PROPRIEDADES EPHYNAL

Atualizado em 24/05/2016

A vitamina1 E participa da formação de todos os tecidos de origem mesodérmica (substância fundamental, fibras colágenas e elásticas do tecido conjuntivo2, musculatura lisa e estriada, vasos,
etc.), e da manutenção de suas funções. A nível celular, a vitamina1 E participa do metabolismo3
dos ácidos nucléicos, bem como na cadeia respiratória.

Sendo um antioxidante biológico, a vitamina1 E impede a oxidação espontânea dos compostos
poliinsaturados, responsáveis pela formação de radicais livres nocivos, impedindo assim a
formação de nitrosaminas cancerígenas. Diminui o efeito tóxico do oxigênio e reduz as
necessidades de seu uso nas reações metabólicas. Devido às suas propriedades lipofílicas, a
vitamina1 E acumula-se nas membranas celulares, protegendo-as sob o aspecto funcional,
principalmente quanto à inibição que exerce na peroxidação dos lipídios. A vitamina1 E contribui,
de forma especial, para a estabilização das membranas lisossomiais, mitocondriais e dos capilares4
e, conseqüentemente, para a manutenção da resistência normal dos eritrócitos5. Ainda baseada
nessa ação, a vitamina1 E promove um aumento da atividade fagocitária.

A deficiência dessa vitamina1 conduz, através da peroxidação dos lipídios, ao acúmulo de
lipofucsina ou pigmento de desgaste dos tecidos.

A carência acentuada de vitamina1 E, em conseqüência de grave síndrome6 de mal-absorção
(redução da superfície de absorção do intestino, atresia7 das vias biliares8, insuficiência9 pancreática,
etc.), provoca o aparecimento de sintomas10 de miopatia11 e neuropatia12.

A abetalipoproteinemia é uma causa bastante rara de carência de vitamina1 E.

A vitamina1 E intervém em diferentes fases da síntese do ácido araquidônico e, portanto, atua no
metabolismo3 das prostaglandinas13.

Em doses elevadas, observa-se inibição da agregação plaquetária.

Em prematuros colocados em incubadora, a vitamina1 E impede a formação da fibroplasia
retrolenticular e displasia broncopulmonar14.

Alguns achados levam a pensar que, após a administração de vitamina1 E, ocorre uma
redistribuição dos lipídios sangüíneos, possivelmente devido à estimulação da hidrólise do
colesterol15 esterificado16. Em caso de dislipoproteinemia (índices baixos de HDL17, com nítido
aumento do índice de LDL18), a vitamina1 E provocaria uma redistribuição do colesterol15, no sentido
de aumento da fração HDL17-colesterol15, antiaterogênico, e diminuição do LDL18-colesterol15,
aterogênico.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
2 Tecido conjuntivo: Tecido que sustenta e conecta outros tecidos. Consiste de CÉLULAS DO TECIDO CONJUNTIVO inseridas em uma grande quantidade de MATRIZ EXTRACELULAR.
3 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
4 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
5 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
6 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
7 Atresia: 1. Estreitamento de qualquer canal do corpo. 2. Imperfuração ou oclusão de uma abertura ou canal normal do organismo, como das vias biliares, do meato urinário, da pupila, etc.
8 Vias biliares: Conjunto de condutos orgânicos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. Sua função é conduzir a bile produzida no fígado, para ser armazenada na vesícula biliar e posteriormente ser liberada no duodeno.
9 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
12 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
13 Prostaglandinas: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
14 Displasia broncopulmonar: Doença pulmonar crônica, de etiologia multifatorial e complexa. Acomete, em geral, os recém-nascidos prematuros submetidos à oxigenioterapia e à ventilação mecânica nos primeiros dias de vida.
15 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
16 Esterificado: Aquilo que passou pelo processo químico de esterificação. A esterificação é uma reação química reversível na qual um ácido carboxílico reage com um álcool produzindo éster e água.
17 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterol”. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
18 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.

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