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Mylanta Plus
(Bula do profissional de saúde)

JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA

Atualizado em 03/02/2021

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Mylanta® Plus
hidróxido de alumínio + hidróxido de magnésio + simeticona
Suspensão oral

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Suspensão oral nos sabores menta e morango
Frasco com 240 mL

USO ORAL
USO ADULTO E PEDIÁTRICO ACIMA DE 12 ANOS.

COMPOSIÇÃO:

Cada mL de Mylanta® Plus contém:

hidróxido de alumínio gel seco (equivalente a 61,2 mg de hidróxido de alumínio) 80 mg
hidróxido de magnésio 80 mg
simeticona 6 mg
veículo q.s.p. 1 mL

Excipientes (sabor menta): ácido cítrico, água purificada, aroma natural de hortelã, essência de limão, metilparabeno, propilparabeno, sacarina1 sódica di-hidratada e sorbitol2 solução 70%
Excipientes (sabor morango): ácido cítrico, água purificada, aroma artificial de morango, vermelho de ponceau, metilparabeno, propilparabeno, sacarina1 sódica di-hidratada e sorbitol2 solução 70%

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSINAIS DE SAÚDE3

INDICAÇÕES

Este medicamento é indicado para o alívio sintomático4 da acidez estomacal, azia5 e má digestão6 associadas ao diagnóstico7 de úlcera péptica8, gastrite9, esofagite10 péptica e hérnia11 de hiato e também para o alívio dos sintomas12 provocados por gases.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Sherbaniuk et al1 monitorou, em um estudo duplo-cego13, a cicatrização e alívio dos sintomas12 em 38 pacientes com úlcera gástrica14 tratados por 6 semanas com cimetidina e antiácido15 (hidróxido de alumínio / hidróxido de magnésio / simeticona). No grupo de antiácido15 5 pacientes foram retirados do estudo por motivo de dor, desvio de protocolo e efeitos colaterais16. Todos os pacientes do grupo de cimetidina completaram o estudo. Antiácido15 na dose de 10 mL administrado 4 vezes ao dia é comparável com cimetidina 300 mg administrado 4 vezes ao dia no alívio dos sintomas12 de úlcera gástrica14 benigna.

Priebe et al2 avaliou a capacidade de proteção gástrica em um grupo de 75 pacientes doentes com risco de hemorragia17 aguda no trato gastrintestinal superior18 randomizados em 2 grupos, o primeiro grupo, com 38 pacientes que receberam cimetidina e o segundo com 37 pacientes que receberam antiácido15 (hidróxido de alumínio / hidróxido de magnésio / simeticona). Em 7/38 pacientes do grupo de cimetidina ocorreu hemorragia17 gastrintestinal superior, não ocorrendo em nenhum paciente do grupo de antiácido15 (p < 0,01). Concluiu-se que o antiácido15 é a melhor escolha para evitar este tipo de hemorragia17.

Poleski e Spanier3 avaliaram em um estudo randomizado19 a eficácia de cimetidina versus antiácido15 (hidróxido de alumínio / hidróxido de magnésio / simeticona) na prevenção de erosão causada por stress em 44 pacientes. Todos os pacientes foram examinados por endoscopia20 72 horas após o tratamento. Grau 3 ou 4 de erosão ocorreram em 5/21 pacientes tratados com cimetidina e 8/16 pacientes tratados com antiácido15 (p > 0,05). O pH gástrico >4 foi mantido em 79,5% do tempo pela cimetidina e 97,9% do tempo pelo antiácido15 (p < 0,001). Cimetidina e antiácido15 são equivalentes na prevenção de erosão por stress, enquanto que antiácido15 é superior em número de horas no controle de pH.

Decktor et al4 em um estudo cruzado, duplo-cego comparou os efeitos de doses únicas orais de 2 antiácidos21 (hidróxido de alumínio associado com hidróxido de magnésio e outro contendo carbonato de cálcio) e placebo22 sobre o pH esofágico e gástrico em 83 indivíduos com azia5. Os pacientes receberam os medicamentos 1 hora após a refeição. O início da ação do hidróxido de alumínio/magnésio foi mais rápido em 41, mais lento em 13 e idêntico em 29 pacientes em relação ao carbonato de cálcio. Ambas as formulações antiácida aumentaram significativamente o pH esofágico em comparação ao placebo22. A duração de ação de hidróxido de alumínio/magnésio no esôfago23 foi de 82 min e 60 min para carbonato de cálcio (p < 0,05). No estômago24, apenas hidróxido de alumínio / hidróxido de magnésio aumenta o pH gástrico em comparação ao placebo22, com duração de ação de 26 min. Estes resultados demonstraram a eficácia e relativa superioridade de hidróxido de alumínio / hidróxido de magnésio em comparação com o carbonato de cálcio no aumento do pH esofágico e gástrico. No entanto, a magnitude e duração de ação de ambos os antiácidos21 no pH esofágico, em contraste com efeitos mínimos no pH gástrico, sugeriram fortemente que o esôfago23 é o principal local de atividade antiácida no alívio da azia5.

Referências bibliográficas

  1. Sherbaniuk, R.W., Wensel, R.H., Bailey, R.J., Kirdeikis, P., Fisher, D., Thomson, A.B. Comparative study of cimetidine and Mylanta II in the 6-week treatment of gastric ulcer. Journal of clinical gastroenterology; Jun(7);3;211–5, 1985.
  2. Priebe, H.J., Skillman, J.J., Bushnell, L.S., Long, P.C., Silen, W. Antacid versus cimetidine in preventing acute gastrointestinal bleeding. A randomized trial in 75 critically ill patients. The New England journal of medicine; Feb(302);8;426–30, 1980.
  3. Poleski, M.H., Spanier, A.H. Cimetidine versus antacids in the prevention of stress erosions in critically ill patients. The American journal of gastroenterology; Feb(81);2;107–11, 1986.
  4. Decktor, D.L., Robinson, M., Maton, P.N., Lanza, F.L., Gottlieb, S. Effects of Aluminum/Magnesium
  5. Hydroxide and Calcium Carbonate on Esophageal and Gastric pH in Subjects with Heartburn. Am J Ther. Aug;2(8):546–552, 1995.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Mylanta® Plus é um medicamento com atividade antiácida, contendo ainda simeticona, um fármaco25 de ação antiflatulenta. A combinação de hidróxido de alumínio e hidróxido de magnésio permite a neutralização da acidez gástrica26 para o alívio da dispepsia27, refluxo gastroesofágico28 e doença péptica ulcerosa. Além das suas propriedades antiácidas, o íon29 alumínio tem ação constipante intestinal, atribuída à sua propriedade adstringente. Essa ação é contrabalançada pelo efeito laxativo30 osmótico31 do íon29 magnésio e a associação a simeticona é importante no tratamento da flatulência e alívio dos sintomas12 causados pelo refluxo.

O produto contém uma quantidade reduzida de sódio por dose diária.

Duas medidas do produto têm a capacidade de neutralização de 50,8 mEq de ácido.

Mylanta® Plus possui rápido início de ação por neutralizar o ácido gástrico32 logo após ser ingerido. Desta maneira, espera-se alívio rápido.

Propriedades Farmacodinâmicas

O hidróxido de alumínio é lentamente solubilizado no estômago24 e reage com o ácido clorídrico33 para formar cloreto de alumínio e a água. O hidróxido de alumínio aumenta o pH do conteúdo do estômago24 e proporciona alívio da hiperacidez. O hidróxido de alumínio também tem mostrado melhorar a atividade da ciclo-oxigenase da prostaglandina34 da mucosa35 que podem mediar um efeito protector.

O hidróxido de magnésio reage com o ácido clorídrico gástrico36 para formar o cloreto de magnésio e água. Esta reação neutraliza parcialmente o ácido do estômago24 aumentando o pH do conteúdo do estômago24 e proporcionando alívio da hiperacidez.

A simeticona atua no estômago24 e intestino alterando a tensão superficial dos gases e bolhas no muco permitindo que coalesçam. A coalescência das bolhas de gás acelera a passagem de gás através do intestino levando à eructação37 e flatulência.

Propriedades Farmacocinéticas

A absorção de alumínio é fortemente determinada pelas doses administradas de alumínio, bem como do ambiente físico-químico no trato gastrointestinal e a presença de elementos dietéticos. Depois da reação entre o hidróxido de alumínio e de ácido gástrico32, cerca de 17–30% de cloreto de alumínio formado no estômago24 é absorvida.

Aproximadamente um terço do magnésio administrado oralmente é lentamente absorvido a partir do intestino delgado38, no entanto, mas em caso de uma baixa ingestão a absorção de magnésio aumenta. A ingestão dietética normal de magnésio varia geralmente de 140–360 mg / dia, com uma absorção intestinal de cerca de 100 mg /d.

A simeticona é uma substância quimicamente inerte, fisiologicamente inativa e não é absorvida pelo trato gastrointestinal.

A maioria (80–90%) de alumínio absorvido torna-se ligado às proteínas39 séricas (principalmente transferrina). A parte restante está ligada a compostos de baixa massa molecular, especialmente citrato. O alumínio pode acumular nos ossos, pulmão40, baço41, cérebro42 e tecido nervoso43.

Os níveis de magnésio totais do corpo são cerca de 25 g (1,000 mmol), sendo que metade desse montante está localizado no osso. O restante de magnésio é quase inteiramente intracelular, com apenas 1% localizado no fluido extracelular. Os níveis de magnésio no soro44 normal está entre o intervalo 1,5–2,5 mEq/ l (0,7–1 mmol /l). Cerca de 30% do magnésio no sangue45 está ligado a proteína, 15% de complexos com fosfato e outros anións, e os restantes estão na forma livre, como magnésio ionizado.

A maior parte do alumínio é excretada por via renal46, sendo a excreção biliar a provedora de 2% da eliminação total de alumínio.

A excreção urinária e, assim, a concentração sérica de magnésio, é controlada pela reabsorção renal46 de filtração, e a excreção líquida é geralmente igual à absorção de líquido. A maior (60%) reabsorção de magnésio é feita por via paracelular no ramo cortical ascendente grosso da alça de Henle47 e é aumento pelo hormônio48 da paratireóide e diminuiu a hipercalcemia e hipermagnesemia. Menores quantidades do total filtrado de magnésio são reabsorvidos no túbulo proximal49 (20%) e túbulo distal50 (5–10%).

CONTRAINDICAÇÕES

Mylanta® Plus é contraindicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade a qualquer componente de sua fórmula.

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com disfunção renal46.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

O hidróxido de alumínio deve ser utilizado com precaução por pacientes que sofreram hemorragia17 grave do trato gastrintestinal superior18.

Usar com precaução em pacientes com mais de 50 anos que apresentam azia5 estomacal pela primeira vez ou perda de peso involuntária51, disfagia52, odinofagia53, vômitos54 contínuos, melena55, asfixia56 ou dor no peito57, pois pode ser indicativo de alguma condição mais grave O medicamento deve ser revisto para pacientes58 tenham doença renal46 ou siga uma dieta restrita de magnésio.

Mylanta® Plus pertence a Categoria C de Risco de fármacos destinados às mulheres grávidas, uma vez que não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Absorção de captopril, dasatinibe, itraconazol, a rosuvastatina, algumas tetraciclinas, incluindo a doxiciclina, algumas quinolonas como a ciprofloxacina, levofloxacina, norfloxacina e ofloxacina, podem ser prejudicada na presença de hidróxido de alumínio.

Produtos de hidróxido de magnésio podem impedir a absorção de tetraciclinas administrada oralmente. O mecanismo de ação pode ser a quelação de íons59 de magnésio pela tetraciclina, resultando na formação de um menor composto solúvel que não é facilmente capaz de penetrar na mucosa intestinal60.

A classe de fluoroquinolonas, forma quelatos com cátions multivalentes, tais como o magnésio podendo diminuir a biodisponibilidade do medicamento.

As interações podem ser minimizadas dando um intervalo da administração do Mylanta® Plus entre 2 a 3 horas antes ou depois do uso destes medicamentos.

Os pacientes que tomam hidróxido de alumínio devem ser aconselhados a evitar bebidas ácidas, como suco de frutas, vinho, etc. O uso concomitante de antiácidos21 contendo alumínio com bebidas contendo ácido pode aumentar a absorção intestinal de alumínio.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Mylanta® Plus deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C) e protegido da luz. Este medicamento é válido por 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

  • Sabor menta: suspensão branca, sem grumos, com odor e sabor de menta-limão.
  • Sabor morango: suspensão rosa, sem grumos, com odor e sabor de morango.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Uso oral.

Agitar bem antes de usar.

Adultos e crianças acima de 12 anos: Tomar 2 a 4 colheres de chá (10 a 20 mL), de preferência entre as refeições e ao deitar ou conforme orientação médica. Não exceder 12 colheres-medida durante um período de 24 horas e não utilizar a dose máxima por mais de 2 semanas.

REAÇÕES ADVERSAS

Esse medicamento, muito raramente (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento), pode causar as seguintes reações: pode causar erupção61 cutânea62, urticária63, constipação64, diarreia65, náusea66, vômito67, digeusia, queimação na boca68 e garganta69, angioedema70 e alergia71.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

SUPERDOSE

A toxicidade72 de alumínio ocorre quase que exclusivamente em pacientes que são incapazes de excretar o alumínio, devido ao comprometimento da função renal46. Sinais73 e sintomas12 incluem hipercalcemia, anemia74 microcítica reversível que não responde à terapia de reposição de ferro, osteodistrofia75 renal46, encefalopatia76 progressiva e síndrome77 do esgotamento fósforo, caracterizada por anorexia78, mal-estar e fraqueza muscular. A ingestão oral de magnésio raramente resulta em toxicidade72 em pacientes com função renal46 normal. Sinais73 de hipermagnesemia normalmente começam a desenvolver com os níveis plasmáticos de cerca de 4 mEq / L (4,8 mg / dL). Os sintomas12 geralmente se correlacionam com os níveis sanguíneos de magnésio, no entanto, há variabilidade entre os relatos na literatura em pacientes com níveis sangüíneos semelhantes. Os sintomas12 associados com os níveis sanguíneos entre 4 e 10 mEq / L (4,8 a 12 mg / dL) incluem náuseas79, vómitos, rubor facial, sonolência e hipotensão80. Os sintomas12 que aparecem em ou acima dos níveis plasmáticos de 10 mEq / L (12 mg / dL) incluem alterações no ECG (eletrocardiograma81), perda de reflexo do tendão82, paralisia83 dos músculos84 voluntários e depressão respiratória. Cerca de 15 mEq / L (18 mg / dL), parada cardíaca e ataque cardíaco pode ocorrer.

Não há relatos de superdosagem de simeticona.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


Siga corretamente o modo de usar, não desaparecendo os sintomas12 procure orientação médica.
 

MS – 1.5721.0007
Farmacêutica Responsável: Patricia Meneguello da Silva Carvalho – CRF - SP nº 30.538

Fabricado e Embalado por:
JANSSEN-CILAG FARMACÊUTICA LTDA.
São José dos Campos - SP
Indústria Brasileira

ou

Fabricado e Embalado por:
Takeda Pharma Ltda. Jaguariúna - SP
Indústria Brasileira

Registrado por:
Johnson & Johnson INDUSTRIAL Ltda.
Rod. Presidente Dutra, km 154 - São José dos Campos - SP
CNPJ: 59.748.988/0001-14


SAC 0800 728 6767

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Sacarina: Adoçante sem calorias e sem valor nutricional.
2 Sorbitol: Adoçante com quatro calorias por grama. Substância produzida pelo organismo em pessoas com diabetes e que pode causar danos aos olhos e nervos.
3 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
4 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
5 Azia: Pirose. Sensação de dor epigástrica semelhante a uma queimadura, geralmente acompanhada de regurgitação de suco gástrico para dentro do esôfago.
6 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
9 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
10 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
11 Hérnia: É uma massa circunscrita formada por um órgão (ou parte de um órgão) que sai por um orifício, natural ou acidental, da cavidade que o contém. Por extensão de sentido, excrescência, saliência.
12 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
13 Estudo duplo-cego: Denominamos um estudo clínico “duplo cego” quando tanto voluntários quanto pesquisadores desconhecem a qual grupo de tratamento do estudo os voluntários foram designados. Denominamos um estudo clínico de “simples cego” quando apenas os voluntários desconhecem o grupo ao qual pertencem no estudo.
14 Úlcera gástrica: Lesão na mucosa do estômago. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100 % dos casos.
15 Antiácido: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
16 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
17 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
18 Trato Gastrintestinal Superior: O segmento do TRATO GASTROINTESTINAL que inclui o ESÔFAGO, o ESTÔMAGO e o DUODENO.
19 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
20 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
21 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
22 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
23 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
24 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
25 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
26 Acidez gástrica: Estado normal do conteúdo do estômago caracterizado por uma elevada quantidade de íons hidrogênio, quantidade esta que pode ser medida através de uma escala logarítmica denominada pH.
27 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
28 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
29 Íon: Átomo ou grupo atômico eletricamente carregado.
30 Laxativo: Mesmo que laxante. Que laxa, afrouxa, dilata. Medicamento que trata da constipação intestinal; purgante, purgativo, solutivo.
31 Osmótico: Relativo à osmose, ou seja, ao fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
32 Ácido Gástrico: Ácido clorídrico presente no SUCO GÁSTRICO.
33 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
34 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
35 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
36 Ácido Clorídrico Gástrico: Ácido clorídrico presente no SUCO GÁSTRICO.
37 Eructação: Ato de eructar, arroto.
38 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
39 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
40 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
41 Baço:
42 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
43 Tecido Nervoso:
44 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
45 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
46 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
47 Alça de Henle: Porção do tubo renal (em forma de U), na MEDULA RENAL, constituída por uma alça descendente e uma ascendente. Situada entre o TÚBULO RENAL PROXIMAL e o TÚBULOS RENAL DISTAL.
48 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
49 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
50 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
51 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
52 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
53 Odinofagia: Deglutição com dor.
54 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
55 Melena: Eliminação de fezes de coloração negra, alcatroada. Relaciona-se com a presença de sangue proveniente da porção superior do tubo digestivo (esôfago, estômago e duodeno). Necessita de uma avaliação urgente, pois representa um quadro grave.
56 Asfixia: 1. Dificuldade ou impossibilidade de respirar, que pode levar à anóxia. Ela pode ser causada por estrangulamento, afogamento, inalação de gases tóxicos, obstruções mecânicas ou infecciosas das vias aéreas superiores, etc. 2. No sentido figurado, significa sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades.
57 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
58 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
59 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
60 Mucosa Intestinal: Revestimento dos INTESTINOS, consistindo em um EPITÉLIO interior, uma LÂMINA PRÓPRIA média, e uma MUSCULARIS MUCOSAE exterior. No INTESTINO DELGADO, a mucosa é caracterizada por várias dobras e muitas células absortivas (ENTERÓCITOS) com MICROVILOSIDADES.
61 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
62 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
63 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
64 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
65 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
66 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
67 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
68 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
69 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
70 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
71 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
72 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
73 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
74 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
75 Osteodistrofia: Deformação, distrofia dos ossos.
76 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
77 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
78 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
79 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
80 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
81 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
82 Tendão: Tecido fibroso pelo qual um músculo se prende a um osso.
83 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
84 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.

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