CARBOPLATINA/VACINAS COM VÍRUS VIVO BIOCARBO

Atualizado em 28/05/2016
devido
ao fato dos mecanismos de defesa normais do
organismo estarem suprimidos em virtude da
terapia com carboplatina, o uso concomitante de
vacina1 com vírus2 vivo pode potencializar a replicação
do vírus2 vacinal, podendo aumentar os efeitos
adversos da vacina1, e/ou podem diminuir a
resposta por anticorpos3 à vacina1. A imunização4
destes pacientes somente poderá ser feita sob
extrema cautela, após examinação cuidadosa dos
parâmetros hematológicos do paciente e somente
com conhecimento e consentimento do médico
responsável pela terapia com carboplatina. O
intervalo entre a descontinuação da medicação
que causa imunossupressão5 e a restauração da
capacidade do paciente em responder à vacina1
depende da intensidade e tipo de imunossupresão
causadas pelo medicamento, da doença de base
e outros fatores; estimativas variam de 3 meses
a 1 ano.
Pacientes com leucemia6 em remissão não devem
receber vacinas com vírus2 vivos até aproximadamente
3 meses após sua última quimioterapia7.
Além disso, a imunização4 com vacina1 oral para
poliomielite8 deve ser adiada às pessoas de contato
mais próximo com o paciente, especialmente
membros da família.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
2 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
3 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
4 Imunização: Processo mediante o qual se adquire, de forma natural ou artificial, a capacidade de defender-se perante uma determinada agressão bacteriana, viral ou parasitária. O exemplo mais comum de imunização é a vacinação contra diversas doenças (sarampo, coqueluche, gripe, etc.).
5 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
6 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
7 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
8 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.

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