INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS PONDERA

Atualizado em 25/05/2016

A ABSORÇÃO E FARMACOCINÉTICA DE PONDERA (CLORIDRATO DEPAROXETINA) NÃO SÃO AFETADAS POR ALIMENTOS OU ANTIÁCIDOS1.
DA MESMA FORMA QUE COM OUTROS INIBIDORES DE RECAPTAÇÃO DE 5-HT, ESTUDOS EM ANIMAIS INDICAM QUE UMA INTERAÇÃO ENTRE PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) E TRIPTOFANO PODE OCORRER, RESULTANDO EM UMA " SÍNDROME2 DE SEROTONINA"  SUGERIDA PELA COMBINAÇÃO DE AGITAÇÃO, INQUIETAÇÃO E SINTOMAS3 GASTRINTESTINAIS INCLUINDO DIARRÉIA4.
O METABOLISMO5 E A FARMACOCINÉTICA DO CLORIDRATO DE PAROXETINA PODEM SER AFETADOS POR DROGAS QUE INDUZEM OU INIBEM O METABOLISMO5 ENZIMÁTICO DA DROGA. QUANDO PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) É CO-ADMINSTRADO COM UMA DROGA INIBIDORA DO METABOLISMO5, O USO DA DOSE MÍNIMA DEVE SER CONSIDERADO.
NENHUM AJUSTE INICIAL NA DOSAGEM DO CLORIDRATO DE PAROXETINA É CONSIDERADO NECESSÁRIO QUANDO A DROGA É CO-ADMINIS-TRADA COM DROGAS INDUTORAS DO METABOLISMO5 ENZIMÁTICO.
QUALQUER AJUSTE SUBSEQUENTE DE DOSAGEM DEVERIA SER BASEADO NOS EFEITOS CLÍNICOS.
EMBORA PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) NÃO AUMENTE OS DANOS NA HABILIDADE MENTAL E MOTORA CAUSADOS PELO ÁLCOOL, O USO CONCOMITANTE DE ÁLCOOL POR PACIENTES DEPRIMIDOS RECEBENDO PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) NÃO É ACONSELHÁVEL.
EXPERIÊNCIAS EM UM NÚMERO LIMITADO DE INDIVÍDUOS SADIOS TÊM DEMONSTRADO QUE PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) NÃO AUMENTA A SEDAÇÃO6 E A SONOLÊNCIA ASSOCIADAS AO HALOPERIDOL, AMILOBARBITONE OU OXAZEPAM QUANDO DADOS EM COMBINAÇÃO.
DA MESMA FORMA QUE COM OUTROS INIBIDORES DE RECAPTAÇÃO DE 5-HT, ESTUDOS EM ANIMAIS INDICAM QUE UMA INTERAÇÃO ENTRE PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) E INIBIDORES DA MAO7 PODE OCORRER.
DEVIDO A EXISTÊNCIA DE POUCA EXPERIÊNCIA CLÍNICA E DE RELATOS ENTRE LÍTIO E OUTROS INIBIDORES DE RECAPTAÇÃO DE 5-HT, A ADMINISTRAÇÃO CONCOMITANTE DE PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) E LÍTIO DEVE SER FEITA COM CAUTELA E OS NÍVEIS DE LÍTIO DEVEM SER ACOMPANHADOS.
A CO-ADMINISTRAÇÃO DE PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) E FENITOÍNA É ASSOCIADA À DIMINUIÇÃO DA CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA DO CLORIDRATO DE PAROXETINA E AUMENTO DAS EXPERIÊNCIAS ADVERSAS. A CO-ADMINISTRAÇÃO DE PONDERA (CLORIDRATO DE PAROXETINA) COM OUTROS ANTICONVULSIVANTES TAMBÉM PODE SER ASSOCIADA A UM AUMENTO DA INCIDÊNCIA8 DE EXPERIÊNCIAS ADVERSAS.
DADOS PRELIMINARES SUGEREM QUE PODE HAVER UMA INTERAÇÃO FARMACODINÂMICA ENTRE O CLORIDRATO DE PAROXETINA E VARFARINA QUE PODE RESULTAR EM UM AUMENTO DO TEMPO DE SANGRAMENTO MESMO QUE O TEMPO DE PROTROMBINA9 PERMANEÇA INALTERADO. O CLORIDRATO DE PAROXETINA DEVERIA, PORTANTO, SER ADMINISTRADO COM GRANDE CAUTELA A PACIENTES RECEBENDO ANTICOAGULANTES10 ORAIS.
COMO OUTROS ANTIDEPRESSIVOS, INCLUINDO OUTROS ISRSs, A PAROXETINA INIBE A ISOENZIMA HEPÁTICA11 ESPECÍFICA DO CITOCROMO P-450 RESPONSÁVEL PELO METABOLISMO5 DA DEBRISOQUINA E ESPARTEÍNA.
ISTO PODE LEVAR A UMA ELEVAÇÃO DO NÍVEL PLASMÁTICO DAQUELAS DROGAS CO-ADMINISTRADAS QUE SÃO METABOLIZADAS POR ESSA ENZIMA12 EMBORA A SIGNIFICÂNCIA CLÍNICA DESTA OBSERVAÇÃO NÃO TENHA SIDO ESTABELECIDA. AS DROGAS METABOLIZADAS POR ESTA ENZIMA12 INCLUEM CERTOS ANTIDEPRESSIVOS TRICÍCLICOS (EX.: NORTRIPTILINA, AMITRIPTILINA, IMIPRAMINA E DESIPRAMINA), NEUROLÉPTICOS13 FENOTIAZÍNICOS (EX.: PERFENAZINA E TIORIDAZINA) E, ANTIARRÍTMICOS TIPO 1C (EX.: PROPAFENONA E FLECAINIDA).

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
2 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
5 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
6 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
7 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
8 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
9 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
10 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
11 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
12 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
13 Neurolépticos: Medicamento que exerce ação calmante sobre o sistema nervoso, tranquilizante, psicoléptico.

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