ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES GLIBETA

Atualizado em 28/05/2016
Acidose1 lática2A acidose1 lática2 é uma complicação metabólica rara, porém grave (com elevada mortalidade3 caso não se proceda a um tratamento imediato), que pode ocorrer devido à acumulação de metformina4. Foram descritos casos de acidose1 lática2 em pacientes submetidos a tratamento com metformina4, principalmente em diabéticos com insuficiência renal5 significativa. A incidência6 de acidose1 lática2 pode e deve ser reduzida, determinando-se outros fatores de risco associados, tais como diabetes7 mal controlada, cetose, jejum prolongado, consumo excessivo de álcool, insuficiência hepática8 e qualquer condição associada com hipóxia9.
Diagnóstico10: o risco de acidose1 lática2 deve ser considerado no caso de aparecimento de sinais11 inespecíficos como cãibras musculares com perturbações digestivas, tais como dores abdominais e astenia12 grave. A acidose1 lática2 é caracterizada por dispneia13 acidótica, dor abdominal e hipotermia14, seguida de coma15. Os resultados das análises laboratoriais revelam uma queda no pH sanguíneo, níveis de lactato16 no plasma17 acima de 5 mmol/L18, e um aumento do gap aniônico e da relação lactato16/piruvato19. Caso se suspeite de acidose metabólica20, a administração do metformina4 deverá ser suspensa e o paciente imediatamente hospitalizado.
Hipoglicemia21
Por conter uma sulfonilureia, GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) pode expor o paciente ao risco de hipoglicemia21.
Após o início do tratamento, uma titulação progressiva das doses pode prevenir o aparecimento de hipoglicemia21. Este tratamento deve somente ser prescrito se o paciente cumprir um horário regular das refeições (incluindo desjejum). É importante que a ingestão de carboidratos seja regular, uma vez que o risco de hipoglicemia21 é aumentado por atraso nos horários das refeições e ingestão insuficiente ou desequilibrada de carboidratos. Hipoglicemia21 é mais provável de ocorrer em dietas com restrição calórica, após exercícios físicos intensos ou prolongados, ingestão de álcool ou durante administração de agentes hipoglicêmicos associados.
Diagnóstico10: GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) é capaz de produzir hipoglicemia21 ou sintomas22 hipoglicêmicos como cefaleia23, fome, náuseas24, vômitos25, cansaço extremo, distúrbios do sono, inquietação, agressividade, falta de concentração e de reação, depressão, confusão, dificuldade de discurso, distúrbios visuais, tremores, paralisia26 e parestesia27, tonturas28, delírios, convulsões, sonolência, perda da consciência, respiração superficial e bradicardia29. Devido à contrarregulação causada pela hipoglicemia21, podem ocorrer sudorese30, medo, taquicardia31, hipertensão32, palpitações33, angina34 e arritmia35. Esses últimos sintomas22 podem estar ausentes quando a hipoglicemia21 se desenvolver lentamente, em caso de neuropatia autonômica36 ou quando os pacientes fazem uso de betabloqueadores, clonidina, reserpina, guanetidina ou outros simpaticomiméticos. O risco de hipoglicemia21 apresenta-se aumentado quando a ingestão calórica é deficiente, quando exercícios intensos não são compensados com adequada suplementação37 calórica, ou durante uso concomitante com outros agentes hipoglicemiantes38 ou álcool. Insuficiência renal5 ou hepática39 podem causar elevação dos níveis dos fármacos, tanto da glibenclamida quanto do cloridrato de metformina4 e a insuficiência hepática8 pode também diminuir a capacidade gliconeogênica, fatos que aumentam o risco de reações hipoglicêmicas. Pacientes idosos, debilitados ou mal-nutridos e aqueles com insuficiência40 suprarrenal ou hipofisária, ou intoxicação alcoólica, são particularmente suscetíveis a efeitos hipoglicêmicos. Pode-se ter dificuldade de reconhecer a hipoglicemia21 no paciente idoso e naqueles que estejam usando bloqueadores beta-adrenérgicos41. A seleção adequada de pacientes e dosagem e instruções adequadas ao paciente são importantes para reduzir o risco de episódios hipoglicêmicos. Caso o paciente vivencie repetidos episódios de hipoglicemia21, que sejam severos ou associados à situação, tratamentos antidiabéticos opcionais diferentes de GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) devem ser levados em consideração.
Controle da hipoglicemia21: sintomas22 moderados de hipoglicemia21 sem perda de consciência ou manifestações neurológicas devem ser corrigidos com a ingestão imediata de açúcar42. Deve-se assegurar um ajuste da dose e/ou alterações no padrão das refeições. Reações graves de hipoglicemia21 com coma15, convulsões ou outros sinais11 neurológicos são também possíveis e constituem uma emergência43 médica que exige tratamento imediato com administração de glicose44 intravenosa, quando a causa é diagnosticada ou suspeita, antes da hospitalização do paciente. A cuidadosa seleção dos pacientes e das doses, bem como instruções adequadas para o paciente são importantes para reduzir o risco de episódios de hipoglicemia21. Se o paciente apresentar episódios repetidos de hipoglicemia21, que podem ser graves ou associados ao desconhecimento da situação, outras opções de tratamento antidiabético que não o GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) devem ser levadas em consideração.
Função renal45
Uma vez que a metformina4 é excretada pelo rim46, recomenda-se que sejam determinados os níveis de creatinina47 sérica e a depuração de creatinina47 antes de se dar início ao tratamento e, posteriormente, de forma regular (pelo menos anualmente, em pacientes com função renal45 normal; pelo menos duas a quatro vezes por ano, em pacientes com níveis de creatinina47 sérica no limite superior da normalidade e em idosos). Diminuição da função renal45 em idosos é frequente e assintomática. Deve-se ter especial cuidado em situações nas quais a função renal45 possa ser afetada, tais como início de tratamento com anti-hipertensivos, diuréticos48 ou antiinflamatórios não esteróides.
Desequilíbrio da glicemia49
Em caso de cirurgia ou qualquer outra causa de descompensação do diabetes7, deve ser instaurada terapia temporária com insulina50 em substituição ao tratamento com GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida)
Os sintomas22 de hiperglicemia51 são aumento da frequência urinária, sede excessiva e pele52 seca.
Administração de contrastes iodados
A administração intravascular53 de meios de contraste iodados pode conduzir à insuficiência renal5, induzindo acúmulo de metformina4 e risco de acidose1 lática2. Desta forma, dependendo da função renal45, o uso de GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) tem que ser interrompido 48 horas antes do exame, ou na sua ocasião, não devendo ser reiniciado senão 48 horas após a realização do mesmo, e apenas quando a função renal45 tiver sido reavaliada e considerada normal.
Cirurgia
O uso de GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) terá que ser interrompido 48 horas antes de cirurgias eletivas54 maiores, podendo ser reiniciado não antes de 48 horas após a cirurgia, e somente após a função renal45 ter sido reavaliada como normal.
Ingestão de álcool
Álcool é conhecido por potencializar o efeito da metformina4 sobre o metabolismo55 dos lactatos. Os pacientes, portanto, devem ser prevenidos contra o consumo de álcool, agudo56 ou crônico57, enquanto tratados com GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) O álcool pode também aumentar o risco de hipoglicemia21, devido a seu efeito sobre a atividade gliconeogênica do fígado58.
Testes laboratoriais
Determinações periódicas da glicemia49 em jejum e da hemoglobina glicada59 (HbA1c60) devem ser realizadas para monitorar a resposta terapêutica61. Deve-se realizar o monitoramento inicial e periódico (pelo menos uma vez ao ano) dos parâmetros hematológicos (hemoglobina62/hematócrito63 e contagem de células64) e da função renal45 (creatinina47 sérica). Ainda que anemia megaloblástica65 seja observada raramente nos pacientes tratados com metformina4, em caso de ser suspeitada deve-se excluir deficiência de vit. B12.
Como este medicamento contém lactose66, está contraindicado em caso de galactosemia67 congênita68, síndrome de má absorção69 da glicose44 e galactose70 ou em caso de deficiência da lactase.
Gravidez71
Categoria de risco B. Os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas. Uma vez que estudos de reprodução72 em animais não são sempre preditivos da resposta humana, a combinação de cloridrato de metformina4 + glibenclamida não deve ser utilizada durante a gravidez71, a menos que seja absolutamente necessário.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Efeitos teratogênicos73: informações recentes sugerem fortemente que níveis de glicemia49 anormais durante a gravidez71 estão associados com uma alta incidência6 de anormalidades congênitas74. Os especialistas recomendam que, durante a gravidez71, deve ser usada a insulina50 para manter a glicemia49 tão próxima do normal quanto possível. Não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas com a combinação cloridrato de metformina4 + glibenclamida ou com seus constituintes metformina4 e glibenclamida, considerados isoladamente. Igualmente, não foram realizados estudos em animais com a combinação cloridrato de metformina4 + glibenclamida. Os dados referidos em seguida são baseados em estudos realizados com a metformina4 e a glibenclamida isoladamente.
glibenclamida: foram realizados estudos sobre a reprodução72 em ratos e coelhos com doses até quinhentas vezes a dose humana diária máxima recomendada de 20 mg de glibenclamida, com base em comparações das áreas das superfícies corporais, que não revelaram evidências de prejuízos à fertilidade ou danos ao feto75 devidos à glibenclamida.
cloridrato de metformina4: a metformina4 não foi teratogênica76 em ratos ou coelhos em doses até 600 mg/kg/dia. Esta dose corresponde a uma exposição de cerca de seis e duas vezes a dose humana diária máxima recomendada de 2550 mg de metformina4, respectivamente, com base em comparações das áreas das superfícies corporais. A determinação das concentrações fetais demonstrou que a placenta se constituiu numa barreira parcial à metformina4.
Efeitos não-teratogênicos73: tem sido observados casos de hipoglicemia21 severa prolongada (4 a 10 dias) em recém-nascidos de mães em tratamento com sulfoniluréias77. Este fato tem ocorrido mais frequentemente com o uso de agentes com meias-vidas prolongadas. Conforme dito anteriormente, não se recomenda o uso da combinação cloridrato de metformina4 + glibenclamida durante a gravidez71. Entretanto, se usada, deve ser descontinuada pelo menos duas semanas antes da data provável do parto.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco
Lactação78

Embora não se conheça se a glibenclamida é excretada no leite humano, algumas sulfonilureias77 são conhecidas por serem excretadas por esta via. Estudos em ratas lactantes79 mostraram que a metformina4 é excretada no leite e alcança níveis comparados àqueles do plasma17. Estudos similares não foram conduzidos em mulheres lactantes79. Uma vez que existe o risco potencial de hipoglicemia21 no lactente80, uma decisão deve ser tomada, de descontinuação da amamentação81 ou da administração de GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida), levando em consideração a importância do medicamento para a mãe. Caso GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) seja descontinuado e somente dieta seja insuficiente para controlar a glicose sanguínea82, deve ser considerada a terapia insulínica.
Uso pediátrico
Não foi estabelecida a segurança e eficácia da combinação de cloridrato de metformina4 + glibenclamida em pacientes pediátricos.
Pacientes idosos
Nos estudos clínicos realizados não se observaram diferenças, considerando-se eficácia e segurança, entre pacientes idosos e jovens, mas não se deve descartar uma possível maior sensibilidade de alguns pacientes idosos. O cloridrato de metformina4 é conhecido por ser substancialmente excretado pelo rim46 e como o risco de reações adversas sérias ao fármaco83 é maior em pacientes com insuficiência40 da função renal45, GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) somente deve ser usado em pacientes com função renal45 normal (ver Advertências e Precauções). Uma vez que o envelhecimento associa-se à redução da função renal45, GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida) deve ser usado com cautela em pacientes idosos. Deve-se ter cuidado na determinação da dose, o que deve ser feito com base em monitoramento cuidadoso e regular da função renal45. De uma maneira geral, os pacientes idosos não devem ser tratados com a dose máxima recomendada de GLIBETA (cloridrato de metformina4 + glibenclamida)
Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
2 Lática: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; láctica.
3 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
4 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
5 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
6 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
7 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
8 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
9 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
10 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
11 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
12 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
13 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
14 Hipotermia: Diminuição da temperatura corporal abaixo de 35ºC.Pode ser produzida por choque, infecção grave ou em estados de congelamento.
15 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
16 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
17 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
18 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
19 Piruvato: Ácido pirúvico ou piruvato é um composto orgânico contendo três átomos de carbono (C3H4O3), originado ao fim da glicólise. Em meio aquoso, ele dissocia-se formando o ânion piruvato, que é a forma sob a qual participa de processos metabólicos.
20 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
21 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
22 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
23 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
24 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
25 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
26 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
27 Parestesia: Sensação cutânea subjetiva (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) vivenciada espontaneamente na ausência de estimulação.
28 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
29 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
30 Sudorese: Suor excessivo
31 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
32 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
33 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
34 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
35 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
36 Neuropatia autonômica: Tipo de neuropatia que afeta pulmões, coração, estômago, intestino, bexiga e órgãos genitais.
37 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
38 Hipoglicemiantes: Medicamentos que contribuem para manter a glicose sangüínea dentro dos limites normais, sendo capazes de diminuir níveis de glicose previamente elevados.
39 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
40 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
41 Adrenérgicos: Que agem sobre certos receptores específicos do sistema simpático, como o faz a adrenalina.
42 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
43 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
44 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
45 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
46 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
47 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
48 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
49 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
50 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
51 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
52 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
53 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
54 Eletivas: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
55 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
56 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
57 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
58 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
59 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
60 HbA1C: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
61 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
62 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
63 Hematócrito: Exame de laboratório que expressa a concentração de glóbulos vermelhos no sangue.
64 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
65 Anemia megaloblástica: É uma doença na qual a medula óssea produz hemácias gigantes e imaturas. Esse distúrbio é provocado pela carência de vitamina B12 ou de ácido fólico no organismo. Uma vez que esses fatores são importantes para a síntese de DNA e responsáveis pela eritropoiese, a sua falta causa um defeito na síntese de DNA, levando ao desequilíbrio no crescimento e divisão celular.
66 Lactose: Tipo de glicídio que possui ligação glicosídica. É o açúcar encontrado no leite e seus derivados. A lactose é formada por dois carboidratos menores, chamados monossacarídeos, a glicose e a galactose, sendo, portanto, um dissacarídeo.
67 Galactosemia: Doença hereditária que afeta o metabolismo da galactose (“produção”).
68 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
69 Síndrome de má absorção: Doença do tubo digestivo caracterizada por absorção insuficiente de nutrientes através da mucosa intestinal. Os sintomas principais são perda de peso, diarréia, desnutrição, eliminação de matéria fecal abundante em gorduras, etc.
70 Galactose: 1. Produção de leite pela glândula mamária. 2. Monossacarídeo usualmente encontrado em oligossacarídeos de origem vegetal e animal e em polissacarídeos, usado em síntese orgânica e, em medicina, no auxílio ao diagnóstico da função hepática.
71 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
72 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
73 Teratogênicos: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
74 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
75 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
76 Teratogênica: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
77 Sulfoniluréias: Classe de medicamentos orais para tratar o diabetes tipo 2 que reduz a glicemia por ajudar o pâncreas a fabricar mais insulina e o organismo a usar melhor a insulina produzida.
78 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
79 Lactantes: Que produzem leite; que aleitam.
80 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
81 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
82 Glicose sanguínea: Também chamada de açúcar no sangue, é o principal açúcar encontrado no sangue e a principal fonte de energia para o organismo.
83 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.

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