MECANISMO DE AÇÃO DDAVP

Atualizado em 24/05/2016

Comprimidos: A única ação farmacodinâmica detectada depois da administração oral de desmopressina são redução do fluxo da urina1 e aumento da osmolalidade2 da urina1. Na maioria dos estudos o efeito antidiurético aparece após 15 a 30 minutos da ingestão oral de desmopressina e alcança o máximo depois de 60 a 120 minutos. Em geral, o grau de efeito foi dose-dependente dentro das faixas de dosagens estudadas, assim como a duração da antidiurese. O mecanismo de ação é idêntico ao da vasopressina, ligação do peptídio a receptores específicos das células3 renais tubulares seguida por ativação intracelular de um sistema mensageiro, neste caso a adenilato-ciclase leva à formação de AMPcíclico. Injetável: DDAVP em alta dosagem, 0,3 mcg/kg de peso corpóreo intravenosa ou subcutaneamente, leva ao aumento no plasma4 da atividade do fator coagulante VIII (VIII:C). Também aumenta o conteúdo do fator antígeno5 de von Willebrand (vWF:Ag), mas em uma menor extensão. Ao mesmo tempo há uma liberação do ativador plasminogênico (t-PA). A máxima concentração de plasma4 após a dose de 0,3 mcg/kg de peso corpóreo é alcançada depois de aproximadamente 60 minutos e resulta numa média de 800 pg/ml. A meia-vida plasmática varia entre 3 e 4 horas. A duração do efeito hemostático depende da meia-vida plasmática para o fator VIII:C, a qual é aproximadamente de 8 a 12 horas. A administração de desmopressina também tem mostrado levar a um encurtamento ou normalização do tempo de sangramento em pacientes com hemorragia6 prolongada, como em uremia7, cirrose8 hepática9, disfunção trombocítica congenital ou induzida por drogas e em pacientes com hemorragia6 prolongada de etiologia10 desconhecida.

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Complementos

1 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
2 Osmolalidade: Molalidade de uma solução que exerce a mesma pressão osmótica que uma solução ideal de uma substância não dissociada. É uma medida indireta da concentração somada de todos os solutos de uma determinada solução.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
5 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
6 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
7 Uremia: Doença causada pelo armazenamento de uréia no organismo devido ao mal funcionamento renal. Os sintomas incluem náuseas, vômitos, perda de apetite, fraqueza e confusão mental.
8 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
9 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
10 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.

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