CEFACLOR

NOVARTIS

Atualizado em 03/06/2015

CEFACLOR

Cápsulas
Forma Farmacêutica e Apresentação
Cápsulas. Embalagem com 10 cápsulas de 500 mg.
USO ADULTO E PEDIÁTRICO

Composição de Cefaclor

Cada cápsula de 500 mg contém: Cefaclor monoidratado (equivalente a 500 mg de Cefaclor ) .................. 524,7 mg
Excipientes q.s.p. ……………....................…………………….. 1 cápsula
Excipientes: estearato de magnésio, dimeticona e croscarmelose sódica.

Informações Aos Pacientes de Cefaclor

Ação esperada do medicamento: Cefaclor é um antibiótico. Por apresentar ação bactericida, destrói as bactérias causadoras do processo infeccioso. O início de ação ocorre 30 minutos após a administração oral.
Cuidados de armazenamento: Cefaclor deve ser conservado em sua embalagem original, ao abrigo da umidade e em temperatura inferior a 25ºC.
Prazo de validade : Desde que sejam observados os cuidados de armazenamento, este produto apresenta prazo de validade de 36 meses a partir da data de sua fabricação. O número de lote, a data de fabricação e a validade estão impressos no cartucho. Não utilize o produto após o vencimento do prazo de validade.
Gravidez1 e lactação2: Informe seu médico a ocorrência de gravidez1 na vigência do tratamento ou após o término. Informar ao médico se está amamentando. Este medicamento não deve ser administrado durante a gravidez1 e lactação2, salvo sob rigoroso controle médico.
Cuidados de administração: O Cefaclor deve ser administrado por via oral. Antes da administração, verificar se o paciente apresenta antecedentes alérgicos, especialmente a antibióticos. Só deve ser administrado sob prescrição médica. Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Interrupção do tratamento: Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico após os primeiros dias de tratamento, mesmo que esteja se sentindo melhor. Qualquer modificação da dose somente deverá ser feita sob orientação médica.
Reações adversas: Informe seu médico o aparecimento de reações desagradáveis. Eventualmente podem ocorrer reações alérgicas.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS. 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 1n
Ingestão concomitante com outras substâncias: Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento.
Contra-indicações e Precauções: O Cefaclor está contra-indicado a pacientes alérgicos às penicilinas, cefalosporinas, bem como a outros antibióticos betalactâmicos.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operara máquinas: O uso de Cefaclor provavelmente não causará diminuição da habilidade dos pacientes de dirigir veículos e/ou operar máquinas. Entretanto, pessoas particularmente sensíveis, em que os medicamentos possam induzir reações infrequentes, devem estar atentas para as reações que manifestarem com o uso deste medicamento, antes de conduzir veículos, de oprar máquinas ou de desenvolver qualquer outra atividade que requeira concentração.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE3.
INFORMAÇÕES TÉCNICAS
Características
O Cefaclor é um antibiótico cefalosporínico semi-sintético para administração oral. É quimicamente designado como ácido 3-cloro-7-D-(2-fenilglicinamido)-3-cefem-4 carboxílico. Sua fórmula molecular é C15H14CIN3O4 H2O e o peso molecular é de 385,82.
Farmacodinâmica
O Cefaclor é um antibiótico cefalosporínico de segunda geração. Da mesma forma que a ampicilina e cefalosporinas contém um anel ß-lactâmico que é necessário à sua atividade antimicrobiana. Sua ação bactericida deve-se à inibição da síntese da parede celular bacteriana.
Microbiologia
Embora os estudos in vitro tenham demonstrado sensibilidade ao Cefaclor na maioria das seguintes cepas4, a eficácia clínica para outras infecções5 além das descritas no item Indicações é desconhecida.
Aeróbios Gram-positivos: Staphylococci (incluindo cepas4 coagulase-positivas e negativas e as produtoras de penicilinase que apresentam resistência cruzada com a meticilina); Streptococcus pneumoniae; Streptococcus pyogenes (beta hemolítico do grupo A).
Aeróbios Gram-negativos: Citrobacter diversus; Escherichia coli; Haemophilus influenzae, incluindo cepas4 produtoras de betalactamase resistentes à ampicilina; Klebsiella spp.; Moraxella (Branhamella) catarrhalis; Neisseria gonorrhoeae; Proteus mirabilis.
Anaeróbios: Bacteroides spp. (excluindo Bacteroides fragilis); Peptococcus niger; Peptostreptococcus spp.; Propionibacterium acnes.
Nota: Os estafilococos meticilino-resistentes e a maioria das cepas4 de enterococos (Enterococcus faecalis [anteriormente Streptococcus faecalis] e Enterococcus faecium [anteriormente Streptococcus faecium]) são resistentes ao Cefaclor e a 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 2n
outras cefalosporinas. O Cefaclor não é ativo contra a maioria das cepas4 de Enterobacter spp., Serratia spp., Morganella morganii, Proteus vulgaris e Providencia rettgeri. Não é ativo contra Pseudomonas spp. ou Acinetobacter spp. 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 3n

O Cefaclor é ácido estável e bem absorvido pelo trato gastrintestinal, com uma biodisponibilidade de aproximadamente 90%. Após administração oral a pacientes em jejum com função renal6 normal a concentração sérica máxima foi obtida após 30 a 60 minutos. A absorção total é a mesma se a droga for administrada com ou sem alimento; contudo, quando é ingerido com alimentos, a concentração sérica máxima alcançada é de 50 a 75% da observada quando a droga é administrada a pacientes em jejum e, geralmente, é mensurável após 45 a 60 minutos.
Distribuição
A ligação do Cefaclor às proteínas7 do plasma8 é de 20% a 30% e apresenta volume de distribuição de 0,30 0,39 L/kg. Após doses de 250 mg, 500 mg e 1 g, a média dos níveis sangüíneos máximos, obtidos dentro de 30 minutos a 1 hora, foram de aproximadamente 7, 13 e 23 mcg/mL, respectivamente. As cefalosporinas 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 5n
distribuem-se amplamente nos tecidos, ossos e articulações9 e nas cavidades pericárdica e pleural.
A meia vida sérica em individuos normais é de aproximadamente 1 hora (variando de 0,6 a 0,9). Em indivíduos com função renal6 reduzida , a meia-vida sérica do Cefaclor é ligeiramente prolongada. Nos pacientes com ausência completa da função renal6, a meia-vida biológica da molécula intacta é de 2,3 a 2,8 horas. A hemodiálise10 reduz a meia-vida de 25% a 30%.
Biotransformação
Os estudos demonstraram que aproximadamente 60% a 80% da droga é excretada inalterada na urina11 dentro de 8 horas após a ingestão. As concentrações máximas na urina11 durante este período foram de aproximadamente 600 mcg, 900 mcg e 1.900 mcg/mL, após doses de 250 mg, 500 mg e 1g, respectivamente.
Eliminação
O Cefaclor inalterado e seus metabólitos12 são eliminados principalmente via excreção renal6.
Dados de segurança pré clínicos
Estudos demonstraram que o Cefaclor não possui potencial teratogênico13 em ratos, camundongos ou coelhos. Também foram feitos estudos de fertilidade e estudos peri-natal e pós-natal, os quais indicaram que o Cefaclor não exerce efeito adverso na função reprodutiva, ou seja, não apresenta efeito adverso na fertilidade, viabilidade fetal, peso fetal ou tamanho da ninhada. O Cefaclor não mostrou aumento de toxicidade14 em ratos recém-nascidos e em desmamados, quando comparados a ratos adultos; entretanto, devido ao fato dos estudos em humanos não poderem excluir a possibilidade de dano, o Cefaclor somente poderá ser usado durante a gravidez1 se extremamente necessário.
Indicações
O Cefaclor é indicado para o tratamento das seguintes infecções5 causadas por cepas4 de microrganismos sensíveis a este antibiótico:
Otite Média15 causada por S. pneumoniae, H. influenzae, Staphylococci, S.pyogenes (beta-hemolíticos do grupo A) e M.catarrhalis.
Infecções5 do Trato Respiratório Inferior, incluindo pneumonia16, causadas por S.pneumoniae, H.influenzae, S.pyogenes (beta-hemolíticos do grupo A) e M.catarrhalis.
Infecções5 do Trato Respiratório Superior, incluindo faringite17 e amigdalite, causadas por S.pyogenes (beta-hemolíticos do grupo A) e M. catarrhalis.
Nota: A penicilina é a droga de escolha no tratamento e prevenção das infecções5 estreptocócicas, incluindo a profilaxia da febre reumática18. A amoxicilina foi recomendada pela American Heart Association como a droga padrão na profilaxia da endocardite19 bacteriana em pacientes submetidos a cirurgias dental, oral e do trato respiratório superior nas quais foi usada penicilina V como uma alternativa racional e aceitável nessas circunstâncias para a profilaxia contra a bacteremia20 causada por estreptococos alfa-hemolíticos. O Cefaclor é geralmente eficaz na erradicação de estreptococos da nasofaringe;21 contudo, dados substanciais estabelecendo a eficácia 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 6n
do Cefaclor na prevenção subsequente tanto da febre reumática18 quanto da endocardite19 bacteriana não estão disponíveis até o momento.
Infecções5 do Trato Urinário22, incluindo pielonefrite23 e cistite24, causadas por E. coli, P. mirabilis, Klebsiella spp e Staphylococcus coagulase-negativo.
Nota: O Cefaclor é eficaz em infecções5 agudas e crônicas do trato urinário22.
Sinusites
Infecções5 da Pele25 e Anexos26
Causadas por S. aureus e S. pyogenes (beta hemolíticos do grupo A).
Uretrites gonocócicas
Para determinar a sensibilidade do patógeno ao Cefaclor, devem ser feitos testes de sensibilidade e culturas.
Contra-Indicações
O Cefaclor é contra-indicado a pacientes alérgicos às penicilinas, a outros antibióticos betalactâmicos e às cefalosporinas.
Advertências
Antes de iniciar a terapia com Cefaclor, deve ser feita uma verificação cuidadosa para determinar se o paciente teve reações anteriores de hipersensibilidade as cefalosporinas, penicilinas ou outras drogas. Se este produto tiver que ser administrado a pacientes alérgicos à penicilina, deve-se ter cuidado com a hipersensibilidade cruzada, incluindo anafilaxia27 entre os antibióticos betalactâmicos, que tem sido claramente documentada.
Se ocorrer uma reação alérgica28 ao Cefaclor, a droga deve ser interrompida e se necessário o paciente deve ser tratado com drogas especiais, por ex.: aminas pressoras, anti-histamínicos ou corticosteróides.
Antibióticos, incluindo o Cefaclor, devem ser administrados cautelosamente a qualquer paciente que tenha demonstrado alguma forma de alergia29 particularmente a drogas.
Foi relatada colite30 pseudomembranosa praticamente com todos os antibiótico de largo espectro (incluindo os macrolídeos, penicilinas semi-sintéticas e cefalosporinas); portanto, é importante considerar este diagnóstico31 em pacientes que desenvolveram diarréia32 em associação ao uso de antibióticos. Tais colites podem variar em gravidade de leve a gravíssima. casos leves de colite30 pseudomembranosa geralmente respondem somente com a interrupção da droga. Em casos moderados a graves devem ser tomadas medidas apropriadas.

Precauções de Cefaclor

Gerais - o uso prolongado de Cefaclor pode resultar na proliferação de microrganismos resistentes. É essencial cuidadosa observação do paciente. Se ocorrer uma superinfecção33 durante o tratamento, deve-se tomar medidas apropriadas. O Cefaclor deve ser administrado com cautela na presença de insuficiência renal34 grave, uma vez que a meia-vida do Cefaclor em pacientes anúricos é de 2,3 a 2,8 horas, não havendo necessidade de se fazer ajustes de doses em pacientes com insuficiência renal34 moderada ou grave. A experiência clínica 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 7n com Cefaclor sob tais condições é limitada; portanto, deve ser feita cuidadosa observação clínica e laboratorial.
Antibióticos, incluindo as cefalosporinas, devem ser prescritos com cuidado a pacientes com história de doença gastrointestinal, particularmente colites.
Carcinogênese - não foram efetuados estudos para determinar o potencial para carcinogenicidade.
Gravidez1 e Lactação2
Mutagênese e danos à fertilidade - não foram efetuados estudos para determinar o potencial para mutagenicidade. Os estudos de reprodução35 não revelaram evidências de prejuízo à fertilidade.
Uso na gravidez1 - estudos de reprodução35 efetuados em camundongos e ratos, em doses de até 12 vezes a dose humana, e em furões, administrando três vezes a dose máxima humana, não revelaram evidências de danos à fertilidade ou ao feto36 devido ao Cefaclor. Contudo, não há estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Devido aos estudos de reprodução35 em animais nem sempre predizerem a resposta em humanos, essa droga deverá ser usada durante a gravidez1 somente se realmente necessária.
Trabalho de parto e parto - o efeito do Cefaclor no trabalho de parto e no parto é desconhecido.
Uso durante a amamentação37 - foram detectadas pequenas quantidades de Cefaclor no leite materno, após administração de doses únicas de 500 mg. Os níveis médios foram 0,18; 0,20; 0,21 e 0,16 mg/ml após 2, 3, 4 e 5 horas, respectivamente. foram detectados traços da droga após uma hora. O efeito em lactentes38 não é conhecido; portanto, o Cefaclor deve ser administrado com cuidado a mulheres amamentando.
Uso Pediátrico
Não foram ainda estabelecidas a segurança e a eficácia do Cefaclor em crianças com menos de um mês de idade.
Uso Geriátrico
Pacientes idosos podem exibir altas concentrações plásmáticas de Cefaclor devido ao baixo clearance do plasma8, que está relacionado a função renal6.
Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operara máquinas: O uso de Cefaclor provavelmente não causará diminuição da habilidade dos pacientes de dirigir veículos e/ou operar máquinas. Entretanto, pessoas particularmente sensíveis, em que os medicamentos possam induzir reações infrequentes, devem estar atentas para as reações que manifestarem com o uso deste medicamento, antes de conduzir veículos, de oprar máquinas ou de desenvolver qualquer outra atividade que requeira concentração.
Interações medicamentosas e outras formas de interação
Probenecida - Como ocorre com outros antibióticos betalactâmicos, a excreção renal6 do Cefaclor é inibida pela probenecida. A probenecida diminui a secreção 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 8n
tubular do Cefaclor, aumentando a meia-vida plasmática do Cefaclor e aumentando o risco de toxicidade14.
Anticoagulantes39 orais - Houve raros relatos de aumento no efeito anticoagulante40 quando o Cefaclor e anticoagulantes39 orais foram administrados concomitantemente (ver reações adversas).
Piretanida - A combinação de cefalosprinas e diuréticos41 de alça tem causado nefrotoxicidade42. Embora não relatado especificamente para Cefaclor e piretanida, existe o risco do potencial nefrotóxico.

Reações Adversas de Cefaclor

Os efeitos adversos considerados relacionados com o tratamento com Cefaclor são os seguintes:
Reações de hipersensibilidade
Têm sido relatadas e incluem erupções morbiliformes, prurido43, urticária44 e testes de Coombs positivos. Casos de reações semelhantes à doença do soro45 têm sido relatados com o uso de Cefaclor. Essas reações são caracterizadas por eritema multiforme46, erupções cutâneas47 e outras manifestações da pele25, acompanhadas por artrite48/artralgia49, com ou sem febre50, e diferem da Doença do Soro45 clássica por estarem infrequentemente associadas a linfoadenopatia51 e proteinúria52, ausência de complexos imunes circulantes e sem evidência até o momento de seqüelas da reação. Ocasionalmente, podem ocorrer sintomas53 isolados, porém não representam uma reação semelhante a doença do soro45. Enquanto outras investigações estão em andamento, as reações semelhantes à doença do soro45 parecem ser devido à hipersensibilidade e ocorrem mais freqüentemente durante ou após um segundo (ou subsequente) tratamento com Cefaclor. Tais reações foram relatadas mais freqüentemente em crianças do que em adultos.
Os sinais54 e sintomas53 ocorrem geralmente poucos dias após o início do tratamento e desaparecem dentro de poucos dias após o término do tratamento. Ocasionalmente, essas reações resultaram em hospitalização, usualmente de curta duração (hospitalização mediana igual 2 a 3 dias. Nos casos que requereram hospitalização, os sintomas53 variaram de leves a graves no momento da admissão, sendo que a maioria das reações graves ocorreu em crianças. Anti-histamínicos e glicocorticóides parecem melhorar a resolução dos sinais54 e sintomas53. não foram relatadas seqüelas graves.
Foram raramente relatadas reações mais graves de hipersensibilidade, incluindo Síndrome de Stevens-Johnson55, necrólise epidérmica tóxica56 e anafilaxia27. Reações anafilactóides, podem ser manifestadas por sintomas53 isolados incluindo angioedema57, astenia58, edema59 (incluindo face60 e membros), dispnéia61, parestesia62, síncope63 ou vasodilatação. A anafilaxia27 pode ser mais comum em pacientes com uma história de alergia29 à penicilina. Raramente, os sintomas53 de hipersensibilidade podem persistir por vários meses.
Sintomas53 gastrointestinais
Ocorrem em cerca de 2,5% dos pacientes e inclui diarréia32 (1:70). Os sintomas53 de colite30 pseudomembranosa podem aparecer durante ou após o tratamento com antibióticos. Náuseas64 e vômitos65 foram raramente relatados. Da mesma forma como 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 9n
algumas penicilinas e algumas outras cefalosporinas, têm sido relatados raros casos de hepatite66 e icterícia67 colestática transitórias.
Outras
Reações consideradas como relacionadas com o tratamento incluíram eosinofilia68 (1:50 pacientes), prurido43 genital, monilíase ou vaginite69 e raramente trombocitopenia70 ou nefrite71 intersticial72 reversível.

Relações Causais Incertas de Cefaclor

Sistema nervoso central73 - raramente têm sido relatados hiperatividade reversível, agitação, nervosismo, insônia, confusão, hipertonia74, tontura75, alucinações76 e sonolência. Foram relatadas anormalidades transitórias nos testes clínicos de laboratório: embora sejam de etiologia77 incerta, estão relacionadas aqui apenas para servirem como alerta ou informação para o médico. Hepáticas78 - elevações leves das transaminases glutâmico-oxalacética (TGO) e glutâmico-pirúvica (TGP) ou da fosfatase alcalina79 (1:40).
Hematopoiéticas - como tem sido relatado com outros antibióticos betalactâmicos, tem ocorrido linfocitose transitória, leucopenia80 e, raramente, anemia hemolítica81, anemia82 aplástica, agranulocitose83 e neutropenia84 reversível de possível significância clínica. Tem havido raros relatos de aumento de tempo de protrombina85 com ou sem sangramento clínico em pacientes que estão recebendo concomitantemente Cefaclor e cumarínicos.
Renais - pequenas elevações no nitrogênio uréico (BUN) ou creatinina86 sérica (menos que 1:500) ou urinalises anormais (menos que 1:200). Várias cefalosporinas têm sido relacionadas com o desenvolvimento de convulsões, particularmente em pacientes com insuficiência renal34, quando a dose não foi reduzida. Quando ocorrer convulsões relacionadas com a droga, o tratamento deve ser interrompido. Um anticonvulsivante pode ser administrado se clinicamente indicado.
Interações em testes laboratoriais
Frequentemente ocorre reação positiva no teste de Coombs em pacientes recebendo doses altas de cefalosporinas. Deve ser reconhecido que um teste de Coombs positivo pode ser devido à droga, isto é, em estudos hematológicos ou nas provas de compatibilidade sangüínea para transfusão87, quando são realizados testes "minor" de antiglobulina ou nos testes de Coombs de recém-nascidos, cujas mães receberam antibióticos cefalosporínicos antes do parto.
Pacientes recebendo Cefaclor poderão apresentar uma reação falso-positiva para glicose88 na urina11 com as soluções de Benedict e Fehling e também com os comprimidos de Clinitest®, mas não com a Glico-fita® (fita para teste enzimático da glicose88).

Posologia de Cefaclor

Adultos: A posologia habitual é de 500 mg, a cada 8 horas. Para o tratamento de infecções5 graves e infecções5 por microrganismos menos sensíveis a posologia é de 100 mg a cada 8 horas. Para o tratamento de infecções5 leves e em infecções5 não complicadas das vias urinárias a dose é de 250 mg a cada 8 horas. Para o 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 10n
tratamento de uretrite89 gonocócica aguda, em homens e mulheres, é administrada uma dose única de 3 g combinada com 1 g de probenecida. Foram administradas doses de 4 g ao dia com segurança a indivíduos normais por 28 dias, entretanto, a posologia total não deve exceder a esta quantidade.
Crianças: a posologia habitual diária recomendada é de 20 mg/kg/dia em doses divididas a cada 8 horas. Para bronquite e pneumonia16, a posologia é de 20mg/kg/dia em doses administradas 3 vezes ao dia. Em infecções5 mais graves, otite média15 e infecções5 causadas por microrganismos menos sensíveis, recomenda-se 40 mg/kg/dia, com um máximo de 1 g/dia.
Pacientes com função renal6 diminuída: o Cefaclor também pode ser administrado na presença de insuficiência renal34 sem adaptação da dose. A hemodiálise10 reduz a meia-vida sérica do Cefaclor em 25% a 30%. Nos pacientes que regularmente fazem hemodiálise10 deve ser dado um dose inicial de 250 mg a 1 g de Cefaclor antes da diálise90.
No tratamento de infecções5 causadas por estreptococos beta-hemolíticos, a dose terapêutica91 de Cefaclor deve ser administrada no mínimo por 10 dias.

Superdosagem de Cefaclor

Sinais54 e Sintomas53 - Os síntomas tóxicos após uma superdosagem de Cefaclor podem incluir náusea92, vômito93, dor epigástrica e diarréia32. A gravidade da dor epigástrica e da diarréia32 está relacionada à dose. Se houver outros sintomas53 é provável que estes sejam secundários a uma doença concomitante, a uma reação alérgica28 ou a efeitos de outra intoxicação.
Tratamento - Ao tratar uma superdosagem, considerar a possibilidade de superdoses de múltiplas drogas, interação entre drogas e de cinéticas94 farmacocinética incomum da medicação no paciente.
Não será necessária a descontaminação gastrointestinal, a menos que tenha sido ingerida uma dose cinco vezes a dose máxima recomendada.
Proteger as vias aéreas do paciente e manter ventilação95 e perfusão. Meticulosamente monitorar e manter dentro de limites aceitáveis os sinais vitais96 do paciente, os gases sangüíneos, eletrólitos97 séricos, etc. A absorção de drogas pelo trato gastrointestinal pode ser diminuída administrando carvão ativado, que em muitos casos é mais eficaz do que a êmese98 ou a lavagem gástrica99. Considerar o carvão ativado, ao invés de ou em adição ao esvaziamento gástrico. Doses repetidas de carvão ativado podem acelerar a eliminação de algumas drogas que foram absorvidas. Proteger as vias aéreas do paciente quando promover o esvaziamento gástrico ou utilizar carvão ativado.
Diurese100 forçada, diálise peritoneal101, hemodiálise10 ou hemoperfusão com carvão ativado não foram estabelecidos como métodos benéficos nos casos de superdosagem com Cefaclor.
Pacientes Idosos
Deve-se seguir as orientações gerais descritas na bula. Contudo, o tratamento deve ser iniciado com a dose mínima.
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 11n 17/08/2001 Modelo de Bula - comércio 12
Para a sua segurança, mantenha esta embalagem até o uso total deste medicamento
Reg MS -1.0068.0171
Lote, data de fabricação e de validade: vide cartucho.
Farm. Resp.: Marco A. J. Siqueira - CRF/SP nº 23.873
Fabricado por Pencef Pharma GmbH - Alemanha para Biochemie GmbH - Áustria uma empresa do grupo Novartis
Importado e distribuído por : Novartis Biociências S/A
Av. Ibirama, 518 - Complexos 441/3 - Taboão da Serra, SP.
CNPJ/MF nº 56.994.502/0098-62 - Indústria Brasileira


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Complementos

1 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
2 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
5 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
6 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
7 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
8 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
9 Articulações:
10 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
11 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
12 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
13 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
14 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
15 Otite média: Infecção na orelha média.
16 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
17 Faringite: Inflamação da mucosa faríngea em geral de causa bacteriana ou viral. Caracteriza-se por dor, dificuldade para engolir e vermelhidão da mucosa, acompanhada de exsudatos ou não.
18 Febre reumática: Doença inflamatória produzida como efeito inflamatório anormal secundário a infecções repetidas por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Caracteriza-se por inflamação das articulações, febre, inflamação de uma ou mais de uma estrutura cardíaca, alterações neurológicas, eritema cutâneo. Com o tratamento mais intensivo da faringite estreptocócica, a freqüência desta doença foi consideravelmente reduzida.
19 Endocardite: Inflamação aguda ou crônica do endocárdio. Ela pode estar preferencialmente localizada nas válvulas cardíacas (endocardite valvular) ou nas paredes cardíacas (endocardite parietal). Pode ter causa infecciosa ou não infecciosa.
20 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
21 Nasofaringe;: Parte nasal da faringe, situada acima do nível do palato mole.
22 Trato Urinário:
23 Pielonefrite: Infecção dos rins produzida em geral por bactérias. A forma de aquisição mais comum é por ascensão de bactérias através dos ureteres, como complicação de uma infecção prévia de bexiga. Seus sintomas são febre, dor lombar, calafrios, eliminação de urina turva ou com traços de sangue, etc. Deve ser tratada cuidadosamente com antibióticos pelo risco de lesão permanente dos rins, com perda de função renal.
24 Cistite: Inflamação ou infecção da bexiga. É uma das infecções mais freqüentes em mulheres, e manifesta-se por ardor ao urinar, urina escura ou com traços de sangue, aumento na freqüência miccional, etc.
25 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
26 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
27 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
28 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
29 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
30 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
31 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
32 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
33 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
34 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
35 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
36 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
37 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
38 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
39 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
40 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
41 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
42 Nefrotoxicidade: É um dano nos rins causado por substâncias químicas chamadas nefrotoxinas.
43 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
44 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
45 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
46 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
47 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
48 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
49 Artralgia: Dor em uma articulação.
50 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
51 Linfoadenopatia: Também conhecida como linfadenopatia, é qualquer processo patológico que afeta os nódulos linfáticos.
52 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
53 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
54 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
55 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
56 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
57 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
58 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
59 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
60 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
61 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
62 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
63 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
64 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
65 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
66 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
67 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
68 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
69 Vaginite: Inflamação da mucosa que recobre a vagina. Em geral é devido a uma infecção bacteriana ou micótica. Manifesta-se por ardor, dor espontânea ou durante o coito (dispareunia) e secreção mucosa ou purulenta pela mesma.
70 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
71 Nefrite: Termo que significa “inflamação do rim” e que agrupa doenças caracterizadas por lesões imunológicas ou infecciosas do tecido renal. Alguns exemplos são a nefrite intersticial por drogas, a glomerulonefrite pós-estreptocócica, etc. Podem manifestar-se por hipertensão arterial, hematúria e dor lombar.
72 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
73 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
74 Hipertonia: 1. Em biologia, é a característica de uma solução que apresenta maior concentração de solutos do que outra. 2. Em medicina, é a tensão excessiva em músculos, artérias ou outros tecidos orgânicos.
75 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
76 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
77 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
78 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
79 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
80 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
81 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
82 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
83 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
84 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
85 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
86 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
87 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
88 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
89 Uretrite: Inflamação da uretra de causa geralmente infecciosa. Manifesta-se por ardor ao urinar e secreção amarelada drenada pela mesma. Em mulheres esta secreção pode não ser evidente.
90 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
91 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
92 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
93 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
94 Cinéticas: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
95 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
96 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
97 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
98 Êmese: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Sinônimo de vômito. Pode ser classificada como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
99 Lavagem gástrica: É a introdução, através de sonda nasogástrica, de líquido na cavidade gástrica, seguida de sua remoção.
100 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
101 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
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