ADVERTÊNCIAS HALCION

Atualizado em 28/05/2016
para garantir a segurança e eficácia, as informações e instruções incluídas nas informações para os pacientes devem ser discutidas com o paciente. Os distúrbios do sono podem ser a manifestação inicial de uma doença física e/ou psiquiátrica. A decisão de iniciar o tratamento sintomático1 da insônia deve ser tomada apenas depois da avaliação cuidadosa do paciente. A ausência de remissão da insônia após 7-10 dias de tratamento pode indicar a presença de uma doença clínica e/ou psiquiátrica primária. As prescrições devem ser feitas para uso em curto prazo (7 - 10 dias) e não devem ser prescritas quantidades superiores à necessária para um mês de tratamento. O agravamento da insônia ou a emergência2 de novos distúrbios do pensamento ou comportamento podem resultar de uma doença física ou psiquiátrica não identificada ou do uso de Halcion. Como alguns dos efeitos adversos parecem ser relacionados com a dose, é importante usar a menor dose eficaz possível. Foi relatado um aumento na ansiedade durante o dia após apenas 10 dias de uso contínuo. Isso pode ser uma manifestação da abstinência entre as administrações. Se for observada uma ansiedade aumentada durante o dia na vigência do tratamento, recomenda-se a interrupção do tratamento. A associação de hipnóticos e benzodiazepínicos pode levar a vários distúrbios do pensamento e comportamento. Essas alterações caracterizam-se por inibição reduzida semelhante à observada com o álcool ou outros depressores do SNC3 (sedativos/hipnóticos). Também foi relatado comportamento excêntrico, agitação, alucinações4, despersonalização. Em pacientes deprimidos primariamente ocorre agravamento da depressão e pensamentos suicidas. Raramente se determina certamente se um caso particular dos comportamentos anormais citados é induzido pela droga, é de origem espontânea ou resulta de uma doença física ou psiquiátrica subjacente. Qualquer sinal5 ou sintoma6 comportamental novo que desperte preocupação exige avaliação cuidadosa e imediata. Os pacientes não devem se envolver em ocupações de risco, como operar máquinas ou dirigir veículos motorizados e não devem ingerir concomitantemente álcool ou outras drogas depressoras do SNC3 durante o tratamento. Foi relatada amnésia7 anterógrada de gravidade variável (freqüência mais elevada com o Halcion que com outros hipnóticos benzodiazepínicos) e reações paradoxais nas doses terapêuticas. Interações medicamentosas: o triazolam produz efeitos depressores aditivos do SNC3, quando administrado concomitantemente com psicotrópicos8, anticonvulsivantes, anti-histamínicos, etanol e outras drogas que produzem depressão do SNC3. O triazolam deve ser evitado em pacientes tratados com inibidores muito potentes do CYP 3A (cetoconazol, itraconazol, nefazodona). Com drogas que inibem o CYP 3A em um grau menor, mas significativo, o triazolam deve ser usado com cautela e após considerações sobre a redução posológica apropriada (antibióticos macrolídios eritromicina, claritromicina e outros, cimetidina). Recomenda-se cautela na administração concomitante com substâncias inibidoras do CYP 3A de possível significado clínico (isoniazida, contraceptivos orais, suco de toronja). Outros inibidores do CYP 3A incluem: fluvoxamina, diltiazem, verapamil, sertralina, paroxetina, ergotamina, ciclosporina, amiodarona, nicardipina e nifedipina. Recomenda-se cautela durante a administração concomitante de qualquer dessas drogas com o triazolam. A administração concomitante de ranitidina requer cautela.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
2 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
3 SNC: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
4 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
5 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
6 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
7 Amnésia: Perda parcial ou total da memória.
8 Psicotrópicos: Que ou o que atua quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, etc. (diz-se de medicamento, droga, substância, etc.). Alguns psicotrópicos têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo; outros, especialmente se usados indevidamente, podem causar perturbações psíquicas.

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