Preço de Dobeven em São Paulo/SP: R$ 11,48

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Dobeven
(Bula do profissional de saúde)

APSEN FARMACEUTICA S/A

Atualizado em 10/05/2021

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Dobeven®
dobesilato de cálcio
Cápsulas 500 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Cápsula gelatinosa dura 
Caixas com 5, 30 e 60 cápsulas

USO ORAL
USO ADULTO

COMPOSIÇÃO:

Cada cápsula de Dobeven® contém:

dobesilato de cálcio 500 mg
excipientes q.s.p. 1 cápsula

Excipientes: amido, estearato de magnésio, gelatina, óxido de ferro amarelo, dióxido de titânio e corante FD&C azul nº2.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE1

INDICAÇÕES

Este medicamento é indicado na prevenção secundária e estabilização da progressão da retinopatia diabética2 não proliferativa leve a moderada e para a melhora das manifestações clínicas de insuficiência3 venosa crônica dos membros inferiores.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Retinopatia diabética2

Retinopatia diabética2 precoce é um diagnóstico4 baseado em exames oftalmológicos o qual, embora assintomático, envolve o risco de evoluir para edema macular5 clinicamente significativo (CSME), retinopatia proliferativa6 e, em casos mais avançados e sem tratamento, eventualmente a cegueira.

O estudo de Kampik (KAMPIK A. Double-blind, Placebo7 controlled study of Calcium Dobesilate in the treatment of mild to moderate diabetic retinopathy (CALDIRET). Clinical study report) forneceu dados sobre a eficácia do dobesilato de cálcio (Dobeven®) na redução do risco de desenvolvimento de um edema macular5 clinicamente significativo (CSME), em uma população de pacientes com retinopatia diabética2 não proliferativa leve a moderada e leve albuminúria8. A estratificação da população estudada levou em conta a dependência da insulina9 e o controle do diabetes10 através da dosagem de hemoglobina glicada11 (HbA1c12 abaixo ou acima de 9%). Este estudo foi realizado em um grande número de centros (n=41 em 11 países) e 635 pacientes participaram do estudo. A dependência da insulina9 não teve influência sobre os resultados, mas o pobre controle diabético (HbA1c12 igual ou acima de 9%) causou um maior risco de desenvolvimento de CSME. A fim de eliminar a diferença na distribuição de sexos, os resultados foram reanalisados por sexo e adequação do controle metabólico. Esta análise mostrou que o uso do dobesilato de cálcio (Dobeven®) levou a uma significativa redução do risco de CSME nas pacientes femininas com pobre controle metabólico, a qual foi consolidada após a eliminação dos centros menores que contribuíram com menos que 15 pacientes. Nesta análise, a probabilidade de um CSME foi reduzida de 58,3% para 31,7% com o uso do dobesilato de cálcio (Dobeven®) (p=0,011). Os resultados de uma análise exploratória por variáveis potencialmente preditivas mostraram que o tratamento com dobesilato de cálcio (Dobeven®) reduz significativamente o risco de CSME pela metade (de 57% com placebo7 para 25,6% com dobesilato de cálcio - Dobeven®), em pacientes com HbA1c12 e pressão arterial sistólica13 aumentadas. Pacientes com diabetes10 estável (tratada com insulina9) e valores de HbA1c12 e/ou pressão arterial sistólica13 aumentados, correspondiam a uma estimativa de 10%-24% da população estudada. Nos pacientes tratados com insulina9, os níveis de ambos os previsores, HbA1c12 e pressão arterial sistólica13, independentemente aumentam a probabilidade de um CSME nos pacientes tratados com placebo7, mas não nos pacientes tratados com dobesilato de cálcio (Dobeven®), levando por isso a diferenças maiores entre os tratamentos, em favor do dobesilato de cálcio (Dobeven®), quando ambos são aumentados. A ação do dobesilato de cálcio (Dobeven®) é independente de outras variáveis importantes, tais como controle diabético, tratamento antidiabético, embora aparentemente com efeito benéfico mais evidente em pacientes com baixo controle metabólico.

Outro estudo (CUNHA – VAZ J.G. Multicentre, double-blind, placebo7-contolled, parallel group phase III study of the effect of oral cacium dobesalite (2g daily) on the permeability of the blood-retinal barrier in early diabetic retinopathy - Clinical study report- Supplement II to clinical study report Final report. June 2006) observou que em relação a hemorragias14 retinianas e nos números de aneurismas na retina15 o uso de dobesilato de cálcio (Dobeven®) por 18 a 24 meses levou a atenuação destas patologias em pacientes diabéticos.

Insuficiência3 venosa crônica

A doença venosa crônica ou insuficiência3 venosa é uma condição na qual as veias16 não retornam o sangue17 de maneira eficiente, das partes baixas das pernas de volta ao coração18. Insuficiência3 venosa pode envolver uma ou mais veias16. As válvulas nas veias16 canalizam o fluxo de sangue17 em direção ao coração18.

Quando estas válvulas são danificadas, o sangue17 extravasa e se acumula nas pernas e pés.

Em um grande ensaio com pacientes (LABS K-H., DEGISCHER S., GAMBA G., JAEGER K.A. Effectiveness and safety of calcium dobesilate in treating chronic venous insufficiency: randomized,double-blind, placebo7-controlled trial. Phlebology, Vol. 19, No. 3 2004, 123) com CVI (Insuficiência3 Venosa Crônica) objetivamente definida, estágios CEAP 3–5, mostrou o benefício do dobesilato de cálcio (Dobeven®) na CVI. A análise cumulativa mostra que as avaliações globais da eficácia favoreceram o tratamento ativo. Além disso, neste ensaio a avaliação de melhora na Qualidade de Vida Relacionada à Saúde1 (HRQoL, escore CIVIQ específico da doença) foi significativamente positiva no grupo de tratamento com dobesilato de cálcio (Dobeven®), nos quesitos de ‘subescore de dor’ e do ‘subescore físico’.

Corroborando a eficácia do dobesilato de cálcio (Dobeven®) outro ensaio clínico consistentemente mostrou um maior benefício do uso deste medicamento em pacientes com CVI de posição ereta prolongada (WIDMER L., BILAND L., BARRAS J.P. Doxium® 500 in chronic venous insufficiency: a double-blind placebo7-controlled multicentre study. International angiology, Vol. 9, No. 2, pp. 105–110, April-June 1990).

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

O dobesilato de cálcio age sobre a parede capilar19 melhorando a permeabilidade20 aumentada e a resistência reduzida. Ele aumenta a flexibilidade dos eritrócitos21, inibe a hiperagregação plaquetária e reduz a hiperviscosidade do sangue17 e do plasma22, melhorando dessa maneira as propriedades reológicas do sangue17 e a irrigação tissular23. O dobesilato de cálcio reduz a formação de edemas24 e atua sobre no endotélio25, exercendo atividade antioxidante, anti-apoptose26 e anti-neoangiogênica.

Farmacocinética

A farmacocinética não é afetada por fatores intrínsecos (por exemplo, idade, sexo, raça, insuficiência renal27 e hepática28) ou por fatores extrínsecos (por exemplo, tabagismo, fármacos concomitantes, dieta). Nenhuma interação farmacocinética com outros fármacos foi descrita até o momento.

O dobesilato de cálcio é completamente absorvido após administração oral; o Tmax médio está entre 2 e 6 horas, com um Cmax dose-dependente de 11,3 ±3,91 µg/ml após uma dose de 500 mg.

A taxa de ligação proteica é de 20–25% e o dobesilato de cálcio é excretado principalmente inalterado,

com uma proporção de somente 10% sendo excretada como metabólitos29. O volume de distribuição, com base nos dados de Cmax, pode ser estimado como sendo menor que 0,6 l/kg de peso corporal (de forma consistente, os dados “in vitro” sugerem que o dobesilato de cálcio penetra lentamente nas células30 ou que se equilibra em baixas concentrações intracelulares, sugerindo um sítio ativo na membrana celular31). A meia-vida plasmática é de aproximadamente 4,3 ±1,4 horas, com uma cinética32 linear de 1º grau; o percentual de acúmulo é correspondentemente pequeno, e o estado de equilíbrio dinâmico é atingido no dia 2.

Não há questões relevantes relacionadas a vias metabólicas específicas, à formação de metabólitos29 ativos e inativos ou à excreção. Não há dados disponíveis sobre o início de ação do fármaco33.

CONTRAINDICAÇÕES

Dobeven® não deve ser utilizado em pacientes com hipersensibilidade ao dobesilato de cálcio ou a qualquer um dos constituintes da formulação do produto.

ADVERTÊNCIAS E CONTRAINDICAÇÕES

Gerais

A dosagem administrada deverá ser reduzida em caso de insuficiência renal27 severa que necessita de diálise34, embora não tenha sido em que extensão as desordens da função renal35 influenciam as propriedades farmacocinéticas do dobesilato de cálcio.

Raramente foram observados casos de agranulocitose36, cujos sintomas37 podem incluir febre38 alta, amidalite, dor de garganta39, inflamação40 anogenital e outros sintomas37 comuns de infecção41. O tratamento deve ser interrompido se qualquer um destes sintomas37 aparecer e um hemograma completo e leucograma deverá ser avaliado.

O dobesilato de cálcio pode causar reações alérgicas graves como choque anafilático42. Por isso, o tratamento deve ser descontinuado no caso de aparecimento de reações alérgicas.

Populações especiais

Pediatria: A eficácia e segurança do produto Dobeven® não foram estabelecidas em crianças.

Geriatria: As doses e cuidados para pacientes43 idosos são as mesmas recomendadas para os adultos.

Pacientes com insuficiência hepática44A segurança e eficácia do dobesilato de cálcio em pacientes com insuficiência hepática44 não foi investigada, por isso, deve-se ter cautela no uso do medicamento.

Efeitos na habilidade de dirigir e usar máquinas

Dobeven® é considerado seguro e com baixa probabilidade de produzir um efeito sedativo.

Gravidez45 e Lactação46

Em estudos com animais, o dobesilato de cálcio demonstrou não exercer efeitos tóxicos sobre a função reprodutiva, tendo sido investigadas várias vias de administração e diferentes níveis de dose em duas espécies animais, o rato e o coelho.

Os dados clínicos sobre o uso do dobesilato de cálcio em mulheres grávidas são limitados. Como precaução, é preferível evitar o uso do dobesilato de cálcio durante a gravidez45.

O dobesilato de cálcio é excretado em pequenas quantidades no leite materno, assim o uso do medicamento não é recomendado durante a amamentação47. Como precaução, ou a amamentação47 ou o tratamento deverá ser interrompido.

O dobesilato de cálcio está classificado na Categoria B de risco na gravidez45.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Nenhuma interação medicamentosa é conhecida, até o momento. No entanto, devido ao suposto mecanismo de ação do dobesilato de cálcio, deve-se ter cautela na sua administração concomitante com outros antiagregantes plaquetários (ácido acetilsalicílico, dipiridamol, ticlopidina), anticoagulantes48 orais (dicumarínicos) e/ou anticoagulantes48 sistêmicos49 (heparina), assim como com anti-inflamatórios não- esteroides.

Interferência em exames laboratoriais

Em doses terapêuticas, o dobesilato de cálcio pode interferir nos resultados dos exames de creatinina50, evidenciando valores inferiores aos esperados.

Para diminuir qualquer possível interação do medicamento com exames laboratoriais, durante o tratamento com dobesilato de cálcio, os exames de sangue17 deverão ser realizados antes da primeira administração do medicamento no dia.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Dobeven® deve ser mantido em temperatura ambiente (15–30°C), protegido da luz e da umidade. O produto não deve ser armazenado em temperatura acima de 30°C.

Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação. Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

Dobeven® 500 mg é apresentado como cápsulas gelatinosas duras de coloração verde e amarela.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

As cápsulas de Dobeven® devem ser administradas por via oral e não devem ser partidas, abertas ou mastigadas.

A dosagem atualmente aprovada, de 500 a 2.000 mg/dia ou 1 a 4 cápsulas/dia, depende da doença e é baseada nos resultados dos mais recentes estudos clínicos.

Na retinopatia diabética2

Uma dose de 500 mg (1 cápsula) três vezes ao dia (8/8 horas) ou de 1.000 mg (2 cápsulas) duas vezes ao dia (12/12 horas), levando a concentrações plasmáticas que variam de 13 a 33 µg/ml (correspondentes, ao nadir e ao pico no estado de equilíbrio dinâmico, respectivamente). No tratamento da retinopatia diabética2 os efeitos benéficos levam algum tempo até serem detectáveis. A duração do tratamento varia de caso a caso e deve ficar a critério do médico prescritor.

Na insuficiência3 venosa crônica

A dose recomendada é de 500 mg (1 cápsula) três vezes ao dia (8/8 horas), levando a concentrações plasmáticas médias que oscilam entre 11 e 19 µg/ml (correspondentes ao nadir e ao pico no estado de equilíbrio dinâmico, respectivamente). A duração do tratamento está diretamente ligada à melhora dos sintomas37 e deve ficar a critério do médico prescritor.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

REAÇÕES ADVERSAS

O dobesilato de cálcio foi bem tolerado nos estudos clínicos e as reações adversas são normalmente reversíveis com a interrupção do tratamento.

As seguintes reações adversas foram relatadas com o uso do medicamento:

Reação comum (> 1/100 e < 1/10)

  • Distúrbios gastrintestinais: dor abdominal, diarreia51, náusea52 e vômito53.
  • Distúrbios do sistema nervoso54: cefaleia55.
  • Distúrbios do tecido56 musculoesquelético: artralgia57, mialgia58. Investigações: aumento da alanina aminotransferase.

Reação incomum (> 1/1000 e < 1/100)

  • Distúrbios gerais e anormalidade no local da administração: pirexia59, calafrios60, astenia61 e fadiga62.
  • Distúrbios do sistema imunológico63: reações de hipersensibilidade que incluem rash64, dermatite65 alérgica, prurido66, urticária67, edema68 na face69.

Reação muito rara (< 1/10.000)

  • Distúrbios do sistema imunológico63: reação anafilática70.

Pós-comercialização

  • Distúrbios do sistema linfático71 e sanguíneo: agranulocitose36, neutropenia72 e leucopenia73.

Achados laboratoriais

Foram reportados casos de diminuição na contagem dos glóbulos brancos e aumento da alanina aminotransferase. Os estudos também mostraram uma pequena, mas significante, redução dos níveis de ácido úrico tanto na administração a curto quanto a longo prazo do medicamento.

Em caso de desordens intestinais, reduzir a dose ou interromper temporariamente o tratamento.

Atenção: Este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso,notifique ao Sistema de Notificações em Vigilância Sanitária – NOTIVISA ou à Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

SUPERDOSE

As manifestações clínicas de uma possível superdose não são conhecidas até o momento. Não há dados sugerindo um potencial para dependência, fenômeno de rebote ou abuso.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
 

Reg. MS - 1.0118.0612
Farmacêutico Responsável: Alexandre Tachibana Pinheiro - CRF-SP nº 44081

Fabricado por:
OM PHARMA S.A.
Amadora – Portugal

Embalado por:
Vifor S.A.
Villars-sur-Glâne – Suíça

Registrado e importado por:
APSEN FARMACÊUTICA S/A
Rua La Paz, nº 37/67 - Santo Amaro CEP 04755–020 – São Paulo - SP
CNPJ: 62.462.015/0001–29
Indústria Brasileira


SAC 0800 16 5678

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
3 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Edema macular: Inchaço na mácula.
6 Retinopatia proliferativa: Condição caracterizada pelo crescimento de novos vasos e tecido fibroso na retina e na superfície posterior do vítreo, podendo provocar trações retinianas até o descolamento e perda da visão nos casos mais avançados.
7 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
8 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
9 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
10 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
11 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
12 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
13 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
14 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
15 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
16 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
17 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
18 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
19 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
20 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
21 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
22 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
23 Tissular: Relativo a tecido orgânico.
24 Edemas: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
25 Endotélio: Camada de células que reveste interiormente os vasos sanguíneos e os vasos linfáticos.
26 Apoptose: Morte celular não seguida de autólise, também conhecida como “morte celular programada“.
27 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
28 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
29 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
30 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
31 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
32 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
33 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
34 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
35 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
36 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
39 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
40 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
41 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
42 Choque anafilático: Reação alérgica grave, caracterizada pela diminuição da pressão arterial, taquicardia e distúrbios gerais da circulação, acompanhado ou não de edema de glote. Necessita de tratamento urgente. Pode surgir por exposição aos mais diversos alérgenos.
43 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
44 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
45 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
46 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
47 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
48 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
49 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
50 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
51 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
52 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
53 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
54 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
55 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
56 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
57 Artralgia: Dor em uma articulação.
58 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
59 Pirexia: Sinônimo de febre. É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
60 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
61 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
62 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
63 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
64 Rash: Coloração avermelhada da pele como conseqüência de uma reação alérgica ou infecção.
65 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
66 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
67 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
68 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
69 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
70 Reação anafilática: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
71 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
72 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
73 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.

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