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Bula do paciente Bula do profissional

Gemcit
(Bula do profissional de saúde)

SANDOZ DO BRASIL INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA

Atualizado em 25/03/2024

IDENTIFICAÇÃO DO MEDICAMENTO

Gemcit
cloridrato de gencitabina
Injetável 200 mg ou 1.000 mg

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO:

Solução injetável
Embalagem com 1 frasco-ampola de 5 mL com 200 mg da solução injetável ou 1 frasco-ampola de 25 mL com 1000 mg da solução injetável.

USO INTRAVENOSO
USO ADULTO ACIMA DE 18 ANOS

COMPOSIÇÃO:

Cada frasco-ampola de Gemcit 200 mg contém:

cloridrato de gencitabina (equivalente a 200 mg de gencitabina) 227,8 mg
excipientes q.s.p. 1 frasco-ampola

Excipientes: água para injetáveis, ácido clorídrico1 diluído, nitrogênio.


Cada frasco-ampola de Gemcit 1000 mg contém:

cloridrato de gencitabina (equivalente a 1000 mg de gencitabina) 1139,0 mg
excipientes q.s.p. 1 frasco-ampola

Excipientes: água para injetáveis, ácido clorídrico1 diluído, nitrogênio.

INFORMAÇÕES TÉCNICAS AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE2

INDICAÇÕES

Gemcit é indicado para o tratamento de pacientes com câncer3 de bexiga4 e adenocarcinoma5 do pâncreas6 localmente avançado ou metastático. É também indicado para pacientes7 com câncer3 pancreático refratário ao 5-FU (5-Fluorouracil).

Gemcit isolado ou em combinação com a cisplatina é indicado como tratamento de primeira linha de pacientes com câncer3 de pulmão8 de células9 não pequenas localmente avançado ou metastático.

Gemcit, em combinação ao paclitaxel, é indicado para o tratamento de pacientes com câncer3 de mama10 irressecável, metastático ou localmente recorrente, que recidivou após quimioterapia11 adjuvante/neoadjuvante. O tratamento quimioterápico prévio deve ter incluído uma antraciclina, a menos que esta tenha sido clinicamente contraindicada.

RESULTADOS DE EFICÁCIA

Câncer3 de bexiga4

Estudos clínicos comprovam a eficácia de gencitabina neste tipo de tumor12.

Gencitabina em monoterapia: a gencitabina foi estudada como droga isolada para o tratamento do câncer3 de bexiga4. A atividade da droga foi testada em um estudo de Fase 1 e em outros três estudos de Fase 2 em câncer3 de bexiga4 avançado ou metastático. Assim, os estudos realizados demonstraram que os índices de resposta com gencitabina isolada variaram entre 24% a 28%. Além disso, foram observados índices de resposta de 23% a 27% com gencitabina isolada em pacientes previamente tratados com quimioterapia11 para doença metastática13.

Gencitabina em associação a outro quimioterápico: gencitabina também foi combinada a outras drogas. Devido ao seu mecanismo de ação, a gencitabina tem o potencial de ser sinérgica com a cisplatina. Estudos realizados in vivo e in vitro demonstraram esse sinergismo.

Foram realizados estudos de gencitabina combinada com cisplatina para o tratamento de câncer3 de bexiga4, usando o esquema posológico de três semanas, com índice de resposta total de 41%. Os três estudos de Fase 2 combinando gencitabina e cisplatina mostraram índices significativos de resposta completa de 11,8%; 23,5% e 27,7% que, supostamente aumentaria o número de pacientes livres da doença e o total de sobreviventes. Esses resultados compararam-se favoravelmente aos índices de resposta de 10% a 20% observados com outros regimes com cisplatina.

Um estudo randomizado14 de fase 3 de 405 pacientes com carcinoma15 de células9 transitórias uroteliais avançado ou metastático não mostrou diferença entre os dois grupos de tratamento, gencitabina/cisplatina versus metotrexato/vinblastina/adriamicina/cisplatina (MVAC), em termos de sobrevida16 mediana (12,8 e 14,8 meses) respectivamente, p = 0,547), tempo para progressão da doença (7,4 e 7,6 meses, respectivamente, p = 0,842) e taxa de resposta (49,4% e 45,7%, respectivamente, p = 0,512). No entanto, a combinação de gencitabina e cisplatina teve um melhor perfil de toxicidade17 que o MVAC.

Câncer3 pancreático

Dados de 2 estudos clínicos avaliaram o uso de gencitabina em pacientes com câncer3 pancreático localmente avançado ou metastático. O primeiro estudo comparou gencitabina ao 5-FU em pacientes que não receberam nenhuma quimioterapia11 prévia. O segundo estudou o uso de Gemcit em pacientes com câncer3 pancreático previamente tratado com 5-FU ou com um regime contendo 5-FU. Em ambos os estudos, o primeiro ciclo de gencitabina foi administrado intravenosamente na dose de 1.000 mg/m2 por 30 minutos, uma vez por semana, por até 7 semanas (ou até que a toxicidade17 tornasse necessária a suspensão da droga), seguida por uma semana de descanso do tratamento com gencitabina. Ciclos subsequentes consistiram de injeções semanais por 3 semanas consecutivas seguidas de uma semana de descanso a cada 4 semanas.

O parâmetro de eficácia primária nesses estudos foi o “benefício clínico”, que é uma medida de melhora clínica baseada no consumo de analgésicos18, intensidade de dor, condição clínica e alteração de peso. Definições para a melhora dessas variáveis foram formuladas prospectivamente durante o escopo dos 2 estudos. Um paciente foi considerado como clinicamente beneficiado se:

  • O paciente apresentou redução na intensidade da dor (Cartão de avaliação de dor memorial) ou no consumo de analgésico19 ≥ 50% ou melhora da condição clínica (Escala de Karnofsky) de 20 pontos ou mais por um período de no mínimo 4 semanas consecutivas, sem apresentar piora assistida em qualquer um dos outros parâmetros. A piora assistida foi definida como 4 semanas consecutivas com qualquer aumento na intensidade da dor ou no consumo de analgésicos18 ou uma diminuição de 20 pontos na condição clínica ocorrida durante as 12 primeiras semanas de tratamento;
    ou
  • o paciente ficou estável em todos os parâmetros não mencionados e apresentou ganho de peso característico assistido (aumento ≥ 7% mantido por ≥ 4 semanas) não devido ao acúmulo de fluido. O primeiro foi um estudo comparativo multicêntrico (17 centros nos EUA e Canadá), prospectivo20, simples-cego dois braços, randomizados para gencitabina ou 5-FU em pacientes com câncer3 pancreático localmente avançado ou metastático que receberam tratamento prévio com quimioterapia11. O 5-FU foi administrado intravenosamente na dose semanal de 600 mg/m2 por 30 minutos. Pacientes tratados com gencitabina tiveram aumentos estatisticamente significativos de benefício clínico, sobrevida16 e período de progressão da doença comparado ao 5-FU. Não foram observadas respostas objetivas tumorais não confirmadas com ambos os tratamentos.

O benefício clínico foi atingido por 14 pacientes tratados com gencitabina e por 3 pacientes tratados com 5-FU. Um paciente do grupo de gencitabina apresentou melhora em todos os 3 parâmetros primários (intensidade da dor, consumo de analgésicos18 e condição clínica). Onze pacientes do grupo de gencitabina e 2 pacientes do grupo do 5-FU apresentaram melhora no consumo de analgésicos18 e/ou na intensidade da dor, com condição clínica estável. Dois pacientes do grupo de gencitabina apresentaram melhora no consumo de analgésicos18 ou intensidade da dor, com melhora da condição clínica. Um paciente do braço do 5-FU ficou estável com relação à intensidade da dor e consumo de analgésicos18 com melhora da condição clínica. Nenhum paciente atingiu o benefício clínico baseado no ganho de peso em ambos os tratamentos.

Outro estudo aberto, multicêntrico (17 centros nos EUA e Canadá) utilizou gencitabina em 63 pacientes com câncer3 pancreático avançado tratado previamente com 5-FU ou com um regime contendo 5-FU. Este estudo mostrou taxa de benefício clínico de 27% e sobrevida16 mediana de 3,9 meses.

Em um estudo randomizado14 de fase III de 126 pacientes com câncer3 de pâncreas6 avançado ou metastático, a gencitabina apresentou uma taxa de resposta de benefício clínico estatisticamente mais alta que o 5-FU (23,8% e 4,8%, respectivamente, p = 0,0022). Além disso, um prolongamento estatisticamente significativo do tempo até a progressão de 0,9 a 2,3 meses (log-rank p <0,0002) e um prolongamento estatisticamente significativo da sobrevida16 média de 4,4 a 5,7 meses (log-rank p <0,0024) foram observados nos pacientes tratados com gencitabina em comparação com pacientes tratados com 5-FU.

Câncer3 de Pulmão8 de Células9 Não Pequenas (CPCNP)

Dados de 2 estudos clínicos randomizados (657 pacientes) suportam o uso de gencitabina em combinação com a cisplatina para o tratamento de primeira linha de pacientes com CPCNP localmente avançado ou metastático.

Gencitabina em combinação com cisplatina versus cisplatina como agente isolado: este estudo foi conduzido na Europa, nos Estados Unidos e no Canadá em 522 pacientes com CPCNP estagio clínico IIIA e IIIB inoperáveis ou IV que não tinham recebido quimioterapia11 prévia. Uma dose de 1.000 mg/m2 de gencitabina foi administrada nos Dias 1, 8 e 15 de um ciclo de 28 dias em combinação com cisplatina, dose de 100 mg/m2, administrada no Dia 1 de cada ciclo. Uma dose de 100 mg/m2 de cisplatina como agente isolado foi administrada no Dia 1 a cada ciclo de 28 dias. O objetivo primário foi a sobrevida16. Observou-se um desequilíbrio com relação à histologia em 48% dos pacientes no grupo de cisplatina e, em 37% dos pacientes no grupo de gencitabina mais cisplatina, a histologia era adenocarcinoma5.

O tempo de sobrevida16 mediano no grupo de gencitabina mais cisplatina foi de 9,0 meses, comparado a 7,6 meses do grupo de cisplatina como agente isolado. O tempo mediano para a progressão da doença foi de 5,2 meses no grupo de gencitabina mais cisplatina comparado a 3,7 meses no grupo da cisplatina. A Gemcitabina em combinação com a cisplatina mostrou uma taxa de resposta estatisticamente mais alta que a cisplatina sozinha (31,0% e 12,0%, respectivamente, p <0,0001).

Em outro estudo randomizado14 de fase III de 135 pacientes com CPCNP estágio IIIB ou IV, uma combinação de Gemcitabina e cisplatina mostrou uma taxa de resposta estatisticamente mais alta do que uma combinação de cisplatina e etoposídeo (40,6% e 21,2%, respectivamente, p = 0,025). Foi observado um prolongamento estatisticamente significativo do tempo até a progressão, de 4,3 a 6,9 meses (p = 0,014) em pacientes tratados com gencitabina/cisplatina, em comparação com pacientes tratados com etoposídeo/cisplatina.

Em ambos os estudos, verificou-se que a tolerabilidade foi semelhante nos dois grupos de tratamento.

Câncer3 de mama10

Dados de um estudo multicêntrico, randomizado21, Fase 3 (529 pacientes) suportam o uso de gencitabina em combinação com paclitaxel para o tratamento de pacientes com câncer3 de mama10 que receberam previamente quimioterapia11 adjuvante/neoadjuvante de antraciclina, a menos que esta tenha sido clinicamente contraindicada. Gencitabina, na dose de 1.250 mg/m2, foi administrado nos Dias 1 e 8 de um ciclo de 21 dias com uma dose de 175 mg/m2 de paclitaxel administrado previamente ao gencitabina no Dia 1 de cada ciclo. Paclitaxel, na dose de 175 mg/m2 foi administrado como agente isolado no Dia 1 de cada ciclo de 21 dias como braço controle. A combinação de gencitabina com paclitaxel resultou em melhora estatisticamente significante no tempo documentado para a progressão da doença e na taxa de resposta geral comparada a monoterapia com paclitaxel. Além disso, com base na análise do intervalo de sobrevida16, houve uma forte tendência a melhora da sobrevida16 no grupo que recebeu gencitabina. Após 377 mortes, a sobrevida16 global foi de 18,6 meses versus 15,8 meses (log rank p = 0,0489, HR 0,82) em pacientes tratados com gencitabina/paclitaxel em comparação com pacientes tratados com paclitaxel e a taxa de resposta geral foi de 41,4% e 26,2%, respectivamente (p = 0,0002).

Outros estudos clínicos

Foi observada toxicidade17 aumentada quando gencitabina foi administrado mais frequentemente que uma vez por semana ou com infusões mais longas que 60 minutos. Os resultados de um estudo de Fase 1 com gencitabina para avaliar a dose máxima tolerada (MDT) usando uma dose diária por 5 dias consecutivos, mostraram que os pacientes desenvolveram hipotensão22 significante e sintomas23 graves semelhantes aos da gripe24, que foram intoleráveis em doses acima de 10 mg/m2. A incidência25 e a gravidade desses eventos estavam relacionadas à dose. Outros estudos de Fase 1 usando um esquema de duas vezes por semana atingiram MDT de apenas 65 mg/m2 (30 minutos de infusão) e 150 mg/m2 (bolus26 em 5 minutos). As toxicidades dose-limitantes foram trombocitopenia27 e sintomas23 semelhantes aos da gripe24, particularmente astenia28. Em um estudo de Fase 1 para avaliar o tempo máximo tolerado de infusão, verificou-se toxicidade17 clinicamente significante, definida como mielossupressão, com doses semanais de 300 mg/m2 ou com tempo de infusão maior ou igual a 270 minutos. A meia-vida da gencitabina é influenciada pela duração da infusão e a toxicidade17 parece estar aumentada se gencitabina for administrado mais frequentemente que uma vez por semana ou com infusões em tempo maior que 60 minutos.

* Referência: Bula do medicamento Gemzar.

CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS

Código ATC: L01BC05 – cloridrato de gencitabina. 

Agentes antineoplásticos e imunomoduladores: Este grupo compreende preparações usadas no tratamento de doenças neoplásicas29 malignas e agentes imunomoduladores.

Descrição: o cloridrato de gencitabina é o monocloridrato de 2'-deoxi-2',2'-difluorocitidina (isômero beta), isto é, um nucleosídeo análogo com atividade antitumoral. A fórmula molecular é C9H11F2N3O4•HCl. Seu peso molecular é de 299,66. O cloridrato de gencitabina é um sólido branco a branco-amarelado, é solúvel em água, levemente solúvel em metanol e praticamente insolúvel em etanol e em solventes orgânicos polares.

Atividade citotóxica em modelos de cultura de células9: a gencitabina exibe especificidade para a fase celular, primariamente matando células9 que estão sofrendo a síntese do ADN (Fase S) e bloqueando a progressão de células9 através da fase ligada a G1/S.

Mecanismo de ação

Metabolismo30 Celular e Mecanismo de Ação: a gencitabina (dFdC) é metabolizada intracelularmente pelas quinases-nucleosídeo aos nucleosídeos ativos difosfato (dFdCDP) e trifosfato (dFdCTP). A ação citotóxica da gencitabina parece ser devida à inibição da síntese do ADN (ácido desoxirribonucleico) pela dupla ação do dFdCDP e do dFdCTP. Primeiro, o dFdCDP inibe a ribonucleotídeo redutase que é responsável pela catalisação das reações que geram os deoxinucleosídeos trifosfatos para a síntese do ADN. A inibição desta enzima31 pelo dFdCDP causa uma redução nas concentrações de deoxinucleosídeos em geral e em especial na de dCTP. Segundo, o dFdCTP compete com o dCTP para incorporação no ADN. Assim, a redução na concentração intracelular de dCTP potencializa a incorporação de dFdCTP no ADN (auto-potencialização). Após a gencitabina ser incorporada ao ADN, é adicionado um nucleotídeo ao crescimento das cadeias de ADN. Após esta adição, há uma inibição completa na síntese subsequente de ADN. A epsilon-ADN-polimerase é incapaz de remover a gencitabina e restaurar o crescimento das cadeias de ADN (terminação mascarada de cadeia). Em células9 linfoblastoides CEM T, a gencitabina induz a fragmentação internucleossomal do ADN, uma característica do processo programado de morte celular.

Farmacodinâmica

A gencitabina demonstrou in vitro atividade sinérgica dose-dependente com a cisplatina. Não foi observado nenhum efeito cumulativo de cisplatina sobre a gencitabina dCTP ou quebra da dupla de filamentos do ADN. In vivo, a gencitabina demonstrou atividade em combinação com a cisplatina contra os xenoenxertos LX-1 e CALU-6 de pulmão8 humano, mas foi observada uma atividade mínima com os xenoenxertos NCI-H460 ou NCI-H520. A gencitabina foi sinérgica com cisplatina em xenoenxertos de Lewis em pulmão8 de camundongos. A exposição sequencial à gencitabina 4 horas antes da cisplatina produziu uma maior interação.

Farmacocinética

A farmacocinética da gencitabina foi examinada em 353 pacientes em sete estudos. As 121 mulheres e 232 homens tinham idades entre 29 e 79 anos. Desses pacientes, aproximadamente 45% tinham câncer3 de pulmão8 de células9 não pequenas e 35% foram diagnosticados com câncer3 de pâncreas6. Os seguintes parâmetros farmacocinéticos foram obtidos para doses variando de 500 a 2.592 mg/m2 que foram infundidas de 0,4 a 1,2 horas.

Absorção: As concentrações plasmáticas máximas (obtidas dentro de 5 minutos após o final da infusão) foram de 3,2 a 45,5 µg/mL. As concentrações plasmáticas do composto original após uma dose de 1.000 mg/m2/30 minutos são maiores que 5 µg/mL por aproximadamente 30 minutos após o término da infusão e maiores que 0,4 µg/mL por mais uma hora.

Distribuição: O volume de distribuição do compartimento central foi de 12,4 L/m2 para as mulheres e 17,5 L/m2 para os homens (a variabilidade interindividual foi de 91,9%). O volume de distribuição do compartimento periférico foi de 47,4 L/m2. O volume do compartimento periférico não foi sensível ao sexo.

A ligação às proteínas32 plasmáticas foi considerada insignificante.

Meia vida: Isso variou de 42 a 94 minutos, dependendo da idade e do sexo. Para o esquema posológico recomendado, a eliminação da gencitabina deve estar praticamente completa dentro de 5 a 11 horas após o início da infusão. A gencitabina não se acumula quando administrada uma vez por semana.

Biotransformação: A gencitabina é rapidamente metabolizada pela citidina desaminase no fígado33, rim34, sangue35 e outros tecidos. O metabolismo30 intracelular da Gemcitabina produz a Gemcitabina mono, di e trifosfatos (dFdCMP, dFdCDP e dFdCTP) dos quais o dFdCDP e o dFdCTP são considerados ativos. Esses metabólitos36 intracelulares não foram detectados no plasma37 ou na urina38. O metabólito39 primário, 2 'desoxi 2', 2 'difluorouridina (dFdU), não é ativo e é encontrado no plasma37 e na urina38.

Eliminação: A depuração sistêmica variou de 29,2 L/h/m2 a 92,2/h/m2, dependendo do sexo e da idade (a variabilidade interindividual foi de 52,2%). A depuração para as mulheres é aproximadamente 25% menor que os valores para os homens. Embora rápida, a depuração para homens e mulheres parece diminuir com a idade.

Para a dose recomendada de 1.000 mg/m2 de gencitabina, administrada por infusão de 30 minutos, os valores mais baixos de depuração para mulheres e homens não devem exigir uma diminuição da dose de gencitabina.

Excreção urinária: Menos de 10% é excretado como substância ativa inalterada. A depuração renal40 foi de 2 a 7 L/h/m2.

Durante a semana após a administração, 92 a 98% da dose de Gemcitabina administrada é recuperada, 99% na urina38, principalmente na forma de dFdU e 1% da dose é excretada nas fezes.

Cinética41 do dFdCTP: Este metabolito39 pode ser encontrado nas células9 mononucleares do sangue35 periférico e as informações abaixo referem-se a essas células9. As concentrações intracelulares aumentam em proporção às doses de gencitabina de 35-350 mg/m2/30 minutos, o que fornece concentrações no estado estacionário de 0,4–5 µg/mL. Em concentrações plasmáticas de gencitabina acima de 5 µg/mL, os níveis de dFdCTP não aumentam, sugerindo que a formação é saturável nessas células9.

Meia vida da eliminação terminal: 0,7–12 horas.

Cinética41 dFdU

Concentrações plasmáticas máximas (3–15 minutos após o final da infusão de 30 minutos, 1.000 mg/m2): 28–52 µg/mL. Concentração mínima após administração uma vez por semana: 0,07–1,12 µg/mL, sem acumulação aparente. Curva da concentração plasmática trifásica versus tempo, meia-vida média da fase terminal 65 horas (intervalo 33–84 horas).

Formação de dFdU a partir do composto original: 91–98%.

Volume médio de distribuição do compartimento central: 18 L/m2 (intervalo 11–22 L/m2). Volume médio de distribuição no estado estacionário (Vss): 150 L/m2 (intervalo 96-228 L/m2).

Distribuição de tecidos: extensa.

Afastamento aparente médio: 2,5 L/h/m2 (faixa de 1-4 L/h/m2).

Excreção urinária: Todos.

Terapia combinada42 gencitabina e paclitaxel: A terapia combinada42 não alterou a farmacocinética da gencitabina ou paclitaxel.

Terapia combinada42 de gencitabina e carboplatina: Quando administrada em combinação com carboplatina, a farmacocinética da gencitabina não foi alterada

Insuficiência renal43A insuficiência renal43 leve a moderada (TFG de 30 mL/min a 80 mL/min) não tem efeito consistente e significativo na farmacocinética da gencitabina.

Dados de segurança pré-clínica

Em estudos de doses repetidas com duração de até 6 meses em camundongos e cães, o principal achado foi o cronograma e a supressão hematopoiética dependente da dose, que foi reversível.

A gencitabina é mutagênica em um teste de mutação44 in vitro e em um teste de micronúcleo de medula óssea45 in vivo. Estudos em animais de longo prazo avaliando o potencial carcinogênico não foram realizados.

Nos estudos de fertilidade, a gencitabina causou hiposspermatogênese reversível em camundongos machos. Nenhum efeito sobre a fertilidade das fêmeas foi detectado.

A avaliação de estudos experimentais em animais mostrou toxicidade17 reprodutiva, por exemplo defeitos congênitos46 e outros efeitos no desenvolvimento do embrião ou feto47, no curso da gestação ou no desenvolvimento peri e pós-natal.

CONTRAINDICAÇÕES

Gemcit é contraindicado àqueles pacientes com hipersensibilidade conhecida à gencitabina ou a qualquer um dos excipientes presentes na fórmula. As reações incluem anafilaxia48.

Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES

O aumento do tempo de infusão e o aumento da frequência das doses mostraram aumento de toxicidade17.

Toxicidade17 hematológica

A gencitabina pode suprimir a função da medula óssea45, manifestada por leucopenia49, trombocitopenia27 e anemia50. Os pacientes recebendo gencitabina devem ser monitorados antes de cada dose quanto à contagem de plaquetas51, leucócitos52 e granulócitos53. Deve-se considerar a suspensão ou modificação do tratamento quando for detectada depressão da medula óssea45 induzida pela droga (ver POSOLOGIA E MODO DE USAR).

As contagens sanguíneas periféricas podem continuar se deteriorando após a interrupção da administração da gencitabina. Em pacientes com função medular comprometida, o tratamento deve ser iniciado com cautela. Tal como acontece com outros tratamentos citotóxicos54, o risco de supressão cumulativa da medula óssea45 deve ser considerado quando o tratamento com gencitabina é administrado juntamente com outra quimioterapia11.

Insuficiência hepática55 e renal40

Testes laboratoriais da função hepática56 e renal40, além de testes virológicos para avaliação de infecções57 latentes como hepatite58 B e hepatite58 C, devem ser realizados periodicamente. A administração de gencitabina em pacientes apresentando concomitantemente metástase59 hepática56 e histórico médico de hepatite58, alcoolismo ou cirrose60 hepática56 pré-existentes pode exacerbar a insuficiência hepática55 de base.

Radioterapia61 concomitante

Foi relatada toxicidade17 com radioterapia61 concomitante (uso simultâneo ou em ciclo ≤ 7 dias) (ver item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

Síndrome62 Hemolítico-Urêmica (SHU)

A síndrome62 hemolítico-urêmica (SHU), incluindo fatalidades por insuficiência renal43 ou a necessidade de diálise63, pode ocorrer com o cloridrato de gencitabina. Em ensaios clínicos64, a SHU ocorreu em 0,25% dos 2429 pacientes. A maioria dos casos fatais de insuficiência renal43 ocorreu devido a SHU. Casos graves de microangiopatia trombótica65 (MAT) que não a síndrome62 hemolítico-urêmica (SHU) foram relatados com Gemcitabina. A função renal40 deve ser avaliada antes do início do tratamento com Gemcit e periodicamente durante o tratamento. O diagnóstico66 de SHU deve ser considerado em pacientes que desenvolvem anemia50 com evidência de hemólise67 microangiopática; bilirrubina68 aumentada ou LDH; reticulocitose; trombocitopenia27 grave; ou insuficiência renal43 (aumento da creatinina69 sérica ou ureia70). Gemcit deve ser interrompido permanentemente em pacientes com SHU ou insuficiência renal43 grave. A insuficiência renal43 pode não ser reversível, mesmo com a descontinuação da terapia.

Vacinas

A vacina71 contra febre amarela72 e outras vacinas vivas atenuadas não são recomendadas em pacientes tratados com gencitabina.

Cardiovascular

Devido ao risco de distúrbios cardíacos e/ou vasculares73 com gencitabina, deve-se tomar cuidado especial com pacientes que apresentam histórico de eventos cardiovasculares.

Síndrome62 de Encefalopatia74 Posterior Reversível (SEPR)

Casos de SEPR com consequências potencialmente graves foram relatados em pacientes recebendo gencitabina como único agente ou em combinação com outros agentes quimioterápicos.

Hipertensão75 aguda e atividade convulsiva foram relatadas na maioria dos pacientes tratados com gencitabina experimentando SEPR, mas outros sintomas23 como dor de cabeça76, letargia77, confusão e cegueira também podem estar presentes. O diagnóstico66 é idealmente confirmado por ressonância magnética78 de imagem. A Síndrome62 de Encefalopatia74 Posterior Reversível (SEPR) era tipicamente reversível com medidas de suporte apropriadas. Esses eventos podem estar relacionados aos danos do endotélio vascular79 possivelmente induzidos pela gencitabina. A gencitabina deve ser descontinuada permanentemente e devem ser implementadas medidas de suporte, incluindo controle da pressão arterial80 e terapia anti-convulsiva, se a SEPR se desenvolver durante a terapia.

Síndrome62 capilar81

Foi notificada síndrome62 do vazamento capilar81 em pacientes recebendo gencitabina como agente único ou em combinação com outros agentes quimioterapêuticos. A condição geralmente é tratável se reconhecida precocemente e tratada adequadamente, mas casos fatais foram relatados. A condição envolve hiperpermeabilidade capilar81 sistêmica durante a qual fluidos e proteínas32 do espaço intravascular82 vazam para o interstício83. As características clínicas incluem edema84 generalizado, ganho de peso, hipoalbuminemia85, hipotensão22 grave, insuficiência renal43 aguda e edema pulmonar86. A gencitabina deve ser descontinuada e medidas de suporte implementadas se a síndrome62 do vazamento capilar81 se desenvolver durante a terapia. A síndrome62 do vazamento capilar81 pode ocorrer em ciclos posteriores e tem sido associada na literatura à síndrome62 do desconforto respiratório do adulto.

Pulmonar

Síndrome62 de Hemorragia87 Alveolar (SHA) e Síndrome62 do Desconforto Respiratório Agudo88 (SDRA) com consequências potencialmente graves foram relatados em pacientes recebendo gencitabina como único agente ou em combinação com outros agentes quimioterápicos. Esses eventos podem estar relacionados aos danos do endotélio vascular79 possivelmente induzidos pela gencitabina. Gemcit deve ser descontinuado e medidas de apoio instituídas, caso qualquer uma dessas patologias se desenvolva durante a terapia. (Ver REAÇÕES ADVERSAS).

Além da SDRA, outros efeitos pulmonares graves como pneumonite89 intersticial90 e edema pulmonar86 foram reportados por pacientes que receberam gencitabina como agente isolado ou em combinação com outros agentes quimioterápicos. Gencitabina deve ser descontinuado e medidas de apoio instituídas se esses efeitos se desenvolverem durante a terapia. (Ver REAÇÕES ADVERSAS).

Carcinogênese, mutagênese e danos à fertilidade: não foram realizados estudos de longa duração em animais para avaliar o potencial carcinogênico da gencitabina. Dano citogenético foi produzido pela gencitabina num estudo in vivo. A gencitabina induziu uma mutação44 precoce in vitro num ensaio de linfoma91 de camundongo (L5178Y). A gencitabina causou hipoespermatogênese reversível dependendo da dose e da posologia em camundongos machos. Embora estudos tenham mostrado um efeito da gencitabina sobre a fertilidade em animais machos, nenhum efeito foi demonstrado sobre a fertilidade em animais fêmeas.

Populações especiais

Uso em crianças: a gencitabina foi avaliada em alguns estudos de Fases 1 e 2 em crianças com vários tipos de tumores. Estes estudos não forneceram dados suficientes para estabelecer a eficácia e segurança do uso da gencitabina em crianças.

Uso em pacientes idosos: para mais informações, ver item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR.

Fertilidade, Gravidez92 e Lactação93

Com base nos dados em animais e seu mecanismo de ação, a gencitabina pode causar danos fetais quando administrada a uma mulher grávida. A gencitabina foi teratogênica94, embriotóxica e fetotóxica em camundongos e coelhos. Mulheres em idade fértil devem fazer um teste de gravidez92 antes do início do tratamento com Gemcit, e receber aconselhamento para estarem cientes dos riscos potenciais ao feto47. Mulheres em idade fértil devem utilizar métodos anticoncepcionais eficazes durante a terapia com Gemcit, mesmo quando há interrupção momentânea da terapia e interrupções da dose, e por 6 meses após a última dose.

Este medicamento pertence à categoria D de risco na gravidez92, logo, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez92.

Não existe informação sobre a presença de gencitabina ou dos seus metabolitos36 no leite humano ou seus efeitos no lactente95 ou na produção de leite. Devido ao potencial de reações adversas em lactentes96, aconselha as mulheres a não amamentarem durante o tratamento com Gemcit e por pelo menos uma semana após a última dose.

Fertilidade: Nos estudos de fertilidade, a gencitabina causou hipoespermatogênese em camundongos machos. Pacientes do sexo masculino em tratamento com gencitabina devem ser aconselhados a não ter filhos durante e até 6 meses após o tratamento, e a buscar informações sobre a crioconservação de espermatozoides97 antes do tratamento, devido à possibilidade de infertilidade98 devido à terapia com gencitabina

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez92.

Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas

Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir e usar máquinas. Foi relatado que a gencitabina causa sonolência leve a moderada, especialmente em combinação com o consumo de álcool. Os pacientes devem ser alertados para não dirigirem ou operarem máquinas até que se estabeleça que não estão sonolentos.

INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS

Radioterapia61

Uso concomitante (uso simultâneo ou em ciclo ≤ 7 dias): a toxicidade17 associada a esta terapia multimodal depende de muitos fatores diferentes, incluindo a dose e a frequência da administração de gencitabina, a dose da radiação e sua técnica de planejamento, o tecido99 e o volume-alvo. Os estudos pré-clínicos e clínicos demonstraram que a gencitabina tem atividade radiossensitiva. Em um estudo no qual foi administrada concomitantemente gencitabina (na dose de 1.000 mg/m2) e radiação torácica em doses terapêuticas (por até 6 semanas consecutivas em pacientes com CPCNP), foi observada toxicidade17 significativa, na forma de mucosite100 grave e potencialmente fatal, especialmente esofagites e pneumonites, particularmente em pacientes recebendo altas doses de radioterapia61 (quantidade média de 4.795 cm3). Estudos posteriores sugerem que é possível administrar gencitabina em doses menores, concomitantemente com a radioterapia61, com toxicidade17 previsível (exemplo: estudo de Fase 2 em CPCNP). Durante 6 semanas foi administrada radioterapia61 torácica (dose de 66 Gy), gencitabina (4 doses de 600 mg/m2) e cisplatina (2 doses de 80 mg/m2). Vários estudos de Fases 1 e 2 demonstraram que o uso isolado da gencitabina na dose de 300 mg/m2/semana é possível de ser realizada com a radioterapia61 para CPCNP e para câncer3 pancreático. Ainda não foi definido o regime ótimo para a administração segura da gencitabina com doses terapêuticas de radioterapia61.

Uso isolado (administração em ciclos > 7 dias): a análise dos dados não indica aumento da toxicidade17 quando a gencitabina é administrada mais de 7 dias antes ou depois da radiação. Os dados sugerem que a terapia com gencitabina pode ser iniciada após o término dos efeitos agudos da radioterapia61 ou pelo menos após uma semana do término da radiação.

Foram relatadas lesões101 devido à radiação sobre os tecidos-alvo (exemplo: esofagite102, colite103 e pneumonite89) em associação com o uso isolado ou combinado da gencitabina.

Não há dados/estudos disponíveis sobre a interação entre cloridrato de gencitabina e fitoterápicos, nicotina e doenças com estado de comorbidade104.

Como Gemcit é administrado somente por via intravenosa, a interação com alimentos é improvável.

Vacinação

A vacinação com uma vacina71 viva atenuada ou vacina71 contra febre amarela72 não é recomendada durante o tratamento com Gemcit devido ao risco de doença sistêmica e possivelmente fatal, principalmente em pacientes imunossuprimidos.

CUIDADOS DE ARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO

Cuidados de conservação

Gemcit deve ser armazenado sob refrigeração (2-8°C). Não congelar. O prazo de validade do produto nestas condições de armazenagem é de 24 meses

As soluções diluídas de Gemcit prontas para serem utilizadas devem ser utilizadas imediatamente. Caso não aplique o medicamento, ou seja, não faça administração do mesmo, podem ser mantidas em temperatura ambiente (15 a 30°C), protegidas da luz e devem ser administradas dentro de 24 horas. Desprezar a porção não utilizada caso haja sobra, uma vez que o produto é de dose única. As soluções preparadas de gencitabina não devem ser refrigeradas ou congeladas, uma vez que pode ocorrer a formação de cristais.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas do produto

Solução clara, incolor a amarelo-claro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.

POSOLOGIA E MODO DE USAR

Instruções de Uso/Manuseio: o medicamento é de uso exclusivamente intravenoso. O único diluente aprovado para reconstituição da gencitabina estéril é a solução de cloreto de sódio a 0,9%, sem conservantes. Não foram estudadas incompatibilidades; portanto, não é recomendado misturar gencitabina com outras drogas quando reconstituída. Devido às considerações de solubilidade, a concentração máxima de gencitabina após a reconstituição é de 40 mg/mL. A reconstituição em concentrações maiores do que 40mg/mL pode resultar em dissolução incompleta e deve ser evitada.

Pode-se realizar a diluição adicional com solução injetável de cloreto de sódio 9mg/mL (0,9%) estéril, sem conservante. A solução reconstituída é uma solução de cor clara incolor a clara.

Deve-se ter cuidado com a manipulação e preparação das soluções de Gemcit. É recomendado o uso de luvas na manipulação de Gemcit. Caso as soluções de Gemcit entrem em contato com a pele105 ou mucosa106, lavar imediatamente a pele105 com água e sabão ou enxaguar a mucosa106 com quantidades abundantes de água. Embora irritação cutânea107 aguda não tenha sido observada em estudos com animais, 2 dos 3 coelhos exibiram toxicidades sistêmicas relacionadas à droga (morte, hipoatividade, descarga nasal e respiração superficial) devido à absorção cutânea107. Devem ser considerados os procedimentos adequados para manuseio e descarte de drogas oncológicas. Foram publicadas várias normas sobre este assunto. Não há concordância geral que todos os procedimentos recomendados são necessários ou apropriados.

Procedimentos para manuseio, dispensação e descarte adequado de drogas antineoplásicas devem ser considerados.

POSOLOGIA

Câncer3 de bexiga4:

Uso isolado: A dose recomendada de Gemcit é de 1.250mg/m2, administrada por infusão intravenosa de 30 minutos, nos Dias 1, 8 e 15 de cada ciclo de 28 dias.

Este ciclo de quatro semanas é, então, repetido. A redução da dose em cada ciclo ou dentro do ciclo pode ser aplicada baseada na toxicidade17 experimentada pelo paciente.

Uso combinado: A dose recomendada de Gemcit é de 1.000mg/m2, administrada por infusão intravenosa de 30 minutos, nos Dias 1, 8 e 15 de cada ciclo de 28 dias em combinação com cisplatina. A cisplatina é administrada na dose recomendada de 70mg/m2 no Dia 1 após Gemcit ou Dia 2 de cada ciclo de 28 dias.

Este ciclo de quatro semanas é então repetido. A redução da dose em cada ciclo ou dentro do ciclo pode ser aplicada baseada na toxicidade17 experimentada pelo paciente. Um estudo clínico mostrou maior mielossupressão quando a cisplatina foi usada na dose de 100mg/m2.

Câncer3 pancreático:

A dose recomendada de Gemcit é de 1.000mg/m2 administrada por infusão intravenosa de 30 minutos e deve ser repetida uma vez por semana, até sete semanas, seguido por um período de descanso de uma semana. Ciclos subsequentes devem consistir de injeções semanais por três semanas consecutivas, seguidas de uma semana de descanso. A redução da dose em cada ciclo ou dentro do ciclo pode ser aplicada baseada na toxicidade17 experimentada pelo paciente.

Câncer3 de Pulmão8 de Células9 Não Pequenas (CPCNP):

Uso isolado: A dose recomendada de Gemcit é de 1.000mg/m2 administrada por infusão intravenosa de 30 minutos e deve ser repetida uma vez por semana durante três semanas, seguido por um período de descanso de uma semana. Este ciclo de quatro semanas é, então, repetido. A redução da dose em cada ciclo ou dentro do ciclo pode ser aplicada baseada na toxicidade17 experimentada pelo paciente.

Uso combinado: Gemcit, em combinação com a cisplatina, foi investigada usando dois regimes de dose. Um regime usou um esquema de três semanas e o outro de quatro semanas. O esquema de três semanas usou Gemcit 1.250mg/m2, administrada por infusão intravenosa de 30 minutos, nos Dias 1 e 8 de cada ciclo de 21 dias. O esquema de quatro semanas usou Gemcit 1.000mg/m2, administrada por infusão intravenosa de 30 minutos, nos Dias 1, 8 e 15 de cada ciclo de 28 dias. Em ambos os esquemas, a redução da dose em cada ciclo ou dentro do ciclo pode ser aplicada baseada na toxicidade17 experimentada pelo paciente.

Câncer3 de mama10:

Uso combinado: Gemcit em combinação ao paclitaxel é recomendado usando-se paclitaxel 175 mg/m2, administrado no Dia 1 por infusão intravenosa de aproximadamente 3 horas, seguido por Gemcit 1.250 mg/m2, por infusão intravenosa de 30 minutos nos Dias 1 e 8 de cada ciclo de 21 dias. A redução da dose em cada ciclo ou dentro do ciclo pode ser aplicada baseada na toxicidade17 experimentada pelo paciente. Os pacientes devem ter contagem absoluta de granulócitos53 de no mínimo 1.500 (x 106/L) antes do início da combinação de gencitabina e paclitaxel.

Métodos de tratamento, Monitoramento, Ajustes de dose ou Titulação

Modificação da dose devido a toxicidade17 não hematológica

Exames físicos periódicos e verificações da função renal40 e hepática56 devem ser feitos para detectar toxicidade17 não hematológica. A redução da dose a cada ciclo ou dentro de um ciclo pode ser aplicada com base no grau de toxicidade17 experimentado pelo paciente. Em geral, para toxicidade17 não hematológica grave (grau 3 ou 4), exceto náusea108/vômito109, a terapia com gencitabina deve ser suspensa ou diminuída, dependendo do julgamento do médico. As doses devem ser retidas até que a toxicidade17 seja resolvida na opinião do médico.

Para ajuste da dose de cisplatina e paclitaxel em terapia combinada42, a bula do medicamento de referência correspondente deverá ser consultada.

Modificação da dose devido à toxicidade17 hematológica Iniciação de um ciclo

Para todas as indicações, o paciente deve ser monitorado antes de cada dose para a contagem de plaquetas51 e granulócitos53. Os pacientes devem ter uma contagem absoluta de granulócitos53 de pelo menos 1.500 (x 106/L) e contagem de plaquetas51 de 100.000 (x 106/L) antes do início de um ciclo.

Dentro de um ciclo

As modificações da dose de gencitabina dentro de um ciclo devem ser realizadas de acordo com as seguintes tabelas:

 

Modificação da dose de gencitabina dentro de um ciclo para câncer3 de bexiga4, CPCNP e câncer3 de pâncreas6, administrado em monoterapia ou em combinação com cisplatina

Contagem absoluta de granulócitos53 (x 106/L)

Contagem de plaquetas51 (x 106/L)

Porcentagem da dose padrão de gencitabina (%)

>1.000 e

>100.000

100

500-1.000 ou

50.000-100.000

75

<500 ou

<50.000

Omitir dose*

* O tratamento omitido não será restabelecido dentro de um ciclo antes que a contagem absoluta de granulócitos53 atinja pelo menos 500 (x106/L) e a contagem de plaquetas51 atinja 50.000 (x106/L).

Modificação da dose de gencitabina dentro de um ciclo para câncer3 de mama10, administrado em combinação com paclitaxel

Contagem absoluta de granulócitos53 (x 106/L)

Contagem de plaquetas51 (x 106/L)

Porcentagem da dose padrão de gencitabina (%)

≥ 1.200 e

> 75.000

100

1.000-<1.200 ou

50.000-75.000

75

700-<1.000 e

≥ 50.000

50

<700 ou

< 50.000

Omitir dose*

* O tratamento omitido não será restabelecido dentro de um ciclo.

O tratamento começará no dia 1 do próximo ciclo assim que a contagem absoluta de granulócitos53 atingir pelo menos 1.500 (x106/L) e a contagem de plaquetas51 atingir 100.000 (x106/L).

Modificações de dose devido à toxicidade17 hematológica em ciclos subsequentes, para todas as indicações:

A dose de gencitabina deve ser reduzida para 75% da dose de início do ciclo original, no caso das seguintes toxicidades hematológicas:

  • Contagem absoluta de granulócitos53 <500 x 106/L por mais de 5 dias
  • Contagem absoluta de granulócitos53 <100 x 106/L por mais de 3 dias
  • Neutropenia110 febril
  • Plaquetas51 <25.000 x 106/L
  • Atraso de ciclo de mais de 1 semana devido à toxicidade17

Pacientes idosos: não há evidências que sugiram que um ajuste de dose diferente daquele recomendado para todos os pacientes seja necessário para pacientes7 idosos, embora o clearance e a meia-vida da gencitabina sejam afetados pela idade.

Pacientes com insuficiência renal43 e hepática56: Gemcit deve ser usado com cuidado em pacientes com insuficiência renal43 ou hepática56, devido às informações dos estudos clínicos serem insuficientes para permitir uma recomendação clara de dose para esta população. Insuficiência renal43 leve a moderada (taxa de filtração glomerular de 30 mL/min a 80 mL/min) não tem efeito consistente e significante na farmacocinética da gencitabina.

População Pediátrica: O uso da gencitabina não é recomendado em crianças menores de 18 anos devido a dados insuficientes de segurança e eficácia.

REAÇÕES ADVERSAS

As reações adversas medicamentosas mais comumente relatadas associadas ao tratamento com gencitabina incluem: náusea108 com ou sem vômito109, transaminases hepáticas111 elevadas (AST/ALT) e fosfatase alcalina112, relatadas em aproximadamente 60% dos pacientes; proteinúria113 e hematúria114 relatadas em aproximadamente 50% dos pacientes; dispneia115 relatada em 10-40% dos pacientes (maior incidência25 em pacientes com câncer3 de pulmão8); erupções cutâneas116 alérgicas ocorrem em aproximadamente 25% dos pacientes e estão associadas a prurido117 em 10% dos pacientes.

A frequência e gravidade das reações adversas são afetadas pela dose, taxa de infusão e intervalos entre as doses. As reações adversas limitantes da dose são reduções nas contagens de trombócitos118, leucócitos52 e granulócitos53.

Dados de ensaios clínicos64

As frequências são definidas como: muito comuns (≥ 1/10), comuns (≥ 1/100 a <1/10), incomuns (≥ 1/1.000 a <1/100), raras (≥ 1/10.000 a <1/1.000), muito raro (< 1/10.000).

A tabela a seguir de efeitos e frequências indesejáveis é baseada em dados de ensaios clínicos64. Dentro de cada grupo de frequências, efeitos indesejáveis são apresentados em ordem decrescente de gravidade.

Frequência

Sistema de Classificação de Órgãos

Reação Adversa

Muito comum (≥ 1/10)

Doenças do sangue35 e do sistema linfático119

Leucopenia49 (neutropenia110 grau 3 = 19,3%; grau 4 = 6%). A supressão da medula óssea45 é geralmente leve a moderada e afeta principalmente a contagem de granulócitos53. Trombocitopenia27 e anemia50

Sistema cardiovascular120

Edema84 e edema84 periférico. Poucos casos de hipotensão22 foram relatados

Problemas gastrointestinais

Anormalidades nos testes de função do fígado33 (elevação das transaminases hepáticas111 e alcalino fosfatase) Vômitos121, náuseas122

Distúrbios hepatobiliares123

Elevação das transaminases hepáticas111 (AST e ALT) e fosfatase alcalina112

Afecções124 dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Erupção125 cutânea107 alérgica frequentemente associada a prurido117, alopecia126

Distúrbios renais e urinários Hematúria114, proteinúria113 leve
Perturbações gerais e alterações no local de administração Sintomas23 semelhantes à gripe24 – os sintomas23 mais comuns são febre127, dor de cabeça76, calafrios128 e astenia28. Tosse, rinite129, mal-estar, transpiração130 e dificuldades para dormir também foram relatadas. Edema84/edema84 periférico, incluindo edema84 facial. O edema84 geralmente é reversível após a interrupção do tratamento.

Comum (≥ /100 a <1/10)

Doenças do sangue35 e do sistema linfático119

Neutropenia110 febril

Distúrbios do metabolismo30 e nutrição131 Anorexia132
Distúrbios do sistema nervoso133 Dor de cabeça76, insônia, sonolência
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Tosse, rinite129
Problemas gastrointestinais Diarreia134, estomatite135 e ulceração136 da boca137, constipação138
Distúrbios hepatobiliares123 Aumento da bilirrubina68
Afecções124 dos tecidos cutâneos e subcutâneos Coceira, sudorese139
Afecções124 musculosqueléticas e dos tecidos conjuntivos Dor nas costas140, mialgia141
Perturbações gerais e alterações no local de administração Febre127, astenia28, calafrios128, infecções57

Incomum (≥ 1/1.000 a <1/100)

Distúrbios do sistema nervoso133

Acidente vascular cerebral142

Cardiopatias Arritmias143, de natureza predominantemente supraventricular, insuficiência cardíaca144
Distúrbios respiratórios, torácicos e  mediastinais Pneumonite89 intersticial90, broncoespasmo145 – geralmente ligeira e transitória, mas pode requerer tratamento parenteral
Distúrbios hepatobiliares123 Hepatotoxicidade146 grave, incluindo insuficiência hepática55 e morte
Distúrbios renais e urinários Insuficiência renal43, síndrome62 hemolítico-urémico

Raro (≥ 1/10.000 a <1/1.000)

Cardiopatias Distúrbios vasculares73

 

 

Infarto do miocárdio147

 

Sinais148 clínicos de vasculite149 periférica e gangrena150, hipotensão22

 

 

Distúrbios hepatobiliares123 Aumento da gama-glutamil transferase (GGT)
Afecções124 dos tecidos cutâneos e subcutâneos Reações cutâneas116 graves, incluindo descamação151 e erupções cutâneas116 bolhosas, ulceração136, formação de vesículas152 e feridas, descamação151
Perturbações gerais e alterações no local de administração Reações no local da injeção153 – principalmente de natureza leve
Lesões101, envenenamentos e complicações processuais Toxicidade17 por radiação, recuperação de radiação
Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Edema pulmonar86, síndrome62 do desconforto respiratório do adulto

Muito raro (<1/10.000)

Doenças do sangue35 e do sistema linfático119 Trombocitose154, microangiopatia trombótica65
Distúrbios do sistema imunológico155 Reação anafilactóide
Distúrbios do sistema nervoso133 Síndrome62 da encefalopatia74 reversível posterior
Distúrbios vasculares73 Síndrome62 do vazamento capilar81. Vasculite149 periférica, gangrena150 e Síndrome62 da Hemorragia87 Alveolar
Problemas gastrointestinais Colite103 isquêmica
Afecções124 dos tecidos cutâneos e subcutâneos Necrólise epidérmica tóxica156, Síndrome62 de Steven-Johnson
Sistema cardiovascular120 Insuficência cardíaca e arritmia157. Microaniopatia trombótica65

Desconhecida

Infecções57 e infestações

Sepse158

 

Afecções124 dos tecidos cutâneos e subcutâneos

Pseudocelulite

 

Eventos adversos relatados após o início da comercialização:

Frequência

Sistema de Classificação de Órgãos

Reação Adversa

Raro (≥ 1/10.000 a <1/1.000)

Infecções57 e Infestações

Infecções57 e sepse158

Muito raro (<1/10.000)

Alteração hematológica e sistema linfático119

Microangiopatia trombótica65 (MAT) foi relatado em pacientes recebendo gencitabina. Nestes pacientes, a insuficiência renal43 pode não ser reversível mesmo com a descontinuação do tratamento, e a diálise63 pode ser necessária.

Desconhecida

Sistema respiratório159

Efeitos pulmonares, algumas vezes graves [tais como pneumonite89 intersticial90 (inflamação160 dos pulmões161), fibrose162 pulmonar, edema pulmonar86, Síndrome62 do Desconforto Respiratório Agudo88 – SDRA, eosinofilia163 pulmonar

Sistema Nervoso133 Síndrome62 da Encefalopatia74 Reversível Posterior – SEPR, com consequências potencialmente graves.
Sistema geniturinário Síndrome62 Hemolítico-Urêmica – SHU e insuficiência renal43
Sistema gastrointestinal Insuficiência hepática55, doença hepática56 veno-oclusiva
Sistema hematológico e linfático164 Microangiopatia trombótica65, trombocitopenia27 e lesão165 mecânica dos eritrócitos166. Nestes pacientes, a insuficiência renal43 pode não ser reversível mesmo com a descontinuação do tratamento, e a diálise63 pode ser necessária.
Infecções57 e Infestações Sepse158; nestes pacientes, a insuficiência renal43 pode não ser reversível mesmo com a descontinuação do tratamento, e a diálise63 pode ser necessária.
Sistema cardiovascular120 Insuficiência cardíaca144, arritmias143 e infarto do miocárdio147.
Sistema vascular167 Vasculite149 periférica, gangrena150 e Síndrome62 da Hemorragia87 Alveolar
Pele105 e anexos168 Reações graves na pele105, tais como descamação151 e erupções cutâneas116 bolhosas, celulite169, pseudocelulite. Lesões101, intoxicações e complicações nos procedimentos: foram relatadas reações devido à readministração de radiação.
Sistema nervoso133 Síndrome62 de Encefalopatia74 Posterior Reversível

Uso combinado no câncer3 de mama10

A frequência das toxicidades hematológicas de grau 3 e 4, particularmente a neutropenia110, aumenta quando a Gemcitabina é usada em combinação com paclitaxel. No entanto, o aumento dessas reações adversas não está associado a um aumento da incidência25 de infecções57 ou eventos hemorrágicos170. Fadiga171 e neutropenia110 febril ocorrem com mais freqüência quando a gencitabina é usada em combinação com paclitaxel. A fadiga171, que não está associada à anemia50, geralmente desaparece após o primeiro ciclo.

Eventos adversos de grau 3 e 4 Paclitaxel versus gencitabina mais paclitaxel

 

Número (%) de pacientes

Paclitaxel (N=259)

Gencitabina mais paclitaxel (N=262)

Grau 3

Grau 4

Grau 3

Grau 4

Laboratório

 

 

 

 

    Anemia50

5 (1,9)

1 (0,4)

15 (5,7)

3 (1,1)

    Trombocitopenia27

0

0

14 (5,3)

1 (0,4)

    Neutropenia110

11 (4,2)

17 (6,6)*

82 (31,3)

45 (17,2)*

Não-laboratorial

 

 

 

 

    Neutropenia110 febril

3 (1,2)

0

12 (4,6)

1 (0,4)

    Fadiga171

3 (1,2)

1 (0,4)

15 (5,7)

2 (0,8)

    Diarreia134

5 (1,9)

0

8 (3,1)

0

    Neuropatia172 motora

2 (0,8)

0

6 (2,3)

1 (0,4)

    Neuropatia172 sensorial

9 (3,5)

0

14 (5,3)

1 (0,4)

* Neutropenia110 de grau 4, com duração de mais de 7 dias, ocorreu em 12,6% dos pacientes no combinado e 5,0% nos pacientes no braço paclitaxel.

 

Uso combinado no câncer3 de bexiga4

Eventos adversos de grau 3 e 4 MVAC versus gencitabina mais cisplatina

 

Número (%) de pacientes

MVAC (metotrexato, vinblastina, doxorrubicina e cisplatina) (N=196)

gencitabina mais cisplatina (N=200)

Grau 3

Grau 4

Grau 3

Grau 4

Laboratório

 

 

 

 

    Anemia50

30 (16)

4 (2)

47 (24)

7 (4)

    Trombocitopenia27

15 (8)

25 (13)

57 (29)

57 (29)

Não-laboratorial

 

 

 

 

    Nausea108 e vômito109

37 (19)

3 (2)

44 (22)

0 (0)

    Diarreia134

15 (8)

1 (1)

6 (3)

0 (0)

    Infecção173

19 (10)

10 (5)

4 (2)

1 (1)

    Estomatite135

34 (18)

8 (4)

2 (1)

0 (0)

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

SUPERDOSE

Não há antídoto174 para superdose de gencitabina. Doses únicas de 5,7 g/m2 foram administradas por infusão IV (intravenosa) durante 30 minutos a cada 2 semanas com toxicidade17 clinicamente aceitável. No caso de suspeita de superdose, o paciente deve ser monitorado em relação à contagem adequada de células sanguíneas175 e deve receber terapia de suporte, se necessário.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

DIZERES LEGAIS


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA
USO RESTRITO À HOSPITAIS
 

Reg. M.S.: 1.0047.0636
Farm. Resp.: Claudia Larissa S. Montanher CRF-PR nº 17.379

Fabricado por:
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Unterach - Austria

Registrado e Importado por:
Sandoz do Brasil Ind. Farm. Ltda
Rua Antônio Rasteiro Filho (Marginal PR 445), 1.920 Cambé – PR
CNPJ: 61.286.647/0001-16


SAC 0800 400 9192

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Ácido clorídrico: Ácido clorídrico ou ácido muriático é uma solução aquosa, ácida e queimativa, normalmente utilizado como reagente químico. É um dos ácidos que se ioniza completamente em solução aquosa.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
4 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
5 Adenocarcinoma: É um câncer (neoplasia maligna) que se origina em tecido glandular. O termo adenocarcinoma é derivado de “adeno”, que significa “pertencente a uma glândula” e “carcinoma”, que descreve um câncer que se desenvolveu em células epiteliais.
6 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
7 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
8 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
9 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
10 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
11 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
12 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
13 Doença metastática: Câncer que se espalhou do seu local de origem a outras partes do organismo.
14 Estudo randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle - o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
15 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
16 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
17 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
18 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
19 Analgésico: Medicamento usado para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
20 Prospectivo: 1. Relativo ao futuro. 2. Suposto, possível; esperado. 3. Relativo à preparação e/ou à previsão do futuro quanto à economia, à tecnologia, ao plano social etc. 4. Em geologia, é relativo à prospecção.
21 Randomizado: Ensaios clínicos comparativos randomizados são considerados o melhor delineamento experimental para avaliar questões relacionadas a tratamento e prevenção. Classicamente, são definidos como experimentos médicos projetados para determinar qual de duas ou mais intervenções é a mais eficaz mediante a alocação aleatória, isto é, randomizada, dos pacientes aos diferentes grupos de estudo. Em geral, um dos grupos é considerado controle – o que algumas vezes pode ser ausência de tratamento, placebo, ou mais frequentemente, um tratamento de eficácia reconhecida. Recursos estatísticos são disponíveis para validar conclusões e maximizar a chance de identificar o melhor tratamento. Esses modelos são chamados de estudos de superioridade, cujo objetivo é determinar se um tratamento em investigação é superior ao agente comparativo.
22 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
23 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
24 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
25 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
26 Bolus: Uma quantidade extra de insulina usada para reduzir um aumento inesperado da glicemia, freqüentemente relacionada a uma refeição rápida.
27 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
28 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
29 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
30 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
31 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
32 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
33 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
34 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
35 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
36 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
37 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
38 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
39 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
40 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
41 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
42 Terapia combinada: Uso de medicações diferentes ao mesmo tempo (agentes hipoglicemiantes orais ou um agente hipoglicemiante oral e insulina, por exemplo) para administrar os níveis de glicose sangüínea em pessoas com diabetes tipo 2.
43 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
44 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
45 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
46 Defeitos congênitos: Problemas ou condições que estão presentes ao nascimento.
47 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
48 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
49 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
50 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
51 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
52 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
53 Granulócitos: Leucócitos que apresentam muitos grânulos no citoplasma. São divididos em três grupos, conforme as características (neutrofílicas, eosinofílicas e basofílicas) de coloração destes grânulos. São granulócitos maduros os NEUTRÓFILOS, EOSINÓFILOS e BASÓFILOS.
54 Citotóxicos: Diz-se das substâncias que são tóxicas às células ou que impedem o crescimento de um tecido celular.
55 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
56 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
57 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
58 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
59 Metástase: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
60 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
61 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
62 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
63 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
64 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
65 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
66 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
67 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
68 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
69 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
70 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
71 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
72 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
73 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
74 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
75 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
76 Cabeça:
77 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
78 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
79 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
80 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
81 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
82 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
83 Interstício: Interstício, em histologia, refere-se à pequena área ou espaço existente na estrutura de um órgão ou tecido orgânico. Embora possa ser usado como sinônimo de espaço extracelular (fora das células) é mais corretamente utilizado para referir-se ao espaço intercelular (entre as células) de um tecido.
84 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
85 Hipoalbuminemia: Queda da albumina no sangue.
86 Edema pulmonar: Acúmulo anormal de líquidos nos pulmões. Pode levar a dificuldades nas trocas gasosas e dificuldade respiratória.
87 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
88 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
89 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
90 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
91 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
92 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
93 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
94 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
95 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
96 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
97 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
98 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
99 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
100 Mucosite: Inflamação de uma membrana mucosa, produzida por uma infecção ou lesão secundária à radioterapia, quimioterapia, carências nutricionais, etc.
101 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
102 Esofagite: Inflamação da mucosa esofágica. Pode ser produzida pelo refluxo do conteúdo ácido estomacal (esofagite de refluxo), por ingestão acidental ou intencional de uma substância tóxica (esofagite cáustica), etc.
103 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
104 Comorbidade: Coexistência de transtornos ou doenças.
105 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
106 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
107 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
108 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
109 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
110 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
111 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
112 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
113 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
114 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
115 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
116 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
117 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
118 Trombócitos: Células em formato de discos e que não apresentam núcleo. São formadas no megacariócito e são encontradas no sangue de todos os mamíferos. Encontram-se envolvidas principalmente na coagulação sangüínea. Sinônimos: Trombócitos
119 Sistema Linfático: Um sistema de órgãos e tecidos que processa e transporta células imunes e LINFA.
120 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
121 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
122 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
123 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
124 Afecções: Quaisquer alterações patológicas do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
125 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
126 Alopécia: Redução parcial ou total de pêlos ou cabelos em uma determinada área de pele. Ela apresenta várias causas, podendo ter evolução progressiva, resolução espontânea ou ser controlada com tratamento médico. Quando afeta todos os pêlos do corpo, é chamada de alopécia universal.
127 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
128 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
129 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
130 Transpiração: 1. Ato ou efeito de transpirar. 2. Em fisiologia, é a eliminação do suor pelas glândulas sudoríparas da pele; sudação. Ou o fluido segregado pelas glândulas sudoríparas; suor. 3. Em botânica, é a perda de água por evaporação que ocorre na superfície de uma planta, principalmente através dos estômatos, mas também pelas lenticelas e, diretamente, pelas células epidérmicas.
131 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
132 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
133 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
134 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
135 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
136 Ulceração: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
137 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
138 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
139 Sudorese: Suor excessivo
140 Costas:
141 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
142 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
143 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
144 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
145 Broncoespasmo: Contração do músculo liso bronquial, capaz de produzir estreitamento das vias aéreas, manifestado por sibilos no tórax e falta de ar. É uma contração vista com freqüência na asma.
146 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
147 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
148 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
149 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
150 Gangrena: Morte de um tecido do organismo. Na maioria dos casos é causada por ausência de fluxo sangüíneo ou infecção. Pode levar à amputação do local acometido.
151 Descamação: 1. Ato ou efeito de descamar(-se); escamação. 2. Na dermatologia, fala-se da eliminação normal ou patológica da camada córnea da pele ou das mucosas. 3. Formação de cascas ou escamas, devido ao intemperismo, sobre uma rocha; esfoliação térmica.
152 Vesículas: Lesões papulares preenchidas com líquido claro.
153 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
154 Trombocitose: É o número excessivo de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitopenia. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é superior a 750.000/mm³ (e particularmente acima de 1.000.000/mm³) justifica-se investigação e intervenção médicas. Quanto à origem, pode ser reativa ou primária (provocada por doença mieloproliferativa). Apesar de freqüentemente ser assintomática (particularmente quando se origina como uma reação secundária), pode provocar uma predisposição para a trombose.
155 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
156 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
157 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
158 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
159 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
160 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
161 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
162 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
163 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
164 Linfático: 1. Na histologia, é relativo à linfa, que contém ou que conduz linfa. 2. No sentido figurado, por extensão de sentido, a que falta vida, vigor, energia (diz-se de indivíduo); apático. 3. Na história da medicina, na classificação hipocrática dos quatro temperamentos de acordo com o humor dominante, que ou aquele que, pela lividez das carnes, flacidez dos músculos, apatia e debilidade demonstradas no comportamento, atesta a predominância de linfa.
165 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
166 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
167 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
168 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
169 Celulite: Inflamação aguda das estruturas cutâneas, incluindo o tecido adiposo subjacente, geralmente produzida por um agente infeccioso e manifestada por dor, rubor, aumento da temperatura local, febre e mal estar geral.
170 Hemorrágicos: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
171 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
172 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
173 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
174 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
175 Células Sanguíneas: Células encontradas no líquido corpóreo circulando por toda parte do SISTEMA CARDIOVASCULAR.

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