CARACTERÍSTICA NOS PACIENTES AURAM

Atualizado em 25/05/2016

Em pacientes epiléticos, doses diárias de 600 a 1.800 mg de Auram, produzem níveis de equilíbrio sérico ("steady-state") do MHD num intervalo de 8,3 a 107 mmol/l1.Podem ser necessárias doses diárias mais elevadas para alguns pacientes; a concentração de "steady-state" mais alta encontrada foi 177 mmol/l1. Uma relação linear entre doses diárias de 300 a 2.700 mg e níveis plasmáticos de MHD, foram encontradas em pacientes recebendo monoterapia com Auram. Não existe relação clara entre concentrações plasmáticas e eficácia terapêutica2. As concentrações de "steady-state" de MHD em crianças epilépticas são comparáveis às dos adultos.

Em idosos, o pico de concentração plasmática e a AUC do MHD são
significativamente mais elevadas do que em jovens, o que pode ser devido a uma redução moderada na função renal3. Não é necessário fazer recomendações especiais quanto as doses pois a dosagem terapêutica2 é ajustada para cada paciente. A cinética4 da oxcarbazepina e do seu metabólito5 ativo, não foram estudadas em pacientes com disfunção hepática6. Distúrbios renais moderados não influenciam significativamente o perfil plasmático do MHD e da oxcarbazepina.
Entretanto, as doses de Auram devem ser reduzida à metade nos pacientes com insuficiência renal7 grave ("clearance" da creatinina8 £30 ml/min), devido a um aumento significativo dos níveis plasmáticos do conjugado MHD, que pode levar a níveis mais elevados de MHD livre.

DADOS PRÉ-CLÍNICOS DE SEGURANÇA

Ratos tratados durante seis meses com Auram, apresentaram alterações renais morfológicas relacionadas à dose, incluindo lesões9 epiteliais, dilatação dos túbulos e até fibrose10 glomerular, principalmente nos machos. Os túbulos corticais dilatados continham gotículas e cilindros hialinos. Estas formações são comuns nos ratos machos e aumentaram possivelmente devido ao Auram, como consequência de uma exagerada carga metabólica após estimulação hepática6.

A mesma causa pode ser deduzida para um aumento na incidência11 de nefropatia12 progressiva em ratos tratados por até dois anos com dose aproximada de 250 mg/kg de Auram. Os rins13 destes ratos, tratados com o metabólito5 MHD por até seis meses, não foram afetados. Em cães, não foram induzidos efeitos renais tanto pelo Auram como pelo MHD. Devido a predominância do MHD no homem, estima-se que o risco de nefropatia12 induzida pelo Auram seja baixo. Ratos e camundongos apresentaram um leve aumento dose-dependente na incidência11 de tumores hepáticos após 2 anos de tratamento com Auram.

Hepatomas benignos foram encontrados em ambos os sexos de ratos e camundongos, enquanto a ocorrência de carcinomas hepatocelulares foi limitada às fêmeas. Por analogia ao fenobarbital, a indução de enzima14 hepática6 citocromo P-450 e a estimulação associada do crescimento da célula15 hepática6 em roedores, tem sido sugerida como sendo a causa mais provável deste fenômeno. Os estudos de mutagenicidade, incluindo os de aberrações cromossômicas, apresentaram resultados negativos, excluindo assim qualquer aumento na formação de tumores por mecanismo genotóxico.

De modo geral, a maior incidência11 de tumores hepáticos observada com Auram, É considerada específica para roedores e, sem relevância para o homem. Além disso, o metabolismo16 do Auram é completamente diferente em animais experimentais e em seres humanos no que se refere à redução enzimática ao MHD, que em roedores é meramente uma via secundária.

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Complementos

1 Mmol/L: Milimols por litro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
2 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
3 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
4 Cinética: Ramo da física que trata da ação das forças nas mudanças de movimento dos corpos.
5 Metabólito: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
8 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
9 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
10 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
11 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
12 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
13 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
14 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
15 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
16 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.

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