FARMACOCINÉTICA LORATADINA

Atualizado em 28/05/2016

Absorção LORATADINA é rapidamente absorvida no tubo digestivo, após a ingestão oral.
Distribuição
As concentrações plasmáticas máximas são atingidas em 1 hora após a absorção, e sua meia-vida é de 17 a 24 horas. Sua ligação a proteínas1 plasmáticas é de 97 a 99% e a do metabólito2 ativo é de 73 a 76%.
Biotransformação
A LORATADINA é metabolizada no fígado3, de forma intensa, em descarboetoxiloratadina, que é ativo.
Eliminação
Aproximadamente 27% da dose são eliminados na urina4 no período das primeiras 24 horas, embora durante um período de 10 dias, 40% sejam excretados na urina4 e 42% nas fezes.
A insuficiência renal5 não modifica de forma significativa a farmacocinética de LORATADINA.
Em caso de insuficiência hepática6, há modificação dos parâmetros farmacocinéticos, e a dose de LORATADINA deve ser diminuída. Nos pacientes idosos, não há necessidade de alteração da dose, pois os parâmetros farmacocinéticos não se modificam de forma significativa.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
2 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
3 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
4 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
5 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
6 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.

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