INFORMAÇÕES TÉCNICAS EFEDRIN

Atualizado em 28/05/2016
O produto deve ser mantido em temperatura ambiente, entre 15 e 30oC, protegido da luz e não deve ser congelado.
O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem. Não administre medicamento com o prazo de validade vencido.
A solução injetável não contém conservantes.
A administração deste produto pode ser feita por via intramuscular, via subcutânea1 e via intravenosa lenta, sob estrita supervisão médica em hospitais.
Tanto a administração como a suspensão do tratamento, somente deverão ser feitas sob orientação médica.
Não usar o medicamento se a solução não estiver límpida e a embalagem intacta. Proteger a ampola da luz até o momento de usar.
TODO MEDICAMENTO DEVE SER MANTIDO FORA DO ALCANCE DAS CRIANÇAS.
NÃO TOME REMÉDIO SEM O CONHECIMENTO DE SEU MÉDICO, PODE SER PERIGOSO PARA SUA SAÚDE2.
O Sulfato de Efedrina é uma amina simpatomimética, que estimula os receptores alfa e beta- adrenérgicos3, resultando em aumento sistólico e diastólico da pressão sangüínea4 e aumento do débito cardíaco5. Esse efeito vasopressor resulta principalmente do aumento de débito cardíaco5 e em menor intensidade, de vasoconstrição6 periférica.
O Sulfato de Efedrina também estimula o sistema nervoso central7 de modo similar às anfetaminas. É uma amina de ação mista, age nos receptores tanto direta como indiretamente, através da liberação de norepinefrina, promovendo efeitos que não são significativamente afetados nem pela desnervação8 das estruturas inervadas pelo simpático9, nem após a depleção10 das catecolaminas de seus depósitos tissulares por drogas como a reserpina. O sulfato de efedrina pode depletar os reservatórios de norepinefrina dos nervos simpáticos e podendo assim ocorrer taquifilaxia.
Os receptores alfa associam-se à maioria das respostas excitatórias das aminas simpatomiméticas (como contração vascular11, excitação ectópica12 do miocárdio13, contração uterina, contração do músculo radial da íris14, contração da membrana nictitante, contração pilomotora).
Os receptores beta relacionam-se às respostas inibitórias do neurônio simpatomimético, como dilatação vascular11, relaxamento dos brônquios15 e relaxamento do útero16.
O Sulfato de Efedrina é classificado como uma amina predominantemente vasoconstritora, embora seja um poderoso bronco-relaxador.
A biotransformação ocorre, em pequenas quantidades, no fígado17. A glicogenólise18 hepática19 é aumentada mas não tanto como com a epinefrina. As doses usuais de efedrina não costumam produzir hiperglicemia20. A efedrina aumenta o metabolismo21 e o consumo de oxigênio, provavelmente como resultado da estimulação central.
A meia-vida de eliminação da droga, é de cerca de 3 horas com pH urinário de 5, e 6 horas com pH urinário de 6,3.
A eliminação é essencialmente renal22, sendo excretada sem modificação, juntamente com pequenas quantidades de metabólitos23 produzidos pelo metabolismo21 hepático. A porcentagem de excreção da droga e metabólitos23 é aumentada com a acidificação da urina24.
A droga é completamente absorvida após injeção25 parenteral. As respostas pressóricas e cardíacas persistem por uma hora após uso de 25 a 50 mg por via subcutânea1 ou intramuscular.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Subcutânea: Feita ou situada sob a pele; hipodérmica.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
3 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
4 Pressão sangüínea: Força exercida pelo sangue arterial por unidade de área da parede arterial. É expressa como uma razão (Exemplo: 120/80, lê-se 120 por 80). O primeiro número é a pressão sistólica ou pressão máxima. E o segundo número é a presão diastólica ou mínima.
5 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
6 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
7 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
8 Desnervação: É uma das alterações patológicas mais comuns em músculos. Decorre da perda do axônio motor ou de todo o motoneurônio. Pode ocorrer por doença do próprio motoneurônio (esclerose lateral amiotrófica, amiotrofia espinal, trauma medular, compressão da medula espinal por tumores, etc.) ou por lesão do axônio motor nos nervos periféricos . As neuropatias periféricas de qualquer etiologia são causas importantes de desnervação crônica.
9 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
10 Depleção: 1. Em patologia, significa perda de elementos fundamentais do organismo, especialmente água, sangue e eletrólitos (sobretudo sódio e potássio). 2. Em medicina, é o ato ou processo de extração de um fluido (por exxemplo, sangue) 3. Estado ou condição de esgotamento provocado por excessiva perda de sangue. 4. Na eletrônica, em um material semicondutor, medição da densidade de portadores de carga abaixo do seu nível e do nível de dopagem em uma temperatura específica.
11 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
12 Ectópica: Relativo à ectopia, ou seja, à posição anômala de um órgão.
13 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
14 Íris: Membrana arredondada, retrátil, diversamente pigmentada, com um orifício central, a pupila, que se situa na parte anterior do olho, por trás da córnea e à frente do cristalino. A íris é a estrutura que dá a cor ao olho. Ela controla a abertura da pupila, regulando a quantidade de luz que entra no olho.
15 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
16 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
17 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
18 Glicogenólise: Consiste na conversão de glicogênio em glicose, realizada no fígado, geralmente entre as refeições.
19 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
20 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
21 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
22 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
23 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
24 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
25 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.

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