INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS GLUCOVANCE

Atualizado em 28/05/2016
Associações contraindicadas
Relacionadas com a glibenclamida
? Miconazol (via sistêmica ou tópica): aumento do efeito hipoglicemiante1 com possível aparecimento de manifestações hipoglicêmicas, ou mesmo coma2 (ver Contraindicações).
Relacionadas com a metformina3
? Meios de contraste iodados: dependendo da função renal4, Glucovance® tem que ser interrompido 48 horas antes do exame, ou na ocasião do exame, senão 48 horas após a realização do mesmo, e apenas quando a função renal4 tiver sido reavaliada e considerada normal.
Associações não recomendadas
Relacionadas com sulfonilureias5
? Álcool: efeito dissulfiram (intolerância ao álcool), principalmente com a clorpropamida6, glibenclamida, glipizida7, tolbutamida. Aumento das reações de hipoglicemia8 (inibição das reações de compensação), que podem facilitar o aparecimento de um coma2 hipoglicêmico (ver Advertências e precauções). Evitar o consumo de álcool e medicamentos contendo álcool.
? Fenilbutazona (via sistêmica): aumento do efeito hipoglicemiante1 das sulfonilureias5 (deslocamento da sulfonilureias5 dos locais de ligação às proteínas9 e/ou diminuição da sua eliminação). Recomenda-se o uso de outro agente anti-inflamatório com menos interações, ou então advertir o paciente e aumentar o automonitoramento; se necessário, a dose poderá ser ajustada durante o tratamento com o anti-inflamatório e após sua interrupção.
Relacionadas com a glibenclamida
? Bosentana: risco aumentado de hepatotoxicidade10 caso a bosentana seja administrada com a glibenclamida, recomendando-se que seu uso seja evitado; o efeito hipoglicêmico da glibenclamida também pode ser reduzido
Relacionadas com a metformina3
? Álcool: aumento do risco de acidose11 lática12 no caso de intoxicação alcoólica aguda, especialmente em situações de jejum (ver Advertências e precauções) ou má nutrição13 e falência hepatocelular. Evitar o consumo de bebidas alcoólicas e de medicamentos contendo álcool.
Associações a serem empregadas com cautela
Relacionadas com todos os agentes antidiabéticos
 ? Medicamentos com atividade hiperglicêmica intrínseca, como glicocorticoides, tetracosactida (vias sistêmica e local), agonistas beta-2, danazol, clorpromazina em altas doses de 100 mg ao dia, diuréticos14: pode ser necessário um controle mais frequente da glicose sanguínea15, notadamente no início do tratamento. Caso necessário, ajustar a dose de Glucovance® durante tratamento com o outro medicamento e após sua interrupção.
? Inibidores da enzima16 de conversão da angiotensina (como captopril e enalapril): inibidores da ECA podem reduzir os níveis de glicose sanguínea15 Caso necessário, ajustar a dose de Glucovance® durante tratamento com inibidor da ECA e após sua interrupção.
Relacionadas com a metformina3
? Diuréticos14, especialmente os de alça, podem aumentar o risco de: acidose11 lática12 devido ao seu potencial para diminuir a função renal4 (além do seu efeito hiperglicêmico intrínseco, conforme descrito acima).
Relacionadas com a glibenclamida
 ? Betabloqueadores: todos os betabloqueadores mascaram alguns dos sintomas17 da hipoglicemia8: palpitações18 e taquicardia19. A maioria dos betabloqueadores não cardiosseletivos aumenta a incidência20 e gravidade da hipoglicemia8. Advertir o paciente e aumentar o automonitoramento da glicemia21, principalmente no início do tratamento.
? Clonidina, reserpina, guanetidina ou agentes simpaticomiméticos: podem mascarar os sintomas17 de advertência de uma crise hipoglicêmica. Advertir o paciente e aumentar o automonitoramento da glicemia21, principalmente no início do tratamento ? Fluconazol: aumento do tempo de meia-vida da sulfonilureia com possível início de manifestações hipoglicêmicas. Advertir o paciente e aumentar o automonitoramento da glicemia21, e se necessário ajustar a dose do antidiabético durante o tratamento com fluconazol e após sua interrupção.
Outras interações que devem ser levadas em consideração
Relacionadas com a glibenclamida
? Desmopressina: redução da atividade antidiurética.
? Ciprofloxacino: uma possível interação entre glibenclamida e ciprofloxacino, um antibiótico do grupo das fluoroquinolonas, tem sido reportada, resultando em uma potencialização da ação hipoglicêmica da glibenclamida. O mecanismo desta interação não é conhecido.
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Hipoglicemiante: Medicamento que contribui para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capaz de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
2 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
3 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
4 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
5 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
6 Clorpropamida: Medicação de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia ajudando o pâncreas a produzir mais insulina e o corpo a usar melhor a insulina produzida. Pertence à classe dos medicamentos chamada sulfoniluréias.
7 Glipizida: Medicamento de uso oral para tratamento do diabetes tipo 2. Estimula a secreção de insulina ligando-se a um receptor específico na célula beta do pâncreas que determina fechamento dos canais de potássio (K+) dependentes de ATP (adenosina-trifosfato), resultando em despolarização da célula. Pertence à classe das sulfoniluréias.
8 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
9 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
10 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
11 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
12 Lática: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; láctica.
13 Má nutrição: Qualquer transtorno da alimentação tanto por excesso quanto por falta da mesma.A qualidade dos alimentos deve ser balanceada de acordo com as necessidades fisiológicas de cada um.
14 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
15 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
16 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
17 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
18 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
19 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
20 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
21 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).

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