POSOLOGIA TAGAMET INJETÁVEL

Atualizado em 24/05/2016

. Adultos   via parenteral:

TAGAMET pode ser usado por via intramuscular ou endovenosa, quando necessário, nas seguintes condições:

 .    pacientes sob alto risco de desenvolver hemorragia1 digestiva por causa de úlcera2 de estresse;

.    medida de apoio no controle da hemorragia1 por úlcera péptica3 ou erosões do trato gastrintestinal superior4;

.    junto à anestesia5 geral (inclusive nas cesarianas), para prevenir a pneumonite6 por aspiração.

. Dose total diária:

Não deve exceder, normalmente, a 2.400mg.
 
. Uso intramuscular:

A dose usual é de 300mg, podendo ser repetida a cada 4 ou 6 horas de intervalo.

. Uso endovenoso:

TAGAMET pode ser administrado por infusão endovenosa intermitente7 e contínua ou pela simples injeção8 endovenosa.

. Infusão intermitente7:
300mg de TAGAMET são diluídos em 100ml de solução de dextrose9 a 5% (ou outra solução IV compatível) e aplicados durante um período nunca inferior a 30 minutos. A dose diária total não deve exceder 8 infusões ou 2.400mg.

.    Infusão contínua:
300mg de TAGAMET são diluídos em 100ml de solução de cloreto de sódio a 0,9%.

A infusão endovenosa contínua deve ter, normalmente, velocidade média que não exceda 75mg/h durante 24 horas. A dose máxima para infusão endovenosa não deve exceder 2,4g/dia.

. Injeção8 endovenosa simples:
Se for necessária a aplicação endovenosa direta, TAGAMET deve ser diluído em solução de cloreto de sódio a 0,9% (ou em outra solução IV compatível) até o volume total de 20ml, para serem injetados lentamente na veia, por um período nunca inferior a 5 minutos. Esta dose pode ser repetida a cada 4 ou 6 horas de intervalo. Este método de aplicação deve ser evitado em cardiopatas.

Depois do controle da hemorragia1, deve-se instituir o tratamento por via oral. A dose usual é de 800mg a 1.600mg/dia, em doses divididas.

A dose para adultos submetidos a anestesia5 geral (inclusive cesarianas), para a prevenção da pneumonite6 por aspiração, é de 300mg por via parenteral (de preferência IM), aproximadamente uma hora antes da indução da anestesia5. Este procedimento pode ser seguido pelo uso de 300mg IM a cada 4 horas, se necessário, nas cirurgias prolongadas. Na cirurgia eletiva10, a pré-medicação com TAGAMET, na noite anterior à operação, pode reduzir ainda mais o volume e a acidez da secreção gástrica.

A solução de TAGAMET injetável é estável por uma semana em temperatura ambiente, quando adicionada ou diluída nas soluções intravenosas mais comuns: solução de cloreto de sódio a 0,9%, solução de dextrose9 a 5% ou 10% e solução de Ringer de lactatos etc.

. Pacientes com insuficiência renal11:

Como qualquer outro fármaco12 de eliminação predominantemente renal13 e à semelhança dos demais antagonistas H2, a dose de TAGAMET deve ser diminuída em pacientes com insuficiência renal11. As doses recomendadas estão correlacionadas ao clearance ou à depuração plasmática da creatinina14.

Clearance de creatinina14 (ml/min)    Posologia    
0 a 15    200mg, 2 vezes ao dia    
15 a 30    200mg, 3 vezes ao dia    
30 a 50    200mg, 4 vezes ao dia    
> 50    posologia normal    

. Pacientes submetidos à diálise15:

Como ocorre com muitas outras drogas, os níveis sangüíneos de TAGAMET ficam diminuídos com a hemodiálise16. Portanto, em tais casos, TAGAMET deve ser administrado assim que termine a hemodiálise16. Os níveis não são alterados por diálise peritoneal17.

. Crianças:

Nos estudos clínicos, TAGAMET foi bem tolerado pelas crianças.  Recomenda-se o seguinte esquema posológico:

. Recém-nascidos: 10 a 15mg/kg/dia, subdivididos em tomadas a cada 4 ou 6 horas.
. Menores de 1 ano: 20mg/kg/dia, igualmente divididos em tomadas a cada 4 ou 6 horas.
. Entre 1 a 12 anos: 20 a 25mg/kg/dia, também divididos em tomadas a cada 4 ou 6 horas.

TAGAMET pode ser administrado em crianças, por via oral ou parenteral, de acordo com o critério acima.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
2 Úlcera: Ferida superficial em tecido cutâneo ou mucoso que pode ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
3 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
4 Trato Gastrintestinal Superior: O segmento do TRATO GASTROINTESTINAL que inclui o ESÔFAGO, o ESTÔMAGO e o DUODENO.
5 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
6 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
7 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
8 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
9 Dextrose: Também chamada de glicose. Açúcar encontrado no sangue que serve como principal fonte de energia do organismo.
10 Eletiva: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
11 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
12 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
13 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
14 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
15 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
16 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
17 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.

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