INSTRUÇÕES DE USO SERETIDE DISKUS

Atualizado em 28/05/2016

Antes de usar SERETIDE®, leia atentamente, as instruções a seguir. Atenção:
1. O aparelho Diskus não emite spray/jato de ar.
2. O aparelho Diskus funciona por aspiração ('puxar o ar'); o pó costuma não ter gosto - o que não significa que a dose não tenha sido usada. Um aparelho Diskus novo contém 28 ou 60 doses, cuidadosamente medidas, na forma de pó, higienicamente protegidas. Não requer manutenção e nem troca de refil. O corpo do aparelho tem dois tons de lilás. A parte fixa é mais escura que a móvel. O indicador de doses localizado na parte superior do aparelho, inicia a numeração marcando 60 ou 28 doses. Toda vez que a alavanca for acionada, uma dose será disponibilizada, e a numeração será automaticamente reduzida. Do número 5 ao 1, a coloração dos números é vermelha para alertá-lo sobre o término do produto.
Figura 1A - Aparelho fechado
Depressão
Figura1B - Aparelho aberto
Lilás escuro
Bocal
Lilás claro
Alavanca

1. Para abrir o seu aparelho Diskus, segure-o pela parte mais escura com uma das mãos1 e ponha o polegar da outra mão2 na depressão existente na parte clara, móvel, conforme indicado na Figura 2. Gire a peça clara móvel com o polegar, até o final do Diskus (você ouvirá um clique), de forma que o bocal fique totalmente visível.
Figura 2 - Abrindo o aparelho
2. Segure o Diskus com o bocal de frente para você. Pressione a alavanca identificada na Figura 1B até o fim (você ouvirá outro clique), na direção indicada pela Figura 2. O Diskus está pronto para ser usado. Toda vez que esta alavanca for pressionada, uma nova dose será liberada para aspirar e o marcador indicará uma dose a menos. Não empurre a alavanca mais de uma vez para que outras doses não sejam desperdiçadas.
3. Atenção: Mantenha o Diskus distante da boca3. Antes de aspirar a dose, sopre ('jogue o ar para fora dos pulmões4') o máximo que você puder. Nunca sopre dentro do Diskus.
4. Coloque o bocal do Diskus em seus lábios. Aspire ('sugue pela boca3') o mais profundamente possível (Figura 3). Nunca use o aparelho pelas narinas.
Figura 3 - Aspirando a dose de SERETIDE
5. Retire o Diskus da boca3 e prenda sua respiração por 10 segundos ou pelo período de tempo que lhe for confortável. Solte o ar lentamente. 6. Importante: Alguns pacientes podem ter a impressão de não ter tomado a dose. Neste caso, convém observar que cada dose aspirada é constituída por uma pequena quantidade de pó que contém lactose5, substância levemente adocicada, e que pode ou não ser percebida no momento do uso. 7. Para fechar o Diskus (Figura 4), coloque o seu polegar na depressão da parte clara móvel e gire na direção indicada até a posição inicial (Diskus fechado, Figura 1A). Não mexa na alavanca no momento de fechar o Diskus.

Figura 4 - Fechando o aparelho
Obs.: a) Caso sejam indicadas duas inalações consecutivas, feche o Diskus e repita as etapas de 1 a 7.
b) Caso perceba que, após as primeiras utilizações do produto, existe pó saindo pela lateral do Diskus, verifique se o seu uso está correto. Sempre que a alavanca é acionada (passo 2), uma dose é automaticamente disponibilizada para uso. A dose, quando não aproveitada, perde-se no interior do aparelho no momento em que a alavanca é novamente acionada para preparar a próxima dose. Lembre-se: Mantenha o aparelho Diskus seco. Mantenha-o fechado quando não estiver sendo usado. Nunca expire dentro do aparelho Diskus. Não empurre a alavanca desnecessariamente, pois novas doses serão desperdiçadas.

-  Informações técnicas

- Propriedades farmacodinâmicas

Estudos clínicos com salmeterol/propionato de fluticasona. Asma6: Um estudo de grande porte, com duração de 12 meses (Gaining Optimal Asthma ControL [GOAL] - Adquirindo o Controle Ideal da Asma6) em 3.416 pacientes com asma6, comparou a eficácia e a segurança de SERETIDE® com um corticosteróide inalatório como monoterapia, na obtenção de níveis predefinidos de controle da asma6. A dose usada no tratamento foi aumentada a cada 12 semanas até que o **'Controle total' (definido no estudo como: remissão dos sintomas7 da asma6 durante pelo menos 7 das últimas 8 semanas do tratamento) fosse alcançado ou até que a dose mais alta da medicação do estudo fosse atingida. O estudo mostrou que: 71% dos pacientes tratados com SERETIDE® atingiram o status de asma6 *'Bem controlada', pelos critérios definidos pelo (Global Initiative For Asthma [GINA] - Iniciativa Global pela Asma6) em comparação com 59% dos pacientes tratados com corticosteróide inalatório como monoterapia. 41% dos pacientes tratados com SERETIDE® atingiram o **'Controle total', definido no estudo como a remissão dos sintomas7 da asma6, em comparação com 28% dos pacientes tratados com corticosteróide inalatório como monoterapia. Esses efeitos foram alcançados em um período de tempo mais curto com SERETIDE®, em comparação com o corticosteróide inalatório como monoterapia e com uma dose mais baixa de corticosteróide inalatório presente em SERETIDE® do que em monoterapia. O estudo GOAL também mostrou que: A taxa de exacerbações foi 29% mais baixa com SERETIDE® em comparação com a monoterapia com corticosteróide inalatório. A obtenção do status de asma6 'Bem controlada' e 'Totalmente controlada' melhorou a qualidade de vida (QoL). No grupo estudado, 61% dos pacientes relataram uma deterioração mínima ou nenhuma deterioração da QoL, conforme medido por um questionário específico de qualidade de vida, com relação à asma6, após o tratamento com SERETIDE®, em comparação com 8% na avaliação inicial. (* Asma6 bem controlada: Sintomas7 ocasionais, uso de b2-agonista8 de curta duração em 2 dias ou menos, ou até 4 utilizações por semana, pico de fluxo expiratório matinal 80% menor do que o previsto, sem interrupção do sono à noite, sem exacerbações e sem efeitos colaterais9 que motivem modificação no tratamento. ** Controle total da asma6: Sem sintomas7, sem uso de b2-agonista8 de curta duração, pico de fluxo expiratório matinal maior ou igual a 80% do previsto, sem interrupção do sono à noite, sem exacerbações e sem efeitos colaterais9 que motivem uma modificação no tratamento.) Dois outros estudos mostraram melhoras na função pulmonar, percentual de dias sem sintomas7 e redução no uso de medicação de resgate, com uma dose de corticosteróide inalatório 60% mais baixa com SERETIDE®, em comparação com a monoterapia com corticosteróide inalatório, enquanto que o controle da inflamação10 subjacente das vias aéreas, medida por biópsia11 brônquica e lavagem broncoalveolar, foi mantido. Estudos adicionais mostraram que o tratamento com SERETIDE® melhora significativamente os sintomas7 da asma6 e a função pulmonar e reduz o uso de medicação de resgate, em comparação com o tratamento com os componentes individuais em monoterapia e com placebo12. Os resultados do estudo GOAL mostram que as melhoras observadas com SERETIDE®, nesses objetivos finais de avaliação, são mantidas durante, pelo menos, 12 meses. Doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC): Pacientes com DPOC sintomáticos com mais de 10% de melhora do VEF1 após o uso de b2-agonista8 de ação curta: Estudos clínicos controlados com placebo12, com duração de 6 meses, demonstraram que o uso regular de SERETIDE® 50 mcg/250 mcg e de SERETIDE® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar, reduz significativamente a dificuldade em respirar e o uso de medicação de resgate. Houve também melhora significativa nas condições de saúde13. Pacientes com DPOC sintomáticos que demonstraram menos de 10% de melhora do VEF1 após o uso de b2-agonista8 de ação curta: Estudos clínicos controlados com placebo12, com duração de 6 e 12 meses,  demonstraram que o uso regular de SERETIDE® 50 mcg/500 mcg melhora rápida e significativamente a função pulmonar, reduz significativamente a dificuldade em respirar e o uso de medicação de resgate. Após um período de 12 meses, o risco de exacerbação da DPOC e a necessidade de tratamentos adicionais de corticosteróides orais foram reduzidos significativamente. Houve também melhora significativa nas condições de saúde13. SERETIDE® 50 mcg/500 mcg foi eficaz em melhorar a função pulmonar e as condições de saúde13, como também em reduzir o risco de exacerbações da DPOC, em fumantes e em ex-fumantes.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
2 Mão: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
3 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
4 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
5 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
6 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Agonista: 1. Em farmacologia, agonista refere-se às ações ou aos estímulos provocados por uma resposta, referente ao aumento (ativação) ou diminuição (inibição) da atividade celular. Sendo uma droga receptiva. 2. Lutador. Na Grécia antiga, pessoa que se dedicava à ginástica para fortalecer o físico ou como preparação para o serviço militar.
9 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
10 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
11 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
12 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
13 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.

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