FARMACOCINÉTICA TILATIL INJETÁVEL

Atualizado em 25/05/2016

Após administração intravenosa de 20mg de tenoxicam, as concentrações plasmáticas caem rapidamente nas duas primeiras horas devido principalmente aos processos de distribuição. Após este curto período não se observa nenhuma diferença entre as concentrações plasmáticas após administração intravenosa ou oral. Após 15 minutos da administração intramuscular, as concentrações plasmáticas alcançam 90% ou mais das concentrações plasmáticas máximas, isto é, concentrações bem próximas das obtidas após administração oral.
Entretanto, as diferenças entre as concentrações plasmáticas obtidas com as duas formas galênicas são limitadas às duas primeiras horas da administração. A biodisponibilidade do tenoxicam após administração intramuscular é total sendo idêntica à obtida após administração oral. Sua taxa de ligação às albuminas séricas é superior a 99%.

O tenoxicam apresenta boa penetração no líquido sinovial1, mas os picos de concentração são atingidos posteriormente, em comparação aos do plasma2.

Antes de ser eliminado do organismo o tenoxicam sofre uma biodegradação virtualmente completa. Sua meia-vida de eliminação é, em média, de 72 horas (valores extremos: 42 - 98 horas). Até dois terços da dose oral administrada são excretados pela urina3 (principalmente sob forma do metabólito4 inativo 5-hidroxipiridil) e o restante pela bile5 (quantidade importante sob forma de glicuronoconjugados).

Estudos em pacientes idosos ou com insuficiência renal6 ou cirrose7 hepática8 sugerem que não é necessário qualquer ajustamento na posologia para se conseguirem concentrações plasmáticas semelhantes àquelas obtidas em indivíduos saudáveis.

Devido à elevada taxa de ligação protéica do tenoxicam é necessário precaução quando os níveis de albuminas plasmáticas estiverem muito reduzidos (por exemplo, na síndrome nefrótica9).

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Líquido sinovial: Gel viscoso e transparente que lubrifica as estruturas que banha, minorando o atrito entre elas. Ele é encontrado na cavidade da cápsula articular.
2 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
3 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
4 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
5 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
6 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
7 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
8 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
9 Síndrome nefrótica: Doença que afeta os rins. Caracteriza-se pela eliminação de proteínas através da urina, com diminuição nos níveis de albumina do plasma. As pessoas com síndrome nefrótica apresentam edema, eliminação de urina espumosa, aumento dos lipídeos do sangue, etc.

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