FARMACOCINÉTICA RUPAFIN

Atualizado em 28/05/2016
Absorção e biodisponibilidadeA rupatadina é rapidamente absorvida após
a administração oral, com um tmáx (tempo
necessário para atingir a concentração máxima
no plasma1) de aproximadamente 0,75
hora após a ingestão. A Cmáx (concentração
máxima no plasma1) média foi de 2,2 ng/ml
após uma única dose oral de 10 mg e 4,6
ng/ml após uma única dose oral de 20 mg.
A farmacocinética da rupatadina foi linear
para uma dose entre 10 e 40 mg. Após uma
dose de 20 mg uma vez ao dia por 7 dias, a
Cmáx média foi de 2,0 ng/ml. A concentração
de plasma1 seguiu uma queda bi-exponencial
com uma média de meia-vida de eliminação
de 5,9 horas. A taxa de ligação da rupatadina
às proteínas2 do plasma1 foi de 98,5 - 99%.
Como a rupatadina nunca foi administrada
em humanos através de via intravenosa,
nenhum dado está disponível sobre sua biodisponibilidade
absoluta.
Efeito da ingestão com alimentos
A concentração máxima do plasma1 (Cmáx)
não foi afetada pela ingestão de alimentos.
A ingestão de alimentos aumentou a exposição
sistêmica (AUC - área sob a curva)
à rupatadina em aproximadamente 23%.
A exposição a um de seus metabólitos3 ativos
e ao metabólito4 inativo principal foi praticamente
a mesma (redução de aproximadamente
5% e 3%, respectivamente). O tempo
necessário para atingir a concentração máxima
no plasma1 (tmáx) da rupatadina foi atrasado
em 1 hora. Estas diferenças não tiverem
significância clínica.
Metabolismo5 e eliminação
Em um estudo de excreção em humanos
usando 40 mg de 14C-rupatadina, 34,6% da
radioatividade administrada foi recuperada
na urina6 e 60,9% nas fezes coletadas por 7
dias. A rupatadina passa por um metabolismo5
pré-sistêmico7 considerável quando administrada
por via oral. A quantidade de substância
ativa inalterada encontrada na urina6 e nas
fezes foram insignificantes. Isto significa que
a rupatadina é quase completamente metabolizada.
Alguns dos metabólitos3 (desloratadina
e seus metabólitos3 hidroxilados) retêm
uma atividade anti-histamínica e podem contribuir
parcialmente para a eficácia global da
droga, mantendo a atividade por até 24 horas.
Estudos de metabolismo5 in vitro nos microssomos
do fígado8 humano indicam que a rupatadina
é metabolizada principalmente pelo
citocromo P450.
Grupos de pacientes específicos
Em um estudo em voluntários saudáveis para
comparar os resultados em pacientes adultos
jovens e idosos, os valores para AUC e Cmáx
para a rupatadina foram mais altos nos idosos
do que nos adultos jovens. Isso ocorre,
provavelmente, devido a uma diminuição do
metabolismo5 hepático de primeira passagem
nos idosos. Estas diferenças não foram apreciáveis
nos metabólitos3 analisados. A média
de meia-vida de eliminação da rupatadina
nos idosos e nos jovens voluntários foi de
8,7 horas e 5,9 horas, respectivamente. Como
estes resultados para a rupatadina e seus
metabólitos3 não foram clinicamente significativos,
concluiu-se que não é necessário
fazer nenhum ajuste ao utilizar uma dose de
10 mg nos idosos.
Dados de segurança pré-clínica
Uma dose 100 vezes maior que a dose clinicamente
recomendada (10 mg) de rupatadina
não prolongou o intervalo QTc ou QRS,
nem produziu arritmia9 em diversas espécies
de animais como ratos, cobaias e cães. A
rupatadina e um dos seus principais metabólitos3
ativos em humanos, 3-hidroxidesloratadina,
não afetaram a ação cardíaca potencial
nas fibras Purkinje isoladas de cães em concentrações
pelo menos 2.000 vezes maiores
do que a Cmáx alcançada após a administração
de uma dose de 10 mg em humanos.
Em um estudo que avaliou o efeito no canal
de proteínas2 HERG humano clonado, a rupatadina
inibiu o canal em uma concentração
1.685 maior do que a Cmáx obtida após a administração
de 10 mg de rupatadina. A desloratadina,
o metabólito4 com a maior atividade,
não teve efeito em uma concentração
micromolar de 10. Estudos da distribuição
tissular10 da rupatadina em ratos mostraram
que a rupatadina não se acumula no tecido11
cardíaco.
Estudos de fertilidade nos ratos mostraram
uma redução significativa da fertilidade do
macho e da fêmea na dose de 120 mg/kg/
dia, que resultou em Cmáx de rupatadina 268
vezes maior do que aquela obtida após a
administração de 10 mg/dia em humanos.
Este efeito não foi observado na dose de 25
mg/kg/dia. O tratamento com 120 mg/kg/dia
em fêmeas com cria causou em atraso no
desenvolvimento da cria, mas este efeito foi
mínimo em uma dose de 25 mg/kg/dia e não
foi visto em uma dose de 5 mg/kg/dia.
A rupatadina não apresentou nenhum potencial
genotóxico ou carcinogênico na bateria
de testes realizados.
Formato: 150 x 210 mm
Cor: Pantone Black
Modelo de Bula: 2rpfco2
Código: 5385

Bula Rupafin.p65 13/2/2003, 14:54 1
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Complementos

1 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
2 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
3 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
4 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
5 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
6 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
7 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
8 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
9 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
10 Tissular: Relativo a tecido orgânico.
11 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.

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