Preço de Maviret em São Paulo/SP: R$ 59396,20

Bula do paciente Bula do profissional

Maviret
(Bula do profissional de saúde)

ABBVIE FARMACÊUTICA LTDA.

Atualizado em 01/09/2022

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Maviret
glecaprevir + pibrentasvir
Comprimido 100 mg + 40 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Comprimido revestido
Caixa mensal dividida em 4 embalagens semanais, cada uma contendo 7 blísteres com 3 comprimidos revestidos cada.

USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS

COMPOSIÇÃO

Cada comprimido de Maviret contém:

glecaprevir (utilizado na forma de glecaprevir hidratado)  100 mg
pibrentasvir  40 mg
excipiente q.s.p. 1 comprimido

Excipientes: copovidona, tocofersolana, dióxido de silício, croscarmelose sódica, estearilfumarato de sódio, monocaprilato de propilenoglicol, hipromelose, lactose1 monoidratada, macrogol, dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE2

INDICAÇÕES

Maviret é destinado ao tratamento da infecção3 crônica pelo vírus4 da hepatite5 C (HCV) genótipos 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 em pacientes sem cirrose6 e com cirrose6 compensada (vide itens “2. RESULTADOS DE EFICÁCIA” e “8. POSOLOGIA E MODO DE USAR”).

RESULTADOS DE EFICÁCIA

A tabela abaixo resume os estudos clínicos conduzidos com Maviret em indivíduos com infecção3 crônica pelo HCV genótipos 1, 2, 3, 4, 5 ou 6. Para a duração recomendada de tratamento, vide item “8. POSOLOGIA E MODO DE USAR”.

Tabela 1. Estudos clínicos conduzidos com Maviret em indivíduos com infecção3 por HCV genótipos 1, 2, 3, 4, 5 ou 6.

Genótipo7 (GT)

Estudo clínico

Resumo do desenho do estudo

Indivíduos nunca tratados e previamente tratados*, sem cirrose6

GT 1

ENDURANCE-1a

Maviret por 8 (n=351) ou 12 semanas (n=352)

SURVEYOR-1

Maviret por 8 semanas (n=34)

GT 2

ENDURANCE-2

Maviret (n=202) ou placebo8 (n=100) por 12 semanas

SURVEYOR-2b

Maviret por 8 (n=199) ou 12 semanas (n=25) 

GT 3

ENDURANCE-3

Maviret por 8 (n=157) ou 12 semanas (n=233) sofosbuvir + daclatasvir por 12 semanas (n=115)

SURVEYOR-2c

Maviret por 8 (apenas pacientes nunca tratados) (n=29) ou 12 (n=76) ou 16 semanas (apenas pacientes previamente tratados - PRS-PT) (n = 22)

GT 4, 5, 6

ENDURANCE-4

Maviret por 12 semanas (n=121)

ENDURANCE-5,6

Maviret por 8 semanas (n=75)

SURVEYOR-1

Maviret por 12 semanas (n=32)

SURVEYOR-2

Maviret por 8 semanas (n=58)

GT 1–6

VOYAGE-1f

Maviret por 8 semanas (GT 1, 2, 4, 5 e 6 e GT 3 nunca tratados) (n=356) ou 16 semanas (GT 3 apenas pacientes previamente tratados - PRS-PT) (n = 6)

Indivíduos nunca tratados e previamente tratados* com cirrose6

GT 1, 2, 4, 5, 6

EXPEDITION-1

Maviret por 12 semanas (n=146)

GT3

SURVEYOR-2d

Maviret por 12 (apenas pacientes nunca tratados) (n=64) ou 16 (apenas pacientes previamente tratados) semanas (n=51)

GT 5, 6

ENDURANCE-5,6

Maviret por 12 semanas (n=9)

GT 1, 2, 3, 4, 5, 6

EXPEDITION-8

Maviret por 8 semanas (n=343) (apenas pacientes nunca tratados)

GT 1–6

VOYAGE-2f

Maviret por 12 semanas (GT 1,2,4,5 e 6 e GT 3 nunca tratados) (n=157) ou 16 semanas (GT 3 apenas pacientes previamente tratados - PRS-PT) (n = 3)

Pacientes com doença renal9 crônica Estágios 4 e 5, com ou sem cirrose6

GT 1–6

EXPEDITION-4

Maviret por 12 semanas (n=104)

Indivíduos previamente tratados com inibidor da NS5A e/ou inibidor de protease, com ou sem cirrose6

GT 1

MAGELLAN-1e

Maviret por 12 (n=25) ou 16 semanas (n=17)

Pacientes com coinfecção por HCV/HIV10-1 com ou sem cirrose6

GT 1–4

EXPEDITION-2

Maviret por 8 (pacientes sem cirrose6) (n=134) ou 12 semanas (pacientes com cirrose6) (n=16)

Pacientes que receberam transplante de fígado11 ou rim12

GT 1–6

MAGELLAN-2

Maviret por 12 semanas (n=100)

Pacientes pediátricos acima de 12 anos com coinfecção por HCV/HIV10-1 com ou sem cirrose6

GT 1–6

DORA- PARTE 1

Maviret por 8 semanas (n=44) ou 16 semanas (n=3)

*Indivíduos previamente tratados incluem tratamento prévio com (peg)IFN, e/ou RBV e/ou sofosbuvir - PRS-PT.

** As durações do tratamento para alguns braços dos estudos mostrados nesta tabela não refletem a dosagem recomendada para os respectivos genótipos, histórico de tratamento anterior e / ou estado de cirrose6. Consulte o item “8. POSOLOGIA E MODO DE USAR” para verificar a dosagem recomendada em pacientes adultos e pediátricos.

a O estudo incluiu 33 indivíduos coinfectados HCV/HIV10-1.

b GT2 no SURVEYOR-2: partes 1 e 2 - Maviret por 8 semanas (n = 54) ou 12 semanas (n = 25); GT2 no SURVEYOR-2 parte 4 - Maviret por 8 semanas (n = 145).

c GT3 sem cirrose6 no SURVEYOR-2 partes 1 e 2 - Maviret por 8 (n = 29) ou 12 semanas (n = 54); GT3 sem cirrose6 no SURVEYOR-2 parte 3 - Maviret por 12 semanas (n = 22) ou 16 semanas (n = 22).

d GT3 com cirrose6 no SURVEYOR-2 parte 2 - Maviret por 12 semanas (n = 24) ou 16 semanas (n = 4); GT3 com cirrose6 no SURVEYOR-2 parte 3 - Maviret por 12 semanas (n = 40) ou 16 semanas (n = 47).

e GT 1 pacientes tratados com inibidor de protease e nunca tratados com NS5A - Maviret (glecaprevir/ pibrentasvir) por 12 semanas, no MAGELLAN-1 parte 1 (n=11) e MAGELLAN-1 parte 2 (n=14); GT 1 pacientes tratados com NS5A e nunca tratados com inibidor de protease - Maviret (glecaprevir/ pibrentasvir) por 16 semanas no MAGELLAN-1 parte 2 (n=17).

f VOYAGE-1 e VOYAGE-2 são estudos regionais asiáticos.

Valores séricos do RNA do HCV foram mensurados durante os estudos clínicos utilizando o teste de HCV, Roche COBAS AmpliPrep/COBAS TaqMan (versão 2.0), com um limite inferior de quantificação (LIQ) de 15 UI/mL (com exceção dos estudos SURVEYOR-1 e SURVEYOR-2 que utilizaram o teste Rocha COBAS TaqMan com PCR13-transcriptase reversa de tempo real (RT-PCR13) versão 2.0 com LIQ de 25 UI/mL). A resposta virológica sustentada (RVS12), definida como RNA e HCV menor do que LIQ 12 semanas após o termino do tratamento, foi o desfecho primário em todos os estudos para determinar a faixa de cura do HCV.

Estudos clínicos em indivíduos adultos nunca tratados (NT) ou previamente tratados (PRS-PT) com ou sem cirrose6

Dos 2409 indivíduos com doença hepática14 compensada (com ou sem cirrose6) nunca antes tratados (NT) ou previamente tratados com combinação de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT), a idade média foi de 53 anos (variação: 19 a 88); 73,3% nunca haviam sido tratados (NT), 26,7% já haviam sido tratados com alguma combinação contendo sofosbuvir, ribavirina e/ou (peg)interferon (PRS-PT); 40,3% apresentavam HCV genótipo7 1; 19,8% apresentavam HCV genótipo7 2; 27,8% apresentavam HCV genótipo7 3; 8,1% apresentavam HCV genótipo7 4; 3,4% apresentavam HCV genótipo7 5–6; 13,1% apresentavam idade ≥ 65 anos; 56,6% eram homens; 6,2% eram negros; 12,3% apresentavam cirrose6; 4,3% apresentavam insuficiência renal15 severa ou doença renal9 em estágio terminal; 20,0% apresentavam índice de massa corporal16 de ao menos 30 kg por m2; 7,7% apresentavam coinfecção por HIV10-1 e os níveis basais medianos de RNA do HCV eram de 6,2 log10 UI/mL.

Indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 1, 2, 4, 5 ou 6

A eficácia de Maviret em indivíduos adultos nunca tratados (NT) ou que haviam sido previamente tratados com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT) com infecção3 crônica por HCV genótipos 1, 2, 4, 5 ou 6 foi demonstrada em nove estudos utilizando durações de 8 ou 12 semanas: ENDURANCE-1, ENDURANCE-2, ENDURANCE-4, SURVEYOR-1 (Parte 2), SURVEYOR (Parte 1, Parte 2, Parte 4), EXPEDITION-1, EXPEDITION-2, EXPEDITION-4 e EXPEDITION-8.

ENDURANCE-1 foi um estudo randomizado17 (1:1) e aberto comparando a eficácia de 8 semanas de tratamento com Maviret versus 12 semanas de tratamento em indivíduos não cirróticos com infecção3 pelo genótipo7 1 com monoinfecção com HCV ou coinfectados com HCV/HIV10-1 (n=33 pacientes). ENDURANCE-2 foi um estudo randomizado17 (2:1) e controlado por placebo8 comparando a segurança de Maviret por 12 semanas versus placebo8 equivalente por 12 semanas em indivíduos não cirróticos com infecção3 pelo genótipo7 2. ENDURANCE-4 foi um estudo de braço único18, aberto, em indivíduos não cirróticos com infecção3 pelos genótipos 4, 5 ou 6. SURVEYOR-2 (Parte 4) incluiu um braço único aberto em pacientes infectados pelos genótipos 2, 4, 5 ou 6 tratados por 8 semanas. EXPEDITION-1 foi um estudo de braço único18 aberto com indivíduos com cirrose6 compensada e infecção3 pelos genótipos 1, 2, 4, 5 ou 6 que receberam tratamento com Maviret por 12 semanas. EXPEDITION-8 foi um estudo de braço único18 aberto em indivíduos nunca tratados com cirrose6 compensada e infecção3 pelos genótipos 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 que receberam tratamento com Maviret por 8 semanas. EXPEDITION-2 foi um estudo aberto, em indivíduos coinfectados com HCV genótipos 1 a 6 com HIV10-1, em que indivíduos sem cirrose6 receberam Maviret por 8 semanas e indivíduos com cirrose6 receberam Maviret por 12 semanas. EXPEDITION-4 foi um estudo de braço único18 aberto em indivíduos infectados com genótipo7 1–6 e com doença renal9 crônica estágios 4 e 5. Além disso, os braços de tratamento de estudos de Fase 2 que investigaram Maviret utilizando glecaprevir 300 mg e pibrentasvir 120 mg uma vez ao dia foram incluídos (SURVEYOR-1 Parte 2 e SURVEYOR-2 Partes 1–2).

Tabela 2. ENDURANCE-1a, SURVEYOR-1, -2 e EXPEDITION-1, 4 e 8: RVS12 em adultos nunca tratados e previamente tratados com (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir com infecção3 pelo genótipo7 1, 2, 4, 5 ou 6 que receberam a duração recomendada.

 

Genótipo7 1^

Genótipo7 2

Genótipo7 4

Genótipo7 5

Genótipo7 6

RVS12 em indivíduos sem cirrose6

8 semanas

99.0%
(383/387)

98.0%
(193/197)

93.5%
(43/46)

100%
(2/2)

90.0%
(9/10)

Resultados para indivíduos sem RVS12

Falha virológica durante o tratamento

0.3%
(1/387)

0%
(0/197)

0%
(0/46)

0%
(0/2)

0%
(0/10)

Recidiva19*

0%
(0/384)

1.0%
(2/195)

0%
(0/45)

0%
(0/2)

0%
(0/10)

Outro**

0.8%
(3/387)

1.0%
(2/197)

6.5%
(3/46)

0%
(0/2)

10%
(1/10)

RVS12 em indivíduos com cirrose6

8 semanas

97.8%
(226/231)

100%
(26/26)

100%
(13/13)

100%
(1/1)

100%
(9/9)

12 semanas

96.7%
(29/30)

100%
(9/9)

100%
(8/8)

---

100%
(1/1)

Resultados para indivíduos sem RVS12

Falha virológica durante o tratamento

0%
(0/261)

0%
(0/35)

0%
(0/21)

0%
(0/1)

0%
(0/10)

Recidiva19*

0.4%
(1/255)

0%
(0/35)

0%
(0/20)

0%
(0/1)

0%
(0/10)

Outro**

1.9%
(5/261)

0%
(0/35)

0%
(0/21)

0%
(0/1)

0%
(0/10)

^ Inclui 33 indivíduos coinfectados com HIV10-1.

* Recidiva19 é definida como RNA de HCV ≥ LIQ após resposta ao final do tratamento entre indivíduos que completaram o tratamento.

** Inclui indivíduos que descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, não acompanhados, ou retirada do indivíduo.

Dos indivíduos infectados pelos genótipos 1, 2, 4, 5 ou 6 com doença renal9 terminal recrutados no estudo EXPEDITION-4, 97,8% (91/93) atingiram RVS12 sem falha virológica.

Indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 1, 2, 4, 5 ou 6 com cirrose6 e que receberam 8 semanas de tratamento com Maviret

A segurança e eficácia de Maviret administrado por 8 semanas em indivíduos adultos com HCV GT 1, 2, 4, 5 ou 6, nunca tratados (NT) anteriormente e com cirrose6 compensada foram avaliados em um estudo aberto, de braço único (EXPEDITION-8). Dos 280 indivíduos tratados, a idade média foi 60 anos (variação: 34 a 88); 81,8% tinham HCV GT 1; 10% tinham HCV GT 2, 4,6% tinham HCV GT 4; 0,4% tinham HCV GT 5; 3,2% tinham HCV GT 6; 60% eram homens; 9,6% eram negros. A taxa geral de RVS12 foi de 98,2% (275/280). Não houve falha virológica.

Estudos em indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 5 ou 6

ENDURANCE-5,6 foi um estudo aberto com 84 indivíduos adultos infectados com HCV GT5 (N = 23) ou GT 6 (N = 61) nunca tratados (TN) ou tratados previamente com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT). Indivíduos sem cirrose6 receberam Maviret por 8 semanas, e os indivíduos com cirrose6 compensada receberam Maviret por 12 semanas.

Dos 84 indivíduos tratados, a idade média foi de 59 anos (variação: 24 a 79); 27% eram infectados pelo genótipo7 5 do HCV, 73% tinham infecção3 pelo genótipo7 6 do HCV; 54% eram mulheres, 30% eram brancos, 68% eram asiáticos; 90% nunca haviam recebido tratamento para HCV; 11% tinham cirrose6 compensada.

A taxa geral de RVS12 foi de 97,6% (82/84). A taxa de RVS12 foi de 95,7% (22/23) para indivíduos infectados com GT5 e de 98,4% (60/61) para indivíduos infectados com GT6. Um indivíduo infectado por GT5 que nunca havia sido tratado, sem cirrose6, apresentou recidiva19, e um indivíduo com GT6 nunca tratado anteriormente e com cirrose6 compensada apresentou falha virológica durante o tratamento.

Indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 3

A eficácia de Maviret em indivíduos com infecção3 pelo HCV genótipo7 3 foi demonstrada nos estudos clínicos ENDURANCE-3 (indivíduos nunca tratados (NT) sem cirrose6), EXPEDITION-8 (indivíduos NT com cirrose6 compensada) e SURVEYOR-2 Parte 3 (indivíduos sem e com cirrose6 e/ou previamente tratados).

Indivíduos com infecção3 por HCV genótipo7 3 também foram incluídos em outros estudos, como os dois estudos regionais asiáticos, VOYAGE-1 e VOYAGE-2.

ENDURANCE-3 foi um estudo parcialmente randomizado20, aberto, controlado por ativo para o tratamento de NT infectados pelo genótipo7 3. Os indivíduos foram randomizados (2:1) para Maviret por 12 semanas ou para combinação de sofosbuvir e daclatasvir por 12 semanas; subsequentemente, o estudo incluiu um terceiro braço (não randomizado20) com Maviret por 8 semanas. EXPEDITION-8 foi um estudo de braço único18, aberto em indivíduos NT com cirrose6 compensada e infecção3 pelos genótipos 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 que receberam tratamento com Maviret por 8 semanas. SURVEYOR-2 Parte 3 foi um estudo aberto, que avaliou a eficácia de Maviret em indivíduos não cirróticos e com cirrose6 compensada previamente tratados (PRS-PT) por 16 semanas Entre os indivíduos previamente tratados (PRS-PT), 46% (42/91) falharam no tratamento prévio com sofosbuvir.

Tabela 3. ENDURANCE-3: RVS12 em adultos nunca tratados (NT), com infecção3 pelo genótipo7 3, sem cirrose6

 

Maviret
(glecaprevir/pibrentasvir) 8 semanas
(N=157)

Maviret
(glecaprevir/pibrentasvir) 12 semanas
(N=233)

SOF+DCV
12 semanas
(N=115)

RVS

94.9% (149/157)

95.3% (222/233)

96.5% (111/115)

 

 

Diferença do tratamento -1.2%; Intervalo de confiança de 95% (-5.6% a 3.1%)

 

Diferença do tratamento -0.4%; Intervalo de confiança de 97.5% (-5.4% a 4.6%)

 

Resultado para indivíduos sem RVS12

Falha virológica durante o tratamento

0.6% (1/157)

0.4% (1/233)

0% (0/115)

Recidiva19a

3.3% (5/150)

1.4% (3/222)

0.9% (1/114)

Outrob 

1.3% (2/157)

3.0% (7/233)

2.6% (3/115)

a Recidiva19 é definida como RNA de HCV ≥ LIQ após resposta ao final do tratamento entre indivíduos que completaram o tratamento.

b Inclui indivíduos que descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, não acompanhados, ou retirada do indivíduo.


Tabela 4. SURVEYOR-2 Parte 3 e EXPEDITION-8: RVS12 em adultos com infecção3 pelo genótipo7 3, com ou sem cirrose6, que receberam a duração recomendada de tratamento.

 

Nunca antes tratados (NT)
com cirrose6

Previamente tratados (PRS-PT)
com ou sem cirrose6

Maviret
(glecaprevir/pibrentasvir)
8 semanas
(N=63)

Maviret
(glecaprevir/pibrentasvir)
16 semanas
(N=69)

RVS

95.2% (60/63)

95.7% (66/69)

Resultado para indivíduos sem RVS12

Falha virológica durante o tratamento

0% (0/63)

1.4% (1/69)

Recidiva19a

1.6% (1/62)

2.9% (2/68)

Outrob

3.2% (2/63)

0% (0/69)

RVS por condição de cirrose6

Sem cirrose6

NA

95.5% (21/22)

Com cirrose6

95.2% (60/63)

95.7% (45/47)

a Recidiva19 é definida como RNA de HCV ≥ LIQ após resposta ao final do tratamento entre indivíduos que completaram o tratamento.

b Inclui indivíduos que descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, não acompanhados, ou retirada do indivíduo.

Dos indivíduos infectados pelo genótipo7 3 com doença renal9 em estágio terminal recrutados no estudo EXPEDITION-4, 100% (11/11) atingiram RVS12.

Indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 3b

GT3b é um subtipo de genótipo7 reportado em um número relativamente pequeno de pacientes infectados por HCV na China e em alguns países do Sul e Sudeste da Ásia, mas raramente fora dessa região. Os estudos VOYAGE-1 e VOYAGE-2 foram conduzidos na China, Cingapura e Coréia do Sul em adultos genótipo7 1–6 do HCV, sem cirrose6 (VOYAGE-1) ou com cirrose6 compensada (VOYAGE-2) nunca antes tratados (TN) ou previamente tratados (PRS-PT). Todos os indivíduos sem cirrose6 ou com cirrose6 compensada receberam 8 ou 12 semanas de Maviret, respectivamente, exceto os indivíduos infectados por GT3, previamente tratados (PRS-PT), que receberam 16 semanas de Maviret. As taxas gerais de RVS12 foram 97,2% (352/362) e 99,4% (159/160) nos estudos VOYAGE-1 e VOYAGE-2, respectivamente.

Entre os indivíduos com GT3b sem cirrose6, foi observada uma taxa RVS12 numericamente mais baixa de 58,3% (7/12) [62,5% (5/8) para indivíduos TN e 50% (2/4) para indivíduos PRS-PT] em comparação com indivíduos GT3a sem cirrose6 (92,9% (13/14)). Três indivíduos com GT3b TN sofreram recidiva19 e 2 indivíduos com GT3b PRS-PT sofreram falha virológica durante o tratamento. Entre os indivíduos com cirrose6 compensada, a taxa geral de RVS12 em indivíduos infectados com GT3b foi de 87,5% (7/8) [85,7% (6/7) em indivíduos TN e 100% (1/1) em indivíduos PRS-PT] e 100% (6/6) para indivíduos infectados com GT3a. Um indivíduo com GT3b TN apresentou recidiva19.

Taxa de RVS12 geral dos estudos clínicos em adultos nunca tratados ou que receberam tratamento, com ou sem cirrose6

Dentre todos os pacientes, com relação a função renal9, estadiamento da cirrose6 ou coinfecção por HIV10- 1, que nunca foram tratados ou previamente tratados com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT) que receberam a duração recomendada do tratamento, 97,5% (1395/1431) atingiram RVS12 geral, enquanto que 0,2% (3/1431) apresentaram falha virológica durante o tratamento e 0,9% (12/1407) apresentaram recidiva19 após o tratamento.

Em indivíduos nunca tratados (NT), sem cirrose6, que receberam a duração de tratamento recomendada de 8 semanas, 97,5% (749/768) alcançaram RVS12, enquanto que 0,1% (1/768) teve falha virológica durante o tratamento e 0,7% (5/755) tiveram recidiva19 pós-tratamento.

Em indivíduos que receberam tratamento com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT), sem cirrose6, que receberam a duração de tratamento recomendada, 98,2% (215/219) alcançaram RVS12, enquanto 0,5% (1/219) teve falha virológica em tratamento e 1,4% (3/218) apresentaram recidiva19 pós-tratamento.

Nos indivíduos que nunca foram tratados ou previamente tratados com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT) com cirrose6 compensada que receberam a duração de tratamento recomendada, 97,1% (431/444) alcançaram RVS12 (dentre os quais 97,7% [335/343] de indivíduos nunca tratados atingiram RVS12), enquanto que 0,2% (1/444) apresentou falha virológica em tratamento e 0,9% (4/434) apresentou recidiva19 pós-tratamento.

Estudos clínicos em indivíduos adultos previamente tratados com inibidores de NS5A e/ou de protease com ou sem cirrose6

MAGELLAN-1 foi um estudo randomizado17, de múltiplas partes, aberto em 141 indivíduos com infecção3 pelos genótipos 1 ou 4 que apresentaram falha para regime anteriores contendo inibidores de NS5A e/ou de NS3/4A. A Parte 1 (n=50) foi um estudo randomizado17 que explorou 12 semanas de 300 ou 200 mg de glecaprevir e 120 ou 80 mg de pibrentasvir, com e sem ribavirina (apenas dados de 300 mg de glecaprevir mais 120 mg de pibrentasvir sem ribavirina foram incluídos na análise). A Parte 2 (n=91) randomizou indivíduos com infecção3 pelos genótipos 1 ou 4, com ou sem cirrose6, para 12 ou 16 semanas de tratamento com Maviret.

Dos 42 indivíduos infectados pelo genótipo7 1, tratados nas Partes 1 e 2 do estudo, que haviam sido previamente tratados apenas com inibidores de NS5A (tratados por 16 semanas) ou com inibidores de protease NS3/4A (tratados por 12 semanas), a idade média foi de 58 anos (variação: 34 a 70 anos); 40% haviam sido tratados com inibidores de NS5A, 60% haviam sido previamente tratados apenas com inibidores de protease; 24% apresentavam cirrose6; 19% apresentavam idade ≥ 65 anos, 69% eram do sexo masculino; 26% eram negros; 43% apresentavam índice de massa corporal16 ≥ 30 kg/m2; 67% apresentavam níveis basais de RNA de HCV de pelo menos 1.000.000 UI por mL; 79% apresentavam infecção3 pelo genótipo7 do subtipo 1a, 17% apresentavam infecção3 pelo genótipo7 do subtipo 1b e 5% apresentavam infecção3 por genótipos não 1a/1b.

Devido às elevadas taxas de falha virológica e resistência aos tratamentos emergentes, os dados gerados não suportam o tratamento de pacientes infectados pelo genótipo7 1 do HCV, que tenham sido previamente tratados pelas duas classes de medicamentos, inibidores de protease NS3/4A e inibidores NS5A.

Tabela 5. MAGELLAN-1: RVS12 em adultos previamente tratados com inibidor de NS5A ou inibidores de protease NS3/4A com ou sem cirrose6 compensada que receberam a duração recomendada do tratamento. 

 

RVS de indivíduos tratados apenas com inibidores de protease1
(virgens de tratamento para inibidor de NS5A)

RVS de indivíduos tratados apenas com inibidor de NS5A2
(virgens de tratamento para inibidor de protease)

Maviret
(glecaprevir/pibrentasvir)
12 semanas
(n=25)

Maviret
(glecaprevir/pibrentasvir)
16 semanas
(n=17)

RVS12

92% (23/25)

94% (16/17)

Resultados para pacientes21 que não apresentaram RVS12

Falha virológica durante o tratamento

0/25

6% (1/17)

Recidiva19

0/25

0/16

Outros3

8% (2/25)

0/17

1 Incluem pacientes que foram tratados com um regime contendo um inibidor de protease NS3/4A (simeprevir com sofosbuvir, ou simeprevir, boceprevir, ou telaprevir com interferon peguilado e ribavirina) e sem tratamento prévio com um inibidor NS5A.

2 Incluem pacientes que foram tratados previamente com um regime contendo um inibidor NS5A (ledipasvir com sofosbuvir ou daclatasvir com interferon peguilado e ribavirina) e que nunca haviam sido tratados com um inibidor de protease NS3/4A.

3 Incluem pacientes que descontinuaram o tratamento devido a eventos adversos, perda de monitoramento ou desistência do paciente.

Estudo clínico em receptores de transplante de fígado11 ou rim12

MAGELLAN-2 foi um estudo aberto, de braço único, realizado em 100 pacientes adultos que receberam transplante de fígado11 ou rim12, infectados por HCV genótipos 1 a 6, sem cirrose6, tratados com Maviret por 12 semanas. O estudo incluiu pacientes que nunca foram tratados ou que foram previamente tratados com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir, com exceção dos indivíduos infectados por genótipo7 3, os quais nunca haviam recebido tratamento prévio.

Dos 100 indivíduos tratados, a idade mediana foi de 60 anos (intervalo: 39 a 78); 57% tinham o genótipo7 1 do HCV, 13% tinham o genótipo7 2 do HCV, 24% tinham o genótipo7 3 do HCV, 4% tinham o genótipo7 4 do HCV, 2% tinham o genótipo7 6 do HCV; 75% eram do sexo masculino; 8% eram negros; 80% dos indivíduos eram pacientes transplantados de fígado11 e 20% eram pacientes transplantados de rim12. Os imunossupressores permitidos para coadministração foram ciclosporina ≤ 100 mg, tacrolimo, sirolimo, everolimo, azatioprina, ácido micofenólico, prednisona e prednisolona.

A taxa geral de RVS12 em indivíduos transplantados foi de 98,0% (98/100). Houve um caso de recidiva19, e nenhuma falha virológica em tratamento.

Pacientes adultos coinfectados com HCV/HIV10-1 com ou sem cirrose6

EXPEDITION-2 foi um estudo aberto conduzido em 153 pacientes coinfectados com HCV/HIV10-1. Pacientes não cirróticos receberam Maviret por 8 semanas e indivíduos com cirrose6 foram tratados com Maviret por 12 semanas. O estudo incluiu pacientes que nunca haviam recebido tratamento para HCV e pacientes que foram previamente tratados com (peg)IFN, (peg)IFN ± ribavirina, ou sofosbuvir + ribavirina ± (peg)IFN, com exceção de indivíduos infectados por HCV genótipo7 3, os quais eram todos virgens de tratamento. Para pacientes21 virgens de tratamento para HIV10, o critério de inclusão foi a contagem de CD4 ≥ 350 células22/mm3. Para pacientes21 em tratamento estável com antirretroviral, o critério de inclusão foi a carga viral indetectável.

Dos 153 pacientes tratados, a idade média era de 45 anos (intervalo: 23 a 74), 97 apresentavam infecção3 pelo genótipo7 1, 10 pelo genótipo7 2, 26 pelo genótipo7 3, 17 pelo genótipo7 4, 3 pelo genótipo7 6, 10,5% apresentavam cirrose6, 83,7% eram do sexo masculino e 16,3% eram negros. 94,1% receberam terapia antirretroviral para o tratamento de HIV10, 5,9% nunca haviam recebido tratamento com antirretrovirais e 86,9% apresentavam contagem de células22 CD4 ≥ 350 células22/mm3. Os antirretrovirais para tratamento do HIV10 previstos nos protocolos de estudos foram TDF (tenofovir), TAF (tenofovir alafenamida), ABC (abacavir), 3TC (lamivudina), FTC (entricitabina), RAL (raltegravir), DTG (dolutegravir), RPV (rilpivirina) e EVG (elvitegravir)/COBI (cobicistate).

A presença de coinfecção pelo HIV10-1 não afetou a eficácia. Em um estudo dedicado de coinfectados com HIV10-1 (EXPEDITION-2), a taxa de RVS12 em indivíduos coinfectados com HCV/HIV10-1 foi de 98% (150/153) com 1 (uma) falha virológica. Entre os indivíduos sem cirrose6 que receberam 8 semanas de Maviret, a taxa total de RVS12 foi de 99,3% (136/137), 99,1% (110/111) para indivíduos nunca tratados e 100% (26/26) para indivíduos previamente tratados com combinações de (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir (PRS-PT). Um indivíduo apresentou falha virológica e nenhum apresentou recidiva19.

A taxa de RVS12 entre os indivíduos coinfectados com HCV/HIV10-1 dos estudos ENDURANCE-1 e EXPEDITION-2, que não haviam recebido tratamento prévio ou que haviam recebido tratamento com PRS, conforme duração de tratamento recomendada foi de 98,2% (165/168).

Pacientes idosos

Os estudos clínicos de Maviret incluíram 328 pacientes com idade igual ou maior que 65 anos (13,8% do número total de pacientes nos estudos clínicos de Fase 2 e 3). As taxas de respostas observadas nos pacientes com idade ≥ 65 anos (97,9%) foram similares àquelas dos pacientes com idade < 65 anos (97,3%) entre os grupos de tratamento.

Usuários de Drogas Injetáveis (UDI) e aqueles em Tratamento Assistido por Medicamentos (TAM) para transtorno de uso de opioides

A eficácia de Maviret em UDI e aqueles em TAM com infecção3 por HCV GT 1–6 é baseada em dados de estudos de Fase 2 e 3 de adultos e adolescentes nos quais 62 indivíduos foram identificados como UDI atual/recente (definido como auto relato de uso de drogas injetáveis nos últimos 12 meses antes de iniciar Maviret [glecaprevir/pibrentasvir]), 959 indivíduos foram identificados como ex-UDI (definido como auto relato de uso de drogas injetáveis por mais de 12 meses antes de iniciar Maviret [glecaprevir/pibrentasvir]) e 3.282 indivíduos não relataram uso de drogas injetáveis (não UDI); 225 indivíduos relataram o uso concomitante de TAM para transtorno de uso de opioides e 4.098 indivíduos não relataram uso de TAM.

A taxa geral de RVS12 foi de 97,8% (4.147/2.241) em indivíduos ex-UDI/não UDI e 88,7% (55/62) em indivíduos UDI atual/recente; A diferença entre os dois grupos foi primariamente devido a dados faltantes no momento da janela de mensuração da RVS12 no grupo UDI atual/recente. Contudo, as taxas de falha virológica foram similares em ambos os grupos: 1,6% (1/62) nos indivíduos UDI atual/recente e 1,2% (50/4.241) em indivíduos ex-UDI/não UDI.

As taxas de RVS12 também foram similares entre indivíduos em TAM (95,6% [215/225] e aqueles em não TAM (97,7% [4.002/4.098]), com baixas taxas de falha virológica em ambos os grupos, 0,4% (1/225) e 1,3% (52/4.098), respectivamente.

Pacientes pediátricos acima de 12 anos (adolescentes)

DORA parte 1 foi um estudo aberto conduzido para avaliação da segurança e eficácia em adolescentes acima de 12 anos tratados com Maviret por 8, 12 ou 16 semanas. 47 indivíduos foram admitidos no DORA (parte 1). A idade média foi de 14 anos (intervalo: 12 a 17); 79% apresentavam HCV genótipo7 1, 6% HCV genótipo7 2, 9% HCV genótipo7 3, 6% apresentavam HCV genótipo7 4; 55% eram mulheres; 11% eram negros; 77% nunca haviam recebido tratamento para HCV; 23% dos pacientes já haviam sido tratados anteriormente com interferon; 4% eram coinfectados com HIV10; nenhum apresentava cirrose6; o peso médio dos indivíduos era 59 kg (intervalo: 32 a 109 kg). A taxa de RVS12 foi de 100% (47/47). Nenhum indivíduo apresentou falha virológica.

Durabilidade da Resposta Virológica Sustentada

Em um estudo de acompanhamento de longa duração (M13–576), 99,5% (374/376) dos indivíduos adultos que atingiram RVS12 em estudos clínicos anteriores do Maviret mantiveram a RVS até a última visita de acompanhamento (duração mediana de acompanhamento: 35,5 meses), incluindo todos os 87 indivíduos que foram tratados com regime de 8 semanas de Maviret. Dentre os 2 indivíduos que não mantiveram RVS, um indivíduo que foi infectado por uma agulha contaminada ou uso de droga injetável apresentou uma recaída tardia 390 dias após as 12 semanas de tratamento com Maviret; O outro indivíduo apresentou reinfecção com um genótipo7 diferente de HCV 191 dias após as 16 semanas de tratamento com Maviret.

Referências bibliográficas

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CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Maviret é um comprimido de combinação em dose fixa contendo os ativos glecaprevir e pibrentasvir, para administração via oral.

glecaprevir: o nome químico do glecaprevir é (3aR,7S,10S,12R,21E,24aR)-7-terc-butil-N-{(1R,2R)-2- (difluorometil)-1-[(1-metilciclopropano-1-sulfonil)carbamoil]ciclopropil}-20,20-difluoro-5,8-dioxo- 2,3,3a,5,6,7,8,11,12,20,23,24a-dodecahidro-1H,10H-9,12-metanociclopenta[18,19][1,10,17,3,6]trioxadiazaciclononadecino[11,12-b]quinoxalina-10-carboxamida hidratada.

Sua fórmula molecular é C38H46F4N6O9S (anidra) e o peso molecular do ativo é de 838,87 g/mol (anidra). O glecaprevir é um pó cristalino23 branco a quase branco com solubilidade menor do que 0,1 a 0,3 mg/mL na variação de pH de 2 a 7 em 37ºC e é praticamente insolúvel em água mas é moderadamente solúvel em etanol. O glecaprevir apresenta a seguinte estrutura molecular:

pibrentasvir: o nome químico do pibrentasvir é metil {(2S,3R)-1-[(2S)-2-{5-[(2R,5R)-1-{3,5- difluoro-4-[4-(4-fluorofenil)piperidin-1-il]fenil}-5-(6-fluoro-2-{(2S)-1-[N-(metóxicarbonil)-O-metil-L- treonil]pirrolidin-2-il}-1H-benzimidazol-5-il)pirrolidin-2-il]-6-fluoro-1H-benzimidazol-2-il}pirrolidin- 1-il]-3-metóxi-1-oxobutan-2-il}carbamato.

Sua fórmula molecular é C57H65F5N10O8 e o peso molecular do ativo é 1113,18 g/mol. O pibrentasvir é um pó cristalino23 branco a quase branco a amarelo claro com solubilidade menor do que 0,1 mg/mL na variação de pH de 1 a 7 a 37ºC e é praticamente insolúvel em água mas livremente solúvel em etanol. O pibrentasvir apresenta a seguinte estrutura molecular:

Propriedades farmacodinâmicas

Mecanismo de ação: Maviret é uma combinação em dose fixa de dois agentes antivirais pangenotípicos de ação direta, glecaprevir (inibidor da protease24 NS3/4A) e pibrentasvir (inibidor de NS5A), que atuam em múltiplas etapas do ciclo de vida viral do HCV (vide item “Microbiologia”).

Efeitos no eletrocardiograma25: o efeito de glecaprevir (até 600 mg) com pibrentasvir (até 240 mg) no intervalo QTc foi avaliado durante um estudo de QT controlado por ativo (moxifloxacino, 400 mg). A 20 vezes de glecaprevir e 5 vezes de pibrentasvir acima das concentrações terapêuticas, a combinação de glecaprevir e pibrentasvir não prolongou o intervalo QTc.

Propriedades farmacocinéticas

As propriedades farmacocinéticas dos componentes de Maviret em indivíduos saudáveis são apresentadas na tabela abaixo (Tabela 6). Com base na análise da farmacocinética da população, o estado de equilíbrio médio dos parâmetros farmacocinéticos de glecaprevir e pibrentasvir em pacientes infectados por HCV sem cirrose6 é fornecido na Tabela 7.

Tabela 6. Propriedades farmacocinéticas dos componentes de Maviret em indivíduos saudáveis.

 

glecaprevir

pibrentasvir

Absorção

Tmáx (h)a

5,0

5,0

Efeito da alimentação (em relação ao jejum)b

↑ 83–163%

↑ 40–53%

Distribuição

% Ligação a proteínas26 plasmáticas humanas

97,5

>99,9

Proporção sangue27:plasma28

0,57

0,62

Metabolismo29

Metabolismo29

secundário, CYP3A

Nenhum

Eliminação

Principal via de eliminação

biliar-fecal

biliar-fecal

t1/2 (h)

6

13

% da dose excretada na urina30c

0,7

0

% da dose excretada nas fezesc

92,1

96,6

a Tmáx mediano seguido de doses únicas de glecaprevir e pibrentasvir em indivíduos saudáveis.
b Exposições sistêmicas médias com alimentação com moderado a alto teor de gordura31.
c Administração de dose única de glecaprevir[14C] ou pibrentasvir[14C] em estudos de balanço de massa.


Tabela 7. Parâmetros farmacocinéticos de estado de equilíbrio de glecaprevir e pibrentasvir seguido da administração de Maviret em indivíduos infectados pelo HCV sem cirrose6.

Parâmetros farmacocinéticos

glecaprevir

pibrentasvir

Cmáx (ng/mL)a

597 (150)

110 (49)

AUC3224,ss (ng h/mL)a

4800 (198)

1430 (63)

a Média geométrica (%CV) de valores de Cmáx e AUC3224,ss individualmente estimados.

Em relação aos indivíduos saudáveis (N=230), Cmax de glecaprevir foi 51% mais baixa e AUC3224,ss foi similar (10% de diferença) em indivíduos infectados pelo HCV sem cirrose6; Cmax e AUC3224,ss de pibrentasvir foram 63% e 34% mais baixos, respectivamente.

Populações especiais

Raça/etnia: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário com base na raça ou etnia.

Gênero/peso: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário com base no sexo ou peso corporal.

Pacientes pediátricos: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário em adolescentes a partir de 12 anos. A exposição de glecaprevir e pibrentasvir em adolescentes foi comparável àquela dos estudos de fase 2/3 em adultos. A farmacocinética de glecaprevir e pibrentasvir não foi estabelecida em crianças menores de 12 anos.

Pacientes idosos: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário para pacientes21 idosos. A análise da farmacocinética populacional em pacientes infectados pelo HCV demonstrou que dentre a variação de idade avaliada (12 a 88 anos), a idade não apresentou efeito clinicamente relevante na exposição ao glecaprevir ou pibrentasvir.

Insuficiência renal15: os valores de AUC32 de glecaprevir e pibrentasvir foram ≤ 56% maiores em indivíduos não infectados com HCV com insuficiência renal15 leve, moderada, severa ou com doença renal9 em estágio terminal que não estavam sob diálise33 em comparação a indivíduos com a função renal9 normal. As AUCs de glecaprevir e pibrentasvir foram similares com ou sem diálise33 (≤ 18% de diferença) em pacientes dependentes de diálise33 não infectados pelo HCV. Na análise farmacocinética populacional de indivíduos infectados pelo HCV, valores de AUC32 86% e 54% maiores de glecaprevir e pibrentasvir, respectivamente, foram observados em pacientes com doença renal9 terminal, com ou sem diálise33, em comparação a indivíduos com função renal9 normal.

De forma geral, as alterações nas exposições de Maviret em indivíduos infectados pelo HCV com insuficiência renal15 com ou sem diálise33 não foram clinicamente relevantes.

Insuficiência hepática34: na dose clínica, em comparação a indivíduos não infectados por HCV com função hepática14 normal, a AUC32 de glecaprevir foi 33% maior em indivíduos com Child-Pugh A, 100% maiores em indivíduos com Child-Pugh B, e aumentou para 11 vezes em indivíduos com Child-Pugh C. A AUC32 do pibrentasvir foi similar em indivíduos com Child-Pugh A, 26% maior em indivíduos com Child-Pugh B, e 114% maior em indivíduos com Child-Pugh C.

A análise farmacocinética da população demonstrou que após a administração de Maviret em indivíduos infectados por HCV com cirrose6 compensada, a exposição do glecaprevir foi de aproximadamente 2 vezes e a exposição do pibrentasvir foi similar aos indivíduos infectados pelo HCV não cirróticos.

Interações medicamentosas

Os estudos de interação medicamentosa foram realizados com glecaprevir/pibrentasvir e outros medicamentos que provavelmente serão coadministrados com glecaprevir/pibrentasvir e com medicamentos geralmente utilizados como provas para interações farmacocinéticas. As Tabelas 8 e 9 resumem os efeitos farmacocinéticos quando glecaprevir/pibrentasvir foi administrado concomitantemente a outros medicamentos que apresentaram alterações clínicas potencialmente relevantes.

Tabela 8. Interações medicamentosas: alterações nos parâmetros farmacocinéticos de glecaprevir ou pibrentasvir na presença de medicamentos coadministrados.

Medicamento coadministrado

Posologia do medicamento coadministrado (mg)

Posologia de glecaprevir/pibrentasvir
(mg)

N

DAA

Razão do Valor Central
(IC 90%)

Cmax

AUC32

Cmin

carbamazepina

200 duas vezes ao dia

300/120

dose única

10

glecaprevir

0,33 (0,27, 0,41)

0,34 (0,28, 0,40)

--

pibrentasvir

0,50 (0,42, 0,59)

0,49 (0,43, 0,55)

--

rifampicina

600
(primeira dose)

300/120
dose única

12

glecaprevir

6,52 (5,06, 8,41)

8,55 (7,01, 10,4)

--

pibrentasvir

--

600
uma vez ao dia

300/120
dose únicaa

 

12

glecaprevir

0.14 (0.11, 0.19)

0.12 (0.09, 0.15)

--

pibrentasvir

0.17 (0.14, 0.20)

0.13 (0.11, 0.15)

--

ciclosporina

100
dose única

300/120
dose única

12

glecaprevir b

1,30 (0,95, 1,78)

1,37 (1,13, 1,66)

1,34 (1,12, 1,60)

pibrentasvir

1,26 (1,15, 1,37)

400
dose única

300/120
dose única

11

glecaprevir

4,51 (3,63, 6,05)

5,08 (4,11, 6,29)

--

pibrentasvir

1,93 (1,78, 2,09)

--

atazanavir (ATZ) + ritonavir (RTV)

ATZ 300 + RTV 100
uma vez ao dia

300/120
uma vez ao dia c

 

12

glecaprevir

≥ 4,06 (3,15, 5.23)

≥ 6,53 (5,24, 8,14)

≥ 14,3 (9,85, 20,7)

pibrentasvir

≥ 1,29 (1,15, 1,45)

≥ 1,64 (1,48, 1,.82)

≥ 2,29 (1,95, 2,68)

darunavir (DRV) + RTV

 

DRV 800 + RTV 100
uma vez ao dia

300/120
uma vez ao dia

8

glecaprevir

3,09 (2,26, 4,20)

4,97 (3,62, 6,84)

8,24 (4,40, 15,4)

pibrentasvir

1,66 (1,25, 2,21)

lopinavir/ ritonavir

400/100
duas vezes ao dia

300/120
uma vez ao dia

9

glecaprevir

2,55 (1,84, 3,52)

4,38 (3,02, 6,36)

18,6 (10,4, 33,5)

pibrentasvir

1,40 (1,17, 1,67)

2,46 (2,07, 2,92)

5,24 (4,18, 6,58)

↔ = Sem alteração (razão do valor central 0.80 a 1.25)

a Efeito da rifampicina sobre glecaprevir e pibrentasvir 24 horas após dose final de rifampicina.

b Pacientes transplantados infectados com HCV que receberam doses de ciclosporina de 100 mg ou menos por dia apresentaram exposições a glecaprevir 2,4 vezes maiores que aqueles que não receberam ciclosporina.

c Efeito do atazanavir e ritonavir sobre a primeira dose de glecaprevir e pibrentasvir é reportado.

 

Tabela 9. Interações medicamentosas: parâmetros farmacocinéticos para medicamentos coadministrados na presença da combinação de glecaprevir/pibrentasvir.

Medicamento coadministrado

Posologia do medicamento coadministrado (mg)

Posologia de glecaprevir/pibrentasvir (mg)

N

Razão do Valor Central
(IC 90%)

Cmáx

AUC32

Cmín

digoxina

0.5
dose única

400/120
uma vez ao dia

12

1,72 (1,45, 2,04)

1,48 (1,40, 1,57)

--

dabigatrana

etexilato de dabigatrana 150 dose única

300/120
uma vez ao dia

11

2,05 (1,72, 2,44)

2,38 (2,11, 2,70)

--

pravastatina

10
uma vez ao dia

400/120
uma vez ao dia

12

2,23 (1,87, 2,65)

2,30 (1,91, 2,76)

--

rosuvastatina

5
uma vez ao dia

400/120
uma vez ao dia

11

5,62 (4,80, 6,59)

2,15 (1,88, 2,46)

--

atorvastatina

10
uma vez ao dia

400/120
uma vez ao dia

11

22,.0 (16,4, 29,6)

8,28 (6,06, 11,3)

--

lovastatina

lovastatina 10
uma vez ao dia

300/120
uma vez ao dia

12

1,70 (1,40, 2,06)

--

Metabólito35 da lovastatina
lovastatina ácida

5,73 (4,65, 7,07)

4,10 (3,45, 4,87)

--

sinvastatina

sinvastatina 5 
uma vez ao dia

300/120
uma vez ao dia

12

1,99 (1,60, 2,48)

2,32 (1,93, 2,79)

--

Metabólito35 da sinvastatina
sinvastatina ácida

10,7 (7,88, 14,6)

4,48 (3,11, 6,46)

--

etinilestradiol (EE)

EE/ norgestimato 35 µg/250 µg
uma vez ao dia

300/120
uma vez ao dia

 

11

1,31 (1,24, 1,38)

1,28 (1,23, 1,32)

1,38 (1,25, 1,52)

norgestrel

1,54 (1,34, 1.76)

1,63 (1,50, 1,76)

1,75 (1,62, 1,89)

norgestromina

1,44 (1,34, 1,54)

1,45 (1,33, 1,58)

etinilestradiol

EE/ levonorgestrel 20 µg/100 µg
uma vez ao dia

300/120
uma vez ao dia

12

1,30 (1,18, 1,44)

1,40 (1,33, 1,48)

1,56 (1,41, 1,72)

norgestrel

1,37 (1,23, 1,52)

1,68 (1,57, 1,80)

1,77 (1,58, 1,98)

↔ = Sem alteração (Razão do valor central 0.80 a 1.25)

Microbiologia

Mecanismo de ação:

  • glecaprevir: o glecaprevir é um inibidor pangenotípico da protease NS3/4A de HCV, a qual é necessária para clivagem proteolítica da poliproteína codificada do HCV (em formas maduras das proteínas26 NS3, NS4A, NS4B, NS5A e NS5B) e essencial para replicação viral. Em um ensaio bioquímico, glecaprevir inibiu a atividade proteolítica de enzimas NS3/4A recombinantes de isolados clínicos de HCV genótipos 1a, 1b, 2a, 2b, 3a, 4a, 5a e 6a, com valores de IC50 de 3,5 a 11,3 nM.
  • pibrentasvir: pibrentasvir é um inibidor pangenotípico da NS5A de HCV, a qual é essencial para replicação do RNA viral e montagem do vírion. O mecanismo de ação do pibrentasvir foi caracterizado com base na atividade antiviral em culturas celulares e estudos de mapeamento de resistência ao fármaco36.

Atividade antiviral

Os valores de EC50 de glecaprevir e pibrentasvir contra replicons de longa extensão ou quiméricos que codificam NS3 ou NS5A de cepas37 de laboratórios são apresentadas na tabela a seguir:

Tabela 10. Atividade de glecaprevir e pibrentasvir contra replicons de linhas celulares de HCV genótipos 1–6.

Subtipo de HCV

EC50 glecaprevir, nM

EC50 pibrentasvir, nM

1a

0,85

0,0018

1b

0,94

0,0043

2a

2,2

0,0023

2b

4,6

0,0019

3a

1,9

0,0021

4a

2,8

0,0019

5a

ND

0,0014

6a

0,86

0,0028

ND = não disponível

Os valores de EC50 de glecaprevir e pibrentasvir contra replicons quiméricos que codificam NS3 ou NS5A de isolados clínicos são apresentados a seguir:

Tabela 11. Atividade de glecaprevir e pibrentasvir contra replicons transientes contendo NS3 ou NS5A de isolados clínicos de HCV genótipos 1–6.

 

glecaprevir

pibrentasvir

Subtipo de HCV

Número de isolados clínicos

EC50 mediana, nM
(variação)

Número de isolados clínicos

EC50 mediana, nM
(variação)

1a

11

0,08
(0,05–0,12)

11

0,0009
(0,0006–0,0017)

1b

9

0,29
(0,20–0,68)

8

0,0027
(0,0014–0,0035)

2a

4

1,6
(0,66–1,9)

6

0,0009
(0,0005–0,0019)

2b

4

2,2
(1,4–3,2)

11

0,0013
(0,0011–0,0019)

3a

2

2,3
(0,71–3,8)

14

0,0007
(0,0005–0,0017)

4a

6

0,41
(0,31–0,55)

8

0,0005
(0,0003–0,0013)

4b

ND

ND

3

0,0012
(0,0005–0,0018)

4d

3

0,17
(0,13–0,25)

7

0,0014
(0,0010–0,0018)

5a

1

0,12

1

0,0011

6a

ND

ND

3

0,0007
(0,0006–0,0010)

6e

ND

ND

1

0,0008

6p

ND

ND

1

0,0005

ND= não disponível

Atividade in vitro combinada: a avaliação da combinação de glecaprevir e pibrentasvir demonstrou não haver antagonismo na atividade antiviral nos ensaios de replicons do HCV genótipo7 1 em cultura celular.

Resistência

Em cultura celular:

Substituições de aminoácidos em NS3 ou NS5A selecionadas em culturas celulares ou importantes para a classe de inibidores foram fenotipicamente caracterizadas em replicons.

Substituições importantes para a classe de inibidores de protease de HCV nas posições 36, 43, 54, 55, 56, 155, 166 ou 170 em NS3 não impactaram a atividades de glecaprevir. Substituições de aminoácidos na posição 168 em NS3 não apresentou impacto no genótipo7 2, enquanto algumas substituições na posição 168 reduziram a suscetibilidade ao glecaprevir em até 55 vezes (genótipos 1, 3, 4), ou reduziram a suscetibilidade em > 100 vezes (genótipo7 6). Algumas substituições na posição 156 reduziram a suscetibilidade ao glecaprevir (genótipos 1 a 4) em > 100 vezes. Substituições na posição de aminoácido 80 não reduziram a suscetibilidade ao glecaprevir com exceção para Q80R no genótipo7 3a, a qual reduziu a suscetibilidade ao glecaprevir em 21 vezes.

Substituições isoladas importantes para a classe de inibidores de NS5A nas posições 24, 28, 30, 31, 58, 92 ou 93 em NS5A em genótipos 1 a 6 não impactaram a atividade de pibrentasvir. Especificamente no genótipo7 3a, A30K ou Y93H não impactou a atividade de pibrentasvir. Algumas combinações de substituições nos genótipos 1a e 3a (incluindo A30K + Y93H no genótipo7 3a) demonstraram reduções na suscetibilidade ao pibrentasvir. No replicon do genótipo7 3b, a presença de polimorfismos de ocorrência natural K30 e M31 em NS5A reduziu a suscetibilidade ao pibrentasvir em 24 vezes em relação à atividade do pibrentasvir no replicon do genótipo7 3a.

Em estudos clínicos

Estudos em indivíduos que nunca foram tratados e indivíduos previamente tratados com (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir, com ou sem cirrose6:

Vinte e dois dos aproximadamente 2300 indivíduos tratados com Maviret por 8, 12 ou 16 semanas nos estudos de registro de Fase 2 e 3 apresentaram falha virológica (2 com infecção3 pelo genótipo7 1, 2 pelo genótipo7 2, 18 infectados pelo genótipo7 3).

Dentre os 2 indivíduos infectados pelo genótipo7 1 que apresentaram falha virológica, um apresentou substituições emergentes do tratamento A156V em NS3 e Q30R/L31M/H58D em NS5A e um apresentou Q30R/H58D (enquanto Y93N estava presente no momento basal e após tratamento) em NS5A.

Dos 2 indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 2, nenhuma substituição emergente do tratamento foi observada em NS3 ou NS5A (o polimorfismo M31 em NS5A estava presente no momento basal e após tratamento nos dois indivíduos).

Entre os 18 indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 3, tratados com Maviret por 8, 12 ou 16 semanas que apresentaram falha virológica, substituições emergentes do tratamento em NS3 Y56H/N, Q80K/R A156G ou Q168L/R foram observadas em 11 indivíduos. A166S ou Q168R estavam presentes no momento basal e após tratamento em 5 indivíduos.

Substituições emergentes do tratamento em NS5A M28G, A30G/K, L31F, P58T ou Y93H foram observadas em 16 indivíduos, e 13 indivíduos apresentaram A30K (n=9) ou Y93H (n=5) no momento basal e após o tratamento.

Estudos em indivíduos com ou sem cirrose6 que foram previamente tratados com inibidores de protease NS3/4A e/ou NS5A

Dez dos 113 indivíduos tratados com Maviret no estudo MAGELLAN 1 por 12 ou 16 semanas apresentaram falha virológica.

Dos 10 indivíduos infectados pelo HCV genótipo7 1 com falha virológica, substituições emergentes do tratamento em NS3 V36A/M, R155K/T, A156G/T/V ou D168A/T foram observadas em 7 indivíduos. Cinco dos 10 indivíduos apresentaram combinações de V36M, Y56H, R155K/T ou D168A/E em NS3 no momento basal e após o tratamento. Todos os indivíduos infectados pelo genótipo7 1 com falha virológica apesentaram uma ou mais substituições basais em NS5A L/M28M/T/V, Q30E/G/H/K/L/R, L31M, deleção de P32, H58C/D ou Y93H com substituições adicionais emergentes do tratamento em NS5A M28A/G, P29Q/R, Q30K, H58D ou Y93H observadas em 7 dos indivíduos no momento da falha.

Efeitos dos polimorfismos de aminoácidos de HCV na resposta ao tratamento: uma análise agrupada de indivíduos que nunca foram tratados e que foram previamente tratados com (peg)interferon, ribavirina e/ou sofosbuvir que receberam Maviret nos estudos clínicos de Fase 2 e 3 foi realizada para avaliar a associação entre polimorfismos basais e resultados do tratamento e para descrever as substituições observadas na falha virológica. Polimorfismos basais referentes a uma sequência de referência de subtipo específico nas posições de aminoácidos 155, 156 e 168 em NS3, e 24, 28, 30, 31, 58, 92 e 93 em NS5A foram avaliados e a um limite de detecção de 15% por sequenciamento de próxima geração. Polimorfismos basais em NS3 foram detectados em 1,1% (9/845), 0,8% (3/398), 1,6% (10/613), 1,2% (2/164), 41,9% (13/31) e 2,9% (1/34) dos indivíduos com infecção3 pelo HCV genótipos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, respectivamente. Polimorfismos basais em NS5A foram detectados em 26,8% (225/841), 79,8% (331/415), 22,1% (136/615), 49,7% (80/161), 12,9% (4/31) e 54,1% (20/37) dos indivíduos com infecção3 pelos genótipos 1, 2, 3, 4, 5 e 6, respectivamente.

  • Genótipos 1, 2, 4, 5 e 6: polimorfismos basais nos genótipos 1, 2, 4, 5 e 6 não impactaram o resultado do tratamento.
  • Genótipo7 3: dos 313 indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 3 que receberam o tratamento recomendado, polimorfismos basais em NS3 não impactaram o resultado do tratamento. Todos os indivíduos [100% (15/15)] com Y93H em NS5A no momento basal atingiram RVS12. Entre os indivíduos que receberam o tratamento recomendado, 77% (17/22) com A30K em NS5A basal atingiram RVS12. Dentre os indivíduos infectados pelo genótipo7 3 com cirrose6 compensada que receberam o tratamento recomendado, 100% (21/21) que apresentaram polimorfismo basal em NS5A atingiram RVS12.

Resistência cruzada: dados in vitro indicam que a maioria das substituições associadas à resistência em NS5A nas posições de aminoácidos 24, 28, 30, 31, 58, 92 ou 93 que conferem resistência ao ombitasvir, daclatasvir, ledipasvir, elbasvir ou velpatasvir permaneceram suscetíveis ao pibrentasvir. O glecaprevir foi totalmente ativo contra substituições associadas à resistência em NS5A, enquanto o pibrentasvir foi totalmente ativo contra substituições associadas à resistência em NS3. Os dois ativos, glecaprevir e pibrentasvir, foram totalmente ativos contra substituições associadas à resistência aos inibidores nucleotídeos e não nucleotídeos de NS5B.

No estudo MAGELLAN-1, indivíduos que falharam à terapia anterior com inibidores de protease NS3/4A e NS5A foram tratados com Maviret por 12 ou 16 semanas. As sequências basais foram analisadas por sequenciamento de próxima geração com limite de detecção de 15%. Um ou mais dos seguintes polimorfismos NS3 foram detectados no basal do estudo em 16% (17/105) dos indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 1: R155K/T (n=8) ou D168A/E/N/T/V (n=10). Uma ou mais das substituições a seguir em NS5A foram detectadas em 60% (63/105) dos indivíduos com infecção3 pelo genótipo7 1: K24Q/R (n=4), L/M28A/M/T/V (n=11), Q/R30E/G/H/K/L/Q/R (n=29), L31I/M/V (n=14), H/P/58C/D/P/Q/S/T/Y (n=17), A92E/T (n=2) ou Y93H/N/S (n=23).

Dos 23 indivíduos previamente tratados com inibidor de protease que nunca foram tratados com inibidores de NS5A e que receberam 12 semanas do tratamento, 2 indivíduos apresentaram polimorfismos em NS3 somente, NS5A somente ou NS3+NS5A; todos os 23 indivíduos atingiram RVS12. Dentre os 32 indivíduos previamente tratados com inibidores de NS5A (com ou sem experiência prévia com inibidor de protease) que receberam 16 semanas de tratamento, as taxas de RVS12 foram 100% (1/1), 95,0% (19/20), 25,0% (1/4) e 100% (7/7) dos indivíduos com polimorfismos basais apenas em NS3, apenas em NS5A, NS3+NS5A, ou sem polimorfismos basais em NS3 ou NS5A, respectivamente.

CONTRAINDICAÇÕES

Maviret é contraindicado em pacientes com insuficiência hepática34 grave (Child-Pugh C) (vide item “3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”) e com atazanavir e rifampicina (vide item “3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Risco de reativação do vírus4 da hepatite5 B (HBV): casos de reativação do vírus4 da hepatite5 B (HBV), incluindo alguns casos que resultaram em falência hepática14 ou morte, têm sido reportados durante o tratamento com agentes antivirais de ação direta contra o vírus4 da hepatite5 C (HCV) em pacientes coinfectados com HBV e HCV. A reativação do HBV é caracterizada por um aumento abrupto na replicação deste vírus4, que é manifestado como um aumento nos níveis séricos de DNA do HBV. Em pacientes com infecção3 por HBV resolvida (HBsAg negativo e anti-HBc positivo), o reaparecimento de HBsAg pode ocorrer. A reativação de HBV é frequentemente seguida por níveis anormais dos testes de lesão38 hepática14, ou seja, aumento dos níveis de aminotransferase e/ou bilirrubina39.

Uma triagem de HBV deve ser realizada em todos os pacientes antes do início do tratamento. Pacientes coinfectados com HBV e HCV, incluindo aqueles com infecção3 passada por HBV, estão sob risco de reativação de HBV e devem ser monitorados e gerenciados de acordo com as práticas clínicas atuais.

Potenciais efeitos do clearance do HCV devido agentes antivirais de ação direta – Efeito da Classe Terapêutica40:

Os pacientes podem apresentar melhora da função hepática14 com o tratamento para HCV resultando em uma melhora no metabolismo29 da glicose41 pelo fígado11. Em pacientes diabéticos, isso pode levar a um melhor controle da glicose41. Casos raros de hipoglicemia42 sintomática43 foram relatados com o uso de agentes antivirais de ação direta para tratamento de HCV. Dessa forma, recomenda-se monitorar cuidadosamente os níveis de glicose41 no sangue27 em pacientes diabéticos para determinar se o ajuste de dose da medicação antidiabética é necessário.

Cuidados e advertências para populações especiais:

Pacientes com insuficiência hepática34: Maviret não é recomendado para pacientes21 com insuficiência hepática34 (Child-Pugh B).

Uso por idosos: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário para pacientes21 idosos. Em estudos clínicos de Maviret, 328 indivíduos apresentavam idade igual ou superior a 65 anos e 47 indivíduos apresentavam idade igual ou superior a 75 anos. Nenhuma diferença na segurança ou eficácia foi observada entre os pacientes idosos e indivíduos mais jovens, e outras experiências clínicas reportadas não identificaram diferenças nas respostas entre pacientes idosos e mais jovens.

População pediátrica: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário em adolescentes a partir de 12 anos. A exposição de glecaprevir e pibrentasvir em adolescentes foi comparável àquela dos estudos de fase 2/3 em adultos. A farmacocinética de glecaprevir e pibrentasvir não foi estabelecida em crianças menores de 12 anos.

Gravidez44 e Lactação45

Os dados sobre o uso de glecaprevir e pibrentasvir por mulheres grávidas são limitados ou não existem.

Em estudos de reprodução46 animal, não foram observados efeitos adversos no desenvolvimento quando componentes de Maviret foram administrados separadamente durante a organogênese em exposições até 53 e 0,07 vezes (ratos e coelhos, respectivamente; glecaprevir) ou 51 e 1,5 vezes (camundongos e coelhos, respectivamente; pibrentasvir) as exposições em humanos na dose recomendada. Não houve efeito com nenhum dos componentes em estudos de desenvolvimento peri/pós-natal de roedores nos quais as exposições sistêmicas (AUC32) maternas ao glecaprevir e pibrentasvir foram de aproximadamente 47 e 74 vezes, respectivamente, às exposições humanas na dose recomendada.

A toxicidade47 materna em coelhos não permitiu a avaliação de glecaprevir em exposições clínicas. Como medida de precaução, não se recomenda o uso de Maviret durante a gravidez44.

De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas, este medicamento apresenta categoria de risco B: os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação45: não se sabe se glecaprevir ou pibrentasvir são excretados no leite humano. Dados farmacocinéticos disponíveis em animais demonstraram haver excreção de glecaprevir e pibrentasvir no leite. Um risco para recém-nascidos não pode ser excluído. Deve ser decidido descontinuar o aleitamento ou descontinuar/restringir Maviret levando em consideração o benefício do aleitamento materno48 à criança e o benefício da terapia para a mãe.

Fertilidade: não estão disponíveis dados sobre o efeito de glecaprevir e/ou pibrentasvir sobre a fertilidade.

Não foram observados efeitos na ninhada, fertilidade da fêmea ou macho, ou desenvolvimento embrionário inicial em roedores nas maiores doses testadas. Exposições sistêmicas (AUC32) ao glecaprevir e pibrentasvir foram aproximadamente 63 e 102 vezes maiores, respectivamente, às exposições em humanos nas doses recomendadas.

Carcinogênese e mutagênese: glecaprevir e pibrentasvir não foram genotóxicos em uma série de testes in vitro e in vivo incluindo mutagenicidade bacteriana, aberrações cromossômicas utilizando linfócitos de sangue27 periférico de humanos e ensaio in vivo de micronúcleo de roedores.

Estudos de carcinogenicidade com glecaprevir e pibrentasvir não foram conduzidos, uma vez que não houve achados significativos nos estudos de genotoxicidade ou estudos de toxicidade47 geral, e a duração de tratamento ideal para a combinação proposta de glecaprevir e pibrentasvir é inferior a 6 meses.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

Maviret não influencia na capacidade de conduzir ou operar máquinas.

Informações importantes sobre um dos componentes do medicamento

Atenção diabéticos: contém AÇÚCAR49. Este medicamento contém LACTOSE1.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Potencial para Maviret afetar outros medicamentos:

O glecaprevir e pibrentasvir são inibidores da glicoproteína (P-gp), proteína de resistência ao câncer50 de mama51 (BCRP), e polipeptídeo de transporte orgânico aniônico (OATP) 1B1/3. A coadministração com Maviret pode aumentar a concentração plasmática de medicamentos que são substratos de P-gp, BCRP, OATP1B1 ou OATP1B3. O glecaprevir e pibrentasvir são inibidores fracos do citocromo P450 (CYP) 3A, CYP1A2 e uridina glucoronosidiltransferase (UGT) 1A1. Não são esperadas interações significativas quando Maviret é coadministrado com substratos de CYP3A, CYP1A2, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, UGT1A1 ou UGT1A4.

Se Maviret for coadministrado com antagonistas da vitamina52 K, recomenda-se monitorar de perto o exame de coagulação53 INR (International Normalized Ratio, INR – padrão internacional no qual a coagulação53 pode ser comparada), devido a possíveis alterações da função hepática14 durante o tratamento com Maviret.

Potencial para outros medicamentos afetarem Maviret

O glecaprevir e pibrentasvir são substratos de P-gp e/ou BCRP. O glecaprevir é um substrato de OATP1B1/3. A administração concomitante de Maviret com medicamentos inibidores hepáticos de P-gp, BCRP ou OATP1B1/3 pode aumentar as concentrações plasmáticas de glecaprevir e/ou pibrentasvir.

A coadministração de Maviret com medicamentos que induzem P- gp/CYP3A pode diminuir a concentração plasmática de glecaprevir/pibrentasvir.

Interações medicamentosas estabelecidas e potenciais

A Tabela 12 apresenta os efeitos da coadministração de Maviret nas concentrações de medicamentos administrados concomitantemente e o efeito destes fármacos coadministrados em glecaprevir e pibrentasvir [vide item “3. CONTRAINDICAÇÕES” para medicamentos que são contraindicados com Maviret]. Todos os estudos de interação foram realizados em pacientes adultos.

Tabela 12. Interações medicamentosas potencialmente significativas identificadas em estudos de interações medicamentosas que podem requerer alteração de dose.

Classe de medicamentos concomitantes: ativos

Efeito na concentração

Comentários clínicos

Antiarrítmicos

digoxina

↑ digoxina

A dose de digoxina deve ser reduzida em 50% quando administrada concomitantemente a Maviret.

Anticoagulantes54

etexilato de dabigatrana

↑ dabigatrana

A administração concomitante não é recomendada.

Anticonvulsivantes

carbamazepina

↓ glecaprevir

↓ pibrentasvir

A coadministração pode levar à diminuição do efeito terapêutico de Maviret e não é recomendada.

Medicamentos contendo etinilestradiol

Medicamentos contendo etinilestradiol como contraceptivos orais combinados

↔ glecaprevir

↔ pibrentasvir

A administração concomitante de Maviret com medicamentos contendo etinilestradiol pode aumentar o risco de elevação da ALT e não é recomendada.

Fitoterápicos

erva-de-São-João (Hypericum perforatum)

↓ glecaprevir

↓ pibrentasvir

A coadministração pode reduzir o efeito terapêutico de Maviret e não é recomendada.

Agentes antivirais-HIV10

darunavir

lopinavir

ritonavir

↑ glecaprevir

↑ pibrentasvir

A coadministração não é recomendada.

efavirenz

↓ glecaprevir

↓ pibrentasvir

A coadministração pode levar a uma redução do efeito terapêutico de Maviret (glecaprevir/pibrentasvir) e não é recomendada.

Inibidores da HMG-CoA redutase

pravastatina

rosuvastatina

↑ pravastatina

↑ rosuvastatina

A dose de pravastatina deve ser reduzida em 50% e a dose de rosuvastatina não deve exceder 10 mg por dia quando administradas juntamente a Maviret.

atorvastatina

lovastatina

sinvastatina

↑ atorvastatina

↑ lovastatina

↑ sinvastatina

O uso concomitante não é recomendado. Considerar alternativas terapêuticas como pravastatina ou rosuvastatina.

Imunossupressores

ciclosporina

↑ glecaprevir

↑ pibrentasvir

Maviret não é recomendado para uso em pacientes que requerem doses estáveis de ciclosporina > 100 mg/dia.

↑= aumento; ↓= diminuição; ↔= sem efeito.

Vide também item “3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS” Tabelas 8 e 9.

Medicamentos sem interações clinicamente significativas com Maviret

Nenhum ajuste de dose é necessário quando Maviret é coadministrado com os seguintes medicamentos: abacavir, anlodipino, buprenorfina, cafeína, dextrometorfano, dolutegravir, elvitegravir/cobicistate, entricitabina, felodipino, lamivudina, lamotrigina, losartana, metadona, midazolam, naloxona, noretindrona ou outros contraceptivos contendo apenas progestina, omeprazol, raltegravir, rilpivirina, sofosbuvir, tacrolimo, tenofovir alafenamida, fumarato de tenofovir desoproxila, tolbutamida e valsartana.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Maviret deve ser mantido em temperatura ambiente (15–30°C). Nestas condições, o medicamento apresenta 36 meses de validade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

O comprimido revestido de liberação imediata contendo 100 mg de glecaprevir e 40 mg de pibrentasvir é apresentado como um comprimido de coloração rosa, revestido, oblongo, biconvexo, com gravação “NXT” em um dos lados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

As tabelas abaixo (Tabelas 13 e 14) apresentam a duração de tratamento recomendada de Maviret para pacientes21 adultos e pediátricos acima de 12 anos, com base na população de pacientes com monoinfecção por HCV e pacientes coinfectados HCV GT1–4/HIV10-1 com doença hepática14 compensada (com ou sem cirrose6) e com ou sem insuficiência renal15 incluindo pacientes que recebem diálise33.

Tabela 13. Duração de tratamento recomendada para pacientes21 que nunca foram tratados anteriormente.

População de pacientes

Duração de tratamento recomendada

Sem cirrose6

Com cirrose6 (Child-Pugh A)

Genótipos 1, 2, 3, 4, 5, 6

8 semanas

Incluindo pacientes coinfectados com HIV10 e HCV genótipos 1 a 4.


Tabela 14. Duração de tratamento recomendada para pacientes21 previamente tratados.

População de pacientes

Duração de tratamento recomendada

Sem cirrose6

Com cirrose6 (Child-Pugh A)

Genótipos 1, 2, 4, 5 e 6
Previamente tratados com PR e/ou R e/ou SOFa

8 semanas

12 semanas

Genótipo7 1
Previamente tratados com inibidores de NS3/4Ab

12 semanas

Genótipo7 1
Previamente tratados com inibidores de NS5Ac

16 semanas

Genótipo7 3
Previamente tratados com PR e/ou R e/ou SOFa

Incluindo pacientes coinfectados com HIV10 e HCV genótipos 1, 2 e 4.

a pacientes previamente tratados com regimes contendo (peg)interferon, ribavirina e / ou sofosbuvir (PR, SOF + PR, SOF + R), mas sem experiência de tratamento prévio com um inibidor de protease NS3/4A de HCV ou inibidor de NS5A de HCV.

b pacientes previamente tratados com regimes contendo SMV + SOF ou SMV + PR ou BOC + PR ou TPV + PR.

c pacientes previamente tratados com regimes contendo DCV + SOF, DCV + PR ou LDV + SOF.

PR = (peg)interferon + ribavirina; SOF = sofosbuvir; R = ribavirina; SMV = simeprevir; TPV = telaprevir; BOC = boceprevir; DCV = daclatasvir; LDV = ledipasvir.

Dose de Maviret recomendada para adultos e pacientes pediátricos acima de 12 anos: Maviret é um comprimido de dose fixa de glecaprevir e pibrentasvir.

A dose oral recomendada de Maviret é de 3 comprimidos (300 mg glecaprevir / 120 mg pibrentasvir) por dia, ao mesmo tempo, administrados com alimentação (vide item “3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).

A duração do tratamento para adultos e pacientes pediátricos acima de 12 anos está descrita nas tabelas 13 e 14 acima.

Dosagens especiais

Pacientes com insuficiência renal15: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário para pacientes21 com qualquer grau de insuficiência renal15 incluindo pacientes em diálise33 (vide item “3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).

Pacientes com insuficiência hepática34: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário em pacientes com insuficiência hepática34 leve (Child-Pugh A). Maviret não é recomendado para pacientes21 com insuficiência hepática34 moderada (Child-Pugh B) e é contraindicado para pacientes21 com insuficiência hepática34 grave (Child- Pugh C) (vide itens “4. CONTRAINDICAÇÕES” e “3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).

Uso por idosos: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário para pacientes21 idosos. Em estudos clínicos de Maviret, 328 indivíduos apresentavam idade igual ou superior a 65 anos e 47 indivíduos apresentavam idade igual ou superior a

75 anos. Nenhuma diferença na segurança ou eficácia foi observada entre os pacientes idosos e indivíduos mais jovens, e outras experiências clínicas reportadas não identificaram diferenças nas respostas entre pacientes idosos e mais jovens.

População pediátrica: nenhum ajuste de dose de Maviret é necessário em adolescentes a partir de 12 anos. A exposição de glecaprevir e pibrentasvir em adolescentes foi comparável àquela dos estudos de fase 2/3 em adultos. A farmacocinética de glecaprevir e pibrentasvir não foi estabelecida em crianças menores de 12 anos.

Pacientes com transplante de fígado11 ou rim12: Maviret pode ser utilizado por 12 semanas em pacientes que receberam transplante de fígado11 ou rim12. Um tratamento com duração de 16 semanas deve ser considerado para pacientes21 transplantados para os quais uma duração maior de tratamento é atualmente indicada para não transplantados (vide Tabela 14 do item “9. POSOLOGIA E MODO DE USAR” e item “2. RESULTADOS DE EFICÁCIA”).

Pacientes coinfectados pelos vírus4 da hepatite5 C genótipos 1 a 4 e HIV10-1: siga as recomendações de posologia presente nas Tabelas 13 e 14. Para recomendações de administração concomitante a agentes antirretrovirais para o HIV10, consulte a seção “6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”.

Se o paciente se esquecer de tomar a dose de Maviret no período de 18 horas do horário em que normalmente administra o medicamento, o paciente deve ser aconselhado a tomá-lo assim que possível, com alimentação, e tomar a dose seguinte em seu horário usual.

Caso o paciente se esqueça de tomar a dose por mais de 18 horas, o paciente deve ser aconselhado a NÃO tomar a dose esquecida e administrar a dose seguinte em seu horário usual.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

A avaliação de segurança de Maviret em indivíduos com doença hepática14 compensada (com ou sem cirrose6) é derivada dos estudos de registro de Fase 2 e 3 que avaliaram aproximadamente 2300 pacientes adultos infectados por HCV genótipo7 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 que receberam Maviret por 8, 12 ou 16 semanas.

A proporção geral de indivíduos que descontinuaram permanentemente o tratamento em decorrência de reações adversas foi de 0,1% dos pacientes que receberam Maviret.

Nos estudos clínicos de Fase 2 e 3, a reação adversa (evento adverso considerado como possivelmente relacionado pelo investigador) mais comum (ocorreu em mais de 10% dos pacientes) foram cefaleia55 e fadiga56 em pacientes tratados com Maviret por 8, 12 ou 16 semanas.

As reações adversas observadas com frequência igual ou maior que 5% nos pacientes que receberam Maviret por 8, 12 ou 16 semanas foram cefaleia55 (13,2%), fadiga56 (11,4%) e náusea57 (7,6%). As reações adversas são listadas por frequência definidas como muito comum (> 1/10), comum (>1/100 a ≤1/10), incomum (>1/1000 a ≤1/100), rara (>1/10000 a ≤1/1000) ou muito rara (≤1/10000):

Reação muito comum (> 1/10): fadiga56, cefaleia55.

Reação comum (>1/100 a ≤1/10): náusea57.

Nos pacientes que receberam Maviret e que apresentaram reações adversas, 80% apresentaram reações de gravidade leve (grau 1). No estudo controlado por placebo8, as reações adversas ocorreram com frequência similar nos indivíduos tratados por placebo8 e nos pacientes tratados com Maviret. No estudo controlado por ativo, as reações adversas ocorreram com frequência similar nos pacientes tratados com sofosbuvir e daclatasvir em comparação aos pacientes tratados com Maviret.

Não houve diferença na segurança geral para pacientes21 que receberam Maviret por 8, 12 ou 16 semanas. O tipo e gravidade das reações em pacientes com cirrose6 foram comparáveis ao observado em pacientes sem cirrose6. O perfil de segurança global em pacientes coinfectados HCV/HIV10-1 foi similar ao observado em pacientes monoinfectados por HCV.

Reações adversas em pacientes adultos com insuficiência renal15 severa incluindo pacientes sob diálise33:

A segurança de Maviret em pacientes com doença renal9 crônica (estágios 4 ou 5 incluindo pacientes em diálise33) com infecção3 por HCV genótipos 1, 2, 3, 4, 5 ou 6 com doença hepática14 compensada (com ou sem cirrose6) foi avaliada em 104 indivíduos (EXPEDITION-4). As reações adversas mais comuns em pacientes tratados com Maviret por 12 semanas foram prurido58 e fadiga56. As reações adversas observadas com frequência igual ou maior que 5% nos pacientes que receberam o tratamento com Maviret por 12 semanas foram prurido58 (17,3%), fadiga56 (11,5%), náusea57 (8,7%), astenia59 (6,7%) e cefaleia55 (5,8%).

Abaixo constam as reações adversas que ocorreram com frequência igual ou maior que 5% em pacientes que receberam Maviret por 12 semanas. As reações adversas são listadas por frequência definidas como muito comum (> 1/10), comum (>1/100 a ≤1/10), incomum (>1/1000 a ≤1/100), rara (>1/10000 a ≤1/1000) ou muito rara (≤1/10000):

Reação muito comum (>1/10): prurido58, fadiga56.

Reação comum (> 1/100 a ≤1/10): náusea57, astenia59, cefaleia55.

Nos pacientes tratados com Maviret e que relataram uma reação adversa, 55% apresentaram reações de gravidade leve. Nenhum paciente apresentou reações adversas graves. A proporção de indivíduos que descontinuou permanentemente o tratamento devido à ocorrência de reações adversas foi de 1,9%.

Reações adversas em pacientes com transplante de fígado11 ou rim12:

A segurança de Maviret foi avaliada em 100 pacientes que realizaram transplante de fígado11 ou rim12 com infecção3 crônica por HCV genótipos 1, 2, 3, 4 ou 6 sem cirrose6 (MAGELLAN-2). O perfil geral de segurança em pacientes transplantados foi comparável ao observado em indivíduos nos estudos de Fase 2 e 3. As reações adversas observadas em 5% ou mais dos indivíduos que receberam Maviret durante 12 semanas foram dor de cabeça60 (17%), fadiga56 (16%), náusea57 (8%) e prurido58 (7%). Em indivíduos tratados com Maviret que relataram uma reação adversa, 81% apresentaram reações adversas de gravidade leve. Dois por cento dos indivíduos sofreram uma reação adversa séria, e nenhum indivíduo interrompeu permanentemente o tratamento devido a reações adversas.

Reações adversas em Usuários de Drogas Injetáveis (UDI) e aqueles em Tratamento Assistido por Medicamentos (TAM) para transtorno de uso de opioides

A segurança de Maviret em UDI e aqueles em TAM com infecção3 por HCV GT 1- 6 é baseada em dados de estudos clínicos de Fase 2 e 3 nos quais 62 indivíduos identificados como UDI atual/recente (definido como auto relato de uso de drogas injetáveis nos últimos 12 meses antes do início do Maviret [glecaprevir/pibrentasvir]), 959 indivíduos identificados como ex-UDI (definido como auto relato de uso de drogas injetáveis por mais de 12 meses antes do início do Maviret [glecaprevir/pibrentasvir]), e 3.282 indivíduos não relataram uso de drogas injetáveis(não UDI); 225 indivíduos relataram o uso concomitante de TAM para transtorno de uso de opioides e 4.098 indivíduos não relataram uso de TAM.

A segurança geral de Maviret foi similar entre indivíduos que se auto identificaram como UDI atual/recente, ex-UDI e aqueles que não relataram histórico de uso de drogas injetáveis. A segurança de Maviret também se mostrou similar entre indivíduos que relataram uso concomitante de TAM para transtorno de uso de opioides e aqueles que não relataram uso de TAM.

Reações adversas em pacientes adolescentes (crianças acima de 12 anos):

A segurança de Maviret em indivíduos adolescentes (crianças acima de 12 anos) infectados pelo vírus4 da hepatite5 C GT 1–6 é baseada nos dados obtidos através do estudo de fase 2/3, aberto, que avaliou 47 pacientes entre 12 e menores que 18 anos, sob tratamento com Maviret por 8 a 16 semanas (DORA parte 1). As reações adversas observadas foram comparáveis às observadas nos estudos clínicos realizados em adultos.

Alterações laboratoriais:

Elevações de bilirrubina39 sérica

Elevações da bilirrubina39 total de pelo menos 2x o limite superior da normalidade (LSN), relacionadas à inibição dos transportadores e metabolismo29 de bilirrubina39 mediadas pelo glecaprevir, foram observadas em 1% dos indivíduos. As elevações da bilirrubina39 foram assintomáticas, transitórias e tipicamente ocorreram precocemente durante o tratamento. As elevações de bilirrubina39 foram predominantemente indiretas e não associadas a elevações da ALT.

Experiência pós comercialização:

As seguintes reações adversas foram identificadas durante o uso após a aprovação de Maviret (glecaprevir/ pibrentasvir). Como essas reações são relatadas voluntariamente em uma população de tamanho incerto, nem sempre é possível estimar com confiança a sua frequência ou estabelecer uma relação causal com a exposição ao medicamento.

Distúrbios do sistema imunológico61: angioedema62.

Distúrbios da pele63 e tecidos subcutâneos: prurido58.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no portal da Anvisa.

SUPERDOSE

A maior dose documentada administrada em pacientes voluntários sadios foi de 1200 mg uma vez ao dia durante 7 dias para glecaprevir e 600 mg uma vez ao dia por 10 dias para pibrentasvir. No caso de superdosagem, o paciente deve ser monitorado para quaisquer sinais64 e sintomas65 de toxicidade47. O tratamento sintomático66 apropriado deve ser instituído imediatamente. O glecaprevir e pibrentasvir não são significativamente removidos por hemodiálise67.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

MS: 1.9860.0013
Farm. Resp.: Carlos E. A. Thomazini - CRF-SP nº 24762

Fabricado por:
Fournier Laboratories Ireland Ltd. Cork – Irlanda

Embalado por:
AbbVie GmbH & Co. KG Ludwigshafen – Alemanha

Importado por:
AbbVie Farmacêutica Ltda.
Av. Guido Caloi, 1935, 1º andar, Bloco C – São Paulo - SP
CNPJ: 15.800.545/0001–50


SAC 0800 022 2843

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
4 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
5 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
6 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
7 Genótipo: Composição genética de um indivíduo, ou seja, os genes que ele tem.
8 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
9 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
10 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
11 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
12 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
13 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
14 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
15 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
16 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
17 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
18 Estudo de braço único: É aquele no qual todos os participantes participam recebendo a mesma intervenção. Neste tipo de estudo não há comparação de um grupo com outro grupo.
19 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
20 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
21 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
22 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
23 Cristalino: 1. Lente gelatinosa, elástica e convergente que focaliza a luz que entra no olho, formando imagens na retina. A distância focal do cristalino é modificada pelo movimento dos músculos ciliares, permitindo ajustar a visão para objetos próximos ou distantes. Isso se chama de acomodação do olho à distância do objeto. 2. Diz-se do grupo de cristais cujos eixos cristalográficos são iguais nas suas relações angulares gerais constantes 3. Diz-se de rocha constituída quase que totalmente por cristais ou fragmentos de cristais 4. Diz-se do que permite que passem os raios de luz e em consequência que se veja através dele; transparente. 5. Límpido, claro como o cristal.
24 Inibidor da protease: Alguns vírus como o HIV e o vírus da hepatite C dependem de proteases (enzimas que quebram ligações peptídicas entre os aminoácidos das proteínas) no seu ciclo reprodutivo, pois algumas proteínas virais são codificadas em uma longa cadeia peptídica, sendo libertadas por proteases para assumir sua conformação ideal e sua função. Os inibidores da protease são desenvolvidos como meios antivirais, pois impedem a correta estruturação do RNA viral.
25 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
26 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
27 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
28 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
29 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
30 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
31 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
32 AUC: A área sob a curva ROC (Receiver Operator Characteristic Curve ou Curva Característica de Operação do Receptor), também chamada de AUC, representa a acurácia ou performance global do teste, pois leva em consideração todos os valores de sensibilidade e especificidade para cada valor da variável do teste. Quanto maior o poder do teste em discriminar os indivíduos doentes e não doentes, mais a curva se aproxima do canto superior esquerdo, no ponto que representa a sensibilidade e 1-especificidade do melhor valor de corte. Quanto melhor o teste, mais a área sob a curva ROC se aproxima de 1.
33 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
34 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
35 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
36 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
37 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
38 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
39 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
40 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
41 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
42 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
43 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
44 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
45 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
46 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
47 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
48 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
49 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
50 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
51 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
52 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
53 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
54 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
55 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
56 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
57 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
58 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
59 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
60 Cabeça:
61 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
62 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
63 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
64 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
65 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
66 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
67 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.

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