gastrintestinal: ocasionalmente: náusea22, vômito74, constipação75. Raramente: boca76 seca, diarréia77, diminuição do apetite, desidratação78, diminuição do paladar79, íleo paralítico80. Sistema respiratório81: ocasionalmente, dispnéia56, bradipnéia. Sistema geniturinário: incontinência urinária82, disfunção sexual, lentidão no esvaziamento vesical83, espasmo84 vesical83. Pele85 e anexos86: raramente: urticária87, alopecia88, edema89 facial, diaforese90. A relação causal entre os eventos observados e a administração de baclofeno não pode ser adequadamente avaliada em muitos casos, uma vez que os eventos adversos relatados estão, muitas vezes, reconhecidamente associados com a própria condição que está sendo tratada. Eventos adversos associados com o sistema de liberação (ex.: descolamento do cateter, infecção33 da bolsa, meningite91, superdosagem em função de uma manipulação errada do dispositivo) não foram incluídos.

Contra-Indicações de Lioresal Intratecal

hipersensibilidade conhecida ao baclofeno. Lioresal Intratecal não deve ser administrado por via endovenosa, intramuscular ou subcutânea92.

Indicações de Lioresal Intratecal

pacientes com espasticidade36 crônica severa associada à lesão93 cerebral, esclerose múltipla94, ou outras patologias da medula espinal95 que não respondam a administrações de antiespásticos orais (incluindo baclofeno oral) e/ou naqueles pacientes que apresentaram efeitos secundários inaceitáveis com dose orais eficazes. Lioresal Intratecal tem sido usado com eficácia em pacientes com espasticidade36 cerebral, como, por exemplo: resultado de uma paralisia96 cerebral, lesão93 cerebral ou acidente cérebro97 vascular98. Um pequeno número de pacientes com tétano99 tem sido tratado com sucesso para redução de hiper-reflexia, clônus100 e trismo.

Apresentação de Lioresal Intratecal

solução injetável em: ampolas de 1 ml contendo 0,05 mg de baclofeno caixas com 5 ampolas; ampola de 20 ml contendo 10 mg de baclofeno caixas com 1 ampola; ampola de 5 ml contendo 10 mg de baclofeno caixas com 1 ampola.


LIORESAL INTRATECAL - Laboratório

NOVARTIS
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Complementos

1 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
2 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
3 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
4 Subcutâneo: Feito ou situado sob a pele. Hipodérmico.
5 Parede Abdominal: Margem externa do ABDOME que se estende da cavidade torácica osteocartilaginosa até a PELVE. Embora sua maior parte seja muscular, a parede abdominal consiste em pelo menos sete camadas Músculos Abdominais;
6 Tecido Subcutâneo: Tecido conectivo frouxo (localizado sob a DERME), que liga a PELE fracamente aos tecidos subjacentes. Pode conter uma camada (pad) de ADIPÓCITOS, que varia em número e tamanho, conforme a área do corpo e o estado nutricional, respectivamente.
7 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
8 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
9 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
10 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
11 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
14 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
15 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Espasticidades: Contração muscular involuntária e permanente que causa dores e posturas anormais.
17 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
18 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
19 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
20 Vertigem: Alucinação de movimento. Pode ser devido à doença do sistema de equilíbrio, reação a drogas, etc.
21 Cabeça:
22 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
23 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
24 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
25 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
26 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
27 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
28 Epidural: Mesmo que peridural. Localizado entre a dura-máter e a vértebra (diz-se do espaço do canal raquidiano). Na anatomia geral e na anestesiologia, é o que se localiza ou que se faz em torno da dura-máter.
29 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
30 Colapso: 1. Em patologia, é um estado semelhante ao choque, caracterizado por prostração extrema, grande perda de líquido, acompanhado geralmente de insuficiência cardíaca. 2. Em medicina, é o achatamento conjunto das paredes de uma estrutura. 3. No sentido figurado, é uma diminuição súbita de eficiência, de poder. Derrocada, desmoronamento, ruína. 4. Em botânica, é a perda da turgescência de tecido vegetal.
31 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
32 Músculos Respiratórios: Neste grupo de músculos estão incluídos o DIAFRAGMA e os MÚSCULOS INTERCOSTAIS.
33 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
34 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
35 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
36 Espasticidade: Hipertonia exagerada dos músculos esqueléticos com rigidez e hiperreflexia osteotendinosa.
37 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
38 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
39 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
40 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
41 Disreflexia autonômica: Considerada uma emergência médica, potencialmente fatal, a disreflexia autonômica pode ocorrer em qualquer paciente com lesão medular e com nível neurológico igual ou superior à sexta vértebra torácica (T6). Seu início é súbito, resultante de vários estímulos nocivos abaixo do nível da lesão, o que, por sua vez, aciona uma hiperatividade do sistema nervoso simpático. Devido à lesão medular, os centros cerebrais superiores são incapazes de modular essa descarga simpática, o que resulta na elevação da pressão arterial. Na maioria das vezes a elevação da pressão arterial basal é de 20 a 40 mmHg, porém pode variar muito além desses valores, ocasionando deslocamento de retina, acidente vascular cerebral, crises convulsivas, infarto do miocárdio e morte.
42 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
43 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
44 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
45 Esfíncter: Estrutura muscular que contorna um orifício ou canal natural, permitindo sua abertura ou fechamento, podendo ser constituído de fibras musculares lisas e/ou estriadas.
46 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
47 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
48 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
49 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
50 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
51 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
52 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
53 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
54 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
55 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
56 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
57 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
58 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
59 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
60 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
61 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
62 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
63 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
64 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
65 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
66 Nistagmo: Movimento involuntário, rápido e repetitivo do globo ocular. É normal dentro de certos limites diante da mudança de direção do olhar horizontal. Porém, pode expressar doenças neurológicas ou do sistema de equilíbrio.
67 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
68 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
69 Disforia: Estado caracterizado por ansiedade, depressão e inquietude.
70 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
71 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
72 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
73 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
74 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
75 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
76 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
77 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
78 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
79 Paladar: Paladar ou sabor. Em fisiologia, é a função sensorial que permite a percepção dos sabores pela língua e sua transmissão, através do nervo gustativo ao cérebro, onde são recebidos e analisados.
80 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
81 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
82 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
83 Vesical: Relativo à ou próprio da bexiga.
84 Espasmo: 1. Contração involuntária, não ritmada, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosa ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
85 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
86 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
87 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
88 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
89 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
90 Diaforese: Sudação, transpiração intensa.
91 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
92 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
93 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
94 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
95 Medula Espinal:
96 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
97 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
98 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
99 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
100 Clônus: Clônus ou clono é a sequência de contrações e relaxamentos musculares rápidos e involuntários que pode ocorrer de modo normal e breve em virtude do estiramento de um músculo ou de modo patológico e ininterrupto.

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