PRECAUÇÕES E ADVERTÊNCIAS PUREGON

Atualizado em 25/05/2016

A presença de endocrinopatias1 não-gonadais, não-controladas (por exemplo: distúrbios da tireóide, adrenal e hipófise2) deve ser excluída. Nos casos de gravidez3 produzida por indução da ovulação4 com preparações gonadotróficas, existe um risco maior de ocorrer gravidez3 múltipla. Não têm sido relatados casos de hipersensibilidade ao PUREGON, mas existe a possibilidade de respostas anafiláticas. A primeira injeção5 de PUREGON deve ser realizada somente sob supervisão médica direta. Uma vez que mulheres inférteis submetidas à reprodução6 assistida e particularmente FIV freqüentemente apresentam anormalidades tubárias, a freqüência de gravidez ectópica7 pode estar aumentada. Portanto, é importante a realização de um exame ultra-sonográfico precocemente para confirmar se a gravidez3 é intra-uterina. As taxas de abortamento8 em mulheres submetidas a técnicas de reprodução6 assistida são maiores do que na população normal. Hiperestimulação não-desejada. Durante o tratamento deve se realizar uma avaliação ultra-sonográfica do desenvolvimento folicular e determinar os níveis de estrógenos antes do tratamento e a intervalos regulares durante o mesmo, pois os níveis de estrógenos podem aumentar muito rapidamente, mais que o dobro ao dia, durante 2 ou 3 dias seguidos e, possivelmente, alcançar valores excessivamente altos. Se ocorrer a hiperestimulação indesejada (não como parte de hiperestimulação ovariana controlada em programas de reprodução6 assistida), deve-se suspender imediatamente a administração de PUREGON. Nesse caso, a gravidez3 deve ser evitada e não deve ser administrado o hCG, porque ele pode induzir, em adição à ovulação4 múltipla, a síndrome9 da hiperestimulação ovariana. Os sintomas10 clínicos da síndrome9 da hiperestimulação ovariana moderada são dor abdominal, náuseas11, diarréia12 e leve a moderado aumento dos ovários13 e cistos ovarianos. Em casos raros, pode ocorrer a síndrome9 da hiperestirnulação ovariana grave, que pode chegar a desencadear uma situação crítica. Caracteriza-se por cístos ovarianos-grandes (com tendência à ruptura), ascite14, freqüentemente hidrotórax e ganho de peso. Em raras situações, processos tromboembólicos arteriais têm sido associados à terapia com gonadotrofínas. Isso também pode acontecer com PUREGON/hCG.

Antes de consumir qualquer medicamento, consulte seu médico (http://www.catalogo.med.br).

Complementos

1 Endocrinopatias: Quaisquer afecções de glândulas endócrinas.
2 Hipófise:
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
5 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
6 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
7 Gravidez ectópica: Implantação do produto da fecundação fora da cavidade uterina (trompas, peritôneo, etc.).
8 Abortamento: Interrupção precoce da gravidez, espontânea ou induzida, seguida pela expulsão do produto gestacional pelo canal vaginal (Aborto). Pode ser precedido por perdas sangüíneas através da vagina.
9 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
12 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
13 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
14 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.

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