FARMACOCINÉTICA CORUS H

Atualizado em 25/05/2016

 

Losartam sofre um metabolismo1 de primeira passagem e, no fígado2, sofre a ação das enzimas do sistema citocromo P450. Ele é convertido, em parte, em um metabólito3 ativo, ácido carboxílico, que é responsável pela maior parte da ação de antagonismo do receptor de angiotensina II conseqüente e o tratamento com losartam. A meia-vida terminal do losartam é de cerca de 2 horas e a de seu metabólito3 é da cerca de 6 a 9 horas. A farmacocinética do losartam e de seu metabólito3 principal é linear com doses por via oral de até 200 mg. Nem o losartam nem seu metabólito3 ativo produzem acumulação no plasma4 quando do uso de doses repetitivas uma vez ao dia, O losartam é bem-absorvido por via oral e sua biodisponibilidade é de aproximadamente 33%. Cercado 14% da dose administrada por via oral são convertidos no metabólito3 ativo. As concentrações máximas de losartam e de seu metabólito3 ativo atingem a concentração máxima em 1 hora e em 3-4 horas, respectivamente. Porquanto as concentrações máximas de losartam e de seu metabólito3 ativo sejam iguais, a AUC do metabólito3 é cerca de 4 vezes maior do que e de losartam. Alimento diminui a absorção de losartam e reduz sua concentração máxima, mas tom pequeno efeito na sua AUC ou na AUC de seu metabólito3 ativo. Ambos, losartam e seu metabólito3 ativo, ligam-se altamente à proteína plasmática, primariamente albumina5, com frações plasmáticas livres de 1,3% e 0,2%, respectivamente. Em ratos, o losartam atravessa de modo pobre a barreira hemoliquórica. Em cerca de 1% dos indivíduos estudados, a conversão de losartam em seu metabólito3 ativo, em vez de corresponder a 14% da dose, índice tido como normal, atingiu menos de 1%. O volume de distribuição de losartam é de 34 litros e, o de seu metabólito3 ativo, de 12 litros. Os  clearances plasmáticos totais do losartam e de seu metabólito3 ativo são de cerca de 600 ml/min e 50 ml/min, respectivamente, com clearances renais de cerca de 75 ml/min e 25 ml/min, respectivamente. Quando o losartam é administrado por via oral, cerca de 4% da dose são excretados não-alterados na urina6 e cerca de 6%, excretados como metabólito3 ativo. Excreção biliar contribui para excreção de losartam e seus metabólitos7. Após administração oral, 35% são eliminados pela urina6 e 60% nas fezes. As concentrações asmáticas de losartam ode seu metabólito3 ativo são similares em idosos e jovens hipertensos de ambos os sexos. As concentrações plasmáticas de losartam são duas vezes mais elevadas em mulheres hipertensas do que em homens hipertensos, mas as concentrações do metabólito3 ativo são similares em ambos os sexos. Pacientes com insuficiência renal8: As concentrações plasmáticas de losartam não estão alteradas em pacientes com  clearance de creatinina9 de até 30 ml/min. Em pacientes com clearance de creatinina9 menor, as AUCs são cerca de 50% maiores, e elas podem duplicar em pacientes em hemodiálise10. As concentrações plasmáticas do metabólito3 ativo não estão alteradas. Não há necessidade de ajuste posológico em pacientes com função renal11 deteriorada, a menos que sejam volume-depletados. Pacientes com insuficiência hepática12: Em pacientes com cirrose13 leve ou moderada do fígado2, as concentrações plasmáticas de losartam e de seu metabólito3 ativo estão 5 vezes e 1,7 vez maiores do que no adulto jovem normal. O  clearance nestes pacientes é cerca de 50% menor e a biodisponibilidade oral é cerca de duas vezes maior. Uma dose menor para inicio de tratamento é recomendada neste tipo de paciente.  Hidroclorotiazida: Após a administração oral de hidroclorotiazida, a diurese14 inicia-se dentro de 2horas, atinge seu pico em cerca de 4 horas e dura por cerca de 6 a 12horas. A hidroclorotiazida não é metabolizada, sendo eliminada rapidamente pelos rins15. Quando os níveis plasmáticos foram determinados durante 24 horas, a meia-vida plasmática variou entre 5,6 e 14,8 horas. Pelo menos 61% da dose oral são eliminados inalterados dentro das 24 horas. A hidroclorotiazida cruza a barreira placentária, mas não e hematoliquórica, e é excretada no leite materno.

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Complementos

1 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
2 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
3 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
4 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
5 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
6 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
7 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
8 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
9 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
10 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
13 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
14 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
15 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.

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