ADVERTÊNCIAS IMUNOGLOBULINA HUMANA ESPECÍFICA ANTI-D

Atualizado em 28/05/2016

A dose recomendada não deve ser excedida.

Não se deve misturar outros medicamentos com a Imunoglobulina1 Humana Específica Anti-D (Rho), porque seus efeitos ainda não foram totalmente estabelecidos.

A injeção2 deve ser administrada, de preferência, na região glútea3, com paciente deitado, e a solução deve estar à temperatura do corpo.


Os pacientes devem ser observados por, pelo menos, 20 minutos, após a administração.


A suspeita de reações alérgicas ou anafiláticas requer que a injeção2 seja descontinuada imediatamente.


Respostas alergênicas verdadeiras para a Imunoglobulina1 Humana Específica Anti-D (Rho) quando administrada por via intramuscular, são raras. No caso de choque4, seguir os procedimentos de terapia de choque4.


Imunoglobulina1 Humana Específica Anti-D (Rho) não deve ser administrada por via intravenosa porque a preparação pode causar reações adversas graves, caso seja administrada por esta via.


A injeção2 deve ser administrada por via intramuscular e deve ser tomado cuidado para assegurar que a agulha não perfure algum vaso sangüíneo. Para tal, ao introduzir a agulha no músculo do paciente, deve-se aspirar um pouquinho o êmbolo5 para observar se não há retorno de sangue6.


Mulheres Du não devem ser tratadas com Imunoglobulina1 Humana Específica Anti-D (Rho), porque a maioria dos anticorpos7 serão absorvidos pelas células8 Du, deixando muito poucas células8 para reagir com as hemácias9 do recém-nascido e também, porque o risco de formação de IgG Anti-D pelas mulheres Du é extremamente pequeno.


Imunoglobulina1 Humana Específica Anti-D (Rho) é obtida a partir de plasma10 humano, proveniente de doações voluntárias de doadores que foram imunizados contra o antígeno11 D, ou seja, doadores que possuem anticorpos7 específicos contra a antígeno11 eritrócito D, as quais foram submetidas, individualmente, a testes sorológicos, através de procedimentos validados e resultaram em respostas negativas quanto à presença de vírus12 de Hepatite13 B, Hepatite13 C, AIDS e sífilis14.


Contudo, por se tratar de um produto hemoderivado, o risco de infecção15 por vírus12 sangüíneos não pode ser totalmente excluído.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Imunoglobulina: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
2 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
3 Região Glútea:
4 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
5 Êmbolo: 1. Cilindro ou disco que se move em vaivém no interior de seringas, bombas, etc. 2. Na engenharia mecânica, é um cilindro metálico deslizante que recebe um movimento de vaivém no interior de um cilindro de motor de combustão interna. 3. Em artes gráficas, é uma haste de ferro com um cilindro, articulada para comprimir e lançar o chumbo ao molde. 4. Em patologia, é um coágulo ou outro tampão trazido pela corrente sanguínea a partir de um vaso distante, que obstrui a circulação ao ser forçado contra um vaso menor. 5. Na anatomia zoológica, nas aranhas, é um prolongamento delgado no ápice do aparelho copulador masculino.
6 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
7 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
8 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
9 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
10 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
11 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
12 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
13 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
14 Sífilis: Doença transmitida pelo contato sexual, causada por uma bactéria de forma espiralada chamada Treponema pallidum. Produz diferentes sintomas de acordo com a etapa da doença. Primeiro surge uma úlcera na zona de contato com inflamação dos gânglios linfáticos regionais. Após um período a lesão inicial cura-se espontaneamente e aparecem lesões secundárias (rash cutâneo, goma sifilítica, etc.). Em suas fases tardias pode causar transtorno neurológico sério e irreversível, que felizmente após o advento do tratamento com antibióticos tem se tornado de ocorrência rara. Pode ser causa de infertilidade e abortos espontâneos repetidos.
15 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.

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