EFEITOS COLATERAIS SANDOSTATIN

Atualizado em 25/05/2016

Os principais efeitos colaterais1 observados com a administração de Sandostatin são locais e gastrintestinais.

Reações locais incluem dor ou uma sensação de picada, formigamento ou queimação no local da injeção2, com vermelhidão e edema3, raramente durando mais do que quinze minutos. O desconforto local pode ser reduzido permitindo que a solução atinja a temperatura ambiente antes da injeção2 ou injetando um volume menor usando uma solução mais concentrada.

Efeitos colaterais1 gastrintestinais incluem anorexia4, náusea5, vômito6, dor abdominal espasmódica7, edema3 abdominal, flatulência, efeito laxante8, diarréia9 e esteatorréia10. Embora a excreção de gordura11 fecal possa aumentar, não há qualquer evidência até o momento de que o tratamento a longo prazo com Sandostatin tenha levado a deficiência nutricional devido a má absorção. Em raros casos, os efeitos colaterais1 gastrintestinais podem assemelhar-se a obstrução intestinal aguda, com distensão abdominal progressiva, dor epigástrica intensa, sensibilidade abdominal e contratura involuntária12. A ocorrência de efeitos colaterais1 gastrintestinais pode ser reduzida evitando-se ingerir alimentos perto dos horários de administração de Sandostatin, ou seja, injetando-a entre as refeições ou ao deitar.

O uso prolongado de Sandostatin® pode causar a formação de cálculos (veja "Precauções").

Devido à sua ação inibitória sobre a liberação de insulina13, Sandostatin pode prejudicar a tolerância pós-prandial à glicose14. Em raros casos, pode ser  induzido um estado de hiperglicemia15 persistente como resultado da administração crônica.
Têm havido relatos isolados de disfunção hepática16 associados com  a  administração  de  Sandostatin. Eles  se  referem  a:
hepatite17 aguda sem colestase18, onde houve normalização dos valores de transaminase à descontinuação de Sandostatin.
o desenvolvimento lento de hiperbilirrubinemia associada com elevação da fosfatase alcalina19,  gama-glutamil transferase e, em menor grau, das transaminases.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
4 Anorexia: Perda do apetite ou do desejo de ingerir alimentos.
5 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
6 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
7 Espasmódica: 1.    Relativo a espasmo. 2.    Que provoca ou revela espasmos repetidos.
8 Laxante: Que laxa, afrouxa, dilata. Medicamento que trata da constipação intestinal; purgante, purgativo, solutivo.
9 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
10 Esteatorreia: Presença excessiva de gordura nas fezes, o que torna as fezes brilhantes.
11 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
12 Involuntária: 1.    Que se realiza sem intervenção da vontade ou que foge ao controle desta, automática, inconsciente, espontânea. 2.    Que se encontra em uma dada situação sem o desejar, forçada, obrigada.
13 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
14 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
15 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
16 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
17 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
18 Colestase: Retardamento ou interrupção do fluxo nos canais biliares.
19 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.

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