DADOS DE SEGURANÇA PRÉ-CLÍNICA BUTAZOLIDINA

Atualizado em 28/05/2016
A fenilbutazona não demonstrou potencial mutagênico em vários sistemas de teste "in vivo" e "in vitro".Em estudos de toxicidade1 crônica em ratos e camundongos, houve evidência de um leve potencial carcinogênico para a fenilbutazona, indicado por um pequeno aumento na incidência2 de neoplasmas3 no fígado4 e nos rins5. O aumento dos tumores hepáticos em camundongos machos poderia ser uma resposta a efeitos hepatotrópicos específicos de roedores, incluindo-se indução de enzimas hepáticas6. A ocorrência de tumores renais em alguns ratos esteve obviamente associada com nefropatia7 crônica.
A  fenilbutazona não demonstrou potencial teratogênico8 em experimentos em animais; entretanto, assim como outros  fármacos antiinflamatórios não-hormonais pode causar fechamento prematuro do ducto arterial em fetos de ratos.

- Gravidez9 e lactação10
Não há experiência suficiente com o uso de fenilbutazona em mulheres grávidas. A fenilbutazona pode ser encontrada no cordão umbilical11 e não deve ser utilizada durante a gravidez9. Caso a tentativa de uso de outros medicamentos mostre-se ineficaz, a fenilbutazona pode ser utilizada, porém, apenas se os benefícios para a mãe justificarem o risco potencial ao feto12 (por exemplo: fechamento prematuro do ducto arterial).
Apenas quantidades muito pequenas de fenilbutazona passam para o leite materno, entretanto, deve-se interromper a amamentação13 ou deve-se descontinuar o tratamento com Butazolidina.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
2 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
3 Neoplasmas: Tumor ou massa anormal de tecido decorrente do crescimento anormal ou divisão de células incontrolada e progressiva.
4 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
5 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
6 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
7 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
8 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
9 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
10 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
11 Cordão Umbilical: Estrutura flexível semelhante a corda, que conecta um FETO em desenvolvimento à PLACENTA, em mamíferos. O cordão contém vasos sanguíneos que transportam oxigênio e nutrientes da mãe ao feto e resíduos para longe do feto.
12 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
13 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.

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