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Atualizado em 2012

LASIX

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LASIX

Furosemida

Esta bula é continuamente atualizada. Favor proceder à sua leitura antes de utilizar o medicamento.

40 mg Comprimidos - embalagens com 20

USO ADULTO E PEDIÁTRICO

COMPOSIÇÕES - LASIX

40 mg - cada comprimido contém:
Furosemida .................... 40 mg
Excipiente q.s.p. .................... 1 comprimido
(amido de milho, lactose, talco e estearato de magnésio)

INFORMAÇÃO AO PACIENTE - LASIX


Ação esperada do medicamento: LASIX apresenta efeito diurético1 e o início da ação ocorre cerca de 60 minutos após a administração do produto.

Cuidados de armazenamento: na sua embalagem original, LASIX comprimidos deve ser conservado ao abrigo da luz.

Prazo de validade: vide cartucho. Ao adquirir o medicamento confira sempre o prazo de validade impresso na embalagem externa do produto Nenhum medicamento deve ser utilizado após o término do seu prazo de validade, pois pode ser ineficaz e prejudicial para sua saúde.

Gravidez2 e lactação3: Informar ao médico ocorrência de gravidez2 na vigência do tratamento ou após o seu término. LASIX pode ser administrado durante a gravidez2 somente sob rigoroso controle médico e por tempo reduzido.

Cuidados de administração: Siga a orientação do se médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com algum líquido com o estômago4 vazio. É vantajoso tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo-se o horário mais prático, de tal forma que não fique perturbado o ritmo normal de vida do paciente, pela rapidez da  diurese5.

Interrupção do tratamento: Não se deve interromper ou modificar o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações Adversas: Informar ao médico ocorrência de reações desagradáveis, tais como:

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

Ingestão concomitante com outras substâncias: o médico deve ter conhecimento da medicação que o paciente estiver tomando.

Contra-indicações e Precauções: para os casos em que o produto é contra-indicado e para as precauções que devem ser seguidas, vide Informações Técnicas.

NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO. PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE.

INFORMAÇÃO TÉCNICA - LASIX

A furosemida, princípio ativo de LASIX, é um diurético1 do grupo dos saluréticos e tem ação em todas as regiões do néfron, com exceção do túbulo distal, com predomínio de ação no segmento ascendente da alça de Henle.

Mesmo em presença de filtração glomerular insuficiente, LASIX promove um aumento da eliminação de sódio e água.

Devido a estas características, LASIX é usado no tratamento de edemas associados a distúrbios cardíacos, hepáticos ou renais (na presença de síndrome nefrótica6, o tratamento da causa é primordial) e de edemas devido a queimaduras.

LASIX também é indicado para o tratamento de hipertensão7 leve a moderada.

INDICAÇÕES - LASIX


Hipertensão arterial8 leve a moderada;

Edema9 devido a distúrbios cardíacos, hepáticos e renais;

Edema9 devido a queimaduras.

CONTRA-INDICAÇÕES - LASIX

Insuficiência renal10 com anúria11, pré-coma12 e coma12 hepático, hipopotassemia13 severa, hiponatremia severa, hipovolemia14 com ou sem hipotensão15, hipersensibilidade à furosemida ou sulfonamidas e aos componentes da fórmula.

PRECAUÇÕES - LASIX


Uma cuidadosa vigilância em particular se faz necessária nos casos de:

. pressão sangüínea16 marcadamente reduzida

. diabete melito latente ou manifesto (controle regular da glicemia17)

. gota18 (controle regular do ácido úrico)

. obstrução à micção (ex.: em hipertrofia19 prostática, estenose ureteral, hidronefrose20)

. presença concomitante de cirrose21 hepática e insuficiência renal10

. hipoproteinemia

. crianças prematuras (possível desenvolvimento de cálculos renais contendo cálcio [nefrolitíase] e deposição de sais de cálcio no tecido22 renal23 [nefrocalcinose]; a função renal23 deverá ser monitorizada e deverá ser realizada uma ultrassonografia renal23)

Durante a gravidez2, a furosemida só deve ser usada se estritamente indicada e somente por curtos períodos de tempo.

No período da amamentação24, quando o uso de furosemida for considerado necessário, deve ser lembrado que a furosemida passa para o leite e inibe a lactação3. É aconselhável interromper a amamentação24 nesses casos.

Durante tratamento a longo prazo, a creatinina25 e uréia26 séricas devem ser controladas regularmente, assim como os eletrólitos plasmáticos, em particular potássio, cálcio, cloreto e bicarbonato. Se a furosemida for utilizada em pacientes com hipopotassemia13 ou hiponatremia leves, uma reposição eletrolítica apropriada deverá ser administrada concomitantemente.

Se este produto for usado para tratamento de hipertensão7, o paciente deve ser regularmente assistido pelo médico.

Apesar de a administração da furosemida só raramente conduzir a uma hipopotassemia13, é sempre aconselhável uma dieta rica em potássio (carne magra, batatas, bananas, tomates, couve-flor, espinafre, frutas secas etc). Ocasionalmente, pode ser indicado o tratamento com produtos que contenham potássio ou poupadores de potássio.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS - LASIX

Quando um glicosídeo cardíaco for administrado concomitantemente, deve ser lembrado que a deficiência de potássio ou magnésio aumenta a sensibilidade do miocárdio aos digitálicos.

No caso de medicação concomitante com glicocorticóides, carbenoxolona (anti-ulceroso) ou de abuso de laxantes27, deve ser lembrado o risco de uma perda aumentada de potássio. O alcaçuz atua da mesma maneira que a carbenoxolona.

A furosemida pode potencializar os efeitos nefrotóxicos de certos antibióticos (por ex. aminoglicosídeos, polimixinas). Devido a isso, a furosemida deve ser usada com cautela em pacientes com comprometimento renal23 induzido por antibióticos.

Deve ser lembrado que a ototoxicidade28 dos antibióticos aminoglicosídicos (por ex. canamicina, gentamicina, tobramicina) pode ser potencializada quando a furosemida for usada concomitantemente. Os efeitos resultantes sobre a audição podem ser irreversíveis.
Devido a isso, esta combinação de fármacos deve ser restrita a indicações vitais.

Existe a possibilidade de comprometimento da audição se a cisplatina e furosemida forem administradas concomitantemente. Se o objetivo for aumentar a excreção urinária com a furosemida (diurese5 forçada) durante o tratamento com a cisplatina, deve-se ter cuidado de usar a furosemida somente em baixas doses (ex. 40 mg quando a função renal23 for normal) e com um balanço hídrico positivo. De outra forma, a nefrotoxicidade da cisplatina pode ser aumentada.

Algumas vezes a furosemida diminui a potência de outras drogas (por ex. o efeito de antidiabéticos e de aminas pressoras como a epinefrina e nor-epinefrina) ou potencializa o efeito de outras (por ex. no caso de salicilatos, teofilina, lítio e relaxantes musculares curare-miméticos).

A ação de outras drogas hipotensoras pode ser potencializada pela furosemida. Especialmente quando em combinação com os inibidores da ECA, pode ser observada uma marcante queda na pressão sangüínea16, algumas vezes progredindo para choque29 e, nos pacientes previamente tratados com a furosemida, pode haver uma deterioração da função renal23, algumas vezes progredindo para insuficiência renal10 aguda.

Agentes antiinflamatórios não esteróides (por ex. indometacina, ácido acetilsalicílico) podem atenuar a ação da furosemida e sua administração concomitante pode causar insuficiência renal10 aguda no caso de hipovolemia14 pré-existente.

A diminuição do efeito da furosemida tem sido também descrita após administração concomitante da fenitoína e do probenecide.

A administração concomitante de furosemida e sucralfato deve ser evitada, pois o sucralfato reduz a absorção de furosemida e, conseqüentemente, seu efeito.

Sensação de calor, perspiração, agitação, náusea30, elevação da pressão arterial sangüínea e taquicardia31 podem ser encontrados em casos isolados após a administração endovenosa da furosemida dentro das 24 horas da ingestão de hidrato de cloral.

REAÇÕES ADVERSAS - LASIX


Assim como com outros diuréticos32, após terapia prolongada, o balanço eletrolítico e hídrico pode ser prejudicado como resultado da diurese5 aumentada (excreção de eletrólitos).

No início do tratamento, especialmente em crianças e pacientes idosos, a diurese5 excessiva pode conduzir a distúrbios circulatórios com sintomas33 de hipovolemia14, tais como sensação de pressão na cabeça, cefaléia34, tontura35, secura da boca ou distúrbios da visão e alteração da regulação circulatória quando da posição ereta. Além disso, em casos extremos, pode levar à perda de água corporal (desidratação36) e, como conseqüência do volume sangüíneo circulante reduzido (hipovolemia14), a um aumento na concentração do sangue37 (hemoconcentração) com - especialmente em pacientes idosos - trombofilia.

Entretanto, com a posologia individualizada, de modo geral, as reações hemodinâmicas agudas não são esperadas, apesar da diurese5 começar rapidamente.

A deficiência de potássio pode manifestar-se através de sintomas33 neuromusculares - fraqueza muscular e paralisia38 completa ou incompleta, sintomas33 intestinais - vômitos39, constipação40 e acúmulo excessivo de gases no abdome ou intestino (meteorismo41), sintomas33 renais - volume excessivo de urina42 (poliúria43), sede aumentada e ingestão excessiva de líquidos (polidipsia44) e sintomas33 cardíacos - distúrbios na formação e condução do impulso elétrico. Perdas severas de potássio podem levar a paralisia38 intestinal (íleo45 paralítico) ou a alterações da consciência, algumas vezes progredindo para um estado de coma46.

Todos saluréticos podem causar depleção de potássio (especialmente em casos de dieta alimentícia pobre de potássio), vômitos39 ou diarréia47 crônica. Além disso, doenças como cirrose21 hepática podem causar uma predisposição para estados de deficiência de potássio. Supervisão apropriada e terapia de reposição são necessárias nestes casos.

Se a ingestão de sal for muito restrita, a deficiência de sódio (hiponatremia) pode produzir uma queda na pressão arterial, apatia48, cãibras musculares nas pernas, perda de apetite, fraqueza, tontura35, sonolência, vômito49 e estados de confusão.

Um estado de deficiência em magnésio (hipomagnesemia) e, em casos raros, tetania50 e arritmia51 cardíaca têm sido observados como uma conseqüência do aumento das perdas renais de magnésio.

O aumento das perdas renais de cálcio pode levar a uma deficiência de cálcio (hipocalcemia52). Isto pode desencadear um estado de irritabilidade neuromuscular aumentada, acompanhada de tetania50 em casos raros. Em crianças prematuras, pode se desenvolver cálculos renais contendo cálcio (nefrolitíase) e haver deposição de sais de cálcio no tecido22 renal23 (nefrocalcinose).

Sintomas33 de obstrução à micção (por ex. em hidronefrose20, hipertrofia19 prostática, estenose ureteral) podem tornar-se manifestos ou podem ser agravados sob a ação de diuréticos32.

Da mesma forma de que com outros diuréticos32, o tratamento com a furosemida pode induzir a uma elevação transitória na creatinina25 e uréia26 séricas.

Deve ser lembrado que pode existir um aumento na concentração de ácido úrico no sangue37 podendo precipitar crises de gota18 em pacientes predispostos.

Os níveis de colesterol53 e triglicérides54 séricos podem elevar-se sob tratamento com a furosemida mas geralmente retornarão ao normal, sob tratamento a longo prazo, dentro de 6 meses.

Em casos raros, o diabete melito manifesto pode ser agravado levando à deterioração da condição metabólica do paciente diabético pelo tratamento com furosemida ou o diabete latente pode tornar-se manifesto (alteração da tolerância à glicose55).

Casos isolados de pancreatite56 aguda foram reportados nos quais o tratamento com saluréticos durante várias semanas foi considerado um fator causal, incluindo também alguns casos após terapia com furosemida.

Distúrbios de audição e/ou sons nos ouvidos (tinidos) após furosemida são raros e, na maioria dos casos, reversíveis.
Estes distúrbios podem acontecer principalmente quando a furosemida é administrada muito rapidamente por via endovenosa, especialmente em pacientes com insuficiência renal10.

Alcalose57 metabólica pré-existente (por ex. em cirrose21 hepática descompensada) pode ser agravada pelo tratamento com furosemida.

Podem ocasionalmente ser observados distúrbios gastrintestinais (náusea30, vômitos39, diarréia47), reações de hipersensibilidade, como reações cutâneas58 (por ex. prurido59, urticária60, erupções bolhosas, eritema multiforme61, dermatite62 esfoliativa, púrpura), fotossensibilidade, vasculite63, febre64, nefrite65 intersticial, choque29, ou alterações da crase sangüínea (leucopenia66, eosinofilia, trombocitopenia67, agranulocitose68, anemia hemolítica69 e anemia70 aplástica). Uma diminuição no número de plaquetas71 do sangue37 (trombocitopenia67) pode tornar-se manifesta, em particular como uma aumentada propensão à hemorragia72.

Distúrbios da sensibilidade (parestesias73) podem ocorrer em casos raros.

Em crianças prematuras com síndrome74 da angústia respiratória, a administração da furosemida durante as primeiras semanas de vida pode aumentar o risco de persistência do ducto de Botallo.

Em casos individuais, a habilidade para dirigir, atravessar a rua com segurança ou operar máquinas pode ser prejudicada, especialmente no início do tratamento ou quando da mudança para outras drogas ou quando bebidas alcoólicas forem consumidas durante o tratamento com furosemida.

POSOLOGIA - LASIX

A menos que seja prescrito de modo diferente, recomenda-se o seguinte esquema:

Adultos

O tratamento geralmente é iniciado com 20 a 80 mg por dia. A dose de manutenção é de 20 a 40 mg por dia.

A dose máxima depende da resposta do paciente.

Crianças

Se possível, a furosemida deve ser administrada por via oral para lactentes75 e crianças abaixo de 15 anos de idade.

A posologia recomendada é de 2 mg/kg de peso corporal, até um máximo de 40 mg por dia.

ADMINISTRAÇÃO - LASIX


Os comprimidos devem ser ingeridos inteiros com algum líquido e com o estômago4 vazio.

É vantajoso tomar a dose diária de uma só vez, escolhendo-se o horário mais prático, de tal forma que não fique perturbado o ritmo normal de vida do paciente pela rapidez da diurese5.

A duração do tratamento é determinada pelo médico.

SUPERDOSAGEM - LASIX


O sintoma76 da intoxicação pela furosemida é a desidratação36 com quadro delirante.

Devem ser efetuadas a reposição de líquidos e a correção do balanço eletrolítico.

O tratamento recomendado é a monitorização das funções metabólicas. Em pacientes com obstrução à micção, garantir a manutenção do fluxo urinário.

Sondar os pacientes com distensão aguda da bexiga77, decorrente de diurese5 excessiva, em portadores de obstrução urinária (por ex. dilatação prostática).

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

LASIX - Laboratório

Sanofi Aventis Farmacêutica Ltda
Rua Conde Domingos Papais, 413
Suzano/SP - CEP: 08613-010
Site: http://www.sanofi-aventis.com.br
C.N.P.J. 02.685.377/0008-23 - Indústria Brasileira

Ou

Sanofi Aventis Farmacêutica Ltda
Av Brasil, 22.155- Rio de Janeiro - RJ
CNPJ 02.685.377/0019-86 - Indústria Brasileira
Atendimento ao Consumidor 0800-703-0014
www.sanofi-aventis.com.br

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