INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS ASTRO

Atualizado em 28/05/2016

ANTIÁCIDOS1: UM ESTUDO DE FARMACOCINÉTICA AVALIOU OS EFEITOS DA ADMINISTRAÇÃO SIMULT ÂNEA DE AZITROMICINA E ANTIÁCIDOS1, NÃO SENDO OBSERVADO QUAL QUER EFEITO NA BIODISPONIBILIDADE TOTAL, EMBORA O PICO DE CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA FOSSE REDUZIDO EM ATÉ 30%.

EM PACIENTES QUE ESTEJAM RECEBENDO ASTRO E ANTIÁCIDOS1, OS MESMOS NÃO DEVEM SER ADMINISTRADOS SIMULTANEAMENTE. CARBAMAZEPINA: EM UM ESTUDO DE INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA EM VOLUNTÁRIOS SADIOS, NÃO FORAM OBSERVADOS EFEITOS SIGNIFICANTES NOS NÍVEIS PLASMÁTICOS DA CARBAMAZEPINA OU SEUS METABÓLITOS2 ATIVOS EM PACIENTES QUE RECEBERAM ASTRO CONCOMITANTEMENTE.

CIMETIDINA: FOI REALIZADO UM ESTUDO DE FARMACOCINÉTICA PARA AVALIAR OS EFEITOS DE DOSE ÚNICA DE CIMETIDINA ADMINISTRADA DUAS HORAS ANTES DA AZITROMICINA. NESTE ESTUDO NÃO FORAM OBSERVADAS QUAIS QUER ALTERAÇÕES NA FARMACOCINÉTICA DA AZITROMICINA.

CICLOSPORINA: NA AUSÊNCIA DE DADOS CONCLUSIVOS DE ESTUDOS FARMACOCINÉTICOS OU CLÍNICOS INVESTIGANDO A INTERAÇÃO POTENCIAL ENTRE AZITROMICINA E CICLOSPORINA, DEVE-SE TER CUIDADO QUANDO SE UTILIZAR ESTAS DROGAS CONCOMITANTEMENTE. SE FOR NECESSÁRIA A COADMINISTRAÇÃO DESSAS DROGAS, OS NÍVEIS DE CICLOSPORINA DEVEM SER MONITORIZADOS E A DOSE DEVE SER AJUSTADA DE ACORDO.

DIGOXINA: TEM SIDO RELATADO QUE ALGUNS ANTIBIÓTICOS MACROLÍDEOS PODEM PREJUDICAR O METABOLISMO3 DA DIGOXINA (NO INTESTINO) EM ALGUNS PACIENTES. EM PACIENTES QUE ESTEJAM RECEBENDO ASTRO® (AZITROMICINA) (UM ANTIBIÓTICO AZALÍDEO) E DIGOXINA CONCOMITANTEMENTE, A POSSIBILIDADE DE UM AUMENTO NOS NÍVEIS DE DIGOXINA DEVE SER CONSIDERADA.

ERGÔ: DEVIDO À POSSIBILIDADE TEÓRICA DE ERGOTISMO, O USO CONCOMITANTE DE ASTRO® (AZITROMICINA) COM DERIVADOS DO ERGÔ NÃO É RECOMENDADO (VIDE ITEM “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).

METILPREDNISOLONA: EM UM ESTUDO DE INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA EM VOLUNTÁRIOS SADIOS, O ASTRO® (AZITROMICINA) NÃO PRODUZIU NENHUM EFEITO SIGNIFICANTE NA FARMACOCINÉTICA DA METILPREDNISOLONA.

TEOFILINA: NÃO HÁ EVIDÊNCIA DE QUAL QUER INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA QUANDO ASTRO® (AZITROMICINA) E A TEOFILINA SÃO CO-ADMINISTRADAS EM VOLUNTÁRIOS SADIOS.

TERFENADINA: ESTUDOS FARMACOCINÉTICOS NÃO DEMONSTRARAM NENHUMA EVIDÊNCIA DE INTERAÇÃO ENTRE A AZITROMICINA E A TERFENADINA. FORAM RELATADOS RAROS CASOS ONDE A POSSIBILIDADE DESSA INTERAÇÃO NÃO PODERIA SER TOTALMENTE EXCLUÍDA; CONTUDO, NÃO EXISTEM EVIDÊNCIAS CONSISTENTES DE QUE TAL INTERAÇÃO TENHA OCORRIDO.

ANTICOAGULANTES4 ORAIS DO TIPO CUMARÍNICOS: EM UM ESTUDO DE INTERAÇÃO FARMACOCINÉTICA, A AZITROMICINA NÃO ALTEROU O EFEITO ANTICOAGULANTE5 DE UMA DOSE ÚNICA DE 15 MG DE VARFARINA QUANDO ADMINISTRADA A VOLUNTÁRIOS SADIOS. NO PERÍODO PÓS-COMERCIALIZAÇÃO, FORAM RECEBIDOS RELATOS DE ANTICOAGULAÇÃO POTENCIADA, SUBSEQUENTE À COADMINISTRAÇÃO DE ASTRO® (AZITROMICINA) E ANTICOAGULANTES4 ORAIS DO TIPO CUMARÍNICOS. EMBORA UMA RELAÇÃO CAUSAL NÃO TENHA SIDO ESTABELECIDA, DEVE-SE LEVAR EM CONSIDERAÇÃO A FREQUÊNCIA COM QUE É REALIZADA A MONITORIZAÇÃO DO TEMPO DE PROTROMBINA6.

ZIDOVUDINA: DOSES ÚNICAS DE 1000 MG E DOSES MÚLTIPLAS DE 1200 MG OU 600 MG DE AZITROMICINA NÃO AFETARAM A FARMACOCINÉTICA PLASMÁTICA OU A EXCREÇÃO URINÁRIA DA ZIDOVUDINA OU DE SEU METABÓLITO7 GLICURONÍDEO. ENTRETANTO, A ADMINISTRAÇÃO DE AZITROMICINA AUMENTA AS CONCENTRAÇÕES DO METABÓLITO7 CLINICAMENTE ATIVO, A ZIDOVUDINA FOSFORILADA, NAS CÉLULAS8 MONONUCLEARES DO SANGUE9 PERIFÉRICO. O SIGNIFICADO CLÍNICO DESTE ACHADO AINDA NÃO FOI ELUCIDADO PORÉM, PODE BENEFICIAR OS PACIENTES.

DIDANOSINA: A CO-ADMINISTRAÇÃO DE DOSES DIÁRIAS DE 1200 MG DE AZITROMICINA COM DIDANOSINA EM 6 INDIVÍDUOS, PARECE NÃO TER AFETADO A FARMACOCINÉTICA DA DIDANOSINA , QUANDO ESTA FOI COMPARADA AO PLACEBO10 .

RIFABUTINA: A CO-ADMINISTRAÇÃO DA AZITROMICINA COM A RIFABUTINA PARECE NÃO TER AFETADO AS CONCENTRAÇÕES SÉRICAS DE NENHUMA DAS DROGAS.

FOI OBSERVADA NEUTROPENIA11 EM INDIVÍDUOS TRATADOS COM AZITROMICINA E RIFABUTINA, CONCOMITANTEMENTE. EMBORA A NEUTROPENIA11 TENHA SIDO RELACIONADA AO USO DA RIFABUTINA, UMA RELAÇÃO CAUSAL NÃO FOI ESTABELECIDA PARA O USO DA COMBINAÇÃO DA RIFABUTINA COM A AZITROMICINA (VIDE “REAÇÕES ADVERSAS”).

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Antiácidos: É uma substância que neutraliza o excesso de ácido, contrariando o seu efeito. É uma base que aumenta os valores de pH de uma solução ácida.
2 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
3 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
4 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
5 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
6 Protrombina: Proteína plasmática inativa, é a precursora da trombina e essencial para a coagulação sanguínea.
7 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
10 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
11 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.

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