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Benerva
(Bula do profissional de saúde)

CELLERA FARMACÊUTICA S.A.

Atualizado em 30/06/2021

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Benerva®
cloridrato de tiamina
Comprimido 300 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Comprimido revestido
Embalagem contendo 30 comprimidos 

USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada comprimido de Benerva® contém:

vitamina1 B1 (cloridrato de tiamina) 300 mg
excipiente q.s.p. 1 comprimido

Excipientes: povidona, talco, estearato de magnésio, macrogol, carmelose e polímero metacrílico.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSINAIS DE SAÚDE2

INDICAÇÕES

Benerva® é indicado para o tratamento de:

  • Neurites3 e polineurites (como tratamento adjuvante);
  • Neurites3 e cardiomiopatia causadas por consumo excessivo de álcool;
  • Síndrome4 de Wernicke-Korsakoff;
  • Necessidades aumentadas de vitamina1 B1 (pessoas idosas);
  • Beribéri (deficiência grave e típica de vitamina1 B1).

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Benerva® tem inúmeras indicações objetivando a suplementação5 de vitamina1 B1 em situações, nas quais, por diferentes causas, ocorre sua deficiência clinicamente manifesta, ou subclínica. Assim sendo, Benerva® tem indicações em planos de suplementação5.

(1) Abbas e Swai concluíram que a neuropatia periférica6 sintomática7 é comum em pacientes diabéticos, nos quais há uma alta incidência8 de deficiência de tiamina (vitamina1 B1). A suplementação5 das vitaminas do complexo B deve ser considerada nestes pacientes. Referência: Abbas ZG and Swai ABM. Evaluation of the efficacy of thiamine and pyridoxine in the treatment of symptomatic diabetic peripheral neuropathy. East Afr Med J. 74: 803–808.1997.

(2) Ishibashi e colaboradores relatam encefalopatia9 de Wernicke-Korsakoff e polineuropatia aguda por deficiência de tiamina em pacientes submetidos à gastroplastia para tratamento de obesidade10. Estes pacientes devem ter desenvolvido a polineuropatia axonal aguda e a encefalopatia9 de Wernicke-Korsakoff simultaneamente devido à deficiência de tiamina causada por vômitos11 e jejum, bem como um estado crônico12 de deficiência de tiamina. Os sintomas13 da neuropatia14 diminuíram em no prazo de duas semanas após infusão intravenosa de tiamina. Referência: Ishibashi, S et al.. Reversible acute axonal polyneuropathy associated with Wernicke-Korsakoff syndrome: impaired physiological nerve conduction due to thiamine deficiency?. J Neurol Neurosurg Psychiatry 2003; 74:5 674–676 doi:10.1136/jnnp.74.5.674.

(3) A tiamina inibe a ativação celular endotelial e o efeito da hiperglicemia15 na migração da célula16 endotelial. Este efeito benéfico da tiamina, limitando a disfunção celular endotelial, possivelmente se dá através do desvio do fluxo da glicose17 de vias aeróbicas e anaeróbicas. Este estudo especula a possibilidade da tiamina retardar as complicações vasculares18 ocorridas no diabetes19. Referência: Ascher E, Gade PV, Hingorani A, Putukkeril S, Scheinman M, Jacob T. Thiamine reverse hyperglycemia-induced dysfunction in culture endothelial cells. Surgery 2001; 130: 851–8.

(4) A deficiência de tiamina tem sido documentada como prevalente em pacientes com diabetes mellitus20 e a correção desta deficiência de tiamina nesta população pode promover efeitos benéficos em vários parâmetros cardiometabólicos, como prevenção de complicações secundárias à hiperglicemia15 crônica. Referência: Al-Attas, O et al. Clinical Medicine Insights: Endocrinology and Diabetes19 2014:7 1–6

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Propriedades Farmacodinâmicas

O pirofosfato de tiamina (TPP), forma coenzimática da vitamina1 B1, está envolvido em dois tipos principais de reações metabólicas: descarboxilação de alfa-cetoácidos (por ex.: piruvato21, alfa-cetoglutarato e cetoácidos de cadeia ramificada) e transcetolação (por ex.: entre hexose e pentose fosfatos). Portanto, o papel fisiológico22 principal da vitamina1 B1 é como coenzima no metabolismo23 dos carboidratos, onde o pirofosfato de tiamina é necessário em várias etapas da quebra da glicose17 para gerar energia.

Além de seu papel metabólico como coenzima, a vitamina1 B1 age na função neurotramissora e na condução nervosa.

Em altas doses, a vitamina1 B1 suprime a transmissão de estímulos nervosos e, portanto pode ter um efeito analgésico24.

Os estágios iniciais de deficiência de vitamina1 B1 podem ser acompanhados por sintomas13 inespecíficos que podem ser negligenciados ou facilmente mal interpretados. Os sinais25 clínicos de deficiência incluem anorexia26, perda de peso, alterações mentais como apatia27, diminuição da memória de curto-prazo, confusão e irritabilidade, fraqueza muscular e efeitos cardiovasculares como cardiomegalia28.

Situações frequentemente acompanhadas por deficiência marginal da vitamina1 B1 e que necessitam de suplementação5 incluem consumo regular e excessivo de álcool, alta ingestão de carboidratos e esforço físico intenso.

Insuficiência cardíaca29, fraqueza muscular e neuropatia14 central e periférica são consequências funcionais da deficiência grave de vitamina1 B1.

As manifestações clínicas de beribéri (deficiência grave de vitamina1 B1) variam com a idade. Adultos podem apresentar o beribéri seco (paralítico ou nervoso), úmido (cardíaco), ou cerebral (síndrome4 de Wernicke-Korsakoff). Estas condições devem ser prontamente tratadas com vitamina1 B1. A deficiência grave de vitamina1 B1 em países industrializados está possivelmente associada ao abuso de álcool e consumo alimentar limitado. Nestes casos, complicações renais e cardiovasculares são de risco de vida.

Em resumo, a vitamina1 B1 é essencial para o metabolismo23 dos carboidratos e desempenha um importante papel na descarboxilação de alfacetoácidos.

Além de seu papel metabólico como coenzima, a vitamina1 B1 age na função neurotramissora e na condução nervosa.

O sistema nervoso30 e o coração31 são particularmente susceptíveis aos efeitos da deficiência de vitamina1 B1.

Como resultado, as formas mais graves de deficiência de tiamina, encefalopatia9 de Wernicke e psicose32 de Korsakoff e Beribéri, afetam predominantemente esses sistemas.

Propriedades Farmacodinâmicas

Absorção: Em humanos, a vitamina1 B1 é rápida e amplamente absorvida na porção proximal33 do intestino delgado34.

Existem dois mecanismos: em baixas concentrações fisiológicas35 (< 2μm) um transporte mediado por carreador e, em concentrações mais elevadas, por difusão passiva. A absorção é tipicamente alta, mas a absorção intestinal em humanos é limitada.

Distribuição: A quantidade total de vitamina1 B1 em adultos é, em média, 30 mg. Em geral, o coração31 detém a maior reserva (0,28–0,79 mg por 100 g), seguido pelos rins36 (0,24–0,58), fígado37 (0,20–0,76) e cérebro38 (0,14–0,44). Os níveis de vitamina1 B1 na medula espinhal39 e no cérebro38 são aproximadamente o dobro do nível dos nervos periféricos. No sangue40 total a vitamina1 B1 varia de 5 a 12 μg por 100 ml, dos quais 90% estão nas hemácias41 e leucócitos42.

Os leucócitos42 têm uma concentração de vitamina1 B1 dez vezes maior do que as hemácias41. A vitamina1 B1 tem uma taxa de turnover relativamente alta no organismo e não é armazenada em grandes quantidades por muito tempo em nenhum tecido43. Portanto, um aporte contínuo é necessário.

A ingestão inadequada de vitamina1 B1 por um período de tempo relativamente curto pode levar a sinais25 bioquímicos de deficiência seguidos por sinais25 clínicos de deficiência. Um platô é atingido na maioria dos tecidos com a ingestão de cerca de 60 μg por 100 g de peso corpóreo (ou 42 mg por 70 kg) e a vitamina1 B1 corpórea total atinge 2 μg/g (ou 140 mg por 70 kg).

O transporte de vitamina1 B1 através da barreira hematoencefálica também envolve dois mecanismos distintos.

O mecanismo saturável na barreira hematoencefálica, entretanto, difere do mecanismo dependente de energia descrito no intestino e do sistema de transporte ativo descrito nas células44 do córtex cerebral que pode ser dependente de fosfatases ligadas à membrana.

A distribuição imuno-histoquímica do pirofosfato de tiamina sugere que tenha um papel na condução nervosa.

Metabolismo23Após a administração oral (ou parenteral), a tiamina é rapidamente convertida em difosfato e, em menor quantidade, a ésteres de trifosfato nos tecidos. Toda vitamina1 B1 que exceda as necessidades teciduais, de ligação e armazenamento, é rapidamente excretada na urina45. Foi demonstrado em ratos que uma dose parenteral de tiamina de 10 μg por 100 mg de peso corpóreo (ou 7 mg por 70 kg) é adequado para o crescimento, mas leva a níveis nos tecidos menores que o normal. A estimulação nervosa provoca a liberação de tiamina ou de monofosfato, com um concomitante decréscimo de tri- e difosfatos.

Excreção: A vitamina1 B1 é excretada na urina45. Em humanos, o uso de doses orais acima de 2,5 mg provoca um pequeno aumento na excreção urinária de tiamina. A meia-vida corpórea de vitamina1 B1 é de 10 a 20 dias. Além da vitamina1 B1 livre e de uma pequena quantidade de difosfato de tiamina, tiocromo e disulfito de tiamina, há relatos de cerca de 20 ou mais metabólitos46 da vitamina1 B1 na urina45 de ratos e humana, mas somente seis metabólitos46 foram realmente identificados. A proporção relativa de metabólitos46 para vitamina1 B1 excretada aumenta com a diminuição da ingestão da vitamina1 B1.

Em resumo, a vitamina1 B1 é bem absorvida no trato gastrointestinal por um transporte mediado por carreador e, em concentrações mais elevadas, por difusão passiva.

A vitamina1 B1 é amplamente distribuída nos tecidos do organismo.

A vitamina1 B1 tem uma meia-vida plasmática de 24 horas e não é armazenada em grande extensão no organismo. O excesso de ingestão de tiamina é excretado na urina45 como vitamina1 livre ou como seus metabólitos46.

Dados de segurança pré-clínicos

Não existem estudos específicos com Benerva®, mas a segurança pré-clinica da vitamina1 B1 (tiamina) tem sido extensamente documentada.

CONTRAINDICAÇÕES

Hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou qualquer um dos excipientes da formulação.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

Fertilidade, Gravidez47 e Lactação48

Fertilidade: Não há evidência de que níveis endógenos normais de vitamina1 B1 causem quaisquer efeitos reprodutivos adversos.
Gravidez47: Categoria de risco na gravidez47: C
Existem dados limitados do uso de Benerva® durante a gravidez47. Este medicamento não é recomendado durante a gravidez47.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação48A tiamina é excretada no leite materno. Não há informação suficiente sobre os efeitos de Benerva® em recém-nascidos/crianças. Este
medicamento não é recomendado durante a lactação48.

Mulheres em idade fértil: Benerva® não é recomendado para mulheres em idade fértil que não utilizam métodos contraceptivos.

Efeitos na habilidade de dirigir e usar máquinas

Benerva® não influencia a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

A tiosseomicarbazona e o 5-fluoruracil inibem a atividade da tiamina (vitamina1 B1).

Interferência nos exames laboratoriais: A vitamina1 B1 pode levar a um resultado falso-positivo na determinação do urobilinogênio quando utilizado o reagente de Ehrlich.
Altas doses de vitamina1 B1 podem interferir na determinação espectrofotométrica das concentrações séricas de teofilina.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Conservar em temperatura ambiente (15–30°C).

O prazo de validade do medicamento é de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

Benerva® apresenta-se na forma de comprimidos revestidos, cilíndricos, biconvexos de coloração branca a branca amarelada, inodoro ou com odor pouco característico.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Recomenda-se de 1 a 2 comprimidos ao dia ou a critério médico.

O comprimido deve ser ingerido com água ou um pouco de líquido.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas listadas estão baseadas em relatos espontâneos. Como estas reações são reportadas voluntariamente não é possível estimar suas frequências.

Alterações do sistema imune49Reações alérgicas e reações anafiláticas50.

Foram relatadas reações de hipersensibilidade com respectivas manifestações laboratoriais e clínicas, incluindo síndrome4 de asma51, reações leves a moderadas que podem afetar a pele52, trato respiratório, trato gastrintestinal e/ou sistema cardiovascular53, incluindo sintomas13 como erupção54 cutânea55, urticária56, angioedema57, prurido58 e distúrbios cardiorrespiratórios.

Se ocorrer reação alérgica59, o tratamento deve ser interrompido e o médico deve ser consultado.

Alterações gastrintestinais: Têm sido relatados eventos gastrintestinais leves tais como náusea60, vômito61, diarreia62 e dores gastrointestinais e abdominais.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos – VIGIMED, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

SUPERDOSE

Altas doses de Benerva® não produzem efeitos perceptíveis. Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

Reg. MS nº 1.0440.0220
Farm. Resp.: Dr Phellipe Honório Amaral - CRF SP nº 56.787

Registrado e Fabricado por:
Cellera Farmacêutica S.A.
Alameda Capovilla, 129, Indaiatuba - SP
CNPJ 33.173.097/0002-74
Indústria Brasileira


SAC 0800 17 7003

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Neurites: Inflamação de um nervo. Pode manifestar-se por neuralgia, déficit sensitivo, formigamentos e/ou diminuição da força muscular, dependendo das características do nervo afetado (sensitivo ou motor). Esta inflamação pode ter causas infecciosas, traumáticas ou metabólicas.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
5 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
6 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
7 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
8 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
9 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
10 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
11 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
13 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
14 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
15 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
16 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
17 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
18 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
19 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
20 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
21 Piruvato: Ácido pirúvico ou piruvato é um composto orgânico contendo três átomos de carbono (C3H4O3), originado ao fim da glicólise. Em meio aquoso, ele dissocia-se formando o ânion piruvato, que é a forma sob a qual participa de processos metabólicos.
22 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
23 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
24 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
25 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
26 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
27 Apatia: 1. Em filosofia, para os céticos e os estoicos, é um estado de insensibilidade emocional ou esmaecimento de todos os sentimentos, alcançado mediante o alargamento da compreensão filosófica. 2. Estado de alma não suscetível de comoção ou interesse; insensibilidade, indiferença. 3. Em psicopatologia, é o estado caracterizado por indiferença, ausência de sentimentos, falta de atividade e de interesse. 4. Por extensão de sentido, é a falta de energia (física e moral), falta de ânimo; abatimento, indolência, moleza.
28 Cardiomegalia: É o termo utilizado para o aumento do tamanho do coração. Pode ser produzida por hipertensão arterial, doença coronariana, insuficiência cardíaca, doença de Chagas, etc.
29 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
30 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
31 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
32 Psicose: Grupo de doenças psiquiátricas caracterizadas pela incapacidade de avaliar corretamente a realidade. A pessoa psicótica reestrutura sua concepção de realidade em torno de uma idéia delirante, sem ter consciência de sua doença.
33 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
34 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
35 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
36 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
37 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
38 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
39 Medula Espinhal:
40 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
41 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
42 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
43 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
44 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
45 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
46 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
47 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
48 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
49 Sistema imune: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
50 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
51 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
52 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
53 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
54 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
55 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
56 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
57 Angioedema: Caracteriza-se por áreas circunscritas de edema indolor e não-pruriginoso decorrente de aumento da permeabilidade vascular. Os locais mais acometidos são a cabeça e o pescoço, incluindo os lábios, assoalho da boca, língua e laringe, mas o edema pode acometer qualquer parte do corpo. Nos casos mais avançados, o angioedema pode causar obstrução das vias aéreas. A complicação mais grave é o inchaço na garganta (edema de glote).
58 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
59 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
60 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
61 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
62 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.

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