Ampicilina (Eurofarma)

EUROFARMA

Atualizado em 03/06/2015

Ampicilina


Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999


cápsula e pó para suspensão oral


Formas Farmacêuticas e Apresentações da Ampicilina

Cápsula: Embalagens contendo 12 ou 18 cápsulas de 500 mg.

Pó para suspensão oral 250 mg/5 mL: Embalagem contendo 1 frasco + copo medida (60 mL após reconstituição).

USO ADULTO E PEDIÁTRICO


Composição da Ampicilina

Cada cápsula contém:

ampicilina (na forma anidra) ……………………................................………....................….…… 500 mg

Excipientes q.s.p. ………....................................................................................…… 1 cápsula

Excipientes: lactose1, metilcelulose, ácido esteárico e estearato de magnésio.


Cada 5 mL de suspensão reconstituída contém:

ampicilina …….....................……..................................................…......………................. 250 mg

Excipientes q.s.p.……….………………………………......................................................................… 5 mL

Excipientes: dióxido de silício coloidal, benzoato de sódio, citrato de sódio anidro, metilparabeno, propilparabeno, essência artificial de baunilha, essência artificial de morango, corante vermelho e sacarose.


Informações ao Paciente da Ampicilina

Ação esperada do medicamento
A ampicilina é um antibiótico derivado das penicilinas que provoca morte dos microorganismos sensíveis. Sua ação inicia-se minutos após a administração de uma dose, mantendo-se adequada por 6 horas ou mais. A ampicilina está indicada no tratamento de diversas infecções2 causadas por microorganismos sensíveis a este medicamento.


Cuidados de armazenamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C a 30°C). Proteger da luz e umidade.

Nota: Após reconstituição do pó, conservar a suspensão oral em temperatura ambiente (entre 15oC e 30oC), protegendo da luz e umidade, por no máximo 7 dias. A suspensão não utilizada durante este período deverá ser descartada.


Prazo de validade

Desde que observados os devidos cuidados de conservação, os prazos de validade da ampicilina cápsula e pó para suspensão oral são de 24 meses, contados a partir das datas de fabricação impressas em suas embalagens externas.

NÃO USE MEDICAMENTOS COM O PRAZO DE VALIDADE VENCIDO.


Gravidez3 e lactação4

A ampicilina não deve ser administrada durante a gravidez3 e lactação4 a não ser que, a critério do médico, os benefícios do tratamento esperados para as mães superem os riscos potenciais para o feto5. Informe ao seu médico a ocorrência de gravidez3 na vigência do tratamento ou após o término do tratamento.

A ampicilina é excretada no leite materno. Informe ao seu médico se está amamentando.


Cuidados de administração

A ampicilina deve ser administrada da seguinte forma:

Cápsula: Deve ser ingerida com um pouco de líquido, preferencialmente água, cerca de 30 minutos a 1 hora antes das refeições.

Pó para suspensão oral - 60 mL: Para reconstituição, adicione água filtrada dentro do frasco, aos poucos e sob agitação constante, até que a suspensão obtida atinja o volume indicado pela marca no rótulo.

Após reconstituição, o produto mantém-se estável por 7 dias à temperatura ambiente (entre 15oC a 30o C). Após este prazo, despreze qualquer suspensão não utilizada.Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. ATENÇÃO DIABÉTICOS: CONTÉM AÇÚCAR6.


Interrupção do tratamento

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico; somente o médico poderá avaliar a eficácia da terapia. A interrupção do tratamento pode ocasionar a não obtenção dos resultados esperados.


Reações adversas

Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis tais como reações alérgicas (caracterizadas por vermelhidão de pele7, urticária8 e coceira) e digestivas (como náuseas9, vômitos10, diarréia11).


TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.


Ingestão concomitante com outras substâncias

A ampicilina pode interagir com alopurinol podendo provocar erupções cutâneas12. Pode também interagir com contraceptivos orais, tendo neste caso risco de gravidez3 indesejada. Deve-se evitar a ingestão da Ampicilina com alimentos, pois estes dificultam sua absorção. Não deve ser administrada a pacientes sensíveis às cefalosporinas devido ao risco de reação alérgica13. A probenicida diminui a taxa de excreção das penicilinas, assim como prolonga e aumenta os seus níveis séricos.

Informe ao seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.


Contra-indicações e precauções

O uso deste medicamento é contra-indicado em caso de hipersensibilidade conhecida a ampicilina e/ou demais componentes da formulação.

A ampicilina deve ser utilizada com cautela em indivíduos com história de alergia14 intensa e/ou asma15.


NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DO SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA A SAÚDE16.


Informações Técnicas da Ampicilina

Características da Ampicilina

Modo de ação
Ampicilina ou ácido 6[D(-)alfa-aminofenilacetamido] penicilânico, é um antibiótico bactericida17, semi-sintético, derivado do núcleo fundamental das penicilinas, o ácido 6-aminopenicilânico. Estudos in vitro demonstraram sensibilidade à ampicilina para os seguintes microrganismos:

  • Gram-positivos: estreptococos alfa e beta-hemolíticos; Streptococcus pneumoniae (chamado Diplococcus pneumoniae); estafilococos não produtores de penicilinase; Bacillus anthracis, Clostridia sp; Corynebacterium xerosis e a maioria das cepas18 de enterococos.

 • Gram-negativos: Haemophylus influenzae; Neisseria gonorrhoeae; Neisseria meningitidis; Proteus mirabilis e muitas cepas18 de Salmonella (incluindo Salmonella typhosa); Shigella e Escherichia coli.

Farmacocinética

A ampicilina é estável na presença do ácido gástrico19, sendo bem absorvida pelo trato gastrintestinal. Difunde-se rapidamente na maioria dos tecidos e fluidos do organismo. A penetração no líquor20 e no cérebro21, entretanto, somente ocorre na presença de inflamação22 meníngea23.

A ampicilina é largamente excretada sob a forma ativa na urina24. De todas as penicilinas é a que se fixa em menor grau a proteínas25 plasmáticas. Níveis séricos de aproximadamente 2,0 mcg/mL foram alcançados 1 a 2 horas após a administração oral de 250 mg de ampicilina para indivíduos adultos. Níveis significativos foram detectados por 6 horas.


- INDICAÇÕES

Ampicilina está indicada no tratamento de infecções2 causadas por microorganismos sensíveis à ampicilina, tais como infecções2 do trato urinário26, respiratório, digestivo e biliar. Infecções2 localizadas ou sistêmicas especialmente causadas por microorganismos do grupo enterococos, Haemophilus, Proteus, Salmonella e E. coli. Também indicada nas infecções2 bucais, extrações infectadas e outras intervenções cirúrgicas.


Contra-Indicações da Ampicilina

AMPICILINA ESTÁ CONTRA-INDICADA PARA PACIENTES27 COM HISTÓRIA DE REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE

ÀS PENICILINAS E/OU DEMAIS COMPONENTES DA FORMULAÇÃO. NÃO DEVE SER ADMINISTRADA A PACIENTES SENSÍVEIS ÀS CEFALOSPORINA DEVIDO A OCORRÊNCIA DE REAÇÃO ALÉRGICA13 CRUZADA .


- PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS

RECOMENDA-SE A REALIZAÇÃO DE TESTES BACTERIOLÓGICOS PARA DETERMINAÇÃO DOS MICROORGANISMOS CAUSADORES DO PROCESSO INFECCIOSO , ASSIM COMO A SENSIBILIDADE DESTES À AMPICILINA , ANTES DA INSTITUIÇÃO DE QUAL QUER MEDICAÇÃO ANTIMICROBIANA. PARA SE DETERMINAR A SUSCEPTIBILIDADE28 RELATIVA IN VITRO PELO MÉTODO KIRBY-BAUER, DEVE-SE UTILIZAR DISCOS DE AMPICILINA DE 10 MCG. É CONVENIENTE RESERVAR A FORMA INJETÁVEL DA MEDICAÇÃO PARA CASOS DE INFECÇÕES2 DE MAIOR GRAVIDADE, OU AINDA, PARA PACIENTES27 INAPTOS A RECEBER A FORMA ORAL. REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE SÉRIAS E OCASIONALMENTE FATAIS FORAM REGISTRADAS EM PACIENTES SOB TRATAMENTO COM PENICILINAS. AINDA QUE A ANAFILAXIA29 SEJA MAIS FREQÜENTE COMO CONSEQÜÊNCIA DA TERAPÊUTICA30 INJETÁVEL, HÁ CASOS EM QUE OCORREU COM A ADMINISTRAÇÃO ORAL DE PENICILINAS. INDIVÍDUOS COM HIPERSENSIBILIDADE A MÚLTIPLOS ALÉRGENOS31 SÃO MAIS SUSCEPTÍVEIS A ESTAS REAÇÕES. TÊM SIDO DESCRITOS CASOS DE INDIVÍDUOS COM HISTÓRIA DE HIPERSENSIBILIDADE A PENICILINAS OS QUAIS APRESENTARAM REAÇÕES INTENSAS QUANDO TRATADOS COM CEFALOSPORINAS.

ANTES DE SE INICIAR TERAPÊUTICA30 COM PENICILINAS DEVE-SE REALIZAR ANAMNESE CRITERIOSA SOBRE HISTÓRIA DE HIPERSENSIBILIDADE ÀS PENICILINAS, CEFALOSPORINAS OU OUTROS ALÉRGENOS31.

CASO OCORRAM REAÇÕES ALÉRGICAS, DEVE-SE INSTITUIR TRATAMENTO ADEQUADO E CONSIDERAR A INTERRUPÇÃO DO USO DA AMPICILINA. REAÇÕES ANAFILÁTICAS32 INTENSAS REQUEREM TRATAMENTO DE EMERGÊNCIA33 COM ADRENALINA34, OXIGÊNIO, CORTICOSTERÓIDES ENDOVENOSOS E CONTROLE RESPIRATÓRIO, INCLUINDO ENTUBAÇÃO, SE NECESSÁRIO. A POSSIBILIDADE DE SUPERINFECÇÃO35 POR PATÓGENOS MICÓTICOS OU BACTERIANOS DEVE SER AVALIADA QUANDO O PRODUTO FOR UTILIZADO POR TEMPO PROLONGADO. NESTES CASOS, DEVE-SE INSTITUIR TERAPÊUTICA30 ADEQUADA. SUGERE-SE MAIOR ESPAÇAMENTO DAS DOSES (A CADA 12 OU 16 HORAS) PARA O TRATAMENTO DE INFECÇÕES2 SISTÊMICAS, EMBORA DOSES USUAIS POSSAM SER EMPREGADAS PARA INFECÇÕES2 DO TRATO URINÁRIO26.


USO DURANTE A GRAVIDEZ3:

A SEGURANÇA DE AMPICILINA PARA USO DURANTE A GRAVIDEZ3 NÃO FOI ESTABELECIDA. NÃO DEVERÁ SER UTILIZADA POR MULHERES GRÁVIDAS, A MENOS QUE, A CRITÉRIO DO MÉDICO, OS EFEITOS BENÉFICOS ESPERADOS SEJAM SUBSTANCIALMENTE SUPERIORES AOS RISCOS POTENCIAIS PARA O FETO5.


USO DURANTE A LACTAÇÃO4:

PEQUENAS CONCENTRAÇÕES DE AMPICILINA FORAM DETECTADAS NO LEITE MATERNO. OS EFEITOS PARA O LACTENTE36, CASO EXISTAM, NÃO SÃO CONHECIDOS. AMPICILINA DEVE SER ADMINISTRADA COM CAUTELA PARA MULHERES QUE ESTÃO EM FASE DE AMAMENTAÇÃO37.


CARCINOGÊNESE, MUTAGÊNESE E PREJUÍZO DA FERTILIDADE:

A AMPICILINA DEMONSTROU-SE NÃO MUTAGÊNICA NOS TESTES DE AMES. NÃO FORAM REALIZADOS ESTUDOS DE LONGA DURAÇÃO EM ANIMAIS PARA AVALIAR O POTENCIAL CARCINO GÊNICO . EFEITOS DELETÉRIOS SOBRE A FERTILIDADE HUMANA NÃO SÃO CONHECIDOS.


EXAMES LABORATORIAIS:

ASSIM COMO PARA QUAL QUER DROGA POTENTE, AVALIAÇÕES PERIÓDICAS DAS FUNÇÕES RENAL38, HEPÁTICA39 E HEMATOPOÉTICA DEVERIAM SER REALIZADAS, DURANTE TRATAMENTOS PROLONGADOS.


USO EM PORTADORES DE INSUFICIÊNCIA HEPÁTICA40 E/OU RENAL38:

PODE HAVER ACÚMULO DE AMPICILINA EM PACIENTES COM COMPROMETIMENTO INTENSO DA FUNÇÃO RENAL38 (CLEARANCE DE CREATININA41 MENOR QUE 30 ML/MINUTO).


EFEITOS SOBRE A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS:

NÃO HÁ EVIDÊNCIAS DE QUE A AMPICILINA DIMINUA A HABILIDADE DE DIRIGIR VEÍCULOS E/OU OPERAR MÁQUINAS.


Interações Medicamentosas da Ampicilina

PACIENTES RECEBENDO ALOPURINOL PARA O TRATAMENTO DE HIPERURICEMIA PARECEM ESTAR PREDISPOSTOS AO DESENVOLVIMENTO DE ERUP ÇÕES CUT ÂNEAS INDU ZIDAS PELA AMPICILINA. A AMPICILINA TEM SIDO ASSOCIADA COM UMA REDUÇÃO NA EXCREÇÃO URINÁRIA DE ESTRÓGENOS ENDÓGENOS EM PACIENTES GRÁVIDAS E CASOS ISOLADOS DE IRREGULARIDADE MENSTRUAL E GRAVIDEZ3 NÃO PLANEJADA EM PACIENTES RECEBENDO CONTRACEPTIVOS ORAIS. A PROBENECIDA DIMINUI A TAXA DE EXCREÇÃO DAS PENICILINAS, ASSIM COMO PROLONGA E AUMENTA OS SEUS NÍVEIS SÉRICOS.

INTERAÇÃO COM TESTES LABORATORIAIS: AS PENICILINAS PODEM INTERFERIR COM A MEDIDA DA GLICOSÚRIA42 REALIZADA COM O MÉTODO DO SULFATO DE COBRE , OCASIONANDO FALSOS RESULTADOS DE ACRÉSCIMO OU DIMINUIÇÃO. ESTA INTERFER ÊNCIA NÃO OCORRE COM O MÉTODO DA GLICOSE43 OXIDASE.

Reações Adversas da Ampicilina

ASSIM COMO COM OUTRAS PENICILINAS, A MAIORIA DAS REAÇÕES ADVERSAS ESTÃO ESSENCIALMENTE LIMITADAS A REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE. ESTAS OCORREM COM MAIOR PROBABILIDADE EM INDIVÍDUOS QUE DEMONSTRARAM REAÇÕES PRÉVIAS DE HIPERSENSIBILIDADE A PENICILINAS, OU NAQUELES COM HISTÓRIA DE ALERGIA14, ASMA15, FEBRE DO FENO44 OU URTICÁRIA8. PODEM SER ATRIBUÍDAS AO USO DA AMPICILINA AS SEGUINTES REAÇÕES ADVERSAS:

GASTRINTESTINAIS: GLOSSITE45, ESTOMATITE46, NÁUSEA47, VÔMITO48, ENTEROCOLITE, COLITE49 PSEUDOMEMBRANOSA E DIARRÉIA11. ESTAS REAÇÕES ESTÃO GERALMENTE ASSOCIADAS A FORMAS FARMACÊUTICAS DE USO ORAL.

REAÇÕES DE HIPERSENSIBILIDADE: ERITEMA50 MACULOPAPULAR51, ERITEMA MULTIFORME52, URTICÁRIA8, DERMATITE53 ESFOLIATIVA. A ANAFILAXIA29 É A REAÇÃO MAIS SÉRIA OCORRIDA, TENDO SIDO ASSOCIADA PRINCIPALMENTE A ADMINISTRAÇÃO PARENTERAL.

NOTA: URTICÁRIA8, ERUPÇÃO54 CUTÂNEA55 E REAÇÕES SEMELHANTES À DOENÇA DO SORO56 PODEM SER CONTROLADAS COM ANTI-HISTAMÍNICOS E, SE NECESSÁRIO, CORTICOSTERÓIDES SISTÊMICOS57. SEMPRE QUE TAIS REAÇÕES OCORREREM, O USO DA AMPICILINA DEVE SER INTERROMPIDO, A MENOS QUE, NA OPINIÃO DO MÉDICO, A CONDIÇÃO A SER TRATADA COLOQUE EM RISCO A VIDA DO PACIENTE, E SOMENTE POSSA SER ERRADICADA COM O USO DA AMPICILINA. REAÇÕES ANAFILÁTICAS32 INTENSAS REQUEREM USO IMEDIATO DE ADRENALINA34, OXIGÊNIO E CORTICOSTERÓIDES ENDOVENOSOS.

HEPÁTICAS58: UMA ELEVAÇÃO MODERADA NA TRANSAMINASE GLUTÂMICA-OXALACÉTICA (TGO) TEM SIDO OCASIONALMENTE NOTADA, PARTICULARMENTE EM CRIANÇAS, MAS SEU SIGNIFICADO NÃO É CONHECIDO.

HEMATOLÓGICAS E LINFÁTICAS: ANEMIA59, TROMBOCITOPENIA60, PÚRPURA61 TROMBOCITOPÊNICA, EOSINOFILIA62, LEUCOPENIA63 E AGRANULOCITOSE64 TÊM SIDO OCASIONALMENTE RELATADAS DURANTE A TERAPÊUTICA30 COM PENICILINAS. ESTAS REAÇÕES SÃO USUALMENTE REVERSÍVEIS COM INTERRUPÇÃO DO TRATAMENTO, E ACREDITA-SE SEREM FENÔMENOS DE HIPERSENSIBILIDADE.


Administração e Posologia da Ampicilina

Administração
As cápsulas de ampicilina devem ser deglutidas com um pouco de líquido. A ingestão de alimentos interfere na absorção de ampicilina, portanto, recomenda-se sua tomada 30 minutos a 1 hora antes das refeições. Já para a suspensão oral devem ser seguidas as informações descritas no item “Recomendações para Reconstituição da Suspensão Oral”.


Posologia

A garantia de níveis sangüíneos eficazes em virtude de sua estabilidade no meio gastrintestinal indica a via oral para a administração da ampicilina. Nos impedimentos, usar a via injetável, passando à via oral assim que possível.


A critério médico e de acordo com a maior ou menor gravidade da infecção65 recomenda-se a seguinte posologia:


(*) Podem ser necessárias doses maiores para infecções2 graves.

(**) As doses recomendadas para crianças destinam-se àquelas cujo peso não resulte em doses mais altas que para adultos.


Doses menores que as recomendadas na tabela acima não devem ser utilizadas. Em infecções2 graves o tratamento poderá ter que ser prolongado por várias semanas, e mesmo doses mais elevadas poderão ser necessárias. Os pacientes devem continuar o tratamento pelo menos por 48 a 72 horas após cessarem todos os sintomas66 ou tornarem-se negativas as culturas.

As infecções2 por estreptococos hemolíticos requerem um mínimo de 10 dias de tratamento para evitar manifestações de febre reumática67 ou glomerulonefrite68. Nas infecções2 crônicas das vias geniturinárias e gastrintestinais são necessárias freqüentes avaliações bacteriológicas e clínicas, assim como exames pós-tratamento repetidos por vários meses, para confirmação de cura bacteriológica.

Infecção65 por Neisseria gonorrhoeae: infecções2 uretrais, cervicais, retais e faringeanas em adultos podem ser tratadas com dose única de 3,5 g de ampicilina associada a 1,0 g de probenecida administradas simultaneamente. Deve-se realizar seguimento, por meio de culturas, de 4 a 7 dias em homens e de 7 a 14 dias em mulheres, após o tratamento. Todos os pacientes com gonorréia69 deveriam possuir testes sorológicos para sífilis70 na época do diagnóstico71. Pacientes com posologia negativa, que não apresentem lesão72 suspeita de sífilis70 deveriam fazer seguimento de controle com sorologia mensal durante 4 meses, para detectar possível sífilis70 mascarada pelo tratamento de gonorréia69. Pacientes com gonorréia69, que apresentam sífilis70 concomitante, devem receber tratamento adicional apropriado para sífilis70 de acordo com seu estágio.


RECOMENDAÇÕES PARA RECONSTITUIÇÃO DA SUSPENSÃO ORAL:

Pó para suspensão oral - 60 mL: Para reconstituição, adicione água filtrada dentro do frasco, aos poucos e sob agitação constante, até que a suspensão obtida atinja o volume indicado pela marca no rótulo.

Após reconstituição, o produto mantém-se estável por 7 dias à temperatura ambiente (entre 15oC a 30o C). Após este prazo, despreze qualquer suspensão não utilizada.


- SUPERDOSAGEM

Conduta na superdosagem

As penicilinas apresentam toxicidade73 direta mínima no homem. É improvável que efeitos tóxicos graves resultem de ingestão, mesmo que em largas doses. Pacientes com disfunção renal38 são mais susceptíveis a alcançar níveis sangüíneos tóxicos.

Não havendo antídoto74 específico, o tratamento, quando necessário, deve ser de suporte. A ampicilina pode ser removida por hemodiálise75, mas não por diálise peritoneal76.


Pacientes Idosos da Ampicilina

Devem-se seguir as orientações gerais descritas anteriormente.


VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA

N.º de lote, data de fabricação e prazo de validade: VIDE CARTUCHO.

Para sua segurança mantenha esta embalagem até o uso total do medicamento.


Cápsulas - MS - 1.0043.0755

Pó para suspensão - MS - 1.0043.0756


Farm. Resp.: Dra. Sônia Albano Badaró - CRF-SP 19.258


Fabricado por: EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA.

Rua Enéas Luiz Carlos Barbante, 216 - São Paulo - SP


EUROFARMA LABORATÓRIOS LTDA.

Av. Ver. José Diniz, 3.465 - São Paulo - SP

CNPJ 61.190.096/0001-92

Indústria Brasileira

Ampicilina (Eurofarma) - Laboratório

EUROFARMA
Av. Ver. José Diniz, 3465 - Campo Belo
São Paulo/SP - CEP: 04603-003
Tel: 0800-704-3876
Email: euroatende@eurofarma.com.br
Site: http://www.eurofarma.com.br/

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Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
2 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
5 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
6 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Urticária: Reação alérgica manifestada na pele como elevações pruriginosas, acompanhadas de vermelhidão da mesma. Pode afetar uma parte ou a totalidade da pele. Em geral é autolimitada e cede em pouco tempo, podendo apresentar períodos de melhora e piora ao longo de vários dias.
9 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
10 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
11 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
12 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
13 Reação alérgica: Sensibilidade a uma substância específica, chamada de alérgeno, com a qual se entra em contato por meio da pele, pulmões, deglutição ou injeções.
14 Alergia: Reação inflamatória anormal, perante substâncias (alérgenos) que habitualmente não deveriam produzi-la. Entre estas substâncias encontram-se poeiras ambientais, medicamentos, alimentos etc.
15 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
16 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
17 Antibiótico bactericida: Destrói a parede bacteriana, eliminando a bactéria.
18 Cepas: Cepa ou estirpe é um termo da biologia e da genética que se refere a um grupo de descendentes com um ancestral comum que compartilham semelhanças morfológicas e/ou fisiológicas.
19 Ácido Gástrico: Ácido clorídrico presente no SUCO GÁSTRICO.
20 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
21 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
22 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
23 Meníngea: Relativa ou própria da meninge.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
26 Trato Urinário:
27 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
28 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
29 Anafilaxia: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
30 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
31 Alérgenos: Substância capaz de provocar reação alérgica em certos indivíduos.
32 Reações anafiláticas: É um tipo de reação alérgica sistêmica aguda. Esta reação ocorre quando a pessoa foi sensibilizada (ou seja, quando o sistema imune foi condicionado a reconhecer uma substância como uma ameaça ao organismo). Na segunda exposição ou nas exposições subseqüentes, ocorre uma reação alérgica. Essa reação é repentina, grave e abrange o corpo todo. O sistema imune libera anticorpos. Os tecidos liberam histamina e outras substâncias. Esse mecanismo causa contrações musculares, constrição das vias respiratórias, dificuldade respiratória, dor abdominal, cãimbras, vômitos e diarréia. A histamina leva à dilatação dos vasos sangüíneos (que abaixa a pressão sangüínea) e o vazamento de líquidos da corrente sangüínea para os tecidos (que reduzem o volume de sangue) o que provoca o choque. Ocorrem com freqüência a urticária e o angioedema - este angioedema pode resultar na obstrução das vias respiratórias. Uma anafilaxia prolongada pode causar arritmia cardíaca.
33 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
34 Adrenalina: 1. Hormônio secretado pela medula das glândulas suprarrenais. Atua no mecanismo da elevação da pressão sanguínea, é importante na produção de respostas fisiológicas rápidas do organismo aos estímulos externos. Usualmente utilizado como estimulante cardíaco, como vasoconstritor nas hemorragias da pele, para prolongar os efeitos de anestésicos locais e como relaxante muscular na asma brônquica. 2. No sentido informal significa disposição física, emocional e mental na realização de tarefas, projetos, etc. Energia, força, vigor.
35 Superinfecção: Geralmente ocorre quando os antibióticos alteram o equilíbrio do organismo, permitindo o crescimento de agentes oportunistas, como os enterococos. A superinfecção pode ser muito difícil de tratar, porque é necessário optar por antibióticos eficazes contra todos os agentes que podem causá-la.
36 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
37 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
38 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
39 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
40 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
41 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
42 Glicosúria: Presença de glicose na urina.
43 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
44 Febre do Feno: Doença polínica, polinose, rinite alérgica estacional ou febre do feno. Deve-se à sensibilização aos componentes de polens, sendo que os alérgenos de pólen provocam sintomas clínicos quando em contato com a mucosa do aparelho respiratório e a conjuntiva de indivíduos previamente sensibilizados.
45 Glossite: Inflamação da mucosa que reveste a língua, produzida por infecção viral, radiação, carências nutricionais, etc.
46 Estomatite: Inflamação da mucosa oral produzida por infecção viral, bacteriana, micótica ou por doença auto-imune. É caracterizada por dor, ardor e vermelhidão da mucosa, podendo depositar-se sobre a mesma uma membrana brancacenta (leucoplasia), ou ser acompanhada de bolhas e vesículas.
47 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
48 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
49 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
50 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
51 Maculopapular: Erupção cutânea que se caracteriza pelo aparecimento de manchas e de pápulas de tonalidade avermelhada, geralmente observada no sarampo ou na rubéola.
52 Eritema multiforme: Condição aguda, auto-limitada, caracterizada pelo início abrupto de pápulas vermelhas fixas simétricas, algumas evoluindo em lesões em forma de “alvo”. A lesão alvo são zonas concêntricas de alterações de coloração com a área central púrpura ou escura e a externa vermelha. Elas irão desenvolver vesícula ou crosta na zona central após vários dias. Vinte porcento de todos os casos ocorrem na infância.O eritema multiforme geralmente é precipitado pelo vírus do herpes simples, Mycoplasma pneumoniae ou histoplasmose.
53 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
54 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
55 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
56 Soro: Chama-se assim qualquer líquido de características cristalinas e incolor.
57 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
58 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
59 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
60 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
61 Púrpura: Lesão hemorrágica de cor vinhosa, que não desaparece à pressão, com diâmetro superior a um centímetro.
62 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
63 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
64 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
65 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
66 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
67 Febre reumática: Doença inflamatória produzida como efeito inflamatório anormal secundário a infecções repetidas por uma bactéria chamada estreptococo beta-hemolítico do grupo A. Caracteriza-se por inflamação das articulações, febre, inflamação de uma ou mais de uma estrutura cardíaca, alterações neurológicas, eritema cutâneo. Com o tratamento mais intensivo da faringite estreptocócica, a freqüência desta doença foi consideravelmente reduzida.
68 Glomerulonefrite: Inflamação do glomérulo renal, produzida por diferentes mecanismos imunológicos. Pode produzir uma lesão irreversível do funcionamento renal, causando insuficiência renal crônica.
69 Gonorreia: Infecção bacteriana que compromete o trato genital, produzida por uma bactéria chamada Neisseria gonorrhoeae. Produz uma secreção branca amarelada que sai pela uretra juntamente com ardor ao urinar. É uma causa de infertilidade masculina.Em mulheres, a infecção pode não ser aparente. Se passar despercebida, pode se tornar crônica e ascender, atingindo os anexos uterinos (trompas, útero, ovários) e causar Doença Inflamatória Pélvica e mesmo infertilidade feminina.
70 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
71 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
72 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
73 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
74 Antídoto: Substância ou mistura que neutraliza os efeitos de um veneno. Esta ação pode reagir diretamente com o veneno ou amenizar/reverter a ação biológica causada por ele.
75 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
76 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
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